aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

família

erico stickel & bmw


Em 1973 meu pai Erico Stickel comprou uma BMW 2002 automática, preta, zero km, idêntica a esta da foto que vi recentemente em uma exposição de carros clássicos no Parque da Luz, centro de São Paulo.
Antes mesmo que eu pudesse experimentar a máquina, meu pai viajou a Campos do Jordão sozinho, à noite (tratava-se da “estrada velha”…). Dormiu no volante, e saiu da estrada, capotando. Corria o mês de Maio de 1973.
Seu salvador, João Amorim de Souza Filho Filho, descreve assim o resgate:

“Me lembro, eu dirigia valentemente, um Ford Corcel Coupe (2 portas), acompanhado de uma namorada para passar o fim de semana em Campos, quando atrás de mim, mais valente na condução, vinha uma BMW Coupe, conduzida por um cavalheiro solitário.
 
Após uma boa pressão acabei cedendo passagem, em um trecho sinuoso da estrada entre Monteiro Lobato e Campos, mas contudo tentado acompanha-lo de perto.
 
De repente, simultaneamente observei que o automóvel da minha frente tinha desaparecido, com uma vaga lembrança de ter percebido uma luz forte vinda da mata vizinha, proveniente de um barranco abaixo da estrada.
 
Parei de imediato, fazendo um retorno na estrada, dirigindo no sentido contrário para observar o que tinha acontecido, quanto percebi que se tratava do mesmo veiculo que me tinha ultrapassado, o qual se encontrava com as rodas para cima e com o seu motorista assustado dentro dele.
 
Neste caso era seu pai, o qual socorri, desligando o motor e os faróis, recolhendo os seus pertences pessoais e o ajudando a subir o barranco para então leva-lo a sua residência em Campos.
 
Já no meu carro, ele falava muito pouco e estava muito assustado, e assim chegamos em Campos mais ou menos uma hora depois do ocorrido, deixando-o em casa.”

Por sorte nada mais grave aconteceu com meu pai além do susto, alguns arranhões e contusões e um banho de gasolina…
O carro, bem… deu perda total.
Interessante coincidência é que os pais do João tiveram como padrinhos de casamento, no Rio de janeiro, os meus avós, Lili e Ernesto Diederichsen.
Esta história envolve sorte e cavalheirismo, sem as quais meu pai (falecido em 2004) talvez não vivesse até os 84 anos de idade… Obrigado João!!

é isso, por fernando stickel [ 18:10 ]

reveillon 2021


Com o Covid 19 à solta, nosso reveillon foi comemorado em casa com um grupo de amigos queridos.
Sandra, Vera, Mario, eu, Dionice, Zé e Luciana. E as crianças Jimmy & Bolt!


Sandrinha entrando no ano novo sempre linda e elegante!

é isso, por fernando stickel [ 8:34 ]

sítio das figueiras


Nos anos 30 – 40 meu avô Ernesto Diederichsen tinha um sítio de veraneio para a família, às margens da represa Billings, chamava-se Sítio das Figueiras, na Zona Sul de São Paulo, bairro de Rio Bonito.
O sítio abrigava a casa da família, inserida em meio a gigantescas figueiras, daí o nome do sítio. A estrutura de lazer da casa incluía quadras de esporte e um enorme escorregador, alguns barcos também ficavam disponíveis para brincadeiras aquáticas.

A cerca de 400 metros da casa ficava a Colônia de Férias dos funcionários do grupo empresarial Diederichsen, que incluía a Argos Industrial em Jundiaí, outras indústrias têxteis, comércio de café, hotel e outras atividades. Meu avô era um visionário, e muitos anos antes de ser obrigatório por lei, ele já realizava trabalhos sociais beneficiando seus empregados, como creche, ambulatório, escola primária, cinema, biblioteca, etc… A Colônia de Férias era ampla, com acomodações para para os funcionários, salões de eventos, cozinha, restaurante, etc…

Na minha memória dos anos 50-60 a viagem da nossa casa até o sítio era bem longa, a entrada ficava a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo a uma hora e tanto de viagem de carro.
Após passar pelo autódromo de Interlagos chegava-se à cidade Dutra, aí muitas vezes parava-se em uma padaria onde eram feitas as compras finais, mais um quilômetro de asfalto e entrava-se à esquerda em estrada de terra, mais um quilômetro e chegava-se ao portão de entrada do sítio, que abria para uma retilínea estrada em subida suave, cercada de casuarinas, à direita ficava o Sitio das Jabuticabeiras.

Ao final desta suave ladeira havia, à direita a entrada do Sítio das Jabuticabeiras, e também o terreno que muitos anos mais tarde seria doado pelos meus pais às Aldeias SOS.

Muitos anos mais tarde, o Sítio das Figueiras se transformou no SESC Interlagos.


A chegada no Sítio


O acesso


A casa


O escorregador gigante, ao lado quadra de tênis


As Figueiras


Entrada da Colônia de Férias

é isso, por fernando stickel [ 13:24 ]

sandra & fernando

Há muitos anos que a Sandra minha mulher e eu fazemos uma parceria arquitetura/fotografia.
A documentação fotográfica e a divulgação dos trabalhos dela de arquitetura e decoração são feitas em grande parte por mim, ela prepara os ambientes e eu fotografo. Simples assim.
Aqui o resultado da decoração do jantar de Natal realizado ontem.

é isso, por fernando stickel [ 12:12 ]

xico stockinger

Xico Stockinger (1919-2009), sua mãe Ethel, sua irmã Ivy e seu pai “Seu” Chico de paletó e gravata. A foto foi tomada no Umuarama.

O escultor austríaco naturalizado brasileiro Xico Stockinger era filho do “Seu” Chico, que administrou na segunda metade dos anos 30 a abertura da Fazenda Toriba do meu avô Ernesto Diederichsen em Campos do Jordão.

“Seu” Chico, no relato de minha mãe Martha, era extremamente habilidoso, abriu estradas, plantou árvores, e inclusive a ensinou a cavalgar! A irmã de Xico, Ivy, era aventureira e ficava em pé em cima dos cavalos! “Seu” Chico morava naquela época em uma pequena casa de madeira perto da horta, e lá havia um quadro com uma onça pintada!

Dona Ethel, inglesa, esposa do “Seu” Chico era a gerente do Umuarama, pensão e Colônia de Férias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde a família Diederichsen se hospedou em sua primeira visita à Campos do Jordão.


Xico Stockinger em seu atelier em 2001.

é isso, por fernando stickel [ 13:47 ]

jimmy & bolt


Esta dupla de Jack Russell alegra a nossa vida e nossa casa há muitos anos! Jimmy e Bolt são parte jntegrante da família, só faltam falar!

é isso, por fernando stickel [ 20:07 ]

stefan pierzchalski


Fosse vivo meu sogro Stefan Pierzchalski, que não tive o prazer de conhecer, completaria hoje 89 anos de idade.
Nascido em Katovice na Polônia em 1 Novembro 1931, veio ao Brasil e aqui casou-se com Dionice Bandeira Pierzchalski em 23 Setembro 1957.
Faleceu tragicamente em Abril de 1981 aos 49 anos de idade, em sua residência em São Paulo. Nesta ocasião minha mulher Sandra Pierzchalski tinha apenas 22 anos de idade e estudava arquitetura no Mackenzie.


De pé, Stefan e seu pai Antoni Pierzchalski.
Sentados, Dionice, Sandra, a mãe de Antoni, Hedwiga, e a esposa de Antoni, Stefania. No colo de Stefania, a irmã da Sandra, Adriana.


Stefan e Dionice na casa da família, decorada com móveis da Branco e Preto.


Família Pierzchalski, Adriana à esquerda e Sandra à direita.

é isso, por fernando stickel [ 12:40 ]

faleceu jaime roviralta


Faleceu meu primo em segundo grau Jaime Arens de Roviralta, seu avô Fernando Arens Jr., era irmão da minha avó Maria Elisa Arens Diederichsen.
Descanse em paz Jaime.


O falecimento do Jaime provocou lembranças de uma época em que o Jaime foi meu aluno de desenho de observação.
Em 1999 criei um novo estúdio na área da minha casa na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia, com entrada independente, e lancei novos cursos, com divulgação e tudo o mais.


O atelier era amplo, de frente a um jardim. O meu curso de desenho de observação e o novo curso de escultura da Maria Clara Fernandes decolaram e tivemos muitos alunos, o curso de teatro do Celso Frateschi não teve interessados.


O Jaime, nesta foto de Jade Gadotti, com Maria Clara Fernandes, frequentou durante um tempo as aulas, muito animado e falante.


Visão do atelier durante a aula, os lanchinhos e a socialização eram uma atração à parte, muito apreciada pelo Jaime! Ao fundo sentadas na mesa minha sobrinha Joana e Clotilde, irmã do Jaime.


Jaime está sentado à direita, de camisa branca.

é isso, por fernando stickel [ 14:40 ]

sonhei com meu pai


Sonhei que fui a um bar ou restaurante com muitas mesas ao ar livre e mesas na calçada, debaixo de grandes árvores. Era de manhã e eu vestia apenas uma sunga, o clima era de praia mas o local era na cidade, como se fosse nos Jardins.
Entrei no estabelecimento e haviam vários atendentes circulando, eu era praticamente o único cliente, me aproximei da cozinha, que era aberta, e perguntei qual era a pedida, me mostraram várias coisas na grande chapa e acabei me decidindo, não muito convencido, por uma espécie de trouxinha, não pedi nada para beber.
Fui procurar uma mesa para sentar e nisso o restaurante estava lotado, com filas para entrar e todas as mesas ocupadas, fui até a calçada e vi um cliente se levantar da mesa, só que a cadeira estava sem assento. Fui ao atendente e pedi para colocar o assento, que meu prato chegaria e queria me sentar.
Logo depois chega minha irmã Ana Maria caminhando pela calçada, com meu pai Erico que estava vestido todo de azul claro e de calças compridas, que achei esquisito pelo clima de praia, seu pé direito estava machucado. Perguntei a ele o que havia acontecido mas ele não me respondeu, parecia meio alheio ao que acontecia.

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

72 com muita lenha pra queimar!

https://twitter.com/i/status/1313095587139592192

Meu aniversário de 72 anos transcorreu como o clip acima, alegre, poderoso, inovador…

Um dia muito interessante!

Logo cedo recebi lindas flores de minha ex Jade Gadotti, e também da minha colaboradora Ana, obrigado!!

Às 9:00h em ponto iniciou-se uma reunião virtual via Zoom com o Conselho Curador da Fundação Stickel, onde importantes decisões foram tomadas, uma das melhores reuniões já feitas!
Na sequência minha aula com o personal trainer Samuel Amorim, responsável desde o início da pandemia por manter meu corpo em ordem.
Após o banho verifiquei no espelho que meus glúteos de fato estão com maior tonus, o que é muito importante pois eles são de fato a base que sustenta minha coluna semi avariada…
Mais alguns presentes chegaram, delícia!
Fui buscar minha mãe em sua casa para almoçar comigo, estavam também no almoço minha filha Fernanda, minha mulher Sandra e o Samuel. Deliciosos camarões e uma garrafa de champagne, de sobremesa uma cocada dos deuses!


Durante o almoço, maravilhosamente preparado pela Sandra, a Fernanda comentou que o meu neto Samuel de 10 anos tinha ido naquela manhã ao médico para verificar seu crescimento, que está absolutamente normal, ótima notícia!
À tarde no escritório uma deliciosa surpresa, quando me chamaram para uma reunião Zoom convocada apenas para comemorar meu aniversário, com toda a equipe da Fundação! Novamente bolo e champagne.
Terminamos o dia Sandra e eu exaustos no sofá, assistindo ao último capítulo da excelente série Netflix “Bom Dia Verônica”
A cereja do bolo do dia chegou por volta das 11 da noite, quando meu filho Arthur me ligou de Vancouver no Canadá para informar ter sido aprovado como free lancer e vai trabalhar para o mega estúdio de animação Titmouse!

é isso, por fernando stickel [ 23:42 ]

idade de porsche

Eu tenho quase a mesma idade do primeiro automóvel Porsche. O modelo 356 recebeu sua certificação para uso em ruas na Alemanha no dia 8 Junho 1948. Redondamente quatro meses depois eu nascia, em 6/10/1948.

Pura curiosidade, olha só outras figuras que nasceram no mesmo dia em que eu nasci:

São Bruno von Köln 1030
Le Corbusier 1887
Roland Garros 1888
Thor Heyerdahl 1914
Altemar Dutra 1940
José Carlos Pace 1944
Instagram 2010

é isso, por fernando stickel [ 14:05 ]

bmw R60 1969

bmw69
Quando completei dezoito anos, em 1966, meu pai Erico me obrigou a vender a minha motocicleta Mondial 50cc, (Mondialino) que havia me dado de presente nos 17 anos, por acreditar que a moto era muito perigosa, e eu passei a utilizar os carros da casa.

Três anos depois, quando entrei na FAUUSP, meu apetite pelas motocicletas estava novamente aguçadíssimo, e eu tinha certeza que meu pai me daria, de prêmio por ter entrado na faculdade, uma Honda CD175 1969, que eu já tinha até escolhido em uma loja que ficava na R. da Consolação, perto da Universidade Mackenzie.

O presente não veio, mas dois anos depois, recém casado com a Alice, exigi do meu pai um dinheiro que ele havia prometido a mim e aos meus irmãos, ao qual teríamos acesso em duas condições, ou formados no ensino superior, ou casados.
Ele estrilou violentamente com o meu pedido, mas o meu tesão pela moto era maior, e eu o chamei à letra da promessa:
-Você não disse que liberaria a grana casado ou formado?
-Disse.
-Então, estou casado…
Ele liberou a grana a contragosto, e eu fui atrás da máquina, só que desta vez mirei no nirvana do motociclismo, uma BMW.

Procurei e encontrei uma BMW R60 1969, baixíssima quilometragem, equipada com bolsas, conta-giros e sirene à venda na loja do Edgar Soares. O vendedor era o Roberto Kasinski, filho do dono da Cofap, Abraham Kasinski.
Fui conversar com ele em sua casa em Higienópolis, acertamos o preço em uma agradável reunião e comprei a moto, último modelo desta linhagem clássica da BMW.
Este evento rendeu novas amizades, com o Renato, irmão do Roberto e seu amigo Sergio Vettori. Com eles pilotei pela primeira vez uma Honda Gold Wing!

é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]

armas


Estávamos na segunda metade dos anos 60 eu e meu amigo Klaus Foditsch fuçando no porão da casa da R. dos Franceses onde eu morava, e encontramos embrulhadas em panos velhos algumas armas, entre elas uma carabina Winchester 44 de repetição, que tinha pertencido ao meu avô Arthur Stickel

Como o irmão do Klaus estava servindo o exército na PE, o Klaus pediu e ele nos arranjou algumas balas. Fomos ao fundo do quintal e atiramos inúmeras vezes, num final de tarde. O barulho dos tiros era ensurdecedor, e ecoava pelo vale, nos divertimos a valer.

Quando meu pai chegou e soube do acontecido, a bronca veio do mesmo tamanho do ecoar dos tiros, afinal estávamos em pleno regime militar!!
A arma nunca mais disparou, entreguei-a na Campanha do Desarmamento em 2004.

Não possuo outra arma, nem quero possuir.

é isso, por fernando stickel [ 17:43 ]

arthur animado!


Meu filho Arthur acaba de completar o curso de Animação Clássica (Classical Animation) na Vancouver Film School VFS, um dos cursos do Advanced Production Programs da escola de cinema.
Como bom pai coruja posso afirmar, sem chance de errar, que o trabalho do Arthur é o melhor da Classe CA 104, quem estiver precisando de um animador pode e deve procurá-lo!
Instagram e-mail a.s.stickel@gmail.com Linkedin
Veja a animação “Knock Out” aqui.
Veja o Demo Reel aqui.
Veja o portfolio aqui.


A formatura se deu com uma reunião via Zoom, e uma projeção no YouTube, sinal dos tempos de pandemia, que pegou o Canadá bem fortemente.

A turma tinha inicialmente 25 alunos, e terminou com 17.


No meio do caminho o Arthur começou a namorar com sua colega Quinn, americana da Califórnia, agora estão morando juntos.


O curso foi forte, exigiu muito dos alunos, e ainda tiveram que lidar com a pandemia, no final deu tudo certo!


Arthur e Quinn.


A tchurma.


O ano foi puxadíssimo, mesmo assim conseguiram passear um pouco…

Apresentação dos trabalhos de todos os alunos. A classe se chama CA 104.

é isso, por fernando stickel [ 18:30 ]

rádio hallicrafters


Este rádio Hallicrafters de ondas curtas, design Raymond Loewy de 1947, foi do meu avô Arthur Stickel.
Quando eu era moleque, montei um rádio galena no meu quarto na R. dos Franceses, e estendi um fio de antena entre a janela e uma árvore no quintal, cerca de 20 metros.
Um dia resolvi testar o Hallicrafters com a antena do galena, e deu certo!

é isso, por fernando stickel [ 23:01 ]

bernardo diederichsen


Meu tio Bernardo Frederico Diederichsen (1904-1928) faleceu aos 24 anos de idade, ao sofrer choque elétrico.
Recém formado Engenheiro Eletrotécnico na prestigiosa escola EHT Zürich em Zurique na Suíça, ele estava em seu primeiro emprego no Banco do Brasil em São Paulo.
Vestia um guarda-pó branco e trabalhava em um rádio, com uma chave de fenda no bolso do guarda-pó, inclinou-se sobre o rádio e a chave de fenda encostou em uma fonte de alta voltagem, fulminando-o instantaneamente.
Em seu bolso da calça carregava seu primeiro salário.
Minha mãe Martha tinha apenas um ano de idade, e lembra de conviver toda sua infância com sua mãe Maria Elisa Diederichsen (Lili) vestida de preto, em luto fechado.
Eu me lembro de ter visto o guarda-pó, com uma marca de queimado provocada pelo choque…


Este busto de Bernardo em bronze, esculpido por Franz Diederichsen, estava na casa do meu tio Ernesto George Diederichsen em Florianópolis. A casa pegou fogo e o busto sobreviveu. Após o falecimento do meu tio, meus primos Tim e Arnaldo acharam que o busto deveria ficar com a única irmã sobrevivente de Bernardo, minha mãe Martha. O busto se encontra no terraço do apartamento de minha mãe.


O diploma de engenheiro elétrico.

Em um curioso costume da época, na página 6 do jornal CORREIO PAULISTANO de Sabbado 21 abril 1928, na seção NECROLOGIA consta a seguinte notícia:
Dr. Bernardo Frederico Diederichsen
Causou dolorosa impressão nesta capital o fallecimento do sr. dr. Bernardo Frederico Diederichsen, vítima do lamentavel desastre de ante-hontem. Os seus funeraes, realizados hontem, constituíram uma eloquente prova de quanto o mallogrado moço, era estimado no nosso meio social. O feretro sahiu, ás 17 horas, da rua dos Franceses, n. 9, para o cemitério dos Protestantes. Entre as pessoas presentes viam-se as seguintes: Dr. Pires do Rio, prefeito municipal, acompanhado de seu oficial de gabinete sr. Paulo de Campos; dr. Luis B. Da Gama Cerqueira, coronel Arthur Diederichsen e senhora d. Lydia de Araujo… Seguem-se centenas de nomes da sociedade paulistana. Na sequência uma lista das coroas de flores, entre elas esta: “Ao querido irmão Bernardo beijinhos carinhosos de Ernestinho e Martha” Veja a reprodução do jornal AQUI.


Testemunho dos costumes da época, o cartão de agradecimento às manifestações de luto muito formal e muito pesado gráficamente falando…

é isso, por fernando stickel [ 13:36 ]

floresta devastada

Esta minha imagem de hoje é interessante… Pela primeira vez em décadas me vejo sem pêlos…

Sim, estou estou pelado… Os meses de quarentena serviram como adubo para a minha floresta amazônica particular, que cresceu desmedidamente e foi sumariamente desmatada hoje.

Meu personal trainer Samuel, que fez a gentileza de cortar o meu cabelo neste período, resolveu estender o trabalho da máquina e revelar o resultado de seu trabalho, ou seja, meus músculos!

De fato, os vários meses de treinamento mudaram meu corpo, não apenas no aspecto da massa muscular, mas principalmente na redução de dores e cãibras e a conquista de uma melhor mobilidade. Falta talvez perder ainda uns quilinhos e diminuir a pança…

Sou, simbolicamente, um novo Fernando! Aos 71 anos de idade me vejo ainda forte e capaz, e esta limpeza de área coincide com o término de um longo período de arrumação de arquivos, de desenterrar fotos e documentos e descartar inutilidades, uma forma de passar a limpo o passado.

Pronto! Estou pronto para a vida que segue! Totalmente desmatado, mais leve e feliz!


Jimyy e Bolt não se abalaram com a ausência do matagal, já a minha mulher Sandra agradece, no chão, a pelagem ficou.

é isso, por fernando stickel [ 18:11 ]

faleceu ernestinho


Meu tio Ernesto George Diederichsen faleceu aos 99 anos de idade em Florianópolis. Faça uma linda viagem Tio Ernestinho!

E sobre ele escreveu assim seu neto Chico:

pois, família, passamos aqui em casa também a lembrar do vovô…. um dia especial…. a ver fotos …. a lembrar da musica, das estrelas…. do olhar para o mundo com olhos curiosos a buscar sentido… nos livros, nas artes…. na arquitetura, na natureza…. no “matutar” ! em lágrimas, faço aqui breve homenagem, de outras que certamente virão quando pudermos nos ver presencialmente…. guardo no peito e na mente a beleza dele em ilhabela, da ponta azeda por ele criada junto dos caiçaras…. criaram ali uma vila de belas casas esparças com respeito à natureza, ao povo de lá. casas simples, rusticas, com citações diretas da arquitetura popular e erudita das missões…. sem deixar os traços do trabalho operário se apagarem…. coisas que me ensinou na prática…. nos desenhos, no nanquim, no escalímetro das curvas de nivel… sem saber, talvez sabendo…. estavamos nós avançando nos conhecimentos da arquitetura. pois arquiteto ele era. autodidata. nos detalhes das tramelas de madeira, na ausência de coisas douradas, mas com as cores do povo, dos barcos de pesca… com pico, nas canoas. a ponta azeda não tinha muros…. não se pedia para entrar…. um sitio …. livre…. da areia e das pedras …. soltos… caminhávamos todos ao vento, pelas mangueiras, pelas redes ao vento. ensinou todos nós a amar a natureza… e a ciência…. com livros…. com quadros singelos nas paredes, traços da cultura. a ossada de baleia e tacho metálico de fazer farinha…. eram os ornamentos da casa. sem ostentações. canos aparentes…. nos banheiros…. barras de madeira nas janelas como nas antigas edificações simples da colonia. telhas de barro…. varanda por todos os lados…. e o vento. gavetinhas nas camas. gavetinhas para guardar transitores de rádio…. ponta azeda chamando. todos os barcos !!! sua preocupação com a segurança de todos no canal…. o levou a criar a comunicação entre todos, navios, veleiros, fragatas…. as antenas instaladas no morro, repetidoras de sinais lá na mata ecoam a salvatagem nos dias de vento sul, mas aqueles de ventos fortes !!! agradeço pela vida tua que segue viva (de fato e energeticamente falando enqueto sopro que passa de um a um, filho a filha…. a mesma energia vital criada e passada a bilhões de anos do tempo da vida). hoje aqui escrevo por causa dele. por causa de tí vô. por causa de teu amor por antonieta…. que veio….. bernardo…. e veio…. o sopro de vida em ti agora descansa e segue em nós, bem vivos, alegres de terem vivido contigo um tanto. uns mais, outros menos…. pena que fostes, pois iamos te visitar ano que vem…. assim te visitamos de outras formas. em sonhos. em pensamentos bons!! Pois, primos e amigos, espero que possamos nos ver e lembrar mais um tanto…. juntos em breve data pós vacinarmos todos ! a seguir envio fotinho de 2017 quando fomos a floripa cuidar de ida de pai bernardo…. vê-se nela jade, minha companheira, com joão, bisneto do vô desenhando algo para ele…. fragmentos de memórias…. e mais uma vez a gratidão por estarmos todos vivos…. por sermos seres…. vivos ! e se hoje estou arquiteto, urbanista…. a fazer o que faço…. a lecionar…. arquitetar com o povo de modo singelo e belo…. respeitoso com as nascentes de águas…. a mata! à luz da “bauhaus socialista alemâ” …. muito é por conta de ti, como disse a pouco….. por hora deixo aqui beijos e abraços, e um até breve. de joão (bisneto), dora (bisneta criativa), jade (companheira minha) e chico (eu)…… e como ele muitas vezes disse:

“…… bem, minha gente….. assim é a vida! ” (ernesto, após longo e profundo suspiro)

E o neto Totó recebeu esta contribuição:

é isso, por fernando stickel [ 15:51 ]