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descaso do poder público

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Descaso do poder público.

Pequeno exemplo na esfera estadual, mas o alerta serve para todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal. A sensação é que o poder público derrete em todos os níveis, São Paulo particularmente está totalmente abandonada.

Descaso, relaxamento, leis arcaicas, vagabundagem, tudo isso, e mais um pouco, leva à cena que vi no Itaim, no último fim-de-semana. Vários carros largados em frente ao 15º DP (Distrito Policial), na esquina das ruas Jesuino Arruda e Dr. Renato Paes de Barros, no coração de um dos bairros mais ricos de São Paulo.

Pelas fotos é fácil perceber que o carro está no mesmo lugar há vários meses, vidros quebrados, cheio de lixo. Por que?

O que justifica largar este e outros veículos em situação similar em frente à este DP, e em frente a quase todos os outros DP da cidade?

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é isso, por fernando stickel [ 15:58 ]

balde maior

deserto
Foto André Penner (AP)

Sobre o colapso hídrico, leia o artigo de Eliane Brum:

“Vamos precisar de um balde maior”

Muito interessante também o Boletim da Falta D’água, criado em Outubro 2014 pela psicóloga paulistana Camila Pavanelli de Lorenzi.

é isso, por fernando stickel [ 19:30 ]

colapso hídrico

balde
Eu trouxe hoje um companheiro para tomar banho comigo.

Chama-se BALDE.

Ele vai fazer uma enorme diferença na quantidade de água potável que eu gasto todos os santos dias.

Ele fica ali no canto do box, quando abro a água quente para tomar banho ele recebe toda aquele fluxo que normalmente vai para o ralo enquanto o chuveiro vai se temperando para a temperatura ideal.

Durante o banho ele fica ali quietinho, do meu lado, e vai recebendo água.

O resultado é que a cada banho de chuveiro obtem-se cerca de um balde cheio, suficiente para pelo menos duas a três descargas da privada. Simples assim.

Ninguém se engane, os tempos de água abundante e barata acabaram para sempre, cabe a cada um fazer a sua parte, e mesmo assim não será fácil conviver com o colapso hídrico. Leia o texto a seguir, mais claro impossível:

Crise Hídrica? Que crise? Não existe nenhuma crise hídrica!
Blog do DENER GIOVANINI – Estadão
31 Janeiro 2015 | 14:40
Ao contrário do que governos, imprensa e até organizações ambientalistas afirmam, não existe nenhuma crise hídrica no Brasil. Classificar o que está acontecendo com os recursos hídricos nos maiores Estados do país como “crise” é reduzir e limitar a real compreensão dos fatos.
Crises são acontecimentos abruptos e momentâneos. Um momento difícil na existência, quando enfrentamos – na maioria das vezes – situações quase sempre alheias a nossa vontade.
Podemos ter uma “crise renal” quando o nosso corpo sofre um ataque bacteriano ou quando as nossas funções nefrológicas falham subitamente. Podemos ter uma “crise no casamento” quando os conjugues descobrem segredos ocultos ou quando se desentendem por alguma razão. Podemos ter uma “crise ministerial” quando algum ministro fala pelos cotovelos ou quando o seu chefe imediato o desautoriza em público. Podemos ter uma “crise financeira” quando perdemos o emprego ou quando enfrentamos uma doença na família. Podemos ter uma “crise política” quando os representantes do povo são pegos com a boca na botija ou quando o governo, não tendo mais como explicar desmandos, resolve censurar os críticos. Crises, como dito, são manifestações que nos pegam de surpresa, no pulo.
Outra característica de uma crise é a sua temporalidade. Crises sempre acabam. Para o mal ou para o bem, em algum momento cessam. Crise que não cessa não é crise. Crise contínua não é crise, é doença crônica. Na relação conjugal, ou acaba a crise ou acaba o casamento.
Nenhuma dessas características acima se aplica ao quadro de escassez de água em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou Espírito Santo. A água não acabou do nada, de repente. E muito menos será uma situação passageira. O quadro que se instalou nesses Estados, particularmente em São Paulo, é irreversível. Pelo menos para o paulistano que nasceu na data de hoje. Ele, por mais longeva vida que tenha, não viverá como viveram seus antepassados.
A falta de água não é uma “crise”, porque ela não é fruto de um acontecimento imprevisível. Não se trata de um capricho de São Pedro que, de uma hora para outra, resolveu castigar a Região Sudeste. Há mais de 10 anos os governos tinham informações técnicas confiáveis que as torneiras iriam secar a médio prazo.
A falta de água não é uma “crise” por que ela não será passageira. Os fatores que levaram ao esvaziamento das represas não cessarão subitamente. Recuperar as Matas Ciliares que protegem os rios do assoreamento, reflorestar grandes áreas para manter a perenidade das nascentes, cessar o desmatamento da Mata Atlântica e da Amazônia, substituir uma prática agrícola predatória e, principalmente, adotar um novo modelo de desenvolvimento, não são medidas fáceis de serem adotadas e muito menos elas se encontram presentes na agenda dos atuais governantes. Quem acreditar nisso estará sendo, no mínimo, ingênuo. No caso dos políticos que tentam se justificar – chamando de crise o que permanente será – é pura leviandade mesmo.
Por maiores que sejam os dilúvios que possam cair sobre as regiões que hoje enfrentam a escassez de água, a situação não irá mudar. E não mudará por que não existem sinais de que mudaremos as nossas práticas cotidianas. Os reservatórios até poderão encher, mas as razões que os levaram a secar continuarão e eles novamente voltarão a ser o que são hoje: terra seca. O nosso “balde natural” furou. E o rombo é muito maior do que a boca da torneira que o enche.
O que acontece hoje em São Paulo e que se espelha em outras regiões do país, também não é um fenômeno natural. Aliás, eventos da natureza são absolutamente previsíveis. Até terremotos e tsunamis são cada vez mais antecipados pela ciência. Erupções Vulcânicas são identificadas meses antes de ocorrerem. Não existem “crises sísmicas” ou “crises vulcânicas”. Assim como não existem “crises hídricas”.
Em se tratando de natureza, tudo é extremamente previsível, direto e muito simples: apesar de ser existencialmente complexo em sua essência, o ciclo da vida no planeta reage imperiosamente contra quem tenta interrompê-lo. A natureza nunca privilegiou os fracos ou os “desajustados”. Para continuar existindo, o ciclo da vida se renova constantemente a fim de eliminar as ameaças.
Se não é uma crise, o que são então aquelas imagens de represas e açudes vazios? Simples a resposta: um colapso. Um “Colapso Hídrico”!
Um colapso significa falência, esfacelamento e esgotamento.
O colapso, ao contrário de uma crise, não é passageiro.
O colapso, ao contrário de uma crise, é perfeitamente previsível.
O “Colapso Hídrico” se instalou por que esgotamos o atual modelo de desenvolvimento, que privilegia a distribuição de lucros em detrimento dos investimentos em pesquisa e conservação ambiental.
O “Colapso Hídrico” está acontecendo por que esfacelamos todas as oportunidades de adotarmos políticas públicas que priorizassem a modernização dos nossos recursos tecnológicos, para que diminuísse a pressão sobre os recursos naturais.
O “Colapso Hídrico” continuará por que o nosso sistema político está totalmente falido e não é mais capaz de planejar a médio e longo prazo.
O Brasil está começando a vivenciar o seu primeiro colapso ambiental. Outros virão. E as consequências são imprevisíveis. Um país que reduz 95% da Mata Atlântica, que incentiva a emissão de gases poluentes, através de políticas fiscais que estimulam o uso do transporte individual, que ignora a sistemática redução dos Biomas, que mantém uma produção agrícola ultrapassada, que produz leis como o Código Florestal e, principalmente, que elege políticos que não tem nenhum compromisso, a não ser com a perpetuação do poder para sustentar suas máquinas partidárias, está fadado a colapsar.
A primeira e – a mais importante – medida que devemos adotar agora é assumir a realidade como ela é. Devemos ser francos e admitir que o que estamos vivendo não é uma crise e sim um colapso. O fim de um ciclo econômico que falhou.
Não compreender – e aceitar – a diferença entre uma crise e um colapso é o mesmo que tratar gripe e câncer com chazinho caseiro. A gripe até pode passar, o câncer não. Ele sempre evolui. E para pior.
As Polianas de plantão – principalmente aquelas que têm um grau maior de responsabilidade sobre o que está acontecendo – vão taxar esse texto de extremamente pessimista. Vão continuar espalhando sua visão romântica sobre o mundo, enquanto as gotas nas torneiras continuarão sumindo.
Mas a verdade é que o sonho acabou. Ou mudamos ou sumimos. Simples assim.

é isso, por fernando stickel [ 12:14 ]

água: o bicho vai pegar!

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Água: O bicho vai pegar!

ALARME – Texto de Oded Grajew publicado em 16/1/2015 na Rede Nossa São Paulo

Diante da crise da água em São Paulo, o coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis faz um apelo às autoridades e aos cidadãos para que assumam as devidas responsabilidades.

ALARME

A cidade de São Paulo está diante de uma catástrofe social, econômica e ambiental sem precedentes. O nível do sistema Cantareira está em cerca de 6% e segue baixando por volta de 0,1% ao dia. O que significa que, em aproximadamente 60 dias, o sistema pode secar COMPLETAMENTE!
O presidente da Sabesp declarou que o sistema pode ZERAR em março ou, na melhor das hipóteses, em junho deste ano. E NÃO HÁ UM PLANO B em curto prazo. Isto significa que seis milhões de pessoas ficarão praticamente SEM UMA GOTA DE ÁGUA ou com enorme escassez.  Não é que haverá apenas racionamento ou restrição. Poderá haver ZERO de água, NEM UMA GOTA.
Você já se deu conta do que isto significa em termos sociais, econômicos (milhares de estabelecimentos inviabilizados e enorme desemprego) e ambientais? Você já se deu conta de que no primeiro momento a catástrofe atingirá os mais vulneráveis (pobres, crianças e idosos) e depois todos nós?
O que nos espanta é a passividade da sociedade e das autoridades diante da iminência desta monumental catástrofe. Todas as medidas tomadas pelas autoridades e o comportamento da sociedade são absolutamente insuficientes para enfrentar este verdadeiro cataclismo.
Parece que estamos todos anestesiados e impotentes para agir, para reagir, para pressionar, para alertar, para se mobilizar em torno de propostas e, principalmente, em ações e planos de emergência de curto prazo e políticas e comportamentos que levem a uma drástica transformação da nossa relação com o meio ambiente e os recursos hídricos.
Há uma unanimidade de que esta é uma crise de LONGUÍSSIMA DURAÇÃO por termos deixado, permitido, que se chegasse a esta dramática situação. Agora, o que mais parece é que estamos acomodados e tranquilos num Titanic sem nos dar conta do iceberg que está se aproximando.
Nosso intuito, nosso apelo, nosso objetivo com este alarme é conclamar as autoridades, os formadores de opinião, as lideranças e os cidadãos a se conscientizarem urgentemente da gravíssima situação que vive a cidade, da dimensão da catástrofe que se aproxima a passos largos.
Precisamos parar de nos enganar. É fundamental que haja uma grande mobilização de todos para que se tomem ações e medidas à altura da dramática situação que vivemos. Deixar de lado rivalidades e interesses políticos, eleitorais, desavenças ideológicas. Não faltam conhecimentos, não faltam ideias, não faltam propostas (o Conselho da Cidade de São Paulo aprovou um grande conjunto delas). Mas faltam mobilização e liderança para enfrentar este imenso desafio.
Todos precisamos assumir nossa responsabilidade à altura do nosso poder, de nossa competência e de nossa consciência. O tempo está se esgotando a cada dia.
Oded Grajew
Rede Nossa São Paulo

CARTA ABERTA AO PREFEITO DE SÃO PAULO, de 15/12/2014 publicada no site do Conselho da Cidade de São Paulo

ENFRENTAR A CRISE DA ÁGUA É URGENTE

O Conselho da Cidade, frente à possibilidade do desabastecimento de água em São Paulo, e considerando a gravidadeda situação,decidiupautarotemadaágua,queédegrandeimportânciaparaapopulaçãodacidade.OPrefeitodeSãoPauloabriuo diálogo com o Conselho da Cidade, sugerindo a criação de um Grupo Temático para pensar as ações que o município pode adotar para lidar com esta crise iminente e que afeta todos os demais municípios do estado de São Paulo.
O Conselho da Cidade defende a elaboração de um plano de contingência. O plano de contingência deve enfrentar o desabastecimento de água e evitar que a crise alcance uma situação extremamente crítica ou ocorra um colapso do sistema de fornecimento de água. Serve para minimizar os efeitos sociais, ambientais e econômicos da escassez de água.
A falta de água para as escolas, creches, unidades básicas de saúde, hospitais, e outros equipamentos públicos, requer iniciativas que articulem distintos órgãos públicos municipais, demandando uma coordenação executiva com poderes para organizar ações conjuntas, com participação da sociedade civil. Isso nos leva a propor a criação de uma “Sala de Situação” e um Comitê Gestor Municipal para lidar com a possibilidade do desabastecimento de água.
É preciso começar a agir agora, formulando políticas municipais que protejam os cidadãos no curto prazo e iniciem a transição para um modelo sustentável de produção e utilização dos recursos hídricos.
Para tratar do risco de desabastecimento de água em São Paulo, propomos a imediata convocação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, criado nos termos do artigo 5o da Lei Complementar 1.139/2011, e que hoje tem o Prefeito Fernando Haddad como seu presidente.
Da mesma forma, propomos a imediata convocação dos órgãos do SIGRH (Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos de São Paulo), em especial, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, os Comitês de Bacias do Alto Tietê, PCJ e Baixada Santista, para a criação de um Fórum Regional das Águas com ampla participação da sociedade civil.
Com consequências que vão muito além do desabastecimento imediato, é preciso avaliar os impactos sistêmicos da crise da água na vida pessoal, social, econômica e ambiental dos paulistanos e paulistanas, que irão conviver por anos com novas políticas de restrição do uso da água.
As proposições emergenciais a seguir apresentadas partiram de Conselheiros e Conselheiras, de entidades da sociedade civil e de pesquisadores, ressaltando a importante contribuição da Aliança pela Água para São Paulo. Essas proposições não esgotam o repertório de ações possíveis e não incluem as imprescindíveis iniciativas de médio e longo prazo, necessárias para lidar com a crise e evitar problemas futuros, mas elencam um conjunto importante de sugestões que podem ser implementadas imediatamente.
Essas medidas, apesar de envolverem diferentes níveis de governo, não visam tirar a responsabilidade do governo do Estado que se omitiu frente à crise anunciada, mas sim enfrentar a iminente possibilidade de desabastecimento de água que estamos vivenciando.
A água é um bem público e assim deve ser tratada pelo Estado e por suas empresas. Este documento propõe ações para a gestão da crise que estamos vivendo. Contudo, não podemos perder de vista a crise da gestão da água que já se estruturava há algum tempo e não será solucionada com medidas emergenciais que não revejam completamente o modelo adotado pelo Estado para garantir o acesso a esse bem público para a população.
PROPOSTAS EMERGENCIAIS
1) Decretar o estado de emergência/ calamidade pública para poder mobilizar instrumentos e recursos que de outra forma não estariam disponíveis, como, por exemplo, a revisão de tarifas, bônus, e as multas para quem exceder metas de consumo, assim como a liberação de recursos para obras emergenciais.
2) Solicitar a apresentação por parte da SABESP de seu plano de contingência com todas as responsabilidades financeiras, tratando os consumidores de acordo com o volume de seu consumo e sua atividade (Lei Complementar da Transparência 131/2009).
3) A interrupção, o racionamento, ou ainda, a redução da pressão de fornecimento por períodos determinados tem que ser feito às claras e anunciado previamente, havendo controle social sobre sua execução. A crise é para todos e não se pode beneficiar a classe média e sacrificar a periferia.
4) Garantir ampla divulgação das medidas de interrupção do abastecimento ou redução de pressão abaixo da norma, de maneira a permitir que a população se prepare para enfrentar esta situação e que seja garantida a qualidade da água.
5) Assegurar o funcionamento de postos de saúde, centros de hemodiálise, hospitais, asilos, escolas, com o fornecimento de água. Evitar assim crises setoriais na saúde e na educação e assistência social.
15 de dezembro de 2014
6) Adequar todos os próprios municipais para manutenção e implantação de medidas e equipamentos de uso racional da água, reuso de efluentes, reaproveitamento de água de chuva e redução de energia elétrica.
7) Apresentação da listagem dos poços existentes, sua localização e destinação, visando a identificação de poços que possam garantir o uso emergencial, bem como da lista de prestadores de serviço autorizados a fornecer água por caminhão pipa.
. 8)  Solicitar ao DAEE a apresentação da lista de outorgas de nascentes e poços que poderiam ser declarados de utilidade pública. ?
. 9)  Realizar vistorias de poços e nascentes para realização de ensaios de vazão e da qualidade da água, objetivando a ampliação do ?
uso de água subterrânea e de nascentes.
10) Privilegiar a construção de cisternas em escolas e UBSs, para captação da água da chuva e garantir o funcionamento das instalações sanitárias.
11) Implantar pontos de acesso a pequenas quantidades de água certificadamente potável em todos os bairros.
12) Campanha pela televisão em prol da significativa redução imediata no consumo doméstico, e de cotas significativas do setor de serviços e da indústria, acompanhada de medidas educativas expressas em um manual de orientação para população, educadores, empresários.
13) Tratar a água como recurso escasso dentro de casa: ensinar como se faz o reuso da água do chuveiro e da máquina de lavar roupa etc. Dirigir esta campanha principalmente para prédios.
14) Dialogar junto ao DAEE para criar uma estratégia de aprovação de aproveitamento de água de drenagem de subsolo de edifícios para fins não-potáveis, solicitando suporte da CETESB para identificação das áreas contaminadas com substâncias que impeçam seu uso, mesmo para fins não-potáveis.
15) Oferecer linha de crédito para compra de caixa d’água para quem não tem (descontar em 12 vezes na conta de água, por exemplo).
16) Divulgar boletins diários sobre as condições do sistema em relação à vazão de entrada e de retirada, previsão de chuvas, qualidade da água das ETA, dos poços profundos, etc.
17) Fomento à comercialização de equipamentos economizadores de água (torneiras de acionamento automático, redutores de pressão, válvulas de descarga dupla, mictórios sem água, e outros).
18) Redução de IPI, ICMS, para equipamentos de baixo consumo de água, de aproveitamento de água de chuva, de tratamento de águas servidas para reuso, de sistemas de aproveitamento de água de drenagem.
19) Redução de perdas na distribuição da água com a troca imediata de tubulações velhas e outras medidas que se fizerem necessárias em áreas centrais.
20) Criação de uma lei de promoção de estímulos que obrigue consumidores intensivos de água e grandes consumidores, como shopping centers e indústrias, a utilizarem água de reuso devidamente tratadas e produzidas pelas ETEs e de medidas para penalizar quem não cumpra com as metas.
. 21)  Intensificar as ações de vigilância sanitária para garantir a qualidade da água. ?
. 22)  Solicitar da SABESP transparência nas informações sobre os grandes consumidores de água e sobre o volume e ?
o direcionamento dos investimentos realizados (Lei Complementar da Transparência 131/2009).
23) Exigir que os meios de comunicação que forem concessões públicas prestem o serviço adequado fornecendo informações corretas sobre a água, que é um bem público.
24) Fazer uma análise da atuação dos órgãos e mecanismos federais, estaduais e municipais responsáveis por fiscalizar e monitorar o contrato de concessão de fornecimento de água, com participação da sociedade civil e do GT Água do Conselho da Cidade.
25) Propor aos governos federais, aos governos estaduais (de São Paulo e Minas Gerais) e ao governo municipal a criação de um mosaico de unidade de conservação de uso integral na região da Mantiqueira e tomar medidas urgentes para preservar mananciais e nascentes através de novos parques municipais.
CONSELHO DA CIDADE DE SÃO PAULO

Desnecessário dizer que toda a estrutura do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura do Município de São Paulo, concessionárias de águas e energia elétrica como SABESP e ELETROPAULO terão de se movimentar rapidamente para evitar (ou ao menos diminuir) a tragédia que se aproxima. Desnecessário ainda discutir se a palavra RACIONAMENTO se aplica ou não, trata-se simplesmente de FALTA DE ÁGUA, em uma região metropolitana de cerca de 20 milhões de habitantes.

é isso, por fernando stickel [ 9:44 ]

tempestade & arco-iris

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Tempestade & arco-iris em São Paulo. Av. Faria Lima x Av. Juscelino Kubitschek.

é isso, por fernando stickel [ 12:46 ]

biblioteca parque villa lobos

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A Biblioteca Parque Villa-Lobos, novo equipamento do Governo do Estado de São Paulo, resultado de parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e Cultura e gerido pela OS SP Leituras será inaugurada no próximo dia 21/12.

A artista plástica Vera Martins, parceira da Fundação Stickel, foi convidada por Marcelo Aflalo, arquiteto da reforma da biblioteca a pintar um café na nova biblioteca. Por minha sugestão, pintamos o paralelepípedo do café de amarelo, para destacá-lo no concreto aparente da biblioteca.

A Fundação Stickel, em parceria com a gestora da Biblioteca, a SP Leituras, promoveram o início da pintura do café convidando usuários do Parque Villa Lobos a participar da pintura com a artista, no último domingo 7/12.

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Pierre Ruprecht, diretor do SP Leituras, “chicoteia” a parede externa do café, utilisando a técnica pictórica desenvolvida por Vera Martins.

é isso, por fernando stickel [ 16:59 ]

malditosfiosdaeletropaulo

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Ontem, na esquina da R. Joaquim Floriano com a Bandeira Paulista, os #malditosfiosdaeletropaulo pegaram fogo, paralisaram o trânsito, criaram a maior bagunça na cidade.

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Porém, com um pouquinho de organização, eles podem até ficar elegantes…

é isso, por fernando stickel [ 17:31 ]

cidade matarazzo

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Grupo de alunos da oficina “Viver o Espaço com Eduardo Longo” promovida pela Fundação Stickel visita a Cidade Matarazzo, e acompanha a palestra do restaurador Pedro Vieira, com papéis na mão.

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Depois de 20 anos abandonado, o hospital transformou-se na Cidade Matarazzo pelas mãos do grupo francês Allard, que como primeira ação de revitalização criou a exposição Made by… Feito por Brasileiros, em cartaz de 9 Setembro a 12 Outubro.

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Trabalho de Rochelle Costi

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Parte da instalação de Tunga, a menina pegou carona na arte…

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Trabalho de Sofia Borges.

é isso, por fernando stickel [ 18:00 ]

pizza cara, cidade cara, país caro

camelo
Não sou gênio em matemática ou economia, mas conta burra ainda sei fazer.

No domingo, retomando a rotina paulistana, pedi no delivery da Pizzaria Camelo uma pizza pequena de mussarela. Coisa simples, apenas R$48, adicionando a caixinha do entregador, R$53.

No cardápio delivery da Pizzaria Camelo, no entanto, aparecem os seguintes preços:
Grande R$53
Média R$47
Pequena R$42

Óbviamente a inflação (temperada com um bocadinho de oportunismo e ganância) se adiantou à atualização dos preços no cardápio, algo como 14%, aplicando à pizza grande, R$60

Ao câmbio de R$2,34 o dólar, uma pizza grande entregue em casa hoje, na cidade de São Paulo custa aprox U$28. Tudo bem, é uma das melhores pizzarias da cidade, mas ainda assim, uma pizza é apenas uma pizza.
Em Manhattan, uma pizza grande da Domino’s ou Pizza Hut custa no máximo U$12, considerando mais U$2 de caixinha ao entregador são U$14.

Alguma coisa tá profundamente errada, né não, quando uma pizza em São Paulo custa o dobro da mesma pizza em New York…

é isso, por fernando stickel [ 11:20 ]

são paulo

sampa
Linda e apaixonante, esta é São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 11:06 ]

curiosidades da cidade

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Curiosidades da Vila Olímpia

Este imóvel fica na cidade de São Paulo, Vila Olímpia, e tem duas frentes, para a R. das Fiandeiras e Av. Helio Pellegrino. Trata-se de uma antiga indústria, com telhado em “shed”. O terreno é grande, deve ter algo como 50x20m, área aprox de 1.000m2

O curioso são os hábitos estranhos do filho do dono do imóvel, que lá opera um discreto antiquário. Sua grande preocupação é impedir que automóveis parem defronte sua calçada rebaixada.
Ele lança mão e organiza vários elementos, cones, plaquetas ameaçadoras, fitas, cavaletes, correntes, tudo para coibir o estacionamento, e sai na porta do estabelecimento dezenas de vezes durante o dia para checar se alguém ousou desobedecer sua lei.

Quando percebe algum carro ou van parado, sai imediatamente pela rua, entra nos bares e restaurantes, salão de barbearia, oficina mecânica, loja de peças procurando o transgressor e não sossega enquanto o veículo não sai.

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Algum tempo atrás o restaurante Arabia, cuja unidade industrial fica exatamente defronte ao antiquário chegou a alugar o espaço para seus clientes, mas o esquema não prosperou, e a situação voltou ao “normal”, com ninguém parado, nem na rua, nem nas vagas do antiquário. Sim, gastando seu tempo fiscalizando a rua o cidadão provavelmente tem pouco tempo para tocar o negócio, raras vezes vi algum cliente ali.

Não vendem o imóvel, não alugam, não fazem nada, a não ser fiscalizar o estacionamento… Curioso…

é isso, por fernando stickel [ 18:15 ]

josé do realejo

josé do realejo
Encontrei no sábado no Itaim este simpático cidadão com seu periquito da sorte!

No blog “Eu e meu Chapéu” encontrei também um pouco da história de José do Realejo, que está neste batente há mais de 25 anos, seguindo a carreira do pai, que tirou sorte pra muita gente por outros 25 anos.
José, que também trabalha em eventos e tem até e-mail, mora na Zona Leste onde cria mais de oito periquitos, que vivem em média 30 anos. Cada um trabalha apenas um dia por semana para que não se estressem. Aos sábados, se faz sol, José vem alegrar a Vila Madalena com seu simpático realejo. realejo.eventos@terra.com.br

é isso, por fernando stickel [ 9:46 ]

gelo e beleza

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São Paulo gelada e Parque do Ibirapuera lindo!

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é isso, por fernando stickel [ 13:55 ]

parque do povo vazio

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Ontem, minutos antes do início da Copa, no Parque do Povo (oficialmente seu nome é Parque Municipal Mário Pimenta Camargo)

é isso, por fernando stickel [ 13:12 ]

nova sede macusp

mac
Estive na sede nova do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MACUSP, no Ibirapuera (antigo DETRAN) para visitar a obra de Henrique Oliveira.
O museu está muito bem montado, e é simplesmente enorme! Faltam ainda pequenos detalhes como acesso decente ao estacionamento e paisagismo.
Sem dúvida uma das características mais interessantes do prédio reformado é a fantástica vista que se tem do terraço no último andar, de um lado o Parque do Ibirapuera, e do outro a gigantesca área verde do Instituto Biológico.

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é isso, por fernando stickel [ 15:36 ]

moema

Panorama Moema
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é isso, por fernando stickel [ 10:57 ]

domingo no butantan

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Domingo no Butantan, com meu neto Samuel, vovó Iris e amigos. Parque delicioso, silencioso e calmo. Sem falar nas atrações dos museus e do serpentário.

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é isso, por fernando stickel [ 9:29 ]

volpi no lixo?

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Por que será que este Volpi foi descartado?

Minha rotina diária inclui caminhada de casa ao escritório, na qual passo pela Praça Edgar Hermelino Leite, na esquina da Av. Santo Amaro com a Helio Pellegrino.
Hoje encontrei jogada na praça esta gravura/reprodução do Volpi, verdadeira ou falsa, assinada ou não, não me dei ao trabalho de verificar.

Curioso, não?!

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Em tempo: Com a pulga atrás da orelha, voltei à praça para verificar o que de fato era o Volpi jogado fora, nada mais que uma reprodução impressa em offset, uma página arrancada de um livro ou calendário.
Identifiquei imediatamente a obra pelo Google:
Fachada das Bandeiras Brancas, déc. 1950.
Óleo sobre tela, 155 x 102 cm. Coleção Particular

Ainda assim me pergunto como que alguém se dá ao direito de arremessar uma moldura com vidro, que se estilhaçou, em uma praça pública. E com uma reprodução de valor monetário nulo, mas inegável valor artístico e cultural.

é isso, por fernando stickel [ 13:54 ]