aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

cidade

cartório do séc. 21

vampre
Do obscurantismo à civilização em meia hora.

A Fundação Stickel vendeu um carro e precisei na qualidade de presidente assinar o documento e reconhecer a firma “por autenticidade”.
Primeira parada da maratona foi o 4º Tabelião de Notas – Osvaldo Canheo, na R. Estados Unidos, feio, sujo, mal organizado.
Entreguei a documentação e informei que sou idoso. A moça me pediu o estatuto da Fundação, tive que voltar ao escritório, buscar, apresentei novamente, esperei 5 ou 10 minutos e me pediram para entrar e conversar com o responsável, que, gordo, folgado e sentado, me deixou de pé na frente dele enquanto acabava a conversa com alguém no guichê.
Calmamente esperei a conversa terminar, ele então se dirigiu a mim e disse que não poderia reconhecer a firma por entender que o estatuto não permite, etc… etc…
Argumentei (ainda de pé) que já havia sido feito assim anteriormente, que o veículo é um bem móvel, não necessita de autorização do conselho, etc…
Não houve jeito, o gordo folgado e mal educado não arredou o pé.

Saí e fui direto ao 14º Tabelionato de Notas de São Paulo – Vampré na R. Antonio Bicudo, onde também tenho firma.
Limpo, organizado, bem iluminado e sinalizado, com um simpático balcão de café.
Lá já havia a fila em separado para atendimento preferencial, a moça perguntou se eu era o representante da Fundação, disse que sim, não mostrei nada além do meu RG, ela preencheu imediatamente o livro, eu assinei, ela me perguntou se eu aceitava café ou chocolate, me deu o ticket, mal tive tempo de terminar meu chocolate e já estava sendo chamado ao guichê para pagar.
O Vampré está no Século 21, e o seu Canheo que me perdoe, mas o seu cartório é uma bosta!

Atualização de 31/7: Por desencargo de consciência fizemos uma consulta à Curadoria das Fundações, e está tudo certo.
Errou o 4º Tabelião de Notas – Osvaldo Canheo e seu gordo e incompetente funcionário, que de quebra desrespeitou um idoso…

é isso, por fernando stickel [ 17:04 ]

falta sol

verao1
Minha filha acaba de me ligar do Rio de Janeiro e diz que lá tem sol.
No resto do país não sei, mas tenho uma mensagem aos meus conterrâneos paulistanos: Não se desesperem!
Não há mal que dure para sempre, nem tristeza que não acabe.
Um dia o sol voltará a São Paulo!

é isso, por fernando stickel [ 9:13 ]

dia gelado

clube1
Dia gelado, cidade cinza, Clube Pinheiros vazio.
Câmera fotográfica do iPhone incrivelmente eficiente.

é isso, por fernando stickel [ 15:25 ]

sandra nos restaurantes

sandra51
Sandra, a minha patroa, meu norte, minha razão de ser, meu Amor, nos restaurantes que mais frequentamos, Nagayama do Itaim, Ritz e Spot.

é isso, por fernando stickel [ 16:31 ]

pintura no ibirapuera

ibira3
No Parque do Ibirapuera, hoje cedo.

é isso, por fernando stickel [ 12:16 ]

excrescências

ibira1
Hoje cedo no Ibirapuera frio, quase vazio e sob chuvisco, uma cena que não é inédita, mas pela pouca quantidade de pessoas saltou aos olhos.
Na minha direção caminha com passos resolutos um senhor bem apessoado, conjunto de agasalho Tactel com o zíper fechado até o alto do pescoço, boné combinando.
Rosto severo, sério e vincado, entre sessenta e setenta anos.
Alguns metros atrás dois seguranças de agasalho preto conversam animadamente aos sussurros, e assim prossegue a trinca ridícula.
No trânsito também se observa este fenômeno, carrões blindados sendo seguidos por seguranças truculentos em Santanas pretos.
Sinal dos tempos?
Não sei, me parecem excrescências da sociedade, tão estranhas como a UNE louvando Lula.

é isso, por fernando stickel [ 10:03 ]

tarde gelada

moe
Tarde gelada em São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 21:36 ]

micro-venezianas

janelas
Estive hoje de manhã em um escritório na Av. Paulista. As janelas da sala de reunião tinham micro-venezianas embutidas, a visão é estranha…
Estou encantado com as fotos do meu iPhone!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:25 ]

a cidade e o lixo

lixo1
Uma coisa que me impressiona e ao mesmo tempo irrita é a quantidade de lixo nas ruas de São Paulo.
Ando bastante, tudo que posso fazer por perto de casa faço a pé, e vejo muita gente jogando lixo pela janela dos carros e dos ônibus, vejo donos de cães se lixando para a merda dos respectivos que largam nas calçadas, vejo donos de lojas que são incapazes de varrer e recolher o lixo da frente de seus próprios estabelecimentos, enfim, vejo a falta de educação e civismo de larga parcela de paulistanos.
E tudo isso em Moema, Vila Nova Conceição e Vila Olímpia, bairros de classe média e média alta.

Já na Praça Pereira Coutinho, recém reformada, impera a limpeza e a ordem. Algumas das pessoas mais ricas do país moram ali. As calçadas dos mega-prédios são impecáveis, porém a dois quarteirões dali fiz as fotos do lixo acima.

pereira

é isso, por fernando stickel [ 16:10 ]

relógio do itaú

cj
Em Setembro de 1982 eu trabalhava no Banco Itaú como responsável pela implantação da Nova Identidade Visual do Banco, em talões de cheque, papelaria, sinalização de agências, publicidade, Cartão Estrela, etc…
Esta atividade me levou a visitar o Relógio Itaú no topo do Conjunto Nacional, na companhia do Sr. Valentim Sola, diretor da Publitas, empresa que gerenciava o relógio na época.
Subimos ao final de tarde na cobertura do prédio e começamos a analisar as estruturas metálicas de suporte do relógio, as lâmpadas neon, as cores, etc…
Aí o Valentim disse:
-Fernando, você não quer ver o relógio de frente? É só atravessar a estrutura…
Foi o que fiz, passando no meio dos tirantes metálicos e chegando em uma faixa livre de não mais de um metro de largura. Olhei para cima para a imensa estrutura metálica do relógio, que já estava aceso, aí me virei e na minha frente havia apenas o vácuo.
Não havia mureta de proteção, ou mesmo um parapeito, nada, apenas um ressalto no piso de no máximo 15 centímetros.
Olhei primeiro para longe, uma vista fantástica, aí baixei os olhos e olhei para baixo, me arrepio até hoje ao lembrar a sensação de vertigem, de enjôo.
O vácuo me puxou, quase me joguei, instintivamente me afastei imediatamente da borda e atravessei de volta a estrutura metálica, muito enjoado.
Me esforcei para acabar de tratar dos assuntos profissionais, com profundo mal estar, e já no carro voltando para o escritório da Publitas, que naquela época era na R. Tabapuã, comentei o meu mal estar dizendo:
-Estou precisando de um uísque…
De fato, chegando ao escritório Valentim me ofereceu um uísque, que me trouxe de volta à vida…
Ufa!

é isso, por fernando stickel [ 14:16 ]

ibirapuera

ibi21
Hoje cedo no Parque do Ibirapuera, este para o meu gosto é um dos locais mais bonitos da cidade.

é isso, por fernando stickel [ 12:19 ]

charuteiros


Fui ao encontro relatado abaixo nesta Mercedes-Benz 500SL 1986, cuja história contarei um outro dia…
Óbviamente o almoço deu-se muitos anos antes da Lei Seca, e os anjos da guarda estavam todos atentos…

Charuteiros

Dedico esta humilde crônica à memória de meu avô, Arthur Stickel.

Segundo o relato de Eduardo Matarazzo, que tive o prazer de ouvir hoje, meu adorável avô, que foi fumante, mas de quem só me lembro da fase de bom copo, se apresentou ao trabalho vestindo fraque, no dia 1º de março de 1920, nas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Ainda segundo sua narrativa, meu avô teria sido um grande companheiro nosso na tarde de hoje, no que concordo.

Consegui chegar em casa ileso às 18h30, não sei bem como.
Tomei um banho frio.
Tomei dois goles de guaraná.
Dei vários beijos no meu filho Arthur Siriuba Stickel, de quase cinco anos de idade.
É preciso um mínimo de lucidez para relatar os fatos.

Almoço no Fasano hoje, sábado, 11 de dezembro de 1999, às 13h, promovido pelo meu grande amigo Beto Ranieri, convite a R$250 com direito a uma montanha de abobrinhas, muita amizade, charutos, inúmeras taças de prosecco Ruggieri, almoço, bom vinho tinto que esqueci o nome, conhaque e mais outras toneladas de bobagens. São 19h e tento me lembrar dessa tarde emblemática, quase final de século em São Paulo.

Aos fatos (fatos?!):

Tudo começou numa mesa de bar. Não um bar qualquer, mas o bar do Fasano. Do meu lado esquerdo Olivier Anquier, do meu lado direito Cassio Gabus Mendes, em frente Max Abdo, todo de preto com um lindo broche “2000” em falsos brilhantes do Arnaldo Guaraná Brasil, à sua esquerda meu colega artista plástico Dudu Santos. Mais à esquerda Gaston Hamaoui, Guilherme Afif Domingos e Eduardo Matarazzo.
Por volta das 15h mudamo-nos para a mesa de almoço no salão principal do restaurante, e nossa companhia foi acrescida de um senhor bastante luminoso, estabelecido à rua Paula Souza: José Orlando Ferreira, Jota para os amigos.
A perdiz pouco fibrosa só para os sóbrios nos fez lembrar do almoço no Cruzador Prinz Eugen, atracado em Santos, quando Don Eduardo, supimpa, culpou o Rearmamento Moral pela tertúlia flácida, já se alongando, já que o velho Stickel dizia nos anos 40 que Hitler iria humilhar a Alemanha. Sugeriram então que procurássemos o Júlio, uma pessoa contundente, na Paula Souza, onde o estado imunológico intelectual cairia como uma luva na oligarquia paulista getulista filha de uma puta.
Olivier, respondendo ao Jota, deu sua receita do bom amanhecer:
“Ter a satisfação de ter ido dormir tendo feito tudo que tinha para fazer e começar o novo dia sem saber o que fazer, em vez de não ter nada para fazer”.
Fizemos então uma rápida pesquisa sobre os pontos mais significativos desse nosso evento:
1o lugar: O vírus do absurdo, a falta de seriedade, amizade, abobrinha, mulher (não foi bem esse o termo usado…).
2o lugar: As bebidas, bêbado é uma merda.
3o lugar: O que nos une, charutos.
4o lugar: A comida é detalhe. Eu diria novamente abobrinha.
A pesquisa foi aprovada por umidade avançada.
Houve então um HOMEM RURAL fazendo questão da prevalência de sua opinião sobre o cancro cítrico sendo equivalente a doença venérea. Ex-amigo senador não, És amigo. Votei nele pra presidente.
A primeira dama do ES, mostrando a coleção de relógios do palácio do governo, explicava a Olivier a razão de tantos pêndulos imóveis em tantos relógios antigos ostentando a hora certa – “O pessoal aqui é muito criativo, retiraram as engrenagens, que não serviam pra nada, e botaram raiovac em tudo!” – e os pêndulos imóveis, mortos, brochas, precisando de próteses!
Jota nunca havia tomado dry-martini. Quando cometeu a experiência, numa tertúlia informal, mandou logo doze, oito no Gero e quatro no Fasano. Diz que chegou em casa guiando, normalmente. Tem que haver algum santo zelando por nós!
Foi proposto para ser discutido no chá das cinco da ABL:
Tomem-se três charutos, dois sem fluxo e um com, é a mesma coisa que tomarmos três mulheres, duas sem buceta e uma com!
Don Eduardo propôs a substituição do símbolo nacional por um muro muito longo, em cima do qual se acomodaria a maioria dos políticos nacionais. Não houve contestação.
Estávamos em meio a uma digressão filosófica quando apareceu o Beto e chegamos à conclusão de que somos nós que pagamos a festa de fim de ano para seus principais clientes e amigos!
Lida por todos a ata foi declarada com fome e por todos assassinada.
Fica faltando a historia correta do “avanti c’ol culo, ma sempre avanti”, que o Guilherme não me enviou, e ficamos assim.
Grande e afetuoso abraço em todos,
Fernando Stickel

é isso, por fernando stickel [ 16:14 ]

outono paulistano

passeio1
Tarde paulistana de outono, depois do almoço passear com o Arthur e sua labradora Sofia Loren, e minha mãe.

cima
Olhar para cima…

esquina
Na esquina a reforma de uma casa com uma arquitetura, digamos assim, esquisita. Não vou dizer quem é o arquiteto, depois vão dizer que é perseguição…
Mas é necessário deixar claro, mínimamente, que um caixilho convencional ortogonal, coberto por uma curva de alvenaria é uma solução de quinta. O autor, evidentemente desconhece a história, e provávelmente Rudolf Steiner e o Goetheanum.

portao4
Um portão.

tarde13
Final da tarde, a lua cheia é amanhã.

é isso, por fernando stickel [ 17:54 ]

biennale di venezia

biennale1
Em 1985 meu amigo Jay Chiat (1931-2002) me convidou a passar uma temporada em Cap d’Antibes, em Junho.
Em 1986 ele repetiu o convite, e eu prontamente aceitei, ao terminar a novamente gloriosa temporada na Villa Dorane, tomei o trem para ir à Bienal de Veneza. No meio do caminho parei em Genova e liguei para a minha mãe do orelhão só para saber se estava tudo bem com a família.
Ela atendeu o telefone já suspirando, o diálogo foi mais ou menos assim:

-Oi Mãe, tudo bem?
-Ah… Fernando…….
-Que foi? Aconteceu alguma coisa??!!
-Ah…. Fernando…. o Antonio………
-Fala Mãe!!!! Fala logo, o que aconteceu?!!!!!!!
-Ele levou um tiro.
-Aonde??
-Na mão.
-Que mão?
-Direita.
-Como? Ele está bem??!!
-Foi um assalto, mas agora já está tudo bem.
-Tô voltando.

Depois de dois ou três dias, passando por uma conexão em NYC, cheguei ao aeroporto em São Paulo e o Antonio meu filho, com 7 anos de idade estava lá me esperando com o gesso no braço direito.
Aconteceu um assalto ao posto de gasolina da esquina da R. João Cachoeira x R. Dr. Alceu de Campos Rodrigues, no Itaim, o Antonio estava no banco de trás da Variant da mãe, voltando da escola com o motorista, e uma bala perdida entrou pelo vidro traseiro do carro e pegou no antebraço dele, fraturando o osso.
Por sorte o motorista teve presença de espírito, e assim que percebeu o que havia ocorrido, foi ao Hospital São Luís, que fica ali do lado e o Antonio foi prontamente atendido, sem maiores consequências.
Passado o susto o Antonio perguntou se eu não havia ficado chateado de não ir para a Bienal, conforme o planejado, e eu disse que de jeito nenhum, que nem pensava mais nisso, e que o importante era ele estar bem.

Com isso, a vontade de ver La Biennale di Venezia ficou adiada até agora, pois mais uma vez o Credit Suisse me faz um convite IRRECUSÁVEL, para visitar com eles a Bienal, nos feriados da semana que vem.
É óbvio que aceitei, Sandra e eu lá estaremos, não preciso mais adiar meu sonho…

é isso, por fernando stickel [ 11:23 ]

renata falzoni

dri
Recebi este e-mail da Renata Falzoni:

“Veja o meu blog (tem fotos suas)

RUAS PARA AS PESSOAS
Nesse domingo cobri a Maratona de São Paulo. Fui de bicicleta e não era a única a pedalar pelo circuito de 42 km que serpenteava a cidade, ao meu lado algumas centenas de ciclistas, em sua maioria pais acompanhados de seus filhos, aproveitaram as ruas a salvo de carros para curtir um domingo ao ar livre.

Nos idos tempos da prefeita Erundina, de 1989 a 1993, a av Juscelino Kubitschek era fechada aos domingos desde o Ibirapuera até a marginal do Pinheiros. É anterior a essa época um projeto de ciclovias pelas marginais de terra do Rio Pinheiros unindo a USP ao Vila Lobos e ao Ibirapuera. Esse projeto paira pela prefeitura até hoje e diz a lenda que vai sair! Diz a lenda!

Desde então a USP fechou suas portas aos domingos à população paulistana, sem falar na antipatia declarada aos ciclistas.”

Em seu blog a Renata fala das coisas mais simples e necessárias em uma megalópole como São Paulo. Os direitos dos pedestres e ciclistas.

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]

inst. de arte contemporânea

iac
O Instituto de Arte Contemporânea – IAC, fundado em 1997 é um oásis de perfeição nas artes paulistanas.
O prédio, integrado ao complexo do Centro Universitário Maria Antonia, cedido pela USP e reformado com competência, abriga importantes obras da vertente geométrica e construtivista dos artistas
Sergio Camargo
Mira Schendel
Willys de Castro
Amilcar de Castro

Vale uma visita!

Na verdade coloquei um tijolinho nesta construção, anos atrás a Raquel Arnaud fez um leilão para levantar fundos para a reforma, e eu doei uma obra minha.

é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]

centro de sp

araujo
Doutor Marcondes. Soa antigo não?
É antiquíssimo, é o nome do médico de família, clínico geral, que atendia neste prédio na R. Araujo, centro de SP.
Aliás, tudo se fazia no centro nos anos 50, médicos, cartórios, advogados, escritórios, lojas.
Quantas vezes coloquei paletó e gravata para “ir ao centro”, meu pai exigia.
Na R. Marconi ficava o consultório do oculista, que eu visitava com frequencia para fazer exercícios contra estrabismo. Segurava um aparelho na frente dos olhos e puxava o cursor para perto e para longe, tinha que colocar o soldadinho na casinha inúmeras vezes.
Na saída ganhava um doce, acho que era na Cristallo.

é isso, por fernando stickel [ 18:36 ]

instituto dos arquitetos

iab
EDIFÍCIO DO INSTITUTO DOS ARQUITETOS DO BRASIL – Rua Bento Freitas 306 – Vila Buarque
Processo: 31622/94 Tomb.: Res. SC 41 de 17/1/02 D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 331, p. 84, 7/2/2002

Em 1946, o IAB-SP organizou um concurso, entre os seus associados, para a elaboração de projeto do edifício-sede da entidade. O júri, composto pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Firmino Saldanha, selecionou os anteprojetos de três equipes: Rino Levi e Roberto Cerqueira César; Jacob Ruchti, Miguel Forte e Galiano Ciampaglia; Abelardo de Souza, Hélio Duarte e Zenon Lotufo.
Por sugestão de Niemeyer, os três escritórios reuniram-se para desenvolver o projeto final que resultou num exemplar considerado um dos marcos da arquitetura moderna em São Paulo.
Além da sede do IAB, que ocupa o térreo e o andar duplo superior, o edifício abriga escritórios e, no subsolo, um auditório. Os acessos são totalmente independentes, utilizando-se escada privativa para instituição e, elevadores, para os escritórios. No decorrer do tempo, o edifício incorporou obras de arte de indubitável valor que foram incluídas no tombamento: murais de Antônio Bandeira e de Ubirajara Ribeiro, móbile denominado The Black Widow de Alexander Calder e a escultura atribuída a Bruno Giorgi.

Recém-formado arquiteto cheguei a trabalhar neste prédio no estúdio do arquiteto Marcos Acayaba, e tenho uma memória afetiva/romantica deste período “na boca”. Consta do boletim do IAB Nº58 de Abr/Mai/Jun 2007 que será feita uma reforma do prédio, mas pelo que vi recentemente o prédio está podre.

Aparentemente este é o destino dos bens tombados em nossa grande nação: APODRECER.
É uma pena.

Pressionando aqui você vai à lista de bens tombados no Estado de São Paulo.


Calder no IAB, nos bons tempos…

é isso, por fernando stickel [ 23:37 ]