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de pessoas e suas influências

Uma conjunção muito especial de fatores propiciou a sistematização destas memórias, focadas principalmente nos anos 70, um pouco antes e um pouco depois.
Em Fevereiro deste ano faleceu meu amigo Frederico Nasser, na sequência instalou-se a pandemia do coronavírus e a quarentena.
Na enorme quantidade de tempo livre resultante me voltei para arquivos fechados há muitos anos, repassei textos, documentos, atualizei este blog e registrei novas memórias. Um documento em particular atuou como poderoso catalisador de lembranças, o convite de casamento do Frederico e Marina. Foi fundamental a ajuda dos amigos para ajustar detalhes, datas, locais e nomes! Obrigado a todos!

De pessoas e suas influências

Somos a soma de nós mesmos com tudo o mais, e tudo misturado. Adicione ao seu eu genético, à sua estrutura biológica original os aprendizados, amores, encrencas, circunstancias, os livros que leu, amizades, viagens e naturalmente os muitos erros e os poucos acertos e me terás… Vou tentar explicar. Ou não. Deixemos os fatos, ou as minhas memórias, falarem por si.

No Colégio Visconde de Porto Seguro um único professor me deixou saudades, pelo seu brilho, personalidade e integridade: Albrecht Tabor, professor de biologia e cientista maluco… A mesma coisa aconteceu no Colégio Santa Cruz com Flavio Di Giorgi, professor de português e sábio.

Me preparando para o vestibular de arquitetura no Cursinho Universitário em 1968, conheci mestres como o artista plástico Luis Paulo Baravelli, que me capturou imediatamente com sua simpatia e fascinante habilidade de desenhar, e o cineasta Francisco Ramalho Jr., professor de física. Na mesma época um amigo me falou de um curso de desenho do professor Frederico Nasser, em uma casinha de vila na R. da Consolação, estúdio emprestado por Augusto Livio Malzoni.

Fui procurar o Frederico e iniciei as aulas, desenhávamos em uma espécie de pátio, sob uma pérgula. Neste local Frederico me apresentou Marcel Duchamp e com isso selou meu destino, me conectando irremediavelmente às artes. Lá encontrei também meu primo Marcelo Villares e fiquei conhecendo D. Rene, mãe do Dudi Maia Rosa. Não sei nem como encontrava tempo para tudo isso, pois cursava simultaneamente o terceiro colegial! Foram tempos muito ricos e intensos!

Um dia precisei fazer um desenho grande e não tinha lugar adequado. Meu amigo Rubens Mario se propos a ajudar e disse que eu poderia usar a prancheta de seu amigo, o arquiteto Eduardo Longo. Rubens Mario me garantiu que não haveria problema, que o Eduardo era “gente fina” e lá fui eu em uma tarde desenhar no apartamento do arquiteto no Edifício Suzana na R. Bela Cintra.
Fiquei maravilhado com o pequeno apartamento, todo reformado, o teto em ângulos, um biombo de metal e a porta do banheiro pintada de amarelo, parecia um submarino, achei o máximo! Logo depois conheci o Eduardo pessoalmente, e somos amigos desde então.

Passei no vestibular da FAUUSP e fui com meu colega Edo Rocha para a Bahia comemorar. Na volta de Salvador capotamos o meu Fusca 68 bordô perto de Jequié, mas isto é outra história…

Em 1969 Frederico mudou seu espaço de aulas para um sobrado no Itaim, na R. Pedroso Alvarenga. Vários colegas recém ingressados na FAUUSP também tinham aulas lá, Cassio Michalany, Plinio de Toledo Piza, Edo Rocha, Leslie M. Gattegno (já falecido), Claudio Furtado… Enquanto desenhávamos nu feminino dentro da casa, Frederico pintava coisas esquisitas no pátio externo da casa… No segundo semestre de 1969 Frederico organizou uma visita de seus alunos ao estúdio do mestre Wesley Duke Lee em Santo Amaro, em um domingo de manhã. Entrar naquele estúdio já era um privilégio, fiquei totalmente fascinado! Wesley com sua cultura e charme inigualáveis, falou sobre muitas coisas, mas sobretudo sobre tecnologia e da chegada do homem à Lua recém ocorrida no dia 20 de Julho. Inesquecível!

E houve o réveillon de 1970 em Cabo Frio, na casa do Tio Bubi e da Tia Lila, promovido pelo João e Marília Vogt. O espírito da coisa era EU VOU!!!! Todos os amigos iam, ninguém perguntou se tinha lugar ou convite, o negócio era simplesmente ir! (os anfitriões não gostaram muito… no final deu tudo certo) Foram dias fantásticos, mais de 30 pessoas, amigos, parentes, a casa explodindo, a pequena piscina abarrotada de gente!! Todo mundo soltando pipa nas dunas, inesquecível!
Entre outros minha memória acusa:
Os anfitriões Bubi e Lila, os co-anfitriões João e Marilia, Baravelli e Sakae, Zé Resende e Sophia, Fajardo e Renata, Frederico Nasser, Ricardo Alves Lima, Dudi, Gilda, Monica, Alice e eu.

No espaço da Escola Brasil: rolou uma interessantíssima aula de Tai Chi Chuan com Carlos Carvalho, na fazenda da Lucila Assumpção um fim de semana delicioso e na casa do Tremembé do Zé Resende conheci o ceramista Megumi Yuasa, em uma exposição de ceramica organizada por Frederico Nasser em Dezembro 1971, assim como as esculturas do Zé instaladas ao ar livre.

Em um salão em cima da garagem, na edícula de uma grande casa imersa nas árvores da R. Atlantica, Carlos Fajardo me apresentou Bob Dylan. Na Vila Nova Conceição no estúdio de portão verde do meu amigo Cassio Michalany rolavam intermináveis sessões de jazz, whisky e arte!

Visitar o estúdio/oficina do Baravelli na Escola Brasil: era o máximo, assim como seus estúdios particulares que sempre foram fascinantes, muito bem resolvidos arquitetonicamente, limpos, amplos, organizados. Havia de tudo lá, até um pote com unhas cortadas… foram vários:
– Av. Miruna, 1967 a 1971
– R. Padre João Manoel, esquina da Oscar Freire, 1971 a 1974 (neste espaço surgiu a primeira Galeria Luisa Strina)
– R. Pedroso Alvarenga, 1974 a 1979
– R. João Cachoeira, 1980 a 1984
– Granja Viana, 1984 até hoje
Pelo menos duas galerias saíram das suas hábeis mãos, Galeria Luisa Strina e Galeria São Paulo na R. Estados Unidos, da Regina Boni.
O mesmo fascínio e curiosidade acontecia também no novo estúdio do Fajardo, em um porão da Rua Pamplona, onde ele também dava aulas.

Em Janeiro de 1970 Dudi Maia Rosa, Frederico Nasser, Augusto Livio Malzoni, e eu partilhamos um gigantesco quarto no Wellington Hotel da 7ª Avenida em New York, para um mês de imersão no universo das artes, com direito a tropeçar em Diane Arbus no Automat Horn & Hardardt da Rua 57… e visita à inesquecível exposição “New York Painting and Sculpture: 1940-1970” no Metropolitan Museum of Art, inaugurando sob curadoria de Henry Geldzahler o Departamento de Arte Contemporânea do Museu. Baby Maia Rosa, que aparece na foto, estava em outro endereço.

Na sequência do estúdio na R. Pedroso Alvarenga, Frederico Nasser com seus amigos e colegas artistas plásticos Luis Paulo Baravelli, Carlos Fajardo, e José Resende criaram o Centro de Experimentação Artística Brasil: na Av. Rouxinol 51 em Moema. Eu fui aluno em 1970, no ano da abertura daquela que ficou conhecida como Escola Brasil:

No segundo semestre de 1970, Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende realizaram a poderosa exposição BFNR 1970 no MAM Rio de Janeiro em Agosto e no MACUSP em Setembro. Eu estou em uma foto na capa do catálogo do Frederico, e fiz alguns retratos do artista. Fui ao Rio para a inauguração, me hospedei “comme il faut” no apartamento da Vovó Zaíra de frente para o mar no Posto 6 em Copacabana, foram dias deliciosos com direito a um jantar no Antonio’s…

Frederico Nasser teve uma importância gigantesca na minha vida e na minha opção pelas artes plásticas. Foi uma presença instigante, fascinante, generosa, surpreendente e carismática, um poderoso magneto que despertava conhecimento e provocava sede de saber, e de quebra atraía muitas pessoas, que se conheceram e formaram um grupo de amigos e amantes das artes que de uma maneira ou outra gravitavam em torno da Escola. Amigos como Augusto Livio Malzoni, Sophia Silva Telles, Dudi Maia Rosa, Gilda Vogt, Norma Telles, Lucila Assumpção, Baby Maia Rosa, José Carlos BOI Cezar Ferreira (1944-2018), Leila Ferraz, Wesley Duke Lee (1931-2010), Maciej Babinski, Guto Lacaz, Arnaldo Pappalardo, Santuza Andrade, Megumi Yuasa, e muitos outros foram fruto desta amizade.

Em 1971 casei com Maria Alice Kalil, e convidei o Frederico para ser meu padrinho. Durante alguns anos Frederico frequentou assiduamente meu apartamento na R. Hans Nobiling, éramos amigos íntimos, Frederico aparecia com presentes, uma bebida, um desenho do Evandro Carlos Jardim… No apartamento de cima havia sempre festas, e acabamos descobrindo que lá morava o mafioso Tommaso Buscetta!!
O casamento com a Alice terminou, mudei para um apartamento na R. Tucumã 141 e comecei a namorar a Iris Di Ciommo, por volta de 1974.

No enorme apartamento na Av. Angélica, de frente para a Pça. Buenos Aires, onde morava com os pais Lamartine e Rene, Dudi Maia Rosa montou um pequeno atelier de gravura, e foi lá que ele me ensinou a fazer a primeira e única gravura da minha carreira em 10 Agosto 1972… Obrigado Dudera! Neste mesmo ano Dudi e Gilda se casaram em uma linda festa na casa do João e Marília em Osasco.
Muitos anos depois, já nos 2000, Dudi foi a mola propulsora para eu criar este blog, mas esta é outra história….

A Galeria Luisa Strina inaugurada em 1974 tinha seu acesso pela R. Padre João Manoel por uma escada que levava à sobreloja. Passava-se por um pequeno espaço administrativo e chegava-se a um paralelepípedo de paredes brancas com o chão de tacos de madeira, logo à esquerda o “escritório” da Luisa era nada mais que uma mesinha com telefone e algumas cadeiras. Sentada em seu canto Luisa recebia clientes, amigos, colecionadores, xeretas e desocupados que lá ficavam visitando, papeando, e, naturalmente, comprando! Lá encontrei inúmeras vezes o meu contraparente Pituca Roviralta, já falecido, um dos primeiros compradores do meu treabalho…

Xico Leão era um dos alunos da Escola, um doce de pessoa, simpático, reservado, atencioso, e além de tudo um excelente pintor. Marina, sua filha, muito jovem, bonita e delicada caiu nas graças do Prof. Nasser. O namoro evoluiu e chegou o casamento, o Frederico me convidou para ser seu padrinho, Iris e eu nos preparamos e na quarta-feira 8 de Dezembro 1976 embarcamos na minha VW Variant amarela para estarmos pontualmente na casa dos pais da noiva, Xico e Zizá na R. Bolivia às 20:30h
O casamento se deu em altíssimo astral, me diverti muito, fiquei bêbado, conversei com todo mundo, foi uma farra! Lá pelas tantas encontrei D. Maria Cecilia, minha professora do Kindergarten no Colégio Porto Seguro, me apresentei e disse a ela:
-D. Maria Cecilia, que prazer!!! A senhora está muito bem!!! Ela me olhou de viés, sem entender direito, e eu prossegui rodopiando…
Iris e eu fomos os últimos a sair da festa, e fui alegremente para casa pilotando a Variant amarela como se fosse um Porsche. Lembro-me que no dia seguinte, repassando a façanha automobilística da madrugada, decidi comigo mesmo nunca mais cometer a tolice de pilotar bêbado.

Em 1977 nasceu minha filha Fernanda, seu padrinho foi Cassio Michalany, ele deu de presente para ela uma tela de 15 x 15 cm. Um ladrilho tecido e pintado a mão, em cada aniversário ela ganhou mais um… Em 1979 nasceu o meu filho Antonio, e convidei o Frederico para ser seu padrinho (ausente, diga-se…)

Na segunda metade dos anos 70 Frederico Nasser planejava abrir uma livraria. Em uma conversa no Guarujá com Dudi Maia Rosa, Claudinho Fernandes, que também queria abrir uma livraria ficou sabendo dos planos do Frederico, e acabaram se compondo, abrindo em 1978 como sócios a Livraria Horizonte na R. Jesuino Arruda 806, quase esquina da R. João Cachoeira.
O imóvel selecionado abrigava originalmente um açougue, e o Baravelli, homem dos sete instrumentos, o transformou em uma charmosa livraria de tijolinhos à vista, que acabou virando ponto de encontro dos amigos artistas, era uma farra, uma enorme mesa central e poltronas confortáveis completavam o ambiente acolhedor. No andar de cima Frederico tocava sua editora Ex Libris. Naquela época eu era sócio do Norberto (Lelé) Chamma na empresa de design gráfico “und” e produzimos alguns itens gráficos para a livraria.

Plinio e Virginia casaram-se em 1978.

Na sequência Frederico e Claudinho desmancharam a sociedade e o Frederico montou em 1980, também com projeto do Baravelli, uma nova livraria, a poucas dezenas de metros, na R. João Cachoeira 267. A execução da obra a cargo do faz tudo Roberto (o chão era de tijolo aparente, cortado a 45 graus) com dois mezaninos e janelas abertas ilegalmente para a lateral do prédio.
A Livraria Universo tinha como vizinhos a CLICK Molduras, de Odila de Oliveira Lee, mulher de William Bowman Lee, pais de Wesley Duke Lee, o estúdio do artista plástico Luis Paulo Baravelli na sobreloja, e o escritório de paisagismo de Toledo Piza, Cabral e Ishii, arquitetos associados na edícula.
Algum tempo depois a Livraria Universo fechou as portas ao público, trabalhando somente com visitas agendadas e se especializando em livros raros. Lá Frederico continuava a operar a Editora Ex Libris/Edições Universo, lançando em 1987 o notável livro “O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo…” fac-símile do diário coletivo da garçonnière de Oswald de Andrade.

Em seu novo estúdio inaugurado em 1980 na R. João Cachoeira, Baravelli trabalhava à noite. Os amigos mais próximos se davam ao direito de chegar, tocar a campainha, subir as escadas e ficar lá perturbando o artista. Por vezes ele colocava um bilhete na campainha: ESTOU TRABALHANDO – CAMPAINHA DESLIGADA. Neste espaço certo dia Baravelli confidenciou aos amigos:
– Estou com uma grana, não sei se faço uma revista de arte ou compro um Camaro…
E a opção foi fazer a revista Arte em São Paulo! Muito pragmaticamente, Baravelli fez a lista dos itens necessários, e comprou-os:
– Impressora
– Prensa de hot stamping para as capas
– Encadernadora espiral
– Estoque de papel para impressão
– Estoque de cartão para as capas
Finalmente contratou Lisette Lagnado e Marion Strecker Gomes, duas jovens estudantes jornalistas, para tocarem a revista. O primeiro número saiu em 1981, com um texto meu sobre Cassio Michalany, e o último em 1985.

Entrando nos anos 80 minha vida virou de ponta cabeça… tomei a decisão de ser artista plástico profissional, saí do escritório de design gráfico “und” que havia criado com o Lelé Chamma, separei da Iris, mudei para o apartamento da R. Pinheiros, foi um caos!
A estas alturas o encanto dos anos 70 criativos e loucos estava se quebrando, os contatos entre aquela grande turma de amigos foram se espaçando, as amizades se esgarçando, cada um cuidando de sua vida, os filhos crescendo, e o Frederico iniciou um processo misterioso de se fechar para o mundo. Pouco a pouco foi evitando o contato social com amigos, família e foi se isolando. Não respondia telefonemas, ninguém entendia o que estava acontecendo.

Muitos anos depois, andando de carro pelo Itaim na véspera do Natal vi o Frederico andando a pé na calçada oposta, parei o carro e me dirigi a ele de mão estendida, feliz com o encontro! Frederico simplesmente me ignorou e passou reto… eu fiquei ali incrédulo, parado com a mão estendida, observando ele se afastar, totalmente alheio à minha presença… Que Frederico Nasser era aquele?!!

Seu coração falhou definitivamente no início de 2020 aos 75 anos de idade. Foi muito triste e difícil aceitar a perda de um amigo, o luto e a tristeza que senti em 2020 já havia sentido e trabalhado durante quase 40 anos…

Fernando Stickel
9 Julho 2020

Agradecimentos:
Sandra Pierzchalski
Plinio de Toledo Piza Filho
Claudio Furtado
Iris Di Ciommo
Claudio Fernandes
Mauro Lopes
Monica Vogt Marques
Luis Paulo Baravelli
Cassio Michalany
José Resende

é isso, por fernando stickel [ 10:37 ]

nyc 85 na suzanna sassoun

fs New York 1
Foto Beatriz Schiller, New York, 1985.

Morando em New York em 1985 em um loft eu tinha espaço para produzir arte de grandes dimensões.
Já havia feito lá pinturas sobre tela de 4 metros de comprimento, e resolvi mudar o suporte, comprei um rolo de papel preto, destes que se usa em estúdios fotográficos, e pedi para minha amiga Lisa posar.

G3ô

Nesta sessão de Novembro de 1985 fiz várias pinturas grandes (na verdade são desenhos feitos com pincel e tinta). Um mês depois encerrei minha estadia em NYC e voltei ao Brasil, carregando um gigantesco rolo de trabalhos em papel, que foram emoldurados e expostos em 27 Abril 1986 na exposição “NYC 1985” na Galeria Suzana Sassoun em São Paulo.

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O convite da exposição.


Minha amiga Gilda Mattar me fotografou.


Meu amigo Baravelli escreveu um texto.

é isso, por fernando stickel [ 8:54 ]

amigos em new york


Quando morei em New York em 1984-1985, fiz amizade com muitas pessoas, algumas já conhecidas do Brasil e muitas outras cuja amizade floresceu por lá e nas viagens que fiz.
Minha vida foi interessantíssima neste período, em grande parte por conta destas amizades, obrigado a todos(as):

Helena Hungria
Benjamin Patterson
Bia Cunha
Eliane Gamal
Beatriz Schiller
Claudio Elisabetsky
Susan Goodman
Santuza Andrade
Lorie Peters
Riaya Abou Ela
Debbie Seaman
Julie Mullin
Amy Mullin
Anna Carolina Destefano
Francine Ramu
David Herman
Helena Bricio
Lisa Colella
Martin Penrose
Viola Penrose
Vera Valle
Barbara Lippert
Tina Alcantara Machado
Rhonda Friedman
Monica Kowarick
Cristiana George
Lucia Guimarães
Maria Ignez Whitaker

Alguns já não estão mais entre nós…

Elisa Niccolini, falecida em 2018
Jay Chiat (1931-2002)
Keith Bright (1932-2018)
Robert Miles (Bob) Runyan (1925-2001)
Bob Dion
Vera Baldacci (1958-2016)

Infelizmente esqueci o nome de muitas outras pessoas. Sobrou apenas a memória visual, obrigado também!


Os amigos brasileiros em New York no apartamento da Santuza, se bem me lembro na East 57 Street.
Elisa Niccolini, falecida precocemente em 2019 foi minha “banqueira”no First Womens Bank, eu, Santuza Andrade e Wesley Duke Lee (1931-2010), sentada no chão Tina Alcantara Machado.

é isso, por fernando stickel [ 18:10 ]

cartão postal


Sempre gostei muito de papéis, cartas, cartões postais escritos à mão.
Nos anos 70 e 80 enviei muitos cartões feitos por mim, com colagens, desenhos, etc…
Este cartão, na verdade uma mini-pintura em acrílico, que enviei para os meus pais de New York em Janeiro de 1985, meio manchado e desbotado sobreviveu!

é isso, por fernando stickel [ 13:49 ]

sophie calle in nyc


Foto Jade Gadotti

Conheci a artista francesa Sophie Calle em New York em 1991.
Eu e minha ex-mulher Jade Gadotti ganhamos de presente de casamento do meu falecido amigo Jay Chiat (1931-2002) a estadia em um fabuloso apartamento Na East 19 Street, que ele colocou à nossa disposição. Já instalados no apartamento há alguns dias o Jay ligou e perguntou se nós poderíamos dividir o Ap. com uma amiga dele, que era a Sophie.
No problem eu disse, ela chegou e se instalou, muito discreta e estranha. Pouco a pouco entramos em contato mais íntimo, e assim se passaram umas duas semanas de convivência, pudemos conhecer melhor seu fascinante trabalho. O aspecto mais curioso de sua pessoa eram seus perfumes (excessivamente exóticos…) suas jóias, feitas de cabelos de pessoas mortas, eram tramas, bordados, fechados em pequenos ostensórios de vidro, que ela usava como broches ou anéis.
Outro aspecto interessante foi o meu primeiro contato com a informática, pois a Sophie usava uma agenda eletrônica Palm, que eu não conhecia, ela me explicou o funcionamento, me encantei e saí imediatamente para comprar na Third Av., foi o início da minha vida digital.


Minha anotação da época.


No dia 15 Março houve a vernissage do trabalho “La Fille du Docteur”na Thea Westreich – 114 Greene Street


Carriage House
No dia 16 Março 1991 houveram duas vernissages do trabalho dela na Pat Hearn Gallery – 39 Wooster St. e na Luhring Augustine – 130 Prince St., e após um jantar na lindíssima “Carriage House” do Jay na 149 East 38St. onde conheci também o famoso marchand Leo Castelli (1907-1999), já com 84 anos de idade.


8 East 12 St. New York

é isso, por fernando stickel [ 9:22 ]

marcel duchamp’s studio


Em 1985 morei em New York na rua 18 West, quase esquina com a 5ª avenida.
Eu sabia que Marcel Duchamp tinha morado ali perto na rua 11, e na página 127 do meu livro “aqui tem coisa” tem um desenho meu alusivo a este assunto.


Agora, através deste artigo, descubro o endereço exato do antigo estúdio de Duchamp na 80 East 11th Street #403, e também que o artista Serkan Ozkaya reproduziu no local a obra mais importante de Duchamp. Étant donnés: 1. la chute d’eau 2. le gaz d’éclairage (1946–1966).

é isso, por fernando stickel [ 17:21 ]

sonhei…

Sonhei que fazia parte um grupo de estudantes que iria à Faculdade de Arquitetura em Paris para uma palestra.
O grupo era uma mistura dos meus colegas da FAU-USP e do Colégio Santa Cruz.
Em um ônibus chegamos ao Campus, através de um imenso portão de ferro, que se abria sobre algo que tinha a cara da Park Avenue em New York, com as faculdades ocupando grandes prédios ao longo da avenida, e exuberantes jardins em seu centro.
Em uma longa caminhada chegamos ao prédio da Arquitetura, enorme, moderno, com muitas áreas verdes embutidas na parte de baixo de sua fachada.
Através de um pequeno elevador, muito apertado, entramos no prédio e chegamos a uma sala toda de madeira, paredes, teto e piso, onde tínhamos que sentar em uma carteira comprida para cerca de 24 pessoas 12 de cada lado. O processo para sentar era bem complicado, de encaixe, apertado. Na frente de cada lugar vários postais dos anos 40/50 com gravuras e caligrafias.
Nisto a imensa carteira começa a se movimentar e ganha enormes corredores, todos também de madeira, amplos, iluminados, muito bonitos.
Comecei a conversar em francês com uma moça vestida de short azul claro.
Percebi que em algum momento da viagem perdi minha mala cilíndrica listrada de branco e rosa…

é isso, por fernando stickel [ 13:18 ]

histórias trágicas

Por alguma curiosa razão cairam no meu colo recentemente três histórias fascinantes, localizadas em São Paulo, New York e Los Angeles.

Escritas por jornalistas investigativos, são retratos trágicos da vida urbana nas grandes cidades.

nelsonneusa
No site BRIO, SOBRE A SEDE
por Vitor Hugo Brandalise

jbell
Na revista eletrônica do New York Times, The Lonely Death of George Bell
Written by N. R. KLEINFIELD; Photographs by JOSH HANER

lam
No site Matter, American Horror Story: The Cecil Hotel
This story was written by Josh Dean, edited by Bobbie Johnson, and fact-checked by Sarah Sloat. Photographs by Daniel Shea for Matter.

é isso, por fernando stickel [ 17:23 ]

george bell & diane arbus

bell2
Photograph by JOSH HANER
The Lonely Death of George Bell – A história de uma morte solitária em New York. Aqui.

bell
Esta foto PB me lembrou o trabalho da fotógrafa Diane Arbus, poderia perfeitamente bem ser de autoria dela… inclusive pelo formato quadrado. E claro, pela história ligada a ela…

é isso, por fernando stickel [ 16:58 ]

ben & jerry

ben
Nos anos 80 morei em New York, e diáriamente mergulhava de cabeça no sorvete, com enorme alegria!
Meu gasto calórico era bem alto, andava a pé e de bicicleta diáriamente, conheci desta maneira a ilha de Manhattan de cabo a rabo, auxiliado por enormes quantidades de sorvete!
O carro chefe nos supermercados era o Haagen-Dasz, mas existiam também várias outras marcas, entre elas a de dois hippies que começaram a fazer sorvete em Vermont.
Eis que na padaria da esquina, onde almocei hoje, aparece a geladeira dos sorvetes dos hippies Ben & Jerry!!! Abençoados sejam!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:02 ]

abaporu, telmo martino e nyc

telmo
Com sua acidez e humor característicos, o jornalista Telmo Martino (1931-2013) noticiou em sua coluna do Jornal da Tarde de 31/8/84 minha ida a New York em Setembro de 1984.

“Abaporu Foundation” é uma brincadeira com o fato de meu pai, Erico Stickel, ter vendido na época a hoje famosa tela de Tarsila do Amaral, tido como a estrela do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires – MALBA, e distribuido metade do valor da venda entre os filhos.
Eu que estava esperando o resultado de uma bolsa de estudos para me aperfeiçoar em Artes nos E.U.A. peguei o dinheiro e me mandei para New York para um ano sabático, foi o dinheiro mais bem gasto!

abaporu1
Em 2005 visitei em Buenos Aires um velho conhecido… Meu pai comprou o quadro do Bardi lá no início dos anos 60, e eu convivi com esta tela por mais de 20 anos…

é isso, por fernando stickel [ 8:41 ]

consulta com iatã cannabrava

iatas

Estive ontem no Madalena Centro de Estudos da Imagem, cujo folheto informativo esclarece:

“Uma experiência educativa através do pensar, vivenciar e olhar imagens. Um espaço para a formação e reflexão sobre o campo da fotografia, a discussão e desenvolvimento de ideias.”

Me encontrei com o fotógrafo Iatã Cannabrava para uma “leitura de portfolio”. É a segunda vez na minha carreira de artista plástico/fotógrafo que submeto meu trabalho à opinião de um expert. A primeira vez se deu quando eu morava em New York e conheci a curadora Alanna Heiss, mas esta história contarei em outra oportunidade.

A fotografia evoluiu muito e eu andava sem contato com a comunidade da fotografia, trabalhando sozinho, e acabei sentindo necessidade de uma atualização.

Levei para a entrevista as fotos originais do meu livro “Vila Olímpia”, o próprio livro e vários arquivos em pen-drive, inclusive as imagens da exposição “Fare Mondi”. A conversa foi ótima e acabou se estendendo, os assuntos se sucederam, pareciam não ter fim, minha sede de sabedoria só ficou maior…

é isso, por fernando stickel [ 9:07 ]

benjamin patterson


Em Setembro de 1984 cheguei a New York para lá ficar durante um ano, e fui hóspede por dois meses na casa da minha amiga Helena Hungria, na época casada com o Fluxus-artist Benjamin Patterson.
O apartamento deles era em Washington Heights, perto da George Washington Bridge, 665 West 160 Street #2A

(não sei se fui um bom hóspede, mas eles foram excelentes anfitriões… agradeço até hoje a paciência deles…)

Para chegar ao MoMA, na 53 Street, por exemplo, eu demorava cerca de uma hora no subway.
Benjie, como a Helena carinhosamente o chamava, cozinhava muitas vezes para nós, e eu o supria dos “brazilian cigars” Alonso Menendez, made in Bahia, que nós degustávamos após o jantar.


Encontrei na internet esta foto recente do Ben, em uma exposição no Nassauischer Kunstverein Wiesbaden.


665 West 160 Street NYC
A menos de um quarteirão de distancia iniciava-se um imenso e aprazível parque, que levava à George Washington Bridge.

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

loft – west 18 st. nyc

18
11 West 18 St. # 5W – New York NY 10011

Morei neste endereço durante os últimos 9 meses da minha estadia “sabática” em New York, de Setembro 1984 a Dezembro 1985.
No quinto andar sem elevador era um verdadeiro “loft”, com aprox. 7m x 20m, cerca de 140 m2 de área livre.
As únicas paredes sólidas de alvenaria eram de um banheiro bem equipado, recém construido.Todas as outras divisões eram leves, tabiques de madeira ou mesmo cortinas.
Havia um quarto grande nos fundos, banheiro que incorporava minúscula área de serviço com lavadora de roupas, cozinha aberta para a sala, duas áreas trancadas onde Bob, o proprietário do imóvel deixou todas as suas coisas pessoais, e o meu quarto menor, na frente.
Utilizei a grande área livre como estúdio, pintei, desenhei, lá também esticávamos varais para secar as roupas, e demos festas memoráveis!
Dividi este loft com uma amiga, Eliane Gamal, na época correspondente do jornal Estado de São Paulo, nos demos super bem, nunca brigamos e ninguém acreditou que tinhamos sido apenas “roomates”.
Naquela época o aluguel era de U$900/mês, dividido por dois dava U$450 para cada um, super razoável considerando a localização excelente. Hoje acho que não sairia por menos de U$5.000/mês.

O Bob era diretor de teatro, e alugou o loft enquanto sua companhia fazia um “tour” através do país. Eu tinha a responsabilidade de, além de pagar o aluguel, encaminhar sua correspondência. Bob me deixou uma lista de endereços e as correspondentes datas, assim como uma balança, uma pasta cheia de selos e uma tabela do correio para calcular as tarifas. Civilizado, né?

Minha foto na porta do prédio foi a Sandra que tirou em 1 Março 2006.

18w
Vista da sala e da cozinha.


A fachada do prédio, via Google Maps. A entrada está escondida atrás da árvore.

é isso, por fernando stickel [ 16:41 ]

automat & diane arbus

automat
Em 1970 fui a New York com 22 anos de idade, sériamente intoxicado pelo vírus da ARTE, que havia adquirido no contato com Luis Paulo Baravelli no Cursinho Universitário, e nas aulas de desenho de observação de Frederico Nasser.

Lá um grupo de amigos artistas se encontrou, Dudi Maia Rosa, Frederico Nasser, Augusto Livio Malzoni, Baby Maia Rosa e eu.

Visitávamos os museus e galerias, conversavamos “non stop”, fascinados com o poder da ARTE que exalava da megalópole, e muitas vezes frequentavamos o restaurante self service “Automat” da Horn & Hardart da Rua 57, muito barato e sem atendentes, comprava-se o prato que ficava exposto em vitrines automáticas, colocando moedas.
Eu ficava fascinado com aquele lugar, principalmente pelas pessoas malucas e esquisitas que por lá ficavam, pois não havia ninguém para enxotá-las. Era inverno, e lá dentro era aquecido.

diane
Estas memórias voltaram avassaladoras pela leitura da biografia da fotógrafa Diane Arbus, falecida em 1971 aos 48 anos, por Patricia Bosworth, que exatamente nos anos 60 frequentava o submundo de New York, incluindo aí o Automat da 57 Street… mencionado diversas vezes livro afora.

é isso, por fernando stickel [ 9:02 ]

10 anos sem jay chiat


Fui morar em New York em Setembro de 1984, e lá fiquei até Dezembro de 1985.
Logo que cheguei procurei o meu amigo Jay Chiat, publicitário, que havia conhecido em Junho de 1983, e fomos almoçar, se bem me lembro na 5ª Avenida, bem lá embaixo perto da Washington Square.

Na saída do almoço, andando pela calçada perguntei onde poderia comprar um paletó, um “blazer”. Ele simplesmete entrou em uma loja grande, cujo nome não me lembro, e foi pedindo o blazer, disse para eu experimentar, fui ao provador, tudo perfeito, na hora de pagar tirei o meu cartão de crédito e o Jay não me deixou pagar, foi um presente!

Tudo simples, sem muita conversa, rápido e objetivo. Eu estava apenas começando a conhecer melhor um cara do qual tenho muita saudade hoje, um verdadeiro amigo, um ser muito especial, infelizmente falecido há dez anos, em Abril de 2002.

O blog JAY/DAY publica histórias do Jay, sua agência Chiat/Day, seus amigos e colaboradores.

é isso, por fernando stickel [ 9:04 ]

christo no rio de janeiro

Em 1977 um amigo me deu a dica de uma notícia interessantíssima na coluna do Zózimo no JB:
Javacheff Christo, o artista búlgaro naturalizado americano, que enbrulha coisas, viria ao Brasil embrulhar o Pão de Açúcar em celofane!

(post em capítulos, a história é longa…)

Naquela época eu estava com a bola toda, minha filha Fernanda recém nascida e meu escritório de design “Und” recém inaugurado. Meu inglês estava a 1.000, porque eu havia trabalhado recentemente em uma multinacional de engenharia, onde todas as comunicações eram em inglês.
Acreditando piamente na notícia do Zózimo, mais do que depressa descolei o endereço do artista em New York, e escrevi uma carta dizendo querer ser o Gerente de Projeto da empreitada no Rio de Janeiro.

christoj
Bons tempos de pré-eletrônica e cartas escritas em papel! O máximo de sofisticação era a IBM de bolinha…
Carta posta no correio, pouco menos de um mês depois chegou a resposta, assinada pela esposa e administradora/empresária do artista, Jeanne-Claude Christo, informando que óbviamente a notícia era falsa…

jeanne1
Alguns anos depois, em 1985, morando em New York, voltei a escrever para Christo e Jeanne-Claude, e eles mais uma vez me responderam simpáticamente.
Acabei por nunca encontrá-los ao vivo, mas fiquei contente com a atenção das respostas.

clinton

é isso, por fernando stickel [ 17:17 ]

steve jobs

apple
Eu não o conheci pessoalmente, mas de alguma forma a vida de Steve Jobs e suas geniais criações esteve entralaçada com a minha, principalmente por duas vertentes:

1. O computador pessoal
Quando morei em New York, no período 1984-85, necessitei escrever meu currículo, e acabei por descolar um freelancer que escrevia em um PC primitivo com sistema DOS, tela preta e letras verdes; eu sentava ao lado dele em um apartamento da Sétima Avenida e ia corrigindo o que ele digitava, ao final da sessão imprimia-se o resultado em uma impressora matricial.
Fiz desta maneira várias versões, e na volta ao Brasil necessitei continuar o trabalho.
Por uma fantástica coincidência, conheci em Campos do Jordão o Bruno Mortara, amigo da minha ex-mulher Jade, e vi em cima da mesa na casa dele uma revista com o título “Desktop Publishing”, perguntei o que era aquilo, ele me explicou que com o computador Macintosh era possível criar uma publicação no estúdio, em cima de sua mesa de trabalho.
Achei o máximo, e comecei a trabalhar com o Bruno e seu computador Apple, fizemos inúmeros trabalhos desta maneira, anos mais tarde em 1997, orientado pelo Bruno, comprei meu primeiro Macintosh, me tornando um fiel usuário desde então. Entre 1997 e 99 produzi integralmente o meu livro “aqui tem coisa” em um Power Mac G3. Desnecessário dizer que o meu celular é um iPhone 4.

2. Jay Chiat
Conheci o Jay, fabulosa figura humana em 1983 em New York, e tive o privilégio de me tornar seu amigo. Em 1984 sua agência de publicidade, Chiat/Day, foi responsável por uma das mais famosas campanhas jamais feitas, o lançamento em rede nacional no Superbowl do filme “1984” que apresentou ao mundo o Macintosh da Apple.
Neste mesmo ano cheguei a New York, onde morei até Dezembro de 1985.
O contato com o Jay, ouvir suas histórias do mundo da publicidade, suas campanhas para a Apple, Porsche e Energyzer, frequentar sua casa na 34th Street, e conviver com seus amigos foi para mim uma experiência única, insubstituível. Através dele conheci o estúdio do arquiteto Frank O. Gehry, jantei com o ator Dennis Hopper, manuseei várias caixas do artista Joseph Cornell e guiei seu Porsche um dia inteiro em Los Angeles, além de passar duas temporadas seguidas na Côte D’Azur. Com ele aprendi também sobre o lado positivo do “American Way Of Life”, o empreendedorismo e a objetividade, a valorização do trabalho e de fazer as coisas direito, da criatividade e da inteligência.

As mortes de Jay Chiat em 2002 aos 70 anos de idade, vítima de câncer da próstata, e de Steve Jobs, aos 56, vítima de câncer do pâncreas, marcam para mim o fim de um ciclo, dois homens geniais que souberam como ninguém falar de modernidade, eficiência, beleza e inteligência, com muito humor e generosidade. O Jay eu conheci de perto, o Steve e seu legado fazem parte da minha vida…

é isso, por fernando stickel [ 15:43 ]