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Posts tagueados ‘erico stickel’

cruz de mérito

Mais uma descoberta na quarentena:


Quem assina a comenda é o então Presidente da República Federal da Alemanha Walter Scheel.

Meu pai Erico era um ser muito discreto, odiava o telefone e amava escrever uma carta ou bilhete.
Sua comunicação com as pessoas era boa, mas não falava muito sobre si próprio e nem (de maneira nenhuma!) contava algum tipo de vantagem, fiz isto ou fiz aquilo, tenho isso ou tenho aquilo, não era seu estilo.
Então não foi com muita surpresa (mas cheio de orgulho!) que descobri hoje que ele ganhou uma importante homenagem do Governo Alemão em 1978, algo que minha mãe Martha se lembra, houve um coquetel na casa do Cônsul, que morava também na R. dos Franceses, mas que não foi ventilado com os filhos, nem na época nem depois.
Talvez a comunidade alemã tenha tomado conhecimento, pois o evento foi noticiado no Kaese Blatt (papel de embrulhar queijo), o carinhoso apelido do jornal Deutsche Zeitung de 25/11/1978.

Tradução da carta em que o Cônsul Geral encaminha ao meu pai a comenda:

São Paulo, 22 Novembro 1978

Consulado Geral da Republica Federal da Alemanha

Caro Doutor Stickel!

O Senhor tem ativamente e de maneira abnegada se dedicado há muitos anos às questões sociais e culturais no âmbito da sociedade germano-brasileira.

O Senhor foi por muitos anos presidente da Associação de Escolas do Colégio Visconde de Porto Seguro. Proporcionou suporte eficaz ao Instituto Hans Staden e à Fundação Martius, duas instituições importantes no campo dos acordos bilaterais e das relações culturais.

O Senhor se encontra entre os relevantes apoiadores da Bienal de São Paulo.

Em 1955 o Senhor fundou com sua esposa em Campos do Jordão a “Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel”, uma instituição de caridade, que entre outras atividades provia gratuitamente tratamento médico e odontológico para crianças carentes. Em 1974 o Senhor criou na Ilhabela, SP uma estação de assistência social.

Apreciação especial receberam suas generosas doações para a Associação Alemã de Ajuda em São Paulo, que se ocupa de idosos de origem alemã. Há 10 anos o Senhor doou a essa instituição uma casa, cujos inquilinos dela se beneficiam. Em 1977 também foi doada pelo Senhor, na mesma insttituição, uma nova e espaçosa casa de idosos com 13 apartamentos individuais e várias outras dependências.

Em homenagem a esses serviços, o Presidente da República Federal da Alemanha lhe concede a Cruz do Mérito da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha em 13 de julho de 1978.

É uma honra e um prazer entregar ao Senhor esta alta condecoração.

Assinatura do Cônsul Geral Hartmut Schulze-Boysen

Dois anos depois de receber a comenda, meus pais inauguraram mais uma importante obra filantrópica, as Aldeias Infantis SOS Rio Bonito em 8 Dezembro 1980, com a presença do criador das Aldeias, Hermann Gmeiner (1919-1986).

é isso, por fernando stickel [ 17:06 ]

homenagem a lili diederichsen


Testemunho da época: Três anos após ter sido criada em 1954, a Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel, por sugestão do meu avô Arthur Stickel, Conselheiro, homenageou minha avó Maria Elisa (Lili) Arens Diederichsen com o título de Conselheira Honorária.
A carta de formalização foi assinada por meu pai, Erico João Siriuba Stickel, presidente da Fundação. Nesta época o escritório da Fundação em São Paulo ficava no centro de São Paulo, na R.do Ouvidor 102 5º andar.


O Edifício Pau DÁlho era meu conhecido, pois sempre que eu ia ao oculista na Rua Marconi, fazer exercícios para o estrabismo, na sequência passava-se na Confeitaria Cristallo, e, virando a esquina, no escritório do Papai para uma visita, lá também dava expediente meu avô Arthur, que após sua aposentadoria ajudava meu pai no escritório.


Até diploma teve!

é isso, por fernando stickel [ 11:29 ]

documento erico


Documento de identidade de meu pai Erico João Siriuba Stickel, de cerca de um ano antes do meu nascimento.

é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]

submarinos


Um encontro com minha prima Stella no fim de semana em Campos do Jordão, com direito a conversas randômicas pelos temas da família e das memórias acabou me levando a contactar o Tio Roberto Guimarães, em Fort Lauderdale – USA, que muito simpaticamente atualizou e completou as informações deste post.

Nas comemorações da Semana da Marinha de 1962, o submarino Humaitá S-14, comandado pelo Capitão-de-Fragata Noísio Penna de Oliveira recebeu visitantes para um passeio na Baía de Santos.

Meu pai Erico e eu com 14 anos de idade fomos convidados para o passeio por um contraparente nosso, Roberto de Queiroz Guimarães, que na época era ajudante de ordens do Capitão-de-Mar-e-Guerra Átila Franco Ache, comandante da Flotilha de Submarinos.

O navio zarpou de Santos, eu simplesmente pirei com a experiência! A enorme quantidade de mostradores, canos, alavancas, o vento que a admissão dos motores diesel provocava dentro do submarino, poder visitar todas as áreas, ver os torpedos, camas, banheiros, cozinha, tudo apertadíssimo!

Depois de nos afastarmos do litoral e já em alto mar os motores a diesel foram desligados, as comportas fechadas e iniciada a submersão com os motores elétricos, eu pude olhar pelo periscópio, foi uma experiência inesquecível!

O Humaitá (S-14) nasceu como o submarino USS Muskallunge (SS-262), lançado ao mar em 7 de abril de 1942 e atuou durante a Segunda Guerra. Foi incorporado à flotilha de submarinos do Brasil em 18 de janeiro de 1957. Em sua chegada ao Brasil suspendeu ferros levando a bordo o Presidente da Republica Juscelino Kubitschek de Oliveira, e o então Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Antônio Alves Câmara Júnior.

Muitos anos depois assisti ao filme U-571, sobre batalha de submarinos na Segunda Guerra.
O filme mostra bem o clima dos anos quarenta e o inferno que era a vida em um submarino.
Meu pai me contou muitas histórias de submarinos na guerra, relatadas por um parente, Jürgen Kiep, que foi comandante de submarino na Alemanha, e sobreviveu à guerra!


Este submarino esculpido em madeira é um dos brinquedos mais antigos e queridos que tenho.
Meu pai comprou várias destas miniaturas de navios, que eram feitas por marinheiros de navios de guerra.

é isso, por fernando stickel [ 11:06 ]

fiação indiana

Meu amigo José Antonio Penteado Vignoli escreveu um belo artigo sobre a S.A. Fiação para Malharia Indiana empresa da minha família, no interessante site São Paulo Antiga.


A história da empresa da família de Vignoli é também muito interessante, veja aqui.

é isso, por fernando stickel [ 20:01 ]

eu vivi com o abaporu


Participei de uma “live”com o tema “EU VIVI COM O ABAPORU”, convidado por Cristina Delanhesi, Presidente do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – MACS, participou também o Diretor Artístico do museu, Fabio Magalhães.
Desde o início da pandemia do coronavírus as reuniões presenciais à distância, via aplicativo Zoom se tornaram comuns, alguns problemas técnicos vem ocorrendo e precisam ser superados, na primeira tentativa de realizar esta live fomos invadidos por hackers digitais, que tumultuaram a reunião e nos obrigaram a encerrar.
Desta vez funcionou! Apesar de, infelizmente, nem todos os inscritos terem conseguido logar na live. Mas a gravação do evento está aí em cima, disponível.

é isso, por fernando stickel [ 8:17 ]

erico e fernando


Eu e meu pai Erico, em momento descontraido na R. dos Franceses nos anos 90. Ao fundo escultura de Marcello Mascherini (1906-1983)

é isso, por fernando stickel [ 14:39 ]

festa para jay chiat!


Mais um achado nos arquivos…
Meu amigo Jay Chiat me avisou por telefone em 1989 que viria a São Paulo em Abril de 1990, eu disse a ele:
– Sure Jay! We’ll make a party for you!
E aí veio a tragédia do Plano Collor…
E aí o Jay confirmou a viagem!
E aí eu me vi na obrigação de honrar o meu compromisso, já que era impossível não prestigiar um homem que havia aberto todas as portas para mim quando morei em New York.
Me virei para encontrar os endereços/telefones dos mais prestigiados publicitários de São Paulo, alguns dos quais eu conhecia pessoalmente, fiz os convites citando claramente que era uma festa em homenagem ao Jay, me virei para arrumar o dinheiro necessário, e fizemos a festa na R. Ribeirão Claro!!!
Para minha surpresa fui solenemente esnobado pelos tais prestigiados publicitários paulistanos, que simplesmente não apareceram, eita turminha mal-educada!
As anotações a caneta nos recortes de jornal são do meu pai Erico.

é isso, por fernando stickel [ 18:25 ]

adeias infantis sos


Meus pais Erico e Martha Stickel doaram para as Aldeias Infantis SOS Brasil nos anos 70 uma gleba de terras denominada “Sitio das Corujas”, nas imediações do SESC Interlagos. Os casais Peter e Scholy Mangels, Karin e Eckard Essle e Marta e Hans Von Heydebreck participaram conjuntamente com meus pais da criação da Aldeia.
Nesta área, com projeto arquitetônico do meu irmão Roberto (Neco) foi construída a Aldeia Infantil SOS Rio Bonito, inaugurada em 8 Dezembro 1980. Na foto, os meus pais estão no canto direito. No centro, de roupa branca o criador das Aldeias, Hermann Gmeiner (1919-1986).

As Aldeias trabalham da seguinte forma:
Crianças, adolescentes e jovens, que por algum motivo foram separados de suas famílias, têm, aqui, um espaço de proteção em um ambiente familiar. Cada núcleo é composto por até nove crianças, irmãos biológicos ou não, de diferentes idades e de ambos os sexos. A Mãe Social (cuidadora residente) é responsável pelo cuidado e projeto de vida de cada criança e jovem, com foco em sua autonomia e reintegração a sua família de origem ou substituta.

Missão
Apoiamos crianças e famílias, ajudamos a construir seu próprio futuro e participamos no desenvolvimento de suas comunidades.

Missão Estratégica
Apoiar crianças, adolescentes e jovens que se encontram em vulnerabilidade, impulsionando seu desenvolvimento e autonomia em um ambiente familiar e  comunitário protetor.
 
Visão
Cada criança pertence a uma família e cresce com amor, respeito e segurança.


A SOS Kinderdorf International, sediada em Innsbruck, foi fundada em 1949 na Áustria por Hermann Gmeiner (1919-1986). É a federação de todas as Aldeias infantis SOS no mundo. A Organização está presente atualmente em 135 países, com 73.000 acolhidos e 5.000 mães sociais.

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

acervo iconográfico

Em Julho 2008:

IMS incorpora Acervo Iconográfico Martha e Erico Stickel

O Instituto Moreira Salles acaba de agregar a seus conteúdos uma coleção de importância fundamental na arte e na memória brasileiras: o Acervo Iconográfico Martha e Erico Stickel, resultado de acuradas aquisições realizadas pelo casal ao longo de mais de 40 anos. Formado por cerca de 1500 peças, entre desenhos, aquarelas, mapas, gravuras, óleos e álbuns iconográficos, quase que exclusivamente no suporte papel, o material cobre um período que vai de meados do século XVI até o final do século xix.

Entre os autores das obras há nomes como Christoff Artischowsky, Jean-Baptiste Bourguignon d’Anville, Manoel Araújo Porto-Alegre, Evan Baillie Jr., Johannes Blaeu, J. Bury, Henry Chamberlain, Eugène Cicéri, Izaak Commelin, Vincenzo Maria Coronelli, Frank Edward Cox, Jean-Baptiste Debret, Iluchar Desmons, Hercule Florence, Frans Post (Gaspar Barleaus), Henrique Goldschmidt, Friedrich Hagedorn, Eduard Hildebrand, Hendrik Hondius, Petrus Kerius, Johannes van Keulen, Georg Marggraf, William Gore Ouseley, Jean Leon Pallière, Carlos Roberto de Planitz, Johann Moritz Rugendas, Leon Jean-Baptiste Sabatier, Johann Jakob Steinmann, Thomas Marie Hippolyte Taunay, Karl Wilhelm von Theremin, Victor Frond e Carl Friedrich Phillip von Martius.

As técnicas utilizadas em seus trabalhos são as mais diversas, desde o desenho a grafite ou nanquim até a gravura — tanto em metal (ponta-seca, etching ou água-forte, água-tinta ou lavis) quanto em madeira (xilogravuras) e pedra (litogravuras) —, passando por óleo, aquarela e guache, entre outras. Um dos pontos altos do conjunto é formado por 78 obras de Von Martius (grafite sobre papel, basicamente), com registros da paisagem brasileira. Juntamente com Johann Baptist Spix, ele foi o mais importante naturalista que circulou pelo país entre 1817 e 1820, autor da clássica Flora brasiliensis e tido como o iniciador da botânica brasileira em sua fase científica.

Outro destaque é um álbum de Araújo Porto-Alegre, com desenhos, poemas e textos do autor. Tecnicamente, a coleção constitui uma “brasiliana”. O termo se refere a imagens produzidas num período definido — do “Descobrimento” até o fim do século XIX, com a intenção de tornar reconhecível a gente e a paisagem brasileiras. No acervo do iMS, o material se soma a itens como o Highcliffe album, com centenas de imagens do Brasil produzidas pelo artista inglês Charles Landseer, em que se incluem trabalhos de Henry Chamberlain, Jean-Baptiste Debret e William Burchell. E, ainda, às raríssimas 24 aguadas de Paul Harro-Harring, além de peças avulsas.

Como resultado, o IMS passa a guardar e preservar o maior acervo de memória visual brasileira do gênero na esfera privada, com cerca de 2 mil peças iconográficas e mais de 20 mil fotografias que registram a natureza, as cidades e a gente brasileira no século xix. Talvez nenhuma outra entidade pública, com a provável exceção da Biblioteca Nacional, possa ostentar um repertório dessa importância e natureza. A formação desse inestimável patrimônio coloca o Instituto num novo e mais relevante patamar entre as instituições culturais do país, o que lhe abre novos horizontes também no exterior.

é isso, por fernando stickel [ 16:08 ]

sociedade beneficente alemã

sba
Este é o “Stickel Heim”, pavilhão que meus pais doaram à Sociedade Beneficente Alemã SBA no Sesquicentenário da Imigração Alemã 1824-1974.
O projeto arquitetônico ficou a cargo do arquiteto Salvador Candia, em cujo escritório eu trabalhava na época. Sob a orientação do arquiteto Yasuhiro Aida, braço direito do Salvador, trabalhei bastante neste projeto.
São 12 quartos, sala de estar, copa e terraço para uso dos idosos que a SBA abriga.


Os dizeres da placa comemorativa, afixada no prédio:

Em homenagem à memória de nossos pais
Ernesto Diederichsen
Maria Elisa A. Diederichsen
Arthur Stickel
Erna H. Stickel
No ano comemorativo do Sesquicentenário da Imigração Alemã no Brasil, construimos esta casa.
Martha Diederichsen Stickel
Erico João Siriuba Stickel


Meu pai, Erico Stickel, na inauguração.


Eu, meu pai Erico, iris Di Ciommo, minha mãe Martha e o arquiteto Salvador Candia.

é isso, por fernando stickel [ 20:06 ]

arthur e erico


Meu pai Erico e meu avô Arthur Stickel, no Sport Club Germania em 1933.
Meu avô foi presidente do clube de 1933 a 1942, em sua gestão foi construido o conjunto de piscinas, em 1942 o clube passou a se chamar Clube Pinheiros.
Eu nunca cheguei a jogar tênis direito, tentei, bati muito paredão, mas na hora do jogo sempre foi um desastre… ao contrário do meu pai e avô que chegaram a jogar direitinho…

é isso, por fernando stickel [ 11:08 ]

porsche 912

Meu pai Erico comprou em 1968 um Porsche 912 branco zero km na Dacon. Ele tinha o último motor dos 356, com quatro cilindros, 1.600 cc dois carburadores e 90 hp, cambio 5 marchas “dog leg”, ou seja, a primeira era para baixo. Era capaz de cerca de 190km/h, dado seu baixo peso de cerca de 900kg.
Foi um carro que eu guiei muito, curti muito, com minha carteira de habilitação recém obtida.
Fazia o maior sucesso na FAUUSP, meus colegas adoravam quando eu dava carona…
Lembro-me de uma viagem para Ilhabela, eu sozinho e o carro carregado até as tampas com mantimentos, etc… A estabilidade, que já era excelente, com o carro carregado ficou melhor ainda, e me diverti muito na serra de Caraguatatuba.
Era preciso se acostumar com o câmbio de 5 marchas com a primeira marcha para baixo, (no lugar da segunda marcha da câmbios tradicionais) mas fora isso o carro era uma delícia.
As rodas estampadas cromadas com calotas idem tinham um ar retro que eu gostava muito, e sem calotas ele ficava “malandro”…

é isso, por fernando stickel [ 15:17 ]

erico 100 anos


Erico João Siriuba Stickel (1920-2004)
Fosse vivo, meu pai completaria hoje 100 anos de idade!!!

é isso, por fernando stickel [ 10:23 ]

lili e a gripe espanhola


Lili, minha mãe Martha e meu tio Ernesto, anos 30, na casa da R. dos Franceses.

Minha avó Lili – Maria Elisa Arens Diederichsen (1883-1973), foi uma sobrevivente da gripe espanhola de 1918.

Ela se curou da gripe, mas teve como sequela uma lesão no pulmão que muitos anos mais tarde se transformaria em enfisema, doença que acabou sendo a causa de sua morte aos 90 anos de idade.

Ela tinha 35 anos de idade quando foi infectada em São Paulo pelo H1N1, a pandemia infectou 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época, e vitimou entre 50 e 100 milhões de pessoas no planeta, as vítimas preponderantemente adultos jovens.

Dois anos mais tarde nasceu a caçula da família, minha mãe Martha em 1920. Lili teve uma vida excelente, suas sequelas não diminuíram em nada seu vigor e alegria de viver. Dois anos ates de falecer o enfisema se manifestou, e ela passou a ter sintomas de falta de ar.


Lili no navio, com meu pai Erico, eu e minha irmã Sylvia, anos 50


Lili com minha irmã Sylvia na Suíça, anos 50


Lili com 87 anos, na festa do meu noivado com Maria Alice Kalil, 1970


A ciência tem dados das epidemias e pandemias, as curvas e as precauções são as mesmas…

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

encrencado aos 13 anos


A minha educação sexual formal foi muito simples e ineficiente, meu pai jogou na minha mão aos 13 anos de idade um calhamaço chamado “A nossa vida sexual” de um tal Dr. Fritz Kahn. A parte interessante do livro é que ele trazia algumas “gravuras” dos órgãos sexuais masculino (que eu já conhecia) e feminino, o grande desconhecido!


A educação sexual informal da minha geração todos conhecem, os amigos e os catecismos do Carlos Zéfiro!


Encrencado como qualquer adolescente, coberto de eczemas, e já com pelos crescendo nas palmas das minhas mãos, meus pais acharam por bem que eu deveria ter ajuda profissional, e com 14 ou 15 anos de idade meu pai me levou ao Rio de Janeiro, para ser atendido pelo papa da psicologia, um tal de Mira Y Lopez.

No consultório da sumidade, um escuro apartamento em Copacabana, após as formalidades iniciais meu pai se afastou, o doutor fechou as portas com vitrais de seu estudio e eu fiquei frente a frente com o monstro.
Lembro que ele perguntava insistentemente quem eram os meus ídolos, e eu dizia que não os tinha, mas ele teimava:
– Mas você não gosta de futebol?
Eu dizia NÃO, e ele insistia:
– Mas você não gostaria de ter um autógrafo do seu jogador de futebol preferido?
– Eu pacientemente explicava ao doutor que não tinha o menor interesse por futebol.
Ou seja, a consulta foi um fiasco total.


O lucro da visita ao doutor são as deliciosas lembranças que ficaram daqueles dois ou três dias no Rio de Janeiro, sozinho com meu pai, a viagem de avião, o Aeroporto Santos Dumont, a hospedagem no Hotel Miramar, no Posto 6, os almoços em restaurantes à beira da praia, do vento e o cheiro do mar.

é isso, por fernando stickel [ 9:05 ]

aniversário martha


Minha mãe Martha Diederichsen Stickel completa hoje, 21 Fevereiro 2020, 93 anos de idade!!! Parabéns Mamãe!!! Suas fiéis escudeiras Tide e Ivani a ladeiam na foto.
A Fundação Stickel também comemora o aniversário de sua instituidora, que com seu marido e meu pai Erico João Siriuba Stickel a criaram em 1954.


Que Mamãe continue a navegar acompanhada dos quatro filhos, Fernando, Sylvia, Ana Maria e Roberto, quatro netos, Fernanda, Antonio, Joana e Arthur e cinco bisnetos, Samuel, Rodrigo, Ian, Noah e Pedro.


Anos 60, Martha com 30 e poucos anos…


Familia quase completa no Natal 2019.

é isso, por fernando stickel [ 9:57 ]

erico stickel


Encontrei na publicação “Quem é Quem no Brasil – Biografias Contemporâneas” Volume VI de 1961 o verbete alusivo ao meu pai.
A editora Sociedade Brasileira de Expansão Comercial Ltda se dedicava a traçar perfis de empreendedores e divulgar empresas.

STICKEL, Erico João Siriuba — Advogado e Industrial.

Nasceu a 3 de abril de 1920, em São Paulo (Capital). Filho do Sr. Arthur Stickel e de D. Erna Stickel.
Casado com D. Martha Diederichsen Stickel. Tem quatro filhos: Fernando, Sylvia, Ana Maria e Roberto.
Fêz seus estudos no Ginásio São Bento; Escola de Comércio “Alvares Penteado” e na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. É Oficial do Exército Brasileiro pelo CPOR; Diretor do grupo industrial S.A. Fiação para Malharia “Indiana”; S.A. Cotonifício Adelina; Argos Industrial S.A. e Lanificio Argos S.A.; Diretor do grupo Villares S.A. — Participações Industriais; Ibaté S.A. Agropecuária e Alduvi S A. Agrícola e Pecuária; Gerente Geral das firmas: Sociedade Agrícola e Comercial Siriuba Ltda.; Autogar Ltda. e Sociedade Hotel Toriba Ltda.; Presidente (instituidor) da Fundação Beneficente “Martha e Erico Stickel”, Presidente da Fundação “Visconde de Porto Seguro”; Vice-Presidente dos “Sanatorinhos” de Campos do Jordão; Conselheiro (vitalício e colaborador ativo) das Fundações: “Luiz Dumont Villares”, “Martius de Ciências, Artes e Letras” e “Instituto Hans Staden”. Pertence ao Jóquei Clube, e Automovel Clube de São Paulo; São Paulo F.C. e à Hípica Paulista.

Residência: Rua dos Franceses, 324 — Fone: 32-1160.
Escritorio: Largo do Ouvidor, 102 — 5.o andar — Fone: 32-5483 — S. Paulo.

Interessante a divulgação aberta de amplos dados pessoais, incluindo endereços e telefones, algo impensável no Brasil de hoje.

é isso, por fernando stickel [ 9:59 ]