
Fernando Diederichsen Stickel, com os Jack Russell Bolt e Jimmy
Nasci em São Paulo SP na Pro Matre Paulista em 6 Outubro 1948 às 18:52h.
Meus pais Erico João Siriuba Stickel e Martha Diederichsen Stickel ambos descendentes de alemães me educaram rigidamente, e aprendi o pouco de alemão que sei principalmente no contato diário com nossa governanta Lina Johanna Dietze, a inesquecível Fräulein, mas também com meus avós paternos Erna e Arthur Stickel.
Nossa casa na Rua dos Franceses era cheia de livros e obras de arte, ouvia-se música clássica e não havia televisão. Meus pais conviviam principalmente com arquitetos, músicos, e pessoas ligadas às artes e a cultura.
Havia um piano no porão, e por um breve período também um órgão elétrico Hammond, tocado por meu pai. O porão, a garagem e o jardim permitiam brincadeiras de todos os tipos, minha infância e de meus irmãos Sylvia, Ana Maria e Roberto foi basicamente dentro de casa, não havia convivência com vizinhos nem brincadeiras de rua.
Minha experiência de bairro e de rua acontecia na casa do meu amigo Klaus Foditsch, na Rua Barão de Aguiar, ao lado do Aeroporto de Congonhas.
Meu interesse por máquinas, motores, bicicletas, carrinhos, tudo que andasse e tivesse motor já era evidente desde cedo, e tanto perturbei meus pais que com 16 anos de idade ganhei uma Leonette 50cc. e aos 17 uma Mondial 50cc.
Por volta dos 20 iniciei aulas de desenho com Frederico Nasser, experiência que mudou radicalmente minha vida, pois me lançou em velocidade supersônica no mundo das artes. Os anos de 1968 e 1969, assim como toda a década de 1970, foram extraordinariamente ricos e consolidaram uma paixão que me acompanha até hoje: a arte.
Em 1970 estudei com Luiz Paulo Baravelli, Carlos Fajardo, Frederico Nasser e José Resende na Escola Brasil:, e em 1973 formei-me arquiteto pela FAU-USP.
Durante os anos 1970 trabalhei como arquiteto e designer gráfico, até optar definitivamente por uma carreira nas artes plásticas em 1980. Participei de inúmeras exposições individuais e coletivas e, em 1985, recebi o Prêmio Aquisição de Desenho no III Salão Paulista de Arte Contemporânea.
Entre 1984 e 1985 vivi em Nova York, nomeado para o Programa CAPES / FULBRIGHT de especialização em Artes nos EUA. Ao retornar ao Brasil, mantive por cerca de vinte anos cursos de desenho de observação em meus ateliês da Vila Olímpia, primeiro na Rua Ribeirão Claro e depois na Rua Nova Cidade. Em parceria com Anísio Campos, promovi a Oficina de Design de Automóvel em 1988, 1989 e 1990.
Após três décadas dedicadas às artes plásticas e ao ensino do desenho, voltei-me para a fotografia em 2003. Minha primeira exposição fotográfica aconteceu em 2006, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com curadoria de Diógenes Moura, apresentando a série Vila Olímpia.
Publiquei três livros: aqui tem coisa (poesias e desenhos, Editora DBA,1999), Vila Olímpia (fotografia, Editora Terceiro Nome, 2006) e Clássicos (fotografias e memórias de carros clássicos, Editora Madalena, 2020) Desde 2003 mantenho também o blog aqui tem coisa.
Minhas obras integram coleções públicas e particulares no Brasil e no exterior.
Desde 2004 ocupo a presidência da Fundação Stickel, instituição sem fins lucrativos dedicada à transformação social por meio das artes visuais. Nossa atuação concentra-se principalmente nos distritos da Brasilândia e Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Nosso lema resume nossa convicção: ARTE TRANSFORMA.
Buscando aprimorar minha atuação no Terceiro Setor, concluí em 2009 o MBA em Gestão e Empreendedorismo Social pela FIA/CEATS, em 2011 participei da Foundation School, em Bertinoro, Itália, promovida pelo CAF e pelo IDIS. Desde então venho participando ativamente de congressos, encontros e seminários ligados à filantropia e à gestão social.
Em 2007 uma paixão antiga finalmente encontrou espaço para florescer: os automóveis clássicos. Adquiri um Porsche 911 Carrera 1975 e meu envolvimento com o universo do antigomobilismo cresceu, me filiando a clubes e participando de rallies, passeios e eventos de antigomobilismo, no Brasil e no exterior. Depois vieram a Mercedes-Benz 280 SL 1970, o Porsche 911 S 1975 e a Mercedes-Benz 560 SEL 1989.
Casei pela primeira vez com Maria Alice Kalil em 1970, depois com Iris Di Ciommo em 1974, posteriormente com Jade Gadotti em 1990 e finalmente estou casado com Sandra Pierzchalski desde 2008. Tenho os filhos Fernanda, Antonio e Arthur, e os netos Samuel, Ian, Noah e Pedro.
Sandra e eu também somos os pais de Jimmy Hendrix e Bolt, adoráveis cães da raça Jack Russell que, na prática, comandam as nossas vidas!