aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

O mau-gosto não conhece limites.
Em plena Av. Helio Pellegrino, esquina da R. Nova Cidade na Vila Olímpia, este out-door clama para ser destruído por algum play-boy mais afoito em sua máquina.
Já enviei reclamação ao CONAR, vamos ver se adianta alguma coisa.

é isso, por fernando stickel [ 13:57 ]

Olhando este meu desenho de 1971 me pergunto se é realmente necessário muito mais do que lápis, papel, máquina fotográfica e um cérebro pensante.

é isso, por fernando stickel [ 11:13 ]

Minha amiga Cassia Gonçalves me enviou este delicioso poema de Fernando Pessoa:

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

é isso, por fernando stickel [ 19:39 ]

Esta foto foi tirada pelo meu falecido amigo e colega arquiteto Leslie Joseph Murray Gattegno, na Bienal de São Paulo,1969. Estou observando as pinturas do artista canadense Greg Curnoe, 1936 – 1992.

é isso, por fernando stickel [ 18:40 ]

Sem direção.

é isso, por fernando stickel [ 18:09 ]

Coisas no estúdio.

é isso, por fernando stickel [ 0:42 ]

Recém-nascido poema da Ledusha:

Espreito sobre a pedra do meu peito:
Inerte feito lagarta
Pisco sem horário fixo
Assim como virgulo à esmo
Com agudez de flecha espicho
A lépida língua ambígua e fisgo
Tudo que se arrisca a musgo ou visco
E desse ponto de vista vesgo, misto
Visto de outras vozes
Tudo que se chama
Chispa, nesga, caco, cisco
Pensam que de versar fiquei extrema:
Papo pro-lixo!
Pinço a brisa, lambo a pista
Sem fricotes poucas vezes desvario
Desprego a peça, pago o fisco
Quase nunca é só no coração que arde
O verso arisco

é isso, por fernando stickel [ 10:21 ]

Na mega-exposição Documenta de Kassel, realizada no ano passado na Alemanha, Cildo Meirelles apresentou um picolé da mais pura água, com o título DISAPPEARING / DISAPPEARED ELEMENT.
Estes picolés eram vendidos a 1 Euro cada em diversos carrinhos de sorvete espalhados por todos os locais da exposição.

é isso, por fernando stickel [ 1:25 ]

Fiz este desenho comemorando os 80 anos do meu pai, Erico João Siriuba Stickel em 3 Abril 2000.

é isso, por fernando stickel [ 14:29 ]

Sonhei com uma Rural Willys “saia e blusa” vermelha e branco novinha em folha.
Eu guiava numa saída de escola ou aglomeração semelhante. Ofereci uma carona aos meus pais, e minha mãe foi incapaz de entender ou aceitar a oferta. Conversei com ela e expliquei que o problema não era imenso, era apenas aceitar ou não a carona.

é isso, por fernando stickel [ 12:29 ]

Meu vô e minha vó, por parte de mãe, Ernesto e Maria Elisa Diederichsen.

é isso, por fernando stickel [ 0:54 ]

Entre enxurradas de spams malditos, me escreveu assim (ah, que alívio, um e-mail dos bons) minha recém adquirida amiga Ledusha:

caríssimo,
seu blog a cada dia mais esperto, mais sensível, viva! sexta acho que tava todo o planeta assim down… como poderia ser de outro modo, com o mundo dilacerado pela estupidez? uma taça de sauvignon de um dourado translúcido, lindo: santo remédio.
vai abaixo um poemeto como prometi.
beijinho, tenha um belíssimo weekend.
ledusha

Trânsito
Lembranças de vaias arando as veias, uma e outra ave persistente no céu de caracóis. Suspiros, canteiros de sonho, saudades do mar. Tapas de pelica como luvas, dúvidas vazando insanos guetos, luzes que vertem sombras, desejo solar. Ternura, amizade, trabalho, tua pronúncia peculiar. Buzinas intolerantes, celulares intoleráveis, vorazes olhos de vidro, carrapatos de uniforme, plantonistas da ambição. A vida em câmara lenta, tímida alegria a insinuar seus dedinhos, farpas contaminadas, luta bruta, pulsação.

é isso, por fernando stickel [ 14:06 ]


Na R. dos Franceses, minhas irmãs Sylvia e Ana Maria, Luiz Paoliello e Tina Alcantara Machado.

é isso, por fernando stickel [ 12:35 ]

Certa sensação de intranquilidade, ansiedade coletiva, algo no ar, sei lá, a doença do meu pai, a recém-instalada banheira nova que vazou para o andar de baixo, a guerra, a guerra, a guerra, as crianças refugiadas na chuva e na lama, as mentiras e os videoteipes, o oficial de justiça trazendo algo que aconteceu 10 anos atrás e que você nem sequer poderia imaginar, quanto mais prever, a dor nas costas, que vem mais do que vai, dias tensos, o trabalho emperrado, o tempo feio, acho que vou beber algo.

é isso, por fernando stickel [ 17:01 ]

Vindo de quem veio, este elogio ao meu “aqui tem coisa” é o maior incentivo que poderia haver.
Obrigado, CORA!!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:04 ]


Justiça seja feita.
Visitei ontem à noite o Hotel Unique, obra do binômio Ruy Ohtake / Victor Siaulys na Av. Brig. Luis Antonio.
Não vou comentar o exterior, mas devo dizer que os interiores, particularmente os elevadores, restaurante, bar e a recepção são gloriosos.
O terraço do bar/restaurante tem a melhor vista de São Paulo. O quarto é pequeno, muito interessante, com a banheira comunicando-se com o quarto através de um biombo que se abre na vertical. Vidrotil transparente no banheiro, nunca tinha visto, lindo. Surpresa total após o imenso desânimo ao ver subir o monstro do prédio do Instituto Tomie Ohtake em Pinheiros.

é isso, por fernando stickel [ 12:40 ]

gun1.jpg
A guerra é aqui, e quase fui vítima.
Por volta das 14:30 de hoje, descendo a Al. Joaquim Eugênio de Lima a bordo de um taxi, quase na esquina da Estados Unidos, escuto um estampido e olho para o lado, dois moleques em cima de uma moto, de capacete, o garupa com uma enorme pistola (ou revolver, não entendo nada disso…) .45 cromada, atirando para trás.
Tento ver o que está acontecendo, na esquina anterior uma moto caída no meio da rua e um motoqueiro tentando se levantar, enquanto isso os dois na moto somem no meio do trânsito.
Olho para o taxista, com quem vinha conversando sobre a guerra, e comento que poderíamos ter sido nós a tomar uma bala perdida. Segurança não existe.

Viva todos os seus dias como se fosse o último.

é isso, por fernando stickel [ 16:12 ]

mondialino1.jpg
Quando fiz meu livro aqui tem coisa, escrevi na introdução:

“Uma boa maneira de trazer à luz coisas que de outra forma permaneceriam ocultas na solidão de cadernos e pastas.”

Me referia aos desenhos que incluí junto com as poesias.
Agora estou gostando muito dessa história de blogar. Talvez não tenha encontrado ainda o equilíbrio ideal que gostaria entre todas as minhas vontades e interesses, talvez ande exagerando no uso do meu brinquedo novo, a câmera digital, mas no final das contas estou ADORANDO, inclusive porque continuo a garimpar nos meus cadernos e pastas por outras coisas, igualmente significativas, como minha motocicleta Mondial (Mondialino) 50cc, com a qual infernizava (sem capacete) as ruas calmas de São Paulo em 1966.

é isso, por fernando stickel [ 11:54 ]