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coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

cidade

lixo no ibirapuera

ibi9
Andando hoje cedo no Parque do Ibirapuera parei para conversar com dois garis que limpavam as margens do lago, e me dei conta de uma coisa:
Existem dois tipos de brasileiros:

1. Os que jogam o lixo no lixo.
2. Os que jogam o lixo na rua, no lago, em qualquer lugar.

No Ibirapuera, hoje, você encontra lixeiras em todos os lugares, não é preciso andar mais que 30 a 50 metros para encontrar uma. Ainda assim a turma joga o lixo em qualquer lugar.

Os brasileiros do tipo 1 estão provavelmente preocupados com a sua cidade, com o seu país, querendo algo melhor para si e seus filhos e netos, já os do tipo 2 são os adeptos da Lei de Gerson, não estão nem aí para nada.

é isso, por fernando stickel [ 10:34 ]

paulistania londrina

londrina
São Paulo amanheceu diferente. Quase londrina.

é isso, por fernando stickel [ 8:15 ]

helio x faria

helio
Esta foto de 17/2/2003 é a digital mais antiga que sobreviveu nos meus arquivos.
É do tempo da minha primeira câmera digital, Sony Cyber-shot DSC-F717.
Na esquina das avenidas Helio Pellegrino e Nova Faria Lima, este outdoor não sobreviveu à Lei Cidade Limpa, e também não sobreviveria ao prolongamento iminente da Helio Pellegrino, que se juntará à R. Funchal, na Vila Olímpia.

é isso, por fernando stickel [ 18:28 ]

mac-usp

lamiel
Obra da artista francesa Laura Lamiel, feita com sabões, exposta no MAC-USP Ibirapuera, na exposição Arte Frágil, Resistências.
No sábado fui andar no Ibirapuera, que estava LOTADO de gente, subi as rampas do MAC, e visitei a exposição, absolutamente VAZIA.
Interessante isso, pois o acesso ao MAC é gratuito, ele está ali no prédio da Bienal, e ninguém vai.
Será preguiça de subir as rampas?
Falta de informação?
Falta de interesse?
Falta de marketing?
Tudo isso junto?

é isso, por fernando stickel [ 8:13 ]

dia dos pais

ibi3
Acabo de voltar de uma caminhada no Parque do Ibirapuera.
Dia lindo, céu azul, sol, não muito quente, milhares de pessoas bem humoradas.
Já me senti premiado pelo Dia dos Pais.
Olhando as pessoas me ocorreu o seguinte pensamento:
Já imaginou o poder do pensamento de todas estas pessoas juntas?
Estão todos pensando em alguma coisa, estruturando uma conversa, planejando algo, ruminando, reclamando, reconhecendo, inventando, observando, desejando.
Todos os cérebros trabalhando, gastando e emitindo energia, mesmo um ou outro dormindo na sombra, e ainda assim seu cérebro trabalha, sonhando.

é isso, por fernando stickel [ 11:20 ]

burrice dói

burrice
Burrice dói.
Hoje fui mais uma vez vítima da minha própria burrice.
Andando de bicicleta no Parque do Ibirapuera abusei, fiquei andando sem as mãos no guidom, me distraí, errei a medida, fui ao chão.
Cotovelo, coxa, canela, tudo ralado.
A dor moral é a pior, pois você sabe que abusou, que deu chance para o desequilíbrio.

A roda traseira entortou, mas deu para chegar em casa. Aí a técnica é lavar tudo bem lavado com água e sabão, passar Traumeel pomada onde não há ferida aberta, e tomar Traumeel por boca. Deixar secar ao ar livre.
Pensar melhor na próxima vez que for fazer gracinhas.

é isso, por fernando stickel [ 12:29 ]

ar condicionado

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A convivência pacífica tem seu preço.
Quando reformei o meu apartamento, instalei ar condicionado de última geração super silencioso, dentro da área de serviço, troquei o caixilho para que a ventilação fosse possível.
Algum tempo depois o vizinho de baixo fez a instalação do lado de fora, e o ruído do compressor começou a incomodar.
O condomínio foi acionado, a síndica interveio e o vizinho foi convidado a desligar seu aparelho.
Hoje, se alguém quiser instalar, terá que ser internamente. É mais caro, mas é civilizado.

é isso, por fernando stickel [ 16:41 ]

vila olímpia

shopping
Uma novidade feia de doer é o novo Shopping Vila Olímpia, na R. das Olimpíadas, programado para inaugurar em Novembro.
O projeto neo-qualquercoisa é tão ruim que tem cara de ser do Julio Neves.

colmeia
A outra é o prolongamento da Av. Helio Pellegrino, projeto do Movimento Colméia em parceria com a Prefeitura.

é isso, por fernando stickel [ 14:28 ]

cartório do séc. 21

vampre
Do obscurantismo à civilização em meia hora.

A Fundação Stickel vendeu um carro e precisei na qualidade de presidente assinar o documento e reconhecer a firma “por autenticidade”.
Primeira parada da maratona foi o 4º Tabelião de Notas – Osvaldo Canheo, na R. Estados Unidos, feio, sujo, mal organizado.
Entreguei a documentação e informei que sou idoso. A moça me pediu o estatuto da Fundação, tive que voltar ao escritório, buscar, apresentei novamente, esperei 5 ou 10 minutos e me pediram para entrar e conversar com o responsável, que, gordo, folgado e sentado, me deixou de pé na frente dele enquanto acabava a conversa com alguém no guichê.
Calmamente esperei a conversa terminar, ele então se dirigiu a mim e disse que não poderia reconhecer a firma por entender que o estatuto não permite, etc… etc…
Argumentei (ainda de pé) que já havia sido feito assim anteriormente, que o veículo é um bem móvel, não necessita de autorização do conselho, etc…
Não houve jeito, o gordo folgado e mal educado não arredou o pé.

Saí e fui direto ao 14º Tabelionato de Notas de São Paulo – Vampré na R. Antonio Bicudo, onde também tenho firma.
Limpo, organizado, bem iluminado e sinalizado, com um simpático balcão de café.
Lá já havia a fila em separado para atendimento preferencial, a moça perguntou se eu era o representante da Fundação, disse que sim, não mostrei nada além do meu RG, ela preencheu imediatamente o livro, eu assinei, ela me perguntou se eu aceitava café ou chocolate, me deu o ticket, mal tive tempo de terminar meu chocolate e já estava sendo chamado ao guichê para pagar.
O Vampré está no Século 21, e o seu Canheo que me perdoe, mas o seu cartório é uma bosta!

Atualização de 31/7: Por desencargo de consciência fizemos uma consulta à Curadoria das Fundações, e está tudo certo.
Errou o 4º Tabelião de Notas – Osvaldo Canheo e seu gordo e incompetente funcionário, que de quebra desrespeitou um idoso…

é isso, por fernando stickel [ 17:04 ]

falta sol

verao1
Minha filha acaba de me ligar do Rio de Janeiro e diz que lá tem sol.
No resto do país não sei, mas tenho uma mensagem aos meus conterrâneos paulistanos: Não se desesperem!
Não há mal que dure para sempre, nem tristeza que não acabe.
Um dia o sol voltará a São Paulo!

é isso, por fernando stickel [ 9:13 ]

dia gelado

clube1
Dia gelado, cidade cinza, Clube Pinheiros vazio.
Câmera fotográfica do iPhone incrivelmente eficiente.

é isso, por fernando stickel [ 15:25 ]

sandra nos restaurantes

sandra51
Sandra, a minha patroa, meu norte, minha razão de ser, meu Amor, nos restaurantes que mais frequentamos, Nagayama do Itaim, Ritz e Spot.

é isso, por fernando stickel [ 16:31 ]

pintura no ibirapuera

ibira3
No Parque do Ibirapuera, hoje cedo.

é isso, por fernando stickel [ 12:16 ]

excrescências

ibira1
Hoje cedo no Ibirapuera frio, quase vazio e sob chuvisco, uma cena que não é inédita, mas pela pouca quantidade de pessoas saltou aos olhos.
Na minha direção caminha com passos resolutos um senhor bem apessoado, conjunto de agasalho Tactel com o zíper fechado até o alto do pescoço, boné combinando.
Rosto severo, sério e vincado, entre sessenta e setenta anos.
Alguns metros atrás dois seguranças de agasalho preto conversam animadamente aos sussurros, e assim prossegue a trinca ridícula.
No trânsito também se observa este fenômeno, carrões blindados sendo seguidos por seguranças truculentos em Santanas pretos.
Sinal dos tempos?
Não sei, me parecem excrescências da sociedade, tão estranhas como a UNE louvando Lula.

é isso, por fernando stickel [ 10:03 ]

tarde gelada

moe
Tarde gelada em São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 21:36 ]

micro-venezianas

janelas
Estive hoje de manhã em um escritório na Av. Paulista. As janelas da sala de reunião tinham micro-venezianas embutidas, a visão é estranha…
Estou encantado com as fotos do meu iPhone!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:25 ]

a cidade e o lixo

lixo1
Uma coisa que me impressiona e ao mesmo tempo irrita é a quantidade de lixo nas ruas de São Paulo.
Ando bastante, tudo que posso fazer por perto de casa faço a pé, e vejo muita gente jogando lixo pela janela dos carros e dos ônibus, vejo donos de cães se lixando para a merda dos respectivos que largam nas calçadas, vejo donos de lojas que são incapazes de varrer e recolher o lixo da frente de seus próprios estabelecimentos, enfim, vejo a falta de educação e civismo de larga parcela de paulistanos.
E tudo isso em Moema, Vila Nova Conceição e Vila Olímpia, bairros de classe média e média alta.

Já na Praça Pereira Coutinho, recém reformada, impera a limpeza e a ordem. Algumas das pessoas mais ricas do país moram ali. As calçadas dos mega-prédios são impecáveis, porém a dois quarteirões dali fiz as fotos do lixo acima.

pereira

é isso, por fernando stickel [ 16:10 ]

relógio do itaú

cj
Em Setembro de 1982 eu trabalhava no Banco Itaú como responsável pela implantação da Nova Identidade Visual do Banco, em talões de cheque, papelaria, sinalização de agências, publicidade, Cartão Estrela, etc…
Esta atividade me levou a visitar o Relógio Itaú no topo do Conjunto Nacional, na companhia do Sr. Valentim Sola, diretor da Publitas, empresa que gerenciava o relógio na época.
Subimos ao final de tarde na cobertura do prédio e começamos a analisar as estruturas metálicas de suporte do relógio, as lâmpadas neon, as cores, etc…
Aí o Valentim disse:
-Fernando, você não quer ver o relógio de frente? É só atravessar a estrutura…
Foi o que fiz, passando no meio dos tirantes metálicos e chegando em uma faixa livre de não mais de um metro de largura. Olhei para cima para a imensa estrutura metálica do relógio, que já estava aceso, aí me virei e na minha frente havia apenas o vácuo.
Não havia mureta de proteção, ou mesmo um parapeito, nada, apenas um ressalto no piso de no máximo 15 centímetros.
Olhei primeiro para longe, uma vista fantástica, aí baixei os olhos e olhei para baixo, me arrepio até hoje ao lembrar a sensação de vertigem, de enjôo.
O vácuo me puxou, quase me joguei, instintivamente me afastei imediatamente da borda e atravessei de volta a estrutura metálica, muito enjoado.
Me esforcei para acabar de tratar dos assuntos profissionais, com profundo mal estar, e já no carro voltando para o escritório da Publitas, que naquela época era na R. Tabapuã, comentei o meu mal estar dizendo:
-Estou precisando de um uísque…
De fato, chegando ao escritório Valentim me ofereceu um uísque, que me trouxe de volta à vida…
Ufa!

é isso, por fernando stickel [ 14:16 ]