
Olhando a biblioteca.
Coisas do estúdio.
Olhando os livros.

Olhando a biblioteca.
Coisas do estúdio.
Olhando os livros.
Sem pele ou lona (por Ledusha)
Há horas definitivas
em que o amor te põe nocaute
Não existe pele ou lona alguma
que suavize o seu impacto
O amor te expõe a tudo
de novo, de velho, de insano,
de lindo, de fácil
impossível
Depois de espumar
como um mar bravio
em seus ouvidos
subitamente repousa
e de joelhos te promete a eternidade
– quem o rejeitaria?
Às vezes
depois de dormir no
teu colo
te esfola vivo
O amor sabe como te arrancar o couro,
baby
Sua brasa intermitente
no bom e no tal sentido
te fazem um ser movido a ciscos,
relâmpagos de lâmina,
prazeres e suspiros
O amor
te encaixa
no caos do cosmo
no colo maternal das nuvens
Te deixa à beira, à deriva
e te incita a pisar sem olhos seu precioso gume
O amor detona revoluções, partidos,
linhas filosóficas, correntes artísticas
Fomenta banalidades, paixões, teses de doutorado,
crimes, letras de música e saudade
Instrumentos que delineiam
a história e geografia de cada um
O amor te faz preciso
Vulnerável
porém radioso

O grupo de trabalho da FAUUSP, cerca 1970.
Da esq para a dir, Edo Rocha, Plinio Toledo Piza Filho, Sergio Ficher, Leslie Joseph Murray Gattegno (já falecido), Iris Di Ciommo, eu.
Por enquanto só vou dizer o seguinte: Quem ainda não viu Tiros em Columbine, do Michael Moore, vá correndo ver na tela grande.
O filme, o retrato da realidade, a decadência do império americano, são imperdíveis, dá medo.

Lá no finalzinho dos anos 70 iniciei com meu colega arquiteto Lelé Chamma uma empresa de comunicação visual que batizei de und (“e”, em alemão).
Quatro anos depois decidi dar a grande guinada profissional da minha vida, abandonando o design em favor das artes plásticas, e me retirei da und.
Hoje, recebo com prazer um e-mail do Lelé mostrando o painel que fizeram em parceria com a Casa Santa Luzia e o Gregorio Gruber.

Coisa mais linda, foto de Christian Coigny
Dica do arquivo Letteri

Marcel Broodthaers , Schaal Eieren, 1966

Meu presente de casamento para Marta Goes e Nirlando Beirão.
Aquarela, 47 x 70cm.

Marilyn Monroe, by Doug Kirkland

Desenhos de telefone.

Ainda estudante de arquitetura na FAUUSP, e logo depois de formado, trabalhei com o arquiteto Salvador Candia, meu mestre do pouco que sei de arquitetura.
Nesta época, 1970 a 74, havia muito tempo livre, muito espaço para “cera técnica” e eu aproveitava para desenhar, normografar besteiras.

Discordo do Amarar, existem livros insubstituiveis, seja pela carga afetiva, seja lá pelo que for, não me desgrudo deles, alguns estão comigo há mais de 30 anos.
Mesmo que haja outra maneira de consultá-los.

Página de um caderno de anotações, com a ajuda do Mestre Millôr:
De repente
Na alma
O terror da calma

Ontem à noite passei em frente ao Teatro Ágora, na R. Rui Barbosa, 664 – Bela Vista, dos meus amigos Roberto Lage e Celso Frateschi, e fiquei triste ao ver que a fachada foi reformada, obliterando a pintura que eu havia feito.
Tudo bem, manutenção é necessária, mas que trabalho sumido é triste é, ainda mais que apagaram sem me avisar.

A fachada do teatro hoje, 2021, segundo Google.

A tchurma gostou tanto que vou mostrar outro ângulo do meu estúdio, numa tarde de sol, para alegrar a tarde horrorosa de hoje aqui em SP.

Aula de desenho de observação no meu estúdio.

o quente é uma revista
que se foda a literatura
tem que ser uma transa com tesão
crua de tão pura
fedendo pra cachorro
obscena e imprevista
mas realmente limpa
uma coisa que não minta
vamos fazer um esporro
algo que se adiante
autêntico e delirante
uma coisa genuína como pichação
na latrina
agraciada com garra e agarrada
com graça
segure a barra e mande brasa
e. e. cummings, tradução de duda machado