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Uma manhã no Parque do Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 9:10 ]

faleceu tigrão


Faleceu Luiz Carlos Fagundes (5/4/1937- 13/6/2022), o Tigrão, aos 85 anos.


Tigrão em sua querida Angra dos Reis.

No domingo 21 Junho 1970 a Seleção Brasileira conquistou no Estádio Azteca, da Cidade do México o terceiro título da Copa do Mundo de Futebol, com uma vitória de 4 x 1 sobre a Itália.

O êxito ocorreu em plena ditadura militar (1964–1985), na gestão do Presidente e General de Exército Emílio Garrastazu Médici (1905–1985).

Eu tinha 21 anos de idade, cursava a FAUUSP e namorava há cerca de dois anos com a Alice. Assistimos ao jogo na casa do pai dela, José Kalil, na R. Martiniano de Carvalho no bairro do Paraíso.

Ao término do jogo o Tigrão, namorado da Dulce, irmã mais velha da Alice, me arrancou do exultante ambiente familiar, me enfiou em uma Ferrari vermelha conversível, colocou uma bandeira do Brasil nas minhas mãos e saímos em alta velocidade…

Descemos a R. Martiniano de Carvalho e logo encontramos uma multidão comemorando no meio da rua, naquela região haviam vários cortiços, eu nem percebi, mas minha bandeira tinha sido arrancada das minhas mãos por um daqueles felizes brasileiros. Tigrão freou imediatamente o carro, saltou e foi atrás do ladrão de bandeira, mergulhando no cortiço.

Eu fiquei sentado no carro, atônito, mal me dando conta do que havia acontecido, a turba se aproximou e cercou o carro, e eu sem saber o que fazer… Finalmente o Tigrão reapareceu com a bandeira na mão, e retomamos nosso passeio!

Ele era assim, intenso, imprevisível, brincalhão, e tínhamos em comum o gosto pelas máquinas, pelos carros velozes! Certa feita ele me deu uma carona para o Guarujá em um Renault “Rabo-Quente” preparado para corridas…


O Renault “Rabo-Quente” com o logotipo de sua oficina, a Torke. A oficina ficava na R. Jesuino Pascoal na Vila Buarque, ao lado da Santa Casa.

é isso, por fernando stickel [ 20:36 ]

escândalo na hípica


Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr. Foto: Bruna Guerra/Divulgação/SHP

Assunto sério e polêmico, envolve um sócio da Sociedade Hípica Paulista, com muita visibilidade, pois foi seu presidente por dois mandatos consecutivos, total de 6 anos. Romeu sempre foi uma presença constante no clube, e durante sua gestão muitas coisas boas foram feitas, o clube foi inteirinho reformado, pintado, inúmeras melhorias implantadas.

Como sócio da Hípica Paulista, e arquiteto, acompanhei as reformas, muitas vezes Romeu me pediu palpites, sobre isso, sobre aquilo, mas na verdade ele fazia tudo exatamente do jeito dele. Na área do meu interesse, que é o fitness, spa e a piscina não houve jeito de convencer o Romeu a fazer a coisa certa… Até hoje é impossível usar a piscina nos meses de inverno, o aquecimento não dá conta…

Com a descoberta de seus “supostos malfeitos” a coisa toda mudou de aspecto. Grupos de sócios se mobilizaram a favor e contra o ex-presidente, mais importante, um dos grupos exige transparência, um abaixo assinado circulou recentemente entre os sócios (eu e minha mulher Sandra Pierzchalski assinamos) solicitando à diretoria divulgação dos resultados da auditoria, o que até agora não ocorreu.

Acho que a Diretoria e o Conselho do clube deveriam se comprometer claramente com uma apuração rigorosa e transparente dos fatos, e a eles dar ampla divulgação. As punições internas cabíveis e mesmo um processo administrativo e/ou criminal que se faça necessário se seguiriam, respeitando todas as regras.

É intolerável e injurioso ao sócio que cumpre com suas obrigações a manutenção do um clima do tipo “O assunto é tratado com sigilo pelo Conselho”, e o investigado continua a frequentar o clube.

A matéria do Estadão assinada por Rayssa Motta foi publicada on-line ontem, 4 Junho de 2022, a seguir a íntegra:

Auditoria atribui desvios e abusos a ex-presidente da Hípica Paulista
Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, que presidiu o tradicional clube de São Paulo entre 2015 e 2021, é acusado também de assédios por funcionários e pode ser expulso e perder o título remido; ele tem 15 dias para apresentar defesa; seu advogado refuta com veemência as acusações

O ex-presidente da Sociedade Hípica Paulista (SHP), Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, foi acusado de assédio moral e sexual por funcionários do clube, um dos mais tradicionais e exclusivos de São Paulo, cujos títulos custam em torno de R$ 68 mil. Ele também foi colocado no centro de suspeitas de abuso financeiro.
As denúncias apareceram em uma auditoria interna que apontou uma série de irregularidades na conduta do empresário. Sócio do clube há 50 anos, ele corre o risco de ser expulso e, com isso, perder o título remido. O conselho da Hípica, composto por 30 sócios eleitos, ainda vai deliberar sobre o caso em uma reunião extraordinária que não tem data marcada.

Uma comissão de sindicância, formada por cinco conselheiros, foi criada por orientação da assessoria jurídica do clube para analisar o material levantado na auditoria e será responsável por sugerir uma eventual punição. O procedimento envolve a tomada de depoimentos de testemunhas e do próprio Romeu, que recebeu prazo de 15 dias para apresentar sua defesa. A partir do relatório final da comissão, o conselho do clube colocará em votação o destino do ex-presidente.

Procurado pela reportagem, o advogado Gerson Mendonça, que representa Romeu no caso, disse que os fatos foram “auditados de forma unilateral” e que são “absolutamente inverídicos”. Também afirmou que é “leviana e prematura qualquer conclusão desabonadora” contra o cliente dele.
O Estadão teve acesso ao relatório com as conclusões da auditoria. O trabalho durou cinco meses e foi entregue no final de abril por uma empresa especializada contratada pelo clube após as primeiras denúncias de funcionários. O documento dá o pontapé no processo interno de investigação.

Romeu foi presidente da Hípica Paulista por dois mandatos consecutivos. Foto: Bruna Guerra/Divulgação/SHP
A auditoria diz ter encontrado indícios do favorecimento de empresas de familiares, amigos e sócios da Hípica nas contratações. Também teriam sido localizados gastos pessoais no cartão corporativo e uso do estoque de produtos e suprimentos do clube para consumo pessoal. O documento lista desde comida até álcool em gel e fita isolante que teriam sido usados sem pagamento. Ainda segundo a apuração preliminar, Romeu obrigava funcionários de manutenção, eletrônica, segurança e TI a prestarem serviços na casa dele no horário do expediente.
Outro ponto abordado é a consumação no restaurante da Hípica. Os funcionários entrevistados dizem que Romeu mandava retirar itens da conta e, quando recebia convidados, incluindo amigos e familiares, mandava as cobranças para o centro de custo de marketing do clube.
“Romeu tinha por hábito não pagar seu consumo do mesmo dia e quando era notificado por algum funcionário do restaurante, deixava o funcionário ‘plantado’ por 20 ou 30 minutos, sem atendê-lo. Quando atendia, informava que não ia pagar, alegando que não tinha consumido os alimentos ou bebidas”, diz um trecho do documento. Ele também teria deixado de pagar pelo menos R$ 74,6 mil em ração de seus cavalos.
O relatório aponta ainda supostas regalias para sócios inadimplentes em troca de apoio nas eleições internas e indícios da venda de títulos com desconto para amigos e familiares. Outro questionamento gira em torno da troca das lâmpadas do picadeiro, que segundo o documento haviam sido substituídas menos de um ano antes, ao custo de R$ 1 milhão.
Os relatos gravados de nove funcionários e ex-funcionários também apontam uma suposta rotina de agressões verbais, intimidações, xingamentos, humilhações, racismo, gordofobia, xenofobia e assédio sexual.
O documento diz que Romeu “tinha predileções por pessoas brancas e magras”, o que ele chamaria de “padrão Hípica”, e “não gostava de contratar pessoas gordas” ou LGBTQIA+. Os funcionários relataram ter ouvido, além de xingamentos, frases como: “Se você voltar gorda, eu te mando embora”, “Quanto você pesa?”, “Olha o tamanho daquele cara, não dá para ele ficar andando no clube desse jeito”, “Baiano não gosta de trabalhar” e “Veadinho”. Todos os trabalhadores ouvidos disseram que cogitaram pedir demissão por causa da “pressão psicológica diária” e do ambiente de trabalho “tóxico”. A auditoria também traz relatos de supostos episódios de assédio sexual.

Títulos na Sociedade Hípica Paulista custam em torno de R$ 68 mil.
Romeu foi presidente do clube em dois mandatos consecutivos, de 2015 a 2021, e vice-presidente até romper com o sucessor no ano passado. Em sua gestão, demitiu 518 funcionários. O quadro total de pessoal da Hípica é de 360 colaboradores – ou seja, é como se tivesse mandado embora todos os funcionários e depois demitido quase 70% dos substitutos. Segundo relatos, tudo era motivo para mandar embora colaboradores. Uma funcionária com quatro anos de casa teria sido demitida porque “engordou”. Os acordos em rescisões trabalhistas fechados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021 giram em torno de R$ 2,5 milhões, aponta levantamento da auditoria, sendo que 88% das dispensas ocorreram sem justa.
Mais de cem sócios do clube subscreveram um abaixo-assinado pedindo acesso ao relatório da auditoria. Por enquanto, o procedimento corre sob sigilo.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO GERSON MENDONÇA, QUE REPRESENTA ROMEU
“Os fatos ventilados na auditoria estão submetidos a comissão de sindicância da SHP. O Sr. Romeu Loureiro Ferreira Jr. apresentará cabal defesa perante a sindicância interna da SHP, demonstrando a absoluta inveracidade dos fatos auditados de forma unilateral. A própria sindicância da SHP, após a apresentação da defesa de Romeu e procedimento interno previsto pelo Estatuto Social da SHP, deliberará sobre os fatos ventilados na auditoria, sendo absolutamente leviana e prematura qualquer conclusão desabonadora tanto com relação ao Sr. Romeu Loureiro Ferreira Leite Jr, quanto com relação a Sociedade Hípica Paulista, clube da mais alta honorabilidade.”

COM A PALAVRA, O PRESIDENTE DA SOCIEDADE HÍPICA PAULISTA, FERNANDO SAMPAIO FERREIRA FILHO
“Em outubro de 2021, o Conselho Deliberativo recebeu um relatório elaborado por um grupo de funcionários apontando uma série de supostas irregularidades cometidas pelo vice presidente, Romeu Loureiro Ferreira Leite Junior. No intuito de amparar os funcionários e evitar injustiças, determinaram a contratação de uma empresa de auditoria investigativa.
O relatório foi apresentado ao Conselho e aprovado por maioria, no mês de abril de 2022. Em seguida, foi instaurada uma Comissão de Sindicância para conduzir o processo.
O assunto é tratado com sigilo pelo Conselho.
Em nome da diretoria executiva, determinei de imediato que fossem tomadas todas as medidas para amparar os funcionários que efetuaram as denúncias e reforçamos nosso apoio aos membros do Conselho Deliberativo.”

Romeu Ferreira Leite apresenta defesa, leia AQUI.

é isso, por fernando stickel [ 14:53 ]

palacete jafet


A convite da minha amiga Fernanda Jafet fui visitar um palacete da família no bairro do Ipiranga, a dois quarteirões do Museu do Ipiranga, que reabrirá suas portas ao público neste ano de 2022.


Em uma das salas, esta maravilhosa pintura de Georges Wambach (1901-1965), retratando uma das indústrias do grupo Jafet em Mogi das Cruzes em 1961.

é isso, por fernando stickel [ 8:19 ]

primeiro dia 2022


Iniciar 2022 no Ibirapuera com Sandra, Jimmy & Bolt é tudo de bom!

é isso, por fernando stickel [ 11:14 ]

cópia fiel

Fui visitar meu bom e velho amigo Arnaldo Pappalardo em seu bom e velho estúdio no Sumaré, agora transformado na novíssima Cópia Fiel, uma pequena, e simpaticíssima lojinha totalmente aberta para a rua, sem obstáculos, vidros ou portas, onde Arnaldo vende a preços muito acessíveis as suas lindas fotos.


Papo de vizinhos.


O português entrou na loja e ficou encantado!


Av. Prof Alfonso Bovero 278 – Sumaré
A loja estará sempre aberta de quarta-feira a sábado das 10:30 hs às 17:30 hs e aos domingos das 10:30 hs às 13:30 hs.

é isso, por fernando stickel [ 17:13 ]

abriu bachir!


Eu tive o prazer de ser o primeiro cliente! Abriu Bachir a dois quarteirões da minha casa, na esquina da R. Diogo Jácome com a Av. Helio Pellegrino, deliciosa sorveteria libanesa! Com lojas em Beirute e Paris, a tradição está na família de Maurice e Carolina, os donos, que muito simpáticos me ofereceram sorvete logo às 9:30h da manhã, que apreciei gulosamente!!!


Combinação perfeita, Mercedes Benz 280 SL com Bachir!

é isso, por fernando stickel [ 8:08 ]

interlagos


Pista de Interlagos em 1963, era assim que eu frequentava o autódromo na minha adolescência!
Ao final da reta a Curva 1, de alta velocidade… Não existe mais.

é isso, por fernando stickel [ 10:47 ]

sampaio vidal

é isso, por fernando stickel [ 9:07 ]

sampaio vidal

Minha ex, Iris Di Ciommo, encontrou em seus guardados os ante-projetos e alguns detalhamentos da obra de reforma da casa que compramos no final dos anos 70 na Rua Sampaio Vidal 564, desenhados por nós em papel manteiga.

O projeto original do conjunto de quatro sobrados geminados é do arquiteto João Batista Vilanova Artigas.

É curioso que eu já conhecia esta casa no tempo de estudante da FAUUSP, pois iniciei minha vida profissional desenhando plantas de prefeitura para o arquiteto Alfred Talaat, que lá tinha seu escritório. Na edícula nos fundos do terreno era o estúdio do Augusto Livio Malzoni.

O projeto executivo da reforma foi executado pelo “Cambeu”, nosso colega de classe Henrique Cambiaghi, pois o escritório dele tinha mais condições para a tarefa.

A construção ficou ao cargo do Henrique Falzoni.

Além da obra, plantamos árvores na calçada e no pátio frontal da casa, utilizado como garagem. Nosso colega Plinio de Toledo Piza fez o projeto de paisagismo do jardim nos fundos da casa.

Eu tomei algumas liberdades com o projeto original do mestre Artigas, a mais benéfica foi a inclusão de um terraço no primeiro piso, acessado por portas na sala de jantar e na cozinha, e com uma escada em espiral descendo ao jardim.
Criei também na porta principal da casa uma escada curva, estilo “bolo de noiva” pintada de vermelho, que também ficou muito boa


Projeto de paisagismo de Plinio de Toledo Piza.


O conjunto dos quatro sobrados, o número 564 está marcado em vermelho.

é isso, por fernando stickel [ 17:43 ]

árvore na ribeirão claro


Morei atrás deste muro cinza, na esquina das ruas Ribeirão Claro e Fiandeiras, na Vila Olímpia, por mais de 20 anos.
Hoje ali é a sede da Comunidade Shalom, para quem vendi o terreno.
Naquele período plantei inúmeras árvores na vizinhança, esta árvore da foto foi uma das que sobreviveu, outra foi cruelmente cortada pela então prefeita Marta Suplicy.
Nunca entendi direito por que BRASILEIRO ODEIA ÁRVORE.

é isso, por fernando stickel [ 20:19 ]

império das tintas


Você precisa pintar algo da mesma cor, por exemplo completar a pintura de uma casa, ou pintar o segundo portão da mesma cor que o primeiro, e não sabe a quem recorrer?
É este senhor indicado na seta a solução.
Trata-se do Paulo do Império das Tintas na Rua Tabapuã, bairro do Itaim bibi.


O Paulo te atende com a maior simpatia e profissionalismo. Se for preciso fazer um teste ele produz uma pequena quantidade de tinta, você faz o teste, e só depois do teste aprovado ele fecha a encomenda.


A loja tem uma gigantesca quantidade de referências de cor, dos mais variados tipos de tinta, dá pra ficar horas escolhendo…
Quando resolvi usar o amarelo para fazer a cenografia do Espaço Fundação Stickel para a exposição de Maciej Babinski, levei a questão ao Paulo, e com dois testes resolvemos a questão!

é isso, por fernando stickel [ 15:02 ]

yasuhiro aida


O arquiteto Yasuhiro Aida foi durante muitos anos o braço direito do nosso chefe do escritório, o arquiteto Salvador Candia, no Edifício Vicente Filizola na R. da Consolação 65, centro de São Paulo.

Aida foi sempre uma presença calma, composta, economico de palavras e gestos, trabalhando incansavelmente em sua prancheta por vezes esboçava um sorriso enigmático.
Aprendi muito com ele, que dedicava poucos e preciosos minutos a me resgatar de minha ignorancia de jovem arquiteto recém-formado.
Saudades dos anos 70, analógicos e poéticos… O centro da cidade era civilizado e agradável!


Além de tudo, Aida era um excelente desenhista, as perspectivas dos projetos do escritório, muito elegantes, eram feitas por ele.

Este desenho encontrei entre os guardados de minha família, ante-projeto para uma residência no Morumby, encomendado pelos meus pais Erico e Martha Stickel. O terreno era perto da Capela do Morumbi, do outro lado da avenida, mas o projeto não progrediu.


Salvador Candia e Yasuhiro Aida

é isso, por fernando stickel [ 22:16 ]

vila nova conceição


Passeio a pé pela Vila Nova Conceição, com ou sem os cachorros.

é isso, por fernando stickel [ 13:43 ]

obras necessárias


Por sorte, determinação ou ambos, tenho muitas atividades e interesses, não sou uma pessoa que fica quieta em um canto esperando a vida passar.
Mas, por vezes sou vítima do desanimo, e esta semana foi dificil, muito dificil superar a declaração de inocência do ladrão master de Garanhuns, lula da silva, ao mesmo tempo em que os bandidos instalados nos gabinetes em Brasília iniciam gostosamente o processo de crucificação do ex-juiz Sergio Moro. Tudo isso ao som do desmonte da Lava-Jato e o tempero de uma pandemia cruel e assassina.


No Condomínio Modular Delta onde moro e sou assistente dos síndicos, tenho me dedicado a desmontar gambiarras de décadas de falta de planejamento, e nesta tarefa busquei o auxílio do João “Faz Tudo”.
Isto, juntamente com meu trabalho na Fundação Stickel, este blog, e muitas outras coisinhas, me mantém permanentemente ocupado, sem chance de ceder ao desanimo com que Brasilia nos brinda dia sim e dia também.


João “Faz Tudo” e sua equipe. Me divirto muito com ele, e aprendo muito também, acompanhando os trabalhos, com isso vamos colocando o prédio em ordem, pouco a pouco.


Já no caso da Fundação Stickel o combate ao desanimo e ao mau humor é diário, pois nossa missão é ajudar na transformação de pessoas, proporcionando a elas justamente mais condições de batalhar em uma sociedade tão disfuncional, desigual e injusta.

é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]

erico nasceu no hotel albion


Hotel Albion, então ocupando a antiga residência de Antônio Álvares Leite Penteado, futuro Conde Álvares Penteado, na Rua Brigadeiro Tobias, c. 1929.

Meu avô Arthur Stickel isolou-se na Ilhabela durante a Primeira Grande Guerra, por ter sido perseguido em São Paulo por ser alemão. A solução foi buscar refúgio, acompanhado de sua mulher Erna, na Praia da Siriuba.

A Ilhabela naquela época era muito, muito longe de tudo. Minha avó ficou grávida e o casal, temendo não ter condições adequadas, resolveu vir a São Paulo para o parto. A viagem se iniciava em uma canoa com destino a Bertioga…

Chegaram em São Paulo e se dirigiram ao Hotel Albion, no centro histórico da cidade. Na recepção do hotel minha avó entrou em trabalho de parto, rapidamente providenciaram uma parteira, e foi ali mesmo que meu pai nasceu em 3 Abril 1920.

Por conta da permanência na Ilha, meu pai recebeu uma homenagem ao local de sua concepção em seu nome, Erico João SIRIUBA Stickel

O almanaque da Província de São Paulo, editado em 1885, registra a existência então dos seguintes hotéis: Hotel Brasil-Itália, na rua Boa Vista; Hotel Fasoli, na rua Senador Feijó; do Hotel Boa Vista, na rua do mesmo nome; Hotel Provenceau, na rua São Bento; Hotel Albion, na rua Alegre, atual Brigadeiro Tobias; Hotel das Famílias, próximo ao Mercado, no fim da General Carneiro; Hotel Bristol, na rua Gusmões; Hotel Suiço e a Pensão Morais, no Paissandu. Alguns outros hotéis de quase nenhuma expressão ainda existiam na capital paulista. Mas com características de hotel e capacidade de hospedagem e prestação de serviços, os hotéis paulistanos eram os acima enumerados.

é isso, por fernando stickel [ 11:52 ]

chuva de prata


Em 1954 com seis anos de idade, lembro de sair cedo de casa para o quintal de nossa casa na R. dos Franceses e encontrá-lo coberto de folhas de alumínio triangulares, brilhando ao sol e molhadas do orvalho.
Nas comemorações do Quarto Centenário de São Paulo, a Força Aérea Brasileira com seus aviões fez a Chuva de Prata sobre a cidade!


Lembro também da “Voluta Ascendente” escultura de Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera. Meu pai comentou comigo na época que a Voluta não tinha condições técnicas de ficar de pé, o projeto seria falho. De fato, o troço caiu e não levantou mais…


O projeto.

é isso, por fernando stickel [ 11:59 ]

mercedes na pracinha


Passeando com a Mercedes-Benz 280 SL na Pracinha da Vila Nova Conceição.

é isso, por fernando stickel [ 11:57 ]