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arte

dois papas e música


No filme Os dois Papas de Fernando Meirelles, uma breve e interessantíssima cena se passa quando durante a visita de Bergoglio, e após o jantar enquanto conversam sobre música, Bento XVI senta-se ao piano e toca um fragmento de Smetana (1824-1884), na sequencia brinca no teclado e diz sorrindo para o Cardeal Bergoglio: Stockhausen! (1928-2007)
Logo os dois sentados em frente à TV assistem a uma performance de Thelonius Monk (1917-1982), captada com ruído…

é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]

cartão postal


Sempre gostei muito de papéis, cartas, cartões postais escritos à mão.
Nos anos 70 e 80 enviei muitos cartões feitos por mim, com colagens, desenhos, etc…
Este cartão, na verdade uma mini-pintura em acrílico, que enviei para os meus pais de New York em Janeiro de 1985, meio manchado e desbotado sobreviveu!

é isso, por fernando stickel [ 13:49 ]

sophie calle in nyc


Foto Jade Gadotti

Conheci a artista francesa Sophie Calle em New York em 1991.
Eu e minha ex-mulher Jade Gadotti ganhamos de presente de casamento do meu falecido amigo Jay Chiat (1931-2002) a estadia em um fabuloso apartamento da rua 19 East, que ele colocou à nossa disposição. Já instalados no apartamento, o Jay ligou e perguntou se nós poderíamos dividir o Ap. com uma amiga dele, que era a Sophie.
No problem eu disse, ela chegou e se instalou, muito discreta e estranha. Pouco a pouco entramos em contato mais íntimo, e assim se passaram umas duas semanas de convivência, pudemos conhecer melhor seu fascinante trabalho. O aspecto mais curioso de sua pessoa eram seus perfumes (excessivamente exóticos…) suas jóias, feitas de cabelos de pessoas mortas, eram tramas, bordados, fechados em pequenos ostensórios de vidro, que ela usava como broches ou anéis.
Outro aspecto interessante foi o meu primeiro contato com a informática, pois a Sophie usava uma agenda eletrônica Palm, que eu não conhecia, ela me explicou o funcionamento, me encantei e saí imediatamente para comprar na Third Av., foi o início da minha vida digital.


Minha anotação da época.


Carriage House
No dia 16 Março houveram duas vernissages do trabalho dela na Pat Hearn e na Luhring Augustine, e após um jantar na lindíssima “Carriage House” do Jay na 149 East 38St. onde conheci também o famoso marchand Leo Castelli (1907-1999), já com 84 anos de idade.


8 East 12 St. New York

é isso, por fernando stickel [ 9:22 ]

natureza morta limitada


Visão geral do espaço “Natureza Morta Limitada”, na exposição “A Trama do Gosto, um outro olhar sobre o cotidiano”, que ocupou o prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera em 1987.


Além de ser o curador do espaço, realizei também uma instalação com inúmeras garrafas, garrafões, objetos de vidro.


No centro da foto, “O porco” de Nelson Leirner.


Ao fundo uma instalação de Ana Maria Stickel, à esquerda da foto outra instalação que criei, uma mesa de vidro com uma hélice e outros objetos.

é isso, por fernando stickel [ 10:20 ]

trama do gosto – natureza morta


No ano de 1987 fui convidado pela Sonia Fontanezi, Curadora Geral da mostra para ser o sub-curador de um espaço na exposição “A Trama do Gosto, um outro olhar sobre o cotidiano”, que ocupou o prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera. Lá criei um espaço intitulado “Natureza Morta Limitada”, onde foram expostas obras de arte alusivas ao tema “Natureza Morta”, dos clássicos aos contemporâneos.
Um dos trabalhos expostos foi a recriação, com os modelos da época, cedidos pelo Museu da Casa Brasileira, de uma pintura de Pedro Alexandrino, “Peru depenado” de 1903, cedida pela Pinacoteca.


Paralelamente ao espaço de exposição, dei aulas públicas de desenho de observação, para quem quisesse se inscrever.
Estes desenhos foram feitos por participantes da oficina de desenho e sobreviveram 26 anos na minha mapoteca… o modelo foi a Lela Severino, que posou para meus alunos durante muitos anos.

Convidei e selecionei muitos artistas para participar da “Natureza Morta Limitada”, entre eles:
Amelia Toledo
Antonio Cabral
Antonio Peticov
Babinski
Ciça Abs André
Dudi Maia Rosa
Ester Grinspum
Fabio Cardoso
Felipe Tassara
Feres Lourenço Khoury
Flávia Ribeiro
Flávio Motta 
Gilda Mattar
Gilda Vogt
Guyer Salles
Ivan Kudrna
Jeanete Musatti
João Carneiro da Cunha
José Carlos BOI Cezar Ferreira
Luise Weiss
Luiz Paulo Baravelli
Margot de Mattos Delgado
Marisa Bicelli
Nelson Leirner
Pedro Alexandrino
Pinky Wainer
Rosely Nakagawa
Silvia Elboni
Stella Ferraz de Camargo
Ucho Carvalho
Wesley Duke Lee


Fotos de autoria da Marisa Bicelli, tiradas no meu estudio da R. Ribeirão Claro. A camiseta foi criação minha, sou eu mesmo a usá-la.

é isso, por fernando stickel [ 1:00 ]

cassio michalany na millan


Cassio Michalany muda de galeria e abre linda exposição na Galeria Millan


Sandra Pierzchalski, Cassio Michalany, Felipe Cohen e Andre Millan


Socorro de Andrade Lima e Cassio

é isso, por fernando stickel [ 8:37 ]

babinski na pharmacia cultural


O grande artista Maciej Babinski em sua exposição “Retratos eriçados”na Pharmacia Cultural Fundação Stickel, com curadoria de Agnaldo Farias e Fernando Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 12:49 ]

babinski na pharmacia cultural


No próximo sábado 7 Setembro 2019, o grande mestre Maciej Babinski mostra aos 88 anos de idade vigor e criatividade únicos, em uma exposição vibrante de aquarelas inéditas e pinturas de grandes dimensões, na Pharmacia Cultural Fundação Stickel, das 11 às 15h R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia
Veja aqui informações adicionais.


Babinski, sua mulher Lidia e Agnaldo Farias, curador da mostra juntamente comigo, na casa do casal em Várzea Alegra, CE em Julho 2019.

é isso, por fernando stickel [ 23:47 ]

who’s not behaving?

people
Jenny Holzer: Truisms

é isso, por fernando stickel [ 12:20 ]

Meu amigo Abbondio chamou hoje minha atenção para este texto de Monteiro Lobato (1882-1948) escrito há quase um século atrás.
O Brasil pouco mudou, e nada indica que mudará, infelizmente…
Uma das maiores cargas tributárias do planeta, e serviços públicos de quinta categoria parece ser a sina dos brasileiros… Leia:

NOVO GULLIVER

Há lembranças da meninice que jamais se apagam do cérebro
adulto, mesmo quando esse receptador de impressões não consegue,
por fraqueza senil, reter as da véspera. Lembro-me de um cromo de
vivas cores, visto aos cinco anos, reclame da linha de coser Coat’s e
não me lembro dos desenhos alegóricos a Cristo publicados nos jornais
na última sexta-feira santa. Representava esse cromo um gigante
estirado à borda do mar e enleado de mil fios de linha Coat’s; em redor
formigava a legião dos pigmeus amarradores. De mãos à cintura, muito
contentezinhos, confundiam a imobilidade do gigante, conseqüência do
bom sono que dormia, com a imobilidade da mosca enleada por mil
voltas da teia de aranha.
Mais tarde, quando chegou o belo tempo dos livros de Grimn,
Andersen, Ségur e outros maravilhadores da imaginação infantil travei
conhecimento com Jonathan Swift e tive a explicação do meu cromo
de Coat. Representava Gulliver no país de Lilipute, amarrado durante o
sono de mil cordas liliputianas. Mas Gulliver acordou, estirou os
músculos e com um simples espreguiçamento rompeu, com grande
assombro dos locais, toda a amarrilhoca que o prendia.
Quem trepa a um Corcovado imaginário e de lá procura ver em
conjunto o Brasil, espanta-se da sua atitude. É um gigante deitado e
amarrado. Mas não dorme; ofega com a respiração opressa e faz
descoordenados movimentos convulsivos para romper o cordame
enleador.
O Gulliver sul-americano principiou a ser amarrado pelos
portugueses, quando Portugal descobriu que em suas veias circulava
ouro, o sangue amarelo; e desd’aí até hoje os homens do cipó, vulgo
homens de governo, outra coisa não fizeram, federal, estadual,
municipalmente, senão dobrar cipós, cordas e fios de arame sobre seus
membros para que, a salvo de pontapés, possam sugá-lo com as suas
trombinhas de percevejo.
Portugal só organizou uma coisa no Brasil-colônia: o Fisco, isto é,
o sistema de cordas que amarram para que a tromba percevejante
sugue sem embaraços. Quem lê as cartas régias e mais literatura
metropolitana enche-se de assombro diante do maquiávelico engenho
luso na criação de cordas. Cordas trançadas de dois, de três, de quatro,
de dez; cordas de cânhamo, de crina, de tucum, de tripa; cordas
estrangulatórias de espremer o sangue amarelo e cordas de enforcar.
E assim foi até que um português de gênio impulsivo se condoeu
da triste sorte do gigante e cortou o cordão umbilical que o prendia à
Metrópole, corda mestra, corda mãe de toda a linda coleção de cordas
fiscais secundárias. E o gigante respirou e viveu feliz, sobretudo no
meio século de “compreensão” que o magnânimo filho do primeiro
Pedro houve por bem outorgar-lhe.
Mas não há felicidade que dure mais de meio século. Uns
bacharéis formados pela universidade da Lua e uns generais tentados
pela serpente da traição implicaram-se com a velhice do príncipe
magnânimo, acusaram-no de saber quatorze línguas, de assistir a
exames de meninos, de boicotar com um célebre lápis azul os maus
juízes, em vez de fazer as coisas interessantes que, quatrienalmente
postos no lugar do velho sábio, eles, bacharéis e generais, fariam. E
deportaram-no; meteram-no a bordo dum mau navio e:
— Vai ninar os netos de Victor Hugo. Tu não entendes de lidar
com o gigante.
O bom velho partiu e os bacharéis e generais, a olharem-se uns
para outros, sorridentes e gozosos, tomaram conta da casa.
Não diremos aqui das conseqüências inúmeras da mudança; basta
que as sintamos todos os dias como o suplício da gota d’água; diremos
somente da coisa capital que a república fez, faz e continuará a fazer.
Estomagada com a liberdade de movimentos do bom gigante, resolveu
amarrá-lo de novo. Foi às cartas régias da Metrópole e ressuscitou uma
a uma todas as cordas e cipós fiscais rompidos pelos Pedros;
recompô-las e começou a enlear pachorrentamente o pobre Gulliver.
Amarra os braços, amarra as pernas, amarra as mãos; amarra,
amordaça a boca para que não grite — e foi-se a Constituição; amarra,
venda os olhos para que não veja — e lá se foi a imprensa.
Sobre o corpo de Gulliver desceram todos os arrochos. Não
bastaram os cipós e cordas de invenção lusa; importaram-se cabos de
aço, torniquetes complicadíssimos, borzeguins medievais, remodelados
pela engenhosidade moderna. O Fisco tornou-se o objetivo supremo da
república, a meta de todas as suas altas cogitações. Anualmente se
reúnem, durante meses, centenas de técnicos cuja função é uma só:
inventar novas torturas fiscais, novos aparelhos de sarjar as carnes e
extorquir sangue à vítima.
Gulliver estertora. Todas as suas forças emprega-as em
defender-se das cordas e ventosas que o Congresso torce e engenha. O
Santo Ofício virou um marquês de Sade repartido em bancadas; não se
contenta em tirar sangue, há que tirá-lo da maneira mais dolorosa, da
maneira mais incômoda, da maneira mais lesiva ao organismo do bom
gigante. A invenção do novo borzeguim — imposto da renda, excede a
tudo quanto saiu da cabeça dos inquisidores: a vítima ignora o que tem
de pagar e se não paga com exatidão incide em pena de confisco! E se
em desespero de causa pede ao Fisco que lhe explique o mistério, que
lhe dê a chave vertical e horizontal do quebra-cabeças, o marquês de
Sade sorri e responde, diagonalmente:
— Pague com cheque cruzado, e explica com grande ironia de
detalhes como se toma de uma régua, duma pena molhada em boa tinta
e como se cruza um cheque.
Não há criatura neste país que não confesse um desânimo infinito.
As energias do homem que trabalha e produz despendem-se por três
quartos na luta contra a escolástica e o sadismo da cipoeira fiscal;
sobra-lhe uma pequena parte para dedicar à sua indústria. Até esforço
muscular dos dedos o sadismo do fisco lhe rouba. Pela manhã, ao
acender o primeiro cigarro, tem que gastar o esforço de duas unhadas
para romper o selo com que o fisco tranca as caixas de fósforos e os
maços de cigarro.
Este engenhoso sistema de tortura tem em vista uma coisa só:
permitir que sobre o corpo do gigante a vermina duma parasitalha
infinita engorde em dolce far niente, como o carrapato engorda no
couro do boi pesteado.
Vermina ininteligente! Consultasse ela os carrapatos e receberia
deles um conselho salutar:
— É perigoso levar a sucção a grau extremo; morre o boi, e com
ele a parasitalha.
Será que nem o instinto da conservação própria consiga meter um
raio de inteligência nos miolos do triatoma megista?

Na Antevéspera
Reações Mentais dum Ingênuo
Monteiro Lobato

Companhia Editora Nacional

São Paulo
1933

é isso, por fernando stickel [ 14:13 ]

pharmacia cultural


A arquiteta Sandra Pierzchalski, autora da reforma da Pharmacia Cultural Fundação Stickel, em frente aos trabalhos dos alunos de Vera Martins.
A exposição inaugural dos trabalhos dos alunos dos cursos gratuitos da Fundação Stickel será no dia 23 Março às 11:00h na R. Nova Cidade 193 – Vila Olímpia


Na foto parte da equipe que montou a exposição.


Os grafiteiros Drope e Digão, parceiros da Fundação Stickel, em frente à fachada da Pharmacia Cultural, grafitada por eles.

é isso, por fernando stickel [ 21:55 ]

boi faleceu


Faleceu no último dia 15 Dezembro aos 74 anos de idade o meu amigo José Carlos BOI Cezar Ferreira. Uma tristeza.


Em Março 2017 houve uma exposição das pinturas do Boi no estúdio do Artur Lescher, ele estava bem, lúcido e feliz. Logo depois foi internado e de lá para cá sua saúde decaiu rapidamente.


Artista de mão cheia, Boi foi um pintor único, não deixou jamais seu estilo próprio, forte, personalíssimo ser influenciado por qualquer modismo ou tendência.


Boi foi parceiro da Fundação Stickel, realizamos uma exposição de suas pinturas em 2006 e fizemos seu livro “Um Boi abstrato” com texto de Gabriel Borba em 2011.

é isso, por fernando stickel [ 7:13 ]

fumaça da brahma

Nos final dos anos 60 a Brahma tinha uma fábrica no bairro do Paraiso, perto da Catedral Ortodoxa.
Havia uma chaminé que expelia fumaça branca 24 horas/dia, e eu fascinado por aquela imagem, planejava filmá-la, ao estilo Andy Warhol, plano fixo, pelo menos uns 20 minutos de fumaça…
Nunca realizei o projeto, o prédio foi demolido na década de 90. Hoje me arrependo por não ter acreditado, ido à luta e feito o filme…

é isso, por fernando stickel [ 19:33 ]

dois clássicos


Dois clássicos.
Na arquitetura um conjunto de quatro sobrados geminados, projeto de Vilanova Artigas na Rua Sampaio Vidal em São Paulo.
No design, Mercedes-Benz 280SL “Pagoda”, projeto de Paul Bracq.

é isso, por fernando stickel [ 16:16 ]

bienal sem identificação das obras


Sandra Pierzchalki ao lado de pintura de Antonio Malta Campos, a autoria do trabalho à direita é desconhecida.

Exposições coletivas de artes plásticas sem identificação individual das obras, de forma legível e de fácil acesso, são um desrespeito ao espectador, em qualquer lugar do mundo, seja qual for a justificativa e seja qual for a circunstancia, sejam salões, bienais, galerias particulares ou qualquer outra coisa, e não é de hoje que faço esta observação.

Tivemos o privilégio de ser convidados à “preview” da 33ª Bienal de São Paulo, evento muito bem organizado seguido de um excelente jantar. Passeamos pela Bienal e chegamos ao segundo piso, área de curadoria de Sofia Borges, artista que respeito e admiro muito. Sofia criou um labirinto digno de Twin Peaks de David Lynch, maravilhoso, cheio de veludos e recheado de obras de seus artistas convidados, todas as obras sem identificação.

Tudo bem, um dinossauro como eu, a poucos dias de completar 70 anos de idade, poderá identificar um Tunga ali ou um Antonio Malta Campos acolá, mas, faça-me o favor, exigir de qualquer espectador, de 17 a 70 anos, consulte o seu mapinha para saber qual o artista que está dependurado à sua frente já é pedir demais. Qual a justificativa?

No espaço maravilhoso de curadoria de Waltercio Caldas no 3º andar, o pobre do espectador terá de adivinhar em qual das esquinas ocultas estará o mapa da mina (que existe!) indicando a autoria das obras dos convidados do curador. Assim não dá, assim não é correto, assim não há possibilidade de se usufruir com prazer da arte contemporânea.

Alguém me desminta se for capaz!!!

é isso, por fernando stickel [ 9:58 ]

cassio 30 desenhos


Um pouco antes de sua exposição individual de pinturas em Março de 1980 na Galeria Luisa Strina em São Paulo, Cassio Michalany acordou em um belo sábado ensolarado de Janeiro, pegou sua Caloi 10 branca e foi pedalando até a USP, onde nadou na piscina do COSEAS.

Voltou para sua casa-estúdio na R. Lourenço de Almeida na Vila Nova Conceição, pegou sua Brasilia verde e foi almoçar perto do Hospital São Paulo na Vila Mariana, onde traçou um bife a cavalo com dois ovos.

Voltou para casa, descansou um pouco, e foi até o Edgar Discos na R. Dep. Lacerda Franco em Pinheiros onde comprou um dos mais importantes discos de Stevie Wonder, “Songs in The Key of Life” o da capa vermelha, como uma rosa.

Voltou para casa, abriu as portas verdes do estúdio, pegou uma série de papéis pré cortados no tamanho 16 x 20cm, esponjas, e os potes de tinta acrílica que utilizou na execução das pinturas de sua exposição, colocou o Stevie Wonder para tocar, serviu-se de um uísque e começou a produzir desenhos.

Uma fortíssima chuva de verão desabou, e Cassio simplesmente a ignorou, intoxicado pelo calor de verão, focado no profundo prazer de fazer algo maravilhoso, intenso, o prazer de fazer ARTE!

A chuva parou, os desenhos estavam ali, no chão, exuberantes, prontos, relaxados. Cassio descontraiu-se, respirou fundo e foi até a Lanchonete da Pracinha, na Pça. Pereira Coutinho, comeu um sanduiche, deitou no banco da praça, olhou para o céu azul profundo, deu um tempo, voltou para casa e foi dormir satisfeito.

No dia seguinte logo cedo, domingo, observou os desenhos e adicionou com lápis e régua pequenos traços retos de grafite, que terminaram magistralmente a série de 30 DESENHOS.

é isso, por fernando stickel [ 13:17 ]

cine de pappalardo

é isso, por fernando stickel [ 15:23 ]

dia muito especial

Hoje, véspera do aniversário de 464 anos da cidade de São Paulo foi um dia muito, muito especial. Comemorei, enchi o coração de alegria, abri o peito, arregalei os olhos, lavei a alma, jantei no excelente Nino Cucina com minha mulher, tomei um bom vinho, enfim, comemorei muito!!! Voltei a acreditar no Brasil!


O dia começou com a inauguração às 10:00h do projeto “Entorno de nós”, painel de 13 metros de comprimento, idealizado e dirigido pelo artista plástico e educador social Danilo Blanco. Obra colaborativa produzida com azulejos impressos digitalmente que reproduzem peças artesanais de marchetaria, criadas por alunos das escolas estaduais Prof. Dr. Geraldo Campos Moreira; Profª. Laurinda Vieira Pinto; Rodrigues Alves e João Kopke, em cursos promovidos pela Fundação Stickel.
Realizado pela Fundação Stickel na estação Palmeiras – Barra Funda da CPTM, o painel foi instalado por aprendizes e professores do Senai São Paulo.


Em seguida às 14:00h iniciamos com a arquiteta Sandra Pierzchalski os trabalhos da reforma do novo espaço da Fundação Stickel, que se chamará “Pharmacia Cultural Fundação Stickel” Quando concluido, utilizaremos este novo espaço para exposições de arte, palestras, encontros, projeções, etc… proporcionando à Fundação condições de ampliar a exposição dos trabalhos de seus alunos.

é isso, por fernando stickel [ 8:43 ]