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coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

cidade

edifício modular


Planta original do Edifício Modular lançado pela Forma Espaço Construções no início dos anos 70, com projeto do arquiteto Abrahão Sanovicz, com 124m2 privativos e 178m2 de área total.

é isso, por fernando stickel [ 14:49 ]

má educação e grosseria

Má educação e grosseria

Fomos jantar minha mulher e eu hoje, 19/7/2023, no Kan Suke em São Paulo SP, Brasil, seguindo recomendação de amigos para uma excelente experiência culinária japonesa. O restaurante minimalista, no tamanho e na decoração, ostenta uma estrela Michelin, juntamente com 98 outros restaurantes em São Paulo, e exige hora marcada.

Pontualmente às 18:15 Sandra e eu sentamos no balcão, nos lugares indicados pelo chef Keisuke Egashira. Pedimos um sake, sashimi e sushi. O sake foi servido em um lindo recipiente de cerâmica, e logo depois o chefe colocou na nossa frente dois pratos com algo cortado em pequenos cubos, que veio da cozinha, em seguida colocou na nossa frente uma linda travessa com sashimi. Antes de provar o sashimi peguei um pequeno pedaço do que estava no prato, para provar, entendendo que seria um aperitivo, um “amuse-bouche”.

O chef explodiu em uma bronca mal educada pra cima de mim dizendo que eu não deveria comer do prato dos outros. Ele foi grosseiro, inoportuno, me constrangendo na frente dos outros comensais e da minha mulher Sandra, que não entendeu nada… e ficou indignada ao ver o marido sendo humilhado. Chocado, incapaz de reagir, balbuciei um pedido de desculpas, disse que não conhecia o costume do restaurante, pois era nossa primeira visita, ele ignorou minhas desculpas e continuou a berrar em sua grosseria, jogando teatralmente o prato em que eu havia tocado com meu hashi no lixo.

Sandra e eu conhecemos o Japão, frequentamos restaurantes estrelados e nunca fomos destratados, mesmo não conhecendo os costumes locais. A atitude do chef foi deselegante, desrespeitando um velho (idoso no jargão técnico), pois tenho 74 anos e ele pelo menos 20 anos a menos. O respeito aos idosos é uma parte fundamental da ética japonesa e da tradição familiar, será que ele teria destratado um cliente oriental idoso da mesma maneira?

O sushi e o sashimi são de fato excelentes, mas o desagradável clima provocado unilateralmente pelo chef prejudicou, para não dizer azedou a experiência. Isso não se faz, em lugar nenhum, ainda mais em um restaurante estrelado, que tem a obrigação de focar na qualidade dos ingredientes, na técnica, harmonia, etc… mas tem também o dever da excelência na hospitalidade, etiqueta, cortesia e educação . Comentamos o acontecido com a equipe de apoio, uma senhora e um rapaz, espero que sirva para alguma coisa, pois não basta comida excelente para uma experiência culinária completa. Humilhar o cliente definitivamente não é a melhor técnica para cativá-lo.

é isso, por fernando stickel [ 21:53 ]

arthur stickel e clube pinheiros

Meu pai Erico João Siriuba Stickel (1920-2004) e meu avô Arthur Stickel (1890-1967) nas quadras de tênis do Sport Club Germania em 1933.

Meu avô foi presidente do Sport Club Germania de 1933 a 1942, em sua gestão foi construído o conjunto de piscinas, inaugurado em outubro de 1933.

Durante a Segunda Guerra Mundial o clube sofreu sanções com a entrada do Brasil no combate, tendo seu alvará de funcionamento cassado, devido a vários membros de sua diretoria não serem brasileiros natos.

Arthur Stickel se afastou da diretoria do clube, assim como outros diretores, e Henrique Villaboim foi designado interventor do clube.

Em 16 março 1942 Henrique e um grupo de de diretores e associados mudaram o nome do clube para Esporte Clube Pinheiros. Em 18 abril 1942 realizou-se a primeira reunião do Conselho Deliberativo, ratificando a mudança do nome do Germania para Esporte Clube Pinheiros. Meu avô teve grande atuação neste período conturbado em que vários alemães foram perseguidos, tendo logrado êxito na mudança de nome do clube.


Hoje visitei o clube com minha mãe Martha de 96 anos e meu irmão Neco. Revisitamos algumas das placas comemorativas que citam o meu avô.


Nos anos 60 os homens vestiam inevitavelmente terno, muitas vezes com colete. É assim que lembro do meu avô em São Paulo, sempre de terno com um alfinete de pérola na gravata, nesta foto ao lado do meu pai.


Algumas das placas comemorativas no clube.

é isso, por fernando stickel [ 18:41 ]

concessões e parques públicos

Estive com minha mulher no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, visitando as cataratas, e frequentamos juntos o Parque do Ibirapuera em São Paulo.

Ambos são hoje administrados pela Urbia Gestão de Parques (Grupo Construcap) em São Paulo e Urbia Cataratas no Paraná. O Ibirapuera é o mais importante parque urbano de São Paulo, e o Parque Nacional do Iguaçu é uma área natural protegida na região da fronteira entre Brasil e Argentina, contando desde 1999 com gestão concessionada dos serviços de visitação turística.

Os valores e os prazos envolvidos nas concessões são gigantescos e de difícil compreensão para o cidadão comum, que no entanto é perfeitamente capaz de avaliar, como usuário, benefícios e deficiências das concessões.

Analisar o Ibirapuera sob gestão municipal não seria difícil, pois frequento o parque desde que me conheço por gente. Inclusive me lembro de sua inauguração, quando levado por meus pais nas comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954. Me formei arquiteto e sou muito curioso sobre a cidade, então observar equipamentos quebrados, banheiros imundos e sujeira por todo lado faz parte da minha rotina diária, e marcaram décadas de gestão pública do Parque do Ibirapuera.

Tudo isso começou a mudar a partir de outubro 2021, quando se iniciou a concessão da Urbia. Limpeza e manutenção de prédios e jardins, organização dos ambulantes, reforma de espaços decaídos para instalação de lanchonetes e restaurantes, recuperação de pisos e gramados, estacionamento organizado e pago. Mas há problemas. Caminhos tradicionais fora do asfalto estão sendo fechados, instalação de cerquinhas totalmente desnecessárias, tentando delimitar o acesso a determinadas áreas. Outro ponto polêmico são os shows de música, privatizando grandes áreas e despejando volumes sonoros inadequados. Caberá à sociedade, em particular os usuários organizados, pleitear os ajustes necessários.

O Parque Nacional do Iguaçu com área de 185.000 hectares foi criado no governo Getúlio Vargas em 1939. A concessão se iniciou no ano passado, após a outorga de R$375 milhões o consórcio entre Grupo Construcap e o Grupo Cataratas vai investir mais de R$600 milhões na ampliação e modernização do Parque. O parque recebeu o título de Patrimônio Mundial Natural concedido pela Unesco em 1986, e as Cataratas do Iguaçu receberam o título de uma das sete Maravilhas Mundiais da Natureza em 2011. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e desde 1999 conta com gestão concessionada dos serviços de visitação turística.

Lá encontramos acessos perfeitos, asfalto cuidado, controle rigoroso na velocidade dos veículos (50km/h) limpeza perfeita, caminhos bem conservados, e equipamentos como banheiros públicos e lanchonetes funcionando e limpos, as passarelas de acesso às cataratas estão em bom estado, O que poderá a nova concessão adicionar a este cenário? Sentimos falta de bicicletas, portanto ciclovias e aluguel de bicicletas, à semelhança do Ibirapuera, seria uma adição muito bem-vinda. Educação ambiental, novas trilhas, gestão de resíduos, e a manutenção rigorosa da preservação da natureza serão com certeza parte da evolução do parque.

A conclusão a que chegamos é que as concessões são necessárias, o poder público na enorme maioria dos casos NÃO tem competência para a gestão, e qualquer desvio na gestão da concessionária deverá ser apontada pelo cidadão, individualmente, ou melhor, através de associações do tipo “Amigos do Parque”.

é isso, por fernando stickel [ 8:56 ]

registro atemporal

Bienal de São Paulo. Saímos de taxi de Moema às 19:40, chegamos ao Ibirapuera às 20:10, meia hora para um trajeto que normalmente se faria em 8 minutos. No caminho, a nova fonte do lago nos brinda com suas coreografias iluminadas e um som insuportavelmente alto. No pavilhão da Bienal tumulto generalizado, filas quilométricas, lá de dentro ouvem-se discursos. Cinco minutos é tempo suficiente para encontrar dois ou três amigos, comentar o absurdo da situação e se mandar. Fomos jantar no Sushi Yassu, lá na Liberdade, magnífico!
Na volta, a curiosidade, será que dá pra ver agora? Lá fomos nós no contra-fluxo. Todo mundo sainda e nós entrando, deu pra ver que a montagem está muito boa e arejada, deu pra encontrar outra meia-dúzia de amigos, e o Arthur correu bastante e se divertiu. 23:40 em casa, tomando água.

é isso, por fernando stickel [ 10:17 ]

centro de são paulo

Trabalhei no escritório do arquiteto Salvador Candia de 1972 a 1974. O escritório se situava no Edifício Vicente Filizola, à R. Xavier de Toledo 65, bem em frente à Biblioteca Municipal na Praça Dom José Gaspar, centro de São Paulo

No térreo do edifício existia naquela época uma loja das Balanças Filizola.

Neste período a minha vida diária se passava nos arredores da Biblioteca, Galeria Metrópole, Galeria 7 de Abril, Largo da Memória, R. Marconi, Barão de Itapetininga, Mappin, Av. São Luís, Viaduto do Chá, etc…

No almoço normalmente eu comia um sanduiche, e quando o tempo estava bom, engraxava os sapatos à sombra das árvores da Praça, com direito a uma soneca…

A cidade era mais civilizada, mais arrumada, haviam lojas boas e livrarias, como a Livraria Kosmos no sub-solo do Galeria Metrópole, projeto do Salvador Candia e Giancarlo Gasperini. Um dos hotéis e restaurante mais sofisticado da cidade, o Ca’d’Oro, ficava logo ali na R. Basilio da Gama, onde também ficava o restaurante árabe Almanara. Na Av. São Luís as lojas das principais companhias aéreas disputavam as melhores instalações.

Tudo o que sei de arquitetura aprendi naquela época, desde desenhar planta de prefeitura (a coisa mais chata do mundo) até participar de projetos interessantes, como a Torre do Unibanco (apelidada Idi Amin por ser imensa e negra…) na esquina da Rebouças com Marginal, um pavilhão para asilo de velhos na sociedade Beneficente Alemã e a fachada em ladrilhos do edifício Barão de Iguatemi em frente ao Shopping Iguatemi.

O painel da Tomie Ohtake na lateral do Edifício Santa Monica, de 1984, veio muitos anos mais tarde, é uma das poucas obras de arte na escala urbana bem resolvidas.

No saguão de entrada do Edifício Filizola existe esta foto de 1958, mostrando a fachada do prédio, cujo projeto é do arquiteto Adolf Franz Heep em parceria com Jacques Pilon, de 1951. Reparem nos brises na fachada, ainda existentes, depois foram retirados (na foto acima), não sei por que. Na mesma foto, mais à frente, o edifício do jornal O Estado de São Paulo, também projeto de Heep, primeira obra em que foram utilizados os brises em 1948.

é isso, por fernando stickel [ 18:01 ]

arte na rua pinheiros


No início dos anos 80 fui morar no Ed. Ipauçu, na R. Pinheiros 1076, ao lado do posto de gasolina na Av. Pedroso de Morais. O apartamento no terceiro andar era antigo, amplo e muito gostoso, não havia porteiro eletrônico, então quando chegava alguém eu jogava lá de cima a chave embrulhada em uma esponja. Morei neste apartamento até o final de 1983.


Com Fernanda e Antonio no terraço do apartamento. Foi minha primeira casa após a separação da Iris, havia dois bons quartos com terraço, um para mim e outro para os meus filhos Fernanda, na época com 5 anos e o Antonio com 3.

Havia uma bela sala também com terraço, lá montei meu estúdio e preparei minha primeira exposição individual de desenhos, na extinta Paulo Figueiredo Galeria de Arte, na Rua Dr. Mello Alves 717 casa 1

Com os trabalhos da exposição quase prontos, e ainda sem moldura, pedi ao meu amigo Arnaldo Pappalardo para fotografá-los.


Arnaldo caprichou nas fotos!


Arnaldo Pappalardo, Cassio Michalany e eu, no dia da sessão de fotos.


O convite da exposição “Fernando Stickel Desenhos”. A vernissage foi no dia 5 abril 1983 às 21:00h. O trabalho reproduzido no convite Título: Audit; Técnica mista; Dimensões 26 x 182cm.

é isso, por fernando stickel [ 10:56 ]

rua henrique martins

Eu nasci em 1948 no nº 631 da Rua Henrique Martins, bairro de Jardim Paulista em São Paulo. Parado no portão o Citroën Traction-Avant do meu pai.

Em 1954 meus pais Erico e Martha criaram a Fundação Stickel, e a casa da R. Henrique Martins foi incluída na dotação inicial da Fundação. Desde então ela vem sendo alugada, gerando renda para a Fundação.

O Restaurante Roanne em São Paulo foi criado em 1986 pelo “chef” Claude Troisgros, que já tinha um restaurante no Rio de Janeiro, sendo inquilino da Fundação neste imóvel.

A sociedade mudou posteriormente de mãos e passaram a ser sócios o “chef” francês Emmanuel Bassoleil e a empresária carioca Vania Ferreira Fontana. Durante muitos anos o Roanne foi um dos famosos, caros e bem frequentados restaurantes de culinária francesa de São Paulo. Em 1993, Bassoleil foi reconhecido como o chef do ano, e o Roanne ganhou sua terceira estrela no Guia Quatro Rodas.

No início dos anos 2000 os sócios se desentenderam e o restaurante começou a decair. Lá pelas tantas os aluguéis foram escasseando, pararam de pagar o IPTU, contas de água, luz, etc… até que o restaurante fechou e o imóvel foi abandonado pelos inquilinos.

A Fundação não recebeu as chaves e ficou sem acesso ao imóvel. Contatos amigáveis com o fiador Emmanuel não progrediram e a Fundação se viu obrigada a iniciar os competentes processos judiciais. Finalmente em 2008, depois de muitas tentativas, a Fundação recebeu as chaves e pudemos fazer a vistoria do imóvel acompanhados dos advogados de ambas as partes e dos peritos judiciais.

Deu vontade de chorar, a casa encontrava-se totalmente vandalizada, destruída, cheia de infiltrações e vazamentos, furos no telhado, em péssimo estado.

Sou um firme adepto da máxima: “Melhor um mau acordo que uma boa briga” e tentei inúmeras vezes, sem sucesso, um contato com o Emmanuel, afim de chegarmos a um acordo, pois haviam aluguéis não pagos, danos ao imóvel, contas não pagas, etc… configurando considerável prejuízo financeiro, além do imóvel destruído.

Enquanto isso, nossa lenta justiça foi trabalhando, as responsabilidades apuradas, os danos dimensionados, e, treze anos depois o processo judicial finalmente chegou ao fim. Através de um advogado conhecido de ambas as partes, que intercedeu, Emmanuel finalmente aceitou um acordo e no dia 12 Junho 2017 foi colocado o ponto final no processo, com o recebimento pela Fundação de uma indenização.

No dia seguinte, 13 junho 2007, enviei ao Emmanuel uma bela garrafa de champagne francês Taittinger, com o seguinte bilhete:

“Prezado Emmanuel,
Recebemos ontem a parcela final do nosso acordo, encerrando definitivamente o longo processo judicial.
Quero lhe garantir que de nossa parte não sobra nenhum ressentimento, e que desejo que possamos voltar a conviver como amantes da gastronomia e dos bons vinhos.
Santé!”

Não houve resposta do Emmanuel.

O sofrimento de todos os envolvidos e o desperdício de tempo e dinheiro que este processo provocou é algo que jamais deveria acontecer, ainda mais com uma instituição do Terceiro Setor, que já tem por sua própria natureza incontáveis preocupações.

Enfim, melhor um mau acordo que uma boa briga sempre foi o meu lema, bola pra frente!


Repetiu-se aqui em São Paulo a mesma sina de Campos do Jordão. Vendemos o imóvel e lá se instalou um salão de beleza.

é isso, por fernando stickel [ 10:57 ]

barbárie em brasília


Ontem, 8 janeiro 2023, uma semana após a posse de Lula, bolsonaristas terroristas invadiram prédios do governo em Brasília, uma barbárie não coibida pela PM local.
As pedras das calçadas de todo o Brasil sabiam que haveria invasão, e o governador do DF, o bolsonarista Ibaneis fez de conta que não era com ele. Triste Brasil.

é isso, por fernando stickel [ 9:47 ]

eduardo longo


Lá nos idos de 1974 Eduardo Longo e eu morávamos no mesmo prédio de três andares na R. Tucumã, um belo dia ele me convidou a conhecer a construção da da Casa Bola na R. Amauri e acabei ajudando na construção, durante alguns dias.

Durante meio século de amizade acompanhei inúmeras fases da Casa Bola, e acabamos fazendo também alguns projetos juntos, como o curso “Viver o Espaço com Eduardo Longo” provido pela Fundação Stickel em parceria com o Espaço Cultural Tendal da Lapa em 2014.

Em contrapartida ao curso, a Fundação editou o livro “Sobre Bolas e outros projetos”, com texto de Fernando Serapião.

É um prazer acompanhar a mente brilhante que aos 80 anos de idade não para de desenvolver sabedorias arquitetônicas!


Um gigantesco espaço com uso múltiplo, estacionamento, estúdio de fotografia, e mais o que você quiser!


O arquiteto em sua “praia”…


A praia…


O posto de observação predileto, em frente à Av. Brig. Faria Lima.

é isso, por fernando stickel [ 9:24 ]

ibirapuera

Uma manhã no Parque do Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 9:10 ]

faleceu tigrão


Faleceu Luiz Carlos Fagundes (5/4/1937- 13/6/2022), o Tigrão, aos 85 anos.


Tigrão em sua querida Angra dos Reis.

No domingo 21 Junho 1970 a Seleção Brasileira conquistou no Estádio Azteca, da Cidade do México o terceiro título da Copa do Mundo de Futebol, com uma vitória de 4 x 1 sobre a Itália.

O êxito ocorreu em plena ditadura militar (1964–1985), na gestão do Presidente e General de Exército Emílio Garrastazu Médici (1905–1985).

Eu tinha 21 anos de idade, cursava a FAUUSP e namorava há cerca de dois anos com a Alice. Assistimos ao jogo na casa do pai dela, José Kalil, na R. Martiniano de Carvalho no bairro do Paraíso.

Ao término do jogo o Tigrão, namorado da Dulce, irmã mais velha da Alice, me arrancou do exultante ambiente familiar, me enfiou em uma Ferrari vermelha conversível, colocou uma bandeira do Brasil nas minhas mãos e saímos em alta velocidade…

Descemos a R. Martiniano de Carvalho e logo encontramos uma multidão comemorando no meio da rua, naquela região haviam vários cortiços, eu nem percebi, mas minha bandeira tinha sido arrancada das minhas mãos por um daqueles felizes brasileiros. Tigrão freou imediatamente o carro, saltou e foi atrás do ladrão de bandeira, mergulhando no cortiço.

Eu fiquei sentado no carro, atônito, mal me dando conta do que havia acontecido, a turba se aproximou e cercou o carro, e eu sem saber o que fazer… Finalmente o Tigrão reapareceu com a bandeira na mão, e retomamos nosso passeio!

Ele era assim, intenso, imprevisível, brincalhão, e tínhamos em comum o gosto pelas máquinas, pelos carros velozes! Certa feita ele me deu uma carona para o Guarujá em um Renault “Rabo-Quente” preparado para corridas…


O Renault “Rabo-Quente” com o logotipo de sua oficina, a Torke. A oficina ficava na R. Jesuino Pascoal na Vila Buarque, ao lado da Santa Casa.

é isso, por fernando stickel [ 20:36 ]

escândalo na hípica


Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr. Foto: Bruna Guerra/Divulgação/SHP

Assunto sério e polêmico, envolve um sócio da Sociedade Hípica Paulista, com muita visibilidade, pois foi seu presidente por dois mandatos consecutivos, total de 6 anos. Romeu sempre foi uma presença constante no clube, e durante sua gestão muitas coisas boas foram feitas, o clube foi inteirinho reformado, pintado, inúmeras melhorias implantadas.

Como sócio da Hípica Paulista, e arquiteto, acompanhei as reformas, muitas vezes Romeu me pediu palpites, sobre isso, sobre aquilo, mas na verdade ele fazia tudo exatamente do jeito dele. Na área do meu interesse, que é o fitness, spa e a piscina não houve jeito de convencer o Romeu a fazer a coisa certa… Até hoje é impossível usar a piscina nos meses de inverno, o aquecimento não dá conta…

Com a descoberta de seus “supostos malfeitos” a coisa toda mudou de aspecto. Grupos de sócios se mobilizaram a favor e contra o ex-presidente, mais importante, um dos grupos exige transparência, um abaixo assinado circulou recentemente entre os sócios (eu e minha mulher Sandra Pierzchalski assinamos) solicitando à diretoria divulgação dos resultados da auditoria, o que até agora não ocorreu.

Acho que a Diretoria e o Conselho do clube deveriam se comprometer claramente com uma apuração rigorosa e transparente dos fatos, e a eles dar ampla divulgação. As punições internas cabíveis e mesmo um processo administrativo e/ou criminal que se faça necessário se seguiriam, respeitando todas as regras.

É intolerável e injurioso ao sócio que cumpre com suas obrigações a manutenção do um clima do tipo “O assunto é tratado com sigilo pelo Conselho”, e o investigado continua a frequentar o clube.

A matéria do Estadão assinada por Rayssa Motta foi publicada on-line ontem, 4 Junho de 2022, a seguir a íntegra:

Auditoria atribui desvios e abusos a ex-presidente da Hípica Paulista
Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, que presidiu o tradicional clube de São Paulo entre 2015 e 2021, é acusado também de assédios por funcionários e pode ser expulso e perder o título remido; ele tem 15 dias para apresentar defesa; seu advogado refuta com veemência as acusações

O ex-presidente da Sociedade Hípica Paulista (SHP), Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, foi acusado de assédio moral e sexual por funcionários do clube, um dos mais tradicionais e exclusivos de São Paulo, cujos títulos custam em torno de R$ 68 mil. Ele também foi colocado no centro de suspeitas de abuso financeiro.
As denúncias apareceram em uma auditoria interna que apontou uma série de irregularidades na conduta do empresário. Sócio do clube há 50 anos, ele corre o risco de ser expulso e, com isso, perder o título remido. O conselho da Hípica, composto por 30 sócios eleitos, ainda vai deliberar sobre o caso em uma reunião extraordinária que não tem data marcada.

Uma comissão de sindicância, formada por cinco conselheiros, foi criada por orientação da assessoria jurídica do clube para analisar o material levantado na auditoria e será responsável por sugerir uma eventual punição. O procedimento envolve a tomada de depoimentos de testemunhas e do próprio Romeu, que recebeu prazo de 15 dias para apresentar sua defesa. A partir do relatório final da comissão, o conselho do clube colocará em votação o destino do ex-presidente.

Procurado pela reportagem, o advogado Gerson Mendonça, que representa Romeu no caso, disse que os fatos foram “auditados de forma unilateral” e que são “absolutamente inverídicos”. Também afirmou que é “leviana e prematura qualquer conclusão desabonadora” contra o cliente dele.
O Estadão teve acesso ao relatório com as conclusões da auditoria. O trabalho durou cinco meses e foi entregue no final de abril por uma empresa especializada contratada pelo clube após as primeiras denúncias de funcionários. O documento dá o pontapé no processo interno de investigação.

Romeu foi presidente da Hípica Paulista por dois mandatos consecutivos. Foto: Bruna Guerra/Divulgação/SHP
A auditoria diz ter encontrado indícios do favorecimento de empresas de familiares, amigos e sócios da Hípica nas contratações. Também teriam sido localizados gastos pessoais no cartão corporativo e uso do estoque de produtos e suprimentos do clube para consumo pessoal. O documento lista desde comida até álcool em gel e fita isolante que teriam sido usados sem pagamento. Ainda segundo a apuração preliminar, Romeu obrigava funcionários de manutenção, eletrônica, segurança e TI a prestarem serviços na casa dele no horário do expediente.
Outro ponto abordado é a consumação no restaurante da Hípica. Os funcionários entrevistados dizem que Romeu mandava retirar itens da conta e, quando recebia convidados, incluindo amigos e familiares, mandava as cobranças para o centro de custo de marketing do clube.
“Romeu tinha por hábito não pagar seu consumo do mesmo dia e quando era notificado por algum funcionário do restaurante, deixava o funcionário ‘plantado’ por 20 ou 30 minutos, sem atendê-lo. Quando atendia, informava que não ia pagar, alegando que não tinha consumido os alimentos ou bebidas”, diz um trecho do documento. Ele também teria deixado de pagar pelo menos R$ 74,6 mil em ração de seus cavalos.
O relatório aponta ainda supostas regalias para sócios inadimplentes em troca de apoio nas eleições internas e indícios da venda de títulos com desconto para amigos e familiares. Outro questionamento gira em torno da troca das lâmpadas do picadeiro, que segundo o documento haviam sido substituídas menos de um ano antes, ao custo de R$ 1 milhão.
Os relatos gravados de nove funcionários e ex-funcionários também apontam uma suposta rotina de agressões verbais, intimidações, xingamentos, humilhações, racismo, gordofobia, xenofobia e assédio sexual.
O documento diz que Romeu “tinha predileções por pessoas brancas e magras”, o que ele chamaria de “padrão Hípica”, e “não gostava de contratar pessoas gordas” ou LGBTQIA+. Os funcionários relataram ter ouvido, além de xingamentos, frases como: “Se você voltar gorda, eu te mando embora”, “Quanto você pesa?”, “Olha o tamanho daquele cara, não dá para ele ficar andando no clube desse jeito”, “Baiano não gosta de trabalhar” e “Veadinho”. Todos os trabalhadores ouvidos disseram que cogitaram pedir demissão por causa da “pressão psicológica diária” e do ambiente de trabalho “tóxico”. A auditoria também traz relatos de supostos episódios de assédio sexual.

Títulos na Sociedade Hípica Paulista custam em torno de R$ 68 mil.
Romeu foi presidente do clube em dois mandatos consecutivos, de 2015 a 2021, e vice-presidente até romper com o sucessor no ano passado. Em sua gestão, demitiu 518 funcionários. O quadro total de pessoal da Hípica é de 360 colaboradores – ou seja, é como se tivesse mandado embora todos os funcionários e depois demitido quase 70% dos substitutos. Segundo relatos, tudo era motivo para mandar embora colaboradores. Uma funcionária com quatro anos de casa teria sido demitida porque “engordou”. Os acordos em rescisões trabalhistas fechados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021 giram em torno de R$ 2,5 milhões, aponta levantamento da auditoria, sendo que 88% das dispensas ocorreram sem justa.
Mais de cem sócios do clube subscreveram um abaixo-assinado pedindo acesso ao relatório da auditoria. Por enquanto, o procedimento corre sob sigilo.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO GERSON MENDONÇA, QUE REPRESENTA ROMEU
“Os fatos ventilados na auditoria estão submetidos a comissão de sindicância da SHP. O Sr. Romeu Loureiro Ferreira Jr. apresentará cabal defesa perante a sindicância interna da SHP, demonstrando a absoluta inveracidade dos fatos auditados de forma unilateral. A própria sindicância da SHP, após a apresentação da defesa de Romeu e procedimento interno previsto pelo Estatuto Social da SHP, deliberará sobre os fatos ventilados na auditoria, sendo absolutamente leviana e prematura qualquer conclusão desabonadora tanto com relação ao Sr. Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, quanto com relação a Sociedade Hípica Paulista, clube da mais alta honorabilidade.”

COM A PALAVRA, O PRESIDENTE DA SOCIEDADE HÍPICA PAULISTA, FERNANDO SAMPAIO FERREIRA FILHO
“Em outubro de 2021, o Conselho Deliberativo recebeu um relatório elaborado por um grupo de funcionários apontando uma série de supostas irregularidades cometidas pelo vice presidente, Romeu Loureiro Ferreira Leite Junior. No intuito de amparar os funcionários e evitar injustiças, determinaram a contratação de uma empresa de auditoria investigativa.
O relatório foi apresentado ao Conselho e aprovado por maioria, no mês de abril de 2022. Em seguida, foi instaurada uma Comissão de Sindicância para conduzir o processo.
O assunto é tratado com sigilo pelo Conselho.
Em nome da diretoria executiva, determinei de imediato que fossem tomadas todas as medidas para amparar os funcionários que efetuaram as denúncias e reforçamos nosso apoio aos membros do Conselho Deliberativo.”

Romeu Ferreira Leite apresenta defesa, leia AQUI.

é isso, por fernando stickel [ 14:53 ]

palacete jafet


A convite da minha amiga Fernanda Jafet fui visitar um palacete da família no bairro do Ipiranga, a dois quarteirões do Museu do Ipiranga, que reabrirá suas portas ao público neste ano de 2022.


Em uma das salas, esta maravilhosa pintura de Georges Wambach (1901-1965), retratando uma das indústrias do grupo Jafet em Mogi das Cruzes em 1961.

é isso, por fernando stickel [ 8:19 ]

primeiro dia 2022


Iniciar 2022 no Ibirapuera com Sandra, Jimmy & Bolt é tudo de bom!

é isso, por fernando stickel [ 11:14 ]

cópia fiel

Fui visitar meu bom e velho amigo Arnaldo Pappalardo em seu bom e velho estúdio no Sumaré, agora transformado na novíssima Cópia Fiel, uma pequena, e simpaticíssima lojinha totalmente aberta para a rua, sem obstáculos, vidros ou portas, onde Arnaldo vende a preços muito acessíveis as suas lindas fotos.


Papo de vizinhos.


O português entrou na loja e ficou encantado!


Av. Prof Alfonso Bovero 278 – Sumaré
A loja estará sempre aberta de quarta-feira a sábado das 10:30 hs às 17:30 hs e aos domingos das 10:30 hs às 13:30 hs.

é isso, por fernando stickel [ 17:13 ]

abriu bachir!


Eu tive o prazer de ser o primeiro cliente! Abriu Bachir a dois quarteirões da minha casa, na esquina da R. Diogo Jácome com a Av. Helio Pellegrino, deliciosa sorveteria libanesa! Com lojas em Beirute e Paris, a tradição está na família de Maurice e Carolina, os donos, que muito simpáticos me ofereceram sorvete logo às 9:30h da manhã, que apreciei gulosamente!!!


Combinação perfeita, Mercedes Benz 280 SL com Bachir!

é isso, por fernando stickel [ 8:08 ]

interlagos


Pista de Interlagos em 1963, era assim que eu frequentava o autódromo na minha adolescência!
Ao final da reta a Curva 1, de alta velocidade… Não existe mais.

é isso, por fernando stickel [ 10:47 ]