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...desde janeiro de 2003

cidade

av. república do líbano

republica
Andei hoje pela Av. República do Líbano sem carros, por conta da interdição para a Maratona de São Paulo.
Uma delícia!
Por que não fazemos como no Rio de Janeiro, com as avenidas litorâneas fechadas aos carros nos fins de semana?

é isso, por fernando stickel [ 19:25 ]

renata falzoni

renata
Encontrei minha amiga Renata Falzoni fotografando a Maratona SP 2009, como sempre em cima da bicicleta.

cadei
A Renata ia para lá e para cá, entrevistava e fotografava os participantes, e eu andei a pé cerca de duas horas, acompanhando a chegada dos competidores.
Menção especial para os cadeirantes: Taí gente de garra, de coragem!

é isso, por fernando stickel [ 17:54 ]

monstro arquitetônico

monstro2
Deu no Estadão de hoje.

Não importa de qual firula jurídica os proprietários e construtores deste monstro chamado “Edifício Villa Europa” na R. Tucumã estão lançando mão para aprová-lo.
Existe um evidente prejuízo estético e ético para a Cidade de São Paulo com esta “coisa” de pé.
Evidentemente não foi demolido até agora um único centímetro quadrado da porcaria, e nem diminuida sua altura pornográfica.
Se o prédio permanecer assim, estará erigido eloquente monumento à falência do poder público.
Já tratei deste assunto em 2003 e em 2006.

é isso, por fernando stickel [ 8:33 ]

tribunal de justiça

sarz1
Eu já havia me surpreendido com este edifício na R. Conde de Sarzedas no final do ano passado e ontem, chegando cedo á audiência no Forum, tomei um tempinho e fui até lá.
Descobri que o “castelinho” se chama Palacete Conde de Sarzedas, é tombado e abriga o pequeno e simpático Museu e Centro Cultural do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O conjunto todo, por incrível que pareça, é do arquiteto Ruy Ohtake, como já havia me informado em comentário o meu amigo Milton Golombek.

é isso, por fernando stickel [ 15:39 ]

katraca

katraca
Cenas da vida real.
Final da tarde fui à dermatologista tirar uma pinta. Estava tranquilamente sentado na sala de espera folheando uma revista Caras do tempo em que a Suzana Vieira se encantava com algum jovem musculado, quando se materializaram na minha frente duas senhoritas, digamos assim, coxudas.
A de formas mais voluptuosas usava salto agulha, pulseirinha no tornozelo e jeans com uma etiqueta gigantesca onde se lia KATRACA. Minha rápida pesquisa indicou força da marca no bairro do Brás.
A conversa com a atendente foi longa, o assunto parecia ser a correção de uma plástica feita por alguém que se desmaterializou, sumiu.
A atendente prometeu encontrar o sumido, e as duas sairam rebolando.
Por cima do balcão meus olhos cruzaram com os da atendente, nossas sobrancelhas se ergueram em uníssono, nos entendemos.

é isso, por fernando stickel [ 22:57 ]

adega de santiago

jaci
Algumas raras vezes, como que a compensar sua progressiva ausência na sociedade brasileira, encontramos exemplos de CIVILIDADE.
Foi o caso hoje no restaurante Adega Santiago, que frequento desde que a casa abriu, com grande prazer.
Ao final do meu prato de bacalhau mastiguei algo duro que se revelou um pedaço de arame. Informei ao garçom ter encontrado o alienígena no meu prato, e dois minutos depois apareceu o maître Jaci Soares pedindo desculpas pelo acontecido e oferecendo a explicação que o arame teria se soltado de uma peneira.
Até aí tudo bem, aceitei as desculpas, pedimos sobremesa, café e a conta.
Ao trazer a conta à mesa, Jaci informou ter retirado meu prato da conta, me deu seu cartão de visita e a garantia de oferecer novo prato de bacalhau sem custo na próxima visita.

Não se trata aqui da quantidade de $$$$ envolvida na gentileza, no gesto de CIVILIDADE, pois pouco ou muito, esta quantia não trará lucro ou prejuízo para ninguém, mas com certeza com esta atitude do Jaci, todos saimos ganhando.

PS: O Jaci, além de tudo, é capaz de indicar excelentes vinhos a custos convidativos. Vá lá!

é isso, por fernando stickel [ 15:01 ]

herr von nostitz

franceses
R. dos Franceses, Bela Vista, fotografada em direção à esquina da Al. Joaquim Eugênio de Lima. A foto veio daqui. A primeira seta indica a casa onde morei, a segunda a localização aproximada da Praça dos Franceses.

Quando eu era criança e morava na R. dos Franceses, havia um vizinho da rua que era amigo dos meus pais, e que de vez em quando aparecia em casa, era o diplomata alemão Gottfried von Nostitz-Drzewiecki (1902-1976) que serviu como Cônsul da Alemanha em São Paulo de 1957 a 1964.
Herr von Nostitz (ele era chamado assim pelos meus pais) tinha cachorros ferozes, acho que eram pastores alemães, que latiam violentamente todas as vezes que eu passava a pé em frente à casa dele, e de noite eu tinha pesadelos com os cães.
Muitos anos mais tarde a casa dele foi demolida para que se construisse a Praça dos Franceses.

Fiz uma pesquisa rápida no Google, e aparentemente, von Nostitz esteve envolvido na resistência alemã a Hitler, possivelmente parte do atentado orquestrado por von Stauffenberg.

Veja a fonte da Praça dos Franceses em ação clicando aqui.

é isso, por fernando stickel [ 20:46 ]

san pablo sp

m
SAN PABLO – SP

Peguei a dica deste belíssimo blog no Serjones.
O autor se define assim:

Argentino, fotógrafo amador. Mora há dez anos em São Paulo. Prefere as imagens às palavras. Não veste Puma nem óculos esquisitos, rastas, terno, cobertor, plumas, uniforme, mas vive numa boa com qualquer pessoa da PAZ.

E eu concordo com ele, o Amor é importante, porra!

é isso, por fernando stickel [ 16:58 ]

nagayama

arthurnaga
O tempo passa.
Ontem fui jantar com meu filho Arthur no Nagayama, do Itaim, hábito de quase todas as quartas-feiras de quase todas as semanas de quase todos os anos.
A foto da esquerda é de 2003.

é isso, por fernando stickel [ 12:42 ]

melhorar a cidade

Andando pela Vila Olímpia vejo imensos novos terrenos surgindo, vários nas imediações da Av. Nova Faria Lima. Recebem lindos tapumes monocromáticos, em azul e verde.
É claro que nestas áreas surgirão empreendimentos imobiliários de alto nível, que gerarão fluxo de pessoas, serviços, veículos.
O que me pergunto é se não seria possível uma parceria entre o poder público e os empreendedores, no sentido de maximizar os benefícios à comunidade que estes empreendimentos poderiam trazer.
Por exemplo, uma área pública para bicicletário ou reciclagem de lixo, dentro do novo empreendimento, ou a desoneração tributária para toda uma área geográfica, visando a criação de um novo ramal de Metro.
Não é possível que a cidade continue a crescer sem políticas de sustentabilidade. Seremos afogados em carros, poluição e lixo, a continuar neste ritmo.

é isso, por fernando stickel [ 10:40 ]

botequim do hugo

hugo5
No Botequim do Hugo as paredes são forradas de armários que contém coisas indescritíveis. Não é um museu, não é uma exposição, são apenas tranqueiras as mais variadas amontoadas em curiosa desordem.

é isso, por fernando stickel [ 16:38 ]

falta de civilidade

solar
O prédio vizinho dos fundos do escritório da Fundação Stickel iniciou ontem manutenção da fachada.
O problema é que a proteção para os entulhos que cairam ou foi mal colocada, ou foi colocada apenas para constar, pois não protegeu nada, houveram telhas quebradas, vidros trincados, etc…
Hoje cedo recomeçou o desastre, fomos ao Edifício Solar do Vale, na Al. Tietê 325, falamos com o porteiro, Sr. Augusto, que forneceu o telefone do síndico, Sr. José Carlos, que não quis nos receber, depois pelo telefone, foi grossíssimo e ainda bateu o telefone na nossa cara.
Este é o Brasil!
Fodam-se os vizinhos, eu faço a minha obra de qualquer jeito, e quem quiser que reclame ao papa.
Se a coisa progredir no mesmo diapasão seremos obrigados a citar o condomínio judicialmente, gastar tempo e dinheiro com advogado, aquela chateação.
Tudo por conta da falta de civilidade de um fdp de um síndico.
Tudo isso sem mencionar o risco de vida de quem, como nós, está lá embaixo, quase na vertical da fachada.

é isso, por fernando stickel [ 16:22 ]

lua no boteco do hugo

lua8
Meu amigo Lua comemorou hoje seu aniversário no Botequim do Hugo.
Cerveja gelada, pastéis, papo furado, boas risadas. Precisa mais?

hugo1
O mais interessante é o bisneto do criador do buteco estudando bem ali no meio dos clientes.

hugo2
O buteco é, no mínimo, exótico. Vale a pena conhecer.

é isso, por fernando stickel [ 23:34 ]

burrice mata

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Burrice mata, ou aleja.
Durante muitos anos evitei comentar a burrice que cometi em cima de uma Lambretta, e que acabou por encerrar minha vida motociclística naquela época.
Agora que retornei à vida em cima de motocicleta, com extremo cuidado, me permito contar o acidente que sofri, graças única e exclusivamente à minha burrice.

A história começa com um furto. Lá pelos idos de 1978, tocando o estúdio de comunicação visual und (hoje tem um nome mais “chique”: design gráfico) que havia criado com o Lelé Chamma em 1977, um belo dia, na hora do almoço um gatuno entra no escritório, que ficava na R. Felipe de Alcaçova, na Vila Madalena, e leva nossa jóia da coroa, uma máquina de escrever elétrica IBM, “de bolinha”.
Ao saber do sumiço da peça, decidi que precisávamos de um muro alto, pois a casa era aberta para a rua, com murinho baixo.
Saí na minha Lambretta cor de laranja atrás de um depósito de material de construção, para encomendar areia, cimento, ferro e tijolo.
Quando desci a íngreme ladeira da R. Purpurina, entre a Fradique e a Mourato, encontrei um caminhão que subia e cuja carga de ferros de construção havia “escorrido” para o chão. O motorista e o ajudante estavam ali sem saber o que fazer, coçando a cabeça. Parei e perguntei:
– Tá sobrando ferro aí
– Por que, tá precisando quanto?
– Duas barras. (cada uma tem cerca de seis metros de comprimento)
– Pode pegar.
Embalado pela fantástica economia que eu proporcionaria à obra do muro, peguei duas barras no chão, dobrei-as ao meio, passei pelo estepe da Lambretta, amarrei com elástico, e saí arrastando uma espécie de rabo de andorinha com três metros de cada lado da Lambretta.
Subi a Purpurina em primeira marcha, virei à direita na Fradique, tudo ia bem, o ruído dos ferros arrastando no asfalto, me animei, coloquei segunda marcha, já estava no meio do quarteirão, ganhando velocidade na descida, quando um brutal tranco me lançou ao chão.
Deitado no asfalto, tonto, arranhado, esfolado, com enorme corte no pé, roupas e sapato rasgado, sem óculos e sem relógio, fui socorrido por “populares”, que gentilmente recolheram meus pertences espalhados e me ajudaram a levantar.
Aí entendi o tamanho da minha burrice, o lado direito daquele apêndice metálico que arrastava havia sido “mordido” pelo pneu de um carro estacionado, brecou a Lambretta que simplesmente me ejetou.
O saldo da brincadeira: Um pé mal costurado no pronto socorro da esquina, que depois inflamou e tive que ir a um cirurgião plástico que abriu tudo de novo, uma Lambretta destruída, a obra do muro adiada e uma lição aprendida:
Burrice mata.

é isso, por fernando stickel [ 10:18 ]

polpetone x filé à parmigiana

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No jornal Metro de ontem, a jornalista Jô Hallack escreve sobre “O polpetone mágico ideal”, que é nada mais nada menos o polpetone do restaurante Jardim de Napoli, em Higienópolis.
Uma vez provado, fixa-se na nossa memória e não sai mais, todos os outros polpetones passam a ser meros lembretes da experiência gloriosa original.
Pois eu me lembrei de um concorrente, o Filé à Parmigiana da Cantina Bella Venezia em São José dos Campos, às margens da Via Dutra.
Local de parada obrigatória nas viagens a Campos de Jordão nos anos 50 e 60, a família inteira pedia invariávelmente o Filé à Parmigiana, que ocupava naquela época lugar de destaque na minha memória.

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

einstein e a copa

einstein
Fui hoje ao Hospital Albert Einstein, consulta retorno com o Dr. Pistelli para examinar minha mão esquerda, atingida por dois acidentes.
O hospital é hoje um mega-complexo, seu estacionamento só perde em tamanho para o do Aeroporto de Congonhas, enfim, é muito, muito grande. E receberá ainda uma nova ala, na seta vermelha, em final de construção. Multidões circulam, é difícil achar lgum lugar, principalmente se você entrar pelo prédio errado.
Semana passada fui de carro, demorei horas, hoje fui de moto, bem melhor.
Enquanto esperava a consulta fiquei olhando pela janela, observando o bairro e me perguntei: Se hoje, em um dia normal, sem chuva, o trânsito já é infernal, como é que será com a Copa de 2014?
O trânsito gerado pelo hospital, mais o Palácio os Bandeirantes, mais o Estádio Cicero Pompeu de Toledo, mais a Giovanni Gronchi, melhor não pensar…

é isso, por fernando stickel [ 16:39 ]

memorial da américa latina

cong
Por dentro, o Auditório do Memorial da América Latina é um grande teatro, correto, com uma bonita tapeçaria em uma das paredes laterais, da Tomie Ohtake.
Pousada na curva da rampa a Pomba de Ceschiatti fundida em bronze tem 2,20m de altura e envergadura de 3,00 m. Renato Viana, da Fundação José de Paiva Neto, trabalhou na fundição que executou a pomba e me contou a aventura de produzir escultura deste tamanho.
Já por fora, o conjunto do Memorial é simplesmente um TERROR. Privilegiar imensas áreas de cimento, limpas, sem nada, em São Paulo, é de um absurdo arquitetônico total. É tão inospitável, árido, feio, desesperador, que a única coisa que dá vontade de fazer é se mandar rapidinho!
Desculpe-me, Seu Niemeyer, mas é ruim demais.

é isso, por fernando stickel [ 18:44 ]

bela vista

bixiga
Durante toda a minha infância, adolescência e até casar com 22 anos, este foi o meu bairro, a Bela Vista (Bixiga). O Cursinho Universitário, na R. São Vicente, que frequentei em 1968 estava a menos de um quarteirão das casas da foto, na R. Santo Antonio.

é isso, por fernando stickel [ 16:04 ]