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vera recomenda

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A Vera, dona do carrinho da “Melhor água de coco do Parque do Ibirapuera” recomenda:

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é isso, por fernando stickel [ 12:31 ]

pintura no ibirapuera

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No Parque do Ibirapuera, hoje cedo.

é isso, por fernando stickel [ 12:16 ]

excrescências

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Hoje cedo no Ibirapuera frio, quase vazio e sob chuvisco, uma cena que não é inédita, mas pela pouca quantidade de pessoas saltou aos olhos.
Na minha direção caminha com passos resolutos um senhor bem apessoado, conjunto de agasalho Tactel com o zíper fechado até o alto do pescoço, boné combinando.
Rosto severo, sério e vincado, entre sessenta e setenta anos.
Alguns metros atrás dois seguranças de agasalho preto conversam animadamente aos sussurros, e assim prossegue a trinca ridícula.
No trânsito também se observa este fenômeno, carrões blindados sendo seguidos por seguranças truculentos em Santanas pretos.
Sinal dos tempos?
Não sei, me parecem excrescências da sociedade, tão estranhas como a UNE louvando Lula.

é isso, por fernando stickel [ 10:03 ]

ibirapuera

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Hoje cedo no Parque do Ibirapuera, este para o meu gosto é um dos locais mais bonitos da cidade.

é isso, por fernando stickel [ 12:19 ]

renata falzoni

dri
Recebi este e-mail da Renata Falzoni:

“Veja o meu blog (tem fotos suas)

RUAS PARA AS PESSOAS
Nesse domingo cobri a Maratona de São Paulo. Fui de bicicleta e não era a única a pedalar pelo circuito de 42 km que serpenteava a cidade, ao meu lado algumas centenas de ciclistas, em sua maioria pais acompanhados de seus filhos, aproveitaram as ruas a salvo de carros para curtir um domingo ao ar livre.

Nos idos tempos da prefeita Erundina, de 1989 a 1993, a av Juscelino Kubitschek era fechada aos domingos desde o Ibirapuera até a marginal do Pinheiros. É anterior a essa época um projeto de ciclovias pelas marginais de terra do Rio Pinheiros unindo a USP ao Vila Lobos e ao Ibirapuera. Esse projeto paira pela prefeitura até hoje e diz a lenda que vai sair! Diz a lenda!

Desde então a USP fechou suas portas aos domingos à população paulistana, sem falar na antipatia declarada aos ciclistas.”

Em seu blog a Renata fala das coisas mais simples e necessárias em uma megalópole como São Paulo. Os direitos dos pedestres e ciclistas.

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]

jorge guinle

guin
No Museu de Arte Moderna MAM, no Parque do Ibirapuera abriu ontem a retrospectiva de pinturas de Jorge Guinle (1947 – 1987).
Faz tempo que não recomendo algo no universo das artes pláticas nacionais, e esta exposição me estimulou. Não apenas pelas pinturas, fortes e de grandes dimensões, mas também pelos desenhos, maravilhosos e pequenos óleos sobre papel. Não perca.

é isso, por fernando stickel [ 11:31 ]

bienal do vazio


O PROTESTO DAS ARTES – 07/12/2008

AONDE HOUVER UM ARTISTA, NÃO EXISTIRÁ UM VAZIO!
Texto -Ana Maria Lisbôa Mortari

A iluminada manhã de primavera brindou os paulistanos que visitaram o Parque do Ibirapuera neste primeiro sábado de dezembro.
Apesar de nossa querida São Paulo haver se transformado numa das maiores metrópoles do mundo, a beleza e extensão deste parque, que alguns de nós viu nascer durante as comemorações do quarto centenário desta cidade, nos faz pensar que aqui só existem flores e belos jardins…
Mas, nem sempre tudo são flores…
Foi o que pudemos constatar neste ano com as ocorrências que antecederam e precederam a inauguração desta malfadada “28ª Bienal do vazio!”
Sim, o titulo é com letra minúscula porque vazio é nada.
– O que será que isso quer dizer? Onde está o vazio? Que vazio é esse?
– Vazio para mim e apoiada pelo Aurélio, significa:
“Que não contém nada, ou só contem ar; desocupado; despovoado; desabitado; frívolo, fútil; pessoa vazia; falto ou destituído de inteligência; cabeça vazia; pensamentos vazios;”
Portanto nenhum destes significados pode ser encaixado como símbolo ou título de uma Bienal de Arte.
Achei tudo isso tão grotesco, que pela primeira vez não fui ao evento, pois não tenho tempo a perder para ver o nada, executado por pessoas vazias, de cabeças e pensamentos vazios.
OH! Por favor, não desejo magoar ninguém em especial porque, essas frases são do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, da Academia Brasileira de Letras e Filologia…
Com esse espírito fui convidada por um grupo de artistas liderado por Antonio Peticov, para uma manifestação puramente intelectual em frente ‘a Bienal, hoje ás 10:00 hs, onde estava sendo organizada uma grande festa carnavalesca para o encerramento do “Circo do Vazio”, logo mais tarde.
Nós artistas plásticos estivemos lá.
A curadoria e a presidência da Bienal, embora convidadas não compareceram à nossa pacifica manifestação contra a desrespeitosa citação de “Vazio na Arte”, apoiada pela Uol, VIVASP, Blog do Mario Lopomo, Grupo São Paulo Minha Cidade, Radio Eldorado, GNT, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, Agencia de Notícias da Internet, entre outras, mas, nós entendemos… Afinal tratava-se de uma manifestação intelectual, de intelectuais, estudiosos e profissionais da arte paulista.
Num momento em que lamentamos profundamente o fechamento de grandes e honradas galerias, a ausência de competentes marchands que desistiram ou saíram do mercado, dos grandes colecionadores e apreciadores que apoiavam os artistas em suas exposições e leilões de arte, dos clientes de arte que a crise os afastou do mercado que tanto apreciam e conhecem… É lamentável assistirmos alguém que ocupa uma posição de comando num espaço público que pertence ao povo como é o saguão da Bienal e outros do Ibirapuera, dedicar uma Bienal – outra aberração visto bienal significar dois anos – com todo aquele espaço homenageando o que carregam em suas cabeças: NADA!
Tantos artistas sem conseguirem locais para expor suas obras, ou sem capacidade financeira para custear exposição em galerias, para assistirmos a essa “Apoteose do NADA”?
É um assinante ‘a classe artística.
É um desrespeito a nós como profissionais da arte.
Alias, acredito que esse tipo de presidência e curadoria deveria ter pessoas do meio artístico, para garantir a sensibilidade e a criatividade para organizar Bienais como já existiram no passado, e não acontecer mais outra em homenagem ao NADA, onde para acontecer algo, precisaram mandar prender alguém que incomodado quis colocar algo lá dentro…
Como diria Lair Ribeiro o filósofo das massas: “O pior incompetente é aquele que não tem competência para perceber o quanto é incompetente!”
Por essas e outras que após mais de 35 anos de carreira, de lecionar, de exposições nacionais e internacionais, de inúmeras premiações e comendas, de haver pintado entre outros trabalhos um altar mor de 42 metros quadrados, uma Via Sacra em Minas Gerais, um cenário, vários painéis e inúmeros quadros, me sinto desanimada frente ‘a carreira, ao mercado atual, despojada de forças para pintar com o ímpeto e a criatividade que pulsam dentro de mim, ao ver pessoas em posições chave, nada fazerem para levarem a arte, a cultura e o conhecimento para a sociedade brasileira.
Disse, digo e não canso de repetir: “A Arte nunca foi vazia. Nem na época da guerra mundial ela deixou de existir, mas se transformou num registro das ocorrências como em todos os tempos da história mundial”.
Assim termino meu texto com o título: “AONDE HOUVER UM ARTISTA, NÃO EXISTIRÁ UM VAZIO”!

O artigo completo pode ser visto aqui.

é isso, por fernando stickel [ 11:45 ]

sucos ou grafite?


Durante anos funcionou nesta esquina da Av. Republica do Líbano, em frente ao Parque do Ibirapuera uma lanchonete de sucos, açaí na tijela, etc… permanentemente cheia de clientes.
A Prefeitura fechou-a várias vezes, e várias vezes foi reaberta, finalmente foi murada e surgiu recentemente este grafite.

é isso, por fernando stickel [ 9:46 ]

domingo esportivo


Domingo no Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 10:38 ]

bienal do vazio


A fila para andar de tobogã.

Mais Bienal do Vazio, transcrevo abaixo artigo de Jorge Coli na Folha de São Paulo 09/11/2008

“O título deste “Ponto de fuga” está na coluna de Barbara Gancia – Esta Bienal… reflete a arte contemporânea? Um artigo que lavou a alma. Enfim, alguém berrou: “O rei está nu”.
Ou melhor: a Bienal de São Paulo está vazia. Vazia. Sem floreios ou firulas: vazia, irremediavelmente vazia, patéticamente vazia. Vazia de obras, de idéias, de vergonha.
Não é gesto artístico: Yves Klein [1928-62] pintou de branco a galeria Iris Klert, em Paris, e expôs o vazio, provocando filas de gente querendo entrar para ver o que não havia.
Isso em 1958. Cinqüenta anos depois, está lá, no pavilhão do Ibirapuera, o cavo, o inane, o chocho.
Não adianta vir com história de que essa Bienal causa “polêmica”, palavra hedionda porque reduz argumentos e debates a um espetáculo de circo. Não pode haver “polêmica” com alguma coisa que se situa entre o simplório e o safado. Não é admissível contemporizar, dizendo que a arquitetura do Niemeyer ficou visível, patati e patatá.
Nem que houve seminários, conferências e quejandos: a Bienal de São Paulo não é academia ou universidade. Existe para mostrar arte recente.
Nem que ela “questiona” a produção de hoje ou a natureza das próprias bienais. Questiona nada, porque é um nada.
O que ela traz, sem querer, não é artístico ou estético, é ético. Aracy Amaral, com sua serenidade de sábia, tocou num nervo exposto, declarando à Folha: “Existe uma produção nacional muito vigorosa que não está aqui e poderia”.
Basta comparar a atual Bienal de São Paulo com as últimas edições da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.
Lá, as mostras, nacionais e internacionais, são vivas, agudas, brilhantes.
Parquinho
No segundo andar da Bienal não há nada. Literalmente. No primeiro, algumas obras minguadas. Entre elas, um escorregador, de Carsten Höller. Escorregador mesmo.
Na Tate Modern, de Londres, há dois anos, eram cinco. Aqui é um só, perdido no desânimo.
Se é para perturbar a seriedade sagrada dos lugares reservados às artes, uma sugestão: instalar a próxima bienal no Playcenter. Tanya Barson, da Tate Modern (Londres), que lamentou, na Folha, ter voado 14 horas para ver a Bienal do Vazio, poderia ao menos se divertir na montanha-russa, no chapéu mexicano.
Charabiá
Como muitas pessoas são fascinadas por aquilo que não conseguem entender, a crítica e a teoria das artes abusam.
Jonathan Shaughnessy sobre Carsten Höller: “Esses objetos tentam ao mesmo tempo embrulhar e revelar os sentidos a fim de que inibam a subjetividade e o sentimento de si ao invés de favorecê-los”. Tradução possível: depois de escorregar no tobogã a gente fica tonto.
Coronéis
Um problema de certas instituições brasileiras voltadas para a arte e para a cultura é que se acham nas mãos de ricaços.
Nos EUA, contribuições vão para o MoMA ou a Metropolitan Opera. Uma direção especializada decide o destino das verbas. Aqui, quem tem dinheiro mete o bedelho. Os resultados são desastrosos. Sem contar a freqüência com que dinheirama e falcatrua se tornam sócias.
Ilustração evidente, o caso de Edemar Cid Ferreira. Chegou a ser mais poderoso do que o ministro da Cultura no Brasil e acabou na cadeia.
Tristes fraquezas pressupostas naquele latim: “Sic transit gloria mundi”, ou seja, uma hora por cima, outra hora por baixo. Edemar Cid Ferreira vivia circundado por uma corte de intelectuais que se agitava ao seu serviço. Que se escafedeu ao sentir o cheiro de queimado.”

é isso, por fernando stickel [ 15:06 ]

ibirapuera e bienal


Minha visita à Bienal hoje à tarde se iniciou por aqui, a Praça do Porquinho no Parque do Ibirapuera.


O enorme vazio da 28ª Bienal de São Paulo.


A favelização da ARTE.


O auditório principal no 3º Andar, vazio.


O piso pintado pela artista Dora Longo Bahia, e os móveis estilo Casas Bahia sem acabamento.


Sucesso de público, o tobogã grátis. Fila para entrar no 3º andar e platéia ao chegar no térreo.


O artista Mauricio Ianês que iniciou nú temporada de 15 dias sem falar, vivendo na Bienal apenas daquilo que recebe dos visitantes.


A melhor parte da Bienal (Duchampiana…).

é isso, por fernando stickel [ 22:13 ]

bienal sem vergonha


Tomei coragem, minha mulher foi fazer algo mais interessante e eu fui visitar a “bienal do vazio” neste domingo quente, duas da tarde e Parque do Ibirapuera lotado.

Descobri que, além de ser péssima, a 28ª Bienal de São Paulo presta um desserviço à ARTE, nivelando-a por baixo, favelizando-a.
Preguiça, empulhação, sem-vergonhice, cara-de-pau, enganação, vigarice, glorificação do não-trabalho, tudo isso me veio à mente enquanto caminhava rápidamente por TRÊS andares vazios.
Vazios de vontade, vazios de tesão, vazios de boas idéias, vazios de emoção, vazios de beleza, vazios de excitação, vazios de capricho, vazios de tudo.
Nem mesmo conseguiram organizar decentemente a entrada e a saída dos visitantes.

Seu slogan “em vivo contato” está mais para “melancólicamente desconectada”

Reproduzo abaixo na íntegra o artigo de Mauro Chaves, publicado no Estadão de ontem com o qual concordo em gênero, número e grau:

“Vazio é o dos gigolôs da Arte

A pretensiosa e constrangedora “Bienal do Vazio”, em lugar de refletir, criticamente, a vacuidade dos conceitos, caminhos e resultados da produção artística contemporânea, no Brasil e no mundo – como, certamente, imaginam seus petulantes curadores -, não passa de uma tremenda vigarice, destinada a enganar incautos e ignorantes com um bestialógico argumentativo que tenta camuflar o profundo vazio mental de seus organizadores. Não deixa, porém, de refletir dois fenômenos deletérios que se antepõem à produção artística brasileira – a qual está bem longe de ser vazia, antes pelo contrario.
O primeiro é o da infestação dos “gigolôs da Arte”: aqueles que, apropriando-se de instituições, fundações e entidades criadas para incentivar o desenvolvimento das Artes no País, delas procuram tirar indevidos proveitos, tal como fazem os “cartolas” do nosso futebol. Eles se penduram nessas instituições, renovando sistematicamente seus mandatos graças à cooptação de conselheiros – às vezes personalidades respeitáveis, que se tornam dóceis cupinchas. Realizam espúrias transações entre as instituições que dirigem e empresas nas quais têm interesse privado, seja envolvendo publicidade, operações de factoring, de corretagem de seguros e coisas do tipo, em beneficio próprio ou de parentes.

É claro que os escândalos que surgem, quando vêm à tona tais indevidas locupletações, só podem desprestigiar essas instituições e espantar o mecenato – com o qual sempre contaram a Cultura e as Artes, independentemente de incentivos ou renúncias fiscais. Com a falta de doações e a má gestão, certamente se agravam as crises financeiras de entidades cujos custos de manutenção são cronicamente superiores às receitas que auferem.

O segundo fenômeno de emperramento da Arte, no campo específico das artes plásticas, advém da absurda supervalorização de atravessadores culturais, designados por “curadores”. Quem são eles? Não são críticos, mas posam de. Não são marchands, mas podem ganhar mais que estes, sem riscos. Não são decoradores – embora às vezes aí esteja o limite de sua contribuição nas exposições.

Na verdade, com as honrosas exceções de praxe, “curadores” são especialistas em juntar o aleatório, camuflando-o de “coerência conceitual”. Misturam peças e artistas, aos quais atribuem – em linguagem sempre arrevesada, que os próprios artistas nunca entendem (muito menos o público) – “interpretações” que retiram da cabotina cachola, quando não as extraem de leituras pouco assimiladas sobre História da Arte. Exemplo disso é o amontoado desconexo de “explicações” sobre a vexaminosa “Bienal do Vazio”, em melancólica exposição no Ibirapuera. Bastaria mencionar algumas de suas frases: “Esta Bienal não é sobre produção artística”; “estamos propondo um outro tempo de ver uma exposição”; “este projeto nunca se colocou como uma negação. O vazio se propõe como espaço de potência, de repensar, entrar o ar”; “não haverá visitas para escolas. É uma exposição toda auto-identificável e auto-explicada”; “a gente tinha de vir com um modelo assim mais estranho. A Bienal precisa fazer esta parada”; “o modelo de instituição foi criado a partir do modelo da filantropia americana. Isso não pegou aqui, porque nós somos católicos, não protestantes”; “o público que vem à Bienal é o que vai à Flip, em Paraty. São os 10% do Brasil, ou seja, uma Suíça.”

Citemos, agora, o que disseram dois grandes artistas sobre a “Bienal do Vazio”. Escreveu Caciporé Torres, o único artista brasileiro vivo que participou da 1.ª Bienal Internacional de São Paulo. “Devo o início de minha bem-sucedida carreira artística a esta instituição, pois aos 16 anos enviei trabalhos, que não só foram aceitos como também premiados: recebi o prêmio Viagem à Europa, que me proporcionou dois anos de estudo na França e na Itália. Tornei-me assim um artista respeitado ainda muito jovem e, depois, participei de outras seis Bienais, tendo sido premiado outras três vezes. Participei também das Bienais de Veneza e Paris.(…) Na época em que comecei a Bienal, criada por iniciativa do memorável Ciccillo Matarazzo, funcionava como um grande salão aberto a todos os artistas que desejassem inscrever seus trabalhos.” Agora, Caciporé foi procurado por jovens artistas decepcionados e indignados, sem oportunidade de mostrar seus trabalhos – enquanto a Bienal exibe seu imenso espaço vazio de obras e idéias.

Escreveu Antonio Henrique Amaral: “A confusa montagem das obras expostas em meio a tapumes os mais variados, como se fossem divisórias, permite ao visitante assistir a diversos vídeos que desde os anos 60 sempre estavam presentes nas exposições como novas mídias. Hoje, nem tanto. Alguns artistas interessantes são identificados e suas obras ficam perdidas nessa triste e melancólica confusão de tapumes de compensados, banquinhos, mesas, muita madeira compensada, de maneira que a gente pensa mesmo que a exposição não pôde ser finalizada por falta de verba e de planejamento. Uma amostra que pretensiosamente se diz contemporânea e expressão de sofisticado e misterioso conceito que faz uma ?reflexão sobre o futuro das megaexposições?, mas que reflete apenas a pobreza de conceitos dos seus organizadores. Não é uma Bienal Internacional de São Paulo. É outra coisa, uma mostra precária, tímida, pretensiosa, que empobrece a obra dos artistas participantes e que ignora a obra de um imenso número de artistas brasileiros e estrangeiros, que estão vivos e atuantes, no Brasil e no exterior, para não falar na ausência total de tecnologias aplicadas ao fazer artístico.”

É preciso dizer mais, para mostrar que este é o vazio dos gigolôs da Arte e de seus incuráveis “curadores”?

Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor.
e-mail: mauro.chaves@attglobal.net”

é isso, por fernando stickel [ 15:58 ]

vazio


Pelo que não vi na porta de entrada, a “bienal do vazio” merece seu nome.
Hoje, caminhando no Ibirapuera, passei na porta da Bienal de São Paulo às 9:00h, e não havia uma única letra informando o nome do evento, o horário de abertura, se a entrada é grátis ou não, enfim, NADA, VAZIO. Perguntei a alguns PMs, fazendo nada por ali, qual o horário de abertura, a resposta:
-Acho que é às 10…
Pro meu gosto a 28ª Bienal de São Paulo começou mal. Até o logotipo parece ter sido criado para não informar.
Um dia desses talvez eu faça um esforço e visite o vazio.

é isso, por fernando stickel [ 10:05 ]

ibirapuera


Domingo no Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 13:41 ]

passeio matinal

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Fiz hoje de manhã algo que faz tempo que não faço, um passeio de bicicleta pela Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, Praça Pereira Coutinho, Ibirapuera.

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Senti o desconforto do ar seco e da poluição, mas as praças e o Parque do Ibirapuera estavam lotados, crianças, escolas, idosos, babás.

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A reforma da Escola Municipal de Astrofísica finalmente ficou pronta. É inacreditável, mas não conseguem JAMAIS fazer tudo direito até o final, a rampa de acesso para cadeirantes já está enferrujada, pois nem pintada foi.

é isso, por fernando stickel [ 11:50 ]

joão gilberto

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A apresentação de João Gilberto no Auditório Ibirapuera ontem foi irrelevante. Explico:

Trata-se de um show de música, envolvendo três elementos, o mito, a voz e o violão.
O mito atrasou uma hora e quarenta, fez um marketing esquisito do Maksoud Plaza e do Henry Maksoud no meio do show, e lançou um protocolar “São Paulo, I love you”
A voz vai mal, muito fraca, desafinada em vários momentos, nos graves quase some.
O violão vai bem.
O conjunto não convenceu.
Por outro lado, justiça seja feita, a qualidade do som no auditório simplesmente impecável.

Como disse o Zuza Homem de Mello no início do show: ?“Faz exatamente cinquenta anos e trinta e cinco dias que João Gilberto gravou seu primeiro disco, no estúdio da Odeon, no Rio de Janeiro.”
É muito tempo.
Os gênios precisam também aprender a parar. Insistir às vezes não dá certo. Vide Oscar Niemeyer.

é isso, por fernando stickel [ 0:07 ]

maisena

ibira.jpg
Fui hoje cedo ao Parque do Ibirapuera de bicicleta, da minha casa dá no máximo dez minutos, encontrei a Av. Helio Pellegrino e a República do Líbano completamente congestionadas, e na esquina das duas um tumulto armado, gente gritando FDP!!, caos total.

Constatação banal, o trânsito vai mal…

O parque está bem cuidado, bonito, planetário funcionando, cheio de crianças, encontrei alguns personagens que conheço de vista há muitos anos.
A mudança que me surpreendeu foi a ausência do “Maisena” que alugava bicicletas. Podia ser ilegal, sem licitação, etc.. etc… mas funcionava. Graças às bicicletas dele ensinei meu filho a bicicletar.

é isso, por fernando stickel [ 13:07 ]

nova perspectiva

moema.jpg
Domingo de sol, quieto e tranquilo, enquanto escuto Die Dreigroschenoper de Kurt Weill, com Lotte Lenya, verifico que o ano acaba e minha perspectiva muda.
Continua urbana e paulistana, perdi um terraço, mas o Parque do Ibirapuera agora fica a “walking distance”, a dez minutos.
Vejo da minha janela na direção Noroeste (NO) a Vila Nova Conceição e na direção Nordeste (NE), Moema.
Se os prédios não impedissem a visão, olhando para Oeste eu veria a Vila Olímpia, a poucos quarteirões de distância.

é isso, por fernando stickel [ 9:08 ]