
Gosto muito destes meus desenhos de 1985.

Gosto muito destes meus desenhos de 1985.

Desenho rápido.

Arman Poubelle – 1959 – Accumulations d’ordures ménagères sous verre.
65,5 x 40 x 8 cm

Ganhei este desenho do Dudi muitos anos atrás.

Em janeiro 1970 um grupo de amigos viajou a New York, ficamos no Wellington Hotel na Sétima Avenida x Rua 55, hotelzão clássico, barato, com quartos enormes!
Da esq. para a direita, Dudi Maia Rosa, eu (embaixo na foto), Frederico Nasser, Augusto Livio Malzoni e Baby Maia Rosa, irmão do Dudi.

Wellington Hotel, fechou na pandemia e foi vendido

Entre outras coisas fascinantes que fizemos na estadia em NYC, assistimos à famosa (na época) peça Oh! Calcutta!
A notorious erotic revue that opened at the Eden Theatre (now the Village East Cinema) in NYC’s East Village on June 17, 1969. Devised by Kenneth Tynan, the show featured sketches by famous writers like John Lennon and Sam Shepard and became famous as one of the first theater productions to feature full frontal nudity.


Sobre “aqui tem coisa”, meu primeiro livro, que lancei em 1999, o meu amigo Carlos von Schmidt escreveu a seguinte nota, em 19/10/2002:
No início de outubro Fernando Stickel ligou. Para quem não sabe, Fernando é um artista plástico. Arquiteto, casado, três filhos, 51 anos. Esses dados estão na orelha de aqui tem coisa. Levei um susto quando vi que Fernando é cinqüentenário. Não sei porque mas sempre achei que Fernando não passava dos trinta. Talvez a voz, o jeito de falar, o entusiasmo permanente.
Não falávamos há anos. Uns cinco pelo menos. Contou-me que escrevera um livro, aqui tem coisa. Pediu-me o endereço para mandá-lo. Ontem, dia 18/10/02 o livro chegou. Reúne poemas, pensamentos, lembranças, anotações, desenhos, muitos desenhos. Gosto de livro assim. Espécie de diário de bordo. É um livro que dá gosto manusear, folhear, olhar, ler. O título , aqui tem coisa é um achado maravilhoso. Não vou contar nada para não perder a graça.
Na página 4, no prefácio que não é prefácio Fernando fala de seus poemas. Conta que alguns foram publicados na revista artes: número 57 de dezembro de 1983-, os poemas já fui jovem executivo. nonsense, precisão e Virada Selênio.
Ao ler a menção ao artes: fiquei contente. São raros os artistas que divulgamos e promovemos que se lembram. Foram muitos. Hoje, amnésicos, exibem o colorido rabo de pavão em vernissages e bienais. Gostei de ver que Fernando não esqueceu. Gostei!
Para comemorar o lançamento de aqui tem coisa vou republicar os poemas que selecionei há quase dezenove anos e outros que li de madrugada. De choro alguns desenhos também. Só espero que o próximo livro não demore tanto. Se demorar o que aqui tem coisa demorou vou estar com 91 anos. Idade perigosa. Picasso que o diga.

Desenho.

Asso-Bril ou Bon-Lan?
De uma idéia que peguei lá na Cora

BLOG!!!

Peguei no Dudi:
“Pouca observação e muito raciocínio conduzem ao erro.
Muita observação e pouco raciocínio conduzem à verdade.”

The true blessedness of a man is not to to arrive, but to travel.
Robert Louis Stevenson.

Este é o escorregador da piscina do Clube Pinheiros onde brinquei muito quando criança, anos 50/60.
Um dia a notícia correu como pólvora, uma criança havia se machucado no escorregador, batido a nuca, havia sangue.
Logo depois o escorregador foi demolido. No site do Esporte Clube Pinheiros, pode-se fazer uma fantástica pesquisa de fotos históricas.

Tudo que sobe um dia desce. Em dia de tragédia no espaço, uma homenagem a Don Vesco, herói do chão mesmo.

Muitos anos atrás, por volta de 1980-81, tive claramente uma visão e um desejo: Quero ser artista plástico profissional.
Logo em seguida, colocando o desejo em prática, mudei toda a minha vida.
Separei da Iris, com quem estava casado, mudei de casa e saí da sociedade que tinha com Lelé Chamma na Und, tudo no mesmo ano.
Hoje, várias mudanças mais tarde, quero apenas fazer este blog funcionar direito!

O borracheiro da Rua Nova Cidade, na Vila Olímpia.
Ou está consertando pneu ou jogando dominó, sempre de charuto na boca.

Obrigado Santo Protetor dos Operados de Hérnia do Disco, obrigado Senhor, obrigado Cosmos, obrigado Budas, obrigado Céus, obrigado Tudo e Todos que me permitiram mais uma manhã gloriosa de domingo sem dor nas costas!

Das minhas anotações, Robert Motherwell disse:
O artista tem que ser um corredor de longas distâncias, um fundista, maratonista, ultra-maratonista, não pode desistir nunca e jamais esmorecer. Seu objetivo e sua paixão estão lá, de manhã, à tarde e à noite, todos os dias da sua vida.

Fiquei tão excitado que meu primeiro post funcionou que fui tomar uma cerveja pra comemorar.
Merda! Geladeira vazia, então vou continuar no conhaque mesmo, e pra comer achei uma pizza congelada e vencida, microondas nela!