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...desde janeiro de 2003

coisas

racional engenharia


Envelope da época. Reparar a existência de endereço telegráfico e telex

Racional Engenharia SA

Pedi demissão da Austin Company no final de 1975. Eu tinha 27 anos, estava no início do meu segundo casamento com a Iris Di Ciommo, e morávamos no meu apartamento da Rua Tucumã, em frente à entrada principal do Esporte Clube Pinheiros.

Desempregado, resolvemos viajar em lua de mel para a Bahia na minha Variant VW amarela. Partimos no domingo, 18 de janeiro de 1976.

Voltamos da viagem e, pouco depois, internei-me no Hospital Nove de Julho, em 17 de fevereiro, para uma cirurgia de postectomia. Ainda em recuperação, recebi um telefonema de Newton Simões, da Racional Engenharia, confirmando minha contratação.

As conversas com a Racional já vinham acontecendo havia algum tempo. Fui contratado como Gerente de Planejamento — um nome elegante para vendedor de projetos de construção.

Logo nas primeiras semanas de trabalho, Newton pediu que eu fizesse as malas para uma viagem a Ribeirão Preto e marcou encontro no aeroporto de Congonhas. Para minha surpresa, embarcamos — Newton, eu e mais duas ou três pessoas — em um jatinho particular. Na chegada, dois ou três Dodge Dart brancos, com o logotipo da Usina Santa Elisa nas portas, já nos aguardavam.

Aos poucos fui entendendo as conexões. Newton era casado com Edilah Biagi, ligada à família de Maurilio Biagi Filho, CEO da usina e um dos fundadores do Programa Nacional do Álcool. A Racional, que tinha o próprio Maurilio entre seus acionistas, pretendia atuar na construção de usinas de açúcar e álcool no modelo “turn-key”.

Conheci então a Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, e fiquei impressionado com a escala da operação. O tema começou a me interessar. Na sequência, visitamos as instalações da Renk-Zanini e da Dabi Atlante, e fui me aclimatando àquele universo.

No escritório da Racional, em Pinheiros, eu cuidava de prospecção de clientes, preparação de propostas comerciais e outras atividades correlatas. Também me chamava atenção a comunicação visual da empresa — folhetos, catálogos e materiais institucionais claramente precisavam de um upgrade.

Sugeri ao Newton a contratação de um novo programa de identidade visual e indiquei o escritório Cauduro Martino. A proposta foi aceita e o trabalho realizado. O logotipo branco vertical sobre fundo verde, criado naquela época, continua sendo usado pela empresa até hoje. Coordenei depois toda a aplicação da nova marca: sinalização, folhetos, tapumes de obra e demais materiais.

Propus também outras iniciativas visuais, entre elas Cartão de Natal criados pelos cartunistas Jaguar e Paulo Caruso, além de uma exposição de fotografias de George Love.

No início de 1977 eu já trabalhava havia mais de um ano na empresa, com direito a férias, e Iris estava grávida de três meses da minha primogênita, Fernanda. Fui falar com o Newton e pedi férias. Ele concordou imediatamente. Então completei:
— Newton, acho que vou querer quarenta dias. A Iris está grávida, talvez sejam nossas últimas férias realmente livres…
Ele concordou de novo.
A viagem pela Europa foi maravilhosa. Voltamos num domingo. Na segunda-feira retornei ao escritório e passei o dia cumprimentando colegas, contando histórias da viagem, retomando a rotina.
No final da tarde, Newton me chamou para conversar. Depois de alguns minutos de conversa informal, veio o diálogo, mais ou menos assim:
— Fernando, não vai dar.
— Não vai dar o quê?
— Não vai dar para você continuar…
— Continuar o quê, Newton?
— O seu trabalho aqui. Durante as suas férias apareceram muitos pepinos que você não deixou encaminhados. Sua atuação como gerente foi falha.
— Ah, entendi… Sabe de uma coisa, Newton? Realmente eu não tenho vocação para burocrata. Eu gosto do desafio; quando tudo estabiliza, eu perco o tesão. Vamos fazer o seguinte: você me demite e eu continuo colaborando como autônomo nas áreas de comunicação e criação.
— OK.


Iris e Fernanda

E assim, em menos de dez minutos de conversa cordial, a questão ficou resolvida.
Minha demissão foi formalizada e, simultaneamente, elaboramos um contrato de prestação de serviços para comunicação visual, audiovisual e decoração da sede da empresa com fotografias de George Love, entre outros projetos.
Pouco depois, em 29 de outubro, nasceu minha filha Fernanda. E logo em seguida, ainda em 1977, ao lado do meu colega Norberto (Lelé) Chamma, iniciei o escritório de design visual und.

Nos corredores da Racional fiz muitos amigos, meu colega de trabalho na época Arnaldo Halpern é hoje conselheiro da Fundação Stickel, Ricardo e José Nicolau, Henrique Falzoni, Milton Golombek, e muitos outros.

é isso, por fernando stickel [ 18:14 ]

caixa econômica


O documento para pagamento do prêmio com QR Code, que não serve para nada

Joguei num bolão no site da Loterias Online da CAIXA e ganhei R$320,00. Fiquei contente e fui resgatar o prêmio, o que normalmente ocorre com crédito no Mercado Pago, também on-line. Para minha surpresa a instrução foi para receber o prêmio na agência.

Segunda-feira de manhã vou à agência da Caixa Econômica Federal na R. Affonso Brás, entro no térreo em um salão imenso todo branco e vazio, com apenas uma mesa e uma simpática atendente, ao fundo, seis seguranças uniformizados observam a cena.

A recepcionista pega o papel que eu imprimi em casa e o meu Rg, digita uma senha e me entrega um boleto em papel, me pede para subir ao segundo andar.

Após esperar a chamada da senha no painel, me sento na mesa 72, digo bom dia ao funcionário de meia idade, camiseta e barba por fazer, ele diz bom dia com cara neutra e pega o papel e o Rg e se dedica a digitar incessantemente por cerca de 15 minutos, eu esperando já surpreso com o sistema antideluviano.

(É necessário aqui fazer um parêntese, para jogar on-line no site da Caixa é necessário fazer um cadastro minucioso, só falta pedirem o tipo sanguíneo. Ou seja, a Caixa tem todos os seus dados.)

Aí interrompi o atendente e perguntei por que ele estava digitando tudo de novo, ele me deu uma resposta confusa e continuou a batucar seu computador, os minutos passando, aí ele fala para a atendente da mesa ao lado:
-Edna, dá um pulo aqui.
Demora, mas a Edna vai até ele, cochicham algo, ele se levanta e vai até a mesa dela. Demora, ele volta.
Pergunto qual é o problema, ele diz que o sistema não está validando.

(Penso com os meus botões: Caralho!!! Uma porcaria de um prêmio de R$320 e o sistema tem que validar???!!!!)

Pergunto ao atendente se não seria mais simples ele simplesmente escanear o QR Code que está impresso no papel, e ele diz que sim, seria mais simples, mas na verdade ele digitou um por um os 36 dígitos impressos em baixo do QR Code.

Finalmente ele me pede para escrever no verso do papel nome, rg, cif, endereço, telefone, tudo de novo!!! Eu pacientemente escrevo, aí pede para me levantar e sentar em outra mesa e aguardar, estão com algum problema no sistema, uma outra pessoa atrás de um biombo vai tentar resolver.

Já são quase 20 minutos que estou sentado esperando, ganho tempo ditando no meu celular esta história kafkiana.

Mais uma vez enfrentando incompetência extrema, fica óbvio que enquanto o país não privatizar 100% das estatais, incluindo Caixa Econômica Federal, Petrobras e Banco do Brasil nós jamais teremos chance de sair do atoleiro. O Brasil não aguenta mais tanta incompetência!

Perdi quase uma hora dentro de uma agência horrível, com um atendente que está se lixando pra mim, e saí de lá sem o meu prêmio.

A dica do incompetente: O senhor volta outra hora.


O posto de “trabalho”


Demostrativo do prêmio


A agência

é isso, por fernando stickel [ 12:39 ]

faleceu eduardo de almeida

Faleceu aos 92 anos de idade o arquiteto Eduardo de Almeida, formado em 1960 na FAUUSP. Eu o conhecia desde sempre, não sei precisar as conexões, mas tanto faz, pois ele era uma pessoa simpaticíssima, arquiteto respeitado, sempre iluminava o ambiente onde se encontrava. R.I.P

é isso, por fernando stickel [ 20:37 ]

jade & stickel

Em março 1990 o Plano Collor fez um estrago geral no país, cconfiscando poupanças, etc…

A crise atingiu com dureza máxima a classe artística, e eu vi meu até então bem sucedido curso de desenho de observação minguar de 60 alunos em 1989 para apenas dois alunos após o anúncio do fatídico Plano da Zélia Cardoso de Mello, Ministra da Fazenda (1990-1991) do governo Collor.

Para contornar a situação me associei à Jade Gadotti, minha mulher na época, e passamos a fazer trabalhos de pintura para decoração juntos. Até um curso especializado em New York, na Parson’s School of Design fizemos no início de 1991.

Na sociedade Jade & Stickel eu era o “marketeiro”, preparava propostas, currículo, logotipo, etc… a Jade pintava muito bem, e eu fui aprendendo.

Naquela época eu ainda não tinha computador e fazia todos os meus trabalhos gráficos com a ajuda do Bruno Mortara e seu escritório “Prata da Casa”, com o programa PageMaker, (atual Indesign) que acabei dominando e com o qual fiz o meu livro “aqui tem coisa” anos depois.


Edição de uma lista de clientes

é isso, por fernando stickel [ 15:49 ]

está funcionando!

Está funcionando! Três meses de dedicação, peso, cintura e glicemia glicada, tudo caindo!
O peso cai mais rápido que a cintura…

é isso, por fernando stickel [ 8:21 ]

convite edo rocha

Em novembro 1970 meu amigo Edo Rocha fez uma exposição de seus trabalhos na galeria Ars Mobile. Nós éramos carne e unha naquela época, no mundo da arte e na vida pessoal, frequentávamos a Escola Brasil: e éramos colegas no primeiro ano da FAUUSP. Eu andava muito ativo com minha câmera fotográfica PENTAX 35mm, e foi com ela que fiz as fotos do artista para o convite da exposição.


Com uma canetinha de nankin 0,1 desenhei a vinhetinha “edofotostickel”

é isso, por fernando stickel [ 17:15 ]

sonhei e saí do sonho


Imagem criada com ChatGPT

Sonhei que estava nadando sozinho no mar, longe da costa. Eu olhava na direção do continente e via na minha frente uma praia, à minha esquerda o costão e a montanha, e percebia que havia uma correnteza me levando mais para a esquerda. A tarde caía, a luz diminuía e a correnteza continuava me levando para a esquerda, sendo que o meu objetivo era chegar na praia. Comecei a ficar preocupado e a me esforçar para chegar na praia, esforço que se revelava inútil.
Lá pelas tantas pensei assim: Isso aqui é um sonho, tá chato pra caramba, vai ficar muito pior, vamos mudar de freguesia! E saí conscientemente do sonho!


Esta peça intitulada I DREAMED THAT I DREAMED (Sonhei que Sonhei) que produzi em 1985 em New York, ilustra bem o meu sonho…

é isso, por fernando stickel [ 7:13 ]

poster contest 3


Fundação Stickel convida para a exposição do Stickel Poster Contest 3, que reúne 62 cartazes no Museu da Imagem e do Som – MIS.

A mostra apresenta trabalhos escolhidos entre 382 cartazes enviados de 4 países, 17 estados brasileiros e 65 municípios, refletindo a diversidade e a vitalidade do design gráfico contemporâneo. O concurso teve curadoria de Rico Lins e direção artística de Fernando Stickel. O júri de seleção e premiação foi composto por Clarissa Schneider, Monique Schoenacker e Thiago Lacaz.

Abertura: Sábado 14 de março das 11h às 16h
Visitação: até 29 de março, terças a sextas, das 10h às 19h, sábados, das 10h às 20h, domingos e feriados, das 10h às 18h

MIS – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa 158 – São Paulo SP

Entrada gratuita

é isso, por fernando stickel [ 15:23 ]

arquitetos joalheiros

Lá nos idos de 1989 a joalheira Miriam Mamber teve a ideia de convidar um grupo de arquitetos para fazer e expor joias, eu fui um dos convidados.

Adorei o convite e me lancei com entusiasmo à empreitada, utilizando seixos, conchas, cacos de cerâmica e vidro que encontrei e colecionei durante anos nas minhas andanças, principalmente nas praias do Curral e Velloso na Ilhabela. Por indicação contratei um ourives que desenvolveu os engastes de prata que receberam os materiais coletados.

A exposição aconteceu na Galeria Artwear & Design na galeria da Al. Gabriel Monteiro da Silva 1046 em 17 outubro 1989 e teve o nome de ARQUITETOS JOALHEIROS. Os artistas convidados foram:

Lezio Cardoso, Paulo Hatanaka, Guto Lacaz, Pepe Asbun, Paulo Mendes da Rocha, Luis Paulo Baravelli, Miriam Mirna Korolkovas, Luciano Deviá, Takashi Fukushima, Eduardo Longo, Sueli Suchodolski, Claudio Libeskind, Joaquim Guedes e eu.


Polaroid antiga com a preparação das peças.

Nunca desenhei joias, mas a minha curiosidade e interesse levam-me a colecionar coisas,
pelo inusitado da beleza ou emoção que me despertam. Entre estas coisas encontram-se
centenas de cacos de cerâmica, vidro, pedras e tijolos polidos pelas areias da praia do
Velloso em Ilhabela.
Ao ser convidado para criar joias, lembrei imediatamente da rara beleza destes elementos
trabalhados pela natureza, que coleciono há anos, e decidi estrear como joalheiro
utilizando-os.
Tratei de selecioná-los pelo formato, cor, textura e relacioná-los, uni-los e mesmo realçá-los
com doses homeopáticas de metais nobres, conferindo acabamento, solidez, toque e
permanência.
O processo de criação de uma joia, objeto utilitário ou projeto de arquitetura é o mesmo.
O que muda é a escala, a complexidade de execução e o número de profissionais envolvidos.
Posso sozinho completar uma aguarela em poucas horas. Com o auxílio de um ourives uma
joia pode ser produzida em alguns dias ou semanas. Já um projeto de arquitetura envolve
dezenas de profissionais e não raro anos de trabalho.
Acredito na fecundidade excitante e saudável das atividades interdisciplinares dos
arquitetos joalheiros, músicos engenheiros, cenógrafos cozinheiros, artistas figurinistas
ou …
A compra de um objeto de arte é para mim um enorme prazer. Dividir esta sensação ao
presentear uma mulher com uma joia eleva à enésima potência as emoções envolvidas.
Joias simbolizam algo quando usadas com sabedoria, podendo significar bom gosto,
beleza, sedução, magia, equilíbrio, lirismo, amor.

Fernando Stickel – Arquiteto Joalheiro – agosto 1989

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]

faleceu fabio cardoso


Fabio em seu estúdio em 2015

Faleceu meu amigo Fabio Cardoso, artista plástico de mão cheia. Um pouco mais moço que eu, o maldito câncer o levou. RIP Fabio.

é isso, por fernando stickel [ 11:13 ]

aqui tem coisa 23 anos

Hoje, 31 janeiro 2026 este blog completa inacreditáveis 23 anos de contínua existência!
A data será comemorada com o breve lançamento de uma nova versão do blog, mais interativa e com vários novos departamentos. Aguardem e continuem a visitar!

Divirtam-se acompanhando os aniversários anteriores AQUI

Já passei esta data de aniversário tomando bons vinhos, viajando, abstêmio, me dedicando à contenção em algumas versões do Dry January, e este ano estou novamente abstêmio e um pouco mais radical, incluí a retirada dos doces da minha dieta, meu objetivo é perder peso e baixar minha glicemia para 99, por ordens médicas, e decidi fechar a boca até atingir meu objetivo, perder 4 a 5 kg. De 92 kg para 88 kg deverá resolver.

O Fernando Bueno, lá de Montreal no Canadá a -21 graus C é quem está engenheirando as mudanças. Estou curtindo muito a expectativa de que tudo funcione e em breve possa girar em definitivo a chave e curtir a nova versão do aqui tem coisa

Veja AQUI o passar dos anos e como foi a evolução do blog.

é isso, por fernando stickel [ 2:53 ]

dia do síndico

No dia de ontem, curiosamente às vésperas da comemoração do DIA DO SÍNDICO, 30 de novembro, três coisas importantes se condensaram.

-Na Fundação Stickel, o júri do Stickel Poster Contest 3, chegou à premiação e aos destaques do nosso concurso de cartazes. Peças chave deste empreendimento Rico Lins, o curador e Igor Damianof, produtor cultural.


Curador Rico Lins e jurada Clarissa Schneider, os outros membros do juri foram Thiago Lacaz e Monica Schoenaker.

-Eu, como organizador e coordenador, vi nascer o livro JC Garage, retratando uma fabulosa coleção de carros clássicos em Campinas, SP. A equipe composta dos fotógrafos Leo Sposito e Nelson Kon; redator Tato Coutinho; designer Rico Lins; produtor gráfico Jairo da Rocha e diagramador Lucca Conversano foi impecável, o resultado final impressionou!


A capa do livro

-A obra de reforma do Salão de Festa do Condomínio Modular Delta, onde sou síndico, ficou linda e foi inaugurada com um happy-your para todos os moradores. Peça fundamental desta obra a arquiteta Sandra Pierzchalski, autora do projeto e minha equipe de Conselheiros.

Sinto-me muito realizado nesta curiosa missão de síndico, misto de administrador, psicólogo, mediador, arquiteto e construtor. Fui síndico cerca de 50 anos atrás, quando morei no Edifício Jaguar, recém construído, do qual foi um dos primeiros moradores. Na condição de jovem arquiteto que acompanhou a construção do prédio, percebi inúmeros defeitos que não foram sanados e tomei para mim a missão de cobrar a construtora, me transformando no síndico. Minha permanência no cargo foi rápida e suficiente para entender a dimensão e a encrenca da missão. Na versão atual, meio século após a primeira experiência, acabei na posição por ter entrado em um túnel de inevitabilidades, uma coisa levou à outra e pronto! Estou no cargo há três meses. Por sorte tenho uma equipe de jovens conselheiros que me auxilia muito na missão.
Os três trabalhos dependerão, em última análise, do trabalho em grupo. Nada se faz sozinho, montar uma boa equipe e gerenciá-la eficientemente é o segredo do sucesso! A figura do síndico simboliza bem o ser agregador necessário ao trabalho em equipe.

é isso, por fernando stickel [ 17:29 ]

maçã do elefante


A árvore da Maçã-do-elefante no Parque do Ibirapuera.


A fruta tem cerca de 12 cm. de diâmetro, casca dura.

A maçã-do-elefante (Dillenia indica) é uma planta promissora, com boa base experimental para efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antidiabéticos, antimicrobianos e cicatrizantes — mas ainda não é “fitoterápico pronto e regulamentado”.
Estudos mostram que diferentes partes da planta (fruto, casca, folha) contêm:
-Flavonoides (ex.: naringenina),
-Triterpenos (especialmente ácido betulínico),
-Fenólicos e taninos,
Que explicam boa parte das atividades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas observadas em laboratório.

Sabedoria popular indica o preparo de um extrato alcoólico ou um gel, aplicando-o na área dolorida. Eu estou usando na minha mão, e parece aliviar os sintomas.


Após cortar, deixar de molho no álcool por uma semana, e finalmente filtrar este é o resultado.

é isso, por fernando stickel [ 10:27 ]

erico stickel consul

Meu amigo boliviano Manuel Ramiro Iturralde Jahnsen (Manuco) foi meu colega de classe no Colégio Visconde de Porto Seguro, seu irmão mais velho Francisco Xavier Iturralde Jahnsen também estava no Porto Seguro. A família morava em Higienópolis na R. Alagoas 162, e eu vivia por lá.

Seu pai era arquiteto, Alberto Iturralde Levy, sua mãe Ethel Mary Jahnsen de Iturralde.

Ao lado do apartamento deles na R. Alagoas tinha uma casa abandonada, e nós vivíamos nos enfiando lá para brincar…

Recentemente o Manuco me enviou um documento muito interessante, a nomeação do meu pai, Erico João Siriuba Stickel como Consul Honorário da Bolivia em São Paulo, datada de 20 Janeiro 1965 e assinada pelo Gal.René Barrientos Ortuño, chefe da junta militar que estava no poder na época. Manuco me confirmou que a nomeação de meu pai se realizou através de indicação de Ethel Mary, sua mãe.


Meu pai recusou educadamente o convite, eis a troca de telegramas.


O edifício Santa Rita na R. Alagoas, boa arquitetura dos anos 50 e o vizinho, onde ficava a casa abandonada de tantas brincadeiras!


A família Iturralde Jahnsen, Manuco no colo da mãe e Francisco com o pai. Os dois mais velhos são meio-irmãos de um casamento anterior do pai.

é isso, por fernando stickel [ 17:39 ]

faleceu plinio toledo piza

Faleceu ontem meu amigo Plinio de Toledo Piza Filho, aos 75 anos de idade.


Plinio e eu na Galeria MaPa em 9 maio 2022


No casamento do Plinio com a Virginia em 14/04/1978, Plinio, Perrone, Cassio e eu.


No meu casamento com Alice, Plinio de barba.

Lá nos anos 70 nós três éramos inseparáveis amigos e colegas da FAUUSP, Cassio Michalany, Plinio de Toledo Piza Filho e eu. No ano passado Cassio nos deixou, e agora o Plinio, tTristeza… Meus sentimentos à Virginia, filhos, amigos e parentes, sentiremos a falta do Plits, foi uma vida inteira….

O enterro foi no Cemitério da Consolação.


Grupo de trabalho da FAUUSP, no almoço de comemoração de 50 anos de formados e 3/6/2023, Edo Rocha, Plinio, Sergio Ficher, Iris Di Ciommo e eu.

é isso, por fernando stickel [ 7:56 ]

faleceu pepe mujica

Faleceu José Alberto “Pepe” Mujica Cordano, mais conhecido como Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai,um esquerdista iluminado, responsável por frases como:

“É possível ser feliz com pouco. Não faço apologia à pobreza. O que quero fazer é apologia à sobriedade. Olha o meu celular, parece um trator”

“Porque não viemos ao planeta apenas para nos desenvolvermos, assim, de forma geral. Viemos ao planeta para sermos felizes. Porque a vida é curta e passa rápido. E nenhum bem vale tanto quanto a vida — isso é o essencial”,

é isso, por fernando stickel [ 17:40 ]

sonhei com chico felitti

Sonhei que eu e o jornalista Chico Feliti estávamos trepados em árvores delgadas, imersos em uma floresta clara, em tons de ocre e amarelo.

O Chico real tem barba e cabelo escuro curto, o Chico do sonho tinha cabelos longos anelados e loiros, sem barba, e usava uma camisa de cetim amarela brilhante, um tecido grosso, com colarinho longo e pontudo, o último botão fechado.

Nós não estávamos na mesma árvore, a distância entre nós de cerca de 10-15 metros não impedia que conversássemos sobre vários assuntos com absoluta normalidade.

Parecia uma cena do livro “O Barão nas Árvores” de Italo Calvino

Ilustração by ChatGPT e eu no Photoshop.

é isso, por fernando stickel [ 9:52 ]

george bernard shaw

“This is the true joy in life, being used for a purpose recognized by yourself as a mighty one. Being a force of nature instead of a feverish, selfish little clod of ailments and grievances, complaining that the world will not devote itself to making you happy. I am of the opinion that my life belongs to the whole community and as long as I live, it is my privilege to do for it what I can. I want to be thoroughly used up when I die, for the harder I work, the more I live. I rejoice in life for its own sake. Life is no brief candle to me. It is a sort of splendid torch which I have got hold of for the moment and I want to make it burn as brightly as possible before handing it on to future generations.”

George Bernard Shaw (1856-1950)

“Esta é a verdadeira alegria da vida: ser usado por um propósito que você mesmo reconheça como grandioso. Ser uma força da natureza, em vez de um pequeno feixe febril e egoísta de doenças e queixas, reclamando que o mundo não se dedica a torná-lo feliz. Eu sou da opinião de que minha vida pertence à comunidade como um todo, e enquanto eu viver, é um privilégio fazer por ela o que eu puder. Quero estar completamente esgotado quando morrer, pois quanto mais trabalho, mais vivo. Eu me alegro com a vida por ela mesma. A vida não é para mim uma vela efêmera. É uma espécie de tocha esplêndida que me foi entregue por um momento, e quero fazê-la brilhar o mais intensamente possível antes de passá-la às gerações futuras.”

é isso, por fernando stickel [ 17:10 ]