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...desde janeiro de 2003

arte

dia de aula


26 Fevereiro 2003, aula de desenho com modelo vivo no meu atelier da Rua Nova Cidade, Vila Olímpia.


Hoje, 18 anos depois, o mesmo espaço abriga a sede da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 8:58 ]

timo sarpaneva


Quando o galerista João Pedrosa me mostrou, muito tempo atrás, este vasinho de cristal dos anos 50, me apaixonei imediatamente!

Seu autor é o designer finlandês Timo Sarpaneva (1926-2006).

Sua superfício é totalmente “frosted”, uma delícia de textura, tem o tamanho de uma laranja e seu nome é “The Devil’s Churn”.

é isso, por fernando stickel [ 8:53 ]

império das tintas


Você precisa pintar algo da mesma cor, por exemplo completar a pintura de uma casa, ou pintar o segundo portão da mesma cor que o primeiro, e não sabe a quem recorrer?
É este senhor indicado na seta a solução.
Trata-se do Paulo do Império das Tintas na Rua Tabapuã, bairro do Itaim bibi.


O Paulo te atende com a maior simpatia e profissionalismo. Se for preciso fazer um teste ele produz uma pequena quantidade de tinta, você faz o teste, e só depois do teste aprovado ele fecha a encomenda.


A loja tem uma gigantesca quantidade de referências de cor, dos mais variados tipos de tinta, dá pra ficar horas escolhendo…
Quando resolvi usar o amarelo para fazer a cenografia do Espaço Fundação Stickel para a exposição de Maciej Babinski, levei a questão ao Paulo, e com dois testes resolvemos a questão!

é isso, por fernando stickel [ 15:02 ]

colaboração


Colaboração marido-mulher.
Arquitetura de interiores – Sandra Pierzchalski
Foto fine art – Fernando Stickel
Foto do ambiente – Fernando Stickel

é isso, por fernando stickel [ 18:45 ]

babinski 90


Maciej Babinski completa hoje 90 anos de idade!!! Grande artista, grande amigo, homem excepcional, com uma trajetória de vida riquíssima, que se inicia na Polonia e no momento está estacionada em Várzea Alegre, sertão do Ceará, ao lado de sua querida Lidia.
Já escrevi bastante sobre a figura aqui no blog, veja o conjunto da obra aqui.


Esperando Godot, óleo sobre tela de 2000, que participa de um dueto com Rubens Gerchman, na mostra “50 Duetos”, aberta em março no Espaço Cultural Unifor, em comemoração aos 50 anos da Fundação Edson Queiroz.

Fundação Edson Queiroz promove nesta terça-feira homenagem aos 90 anos de Babinski

De Varsóvia a Várzea Alegre, a trajetória de Maciej Babinski completa nove décadas. A dedicação à arte do gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor encontrou abrigo no Brasil desde os anos 1950. Babinski escolheu a zona rural do Ceará como morada nos últimos 30 anos.

O artista diz que o Ceará o inspira e criou, na zona rural de Várzea Alegre, uma galeria de arte. O evento em homenagem a ele conta com a participação de personalidades que admiram o artista, como o médico Drauzio Varella e as curadoras Dodora Guimarães e Denise Mattar.
Veja mais sobre a homenagem aqui

Serviço:
“Homenagem Babinski 90 anos”
Data: 20 de abril de 2021 (terça-feira)
Horário: 19h30
Transmissão: TV Unifor (canal 181 – NET e canal 14 – Multiplay) e YouTube
Instagram: @uniforcomunica
Facebook: facebook.com/Uniforoficial

é isso, por fernando stickel [ 8:28 ]

meu pai


Não, não e não! Não percam tempo precioso com este filme, não recomendo!
Chato, triste, nada acontece, se for para ganhar um Oscar é para o filme mais chato da década!
OK, é bem feito, bonito, os atores são excelentes, mas você acaba de assistir frustrado, triste, desapontado. Poderia ter funcionado como um documentário, como entretenimento jamais, principalmente porque todos sabem o trágico alcance da doença de Alzheimer.

é isso, por fernando stickel [ 23:34 ]

erico 101 anos


Há 101 anos atrás, em 3 de abril de 1920, nascia meu pai Erico João Siriuba Stickel. Paulistano descendente de alemães, Erico instituiu a Fundação Stickel com minha mãe Martha Diederichsen Stickel em 1954, inicialmente com fins assistencialistas em Campos do Jordão.

Mas a arte, que hoje guia as ações da Fundação Stickel, sempre esteve em um lugar central de sua vida – além de advogado e industrial têxtil, ele foi um estudioso da iconografia e arte brasileira do século XIX, organizando uma biblioteca com importante acervo sobre o tema, e grande incentivador das artes plásticas.

Hoje, se vivo fosse, meu pai completaria 101 anos de idade, e agradeço nesta data a semente plantada, para que a Fundação Stickel siga atuante após mais de seis décadas de história, transformando vidas por meio da nossa paixão: a arte.

Para celebrar o seu legado, estamos preparando um festival de arte e cultura que levará o seu nome. Aguarde! – Em breve, compartilharei mais informações do que vem por aí!

é isso, por fernando stickel [ 9:01 ]

artista revolucionário


Existem segmentos em todas as sociedades do mundo onde feitas as necessárias aproximações sociais, e mediante largas doses de óleo de peroba aplicadas à face, é possível, com muito sucesso, apresentar a obra de arte na foto acima como sendo a revelação de um novíssimo talento artístico, (o país de origem do artista escolhido a esmo, Colombia, Vietnam, Suíça, Brasil, etc…)

Pode-se fácilmente simular um currículo artístico e adicionar tempero dizendo que o artista não gosta de aparecer (estilo Banksy)

Executar a obra é extremamente simples, basta entregar ao seu cãozinho de estimação um bichinho de pelúcia novinho em folha, e ele o estripará com muito gosto, produzindo não uma, mas dezenas de obras de arte revolucionárias!

é isso, por fernando stickel [ 18:03 ]

o caso collini


Querem assistir um filme excelente? O caso Collini, no Netflix.
Com Elyas M’Barek e Alexandra Maria Lara, dirigidos por Marco Kreuzpaintner, é baseado em uma história real, advogado, tribunal, juiz… muito interessante!

é isso, por fernando stickel [ 12:20 ]

isolated cinema


O Göteborg Film Festival na Suécia se inicia no próximo dia 30/1.
Uma das características que me fascinou foi a possibilidade de ser selecionado para ficar uma semana fechado em uma ilha, participando do festival “on line”, com acesso à projeção de todos os filmes!

Enviei minha inscrição por e-mail:

Dear Sirs at the Göteborg Film Festival,

My name is Fernando Stickel, I am Brazilian, 72 years old, three grown up children and four grandchildren. I’m married and live in São Paulo, Brazil, with my wife Sandra and two puppies, Jimmy and Bolt. I’m in good health and I’m a good swimmer.
I graduated as an architect at FAU-USP and got an MBA from FIA-CEATS. I am a visual artist and photographer. For the last 16 years I run a non-profit institution in São Paulo.
The artist’s work is lonely, I know it well and I am used to loneliness, even though it is not currently part of my daily life.
I think a lot about writing a book, or a movie script, I have already written three books, released in 1999, 2006 and 2020.
I maintain a blog called “aqui tem coisa” that will complete 18 years of uninterrupted activity next 31 January. Here: www.stickel.com.br
My wife and I are addicted to movies and series, we even bought a bigger and better TV on the first month of the Covid 19 pandemic, it is a daily and happy habit for us.
I am fascinated by the sea, ships, explorations and lighthouses, I am an occasional sailor and as a teenager I fished a lot with my grandfather Arthur in Guarujá, SP, in particular around Ilha da Moela.
I would be very happy to return to Sweden and spend a week in Pater Noster, in the company of a red lighthouse, the sea, sky, birds, paper, pencils, my camera (if possible), many films and solitude. Ah! I also enjoy cooking.
Finally I was very happy to see that Bacurau will be shown at the festival, it is one of the best films I have ever seen, it makes me very proud to have it at the Festival!

Questions:

1. Can I take my camera?
2. Will there be a space for exercise and stretching?
3. Will I be required to watch a certain number of films?
4. Will there be the possibility of including alcoholic beverages such as wine in purchases?
5. You will provide an alarm clock, as I will not be able to take my cell phone, which is currently my alarm clock …
6. It would be very helpful to have a Swedish-English dictionary. I am fluent in English and I do quite well in German.

Congratulations on the beautiful idea, thank you for the opportunity!

A pessoa que irá para a ilha foi selecionada (não sou eu…infelizmente…) entre 12.000 aplicantes de 45 países. Trata-se de Lisa Enroth de Skövde, Sweden, enfermeira de emergências e entusiasta de cinema.


Foto: Ola Kjelbye

é isso, por fernando stickel [ 18:49 ]

martha e o dry martini

Minha mãe Martha e meu pai Erico estavam em New York nos anos 70 e foram assistir na companhia dos amigos cariocas Sonia e Jorge Diehl ao Die Dreigroschenoper, peça com música de Kurt Weill e letra de Bertolt Brecht, em algum teatro Off-Broadway.

Em frente ao teatro havia um bar, onde os amigos tomaram um dry-martini antes do início da peça.

Minha mãe, já durante a performance começou a passar mal, e meu pai saiu do teatro em busca de um sanduíche, cuja ingestão colocou tudo nos devidos lugares.

é isso, por fernando stickel [ 8:11 ]

l’isola delle rose


Começando o ano de 2021 com um filme italiano maravilhoso no Netflix “L’incredibile storia dell’Isola delle Rose”


Diretor e atores desconhecidos (para mim), baseado em uma história real, é uma comédia das boas!

é isso, por fernando stickel [ 11:56 ]

sandra & fernando

Há muitos anos que a Sandra minha mulher e eu fazemos uma parceria arquitetura/fotografia.
A documentação fotográfica e a divulgação dos trabalhos dela de arquitetura e decoração são feitas em grande parte por mim, ela prepara os ambientes e eu fotografo. Simples assim.
Aqui o resultado da decoração do jantar de Natal realizado ontem.

é isso, por fernando stickel [ 12:12 ]

xico stockinger

Xico Stockinger (1919-2009), sua mãe Ethel, sua irmã Ivy e seu pai “Seu” Chico de paletó e gravata. A foto foi tomada no Umuarama.

O escultor austríaco naturalizado brasileiro Xico Stockinger era filho do “Seu” Chico, que administrou na segunda metade dos anos 30 a abertura da Fazenda Toriba do meu avô Ernesto Diederichsen em Campos do Jordão.

“Seu” Chico, no relato de minha mãe Martha, era extremamente habilidoso, abriu estradas, plantou árvores, e inclusive a ensinou a cavalgar! A irmã de Xico, Ivy, era aventureira e ficava em pé em cima dos cavalos! “Seu” Chico morava naquela época em uma pequena casa de madeira perto da horta, e lá havia um quadro com uma onça pintada!

Dona Ethel, inglesa, esposa do “Seu” Chico era a gerente do Umuarama, pensão e Colônia de Férias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde a família Diederichsen se hospedou em sua primeira visita à Campos do Jordão.


Xico Stockinger em seu atelier em 2001.

é isso, por fernando stickel [ 13:47 ]

clássicos à venda!

Meu livro “Clássicos” está à venda por R$250,00!
Basta comentar neste post ou enviar um e-mail para fernando@stickel.com.br para combinarmos pagamento e entrega.

Fotografias e textos de Fernando Stickel
300 exemplares numerados e assinados
108 páginas
Impressão IPSIS
Design gráfico de Ekaterina Kholmogorova e Bia Matuck
Produção gráfica de Jairo da Rocha
Editora Madalena

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]

boi com eu, eu com boi


No meu estúdio da R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia nos anos 80, com uma tela de José Carlos BOI Cezar Ferreira.
Obrigado pela foto Helena Brício!

é isso, por fernando stickel [ 7:40 ]

tipos de arte

OS VÁRIOS TIPOS DE ARTE


Lucas, artista pintando a óleo sobre tela no Ibirapuera, Novembro 2020.

– Arte simples, natural, direta e verdadeira, tipo lápis no papel, tinta na tela, martelo e talhadeira na pedra, buril na chapa de cobre ou até um canivete em um pedaço de madeira. Muitas vezes confundida com artesanato…

– Arte que eu faço.

– Arte que eu sei como fazer igual, ou melhor.

– Arte que eu sei o que o cara pensou quando fez.

– Arte em que é claro que o cara é preguiçoso, folgado, metido, oportunista e picareta.

– Arte que você sabe que é muito melhor que a sua, e que você não vai jamais chegar nem perto, e que de tão sublime e maravilhosa só resta admirála e invejá-la (no bom sentido, é claro…)

– Arte comum, que não encanta nem desencanta, apenas ocupa espaço, é a grande maioria.

– E tem a arte incompreensível, feia, ruim, feita muitas vezes com o objetivo de enganar o observador, é aquele tipo de arte que você simplesmente ignora e passa reto.

– E finalmente tem a arte executada em “equipes”, com múltiplos curadores, que se servem de longos e incompreensíveis textos intelectualóides… essa então é de doer! Muito fácil de detectar, se a ficha técnica do trabalho tiver mais que quatro linhas é desse tipo com certeza…


[terra>tijolo=forno]+farinha*pão – obra colaborativa (14 pessoas na equipe) no Ibirapuera, comissionada na 10ª Mostra 3M de Arte, Novembro 2020.

Quase que eu ia me esquecendo, tem mais um tipo! Arte que usa video! De preferência fora de foco, com no mínimo uma hora de duração…

Como tudo o que descrevi acima tem naturalmente exceções, vou usar o exemplo do vídeo para dizer que existem sim artistas que usam o vídeo com maestria, Nam June Paik e Bill Viola, mas eles são minoria, a esmagadora maioria dos artistas que usam vídeo em suas obras não sabem o que estão fazendo, e esperam que os espectadores não façam perguntas.

é isso, por fernando stickel [ 16:29 ]

livro “clássicos”

Vou lançar meu terceiro livro, desta vez serão fotos e relatos sobre o apaixonante universo dos carros clássicos, produzido pela Editora Madalena, de Iatã Cannabrava.

Depois de mais de 30 anos em atividade como artista plástico, Fernando Stickel se viu entregue a uma paixão de infância quando completou 60 anos: os motores. O ano era 2008 e a escolha foi um Porsche Carrera 1975. O primeiro carro antigo veio na sequência da descoberta da fotografia como ferramenta de trabalho, alguns anos antes, quando comprou sua primeira digital e passou a registrar tudo ao seu redor. As duas paixões se encontraram então e Fernando começou a fotografar tudo que envolvia o tema: coleções de carros clássicos, rallyes, oficinas, pilotos, mecânicos, passeios, restauros e concursos, viajando o país, por lugares como São Paulo, Campos do Jordão (SP), Tiradentes (MG), Vale dos Vinhedos (RS), e no exterior, em Buenos Aires, na Argentina, Deserto do Atacama, no Chile, Punta del Este, no Uruguai e Toscana, na Itália. Agora ele lança o livro “Clássicos”, que reúne relatos pessoais e uma seleção de imagens tiradas entre 2007 e 2020, feita com o editor Iatã Cannabrava.

“É um livro para os amantes de carros clássicos, mas não só para eles! É um projeto que fala com todos que gostam de boas histórias, lindas fotografias, belas viagens e lugares mágicos em que tudo se transforma, como oficinas e ferros-velhos”, diz o autor.

Quando criança Fernando era aficionado por qualquer coisa que andasse, do carrinho de rolimã à bicicleta ou qualquer máquina e motor. Em um trecho no livro, ele conta: “Em uma das minhas memórias mais antigas, de 1952, eu devo ter uns 4 anos de idade e viajo com meus pais de carro pela Suíça. Lembro de uma estrada no meio da floresta, quando chegamos a uma clareira com um pequeno bar ou restaurante e uma Ferrari vermelha parada na porta”.

Em 1967, tirou carteira de motorista e passou a ir para a escola com um dos carros da família. “Certo dia, pilotando pela avenida Pedroso de Morais o Alfa-Romeo JK FNM 2000, levando comigo meu irmão Roberto, então com 12 anos de idade, entrei forte demais à direita na praça Panamericana, que naquela época nada mais era que uma enorme área circular coberta de mato. Perdi o controle, rodei e a força centrífuga me arrancou da posição do motorista – o banco era inteiriço e não havia cinto de segurança – e me jogou sobre o meu irmão, que se lembra da direção do JK rodando para lá e para cá, comigo em cima dele, enquanto o carro, sozinho, rodava no asfalto até parar. Por sorte, não vinha ninguém atrás de nós. Nem na guia o carro bateu. Nós simplesmente voltamos aos nossos lugares e seguimos a viagem ao colégio”, lembra ele em outro relato.

Em 2004, Fernando assumiu a direção da Fundação Stickel, reativando as atividades iniciadas pelos seus pais em 1954. Desde então, a missão passou a ser a transformação de jovens e adultos por meio das artes visuais, despertando novos potenciais. Atuando na capital paulista, promove gratuitamente ações culturais diversas, como cursos de arte e fotografia (online desde a pandemia) exposições, edição e distribuição gratuita de livros, programas educativos e de pesquisa.

Marcado para o dia 7 de novembro, o lançamento acontecerá em um evento fechado chamado “Classic Car Celebration”, um concurso de elegância para carros clássicos em que 200 a 250 modelos estarão expostos e serão escolhidos por um júri, na presença de um pequeno grupo – devido às restrições da pandemia – no Hotel Fazenda Dona Carolina, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A ideia é realizar a tarde de autógrafos nesta tarde e venda nacional pela internet.

Clássicos
Fotografias e textos de Fernando Stickel
Editora Madalena

Impressão: IPSIS
Design gráfico: Ekaterina Kholmogorova e Bia Matuck
Produção gráfica: Jairo da Rocha
Número de páginas: 108
Preço: R$250,00
Vendas: Deixe seu comentário neste post que entrarei em contato para combinar pagamento e entrega.
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Informações para a Imprensa
Juliana Gola | jugola@gmail.com | 11 99595-2341

é isso, por fernando stickel [ 9:29 ]