Documento de identidade de meu pai Erico João Siriuba Stickel, de cerca de um ano antes do meu nascimento.
família
29 de julho de 2020
documento erico
é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]
7 de julho de 2020
fiação indiana
Meu amigo José Antonio Penteado Vignoli escreveu um belo artigo sobre a S.A. Fiação para Malharia Indiana empresa da minha família, no interessante site São Paulo Antiga.
A história da empresa da família de Vignoli é também muito interessante, veja aqui.
é isso, por fernando stickel [ 20:01 ]
4 de julho de 2020
aniversário pedro!
Aniversário de 2 anos do meu neto Pedro!!
é isso, por fernando stickel [ 14:42 ]
17 de junho de 2020
jimmy hendrix 9 anos
Nove anos atrás Sandra e eu fomos visitar a ninhada de 6 Jack Russel recém nascida, para escolher o nosso cachorrinho, todos tinham nomes de músicos, havia Tim Maia, Madonna, Jamiroquai, e outros que não lembro, e havia Jimmy Hendrix! Foi o escolhido!
Eu relutei muito em tomar a decisão de ter um cachorro, e fui atropelado pela Sandra que decidiu e pronto! Quando o Jimmy chegou em casa, em 24 horas eu já havia me derretido todo por ele, e estava irremediavelmente apaixonado, como continuo até hoje, em seu aniversário de 9 anos!
Dois anos depois chegou o Bolt, para fazer companhia e completar a familia!
é isso, por fernando stickel [ 8:24 ]
14 de junho de 2020
erico e fernando
Eu e meu pai Erico, em momento descontraido na R. dos Franceses nos anos 90. Ao fundo escultura de Marcello Mascherini (1906-1983)
é isso, por fernando stickel [ 14:39 ]
25 de maio de 2020
sociedade beneficente alemã
Este é o “Stickel Heim”, pavilhão que meus pais doaram à Sociedade Beneficente Alemã SBA no Sesquicentenário da Imigração Alemã 1824-1974.
O projeto arquitetônico ficou a cargo do arquiteto Salvador Candia, em cujo escritório eu trabalhava na época. Sob a orientação do arquiteto Yasuhiro Aida, braço direito do Salvador, trabalhei bastante neste projeto.
São 12 quartos, sala de estar, copa e terraço para uso dos idosos que a SBA abriga.
Os dizeres da placa comemorativa, afixada no prédio:
Em homenagem à memória de nossos pais
Ernesto Diederichsen
Maria Elisa A. Diederichsen
Arthur Stickel
Erna H. Stickel
No ano comemorativo do Sesquicentenário da Imigração Alemã no Brasil, construimos esta casa.
Martha Diederichsen Stickel
Erico João Siriuba Stickel
Meu pai, Erico Stickel, na inauguração.
Eu, meu pai Erico, iris Di Ciommo, minha mãe Martha e o arquiteto Salvador Candia.
Meu pai assinava o “Käseblatt” apelido carinhoso com que a comunidade alemã se referia ao jornal em lingua alemã “Deutsche Zeitung”, que trouxe uma longa reportagem com fotos sobre a inauguração do “Stickel-Heim”.
é isso, por fernando stickel [ 20:06 ]
17 de maio de 2020
festa de casamento
Garimpagens nos álbuns de fotografia antigos, um dos efeitos da quarentena do cooronavírus…
Na saída da festa do meu casamento com Maria Alice Kalil em 14 Maio 1971, meu sogro, José Kalil (1903-1975) beija a filha, sob o olhar da irmã Dulce.
O álbum do casamento foi feito pelo fotógrafo Peter Scheier.
José e Josephina Abs Kalil, Frederico Nasser e eu, na Catedral Ortodoxa do Paraíso. Meu sogro levou de sua residência inúmeros tapetes para decorar a Catedral… juntamente com o trabalho da Marilia Vogt, que decorou a igreja e a casa.
Meu pai Erico (1920-2004), minha mãe Martha, a noiva Alice, eu, a sogra Josephina (1912-1972) e o sogro José (1903-1975) na festa de casamento na R. Martiniano de Carvalho, 14 Maio 1971.
As fotos são de Peter Scheier, recuperei de contatos preparatórios para o album de casamento.
Na saída da festa Alice de roupa clara, Plinio de Toledo Piza de barba e minha prima Ciça (Cecilia Cruz Villares) na porta do carro, de xadrez.
Pilotando a Variant, Dulce, a irmã da noiva me brinda com arroz! Ao fundo seu marido Tigrão (Luis Carlos Fagundes) olha divertido…
é isso, por fernando stickel [ 13:17 ]
1 de maio de 2020
indiana e argos
Logotipos da Argos Industrial S.A. e da Fiação para Malharia indiana S.A. projetos dos anos 60-70 do designer gráfico Alexandre Wollner (1928-2018), considerado o pai do design moderno no Brasil. Wollner participou da fundação da primeira escola de design do país em 1962, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro – ESDI.
Sobre as empresas, no texto de 1959 “Os precursores do progresso do Brasil” de Eddie Augusto da Silva-Rubens Veras-Julio Ewigkeit, Editora Sociedade Brasileira de Expansão Comercial Ltda:
São múltiplos e notáveis os empreendimentos pessoais de ERNESTO DIEDERICHSEN. Em 1914 em sociedade com Luiz Trevisioli e Aleardo Borin, fundou uma fábrica de tecidos em Jundiai. Essa fábrica transformou-se no que é hoje a “Argos Industrial S/A” uma das mais pujantes organizações industriais do ramo. Acompanhado por alguns amigos ERNESTO DIEDERICHSEN fundou ainda a “S/A Fiação para Malharia Indiana”, o “Lanifício Argos S/A”, e adquiriu e ampliou a “S/A Cotonificio Adelina”.
Algumas marcas/logotipos projetados por Alexandre Wollner.
Um dos meus primeiros trabalhos gráficos foi criar os nomes para fibras especiais ALVIL e TEFIL, e as respectivas etiquetas.
Anúncio de revista.
é isso, por fernando stickel [ 14:12 ]
3 de abril de 2020
erico 100 anos
Erico João Siriuba Stickel (1920-2004)
Fosse vivo, meu pai completaria hoje 100 anos de idade!!!
é isso, por fernando stickel [ 10:23 ]
30 de março de 2020
lili e a gripe espanhola
Lili, minha mãe Martha e meu tio Ernesto, anos 30, na casa da R. dos Franceses
Minha avó Lili – Maria Elisa Arens Diederichsen (1883-1973), foi uma sobrevivente da gripe espanhola de 1918.
Ela se curou da gripe, mas teve como sequela uma lesão no pulmão que muitos anos mais tarde se transformaria em enfisema, doença que acabou sendo a causa de sua morte aos 90 anos de idade.
Ela tinha 35 anos de idade quando foi infectada em São Paulo pelo H1N1, a pandemia infectou 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época, e vitimou entre 50 e 100 milhões de pessoas no planeta, as vítimas preponderantemente adultos jovens.
Dois anos mais tarde nasceu a caçula da família, minha mãe Martha em 1920. Lili teve uma vida excelente, suas sequelas não diminuíram em nada seu vigor e alegria de viver. Dois anos ates de falecer o enfisema se manifestou, e ela passou a ter sintomas de falta de ar.
Lili no navio, com meu pai Erico, eu e minha irmã Sylvia, anos 50
Lili com minha irmã Sylvia na Suíça, anos 50
Lili com 87 anos, na festa do meu noivado com Maria Alice Kalil, 1970
A ciência tem dados das epidemias e pandemias, as curvas e as precauções são as mesmas…
é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]
26 de março de 2020
coronavírus
A crise do coronavírus já infectou milhões ao redor do mundo, matou milhares e colocou milhões em quarentena, como a Sandra e eu que já estamos há uma semana fechados dentro de casa…
O desenho é de R. Crumb, o STAY HOME é meu…
é isso, por fernando stickel [ 18:22 ]
19 de março de 2020
quarentena e fotos
Com a quarentena do coronavirus temos que encontrar assunto, eu fui abrir umas gavetas e encontrei algumas fotos…
Meu avô Arthur Stickel (1890-1967) jovem.
Lembranças da minha infancia no Guarujá, meu avô na volta da pescaria.
Minha bisavó Elizabeth Catharina Metz Stickel.
é isso, por fernando stickel [ 11:26 ]
12 de março de 2020
faleceu luisinho villares
Luiz Diederichsen Villares (Luisinho), meu primo-irmão e padrinho faleceu hoje aos 90 anos de idade em São Paulo. A foto do Luisinho, como todos o conheciam, é de minha autoria no aniversário de 89 anos da minha mãe Martha, 4 anos atrás,
Ele foi sempre um exemplo para mim como colecionador de extremo bom gosto, como responsável pelo design da marca Villares, pelas suas casas sempre lindas e arrumadas, com sua coleção de arte exposta com maestria, pela sua conexão visceral com a música clássica. Ele incentivou desde cedo a minha própria coleção de arte, me presenteando com uma magnífica tela de Maria Leontina e uma gravura de Serge Poliakoff.
Foi presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1980 a 1983, realizando as XVI e XVII Bienais de São Paulo.
Além das artes visuais Luisinho amava a música, e a conhecia como ninguém, quando eu tinha cerca de 15 ou 16 anos de idade nós cantávamos juntos no Conjunto Coral de Câmara de São Paulo, um período de convivência próxima e gostosa.
Uma informação interessantíssima sobre o Luisinho surgiu nas palavras de Lia Diskin, da Associação Palas Athena proferidas no velório.
Luisinho e seu amigo Marcos Ring iniciaram como voluntários nos anos 70 a construção da creche/escola Instituto Pandavas no Bairro dos Souzas em Monteiro Lobato, SP O curioso é que nem mesmo a família do falecido conhecia sua vertente filantrópica… Ele fazia o bem, e não contava pra ninguém…foi durante 20 anos voluntário do Centro de Valorização da Vida-CVV…
Luisinho tinha sempre o melhor aperto de mão da praça, firme, forte, sólido, acompanhado do mais simpático sorriso… Deixa a viuva Raquel, os filhos Marcelo Claudia e Eduardo e netos.
Vá em paz Luisinho, faça uma linda viagem, com acompanhamento de Beethoven, Mozart, Olivier Messiaen, Berlioz e tantos outros compositores e músicos que você amava…
é isso, por fernando stickel [ 17:03 ]
11 de março de 2020
antonio diederichsen
Um amigo me enviou esta foto de uma placa em homenagem ao meu tio avô Antonio Diederichsen (1875-1955), irmão do meu avô Ernesto Diederichsen, e empreendedor em Ribeirão Preto, SP.
Ele construiu o Edifício Diederichsen em 1936, onde foi originalmente inaugurada a famosa Choperia Pinguim. O edifício é tombado, legítimo representante do estilo Art-Deco.
Na placa está escrito:
Edifício Diederichsen
A Antonio Diederichsen
Grande benemérito desta cidade e propulsionador do seu progresso, homenagem do povo de Ribeirão Preto
20-12-1936
A Choperia Pinguim mudou-se para a esquina oposta ao Edifício Diederichsen.
Antonio Diederichsen nasceu em 01 de agosto de 1875, em São Paulo, filho de Bernhard Diederichsen e Anna da Rocha Leão. Iniciou os seus estudos básicos no Colégio Brasileiro-Alemão e os concluiu na Alemanha.
Retornando ao Brasil trabalhou com o pai, fabricante de vinho e chá, na Fazenda Morumbi, mas após uma praga nos vinhedos retornou à Alemanha para cursar Agronomia. Formado, veio trabalhar na Fazenda Santa Adelaide, de propriedade de seu tio Arthur Diederichsen.
Na ocasião, foi anunciada a falência do Banco Construtor e Auxiliar de Santos, que possuía, em Ribeirão Preto, uma oficina mecânica, uma fundição e uma serraria.
Diederichsen interessou-se por esse espólio e propôs sociedade a João Hibbeln, que era o seu depositário. A empresa foi constituída e começou na esquina das ruas José Bonifácio com São Sebastião, com a razão social de “Diederichsen & Hibbeln”.
O negócio se desenvolveu a contento, pois abriram a seção de ferragens e, em virtude do desenvolvimento da serraria, a firma mudou-se para a Vila Tibério. O horário era das 6,00 até às 21,00 horas. Em 1916, com o advento da 1a. Grande Guerra, a sociedade se dissolveu e entendeu Diederichsem de dar participação para os seus auxiliares diretos Manoel Pena, Germano Reinel da Silva e Guido Gambini.
O progresso e a cidade exigiram a expansão dos negócios e, assim foi construído o edifício do Antigo Banco Construtor, na esquina das ruas Saldanha Marinho e Américo Brasiliense. Antigo Banco Construtor era o nome de fantasia e se consagrou como a maior casa de materiais de construção da região. Sua diversidade de produtos era enorme. Ia do básico ao acabamento. Toda a região acorria para adquirir esses materiais. Diederichsen igualmente dotou a cidade de um moderno edifício construído no estilo Art-Deco, compreendendo o trecho da rua Alvares Cabral, com 150 metros de fachada e 3.750 m2 de área construída, entre a rua Gal. Osório e a São Sebastião, com locais para escritórios, apartamento, Hotel, restaurante, lojas e cafés.
Parte da construção ocupou a antiga residência do chefe político do PRP, Cel. Quinzinho da Cunha Junqueira. Ainda objetivando dotar a cidade de melhoramentos, em 1947, Diederichsen resolveu construir o edifício onde se instalou o Hotel Umuarama, inaugurado em 20 de janeiro de 1951. Ainda como desenvolvimento de suas atividades mercantis, Diederichsen, em 1922, passou a representar a empresa Byington & Cia., concessionária Chevrolet. Em 1934, a empresa Diederichsen & Cia. passou a vender os veículos da Ford e, 30 anos depois, com o nome de Cia. Comércio Antonio Diederichsen passou a ser concessionária Volkswagem. Já no ínício da década de 1950, agravou a diabetes de Diederichsen, que acabou falecendo no dia 30 de setembro de 1955.
Antonio Diederichsen nunca casou e não tinha herdeiros, deixou sua fortuna para a Santa Casa. Minha mãe se lembra bem do tio, que vinha a são Paulo ao menos uma vez por ano, muito gentil e simpático era querido por todos.
Mais informações sobre a família aqui.
é isso, por fernando stickel [ 3:46 ]
25 de fevereiro de 2020
encrencado aos 13 anos
A minha educação sexual foi praticamente inexistente, meu pai jogou na minha mão aos 13 anos de idade um calhamaço chamado “A nossa vida sexual” de um tal Dr. Fritz Kahn. A parte interessante do livro é que ele trazia algumas “gravuras” dos órgãos sexuais masculino (que eu já conhecia) e do feminino, o grande desconhecido!
A educação sexual informal da minha geração todos conhecem, os amigos e os catecismos do Carlos Zéfiro!
Encrencado como qualquer adolescente, coberto de eczemas, e já com pelos crescendo nas palmas das minhas mãos, meus pais acharam por bem que eu deveria ter ajuda profissional, e com 14 ou 15 anos de idade meu pai me levou ao Rio de Janeiro, para ser atendido pelo papa da psicologia, um tal de Mira Y Lopez.
No consultório da sumidade, um escuro apartamento em Copacabana, após as formalidades iniciais meu pai se afastou, o doutor fechou as portas com vitrais de seu estudio e eu fiquei frente a frente com o monstro.
Lembro que ele perguntava insistentemente quem eram os meus ídolos, e eu dizia que não os tinha, mas ele teimava:
– Mas você não gosta de futebol?
Eu dizia NÃO, e ele insistia:
– Mas você não gostaria de ter um autógrafo do seu jogador de futebol preferido?
– Eu pacientemente explicava ao doutor que não tinha o menor interesse por futebol.
Ou seja, a consulta foi um fiasco total.
O lucro da visita ao doutor são as deliciosas lembranças que ficaram daqueles dois ou três dias no Rio de Janeiro, sozinho com meu pai, a viagem de avião, o Aeroporto Santos Dumont, a hospedagem no Hotel Miramar, no Posto 6, os almoços em restaurantes à beira da praia, do vento e o cheiro do mar.
é isso, por fernando stickel [ 9:05 ]
21 de fevereiro de 2020
aniversário martha
Minha mãe Martha Diederichsen Stickel completa hoje, 21 Fevereiro 2020, 93 anos de idade!!! Parabéns Mamãe!!! Suas fiéis escudeiras Tide e Ivani a ladeiam na foto.
A Fundação Stickel também comemora o aniversário de sua instituidora, que com seu marido e meu pai Erico João Siriuba Stickel a criaram em 1954.
Que Mamãe continue a navegar acompanhada dos quatro filhos, Fernando, Sylvia, Ana Maria e Roberto, quatro netos, Fernanda, Antonio, Joana e Arthur e cinco bisnetos, Samuel, Rodrigo, Ian, Noah e Pedro.
Anos 60, Martha com 30 e poucos anos…
Familia quase completa no Natal 2019.
é isso, por fernando stickel [ 9:57 ]
20 de fevereiro de 2020
festa de noivado
Lá no início dos anos 70 convidei meu amigo Frederico Nasser para ser meu padrinho de casamento com a Alice Kalil.
Na foto, na escadaria da casa do meu sogro José Kalil (1903-1975) na R. Martiniano de Carvalho no dia da festa de noivado em 1970, eu e o Frederico (å esquerda), estamos bem arrumados e bem felizes! Frederico com 24 anos de idade, e eu com 22…
A foto original é um slide, a câmera uma Asahi Pentax Spotmatic, quem tirou a foto não lembro…
é isso, por fernando stickel [ 23:49 ]
19 de fevereiro de 2020
carta ao frederico
Durante um bom tempo eu me debati com os porquês do sumiço do meu amigo Frederico Jayme Nasser.
Conversei várias vezes com o Fajardo, que era talvez o amigo mais próximo dele, conversei com a Marina, ex-mulher, tentei de tudo quanto é jeito encontrar uma explicação lógica, mas o sentido do isolamento do meu amigo continuava a me escapar.
Finalmente escrevi a carta acima, à guisa de pá de cal no triste assunto, que enviei a ele acompanhada do meu livro “aqui tem coisa”, lançado três anos antes em 1999.
Obviamente não houve resposta, mas fiquei apaziguado e virei a página.