aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Posts tagueados ‘erico stickel’

o dia em que meu pai flutuou


Erico Stickel na noite de autógrafos de seu livro “Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em 29 de março de 2004.


O livro.

Meu pai, Erico João Siriuba Stickel, foi antes de tudo um bibliófilo, um amante da cultura e dos livros ou, como ele mesmo gostava de se referir, um “bicho de livro”. Ele era daquelas pessoas que invariavelmente eram duas, ele e o livro que carregava.
Me lembro, quando era pequeno, de acompanhá-lo no combate às pragas que ameaçavam sua biblioteca. Com um canivete, ele alargava os túneis que atravessavam páginas, capítulos, séculos, sem respeitar margens, parágrafos ou pontuação, e extraía das profundezas dos volumes as criaturas que insistiam em arruinar o seu tesouro.
Nossa casa, na Rua dos Franceses, em São Paulo, era tomada por estantes de livros na sala, no escritório, nos corredores, no porão, onde houvesse um espaço livre. Em lugar de destaque, ficava a Brockhaus Enzyklopädie, que durante décadas fez o papel de Google ao lado da Encyclopedia Britannica, de dicionários diversos e de muitos outros livros de referência e de arte. A história era a mesma em seu escritório. Sede da Fundação Stickel, a casinha de vila na Rua Bela Cintra era também abarrotada de livros e arquivos.


A casa inteira tomada pelos livros…

Através dos anos, sua biblioteca foi se especializando em autores e estudiosos da iconografia brasileira, dando corpo ao que se transformaria em sua única obra, Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil. Publicado pela Edusp, em 2004, o livro levou por volta de 30 anos para ser concluído e minha mãe, Martha, pode-se dizer, é coautora, ao menos na permanente companhia na obsessiva leitura e compilação de fichas, referências, notas etc. em um quarto no piso superior da casa onde morávamos na Rua dos Franceses, com janelas abertas para o jardim e o vale da Rua Almirante Marques Leão.
A intenção de meu pai era escrever um dicionário bibliográfico da iconografia brasileira, à semelhança de autores como Rubens Borba de Morais ou Rosemarie Horch, mas baseado em sua própria biblioteca.
No início era apenas o fichamento dos livros e publicações que ele achava interessantes. As fichas em cartolina eram preenchidas à mão com caneta tinteiro e com o tempo foram crescendo em número e complexidade.
As coisas começaram a mudar de figura em 1995, ano iniciado com o nascimento do meu caçula Arthur. Paralelamente ao trabalho como professor de desenho, me dividia entre a edição de meu livro aqui tem coisa, com a colaboração de meu pai, e a gestão de seu patrimônio. Com a parceria diária, consegui convencê-lo a iniciar a sistematização do vasto material de sua pesquisa, o que seria feito com a compra de um computador e a contratação da pesquisadora Francis Melvin Lee.


Francis com minha mãe, e o local de trabalho.

Foram muitos anos de uma minuciosa e cuidadosa rotina, da digitação do material manuscrito às revisões e catalogação final. Francis se dedicou também a organizar e catalogar em pastas um tesouro secreto de meu pai, escondido de todos em várias mapotecas. Eram obras em papel, aquarelas, desenhos e gravuras relacionadas à paisagem, à gente e aos costumes brasileiros, retratados por viajantes estrangeiros, ao final incorporados ao projeto.
Em 2002, tendo praticamente concluído sua pesquisa, meu pai, com a solidariedade de minha mãe, doou ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo os cerca de quatro mil volumes de sua “Pequena Biblioteca Particular”. Incorporada ao acervo do IEB como a “Biblioteca Martha e Erico Stickel”, ele a definiria – em texto introdutório à edição que viria pela frente – como uma coleção desenvolvida “em torno da representação artística que tivesse basicamente por alvo a paisagem, a cidade e sua arquitetura, o retrato, a fauna e a flora em seu ambiente natural, as festas populares e sacras, o patrimônio artístico e histórico nacional, imagens produzidas ao longo dos tempos por centenas de ‘viajantes’ e pintores de todos os tipos, aventureiros, fotógrafos e outros […]”.
Como resultado, Uma Pequena Biblioteca Particular se tornou um livro de peso, com cerca de 750 páginas e inúmeras reproduções a cores de Romulo Fialdini. Sem dúvida uma importante obra de referência para os estudiosos do assunto, gosto de folheá-lo também como um tributo a um desses dedicados autores bissextos, com o trabalho de uma vida indispensável à compreensão do mundo como o conhecemos – meu pai.
O amigo Emanoel Araújo assim o definiria em prefácio ao volume: “Erico Stickel poderia ser um colecionador frio, desses que costumam entesourar maravilhas que amealham durante toda uma vida só para sua satisfação pessoal. O resultado de suas visitas a exposições, livrarias e eventos culturais poderia permanecer como atividade privada e anônima como talvez se esperasse de um espartano como ele, pesquisador silencioso e sequioso de seu tempo. Entretanto, seguramente Erico Stickel desde muito cedo alimentou de maneira quase religiosa esta ideia que ora se materializa em forma de livro. Dar a público o resultado de suas constantes e laboriosas incursões pela cultura de nosso país”.

No início de 2003, com 82 anos de idade, meu pai passou a reclamar com frequência de um pigarro que o incomodava já havia algum tempo. Após visitas a diversos médicos e muitos exames depois, ele foi diagnosticado com um câncer no pâncreas. A notícia devastou a família, pois era de conhecimento comum que este diagnóstico equivalia a uma sentença de morte. Na sequência, os médicos decidiram que era necessária uma cirurgia exploratória.


Em recuperação após a cirurgia, com minha mãe e minha irmã Ana Maria.

Internado no Hospital Alemão Osvaldo Cruz no início de março, a cirurgia evidenciou que um tumor pressionava o esôfago, daí o pigarro. A equipe decidiu não tocá-lo pelo risco de provocar uma hemorragia e/ou metástase, optando por intervenções no entorno para aliviar o stress no esôfago.


A comemoração do aniversário de 83 anos.

Após a recuperação no hospital, meu pai voltou para casa a tempo de comemorar em 3 de abril, e muito bem disposto, o seu 83º aniversário. Veio então a quimioterapia, que no início provocou reações muito agressivas, mas tornou-se suportável após ajustes na dosagem da medicação.

Pouco a pouco, a vida foi voltando ao normal. Tão normal quanto possível para alguém que recebeu uma sentença de morte. Ocorre que meu pai era um ser agnóstico e sempre se comportou como tal, as questões espirituais não faziam parte de seu universo. Conhecendo este seu lado, aproveitei um dia em que fomos passear no Parque Trianon, um dos locais onde ele gostava de caminhar, e pragmaticamente desferi a pergunta:
– Então, pai, o que você quer fazer, quais são as tuas prioridades?
E ele, sem titubear: – Quero fazer o livro.
– Ok, pai, vamos fazer o livro!
De volta ao seu escritório, na Rua dos Franceses, conversei com a Francis, sua fiel auxiliar, e pedi a ela uma impressão do volume em edição. Levei a grossa encadernação ao professor Plinio Martins Filho, da Editora da Universidade de São Paulo, e contei a ele a história.
– Mas já está pronto? – ele perguntou, impressionado.
– Sim, Plinio, está pronto! Falta apenas revisão e a edição de arte.
– Vamos fazer!
E assim a obra de uma vida inteira entrou rapidamente na reta final, com meu pai animadíssimo com o interesse da Edusp em seu livro.

Mais ou menos nesta época, fui a uma palestra de Aldaiza Sposati, então secretária de Assistência Social da Prefeita Marta Suplicy, e lá conheci Agnes Ezabella. Foi ela quem me alertou que o novo Código Civil passou a permitir a penalização de fundações que não cumprissem sua missão, exatamente o caso da Fundação Stickel, instituída pelos meus pais em 1954 e paralisada havia 30 anos.
Levei a questão a um almoço de família, com a presença de meus pais e meus irmãos, fiz a explanação do caso e perguntei o que cada um gostaria de fazer a respeito. Meu pai disse que estava no fim da vida e não tinha mais interesse no assunto. Quando minha mãe e meus irmãos também não se interessaram, eu então, tomado por desconhecida coragem, declarei:
– Eu cuidarei da Fundação, contanto que ela tenha como missão a arte e a cultura!
Todos concordaram. E assim se iniciou a nova fase da Fundação Stickel, sob o meu comando.

Terminada a primeira bateria da quimioterapia, como meu pai se sentisse muito bem, planos de viagem foram feitos, pois viajar era uma de suas grandes paixões. Em um primeiro ensaio para ver se aguentaria ir para a Europa, ele e minha mãe foram a Buenos Aires em julho daquele mesmo ano. Aprovado no teste, em outubro viajaram para a Espanha, onde visitaram minha filha Fernanda, que estudava em Barcelona, e para a Itália, a Roma e Positano.


Ana Maria, Joana, Erico, Martha, Antonio no Txai.


Itacaré, BA

Para comemorar o Réveillon de 2004, meu pai convidou toda a família para o Txai Resort, em Itacaré na Bahia. De volta a São Paulo, ele e minha mãe comemoraram, em 6 de janeiro, seu aniversário de 57 anos de casamento. Uma verdadeira bênção!


Noite de autógrafos! O coroamento de 30 anos de trabalho!

Um ano depois da cirurgia, aconteceria o grande dia. Na segunda-feira, 29 de março de 2004, às 19h, iniciou-se a noite de autógrafos de Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Posso dizer com certeza que foi a ocasião em que vi meu pai mais alegre, realizado, feliz, sorridente, na companhia da família, de dezenas de amigos, seus colegas bibliófilos e “bichos de livro” em geral.

Ele flutuava sobre o solo!

A vida seguiu seu rumo. Em maio, meu pai me presenteou com o lindo Patek Phillippe de bolso, de ouro, que foi do meu avô Arthur Stickel. Pouco depois, ele e minha mãe embarcaram para a Europa, desta vez para Praga, na República Checa, de onde seguiram de navio a Berlim, na Alemanha, e finalmente a Paris, na França.


Em Campos do Jordão, na mesa Sandra, minha mãe, Antonio e Joaninha.


As leituras e o jogo de xadrez.

Em julho, na casa de Campos do Jordão, jogou xadrez com meu filho Arthur. Em setembro, depois de cerca de 30 sessões, a quimioterapia foi suspensa. No início de outubro, os médicos liberaram meu pai para mais uma viagem.
No dia 13 daquele mês, o novo Estatuto da Fundação Stickel foi assinado, oficializando a minha gestão. Em seguida, ele e minha mãe embarcaram para mais uma viagem, outra vez à Itália, rumo a Veneza, Positano e Roma. Mas não seria uma viagem como as outras.
Acometido de fortes dores em Roma, meu pai consultou o médico do hotel. Ao saber de seu histórico, recomendou Buscopan e a volta imediata ao Brasil. A viagem, graças ao poderoso analgésico transcorreu em paz, já em casa em São Paulo meus pais jantaram e assistiram a um filme de Charlie Chaplin. Na manhã seguinte, dia 4 de novembro, meu pai não acordou bem, ao chegar na casa encontrei-o dobrado com dores e levei-o imediatamente ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

No dia 7 de novembro, ao levar meu filho Arthur, então com 9 anos de idade, para visitar o avô no hospital, travamos a seguinte conversa no carro:
– Papi, o que é que o vovô tem?
– Um tumor no pâncreas.
– O que é pâncreas?
– É um órgão que fica mais ou menos embaixo do estômago, no começo do intestino.
– Ele pode morrer disso?
– Pode, mas ninguém sabe quando – fez-se um longo silêncio.
– Papi – disse ele, chorando. – Estou muito triste que o vovô vai morrer.
– Não chora, Arthur. Estamos todos tristes, mas a gente tem que ser forte e chegar lá legal para dar um beijo no vovô, dar uma força para a vovó. Estamos torcendo para ele sair do hospital logo.
– É, mas eu estou muito triste ¬– ele continuou chorando.
– Arthur… – disse ao chegar no hospital, também quase chorando. – Deixa eu te explicar uma coisa. O vovô não consegue comer pela boca, então eles colocaram uma sonda nele – expliquei o que era a sonda – para ele poder se alimentar e ficar mais forte.
– Mas ele sente o gosto?
– Não, a comida, que é uma papinha líquida, vai direto para o intestino.
– Mas ele não fica com fome?
– Não, e também não sente dor nenhuma porque os médicos estão tratando muito bem dele.
Chegando ao quarto, meu pai dormia de boca aberta na cadeira. Arthur cumprimentou a tia e recomeçou a chorar. Deitado no colo da avó, conversaram um pouco até que ele se acalmasse. Passado um tempo, o avô acordou. Arthur deu um beijo no avô. Conversaram. Assistimos todos a um programa sobre tubarões no canal National Geographic.
Na saída, Arthur já não chorava mais:
– Papi, eu quero vir visitar o vovô todos os dias.

Em 12 dias de internação, os médicos controlaram a obstrução intestinal e estabilizaram meu pai. Explicando que a doença chegara ao estágio terminal, pediram à família uma decisão sobre como prosseguir. Ele escolheu ficar em casa enquanto as condições fossem favoráveis, concordando que, se as coisas se complicassem, seria sedado e voltaria ao hospital. No dia 15 de novembro ele voltou para casa.
Um mês depois, na quinta-feira, 16 de dezembro, a família estava reunida ao final da tarde ao lado do meu pai, que sofria muito, com dificuldade de se alimentar e mesmo de beber água. Mesmo sem muita clareza, ele nos comunicou que não aguentava mais e queria ser sedado, para minha mãe ele confidenciou:
– Eu quero atravessar o rio, quero ir para a outra margem.
Por volta das 22h, tendo ao seu lado minha mãe, meu irmão Neco, meu filho Antonio e eu, meu pai colocou os sedativos na palma da mão e olhou-os longamente, em silêncio. Em seguida, ainda em silêncio, tomou os remédios. Na manhã seguinte, 17 de dezembro, a ambulância o levou de volta, já inconsciente, para o Hospital Alemão Osvaldo Cruz.
Na noite de 23 de dezembro, minha prima Bel Cesar foi visitá-lo acompanhada do filho, o Lama Michel Rinpoche. Com 12 anos de idade, Michel deixou a família e foi estudar budismo tibetano na Índia, se transformando em monge aos 23 anos de idade. A visita foi muito boa, calma. Lama Michel fez uma longa oração pedindo a abertura de caminhos para a alma do meu pai se elevar e atravessar mais tranquilamente o “bardo” – a fronteira entre a vida e a morte, descrita com minúcias no budismo.
No dia 25, a família toda se reuniu no hospital. Meu pai, totalmente sedado, precisou ser movimentado na cama e eu ajudei o enfermeiro. Foi quando vi as escaras… Muito triste.
Me impressionou também o quanto ele ainda era um homem grande, apesar da magreza. Ao final da tarde, exausto, me despedi de todos e fui para casa. Por volta das 21h, o telefone tocou. Meu pai tinha acabado de falecer no dia de Natal de 2004.
E flutuou pela última vez.

Revisão do texto: Tato Coutinho

é isso, por fernando stickel [ 16:45 ]

festival faces


A 1ª edição do FACES – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel está chegando! Ela acontece de forma 100% digital com mesas e ações on-line que trarão, entre outras reflexões, o papel da arte como instrumento propulsor de transformação social.

O FACES acontece de 11 à 20 de agosto 2021, mas a nossa jornada começa já na próxima semana: realizaremos a mesa de lançamento intitulada “JORNADA DA TRANSFORMAÇÃO”, com Fernando Stickel, Marcos Kisil, Lucas Cruz e mediação de Agnaldo Farias.

O FACES celebra o centenário de Erico João Siriuba Stickel, instituidor da Fundação Stickel, juntamente com sua mulher Martha Diederichsen Stickel, que teria completado 100 anos em 2020. Suas preocupações sociais, ações pioneiras e a afinidade com as artes nos inspiraram até aqui.

Aberto ao público! Esperamos vocês dia 15 de julho, a partir das 19h ao vivo no canal do YouTube da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 7:54 ]

grêmio bernardo diederichsen

GRÊMIO BERNARDO DIEDERICHSEN – 75 ANOS

Meu avô Ernesto Diederichsen (1878-1949) criou em 1946 em Campos do Jordão, junto com minha avó Maria Elisa (Lili) Arens Diederichsen (1883-1973) o Grêmio Bernardo Diederichsen.

Com gestão do Reverendo Oswaldo Alves, o Grêmio atendia as família e crianças carentes que chegavam à cidade para acompanhar o tratamento de tuberculose de parentes internados, incluindo distribuição de remédios, alimentos, agasalhos e realização de tratamentos médicos. Após o falecimento de Ernesto em 1949, as obras assistenciais foram assumidas por sua filha Martha, junto ao seu marido Erico Stickel.

Em 1954 este trabalho assistencial se transformou, pelas mãos dos meus pais Erico e Martha, na Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 17:25 ]

erico 101 anos


Há 101 anos atrás, em 3 de abril de 1920, nascia meu pai Erico João Siriuba Stickel. Paulistano descendente de alemães, Erico instituiu a Fundação Stickel com minha mãe Martha Diederichsen Stickel em 1954, inicialmente com fins assistencialistas em Campos do Jordão.

Mas a arte, que hoje guia as ações da Fundação Stickel, sempre esteve em um lugar central de sua vida – além de advogado e industrial têxtil, ele foi um estudioso da iconografia e arte brasileira do século XIX, organizando uma biblioteca com importante acervo sobre o tema, e grande incentivador das artes plásticas.

Hoje, se vivo fosse, meu pai completaria 101 anos de idade, e agradeço nesta data a semente plantada, para que a Fundação Stickel siga atuante após mais de seis décadas de história, transformando vidas por meio da nossa paixão: a arte.

Para celebrar o seu legado, estamos preparando um festival de arte e cultura que levará o seu nome. Aguarde! – Em breve, compartilharei mais informações do que vem por aí!

é isso, por fernando stickel [ 9:01 ]

eu nasci


Dia 6 Outubro 1948 eu nasci na Pro Matre Paulista, minha mãe Martha comigo na cama da maternidade, reparem o telefone no criado mudo…


Chegamos em casa, na R. Henrique Martins 631 a bordo do Citroën Traction Avant do meu pai!


Minha mãe comigo no terraço da casa. Muitos anos depois esta casa abrigou o restaurante Roanne.


Todas essas fotos foram escaneadas de contatos 35 mm, que minha mãe encontrou em suas arrumações.


Com meu pai Erico.


Em Campos do Jordão.


Com minha avó Lili.

é isso, por fernando stickel [ 17:07 ]

erico nasceu no hotel albion


Hotel Albion, então ocupando a antiga residência de Antônio Álvares Leite Penteado, futuro Conde Álvares Penteado, na Rua Brigadeiro Tobias, c. 1929.

Meu avô Arthur Stickel isolou-se na Ilhabela durante a Primeira Grande Guerra, por ter sido perseguido em São Paulo por ser alemão. A solução foi buscar refúgio, acompanhado de sua mulher Erna, na Praia da Siriuba.

A Ilhabela naquela época era muito, muito longe de tudo. Minha avó ficou grávida e o casal, temendo não ter condições adequadas, resolveu vir a São Paulo para o parto. A viagem se iniciava em uma canoa com destino a Bertioga…

Chegaram em São Paulo e se dirigiram ao Hotel Albion, no centro histórico da cidade. Na recepção do hotel minha avó entrou em trabalho de parto, rapidamente providenciaram uma parteira, e foi ali mesmo que meu pai nasceu em 3 Abril 1920.

Por conta da permanência na Ilha, meu pai recebeu uma homenagem ao local de sua concepção em seu nome, Erico João SIRIUBA Stickel

O almanaque da Província de São Paulo, editado em 1885, registra a existência então dos seguintes hotéis: Hotel Brasil-Itália, na rua Boa Vista; Hotel Fasoli, na rua Senador Feijó; do Hotel Boa Vista, na rua do mesmo nome; Hotel Provenceau, na rua São Bento; Hotel Albion, na rua Alegre, atual Brigadeiro Tobias; Hotel das Famílias, próximo ao Mercado, no fim da General Carneiro; Hotel Bristol, na rua Gusmões; Hotel Suiço e a Pensão Morais, no Paissandu. Alguns outros hotéis de quase nenhuma expressão ainda existiam na capital paulista. Mas com características de hotel e capacidade de hospedagem e prestação de serviços, os hotéis paulistanos eram os acima enumerados.

é isso, por fernando stickel [ 11:52 ]

almoço no salvador


Almoço nos anos 70 na casa do arquiteto Salvador Candia na R. Inglaterra em São Paulo. As pessoas presentes nesta mesa eram parte de um grande grupo de amigos do qual meus pais faziam parte. Possivelmente havia neste dia uma segunda mesa com Minuta, Rubens, Luisinho, Terezinha e outros amigos como Gerard Loeb (1928-2020), Irene e Jacob Ruchti (1917-1974) ou Laura e Miguel Forte (1915-2002) e os Aflalo.

Nesta época eu trabalhava como arquiteto recém formado no escritório do Salvador e entre outras tarefas fui incumbido de detalhar o gaveteiro do closet do dono da casa. A casa foi reformada e era bastante convencional, a mesa ao ar livre ficava em baixo de uma pérgola. O grande diferencial e charme da casa era a ampla biblioteca/estúdio, que tinha o teto em formato de pirâmide, com iluminação zenital.

Na mesa estavam:

1. Salvador Candia (1924-1991) o dono da casa. Moravam com ele na casa os irmãos Filomena (Minuta) e Rubens, também falecidos.
2. Martha Diederichsen Stickel, minha mãe.
3. Joanninha da Cunha Bueno Marques (1924-2018) amiga íntima de minha mãe, e mãe do Renato e do fotógrafo Joaquim da Cunha Bueno Marques (1950-2004)
4. Erico João Siriuba Stickel (1920-2004) meu pai.
5. Helenita Ratto Villares (1931-2013), primeira mulher do meu primo Luiz Diederichsen Villares (1930-2020)
6. Antonio Soares de Gouvêa, marido da Joaninha
7. Roberto Schnorrenberg (1929-1983) – Maestro e pai do Raimundo, que herdou a casa do Salvador.
8. João Carlos Vogt, marido da
9. Marília Vogt, pais da Gilda Vogt, esposa do Dudi Maia Rosa
10. Norberto Nicola (1931-2007) – Tapeceiro


Em outro almoço no Salvador, meus pais Martha e Erico felizes da vida!

é isso, por fernando stickel [ 19:07 ]

martha e o dry martini

Minha mãe Martha e meu pai Erico estavam em New York nos anos 70 e foram assistir na companhia dos amigos cariocas Sonia e Jorge Diehl ao Die Dreigroschenoper, peça com música de Kurt Weill e letra de Bertolt Brecht, em algum teatro Off-Broadway.

Em frente ao teatro havia um bar, onde os amigos tomaram um dry-martini antes do início da peça.

Minha mãe, já durante a performance começou a passar mal, e meu pai saiu do teatro em busca de um sanduíche, cuja ingestão colocou tudo nos devidos lugares.

é isso, por fernando stickel [ 8:11 ]

erico stickel & bmw


Em 1973 meu pai Erico Stickel comprou uma BMW 2002 automática, preta, zero km, idêntica a esta da foto que vi recentemente em uma exposição de carros clássicos no Parque da Luz, centro de São Paulo.
Antes mesmo que eu pudesse experimentar a máquina, meu pai viajou a Campos do Jordão sozinho, à noite (tratava-se da “estrada velha”…). Dormiu no volante, e saiu da estrada, capotando. Corria o mês de Maio de 1973.
Seu salvador, João Amorim de Souza Filho Filho, descreve assim o resgate:

“Me lembro, eu dirigia valentemente, um Ford Corcel Coupe (2 portas), acompanhado de uma namorada para passar o fim de semana em Campos, quando atrás de mim, mais valente na condução, vinha uma BMW Coupe, conduzida por um cavalheiro solitário.
 
Após uma boa pressão acabei cedendo passagem, em um trecho sinuoso da estrada entre Monteiro Lobato e Campos, mas contudo tentado acompanha-lo de perto.
 
De repente, simultaneamente observei que o automóvel da minha frente tinha desaparecido, com uma vaga lembrança de ter percebido uma luz forte vinda da mata vizinha, proveniente de um barranco abaixo da estrada.
 
Parei de imediato, fazendo um retorno na estrada, dirigindo no sentido contrário para observar o que tinha acontecido, quanto percebi que se tratava do mesmo veiculo que me tinha ultrapassado, o qual se encontrava com as rodas para cima e com o seu motorista assustado dentro dele.
 
Neste caso era seu pai, o qual socorri, desligando o motor e os faróis, recolhendo os seus pertences pessoais e o ajudando a subir o barranco para então leva-lo a sua residência em Campos.
 
Já no meu carro, ele falava muito pouco e estava muito assustado, e assim chegamos em Campos mais ou menos uma hora depois do ocorrido, deixando-o em casa.”

Por sorte nada mais grave aconteceu com meu pai além do susto, alguns arranhões e contusões e um banho de gasolina…
O carro, bem… deu perda total.
Interessante coincidência é que os pais do João tiveram como padrinhos de casamento, no Rio de janeiro, os meus avós, Lili e Ernesto Diederichsen.
Esta história envolve sorte e cavalheirismo, sem as quais meu pai (falecido em 2004) talvez não vivesse até os 84 anos de idade… Obrigado João!!

é isso, por fernando stickel [ 18:10 ]

chuva de prata


Em 1954 com seis anos de idade, lembro de sair cedo de casa para o quintal de nossa casa na R. dos Franceses e encontrá-lo coberto de folhas de alumínio triangulares, brilhando ao sol e molhadas do orvalho.
Nas comemorações do Quarto Centenário de São Paulo, a Força Aérea Brasileira com seus aviões fez a Chuva de Prata sobre a cidade!


Lembro também da “Voluta Ascendente” escultura de Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera. Meu pai comentou comigo na época que a Voluta não tinha condições técnicas de ficar de pé, o projeto seria falho. De fato, o troço caiu e não levantou mais…

é isso, por fernando stickel [ 11:59 ]

sonhei com meu pai


Sonhei que fui a um bar ou restaurante com muitas mesas ao ar livre e mesas na calçada, debaixo de grandes árvores. Era de manhã e eu vestia apenas uma sunga, o clima era de praia mas o local era na cidade, como se fosse nos Jardins.
Entrei no estabelecimento e haviam vários atendentes circulando, eu era praticamente o único cliente, me aproximei da cozinha, que era aberta, e perguntei qual era a pedida, me mostraram várias coisas na grande chapa e acabei me decidindo, não muito convencido, por uma espécie de trouxinha, não pedi nada para beber.
Fui procurar uma mesa para sentar e nisso o restaurante estava lotado, com filas para entrar e todas as mesas ocupadas, fui até a calçada e vi um cliente se levantar da mesa, só que a cadeira estava sem assento. Fui ao atendente e pedi para colocar o assento, que meu prato chegaria e queria me sentar.
Logo depois chega minha irmã Ana Maria caminhando pela calçada, com meu pai Érico que estava vestido todo de azul claro e de calças compridas, que achei esquisito pelo clima de praia, seu pé direito estava machucado. Perguntei a ele o que havia acontecido mas ele não me respondeu, parecia meio alheio ao que acontecia.

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

erico consul honorário

Tenho um amigo boliviano, colega de classe no Colégio Visconde de Porto Seguro, seu nome Manuel Ramiro Iturralde Jahnsen (Manuco), seu irmão mais velho Francisco Xavier Iturralde Jahnsen também estava no colégio. A família morava em Higienópolis na R. Alagoas 162, e nós nos frequentávamos.

Seu pai era arquiteto, Alberto Iturralde Levy, sua mãe Ethel Mary Jahnsen de Iturralde.

Ao lado do prédio na R. Alagoas tinha uma casa abandonada, e nós vivíamos nos enfiando lá para brincar…

Recentemente o Manuco me enviou um documento muito interessante, a nomeação do meu pai, Erico João Siriuba Stickel como Consul Honorário da Bolivia em São Paulo, datada de 20 Janeiro 1965 e assinada pelo Gal. René Barrientos Ortuño, chefe da junta militar que estava no poder na época. Manuco me confirmou que a nomeação de meu pai se realizou através de sua mãe.


O edifício Santa Rita na R. Alagoas, boa arquitetura dos anos 50 e o vizinho, onde ficava a casa abandonada de tantas brincadeiras!

Como eu não me lembrava deste título, perguntei à minha mãe, que se lembra do convite, mas que meu pai não aceitou ser o Consul Honorário.


A família Iturralde Jahnsen, Manuco no colo da mãe e Francisco com o pai. Os dois mais velhos são meio-irmãos de um casamento anterior do pai.

é isso, por fernando stickel [ 9:31 ]

bmw R60 1969

bmw69
Quando completei dezoito anos, em 1966, meu pai Erico me obrigou a vender a minha motocicleta Mondial 50cc, (Mondialino) que havia me dado de presente nos 17 anos, por acreditar que a moto era muito perigosa, e eu passei a utilizar os carros da casa.

Três anos depois, quando entrei na FAUUSP, meu apetite pelas motocicletas estava novamente aguçadíssimo, e eu tinha certeza que meu pai me daria, de prêmio por ter entrado na faculdade, uma Honda CD175 1969, que eu já tinha até escolhido em uma loja que ficava na R. da Consolação, perto da Universidade Mackenzie.

O presente não veio, mas dois anos depois, recém casado com a Alice, exigi do meu pai um dinheiro que ele havia prometido a mim e aos meus irmãos, ao qual teríamos acesso em duas condições, ou formados no ensino superior, ou casados.
Ele estrilou violentamente com o meu pedido, mas o meu tesão pela moto era maior, e eu o chamei à letra da promessa:
-Você não disse que liberaria a grana casado ou formado?
-Disse.
-Então, estou casado…
Ele liberou a grana a contragosto, e eu fui atrás da máquina, só que desta vez mirei no nirvana do motociclismo, uma BMW.

Procurei e encontrei uma BMW R60 1969, baixíssima quilometragem, equipada com bolsas, conta-giros e sirene à venda na loja do Edgar Soares. O vendedor era o Roberto Kasinski, filho do dono da Cofap, Abraham Kasinski.
Fui conversar com ele em sua casa em Higienópolis, acertamos o preço em uma agradável reunião e comprei a moto, último modelo desta linhagem clássica da BMW.
Este evento rendeu novas amizades, com o Renato, irmão do Roberto e seu amigo Sergio Vettori. Com eles pilotei pela primeira vez uma Honda Gold Wing!

é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]

dia do erico


Meu pai Erico Stickel me ensinou muitas coisas, mas sobretudo agora, 15 anos após seu falecimento, me dou conta de como foram importantes suas lições!

é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]

cruz de mérito

Mais uma descoberta na quarentena:


Quem assina a comenda é o então Presidente da República Federal da Alemanha Walter Scheel.

Meu pai Erico era um ser muito discreto, odiava o telefone e amava escrever uma carta ou bilhete.
Sua comunicação com as pessoas era boa, mas não falava muito sobre si próprio e nem (de maneira nenhuma!) contava algum tipo de vantagem, fiz isto ou fiz aquilo, tenho isso ou tenho aquilo, não era seu estilo.
Então não foi com muita surpresa (mas cheio de orgulho!) que descobri hoje que ele ganhou uma importante homenagem do Governo Alemão em 1978, algo que minha mãe Martha se lembra, houve um coquetel na casa do Cônsul, que morava também na R. dos Franceses, mas que não foi ventilado com os filhos, nem na época nem depois.
Talvez a comunidade alemã tenha tomado conhecimento, pois o evento foi noticiado no Kaese Blatt (papel de embrulhar queijo), o carinhoso apelido do jornal Deutsche Zeitung de 25/11/1978.

Tradução da carta em que o Cônsul Geral encaminha ao meu pai a comenda:

São Paulo, 22 Novembro 1978

Consulado Geral da Republica Federal da Alemanha

Caro Doutor Stickel!

O Senhor tem ativamente e de maneira abnegada se dedicado há muitos anos às questões sociais e culturais no âmbito da sociedade germano-brasileira.

O Senhor foi por muitos anos presidente da Associação de Escolas do Colégio Visconde de Porto Seguro. Proporcionou suporte eficaz ao Instituto Hans Staden e à Fundação Martius, duas instituições importantes no campo dos acordos bilaterais e das relações culturais.

O Senhor se encontra entre os relevantes apoiadores da Bienal de São Paulo.

Em 1955 o Senhor fundou com sua esposa em Campos do Jordão a “Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel”, uma instituição de caridade, que entre outras atividades provia gratuitamente tratamento médico e odontológico para crianças carentes. Em 1974 o Senhor criou na Ilhabela, SP uma estação de assistência social.

Apreciação especial receberam suas generosas doações para a Associação Alemã de Ajuda em São Paulo, que se ocupa de idosos de origem alemã. Há 10 anos o Senhor doou a essa instituição uma casa, cujos inquilinos dela se beneficiam. Em 1977 também foi doada pelo Senhor, na mesma insttituição, uma nova e espaçosa casa de idosos com 13 apartamentos individuais e várias outras dependências.

Em homenagem a esses serviços, o Presidente da República Federal da Alemanha lhe concede a Cruz do Mérito da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha em 13 de julho de 1978.

É uma honra e um prazer entregar ao Senhor esta alta condecoração.

Assinatura do Cônsul Geral Hartmut Schulze-Boysen

Dois anos depois de receber a comenda, meus pais inauguraram mais uma importante obra filantrópica, as Aldeias Infantis SOS Rio Bonito em 8 Dezembro 1980, com a presença do criador das Aldeias, Hermann Gmeiner (1919-1986).

é isso, por fernando stickel [ 17:06 ]

homenagem a lili diederichsen


Testemunho da época: Três anos após ter sido criada em 1954, a Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel, por sugestão do meu avô Arthur Stickel, Conselheiro, homenageou minha avó Maria Elisa (Lili) Arens Diederichsen com o título de Conselheira Honorária.
A carta de formalização foi assinada por meu pai, Erico João Siriuba Stickel, presidente da Fundação. Nesta época o escritório da Fundação em São Paulo ficava no centro de São Paulo, na R.do Ouvidor 102 5º andar.


O Edifício Pau DÁlho era meu conhecido, pois sempre que eu ia ao oculista na Rua Marconi, fazer exercícios para o estrabismo, na sequência passava-se na Confeitaria Cristallo, e, virando a esquina, no escritório do Papai para uma visita, lá também dava expediente meu avô Arthur, que após sua aposentadoria ajudava meu pai no escritório.


Até diploma teve!

é isso, por fernando stickel [ 11:29 ]

documento erico


Documento de identidade de meu pai Erico João Siriuba Stickel, de cerca de um ano antes do meu nascimento.

é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]

submarinos


Um encontro com minha prima Stella no fim de semana em Campos do Jordão, com direito a conversas randômicas pelos temas da família e das memórias acabou me levando a contactar o Tio Roberto Guimarães, em Fort Lauderdale – USA, que muito simpaticamente atualizou e completou as informações deste post.

Nas comemorações da Semana da Marinha de 1962, o submarino Humaitá S-14, comandado pelo Capitão-de-Fragata Noísio Penna de Oliveira recebeu visitantes para um passeio na Baía de Santos.

Meu pai Erico e eu com 14 anos de idade fomos convidados para o passeio por um contraparente nosso, Roberto de Queiroz Guimarães, que na época era ajudante de ordens do Capitão-de-Mar-e-Guerra Átila Franco Ache, comandante da Flotilha de Submarinos.

O navio zarpou de Santos, eu simplesmente pirei com a experiência! A enorme quantidade de mostradores, canos, alavancas, o vento que a admissão dos motores diesel provocava dentro do submarino, poder visitar todas as áreas, ver os torpedos, camas, banheiros, cozinha, tudo apertadíssimo!

Depois de nos afastarmos do litoral e já em alto mar os motores a diesel foram desligados, as comportas fechadas e iniciada a submersão com os motores elétricos, eu pude olhar pelo periscópio, foi uma experiência inesquecível!

O Humaitá (S-14) nasceu como o submarino USS Muskallunge (SS-262), lançado ao mar em 7 de abril de 1942 e atuou durante a Segunda Guerra. Foi incorporado à flotilha de submarinos do Brasil em 18 de janeiro de 1957. Em sua chegada ao Brasil suspendeu ferros levando a bordo o Presidente da Republica Juscelino Kubitschek de Oliveira, e o então Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Antônio Alves Câmara Júnior.

Muitos anos depois assisti ao filme U-571, sobre batalha de submarinos na Segunda Guerra.
O filme mostra bem o clima dos anos quarenta e o inferno que era a vida em um submarino.
Meu pai me contou muitas histórias de submarinos na guerra, relatadas por um parente, Jürgen Kiep, que foi comandante de submarino na Alemanha, e sobreviveu à guerra!


Este submarino esculpido em madeira é um dos brinquedos mais antigos e queridos que tenho.
Meu pai comprou várias destas miniaturas de navios, que eram feitas por marinheiros de navios de guerra.

é isso, por fernando stickel [ 11:06 ]