aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Posts tagueados ‘fundação stickel’

o desenho e a escola brasil:

O DESENHO E A ESCOLA BRASIL:

O Espaço Fundação Stickel estreia sua nova exposição “O Desenho e a Escola Brasil:”, em cartaz a partir de 30 de julho. A mostra joga luz na história na Escola Brasil: (assim mesmo, com dois pontos integrados ao seu nome), projeto vanguardista de ensino da arte no país que se propunha como:

“… um centro de experimentação artística dedicado a desenvolver a capacidade criativa do indivíduo.” – conforme anunciava o catálogo da iniciativa, no ano de sua criação – 1970.

Na Escola Brasil:, a prática, a troca de experiências e a vivência no ateliê se sobrepunham às teorias acadêmicas.

De um lado, a mostra traz desenhos e pinturas de artistas ligados ao grupo:
Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, Fernando Stickel, Frederico Nasser, Luiz Paulo Baravelli, Maciej Babinski, Renata Cook e Wesley Duke Lee.

Do outro, se dedica a documentar os breves anos do projeto através de uma série de fotografias, registros dos bastidores das aulas entre 1970 e 1974, de autoria de Leila Ferraz e outros não identificados. Nelas, vemos os artistas, professores e alunos em ação, apresentando a dinâmica inovadora da Escola Brasil:.

Além do caráter artístico, a exposição tem o interesse histórico de apresentar os signos e estímulos pertinentes à década de 1970, bem como o legado deixado pelo projeto até os dias atuais.
Abertura: sábado, 30 de julho, a partir das 11h Espaço Fundação Stickel Rua Nova Cidade, 195, Vila Olímpia.Aberta ao público de forma gratuita.
Curso presencial DESENHO DE OBSERVAÇÃO

Paralelamente à exposição O DESENHO E A ESCOLA BRASIL:, o Espaço Fundação Stickel recebe o curso “Desenho de Observação”, ministrado por Fernando Stickel, retomando as aulas de desenho que comandou entre 1986 e 2006. Neste curso, Fernando resgata a técnica aprendida com Frederico Nasser em seu atelier, durante os anos de Escola Brasil:.
Teremos duas novas turmas, à tarde e à noite nas terças-feiras, de 16 de agosto a 27 de setembro. Haverá ainda uma visita ao atelier de Luiz Paulo Baravelli.

é isso, por fernando stickel [ 7:25 ]

de espaços e exposições

De espaços e exposições.

Minha casa na Rua Ribeirão Claro 37, Vila Olímpia – São Paulo fez parte da minha vida, como unha e carne, por 21 anos.

Recém chegado a São Paulo em 1985, após um período morando em New York, procurava um espaço para alugar quando por indicação de amigos conheci o estúdio do Sergio Fingerman, que estava de mudança para a Vila Madalena. Entrei em contato com o proprietário para alugá-lo, mas ele queria apenas vendê-lo, e acabei comprando o imóvel.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, cuidei de cachorros e escrevi um livro. Lá nasceu meu filho Arthur, fiz os cursos “Desenho com Fernando Stickel” e 1ª Oficina de Design de Automóvel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei o imóvel de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente o espaço por dois anos, para que a Fundação Stickel lá construísse, com projeto de Sandra Pierzchalski, o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições de arte, estreando com a exposição “Arte e Ilusão” de Luiz Paulo Baravelli em outubro 2005.

Chegado o momento de sair do imóvel e vendê-lo, iniciou-se longo e complexo processo, envolvendo a consolidação de vários terrenos e uma negociação onde ao final dois interessados disputavam o negócio, uma incorporadora interessada em construir um prédio, e a Comunidade Shalom, sinagoga progressista interessada em construir sua nova sede.

Um belo dia conversando com o jovem e simpático rabino Adrian Gottfried sobre a negociação, eu disse a ele:
– Adrian, vou vender minha casa pelo melhor preço, mas prefiro vender a vocês, pois este terreno está impregnado de muitas boas vibrações… E assim, foi, para minha alegria a melhor proposta veio da Shalom e fechamos o negócio.

Entreguei as chaves do imóvel em 31 dezembro 2006. Na desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc… etc… O final de ciclo de um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada. Algo que desaparece para dar lugar a algo novo. É o saudável ciclo da vida.

Vencedores do concurso de arquitetura promovido pela Shalom, o projeto de arquitetura da nova sinagoga foi de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, da Brasil Arquitetura. Em 2011 fui convidado para a inauguração do novo prédio, tive muito prazer de participar da cerimônia, onde encontrei inclusive alguns amigos.

Agora, 17 anos depois, em um espaço mais uma vez projetado por Sandra Pierzchalski, a Fundação Stickel repete o convite ao mestre Baravelli, que apresentará seus trabalhos no novo Espaço Fundação Stickel, na Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 8:10 ]

desenho de observação

Estes são alguns dos objetos que utilizarei nas minhas aulas de “Desenho de Observação”
A principal ferramenta necessária ao bom desenho não é a mão ou o lápis, é o OLHO, é necessário aprender a VER para registrar no papel aquilo que você VÊ! Outros modelos de diversas texturas e materiais serão utilizados, inclusive teremos uma aula com modelo vivo.

Mesmo quem acha que “não leva jeito”, vai descobrir que desenho é uma técnica, e sua conquista se dará em um ambiente descontraído e sob orientação individual.
O curso acontecerá no Espaço Fundação Stickel na Vila Olímpia em São Paulo, R. Nova Cidade 195 de 5 Julho a 23 Agosto, terças feiras das 14 às 16:30h Informações detalhadas AQUI.

Este curso inaugura uma nova modalidade de atividades da Fundação Stickel voltada para a captação de recursos. Por meio da doação dos seus participantes no momento de inscrição, tem por finalidade arrecadar fundos para a manutenção e expansão dos projetos de impacto social que realizamos gratuitamente. Assim, a taxa cobrada será revertida para os cursos de arte gratuitos que oferecemos em instituições parceiras. Ao abraçar esta causa, você fortalece a nossa missão. ARTE TRANSFORMA!

Haverá também em um sábado à tarde visita ao atelier do artista plástico Luis Paulo Baravelli.


Espaço Fundação Stickel preparado para o curso. Nas paredes fotos de 1970 da Escola Brasi:


Uma pequena exposição mostra a importância do desenho em obras de arte de várias técnicas, de artistas como Wesley Duke Lee, Babinski, Evandro Carlos Jardim e Dudi Maia Rosa.

é isso, por fernando stickel [ 14:37 ]

curso na crescer sempre


Retomando atividades presenciais, a Fundação Stickel promove curso gratuito de estamparia com a educadora Ivone Rigobello na Associação Crescer Sempre, na Comunidade Paraisópolis

é isso, por fernando stickel [ 11:35 ]

gife

As constantes mudanças na Lei Rouanet, principal ferramenta de incentivo à cultura no Brasil, e o impacto da pandemia para a área têm sido grandes desafios para o terceiro setor, conforme evidenciam especialistas. Para o Fernando Stickel, CEO da Fundação Stickel, um dos grandes entraves é a captação de recursos. “A Lei Rouanet acaba de sofrer mais um revés. Não vejo o cenário melhorar, só piorar. É muito difícil ser terceiro setor e da área cultural no Brasil.”

Cabe destacar que logo nos primeiros dias de 2022, o secretário de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciuncula, anunciou, por meio de suas redes sociais, um pacote de mudanças na Lei Rouanet. Uma das propostas é reduzir em 50% o teto do incentivo federal, que ficaria em R$ 500 mil.

As mudanças de curso do principal mecanismo de fomento à cultura nacional, no entanto, não representam uma novidade. Nos últimos anos, o setor tem se acostumado a ouvir, cotidianamente, críticas e propostas de alterações em relação a essa política pública por parte dos agentes públicos, principalmente.

“O setor cultural e toda sua cadeia produtiva já vinha de uma série de desmontes em termos de políticas públicas. A pandemia, quando para toda a cadeia produtiva, vai exigir mais de alguns setores e a cultura, de fato, foi um dos setores que mais sentiu essa paralisação, principalmente sem uma rede de proteção aos seus agentes, como artistas, técnicos e produtores culturais”, avalia o gerente de cultura do departamento nacional do Serviço Social do Comércio (Sesc), Marcos Rego.

Durante esse período, foram necessárias inúmeras adaptações para que o segmento pudesse se reinventar e manter minimamente suas atividades. A Fundação Stickel estreou no ambiente virtual com a promoção de cursos diversos, alguns que devem permanecer no formato remoto mesmo após o fim da pandemia. “Abrimos cursos inéditos, tudo online, como Música e História da Arte. Passamos tudo para o online e mudamos a nossa maneira de atuar com cultura após tantas décadas de existência”, explica Fernando Stickel, CEO da Fundação.

Investimento e políticas públicas

Claudio Anjos, presidente da Fundação Iochpe, analisa que o investimento social privado (ISP) tem um papel fundamental na retomada dos setores educacional e cultural do país – imprescindíveis para promover o desenvolvimento integral dos jovens e estudantes.

“Apenas com a participação de toda a sociedade – incluindo governo, terceiro setor, empresas e cidadãos – será possível transformar a realidade da educação e da cultura no Brasil”, analisa. A avaliação de Claudio vai ao encontro da de Fernando, que também vê a participação do ISP como essencial diante de “um governo despreparado”.

Para Marcos, as parcerias entre a iniciativa privada e o setor cultural geram novas possibilidades. “Enquanto as políticas públicas têm o sagrado dever de inclusão de todas as manifestações e possibilidades culturais da contemporaneidade, o setor privado pode olhar para determinado nicho e investir mais de forma contundente.”

Um exemplo citado por Marcos é o apoio do Sesc ao campo circense, atingido ao longo dos anos com a falta de investimentos. “A parceria do público e do privado nessa área é essencial para minimizar longos anos de carência de recursos financeiros e de falta de escoamento da produção de arte.”

O CEO da Fundação Stickel enxerga três áreas que carecem de atenção e dedicação por parte das organizações da sociedade civil (OSCs): governança, compliance (em tradução livre significa estar em conformidade com normas, leis, regulamentos, políticas e diretrizes) e captação de recursos.

“As instituições que não pensam nem colocam em prática esses elementos ficarão para trás. Além disso, precisamos avançar no Brasil com a cultura de doação. E o nosso papel como terceiro setor é falar, divulgar e valorizar o quanto isso é importante para o nosso país”, sinaliza.

Retomada baseada na realidade

A Fundação Iochpe espera um ano com um setor cultural mais ativo e com uma oferta artística mais ampla do que em 2020 e 2021. De acordo com o presidente da instituição, um projeto voltado à educação profissional será lançado este ano, o que permitirá às escolas públicas e empresas privadas ampliar a sua oferta de cursos profissionalizantes para jovens de baixa renda de maneira remota.

“Investir na retomada possível” é o que propõe Marcos Rego ao ser questionado sobre volta das atividades culturais presenciais oferecidas pelo Sesc. Por enquanto, como foi durante todo o período pandêmico, a instituição segue investindo nos pequenos produtores culturais e artistas, além do constante diálogo com as comunidades tradicionais para entender suas necessidades e desafios frente à pandemia.

“Estamos retomando tudo o que é possível, mas sempre com um olhar para as regras sanitárias. Entendemos que o digital alcançou muito mais gente, mas ele não dá conta do que é essencial para nós da cultura, que é o encontro, a possibilidade de estarmos juntos, vivendo experiências e fenômenos culturais. Uma volta baseada na realidade”, explica Marcos.

é isso, por fernando stickel [ 7:28 ]

obrigado!!!

Obrigado a todos que participaram do DIA DE DOAR! Doadores, pensadores, divulgadores, incentivadores, todos que se envolveram de alguma forma!

A cultura de doação não é uma tradição brasileira, como é o caso por exemplo da cultura norte americana. A cultura de doação precisa ser compreendida por nós brasileiros, aceita, incorporada e difundida, por todos. É uma importantíssima ferramenta de desenvolvimento da sociedade.

Trata-se de uma renovação de visão, é a compreensão de que cada um de nós pode fazer a diferença, pois o ato de doação é liberador, ele contamina tudo e todos, espalhando bondade, crescimento, evolução, felicidade.

E também não se trata do valor da doação, pois cada doador o faz em sua escala, e também pode não envolver dinheiro, e sim tempo, trabalho voluntário e outros bens.

A pandemia trouxe consigo um ponto positivo, que foi despertar em todos a aguda sensação de que é preciso fazer algo pelos que tem menos condições. A cultura de doação se disseminou mais um pouco desta maneira, e assim continuaremos a promovê-la, rumo a uma sociedade mais justa e generosa.

é isso, por fernando stickel [ 9:17 ]

dia de doar

É amanhã!!! 30 Novembro!!

Em 2022 a Fundação Stickel expandirá seu alcance para novos bairros da periferia de São Paulo, com uma maior e mais diversa oferta de cursos, todos gratuitos.

Você que acredita na causa da Fundação Stickel pode continuar a nos ajudar a transformar vidas através da arte!

Participe! #diadedoar

#ARTETRANSFORMA e sua doação muda mundos! ?

Faça sua doação aqui!

é isso, por fernando stickel [ 8:23 ]

educativo com navas


A Fundação Stickel promoveu atividades educativas com o artista Adolfo Montejo Navas e os educadores da Escola Estadual Condessa Filomena Matarazzo em Ermelino Matarazzo.


As equipes da Fundação e da Escola.

é isso, por fernando stickel [ 10:29 ]

exposição navas


Foto Lucas Cruz
Performance de Adolfo Navas na abertura de sua exposição no Espaço Fundação Stickel em 23 outubro.


Minha mãe assiste sentada à performance.


A equipe que fez acontecer (falta o Igor e o Marco) Eu, Navas, Lucas, Marco, Miriam e Agnaldo.

é isso, por fernando stickel [ 10:33 ]

adolfo navas na fundação


A Fundação Stickel convida para a exposição inédita de Adolfo Montejo Navas, com curadoria de Agnaldo Farias.
Sábado 23 outubro 2021 das 11 às 16h, no Espaço Fundação Stickel
R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia São Paulo
O poeta e artista visual madrilenho faz a sua primeira individual em São Paulo. A exposição terá obras entre poesia visual, objetos, fotografia, caligrafia, textualidade e desenhos. A mostra se apoia em dois eixos magnéticos, o verbal e o visual, criando a poesia ampliada que marca o trabalho e as pesquisas de Navas.
Durante a abertura, acontecerá a performance de um poema visual ao vivo, realizada pelo próprio artista às 11:30h

Período de visitação de 23/10 a 17/12/2021 De segunda a sexta-feira das 10 às 18h, Sábado das 11 às 15h Obrigatório uso de máscara.
Mais informações: (11) 3083-2811

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]

aniversário!!!


No dia do meu aniversário de 73 anos, 6 outubro 2021, ganhei parabéns com bolo e presente duas vezes! Obrigado Miriam e equipe da Fundação Stickel, obrigado Mamãe!

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]

o dia em que meu pai flutuou


Erico Stickel na noite de autógrafos de seu livro “Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em 29 de março de 2004.


O livro.

Meu pai, Erico João Siriuba Stickel, foi antes de tudo um bibliófilo, um amante da cultura e dos livros ou, como ele mesmo gostava de se referir, um “bicho de livro”. Ele era daquelas pessoas que invariavelmente eram duas, ele e o livro que carregava.
Me lembro, quando era pequeno, de acompanhá-lo no combate às pragas que ameaçavam sua biblioteca. Com um canivete, ele alargava os túneis que atravessavam páginas, capítulos, séculos, sem respeitar margens, parágrafos ou pontuação, e extraía das profundezas dos volumes as criaturas nojentas que insistiam em arruinar o seu tesouro.
Nossa casa, na Rua dos Franceses, em São Paulo, era tomada por estantes de livros na sala, no escritório, nos corredores, no porão, onde houvesse um espaço livre. Em lugar de destaque, ficava a Brockhaus Enzyklopädie, que durante décadas fez o papel de Google ao lado da Encyclopedia Britannica, de dicionários diversos e de muitos outros livros de referência e de arte. A história era a mesma em seu escritório. Sede da Fundação Stickel, a casinha de vila na Rua Bela Cintra era também abarrotada de livros e arquivos.


A casa inteira tomada pelos livros…

Através dos anos, sua biblioteca foi se especializando em autores e estudiosos da iconografia brasileira, dando corpo ao que se transformaria em sua única obra, Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil. Publicado pela Edusp, em 2004, o livro levou por volta de 30 anos para ser concluído e minha mãe, Martha, pode-se dizer, é coautora, ao menos na permanente companhia na obsessiva leitura e compilação de fichas, referências, notas etc. em um quarto no piso superior da casa onde morávamos na Rua dos Franceses, com janelas abertas para o jardim e o vale da Rua Almirante Marques Leão.
A intenção de meu pai era escrever um dicionário bibliográfico da iconografia brasileira, à semelhança de autores como Rubens Borba de Morais ou Rosemarie Horch, mas baseado em sua própria biblioteca.
No início era apenas o fichamento dos livros e publicações que ele achava interessantes. As fichas em cartolina eram preenchidas à mão com caneta tinteiro e com o tempo foram crescendo em número e complexidade.
As coisas começaram a mudar de figura em 1995, ano iniciado com o nascimento do meu caçula Arthur. Paralelamente ao trabalho como professor de desenho, me dividia entre a edição de meu livro aqui tem coisa, com a colaboração de meu pai, e a gestão de seu patrimônio. Com a parceria diária, consegui convencê-lo a iniciar a sistematização do vasto material de sua pesquisa, o que seria feito com a compra de um computador e a contratação da pesquisadora Francis Melvin Lee.


Francis com minha mãe, e o local de trabalho.

Foram muitos anos de uma minuciosa e cuidadosa rotina, da digitação do material manuscrito às revisões e catalogação final. Francis se dedicou também a organizar e catalogar em pastas um tesouro secreto de meu pai, escondido de todos em várias mapotecas. Eram obras em papel, aquarelas, desenhos e gravuras relacionadas à paisagem, à gente e aos costumes brasileiros, retratados por viajantes estrangeiros, ao final incorporados ao projeto.
Em 2002, tendo praticamente concluído sua pesquisa, meu pai, com a solidariedade de minha mãe, doou ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo os cerca de quatro mil volumes de sua “Pequena Biblioteca Particular”. Incorporada ao acervo do IEB como a “Biblioteca Martha e Erico Stickel”, ele a definiria – em texto introdutório à edição que viria pela frente – como uma coleção desenvolvida “em torno da representação artística que tivesse basicamente por alvo a paisagem, a cidade e sua arquitetura, o retrato, a fauna e a flora em seu ambiente natural, as festas populares e sacras, o patrimônio artístico e histórico nacional, imagens produzidas ao longo dos tempos por centenas de ‘viajantes’ e pintores de todos os tipos, aventureiros, fotógrafos e outros […]”.
Como resultado, Uma Pequena Biblioteca Particular se tornou um livro de peso, com cerca de 750 páginas e inúmeras reproduções a cores de Romulo Fialdini. Sem dúvida uma importante obra de referência para os estudiosos do assunto, gosto de folheá-lo também como um tributo a um desses dedicados autores bissextos, com o trabalho de uma vida indispensável à compreensão do mundo como o conhecemos – meu pai.
O amigo Emanoel Araújo assim o definiria em prefácio ao volume: “Erico Stickel poderia ser um colecionador frio, desses que costumam entesourar maravilhas que amealham durante toda uma vida só para sua satisfação pessoal. O resultado de suas visitas a exposições, livrarias e eventos culturais poderia permanecer como atividade privada e anônima como talvez se esperasse de um espartano como ele, pesquisador silencioso e sequioso de seu tempo. Entretanto, seguramente Erico Stickel desde muito cedo alimentou de maneira quase religiosa esta ideia que ora se materializa em forma de livro. Dar a público o resultado de suas constantes e laboriosas incursões pela cultura de nosso país”.

No início de 2003, com 82 anos de idade, meu pai passou a reclamar com frequência de um pigarro que o incomodava já havia algum tempo. Após visitas a diversos médicos e muitos exames depois, ele foi diagnosticado com um câncer no pâncreas. A notícia devastou a família, pois era de conhecimento comum que este diagnóstico equivalia a uma sentença de morte. Na sequência, os médicos decidiram que era necessária uma cirurgia exploratória.


Em recuperação após a cirurgia, com minha mãe e minha irmã Ana Maria.

Internado no Hospital Alemão Osvaldo Cruz no início de março, a cirurgia evidenciou que um tumor pressionava o esôfago, daí o pigarro. A equipe decidiu não tocá-lo pelo risco de provocar uma hemorragia e/ou metástase, optando por intervenções no entorno para aliviar o stress no esôfago.


A comemoração do aniversário de 83 anos.

Após a recuperação no hospital, meu pai voltou para casa a tempo de comemorar em 3 de abril, e muito bem disposto, o seu 83º aniversário. Veio então a quimioterapia, que no início provocou reações muito agressivas, mas tornou-se suportável após ajustes na dosagem da medicação.

Pouco a pouco, a vida foi voltando ao normal. Tão normal quanto possível para alguém que recebeu uma sentença de morte. Ocorre que meu pai era um ser agnóstico e sempre se comportou como tal, as questões espirituais não faziam parte de seu universo. Conhecendo este seu lado, aproveitei um dia em que fomos passear no Parque Trianon, um dos locais onde ele gostava de caminhar, e pragmaticamente desferi a pergunta:
– Então, pai, o que você quer fazer, quais são as tuas prioridades?
E ele, sem titubear: – Quero fazer o livro.
– Ok, pai, vamos fazer o livro!
De volta ao seu escritório, na Rua dos Franceses, conversei com a Francis, sua fiel auxiliar, e pedi a ela uma impressão do volume em edição. Levei a grossa encadernação ao professor Plinio Martins Filho, da Editora da Universidade de São Paulo, e contei a ele a história.
– Mas já está pronto? – ele perguntou, impressionado.
– Sim, Plinio, está pronto! Falta apenas revisão e a edição de arte.
– Vamos fazer!
E assim a obra de uma vida inteira entrou rapidamente na reta final, com meu pai animadíssimo com o interesse da Edusp em seu livro.

Mais ou menos nesta época, fui a uma palestra de Aldaiza Sposati, então secretária de Assistência Social da Prefeita Marta Suplicy, e lá conheci Agnes Ezabella. Foi ela quem me alertou que o novo Código Civil passou a permitir a penalização de fundações que não cumprissem sua missão, exatamente o caso da Fundação Stickel, instituída pelos meus pais em 1954 e paralisada havia 30 anos.
Levei a questão a um almoço de família, com a presença de meus pais e meus irmãos, fiz a explanação do caso e perguntei o que cada um gostaria de fazer a respeito. Meu pai disse que estava no fim da vida e não tinha mais interesse no assunto. Quando minha mãe e meus irmãos também não se interessaram, eu então, tomado por desconhecida coragem, declarei:
– Eu cuidarei da Fundação, contanto que ela tenha como missão a arte e a cultura!
Todos concordaram. E assim se iniciou a nova fase da Fundação Stickel, sob o meu comando.

Terminada a primeira bateria da quimioterapia, como meu pai se sentisse muito bem, planos de viagem foram feitos, pois viajar era uma de suas grandes paixões. Em um primeiro ensaio para ver se aguentaria ir para a Europa, ele e minha mãe foram a Buenos Aires em julho daquele mesmo ano. Aprovado no teste, em outubro viajaram para a Espanha, onde visitaram minha filha Fernanda, que estudava em Barcelona, e para a Itália, a Roma e Positano.


Ana Maria, Joana, Erico, Martha, Antonio no Txai.


Itacaré, BA

Para comemorar o Réveillon de 2004, meu pai convidou toda a família para o Txai Resort, em Itacaré na Bahia. De volta a São Paulo, ele e minha mãe comemoraram, em 6 de janeiro, seu aniversário de 57 anos de casamento. Uma verdadeira bênção!


Noite de autógrafos! O coroamento de 30 anos de trabalho!

Um ano depois da cirurgia, aconteceria o grande dia. Na segunda-feira, 29 de março de 2004, às 19h, iniciou-se a noite de autógrafos de Uma Pequena Biblioteca Particular – Subsídios para o Estudo da Iconografia no Brasil, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Posso dizer com certeza que foi a ocasião em que vi meu pai mais alegre, realizado, feliz, sorridente, na companhia da família, de dezenas de amigos, seus colegas bibliófilos e “bichos de livro” em geral.

Ele flutuava sobre o solo!

A vida seguiu seu rumo. Em maio, meu pai me presenteou com o lindo Patek Phillippe de bolso, de ouro, que foi do meu avô Arthur Stickel. Pouco depois, ele e minha mãe embarcaram para a Europa, desta vez para Praga, na República Checa, de onde seguiram de navio a Berlim, na Alemanha, e finalmente a Paris, na França.


Em Campos do Jordão, na mesa Sandra, minha mãe, Antonio e Joaninha.


As leituras e o jogo de xadrez.

Em julho, na casa de Campos do Jordão, jogou xadrez com meu filho Arthur. Em setembro, depois de cerca de 30 sessões, a quimioterapia foi suspensa. No início de outubro, os médicos liberaram meu pai para mais uma viagem.
No dia 13 daquele mês, o novo Estatuto da Fundação Stickel foi assinado, oficializando a minha gestão. Em seguida, ele e minha mãe embarcaram para mais uma viagem, outra vez à Itália, rumo a Veneza, Positano e Roma. Mas não seria uma viagem como as outras.
Acometido de fortes dores em Roma, meu pai consultou o médico do hotel. Ao saber de seu histórico, recomendou Buscopan e a volta imediata ao Brasil. A viagem, graças ao poderoso analgésico transcorreu em paz, já em casa em São Paulo meus pais jantaram e assistiram a um filme de Charlie Chaplin. Na manhã seguinte, dia 4 de novembro, meu pai não acordou bem, ao chegar na casa encontrei-o dobrado com dores e levei-o imediatamente ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

No dia 7 de novembro, ao levar meu filho Arthur, então com 9 anos de idade, para visitar o avô no hospital, travamos a seguinte conversa no carro:
– Papi, o que é que o vovô tem?
– Um tumor no pâncreas.
– O que é pâncreas?
– É um órgão que fica mais ou menos embaixo do estômago, no começo do intestino.
– Ele pode morrer disso?
– Pode, mas ninguém sabe quando – fez-se um longo silêncio.
– Papi – disse ele, chorando. – Estou muito triste que o vovô vai morrer.
– Não chora, Arthur. Estamos todos tristes, mas a gente tem que ser forte e chegar lá legal para dar um beijo no vovô, dar uma força para a vovó. Estamos torcendo para ele sair do hospital logo.
– É, mas eu estou muito triste ¬– ele continuou chorando.
– Arthur… – disse ao chegar no hospital, também quase chorando. – Deixa eu te explicar uma coisa. O vovô não consegue comer pela boca, então eles colocaram uma sonda nele – expliquei o que era a sonda – para ele poder se alimentar e ficar mais forte.
– Mas ele sente o gosto?
– Não, a comida, que é uma papinha líquida, vai direto para o intestino.
– Mas ele não fica com fome?
– Não, e também não sente dor nenhuma porque os médicos estão tratando muito bem dele.
Chegando ao quarto, meu pai dormia de boca aberta na cadeira. Arthur cumprimentou a tia e recomeçou a chorar. Deitado no colo da avó, conversaram um pouco até que ele se acalmasse. Passado um tempo, o avô acordou. Arthur deu um beijo no avô. Conversaram. Assistimos todos a um programa sobre tubarões no canal National Geographic.
Na saída, Arthur já não chorava mais:
– Papi, eu quero vir visitar o vovô todos os dias.

Em 12 dias de internação, os médicos controlaram a obstrução intestinal e estabilizaram meu pai. Explicando que a doença chegara ao estágio terminal, pediram à família uma decisão sobre como prosseguir. Ele escolheu ficar em casa enquanto as condições fossem favoráveis, concordando que, se as coisas se complicassem, seria sedado e voltaria ao hospital. No dia 15 de novembro ele voltou para casa.
Um mês depois, na quinta-feira, 16 de dezembro, a família estava reunida ao final da tarde ao lado do meu pai, que sofria muito, com dificuldade de se alimentar e mesmo de beber água. Mesmo sem muita clareza, ele nos comunicou que não aguentava mais e queria ser sedado, para minha mãe ele confidenciou:
– Eu quero atravessar o rio, quero ir para a outra margem.
Por volta das 22h, tendo ao seu lado minha mãe, meu irmão Neco, meu filho Antonio e eu, meu pai colocou os sedativos na palma da mão e olhou-os longamente, em silêncio. Em seguida, ainda em silêncio, tomou os remédios. Na manhã seguinte, 17 de dezembro, a ambulância o levou de volta, já inconsciente, para o Hospital Alemão Osvaldo Cruz.
Na noite de 23 de dezembro, minha prima Bel Cesar foi visitá-lo acompanhada do filho, o Lama Michel Rinpoche. Com 12 anos de idade, Michel deixou a família e foi estudar budismo tibetano na Índia, se transformando em monge aos 23 anos de idade. A visita foi muito boa, calma. Lama Michel fez uma longa oração pedindo a abertura de caminhos para a alma do meu pai se elevar e atravessar mais tranquilamente o “bardo” – a fronteira entre a vida e a morte, descrita com minúcias no budismo.
No dia 25, a família toda se reuniu no hospital. Meu pai, totalmente sedado, precisou ser movimentado na cama e eu ajudei o enfermeiro. Foi quando vi as escaras… Muito triste.
Me impressionou também o quanto ele ainda era um homem grande, apesar da magreza. Ao final da tarde, exausto, me despedi de todos e fui para casa. Por volta das 21h, o telefone tocou. Meu pai tinha acabado de falecer no dia de Natal de 2004.
E flutuou pela última vez.

Revisão do texto: Tato Coutinho

é isso, por fernando stickel [ 16:45 ]

presença feminina


Uma rara reunião do Conselho Curador da Fundação Stickel só com presença feminina!
Martha Stickel, Sandra Pierzchalski, Rosangela Santos estreando e Marcia Woods. Alexandre Dórea Ribeiro e Arnaldo Halpern não puderam participar.

é isso, por fernando stickel [ 11:50 ]

fachada nova, portas abertas


A Fundação Stickel está de cara nova! E não apenas isso, decidimos reabrir as portas para utilização do nosso espaço, fechadas desde o início da pandemia.


Nossa próxima exposição será de Adolfo Montejo Navas, que participou do Festival FACES.


Conversando sobre a exposição, Adolfo Navas, Lucas Lenci, eu e Agnaldo Farias.

é isso, por fernando stickel [ 9:58 ]

vincent rosenblatt no faces


É AMANHÃ!
“Tecnologias da Descompressão” é a mesa redonda do FACES – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel da quarta-feira, 18/08, ao vivo no canal do YouTube da @fundacao.stickel às 19h: youtube.com/FundacaoStickel.

O eixo central do debate é a obra do fotógrafo francês Vincent Rosenblatt, radicado no Rio de Janeiro desde 2002, e que dedicou seus últimos 15 anos de carreira ao registro da vida noturna das favelas e periferias da cidade. Sua série Rio Night Fever é uma ode à cultura funkeira.

Junto com ele, mais três artistas compartilham seus percursos: a DJ de funk referência da batida carioca do 150 BPM, Iasmin Turbininha; a artista Vivian Caccuri, criadora de instalações e vídeos que têm em seu centro pulsante o som, e o artista plástico Daniel Murgel, propositor do “departamento de arquiteturas poéticas”. A mediação é do pesquisador e jornalista GG Albuquerque, responsável pelo blog Volume Morto e co-fundador do Embrazado.

#ARTETRANSFORMA

é isso, por fernando stickel [ 17:25 ]

festival faces

Nesta quinta-feira, 12/08, continuamos com os debates do FACES – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel, ao vivo no nosso canal do YouTube a partir das 19h. A mesa “Chamada Geral: o Lugar da Arte” será oportunidade para a troca direta entre a Fundação Stickel e o público, convidado à participação para expressar suas visões, ideias e inquietações através da chamada geral lançada no nosso site, e contará com os artistas visuais João Angelini e Rodrigo Andrade, além da mediação do curador e professor Agnaldo Farias. Aguardamos vocês!

• João Angelini (Planaltina DF, 1980) Seu trabalho abrange o vídeo, a animação, a fotografia, a pintura e a performance. A partir de seu Pé Vermelho, combinado de ateliê, galeria e centro cultural, Angelini propõe encontros entre artistas iniciantes e estabelecidos, aliando à pesquisa da linguagem reflexões sobre a organização social, a precariedade da formação e da atuação profissional no sistema artístico e a obliteração da memória inerente ao processo de colonização.

• Rodrigo Andrade (São Paulo, 1962) Pintor, gravador e artista gráfico que iniciou, em 2018, o coletivo ALI: Arte Livre Itinerante, atuante em Cidade Tiradentes, São Paulo. Para o grupo, a cooperação e a mistura com o caldeirão cultural da periferia são fundamentais à elaboração de outras ideias de sociedade: o cruzamento, proposto pelo ALI, entre a pintura e a pixação sugere uma urgência na recriação da paisagem contemporânea.

é isso, por fernando stickel [ 15:18 ]

festival faces hoje!


É HOJE! QUARTA-FEIRA!

Retomamos hoje as transmissões ao vivo do FACES – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel, sempre às 19h, no nosso canal do YouTube

A mesa de hoje terá como convidados a cineasta Viviane Ferreira, diretora de “Um dia com Jerusa”, e o artista plástico Vik Muniz, do documentário “Lixo Extraordinário”, para um debate sobre o papel transformador da arte e as repercussões na cultura e na sociedade que o convívio com a arte potencializa. A mediação será de Agnaldo Farias.

O FACES acontece de 11 a 20 de agosto, confira a programação completa no site da Fundação Stickel.


Vik Muniz (São Paulo, 1961) vive e trabalha em Nova York e no Rio de Janeiro. Seu trabalho está pre-sente em grandes museus de arte, tais como: J. Paul Getty Museum, MoMA, Masp e Victoria and Al-bert Museum. Muniz também está envolvido em projetos sociais e educacionais realizados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O documentário que retrata o seu trabalho, intitulado “Lixo extraor-dinário”, foi indicado ao Oscar de melhor documentário e ganhou o prêmio do público no Festival de Sundance na categoria melhor filme. Em 2011, foi nomeado pela Unesco embaixador da boa vontade. Em 2013, recebeu o Crystal Award do World Economic Forum. Em 2014, iniciou a construção da Escola Vidigal, com arte e tecnologia voltadas às crianças da comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Em 2015, foi convidado pela Gates Foundation para fazer parte do projeto global “A arte de salvar vidas” com sua série “Colonies”.


Viviane Ferreira (Salvador, 1985) é mestra em Políticas de Comunicação e Cultura pela Universidade de Brasília. Dirigiu e foi roteirista do filme “Um dia com Jerusa” (2020). Entre 2016 e 2021, presidiu a APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro. Fundou a produtora Odun Filmes, além das plataformas Raio Agency e a Todesplay, sendo esta última de streaming. Atualmente é presidente da SPCINE e professora da cadeira de direção do curso de cinema e audiovisual da ESPM-SP.

é isso, por fernando stickel [ 23:52 ]

selo doar

A Fundação Stickel acaba de conquistar o SELO DOAR. O processo de obtenção desta qualificação envolveu toda a equipe da Fundação, é minucioso e muitas vezes burocrático, mas sabemos ser necessário, pois os desafios que nos exigem novos patamares de excelência sempre foram benvindos!

Respondemos positivamente a 46 quesitos de um total de 52, na sequência nosso trabalho continuará, para que na próxima edição obtenhamos 52/52, desta maneira a categoria do nosso Selo será elevada para A+

O objetivo do Selo Doar, criado pelo Instituto Doar, é garantir padrões verificáveis de qualidade na gestão e na transparência das organizações brasileiras, comprovando padrões mínimos de governança, sustentabilidade e gestão.

Financiadores, apoiadores e doadores encontram, desta forma, um conjunto de organizações que passaram por uma avaliação isenta e bastante adequada para a tomada de decisões.

Este é o primeiro Selo brasileiro para o setor. Inspirado em selos similares ao redor do mundo, o Instituto Doar acredita que este processo melhorará a performance das organizações assim como alavancará doações, parcerias e apoios.

Em conjunto com parceiros, o Instituto Doar trabalha também pela ampliação da cultura de doação no Brasil e no Mundo.


Veja a relação completa das instituições certificadas aqui.

é isso, por fernando stickel [ 15:12 ]