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tipos de arte

OS VÁRIOS TIPOS DE ARTE


Lucas, artista pintando a óleo sobre tela no Ibirapuera, Novembro 2020.

– Tem a arte simples, natural, direta, verdadeira, tipo lápis no papel, tinta na tela, martelo e talhadeira na pedra, buril na chapa de cobre ou até um canivete em um pedaço de madeira. Muitas vezes confundida com artesanato…

– Tem a arte que eu faço.

– Tem arte que eu sei como fazer igual, ou melhor.

– Tem também aquele tipo de arte que eu sei o que o cara pensou quando fez.

– E tem aquela arte em que é claro que o cara é preguiçoso, folgado, metido, oportunista e picareta.

– Tem a arte que você sabe que é muito melhor que a sua, e que você não vai jamais chegar nem perto, e que de tão maravilhosa só resta invejá-la.

– Ah sim! Tem a arte comum, que não encanta nem desencanta, apenas ocupa espaço, é a grande maioria.

– E tem a arte incompreensível, feia, ruim ou mal feita, aquela que você simplesmente ignora e passa reto.

– E finalmente tem a arte executada em “equipes”, com múltiplos curadores, que se servem de longos textos ideológicos intelectualóides incompreensíveis, essa então é de doer! Muito fácil de detectar, se a ficha técnica do trabalho tiver mais que três linhas é desse tipo com certeza…


[terra>tijolo=forno]+farinha*pão – obra colaborativa (14 pessoas na equipe) no Ibirapuera, comissionada na 10ª Mostra 3M de Arte, Novembro 2020.

Quase que eu ia me esquecendo, tem mais um tipo! Arte que usa video! De preferência fora de foco, com no mínimo uma hora de duração…

Como tudo o que falei acima tem naturalmente exceções, vou usar o exemplo do vídeo para dizer que existem sim artistas que usam o vídeo com maestria, Nam June Paik e Bill Viola, mas eles são exceções, a esmagadora maioria dos artistas que usam vídeo em suas obras não sabem o que estão fazendo, e esperam que os espectadores não façam perguntas.

é isso, por fernando stickel [ 16:29 ]

dez anos sem wesley

Wesley Duke Lee (21/12/1931-12/9/2010)


Post de dez anos atrás, do dia 14 Setembro 2010:


Tal qual partículas dotadas de um magnetismo especial, um grupo de amigos se atraiu hoje para participar da cerimônia de adeus a um artista especial.
O poderoso magneto capaz da façanha de atrair cada uma destas cerca de 50 pessoas ao Crematório Horto da Paz em Itapecirica da Serra, no mesmo dia e na mesma hora, atendia pelo nome de Wesley Duke Lee.
O interessante é que este grupo se conhece desde os anos 60, ou até antes, muitos já foram íntimos, casados, descasados, namorados, grupos se aglutinaram em torno da Escola Brasil: outros se dispersaram, o Babinski mora hoje no Ceará, mas esteve presente em breve discurso do Kim Esteve, assim como o José Resende, em recado vindo do Rio de Janeiro. Algumas outras pessoas falaram de improviso, quase todos com a voz embargada pela emoção.
Marchands que marcaram a cena paulistana desde os anos setenta lá estavam, os irmãos Ralph e Ricardo Camargo, Luisa Strina, Regina Boni, Monica Filgueiras, Valu Oria, Gerard Loeb e Paulo Kuczynski.
Vários amigos, daqueles que já foram seus íntimos, e que hoje em dia você só encontra mesmo em velórios…todos aglutinados pelo mesmo HOMEM, por aquele que tanto significou, de tantas maneiras diferentes, para tantas pessoas.
Enfim, Wesley, você foi muito importante para muitas pessoas, inclusive para mim.
Será para sempre uma fonte de inspiração e referência.
Faça boa viagem!!

é isso, por fernando stickel [ 8:06 ]

niagara falls – duas visões


Duas visões de Niagara Falls, por dois famosos artistas norte-americanos nascidos com século e pouco de diferença…
Frederic Edwin Church, pintor & Annie Leibovitz, fotógrafa.

é isso, por fernando stickel [ 17:08 ]

liquitex

pintu.jpg

Título: Hippodroma
Técnica: Acrílica (Liquitex) sobre Duratex
Dimensões: 80 x 80 cm.
Data: Setembro 1969

Um belo dia, em 1969, a informação correu como fogo em rastilho de pólvora: Chegou Liquitex na Casa do Artista!

Localizada na R. Major Sertório, no centro de São Paulo, a loja era a Meca dos artistas e lá fui eu comprar a tinta, facílima de usar pois era solúvel em água.

A primeira tinta acrílica surgiu nos E.U.A. em 1947 com o nome Magna, solúvel em aguarrás. Muito mais prática e fácil de usar, a Liquitex foi inventada em 1955 também nos E.U.A. e teve seu uso no Brasil disseminado graças a alguns artistas que começaram a usar intensamente Liquitex no final dos anos 60, como Aldemir Martins, Wesley Duke Lee e Luis Paulo Baravelli.

A Casa do Artista surgiu no início dos anos 60, especializada em materiais de desenho para engenharia e arquitetura, mas com o crescente uso da tinta acrílica, a Liquitex e os materiais para pintura entraram com força.

Comprei as tintas, encomendei algumas pranchas e iniciei minhas primeiras pinturas. Dei fundo, lixei, dei fundo branco novamente, marquei o desenho a lápis, coloquei a máscara de Durex e mandei bala na deliciosa tinta.
O cheiro ficou gravado até hoje, é único. O momento de retirar a máscara é mágico, você fica torcendo para que a tinta não tenha vazado. Pronto! Ficou lindo!

Enviei no mesmo ano o trabalho para a exposição coletiva III Jovem Arte Contemporânea no MAC-USP, e foi recusado pelo júri.

A pintura sobreviveu bem, está um pouco suja e riscada, afinal já são 51 anos, mas as cores estão vivas, aguentou muito bem!

Obrigado Caetano Ferrari pelas informações!

é isso, por fernando stickel [ 7:00 ]

nyc 85 na suzanna sassoun

fs New York 1
Foto Beatriz Schiller, New York, 1985.

Morando em New York em 1985 em um loft eu tinha espaço para produzir arte de grandes dimensões.
Já havia feito lá pinturas sobre tela de 4 metros de comprimento, e resolvi mudar o suporte, comprei um rolo de papel preto, destes que se usa em estúdios fotográficos, e pedi para minha amiga Lisa posar.

G3ô

Nesta sessão de Novembro de 1985 fiz várias pinturas grandes (na verdade são desenhos feitos com pincel e tinta). Um mês depois encerrei minha estadia em NYC e voltei ao Brasil, carregando um gigantesco rolo de trabalhos em papel, que foram emoldurados e expostos em 27 Abril 1986 na exposição “NYC 1985” na Galeria Suzana Sassoun em São Paulo.

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O convite da exposição.


Minha amiga Gilda Mattar me fotografou.


Meu amigo Baravelli escreveu um texto.

é isso, por fernando stickel [ 8:54 ]

baravelli em brasília


Carl Gustav Jung explica:

Minha querida amiga Sylvia Ficher, colega de classe da FAUUSP, mora hoje em dia em Brasília.
Há poucos dias, a partir de um post que fiz sobre a Escola Brasil:, começamos a conversar sobre a Revista Arte em São Paulo, editada por Luis Paulo Baravelli nos anos 1980. A conversa evoluiu e ela lembrou que comprou nos anos 70, muito antes de saber que iria morar em Brasilia, uma peça do Baravelli da exposição de Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende no MAC São Paulo e MAM Rio de Janeiro em 1970.

Ficha técnica da peça:
Título: Restos de Brasília
Data: 1967/70
Técnica: Acrílico, latão cerâmica, madeira pintada
Dimensões: 45 x 28 x 12 cm.


E eu dou o seguinte título a esta experiência de sincronicidade: Memories of the Future

A Sylvia completa a história contando que a peça chama-se “Restos de Brasília” porque o Baravelli havia mandado uma peça para uma exposição em Brasília dentro de uma caixa feita no maior capricho para protege-la. E devolveram o trabalho todo entuchado de qualquer jeito na caixa… Foi com esses restos – cacos de azulejos, placa de acrílico quebrada e mais um lajotas – que ele montou a nova peça.

O próprio Baravelli completa a história em e-mail para mim:
Super confere a história da Silvia (abraço pra ela!), mas tem mais tempero político. Este trabalho mandei para um salão de arte em Brasília (em 1969, acho) e ainda antes da exposição a turma do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) entrou no depósito e quebrou tudo o que eles não gostavam, a minha peça inclusive. A peça original chamava “Voando pelo Brasil”, sem nenhuma contestação política nem nada.
Os organizadores não tiveram outro jeito a não ser encaixotar e devolver.
Lembro que na tal exposição (acho que se chamava algo como 1o. Salão de Brasília) também havia trabalhos do Gerchmann, do Nitsche, do Vergara e do Tozzi, que também foram destruídos.

é isso, por fernando stickel [ 9:55 ]

hérnia-disco


Em 1989 fiz o projeto de cenografia para um show de rock intitulado “Os órfãos de James Dean” que se realizou no Dama Xoc, casa de espetáculos que ficava na R. Butantã em Pinheiros.


Terminado o show, levei para o meu estúdio na R. Ribeirão Claro o enorme disco de madeira que havia sido construido, e fiz sobre ele uma nova pintura.


Cerca de um ano depois, em Maio 1990 sofri uma cirurgia de hérnia do disco, em pleno Plano Collor, e o cirurgião me entregou como lembrança os despojos (remains) da operação…


Mesmo com a imensa crise provocada pelo Plano Collor resolvi expor meu trabalho na Paulo Figueiredo Galeria de Arte, e homenageei minha intervenção chamando a exposição de HERNIA DISCO.
Apresentei 12 pinturas de grandes dimensões, o disco era a maior, com 4,4 metros… O pequeno frasco com os despojos ficava em um pedestal ao lado da pintura, e provocou muita repulsa…


A exposição na Galeria Paulo Figueiredo.


O disco em sua casa atual.


Convidado a participar do Salão de Artes Mario Pennock em Itajubá, MG, levei o Disco!

é isso, por fernando stickel [ 14:54 ]

gouache 1966


Nas arrumações que ando fazendo por conta da quarentena encontrein este gouache de 1966, 22 x 30 cm, que achei muito bom! Eu tinha 18 anos!

é isso, por fernando stickel [ 15:22 ]

desenhos dos anos 70

Meus desenhos a nankin em um micro caderninho de artista de 7 x 10 cm, dos anos 70.

é isso, por fernando stickel [ 11:54 ]

evandro c. jardim – obras

Trabalhos de Evandro Carlos Jardim, técnicas e épocas diferentes, em comum a excelência através das décadas!


Desenho, carvão sobre papel, 1960. Este desenho foi um presente do meu falecido amigo Frederico Jayme Nasser, muitos anos atrás…


Gravura, 1974


Pintura, 1985

é isso, por fernando stickel [ 20:22 ]

evandro carlos jardim


A finissage da exposição do mestre gravador Evandro Carlos Jardim, “Sobre a trama do tempo” no atelier de Jac Aronis (A Casa dos Passarinhos), ocorreu no sábado 7/3/2020.


A anfitriã Jac Aronis com Paulo Fridman.


Um time de feras!! Evandro Carlos Jardim, Lygia Eluf, Jac Aronis, Claudio Mubarac, curador da mostra e Marco Buti.


As gravuras de Evandro.


O atelier de Jac Aronis

é isso, por fernando stickel [ 9:33 ]

faleceu luisinho villares


Luiz Diederichsen Villares (Luisinho), meu primo-irmão e padrinho faleceu hoje aos 90 anos de idade em São Paulo. A foto do Luisinho, como todos o conheciam, é de minha autoria no aniversário de 89 anos da minha mãe Martha, 4 anos atrás,
Ele foi sempre um exemplo para mim como colecionador de extremo bom gosto, como responsável pelo design da marca Villares, pelas suas casas sempre lindas e arrumadas, com sua coleção de arte exposta com maestria, pela sua conexão visceral com a música clássica. Ele incentivou desde cedo a minha própria coleção de arte, me presenteando com uma magnífica tela de Maria Leontina e uma gravura de Serge Poliakoff.
Foi presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1980 a 1983, realizando as XVI e XVII Bienais de São Paulo.
Além das artes visuais Luisinho amava a música, e a conhecia como ninguém, quando eu tinha cerca de 15 ou 16 anos de idade nós cantávamos juntos no Conjunto Coral de Câmara de São Paulo, um período de convivência próxima e gostosa.
Uma informação interessantíssima sobre o Luisinho surgiu nas palavras de Lia Diskin, da Associação Palas Athena proferidas no velório.
Luisinho e seu amigo Marcos Ring iniciaram como voluntários nos anos 70 a construção da creche/escola Instituto Pandavas no Bairro dos Souzas em Monteiro Lobato, SP O curioso é que nem mesmo a família do falecido conhecia sua vertente filantrópica… Ele fazia o bem, e não contava pra ninguém…foi durante 20 anos voluntário do Centro de Valorização da Vida-CVV
Luisinho tinha sempre o melhor aperto de mão da praça, firme, forte, sólido, acompanhado do mais simpático sorriso… Deixa a viuva Raquel, os filhos Marcelo Claudia e Eduardo e netos.
Vá em paz Luisinho, faça uma linda viagem, com acompanhamento de Beethoven, Mozart, Olivier Messiaen, Berlioz e tantos outros compositores e músicos que você amava…

é isso, por fernando stickel [ 17:03 ]

faleceu nelson leirner


Foto Eduardo Knapp/Folhapress
Faleceu aos 88 anos de idade o grande artista Nelson Leirner.

Conheci o Nelson mil anos atrás, minha irmã Ana Maria trabalhou com ele no final dos anos 70, em uma época em que ele fazia brindes interessantes, com bolas de gude por exemplo…Tive contato mais próximo com ele em 1987, quando fui curador do espaço “Natureza Morta Limitada”, na exposição “A Trama do Gosto, um outro olhar sobre o cotidiano”, que ocupou o prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera.
Grande figura, simpático, tranquilo, bom papo… Que vá em paz…

Selecionei para a exposição duas obras do Nelson, uma delas o icônico “Porco”de 1966, coleção da Pinacoteca de São Paulo, que fez grande sucesso!


Interessante que nesta foto aparece ao fundo uma pequena aquarela “Natureza Morta”de minha autoria…


Este foi o outro trabalho do Nelson selecionado, que eu restaurei pessoalmente para poder estar na exposição, mandei refazer a caixa de acrílico que estava quebrada, e comprei as frutas plásticas faltantes…

é isso, por fernando stickel [ 9:21 ]

faleceu rachel de almeida magalhães


Foto de Arnaldo Pappalardo, 1981
Faleceu minha amiga Rachel de Almeida Magalhães, um aneurisma na aorta a separou de nós. Ela foi mulher de dois grandes amigos, Nirlando Beirão, com quem teve a filha Julia e Carlos Fajardo, com quem teve a Eugenia. Estivemos muito próximos nos anos 80, fazendo arte, participando de salões, depois a vida nos afastou… Boa viagem Rachel!


Recentemente a Rachel ainda comentou no Facebook o falecimento de outro amigo, Frederico Nasser…

é isso, por fernando stickel [ 16:05 ]

cruz-diez


Carlos Cruz-Diez (1923-2019) no Centro Cultural Porto Seguro, que está programado para encerrar suas atividades ao final de Fevereiro 2020.

é isso, por fernando stickel [ 17:31 ]

muralistas no palacio


No Palacio De Bellas Artes, no centro da Cidade do Mexico, fica este mural gigantesco de 4,46 x 11,46m de autoria do muralista José Clemente Orozco (1883-1949) intitulado “Katharsis o La eterna lucha de la Humanidad por un mundo mejor”


O último imperador asteca Cuauhtémoc sendo torturado pelo conquistador Hernán Cortés para dizer onde escondia o ouro. Painel de David Alfaro Siqueiros (1896-1974) de 1950-1951.


Diego Rivera (1886-1957) “El hombre en el cruce de caminos o El hombre controlador del universo” 1934 Afresco sobre bastidor metálico transportável, 4,85 x 11,45m


Sandra no imenso e luxuoso hall de entrada em maravilhoso estilo Art-Deco do Palacio de Bellas Artes.
Na sobre-loja se vê o painel de Rufino Tamayo (1899-1991) intitulado “Mexico de hoy” de 1953, 5,10 x 11,28m

é isso, por fernando stickel [ 19:06 ]

cassio michalany na millan


Cassio Michalany muda de galeria e abre linda exposição na Galeria Millan


Sandra Pierzchalski, Cassio Michalany, Felipe Cohen e Andre Millan


Socorro de Andrade Lima e Cassio

é isso, por fernando stickel [ 8:37 ]

babinski na fundação stickel


No próximo sábado 7 Setembro 2019, o grande mestre Maciej Babinski mostra aos 88 anos de idade vigor e criatividade únicos, na exposição “Retratos Eriçados”, de vibrantes aquarelas inéditas e pinturas de grandes dimensões, na Espaço Fundação Stickel, das 11 às 15h R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia
Veja aqui informações adicionais.


Babinski, sua mulher Lidia e Agnaldo Farias, na visita que Agnaldo e eu fizemos ao casal em sua casa em Várzea Alegra, CE em 9 e 10 de Julho 2019.

é isso, por fernando stickel [ 23:47 ]