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casa egerström


Quadra San Cristóbal, Fonte dos Amantes e Casa Egerstrom são partes de um projeto pensado por Barragán para uma comunidade de cavaleiros, na periferia da Cidade do Mexico.
O projeto foi encomendado ao arquiteto pelo executivo sueco Folke Egerström, CEO da Ericsson no Mexico. A fonte é um dos espaços de uso público do conjunto, projetada especificamente como bebedouro para os animais. A construção do conjunto terminou em 1969.


Os amantes são simbolizados por coches de madeira. Tivemos o privilégio de um dia glorioso e a fonte ligada!

é isso, por fernando stickel [ 18:46 ]

levy e a bmw


A minha turma na FAUUSP entrou na faculdade em 1969 e saiu em 1973. Logo que nós entramos conheci o Alberto Seixas Levy, que estava um ano na nossa frente. Ele tinha uma maravilhosa Moto BMW R69S.
Um belo dia eu simplesmente pedi a ele para dar uma volta na moto, ele me entregou a chave e disse pode ir…
Quase fiquei louco, aquilo era o sonho de qualquer tarado por motos como eu.
Saí da FAU e peguei a avenida principal em direção à saída da Cidade Universitária, me acostumando com a máquina, que era grande potente e pesada.
Este era o modelo mais potente da BMW, acelerava muito bem, mas eu mal havia tocado ainda nos freios… Cheguei na rotatória da avenida principal, na sequencia uma descida e uma nova rotatória, entusiasmado eu só queria acelerar, quando entrei na curva o peso da moto se fez sentir e eu quase não termino a curva, escapando de ralar a guia por milímetros…
Respirei fundo com o coração quase saindo pela boca, me recompus e voltei tranquilamente para entregar a moto ao dono, agradecendo aos céus que nada havia acontecido.


Na sequência o Alberto apareceu com uma Kawasaki 350 de dois cilindros e dois tempos, e eu naturalmente pedi para dar uma volta, dessa vez peguei a Marginal, e como já conhecia a fama da moto se ser potentíssima, girando a 8.000 rpm, eu manerei logo do início, e não tomei susto!
Recentemente criou-se um grupo de WhatsApp da nossa turma da FAU, e foi através deste grupo que eu fiquei sabendo do falecimento recente do Alberto, vítima do coronavirus… nós não eramos próximos, na verdade perdi contato ainda na faculdade, mas bem ou mal ele é a primeira pessoa de um grupo próximo vítima do coronavirus. Que você fique bem Alberto, talvez no teu paraiso você encontre maravilhosas máquinas dos anos setenta…

é isso, por fernando stickel [ 18:15 ]

hotel esencia


Hotel Esencia em Tulum, Mexico. Coisa linda!!!!


Design gráfico sofisticadíssimo!


Arquitetura e design de interiores impecáveis! Em todos os ambientes!

é isso, por fernando stickel [ 19:06 ]

projeto no arrozal


No início dos anos 70 eu estudava na FAUUSP, e o meu primo Luiz Diederichsen Villares conversou comigo sobre contratar um projeto para uma casa de praia no Arrozal, Ilhabela, SP

Conversei com o arquiteto Marcos Acayaba, formado 4 anos na nossa frente, e acabamos por fazer em conjunto, no escritório dele, o projeto da casa do Luisinho na Ilhabela em 1973, ano em que me formei. A construção se deu em 1974 e 75.

A casa ficou muito bonita e funcional, com o corpo dos quartos separado do corpo social por um amplo terraço coberto. Utilizamos vigas enormes de madeira composta. Foi meu primeiro projeto construído!


Minha mãe Martha na obra.

é isso, por fernando stickel [ 23:34 ]

antonio diederichsen


Um amigo me enviou esta foto de uma placa em homenagem ao meu tio avô Antonio Diederichsen (1875-1955), irmão do meu avô Ernesto Diederichsen, e empreendedor em Ribeirão Preto, SP.
Ele construiu o Edifício Diederichsen em 1936, onde foi originalmente inaugurada a famosa Choperia Pinguim. O edifício é tombado, legítimo representante do estilo Art-Deco.

Na placa está escrito:
Edifício Diederichsen
A Antonio Diederichsen
Grande benemérito desta cidade e propulsionador do seu progresso, homenagem do povo de Ribeirão Preto
20-12-1936


A Choperia Pinguim mudou-se para a esquina oposta ao Edifício Diederichsen.


Antonio Diederichsen nasceu em 01 de agosto de 1875, em São Paulo, filho de Bernhard Diederichsen e Ana Carolina Diederichsen. Iniciou os seus estudos básicos no Colégio Brasileiro-Alemão e os concluiu na Alemanha.

Retornando ao Brasil trabalhou com o pai, fabricante de vinho e chá, mas após uma praga nos vinhedos retornou à Alemanha para cursar Agronomia. Formado, veio trabalhar na Fazenda Santa Adelaide, de propriedade de seu tio Arthur Diederichsen.

Na ocasião, foi anunciada a falência do Banco Construtor e Auxiliar de Santos, que possuía, em Ribeirão Preto, uma oficina mecânica, uma fundição e uma serraria.

Diederichsen interessou-se por esse espólio e propôs sociedade a João Hibbeln, que era o seu depositário. A empresa foi constituída e começou na esquina das ruas José Bonifácio com São Sebastião, com a razão social de “Diederichsen & Hibbeln”.

O negócio se desenvolveu a contento, pois abriram a seção de ferragens e, em virtude do desenvolvimento da serraria, a firma mudou-se para a Vila Tibério. O horário era das 6,00 até às 21,00 horas. Em 1916, com o advento da 1a. Grande Guerra, a sociedade se dissolveu e entendeu Diederichsem de dar participação para os seus auxiliares diretos Manoel Pena, Germano Reinel da Silva e Guido Gambini.

O progresso e a cidade exigiram a expansão dos negócios e, assim foi construído o edifício do Antigo Banco Construtor, na esquina das ruas Saldanha Marinho e Américo Brasiliense. Antigo Banco Construtor era o nome de fantasia e se consagrou como a maior casa de materiais de construção da região. Sua diversidade de produtos era enorme. Ia do básico ao acabamento. Toda a região acorria para adquirir esses materiais. Diederichsen igualmente dotou a cidade de um moderno edifício construído no estilo Art-Deco, compreendendo o trecho da rua Alvares Cabral, com 150 metros de fachada e 3.750 m2 de área construída, entre a rua Gal. Osório e a São Sebastião, com locais para escritórios, apartamento, Hotel, restaurante, lojas e cafés.

Parte da construção ocupou a antiga residência do chefe político do PRP, Cel. Quinzinho da Cunha Junqueira. Ainda objetivando dotar a cidade de melhoramentos, em 1947, Diederichsen resolveu construir o edifício onde se instalou o Hotel Umuarama, inaugurado em 20 de janeiro de 1951. Ainda como desenvolvimento de suas atividades mercantis, Diederichsen, em 1922, passou a representar a empresa Byington & Cia., concessionária Chevrolet. Em 1934, a empresa Diederichsen & Cia. passou a vender os veículos da Ford e, 30 anos depois, com o nome de Cia. Comércio Antonio Diederichsen passou a ser concessionária Volkswagem. Já no ínício da década de 1950, agravou a diabetes de Diederichsen, que acabou falecendo no dia 30 de setembro de 1955.

Antonio Diederichsen nunca casou e não tinha herdeiros, deixou sua fortuna para a Santa Casa. Minha mãe se lembra bem do tio, que vinha a são Paulo ao menos uma vez por ano, muito gentil e simpático era querido por todos.

é isso, por fernando stickel [ 3:46 ]

art-deco no palácio


No interior do Palacio De Bellas Artes, no centro da Cidade do Mexico, finalizado em 1934, maravilhosa arquitetura Art-Deco!

é isso, por fernando stickel [ 9:06 ]

modular delta


Foto Nelson Kon
Os Edifícios Modular Delta I e II fazem parte de um conjunto de obras que o arquiteto Abrahão Sanovicz projetou para a construtora Formaespaço no início da década de 1970 – os Modulares. Os edifícios foram pensados para serem implantados em terrenos típicos na cidade de São Paulo, a partir do conceito de planta livre. Procurou-se racionalizar a construção pela escolha formal – duas lâminas paralelas entre si – e pela modulação estrutural, permitindo maior reaproveitamento da forma e a padronização das dimensões das diversas partes da estrutura.


Abrahão Velvu Sanovicz (1933-1999), arquiteto formado em 1958 na FAU USP, membro da “Escola Paulista”, geração de ouro da arquitetura paulista, projetou e construiu relevantes edifícios habitacionais, culturais, educacionais, de serviço e infraestruturais. Ainda jovem, foi aluno da Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM e estagiário do escritório do designer Marcello Nizzoli em Milão, legando trabalhos nas áreas de artes plásticas – em especial, desenho e gravura – e design de marcas e produtos.


O Modular Delta hoje, com a placa da construtora que está restaurando as fachadas. O bloco azul já está quase pronto e iniciam-se os trabalhos no bloco verde.


Foto Nelson Kon


Foto Nelson Kon


Foto Nelson Kon


O condomínio está em plena reforma, eu me voluntarizei para fazer parte do Conselho Consultivo e ajudar a síndica na reforma… Agora vai!!!!

é isso, por fernando stickel [ 21:15 ]

biblioteca unam


Juan O’Gorman (1905-1982) pintor e arquiteto mexicano, realizou em 1950 os murais que cobrem o edifício da biblioteca central da Universidad Nacional Autónoma de México-UNAM, na Cidade Universitária da Cidade do Mexico.

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]

o’gorman


O projeto de Juan O’Gorman para sua própria casa, vizinha das casas-estúdio de Diego Rivera e Frida Kahlo.

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]

o’gorman, frida kahlo, diego rivera


Casa-Estudio de Frida Kahlo e Diego Rivera na Cidade do Mexico, projeto de Juan O’Gorman, anos 30.


Sandra e eu no terraço da casa-estúdio de Diego Rivera.

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

chablé yucatan


Em nossa viagem ao Mexico estivemos em um hotel maravilhoso e premiado a meia hora de Merida, o Chablé Yucatan Instalado em uma antiga fazenda restaurada, é um primor de arquitetura, paisagismo, serviços.

Ocorre que dentro da enorme área do hotel existe ainda o restaurante mais lindo do mundo, o Ixi’im, premiado em 2018 pelo Prix Versailles 2018 – The world Architecture and Design Award, arquitetos Central de Proyectos SCP e Paulina Morán.

Tivemos o privilégio de jantar lá em uma noite de lua cheia, e, de fato, o restaurante é maravilhoso! Instalado em uma antiga casa de máquinas, usa como elemento central a coleção de 3.500 garrafas de tequila, apresentadas em sofisticadas estantes iluminadas.

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]

torres de satelite de barragan


A primeira coisa que precisa ser dita sobre as Torres de Satélite, localizadas na parte norte da Cidade do México é que são muito lindas e poderosas, apenas estando ali, ao seu pé, é possível avaliar seu enorme tamanho, presença e personalidade.

Uma das primeiras esculturas urbanas do país de grandes dimensões, teve seu planejamento iniciado em 1957 quando o arquiteto Luis Barragan (1902-1988) foi convidado pela empresa que desenvolveu o loteamento Cidade Satélite para projetar o símbolo da urbanização. Ele por sua vez convidou o escultor Mathías Goeritz e o pintor Chucho Reyes Ferreira para colaborar no desenvolvimento do projeto.

O projeto foi originalmente planejado para sete torres, com a mais alta atingindo uma altura de 200 metros, mas uma redução no orçamento obrigou o projeto a ser reduzido para cinco torres, com a mais alta medindo 52 metros de altura, e as mais baixas 30 metros.

Goeritz originalmente queria que as torres fossem pintadas em diferentes tons de laranja, mas mudou de idéia mais tarde devido à pressão de construtores e investidores. Finalmente, decidiu-se que as torres seriam pintadas em vermelho, azul e amarelo, as cores primárias subtrativas, com a adição de branco.

Assim, nos primeiros dias de março de 1958, as Torres Satélite foram inauguradas como símbolo do recém-nascido e moderno Ciudad Satélite.


Interessante que as torres não tem cobertura, são simples cascas de concreto abertas em cima…


Não tive coragem de subir nesta escada…


À tarde, a visão das Torres com a bruma/poluição não é a melhor… Esta também é a visão “de trás”, o melhor impacto se obtém vindo pelo outro sentido.

é isso, por fernando stickel [ 10:50 ]

barragan e a luz


Na Casa Luis Barragan na Cidade do Mexico, preservada como um museu, o arquiteto Luis Barragan (1902-1988) viveu de 1948 até sua morte. Lá o arquiteto adotou uma característica interessantíssima nos interiores, a ausência de luminárias nos tetos. Ele utiliza apenas abajures e luminárias presas a pequenos toquinhos de madeira, chumbados em locais estratégicos.
Na foto o escritório de Barragan com uma tela de Josef Albers (1888 – 1976), seu contemporâneo.


O toquinho de madeira chumbado na parede.


Em primeiro plano escultura de Henry Moore, que Barragan recebeu como parte do The Pritzker Architecture Prize, com o qual foi laureado em 1980, e a tela de Josef Albers da série “Homage au Carré” dos anos 60.


Em seu escritório, ao lado de sua poltrona de leitura temos também a luminária presa na própria estante. Barragan mantinha reproduções de obras do seu interesse, como o nu de Edward Weston, uma pintura de Modigliani e um vaso grego.


Quarto de dormir de Barragan. Nosso guia Alberto Guzmán, também arquiteto, o conheceu e esteve próximo em seus últimos dias, relatando um homem extremamente católico e muito solitário. Em cima da cama o toquinho de madeira suporta a luminária.

é isso, por fernando stickel [ 18:44 ]

casa ortega


Fachada da Casa Ortega de 1940, primeiro projeto de Luis Barragan no bairro de Tacubaya. O mal estado de conservação é um mal que afeta patrimonio cultural no mundo todo….
Na frente da porta de entrada, Sandra e nosso guia Alberto.


Hall principal de distribuição da Casa Ortega.


Estúdio e biblioteca. Na casa mora o arquiteto Jose Manuel Barcena Ortega.


Sala de estar e jantar


Sala de estar

é isso, por fernando stickel [ 9:58 ]

salvador candia no morumby


Encontrei entre os guardados de minha família este ante-projeto do arquiteto Salvador Candia de uma residência no Morumby para Erico e Martha Stickel.
Me lembro vagamente dos meus pais conversando sobre isso, mas o projeto não avançou. O terreno era perto da Capela do Morumbi, do outro lado da avenida.

é isso, por fernando stickel [ 9:04 ]

japão


Passar três semanas no Japão é uma experiência extraordinária, instigante, reafirmadora.


Natureza, arquitetura, silêncio e tradição convivem com tecnologia de ponta em mega-cidades, com excelência nos transportes e total segurança, mesmo na cidade mais populosa do mundo, Tokyo, com seus 38 milhões de habitantes na área metropolitana.


O estágio civilizatório alcançado pelo país se deve a uma infinidade de coisas, mas estudo e disciplina são óbviamente os carros chefes desta sociedade, e se evidenciam na educação, na limpeza, no respeito.


A competitividade nos negócios é impressionante, e o ritmo de trabalho dos japoneses idem.


Parques, santuários, templos, tudo impecávelmente cuidado.


A modernidade absurda do Miho Museum, projeto de I.M.Pei.

é isso, por fernando stickel [ 19:05 ]

dois clássicos


Dois clássicos.
Na arquitetura um conjunto de quatro sobrados geminados, projeto de Vilanova Artigas na Rua Sampaio Vidal em São Paulo.
No design, Mercedes-Benz 280SL “Pagoda”, projeto de Paul Bracq.

é isso, por fernando stickel [ 16:16 ]


Arquiteta Sandra Pierzchalski na obra de reforma da Pharmacia Cultural Fundação Stickel

é isso, por fernando stickel [ 17:45 ]