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máquinas

regularidade em interlagos


Mais uma vez com imenso prazer em Interlagos, templo do automobilismo paulistano, no Rallye de Regularidade promovido pelo Alfa Romeo Clube do Brasil, pilotando a Mercedes-Benz 280 SL 1970!


Na ocasião foi projetado documentário sobre a trajetória do mago dos motores, o Orfeu da mecânica Crispim, que acaba de completar 80 anos de idade!


Um dos motores mais bonitos da história, Alfa Romeo V6


Segundo lugar no Rallye de Regularidade, sem navegador e sem cronômetro, mantendo o mesmo tempo de volta apenas na sensibilidade!!


As fotos da Mercedes na pista são do Sandro Silveira.


Feliz com o resultado!


12 voltas com tempo dentro da margem de um segundo!

é isso, por fernando stickel [ 13:23 ]

classic car celebration


Alfa Romeo Giulia Sprint Speciale 1964
O evento Classic Car Celebration no Hotel Fazenda Dona Carolina em Bragança Paulista se realizou no fim de semana de 6 a 9 de Novembro, reunindo importantes coleções de carros clássicos de todo o Brasil, em particular de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.


Buick 1929


No papo com os amigos!


Sandra, eu e a nossa linda Mercedes-Benz 280 SL 1970!

é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]

sonhei com jaguar

Sonhei que tinha um Jaguar E Type coupe preto 6 cilindros com as lindas Rudge wheels.
Fui à oficina do Gigante na Vila Olímpia mostrar o carro e bater um papo como faço de tempos em tempos, e encontrei na entrada da oficina uma ladeira íngreme de areia branca, como se fosse uma duna, onde o Jaguar teve bastante dificuldade de subir. Curioso é que ao mesmo tempo em que eu dirigia o Jaguar ladeira acima, eu podia observá-lo de fora do carro, derrapando na areia… e tudo me parecia natural, inclusive a mudança radical na entrada da oficina…
Lá em cima estacionei e encontrei o Gigante, que estava sozinho, mais alto, magro e sem barba, mostrei-lhe o carro e começamos a conversar e passear pela oficina, que era imensa, um galpão de pé direito enorme, sem paredes laterais, sobre um chão de terra batida. Estávamos só nós dois, o clima era de muita tranquilidade, reparei que a oficina havia mudado, era muito maior e mais vazia, mas sequer perguntei a razão das mudanças.
A área externa também de terra batida era muito ampla, e dava em seu limite para uma enorme extensão de terra virgem muito vermelha, cheia de pequenas construções simples.
Voltamos ao carro e comentei com o Gigante um detalhe interessante e sofisticado, que era um acendedor de cigarros, um isqueiro posicionado no topo do paralamas dianteiro esquerdo logo atrás do farol, em um receptáculo próprio, onde o isqueiro se encaixava perfeitamente.

é isso, por fernando stickel [ 23:37 ]

idade de porsche

Eu tenho quase a mesma idade do primeiro automóvel Porsche. O modelo 356 recebeu sua certificação para uso em ruas na Alemanha no dia 8 Junho 1948. Redondamente quatro meses depois eu nascia, em 6/10/1948.

Pura curiosidade, olha só outras figuras que nasceram no mesmo dia em que eu nasci:

São Bruno von Köln 1030
Le Corbusier 1887
Roland Garros 1888
Thor Heyerdahl 1914
Altemar Dutra 1940
José Carlos Pace 1944
Instagram 2010

é isso, por fernando stickel [ 14:05 ]

bmw R60 1969

bmw69
Quando completei dezoito anos, em 1966, meu pai Erico me obrigou a vender a minha motocicleta Mondial 50cc, (Mondialino) que havia me dado de presente nos 17 anos, por acreditar que a moto era muito perigosa, e eu passei a utilizar os carros da casa.

Três anos depois, quando entrei na FAUUSP, meu apetite pelas motocicletas estava novamente aguçadíssimo, e eu tinha certeza que meu pai me daria, de prêmio por ter entrado na faculdade, uma Honda CD175 1969, que eu já tinha até escolhido em uma loja que ficava na R. da Consolação, perto da Universidade Mackenzie.

O presente não veio, mas dois anos depois, recém casado com a Alice, exigi do meu pai um dinheiro que ele havia prometido a mim e aos meus irmãos, ao qual teríamos acesso em duas condições, ou formados no ensino superior, ou casados.
Ele estrilou violentamente com o meu pedido, mas o meu tesão pela moto era maior, e eu o chamei à letra da promessa:
-Você não disse que liberaria a grana casado ou formado?
-Disse.
-Então, estou casado…
Ele liberou a grana a contragosto, e eu fui atrás da máquina, só que desta vez mirei no nirvana do motociclismo, uma BMW.

Procurei e encontrei uma BMW R60 1969, baixíssima quilometragem, equipada com bolsas, conta-giros e sirene à venda na loja do Edgar Soares. O vendedor era o Roberto Kasinski, filho do dono da Cofap, Abraham Kasinski.
Fui conversar com ele em sua casa em Higienópolis, acertamos o preço em uma agradável reunião e comprei a moto, último modelo desta linhagem clássica da BMW.
Este evento rendeu novas amizades, com o Renato, irmão do Roberto e seu amigo Sergio Vettori. Com eles pilotei pela primeira vez uma Honda Gold Wing!

é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]

mercedes-benz: queda

Diz a sabedoria popular que não há alegria que não se acabe, nem tristeza que dure para sempre…

Minha tristeza como proprietário da Mercedes-Benz 500 SL 1986, se iniciou com o processo de licenciamento do carro, provavelmente em 1996. O despachante me ligou informando que os documentos não estavam liberados, havia alguma restrição. Fiquei muito bravo exigi que ele encontrasse uma solução.

Após longa peregrinação encontraram a origem do problema, um bloqueio na Receita Federal. De posse dos detalhes contatei um advogado especializado que finalmente me forneceu o diagnóstico:

Licenciamento do carro bloqueado, pela cassação no STF de uma liminar que permitia a compra de carros usados no exterior. Todos os carros nesta situação (eram muitos) ficaram ilegais do dia para a noite.

Me desesperei, fiquei indignado e disse ao advogado que o meu objetivo seria usar o carro ao máximo, pois foi para isso que o havia comprado.

O advogado montou uma estratégia para que eu recebesse de volta os impostos pagos, pois ao ser internalizado todos os impostos tinham sido pagos. E continuei a usar o carro, sem documentos, correndo o risco de tê-lo aprendido a qualquer momento. Até um momento pitoresco ocorreu, quando voltando do Guarujá para São Paulo em uma segunda-feira de manhã fui parado por um policial rodoviário, em frente à COSIPA. Conversa vai, conversa vem, o policial não pediu os documentos e acabou elogiando muito a Mercedes, me liberando… Ufffaaaa!!!

Esta situação perdurou dois ou três anos, um belo dia até emprestei o carro para o meu filho Antonio namorar…
Finalmente o advogado me alertou que todos os recursos judiciais falharam, e que eu estava sujeito à “Pena de Perdimento”, ou seja, eu deveria entregar o carro à Receita Federal, que o levaria à leilão.

Totalmente arrasado, montei uma estratégia para comprar o carro quando fosse a leilão, e depenei-o, para diminuir seu valor, retirando faróis de milha, estepe, compressor do ar condicionado, rádio, antena elétrica, ferramentas, tapetes e a capota rígida. Finalmente, muito revoltado, em um dos dias mais tristes da minha vida entreguei o carro na Receita, no centro da cidade.

Passei a monitorar os avisos de leilão, e nada… Havia até frequentado um leilão de veículos para ver como era ao vivo, passaram-se os anos e nada do leilão… Até o dia em que recebi um telefonema, o homem se identificou dizendo que havia comprado o “meu” carro no leilão. Quase caí de costas! Como assim? Ele me explicou que os leilões eram destinados apenas a pessoas jurídicas, haviam mudado as regras.

Foi o segundo dia mais triste da minha vida… Finalmente fiz um acordo com o comprador e vendi a ele todas as peças que havia retirado do carro, e tentei esquecer o triste episódio. Só agora, cerca de 20 anos depois estou conseguindo contar essa história com certo distanciamento.


Pedi ao comprador para ver o carro, e encontrei-o nesta situação lastimável. Após vários anos no depósito da Receita, as rodas originais sumiram, lataria toda riscada, manchado, uma tristeza.


Painel arrebentado, estofamento rasgado.


Tudo sujo, enferrujado, decaído.

Foi muito, muito doído perder um carro perfeito. Como terceiro de boa fé eu não poderia ter sido punido tão drasticamente. Falta muito para o Brasil se tornar um país mais justo, em todos os sentidos.

é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]

porsche edição especial


PORSCHE RAIZ !!!
Firme, forte e veloz, muito charme e enorme prazer de dirigir!

Porsche 911 S Coupe 1975, sem eletrônica, sem freio, direção e suspensão assistidos. Motor seis cilindros opostos refrigerado a ar, 2,7 litros com 185 hp. Câmbio mecânico de 5 marchas, freio a disco nas 4 rodasa, pesa apenas 1050 kg. Hoje levei-o a passear na Estrada dos Romeiros, e lá ele correspondeu a 100% daquilo que os engenheiros e designers alemães projetaram, me dando enorme prazer no retorno de tanto esforço investido no restauro da máquina!


Este carro faz parte da primeira edição especial feita pela Porsche, em comemoração aos seus 25 anos de produção. Foram construidos cerca de 1.100 carros nas versões 911S; Carrera e Targa, todos com pintura prata e estofamento em couro preto com tecido xadrez, com uma placa comemorativa numerada com a assinatura de Ferry Porsche aplicada na tampa do porta-luvas. Destes 750 foram exportados para os E.U.A. na versão americana, dos quais 510 são Cupês.


O ar condicionado é um equipamento opcional, adicionado pós venda. O volante de direção original não é o da foto, está guardado…


O carro é ‘matching numbers”, mantendo os mesmos números de chassis, motor e câmbio originais!
A série foi chamada de “Jubiläumsmodell – 25 Jahre Fahren in seiner schönsten Form” ou “Silver Anniversary Edition – 25 Years Driving in its Purest Form”.

Este carro é possivelmente o único desta série especial no Brasil.


O mercado de carros clássicos Porsche é pleno de coisas esquisitas. Muitos carros foram alterados com o famoso “Turbo look” e várias outras combinações de rodas de outros modelos, etc… Existe uma enorme confusão entre as siglas, algo que foi facilitado pelos modelos destinados ao mercado americano, que tiveram siglas próprias, enfim, identificar corretamente um 911, 911T, 911S, Carrera, 911Carrera, etc… dos anos 70 não é tarefa fácil.

Quando comprei este carro em 2016 fui me informar sobre a série especial, mesmo na literatura os dados eram muito divergentes, então escrevi um e-mail em alemão diretamente à Porsche na Alemanha, indagando do meu carro, e a resposta veio, também por e-mail: Sim, teu carro é da série especial de 25 Anos!

é isso, por fernando stickel [ 17:23 ]

jaguar


O Jaguar E Type 2+2 Série 2 de 1970 do meu amigo Rubens ficou pronto! Lindo de morrer em “Classic Racing Green” e Rudge Wheels!

é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]

história da pagoda


A História da Pagoda – Mercedes-Benz 280SL 1970

Muitos anos atrás, provavelmente nos anos 80, meu amigo Anisio Campos me levou a conhecer a R&E, oficina restauradora de carros clássicos. Vi em cima de uma bancada, um conjunto completo de suspensão traseira de um Jaguar E Type, totalmente restaurado, pintura preta do agregado brilhando, os discos de freio impecáveis, metais, porcas, parafusos, arruelas, polidos e maravilhosos! Fiquei fascinado e pensei: Eu quero!!

Cerca de 30 anos depois, em 30 Junho 2008, na loja Private Collections na Av. Cidade Jardim em São Paulo, algo me chamou a atenção. O lindo carro brilhava e me apaixonei imediatamente pela combinação de pintura branca com estofamento vermelho. Comprei a Mercedes-Benz “Pagoda” 280 SL 1970 no ato!

Em seguida iniciamos na oficina do Gigante os cuidados necessários para colocar a Pagoda em condições de uso. Revisão de freios, conserto do trambulador, limpeza do tanque de gasolina, regulagem de válvulas, etc…

O motor e o cofre estavam muito sujos, então retiramos o motor para uma limpeza geral, pintura de peças, troca de mangueiras e bicos de injeção, polimento da tampa de válvulas, etc…

Em Setembro o motor tinha sido limpo, pintado, e estava de volta ao seu lugar. Em Outubro 2008 o carro estava lindo, funcionando bem e confiável.

Como perfeccionista não consegue ficar quieto, em Novembro levei o carro a uma garagem tranquila e lá entrou em ação Osmar Koch, vulgo “Có”, especialista em Mercedes-Benz. O mundo do restauro automotivo é cheio de curiosidades e particularidades, e o Có é uma delas… Ele vem até o “paciente”, com sua oficina ambulante dentro de uma Kombi, e inicia as operações, desmontou todo o painel, identificou as peças, levou para consertar, fez o tratamento anti-ferrugem onde necessário, pintou, bicromatizou, etc… etc…

O resultado final desta operação foi um painel totalmente restaurado, com os detalhes em madeira recuperados, sistema de ventilação e ar quente completo e operante, limpadores de para-brisa idem, rádio, mostradores, luzes, interruptores, tudo funcionando e original. De quebra trocamos todas as borrachas do carro, que estavam ressecadas.

Tudo isto durou até Junho 2009 quando um belo dia, ao checar o nível do óleo, vi que havia água no óleo… Mais uma vez o carro volta à oficina do Gigante para as investigações de praxe. Removemos o cabeçote e lá estava o vazamento de água para dentro de um cilindro… Foi aí que entrou em ação o “FATOR JÁ QUE” muito conhecido por todos os antigomobilistas.

Sim, JÁ QUE abrimos o motor, vamos refazê-lo por completo, retífica, pistões, anéis, pinos, bronzinas, casquilhos, etc… etc… inclusive um cabeçote 0km, pois o original estava empenado e sem salvação. Do motor original sobrou o bloco e o virabrequim, devidamente retificados.

Inúmeras outras peças originais Mercedes-Benz foram compradas, escapamento completo, molas, amortecedores, discos de freio, etc…

Em Janeiro e Fevereiro 2010 começam a chegar as peças para remontagem do motor, em Agosto finalmente recebemos o cabeçote novo!

Em Julho 2011 o carro voltou à garagem para detalhamento final do Có nas portas, vidros, etc… Em Setembro estourou uma mangueira de óleo… Em Outubro tudo pronto…Sabemos que carros restaurados precisam de muito uso para que todos os defeitos apareçam, sejam corrigidos, etc… etc… até que o dito cujo fique confiável.

Em Novembro 2011 participei do primeiro rallye de regularidade com a Pagoda, com o motor ainda amaciando. Meu amigo Mario Sacconi navegador e eu piloto obtivemos 12º lugar no 72º Rallye Campos do Jordão do MG Club, tudo funcionou perfeitamente à excceção do hodômetro, que quebrou logo no início da prova. Foi o primeiro grande teste da máquina!

Em Agosto 2012, com meu filho Arthur na posição de navegador, conquistamos o 1º Lugar no Rallye Volare, o 77º Rallye do MG Club do Brasil!

Em Março 2014 fui com um grupo de amigos para a Alemanha visitar a feira de carros clássicos TechnoClassica Essen, e trouxe de lá mais algumas peças. Os consertos e aprimoramentos se sucederam nos anos seguintes, assim como os rallyes e os passeios.

Em Junho de 2015 inicia-se a mais importante prova de regularidade em solo brasileiro, o Rallye Internacional 1.000 Milhas Históricas Brasileiras, promovido pelo MG Club do Brasil.
Para participar é necessário que o carro tenha o Passaporte da Fédération Internationale des Véhicules Anciens – FIVA, que exige além da originalidade a instalação de uma chave geral, que foi providenciada. O rallye percorreu em cinco dias Rio de Janeiro, Minas Gerais e voltou a São Paulo, Arthur e eu conquistamos o 2º Lugar!

Ao chegar à bandeirada final, no Shopping Iguatemi em São Paulo, o carro soltava muita fumaça, sinal de que algo ia mal. Logo em seguida, indicado por um amigo, levei o carro à oficina autorizada Mercedes-Benz A. M. Marcelo na Casa Verde. Me pediram para deixar o carro por uma semana para realizar o orçamento. Eu sabia que havia chegado o inevitável momento de fazer a funilaria e pintura completos.

Fechei contrato com a A. M. Marcelo para desmontagem completa, funilaria e pintura e remontagem completa. Em Agosto 2015 iniciaram-se os trabalhos de restauro e o carro foi 100% desmontado. A tinta foi retirada de toda a carroceria, toda a parte de baixo do carro, muito danificada pela ferrugem foi totalmente reconstruida, a lataria recuperada, todas as imperfeições corrigidas.
O motor teve o cabeçote e as guias de válvulas recuperados, o eixo comando de válvulas substituido. Em 15 meses o carro foi totalmente restaurado aos seus padrões originais, com a inclusão de um ar-condicionado original. Em Novembro 2016 recebi a máquina totalmente nova, pintada de branco, código 050.

Em Junho recebo pneus nas medidas originais, 185 HR14 com faixa branca, conferindo ao carro dirigibilidade e equilíbrio perfeitos! Nunca imaginei que este detalhe faria tanta diferença!

Em Outubro 2017 Arthur e eu conquistamos o 1º Lugar no Rally Quadrifoglio 2017 – Circuito das Nascentes, promovido pelo Alfa Romeo Clube do Brasil, 6ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Regularidade da FBVA.

Também em Outubro 2017 realizou-se no campo de polo da Sociedade Hípica Paulista o “Concours D’Elegance Car Day Brasil 2017”, promovido pela Federação Brasileira de Veículos Antigos -FBVA em comemoração ao seu aniversário de 30 anos, e julgado por juízes internacionais da Féderation Internationale des Véhicules Anciens – FIVA

A Pagoda conquistou o muito honroso 2º lugar em sua categoria, Esportivos Europeus, Classe F 1961 a 1970, o certificado foi assinado por Patrick Rollet, presidente da FIVA, um dos juízes, e por Roberto Suga, presidente da FBVA. Esta premiação representa o reconhecimento a nível internacional de um trabalho sério de restauro automotivo!

Timeline

Data Evento Promotor Navegador Posição
Jun 2008 Compra do carro na Private Collections
Jun 2009 Reforma mecânica no Gigante
Nov 2011 Rallye Campos do Jordão MG Club Do Brasil Mario Sacconi 12º
Jan 2012 Regularidade Interlagos Jan Balder Mario Sacconi 3º
Jan 2013 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 1º
Set 2013 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 1º
Dez 2013 Rallye Volare MG Club Do Brasil Arthur Stickel 1º
Dez 2013 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 1º
Abr 2014 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 3º
Jun 2014 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 1º
Dez 2014 Rallye Campos do Jordão MG Club Do Brasil Arthur Stickel 3º
Abr 2014 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 4º
Mar 2015 Rallye Monte Verde MG Club Do Brasil Arthur Stickel 2º
Jun 2015 1.000 Milhas Históricas MG Club Do Brasil Arthur Stickel 2º
Ago 2015 Reforma completa A.M.Marcelo
Jul 2017 VI Passeio Cron. Vinhedos Alfa Romeo Clube Sandra Pierzchalski 12º
Out 2017 Rallye Quadrifoglio 2017 Alfa Romeo Clube Arthur Stickel 1º
Out 2017 Concours D’Elegance Car Day Brasil 2017 FIVA 2º
Ago 2018 Rallye Caminho do Mar MG Club Do Brasil Arthur Stickel 5º
Jul 2019 Regularidade Interlagos Jan Balder Arthur Stickel 11º
Set 2019 Rallye Quadrifoglio Alfa Romeo Clube Sandra Pierzchalski 4º
Nov 2019 XIX Rallye Internacional Classic Car Club RS Sandra Pierzchalski 2º

é isso, por fernando stickel [ 10:05 ]

mercedes em campos


A Mercedes-Benz 280 SL em Campos do Jordão, na Av. Benjamin Hunnicutt, entrada de Umuarama, está em seu habitat natural no clima alpino. Capota abaixada, sol forte, céu azul, frio estimulante e natureza exuberante! Some-se a isso a companhia da minha mulher Sandra e o cenário é simplesmente perfeito.


Na Vista do Baú.


No Ibaté.


Sim, pela primeira vez em muitos anos e milhares de quilômetros percorridos, a Pagoda nos deixou na mão no meio da estrada…

é isso, por fernando stickel [ 13:49 ]

faleceu dirceu


Pela primeira desde o início da quarentena em Março estive ontem na oficina A M Marcelo, e soube do falecimento do Dirceu, após 44 anos trabalhando na oficina! Estivesse vivo completaria hoje, 20/7/2020, 74 anos de idade.


Em 2015, quando iniciei lá o restauro da Mercedes-Benz 280 SL 1970, conheci o mestre funileiro Dirceu Caseiro, na época com 69 anos de idade. Quieto, rabugento, homem de poucas palavras, mas um profissional do metal inigualável.


Dirceu lutou bravamente contra um cancer, e continuava a trabalhar na funilaria. Perdeu a luta no dia 10 Abril 2020, aos 73 anos de idade. Boa viagem Dirceu! Teu trabalho está gravado a ferro e fogo nos meus carros e em muitos outros de clientes satisfeitos!


Dirceu, eu e o painel traseiro da Mercedes.


Em 2017 Dirceu construiu do zero um capô de 300SL!!! Trabalho de mestre!!


Dirceu trabalhando na porta do Porsche 911S em 2018.

é isso, por fernando stickel [ 10:04 ]

submarinos


Um encontro com minha prima Stella no fim de semana em Campos do Jordão, com direito a conversas randômicas pelos temas da família e das memórias acabou me levando a contactar o Tio Roberto Guimarães, em Fort Lauderdale – USA, que muito simpaticamente atualizou e completou as informações deste post.

Nas comemorações da Semana da Marinha de 1962, o submarino Humaitá S-14, comandado pelo Capitão-de-Fragata Noísio Penna de Oliveira recebeu visitantes para um passeio na Baía de Santos.

Meu pai Erico e eu com 14 anos de idade fomos convidados para o passeio por um contraparente nosso, Roberto de Queiroz Guimarães, que na época era ajudante de ordens do Capitão-de-Mar-e-Guerra Átila Franco Ache, comandante da Flotilha de Submarinos.

O navio zarpou de Santos, eu simplesmente pirei com a experiência! A enorme quantidade de mostradores, canos, alavancas, o vento que a admissão dos motores diesel provocava dentro do submarino, poder visitar todas as áreas, ver os torpedos, camas, banheiros, cozinha, tudo apertadíssimo!

Depois de nos afastarmos do litoral e já em alto mar os motores a diesel foram desligados, as comportas fechadas e iniciada a submersão com os motores elétricos, eu pude olhar pelo periscópio, foi uma experiência inesquecível!

O Humaitá (S-14) nasceu como o submarino USS Muskallunge (SS-262), lançado ao mar em 7 de abril de 1942 e atuou durante a Segunda Guerra. Foi incorporado à flotilha de submarinos do Brasil em 18 de janeiro de 1957. Em sua chegada ao Brasil suspendeu ferros levando a bordo o Presidente da Republica Juscelino Kubitschek de Oliveira, e o então Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Antônio Alves Câmara Júnior.

Muitos anos depois assisti ao filme U-571, sobre batalha de submarinos na Segunda Guerra.
O filme mostra bem o clima dos anos quarenta e o inferno que era a vida em um submarino.
Meu pai me contou muitas histórias de submarinos na guerra, relatadas por um parente, Jürgen Kiep, que foi comandante de submarino na Alemanha, e sobreviveu à guerra!


Este submarino esculpido em madeira é um dos brinquedos mais antigos e queridos que tenho.
Meu pai comprou várias destas miniaturas de navios, que eram feitas por marinheiros de navios de guerra.

é isso, por fernando stickel [ 11:06 ]

elegância e discrição

Minhas memórias de Ferrari são muito antigas e muito vívidas!

Na memória mais antiga eu deveria ter uns 4 anos de idade e viajava com meus pais de carro pela Itália ou Suíça, a estrada em meio a uma floresta, de repente em uma clareira aparece aquela maravilha vermelha estacionada em frente a um pequeno bar ou restaurante, quiçá uma Ferrari 340 Mexico… Imagem indelével.

Interlagos


Com 16 ou17 anos de idade eu era tarado por motocicletas e automóveis, assíduo leitor da revista Quatro Rodas e frequentava a pista de Interlagos nas Mil Milhas, 500 Km, etc…
Morava na Rua dos Franceses na Bela Vista, o bairro abrigava, além de uma enorme colônia italiana, várias oficinas mecânicas. Perto da minha casa morava, na Rua dos Ingleses, o Domingos Papaleo (1937-2015), que corria de Ferrari, provavelmente uma 500 Testa Rossa vermelha de 1956.
Do meu quarto eu ouvia cheio de prazer e excitação as aceleradas da Ferrari nos testes que ele fazia no imenso quarteirão formado pela R. dos Franceses, Joaquim Eugênio de Lima, Alm. Marques Leão e R. Cons. Carrão. Certo dia tomei coragem, fui até a casa dele, toquei a campainha e pedi pra ele me levar a dar uma volta, e não é que o italiano me mandou entrar na macchina e lá fomos nós dar a volta no quarteirão, com aquele som maravilhoso preenchendo todos os meus sentidos!!! Jamais esquecerei!!!

Mais recentemente, já vivendo na Vila Olímpia, algumas experiências com Ferraris, mas de outro tipo… Novos ricos mais afoitos, se exibem nos fins de semana ou feriados aqui na Vila Olímpia / Vila Nova Conceição.
Aceleram e fazem bastante barulho nas avenidas Helio Pelegrino e Nova Faria Lima. São várias, vermelhas, pretas, amarelas, brancas.

Ora, o cara que tem grana para comprar uma Ferrari, vai ficar brincando aqui na cidade, nas ruas esburacadas, cheias de lombada e radar? Se exibindo em torno do quarteirão? Atormentando os vizinhos com o lindo ronco da macchina?
E olhe que sou um amante das máquinas e motores, em particular da Ferrari…

Elegância e discrição andam em falta por aqui..

Meu irmão Neco ilustrou a paixão:

é isso, por fernando stickel [ 20:39 ]

mercedes na quarentena


Há mais de um mês de quarentena e esta bela máquina dormia na garagem… Hoje não resisti, um belíssimo dia de outono, feriado de Tiradentes e levei a Mercedes-Benz 280 SL 1970 a passear.

é isso, por fernando stickel [ 17:43 ]

porsche 912

Meu pai Erico comprou em 1968 um Porsche 912 branco zero km na Dacon. Ele tinha o último motor dos 356, com quatro cilindros, 1.600 cc dois carburadores e 90 hp, cambio 5 marchas “dog leg”, ou seja, a primeira era para baixo. Era capaz de cerca de 190km/h, dado seu baixo peso de cerca de 900kg.
Foi um carro que eu guiei muito, curti muito, com minha carteira de habilitação recém obtida.
Fazia o maior sucesso na FAUUSP, meus colegas adoravam quando eu dava carona…
Lembro-me de uma viagem para Ilhabela, eu sozinho e o carro carregado até as tampas com mantimentos, etc… A estabilidade, que já era excelente, com o carro carregado ficou melhor ainda, e me diverti muito na serra de Caraguatatuba.
Era preciso se acostumar com o câmbio de 5 marchas com a primeira marcha para baixo, (no lugar da segunda marcha da câmbios tradicionais) mas fora isso o carro era uma delícia.
As rodas estampadas cromadas com calotas idem tinham um ar retro que eu gostava muito, e sem calotas ele ficava “malandro”…

é isso, por fernando stickel [ 15:17 ]

levy e a bmw


A minha turma na FAUUSP entrou na faculdade em 1969 e se formou em 1973. Logo que entramos conheci o Alberto Seixas Levy, que estava um ano na nossa frente. Ele tinha uma maravilhosa Moto BMW R69S.
Um belo dia eu simplesmente pedi a ele para dar uma volta na moto, ele me entregou a chave e disse pode ir…
Quase fiquei louco, aquilo era o sonho de qualquer tarado por motos como eu.
Saí da FAU e peguei a avenida principal em direção à saída da Cidade Universitária, me acostumando com a máquina, que era grande potente e pesada.
Este era o modelo mais potente da BMW, acelerava muito bem, mas eu mal havia tocado ainda nos freios… Cheguei na rotatória da avenida principal, na sequencia uma descida e uma nova rotatória, entusiasmado eu só queria acelerar, quando entrei na curva o peso da moto se fez sentir e eu quase não termino a curva, escapando de ralar a roda na guia por milímetros…
Respirei fundo com o coração quase saindo pela boca, me recompus e voltei tranquilamente para entregar a moto ao dono, agradecendo aos céus que nada havia acontecido!


Na sequência o Alberto apareceu com uma Kawasaki 350 de dois cilindros e dois tempos, e eu naturalmente pedi para dar uma volta, dessa vez peguei a Marginal, e como já conhecia a fama da moto se ser potentíssima, girando a 8.000 rpm, eu manerei logo do início, e não tomei susto!
Recentemente criou-se um grupo de WhatsApp da nossa turma da FAU, e foi através deste grupo que eu fiquei sabendo do falecimento recente do Alberto, vítima do coronavirus… nós não eramos próximos, na verdade perdi contato ainda na faculdade, mas bem ou mal ele é a primeira pessoa de um grupo próximo vítima do coronavirus. Que você fique bem Alberto, talvez no teu paraiso você encontre maravilhosas máquinas dos anos setenta…

é isso, por fernando stickel [ 18:15 ]

porsche 911 s


Torneio Interlagos de Regularidade promovido pelo Jan Balder, no sábado 21 Dezembro 2019.


Porsche 911 S 1975 “Silver Anniversary Edition”


Fotos by Original Motors

é isso, por fernando stickel [ 9:34 ]

stickel na mercedes


Na Mercedes-Benz 280 SL 1970, vários Stickel da 3ª, 4ª e 5ª geração!
Em sentido horário, eu no volante, meu filho Antonio e meus netos Samuel e Ian.

é isso, por fernando stickel [ 16:19 ]