aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003


Visitei o Lar Sírio no bairro do Tatuapé em São Paulo, a convite do meu colega do Colégio Visconde de Porto Seguro, Ryad Adib Bonduki.

A instituição de 95 anos de idade ocupa uma área de 25.000 m2, e tem por missão a promoção da cidadania e o enfrentamento das desigualdades, através de trabalhos assistenciais que visem amparar crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade e risco social.

Percebi na minha rápida visita um trabalho comprometido em ambiente absolutamente limpo e bem cuidado, com todos os equipamentos e generosos espaços necessários para a realização de atendimento de altíssimo nível!

A instituição atende 3.000 crianças, adolescentes e suas famílias todos os meses e fica na R. Serra de Bragança 186. Parabéns aos instituidores e mantenedores desta belíssima instituição!


Ryad Adib Bonduki


Meus guias da visita foram extremamente simpáticos e prestativos, sabiam tudo! Seus rostos não foram mostrados por solicitação da instituição.

é isso, por fernando stickel [ 14:08 ]

Meu amigo Abbondio chamou hoje minha atenção para este texto de Monteiro Lobato (1882-1948) escrito há quase um século atrás.
O Brasil pouco mudou, e nada indica que mudará, infelizmente…
Uma das maiores cargas tributárias do planeta, e serviços públicos de quinta categoria parece ser a sina dos brasileiros… Leia:

NOVO GULLIVER

Há lembranças da meninice que jamais se apagam do cérebro
adulto, mesmo quando esse receptador de impressões não consegue,
por fraqueza senil, reter as da véspera. Lembro-me de um cromo de
vivas cores, visto aos cinco anos, reclame da linha de coser Coat’s e
não me lembro dos desenhos alegóricos a Cristo publicados nos jornais
na última sexta-feira santa. Representava esse cromo um gigante
estirado à borda do mar e enleado de mil fios de linha Coat’s; em redor
formigava a legião dos pigmeus amarradores. De mãos à cintura, muito
contentezinhos, confundiam a imobilidade do gigante, conseqüência do
bom sono que dormia, com a imobilidade da mosca enleada por mil
voltas da teia de aranha.
Mais tarde, quando chegou o belo tempo dos livros de Grimn,
Andersen, Ségur e outros maravilhadores da imaginação infantil travei
conhecimento com Jonathan Swift e tive a explicação do meu cromo
de Coat. Representava Gulliver no país de Lilipute, amarrado durante o
sono de mil cordas liliputianas. Mas Gulliver acordou, estirou os
músculos e com um simples espreguiçamento rompeu, com grande
assombro dos locais, toda a amarrilhoca que o prendia.
Quem trepa a um Corcovado imaginário e de lá procura ver em
conjunto o Brasil, espanta-se da sua atitude. É um gigante deitado e
amarrado. Mas não dorme; ofega com a respiração opressa e faz
descoordenados movimentos convulsivos para romper o cordame
enleador.
O Gulliver sul-americano principiou a ser amarrado pelos
portugueses, quando Portugal descobriu que em suas veias circulava
ouro, o sangue amarelo; e desd’aí até hoje os homens do cipó, vulgo
homens de governo, outra coisa não fizeram, federal, estadual,
municipalmente, senão dobrar cipós, cordas e fios de arame sobre seus
membros para que, a salvo de pontapés, possam sugá-lo com as suas
trombinhas de percevejo.
Portugal só organizou uma coisa no Brasil-colônia: o Fisco, isto é,
o sistema de cordas que amarram para que a tromba percevejante
sugue sem embaraços. Quem lê as cartas régias e mais literatura
metropolitana enche-se de assombro diante do maquiávelico engenho
luso na criação de cordas. Cordas trançadas de dois, de três, de quatro,
de dez; cordas de cânhamo, de crina, de tucum, de tripa; cordas
estrangulatórias de espremer o sangue amarelo e cordas de enforcar.
E assim foi até que um português de gênio impulsivo se condoeu
da triste sorte do gigante e cortou o cordão umbilical que o prendia à
Metrópole, corda mestra, corda mãe de toda a linda coleção de cordas
fiscais secundárias. E o gigante respirou e viveu feliz, sobretudo no
meio século de “compreensão” que o magnânimo filho do primeiro
Pedro houve por bem outorgar-lhe.
Mas não há felicidade que dure mais de meio século. Uns
bacharéis formados pela universidade da Lua e uns generais tentados
pela serpente da traição implicaram-se com a velhice do príncipe
magnânimo, acusaram-no de saber quatorze línguas, de assistir a
exames de meninos, de boicotar com um célebre lápis azul os maus
juízes, em vez de fazer as coisas interessantes que, quatrienalmente
postos no lugar do velho sábio, eles, bacharéis e generais, fariam. E
deportaram-no; meteram-no a bordo dum mau navio e:
— Vai ninar os netos de Victor Hugo. Tu não entendes de lidar
com o gigante.
O bom velho partiu e os bacharéis e generais, a olharem-se uns
para outros, sorridentes e gozosos, tomaram conta da casa.
Não diremos aqui das conseqüências inúmeras da mudança; basta
que as sintamos todos os dias como o suplício da gota d’água; diremos
somente da coisa capital que a república fez, faz e continuará a fazer.
Estomagada com a liberdade de movimentos do bom gigante, resolveu
amarrá-lo de novo. Foi às cartas régias da Metrópole e ressuscitou uma
a uma todas as cordas e cipós fiscais rompidos pelos Pedros;
recompô-las e começou a enlear pachorrentamente o pobre Gulliver.
Amarra os braços, amarra as pernas, amarra as mãos; amarra,
amordaça a boca para que não grite — e foi-se a Constituição; amarra,
venda os olhos para que não veja — e lá se foi a imprensa.
Sobre o corpo de Gulliver desceram todos os arrochos. Não
bastaram os cipós e cordas de invenção lusa; importaram-se cabos de
aço, torniquetes complicadíssimos, borzeguins medievais, remodelados
pela engenhosidade moderna. O Fisco tornou-se o objetivo supremo da
república, a meta de todas as suas altas cogitações. Anualmente se
reúnem, durante meses, centenas de técnicos cuja função é uma só:
inventar novas torturas fiscais, novos aparelhos de sarjar as carnes e
extorquir sangue à vítima.
Gulliver estertora. Todas as suas forças emprega-as em
defender-se das cordas e ventosas que o Congresso torce e engenha. O
Santo Ofício virou um marquês de Sade repartido em bancadas; não se
contenta em tirar sangue, há que tirá-lo da maneira mais dolorosa, da
maneira mais incômoda, da maneira mais lesiva ao organismo do bom
gigante. A invenção do novo borzeguim — imposto da renda, excede a
tudo quanto saiu da cabeça dos inquisidores: a vítima ignora o que tem
de pagar e se não paga com exatidão incide em pena de confisco! E se
em desespero de causa pede ao Fisco que lhe explique o mistério, que
lhe dê a chave vertical e horizontal do quebra-cabeças, o marquês de
Sade sorri e responde, diagonalmente:
— Pague com cheque cruzado, e explica com grande ironia de
detalhes como se toma de uma régua, duma pena molhada em boa tinta
e como se cruza um cheque.
Não há criatura neste país que não confesse um desânimo infinito.
As energias do homem que trabalha e produz despendem-se por três
quartos na luta contra a escolástica e o sadismo da cipoeira fiscal;
sobra-lhe uma pequena parte para dedicar à sua indústria. Até esforço
muscular dos dedos o sadismo do fisco lhe rouba. Pela manhã, ao
acender o primeiro cigarro, tem que gastar o esforço de duas unhadas
para romper o selo com que o fisco tranca as caixas de fósforos e os
maços de cigarro.
Este engenhoso sistema de tortura tem em vista uma coisa só:
permitir que sobre o corpo do gigante a vermina duma parasitalha
infinita engorde em dolce far niente, como o carrapato engorda no
couro do boi pesteado.
Vermina ininteligente! Consultasse ela os carrapatos e receberia
deles um conselho salutar:
— É perigoso levar a sucção a grau extremo; morre o boi, e com
ele a parasitalha.
Será que nem o instinto da conservação própria consiga meter um
raio de inteligência nos miolos do triatoma megista?

Na Antevéspera
Reações Mentais dum Ingênuo
Monteiro Lobato

Companhia Editora Nacional

São Paulo
1933

é isso, por fernando stickel [ 14:13 ]


Depois de muito tempo sem competir, participei hoje do Biathlon da Sociedade Hípica Paulista na categoria “sobreviventes…”, nadando 500m em 12:32

Meus últimos tempos nesta prova foram:

2019 – 12:32
2012 – 11:51
2011 – 11:33
2010 – 11:40
2009 – 12:24
2008 – 11:25
2007 – 11:11

É surpreendente que 10 anos depois, tendo passado por duas cirurgias eu ainda tenha um tempo similar… Na foto comigo está a Juliana, minha professora de natação, que me incentivou a treinar e participar da prova, ela também atuou como minha companheira na corrida, completando os 4.000m da prova em cerca de 20 minutos.

é isso, por fernando stickel [ 18:03 ]


A Pharmacia Cultural Fundação Stickel, aberta ao público no dia 23 Março 2019, na R. Ribeirão Claro 193, Vila Olímpia São Paulo é um espaço de múltiplo uso aberto ao público, que será utilizado complementando os programas e projetos da Fundação.

A exposição inaugural na Pharmacia Cultural apresenta, até 30 Junho 2019:
-Exposição dos trabalhos dos alunos dos cursos gratuitos de artes visuais, oferecidos na periferia de São Paulo, em diversas técnicas.
-Linha do tempo com 8 metros de comprimento, contando gráficamente a história da Fundação nos seus 65 anos de existência.
-Projeção de vídeos sobre as atividades da Fundação.

Neste espaço acontecerão também em futuro próximo cursos, palestras, projeções, seminários, etc

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]


A arquiteta Sandra Pierzchalski, autora da reforma da Pharmacia Cultural Fundação Stickel, em frente aos trabalhos dos alunos de Vera Martins.
A exposição inaugural dos trabalhos dos alunos dos cursos gratuitos da Fundação Stickel será no dia 23 Março às 11:00h na R. Nova Cidade 193 – Vila Olímpia


Na foto parte da equipe que montou a exposição.


Os grafiteiros Drope e Digão, parceiros da Fundação Stickel, em frente à fachada da Pharmacia Cultural, grafitada por eles.

é isso, por fernando stickel [ 21:55 ]


No jogo de xadrez são um total de 16 peões, sendo que cada time inicia o jogo com 16 peças.

No jogo da vida completam-se hoje, 31 Janeiro 2019, inacreditáveis 16 anos deste blog “aqui tem coisa”!

Já são 16 anos vivo e atuante, jogando, aprendendo, se adaptando, relatando parcelas curiosas, contando piadas, se divertindo, fazendo amigos (e alguns inimigos…) enfim, uma brincadeira gostosa!!!

é isso, por fernando stickel [ 0:00 ]


Exatos 5 anos atrás no dia 25 Janeiro 2014, aniversário da Cidade de São Paulo sofri um acidente de moto. Suficientemente grave para que eu nunca mais utilizasse duas rodas para me locomover, divertir ou exercitar.
Adoro as motos, são máquinas incríveis, lindas, fascinantes, mas o meu tempo com elas claramente esgotou-se, para mim não mais…
É engraçado que após tomar a decisão de abandonar as duas rodas não tenho o menor problema de observar motociclistas felizes pilotando suas motos, não os invejo e não desejo estar nos seus lugares, situação oposta à minha adolescência, onde tudo o que eu queria na vida era estar em cima de uma moto…
Sinto uma enorme gratidão por estar vivo e bem, vida que segue!

é isso, por fernando stickel [ 8:34 ]


Brincando com algo que não brinco há cinquenta anos!!
A barbicha, cavanhaque, barba de bode ou seja lá o que for…
Minha mulher gostou, então vamos brincar!

é isso, por fernando stickel [ 19:08 ]


Sonhei que estava em um lugar com muitos gramados, possivelmente um clube ou um condomínio, com casas ou construções grandes espalhadas generosamente.
Muitas pessoas circulavam, crianças, adultos, era algum tipo de festa ou quermesse, tudo bonito e agradável.
Um cachorrinho muito parecido com o meu Bolt (na foto) mas mais magro começou a me circular, peguei ele no colo e ele falou para mim:
– Estou com fome.
Comecei a entrar nos prédios procurando comida, com ele atrás de mim.
Nisso, acordei.

é isso, por fernando stickel [ 10:27 ]


No meio da floresta, o restaurante Floresta!
Deliciosa semana na Bahia, hóspedes da nossa madrinha de casamento Monique no Outeiro das Brisas!

é isso, por fernando stickel [ 8:36 ]


Meu amigo Eduzinho Prado me envia esta foto do meu avô Arthur Stickel pescando na Ilha da Moela no Guarujá, nos anos 50/60.
Com ele estão o Peleca, pescador e salva-vidas e o pai do Eduzinho, Eduardo Prado.
É a primeira vez que aparece, nestas fotos antigas, que adoro colecionar, a figura do Peleca, que era o companheiro permanente do meu avô nas pescarias. Lembro-me perfeitamente do Peleca ajudando meu avô a subir no barco…

é isso, por fernando stickel [ 9:08 ]


Sandra Pierzchalski, Fernando Stickel, Jimmy & Bolt desejam a todos Boas Festas & Excelente 2019!!!!
Cuidado com os exageros, a conta fica difícil de pagar!
Até o ano que vem, tudo de bom!!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:39 ]


Faleceu no último dia 15 Dezembro aos 74 anos de idade o meu amigo José Carlos BOI Cezar Ferreira. Uma tristeza.


Em Março 2017 houve uma exposição das pinturas do Boi no estúdio do Artur Lescher, ele estava bem, lúcido e feliz. Logo depois foi internado e de lá para cá sua saúde decaiu rapidamente.


Artista de mão cheia, Boi foi um pintor único, não deixou jamais seu estilo próprio, forte, personalíssimo ser influenciado por qualquer modismo ou tendência.


Boi foi parceiro da Fundação Stickel, realizamos uma exposição de suas pinturas em 2006 e fizemos seu livro “Um Boi abstrato” com texto de Gabriel Borba em 2011.

é isso, por fernando stickel [ 7:13 ]

Nos final dos anos 60 a Brahma tinha uma fábrica no bairro do Paraiso, perto da Catedral Ortodoxa.
Havia uma chaminé que expelia fumaça branca 24 horas/dia, e eu fascinado por aquela imagem, planejava filmá-la, ao estilo Andy Warhol, plano fixo, pelo menos uns 20 minutos de fumaça…
Nunca realizei o projeto, o prédio foi demolido na década de 90. Hoje me arrependo por não ter acreditado, ido à luta e feito o filme…

é isso, por fernando stickel [ 19:33 ]


A Fundação Stickel acredita que a “ARTE TRANSFORMA”!

É com ARTE que faremos a diferença no DIA DE DOAR, no próximo 27 Novembro.

Até esta data, você escolhe um valor para doar aos nossos projetos e recebe um KIT ARTE especial, resultado de nossos trabalhos com jovens e adultos em bairros da periferia de São Paulo. Clique aqui, escolha o seu kit e faça sua doação!

O #DIADEDOAR É UMA CAMPANHA PARA PROMOVER A SOLIDARIEDADE E A CULTURA DE DOAÇÃO NO PAÍS!

O #diadedoar foi realizado no Brasil pela primeira vez em 2013 e tem sua origem nos Estados Unidos, onde começou em 2012. Foi criado por uma organização chamada “92Y”, que fica em Nova York, e hoje é uma campanha mundial, com mais de 45 países oficialmente participantes.

Lá fora, o #diadedoar tem nome de #GivingTuesday, que significa “terça-feira da doação”. Vem na sequência de datas comerciais já famosas, como as BlackFriday e CyberMonday. É sempre realizado na primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças (o Thanksgiving Day).

Todo dia é dia de doar. Mas uma vez por ano é dia de celebrar a doação. Quem tem coração doa, quem doa transforma. Esse é o #diadedoar!

é isso, por fernando stickel [ 11:18 ]


Nos anos 60 e 70 existia a proteção contra ferrugem nos carros “Rust Proof Ziebart”.
A parte inferior do carro era pulverizada, e faziam-se furos na carroceria do carro, nos locais onde havia espaços vazios e lá se injetava o produto protetor. Para proteção eram colocados nos furos plugs plásticos, com cerca de 1cm de diâmetro, como esse da foto.


Descobrimos isso ao fazer a funilaria do Porsche 911S 1975, e verificar que estes furos na soleira da porta não existiam no carro original. Agora serão fechados!

é isso, por fernando stickel [ 13:39 ]


Passar três semanas no Japão é uma experiência extraordinária, instigante, reafirmadora.


Natureza, arquitetura, silêncio e tradição convivem com tecnologia de ponta em mega-cidades, com excelência nos transportes e total segurança, mesmo na cidade mais populosa do mundo, Tokyo, com seus 38 milhões de habitantes na área metropolitana.


O estágio civilizatório alcançado pelo país se deve a uma infinidade de coisas, mas estudo e disciplina são óbviamente os carros chefes desta sociedade, e se evidenciam na educação, na limpeza, no respeito.


A competitividade nos negócios é impressionante, e o ritmo de trabalho dos japoneses idem.


Parques, santuários, templos, tudo impecávelmente cuidado.


A modernidade absurda do Miho Museum, projeto de I.M.Pei.

é isso, por fernando stickel [ 19:05 ]


Pela primeira vez na minha vida uma série de condições se alinharam:

-Completei 70 anos no último dia 6/10
-Estou trabalhando há 14 anos com uma causa legítima e empolgante, a Fundação Stickel.
-Não tenho desejo de receber presentes materiais.

A consequência lógica destas condições é que pedi aos meus convidados que fizessem uma doação à Fundação, que como qualquer instituição do Terceiro Setor precisa permanentemente de fundos para sobreviver e se desenvolver, e para minha alegria (e da Fundação…) recebemos cerca de R$20.000,00!!!!!
Obrigado a todos que comemoraram comigo estes inacreditáveis 70 anos, e um obrigado super-especial a quem doou, fiquei muuuiiiito contente!!!


Sandra minha mulher e eu no parabéns pra você!

é isso, por fernando stickel [ 18:46 ]