aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003


A Fundação Stickel vem se reinventando com a pandemia do coronavírus e está oferecendo cursos gratuitos de fotografia à distância, pela plataforma Zoom.
Nossa educadora, a arquiteta e fotógrafa Ana Mello em seu curso “Nichos de Fotografia de Arquitetura” ofereceu aos alunos uma surpresa na aula de ontem, interessantíssima entrevista com o também arquiteto e fotógrafo Cristiano Mascaro.


Lucas Cruz está ministrando o curso “Dicas e Truques para fotografar com Celular” em 8 encontros de 180 minutos.


Estamos nos aprimorando no uso das novas plataformas, recebendo 100 alunos em cada curso!

é isso, por fernando stickel [ 16:10 ]

Esta minha imagem de hoje é interessante… Pela primeira vez em décadas me vejo sem pêlos…

Sim, estou estou pelado… Os meses de quarentena serviram como adubo para a minha floresta amazônica particular, que cresceu desmedidamente e foi sumariamente desmatada hoje.

Meu personal trainer Samuel, que fez a gentileza de cortar o meu cabelo neste período, resolveu estender o trabalho da máquina e revelar o resultado de seu trabalho, ou seja, meus músculos!

De fato, os vários meses de treinamento mudaram meu corpo, não apenas no aspecto da massa muscular, mas principalmente na redução de dores e cãibras e a conquista de uma melhor mobilidade. Falta talvez perder ainda uns quilinhos e diminuir a pança…

Sou, simbolicamente, um novo Fernando! Aos 71 anos de idade me vejo ainda forte e capaz, e esta limpeza de área coincide com o término de um longo período de arrumação de arquivos, de desenterrar fotos e documentos e descartar inutilidades, uma forma de passar a limpo o passado.

Pronto! Estou pronto para a vida que segue! Totalmente desmatado, mais leve e feliz!


Jimyy e Bolt não se abalaram com a ausência do matagal, já a minha mulher Sandra agradece, no chão, a pelagem ficou.

é isso, por fernando stickel [ 18:11 ]


Meu tio Ernesto George Diederichsen faleceu aos 99 anos de idade em Florianópolis. Faça uma linda viagem Tio Ernestinho!

E sobre ele escreveu assim seu neto Chico:

pois, família, passamos aqui em casa também a lembrar do vovô…. um dia especial…. a ver fotos …. a lembrar da musica, das estrelas…. do olhar para o mundo com olhos curiosos a buscar sentido… nos livros, nas artes…. na arquitetura, na natureza…. no “matutar” ! em lágrimas, faço aqui breve homenagem, de outras que certamente virão quando pudermos nos ver presencialmente…. guardo no peito e na mente a beleza dele em ilhabela, da ponta azeda por ele criada junto dos caiçaras…. criaram ali uma vila de belas casas esparças com respeito à natureza, ao povo de lá. casas simples, rusticas, com citações diretas da arquitetura popular e erudita das missões…. sem deixar os traços do trabalho operário se apagarem…. coisas que me ensinou na prática…. nos desenhos, no nanquim, no escalímetro das curvas de nivel… sem saber, talvez sabendo…. estavamos nós avançando nos conhecimentos da arquitetura. pois arquiteto ele era. autodidata. nos detalhes das tramelas de madeira, na ausência de coisas douradas, mas com as cores do povo, dos barcos de pesca… com pico, nas canoas. a ponta azeda não tinha muros…. não se pedia para entrar…. um sitio …. livre…. da areia e das pedras …. soltos… caminhávamos todos ao vento, pelas mangueiras, pelas redes ao vento. ensinou todos nós a amar a natureza… e a ciência…. com livros…. com quadros singelos nas paredes, traços da cultura. a ossada de baleia e tacho metálico de fazer farinha…. eram os ornamentos da casa. sem ostentações. canos aparentes…. nos banheiros…. barras de madeira nas janelas como nas antigas edificações simples da colonia. telhas de barro…. varanda por todos os lados…. e o vento. gavetinhas nas camas. gavetinhas para guardar transitores de rádio…. ponta azeda chamando. todos os barcos !!! sua preocupação com a segurança de todos no canal…. o levou a criar a comunicação entre todos, navios, veleiros, fragatas…. as antenas instaladas no morro, repetidoras de sinais lá na mata ecoam a salvatagem nos dias de vento sul, mas aqueles de ventos fortes !!! agradeço pela vida tua que segue viva (de fato e energeticamente falando enqueto sopro que passa de um a um, filho a filha…. a mesma energia vital criada e passada a bilhões de anos do tempo da vida). hoje aqui escrevo por causa dele. por causa de tí vô. por causa de teu amor por antonieta…. que veio….. bernardo…. e veio…. o sopro de vida em ti agora descansa e segue em nós, bem vivos, alegres de terem vivido contigo um tanto. uns mais, outros menos…. pena que fostes, pois iamos te visitar ano que vem…. assim te visitamos de outras formas. em sonhos. em pensamentos bons!! Pois, primos e amigos, espero que possamos nos ver e lembrar mais um tanto…. juntos em breve data pós vacinarmos todos ! a seguir envio fotinho de 2017 quando fomos a floripa cuidar de ida de pai bernardo…. vê-se nela jade, minha companheira, com joão, bisneto do vô desenhando algo para ele…. fragmentos de memórias…. e mais uma vez a gratidão por estarmos todos vivos…. por sermos seres…. vivos ! e se hoje estou arquiteto, urbanista…. a fazer o que faço…. a lecionar…. arquitetar com o povo de modo singelo e belo…. respeitoso com as nascentes de águas…. a mata! à luz da “bauhaus socialista alemâ” …. muito é por conta de ti, como disse a pouco….. por hora deixo aqui beijos e abraços, e um até breve. de joão (bisneto), dora (bisneta criativa), jade (companheira minha) e chico (eu)…… e como ele muitas vezes disse:

“…… bem, minha gente….. assim é a vida! ” (ernesto, após longo e profundo suspiro)

E o neto Totó recebeu esta contribuição:

é isso, por fernando stickel [ 15:51 ]

Talvez esta seja a descoberta mais surpreendente da minha pesquisa dos arquivos da família, fotos da minha avó Erna jovem. Convivi muito com meu avô Arthur Stickel, gostava muito dele, lembro de muitos detalhes de sua pessoa, o mesmo não se aplica à minha avó, sempre muito quieta e precocemente envelhecida, não conseguia me relacionar muito bem com ela.


Minha avó Erna Hedwig Stickel (1889-1973) Uma mulher bonita, olhar forte, claramente uma personalidade marcante.


Aqui com 24 anos.


Nesta foto com minha tia Mausi Stickel Müller, minha avó tinha apenas 39 anos, mas já envelhecida…

é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]


Meus tio Luiz Dumont Villares tinha negócios com a Westinghouse, e Mr. Falinsky, de origem russa, era o contato na empresa.
Jantando no Casino Russe, o casal Leonor e Luiz, minha mãe Martha com 19 anos, e o casal Falinsky.

Transcrição do cartão:

Jantar à convite do casal Falinsky no “Casino Russe”dia 31/5/46
Quanto a, passarmos fome aqui, peço consultarem os nossos pratos.
Não estão com água na boca? Abraços
Luiz
Leonor
Martha

Sobre o Casino Russe:
The third establishment reviewed by Iles Brody in the April Gourmet was the Russian-themed nightclub Casino Russe at 157 West 56th Street, run by and contiguous with the Russian Tea Room. It had been a favorite with New York’s emigre population, the Carnegie Hall crowd and cosmopolitans since the 1930s. Showing off his worldliness, Brody compared the night spot with the cabarets of southern Russia as well as with the Russian-themed supper clubs that had been all the rage in Paris just before the war. In his current best seller, Arch of Triumph, novelist Erich Maria Remarque made one of the Russian clubs of Paris a favored haunt of his protagonist. Remarque, who was living in New York in 1946, frequented Casino Russe, one of his “headquarters” in the city along with “21,” Le Pavillon and El Morocco. The food was Russian as was the entertainment. Brody wrote that the house cocktail was vodka, apricot brandy, cherry brandy and lemon juice, although he preferred his vodka straight with a sprinkle of pepper and a slice or two of unpeeled cucumber as they did it in Russia. The 40-man kitchen staff also prepared food for the Russian Tea Room, which had a different menu. Shows were at 8:30 and 12:00. When Brody visited the entertainers included a flame eater/dagger dancer, a chanteuse and a violinist. Dinner and floor show were $3.50. The drinks were good, he said, but the wine list was meager. He noted the existence of the Baghdad Room, off from the main dining room and away from the floor show.

é isso, por fernando stickel [ 9:21 ]

A pandemia do coronavírus e a quarentena, menos rígida por minha decisão, ainda produz elementos reativadores de memória!
Examinei nos últimos meses milhares de documentos antigos, fotos, livros, revistas, etc… Organizei, descartei, e agora, ao final deste processo encontrei o menú do jantar de comemoração do meu aniversário de 62 anos no dia 9 Outubro 2010 em Londres!

O ano de 2009 foi cheio de emoções, eu estava cursando o MBA FIA e recebemos vários convites irrecusáveis! Nestes eventos conhecemos muitas pessoas sensacionais!
Em Maio, o rallye de carros clássicos Chiantigiana Classica, convite do Credit Suisse.
Em Junho, visita à Biennale di Venezia, convite de Wulf Mathias e Deutshe Bank.
Em Setembro Fórmula 1 em Monza, convite de Giovanni Barbara.
E no ano seguinte, 2010 em Maio fomos à Bolívia e ao Salar de Uyuni, onde conhecemos as suíças Christina e Marianne.

Como retribuição a este grupo muito especial de estrangeiros, Sandra e eu oferecemos aos amigos que se dispuseram a se deslocar um jantar de comemoração do meu aniversário em Londres, no dia 9 Outubro 2010, no Club Gascon em Londres.

O restaurante francês foi indicado por uma amiga, tinha espaço suficiente para uma mesa grande para 12 pessoas, e um espaço anexo para os drinks iniciais, tudo muito formal…

Acabou sendo uma farra, pois misturamos pessoas de várias tribos, infelizmente nossos anfitriões em Monza, Emma e Giovanni Barbara não puderam estar.

Da esq. para a direita, Jay, Ariane, Christina, Sandra, Medi, Alexis, Babak, Nina, eu e Marianne. A foto foi tirada pela Mema, mulher do Jay.

Mema e Babak.


A mesa.


A preparação do nosso jantar foi minuciosa, Sandra fez questão de levar para os nossos convidados uma lembrança bem brasileira, então preparamos juntamente com o Estudio Manus uma caixinha de surpresas!
Aqui o texto incluido na caixinha:

Inside every box there is a story. Inside a box lives a world of possibilities. A box is a window, a door, it’s the beginning of a journey to a place called imagination.
In this box you are receiving a little bit of Brazil, as a token remembrance from our meeting. A box to take your imagination wandering about Brazil, a mystic and colourful country, intriguing and full of contradictions and possibilities…
Indian Whistle: To attract birds.
Beeswax Candle: Used in syncretic religions (Candomblé/ Spiritualism/Catholicism)
Figa: Amulet, signifying good luck.
Yemanjá: Divinity connected to the power of rivers and seas.
St. Anthony: Saint considered a match-maker.
St. George: Holy Warrior, associated with the football club Corinthians Paulista.
Amulets: Charms meaning protection.
Gypsy Deck: For guessing fate.
Dictionary: A torn page, to feel in a glimpse the beauty of the Portuguese language.
Fita do Bonfim: Catholicism arose in Salvador de Bahia in the early XVIII Century. Originally a silk prop used on an important religious image, to the exact extent of 47 cm representing the length of the arm of Jesus Christ, was adopted by the religions of African origins in Brazil as a bracelet in different colors, each color referring to a deity of these religions.
Pinus wood packaging: Wood abundant in southern Brazil.
Rubber latex closure: The raw material of natural rubber, extracted from the sap of the rubber tree, native to the Amazon.
Marble: A marble is still a marble, anywhere in the world…

Sandra Pierzchalski & Fernando Stickel
London, October 9 2010

é isso, por fernando stickel [ 16:28 ]


Quando conheci Alice Kalil no final dos anos 60, com quem depois me casaria, ela me falava das belezas do Líbano e de Beirute, a pérola do Oriente, terra de seu pai, José Kalil.
O tempo correu, a viagem nunca deu certo e Beirute foi destruída várias vezes, a última agora, fruto de tamanha incompetência libanesa que fez até a nossa incompetência brasileira empalidecer… Só nos resta lamentar as vítimas fatais e os feridos…

é isso, por fernando stickel [ 9:55 ]

Aquarela que fiz em 2002 para ilustrar o livro da Escola Viva, editado pela DBA.

é isso, por fernando stickel [ 7:47 ]


Meu pai Erico Stickel me ensinou muitas coisas, mas sobretudo agora, 15 anos após seu falecimento, me dou conta de como foram importantes suas lições!

é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]

pintu.jpg

Título: Hippodroma
Técnica: Acrílica (Liquitex) sobre Duratex
Dimensões: 80 x 80 cm.
Data: Setembro 1969

Um belo dia, em 1969, a informação correu como fogo em rastilho de pólvora: Chegou Liquitex na Casa do Artista!

Localizada na R. Major Sertório, no centro de São Paulo, a loja era a Meca dos artistas e lá fui eu comprar a tinta, facílima de usar pois era solúvel em água.

A primeira tinta acrílica surgiu nos E.U.A. em 1947 com o nome Magna, solúvel em aguarrás. Muito mais prática e fácil de usar, a Liquitex foi inventada em 1955 também nos E.U.A. e teve seu uso no Brasil disseminado graças a alguns artistas que começaram a usar intensamente Liquitex no final dos anos 60, como Aldemir Martins, Wesley Duke Lee e Luis Paulo Baravelli.

A Casa do Artista surgiu no início dos anos 60, especializada em materiais de desenho para engenharia e arquitetura, mas com o crescente uso da tinta acrílica, a Liquitex e os materiais para pintura entraram com força.

Comprei as tintas, encomendei algumas pranchas e iniciei minhas primeiras pinturas. Dei fundo, lixei, dei fundo branco novamente, marquei o desenho a lápis, coloquei a máscara de Durex e mandei bala na deliciosa tinta.
O cheiro ficou gravado até hoje, é único. O momento de retirar a máscara é mágico, você fica torcendo para que a tinta não tenha vazado. Pronto! Ficou lindo!

Enviei no mesmo ano o trabalho para a exposição coletiva III Jovem Arte Contemporânea no MAC-USP, e foi recusado pelo júri.

A pintura sobreviveu bem, está um pouco suja e riscada, afinal já são 51 anos, mas as cores estão vivas, aguentou muito bem!

Obrigado Caetano Ferrari pelas informações!

é isso, por fernando stickel [ 7:00 ]


No domingo dia 19 Julho visitamos nossos amigos Tina e Luiz Paoliello, em sua casa no Condomínio Alpes de Campos do Jordão, onde desfrutam de fabulosa vista da Pedra do Baú.


A conexão do Luiz e da Tina com este tipo de paisagem e clima data de longa data, pois durante muito tempo eles tiveram uma casa em Monte Verde.


Luiz estava ótimo, nos mostrou a deliciosa casa, passeamos com a Tina pelo jardim, momentos muito tranquilos e prazeirosos.
Luiz comentou que seu cancer de pulmão, que ele vinha controlando há muito tempo havia dado uma piorada, e que ele iniciaria nova sessão de quimioterapia nos próximos dias.


Nosso último contato via Whatsapp, no domingo 26/7.
Hoje de manhã recebi a notícia de seu falecimento em Campos do Jordão. RIP Luiz, você vai fazer muita falta!


Com muito bom humor e alegria de viver, é assim que vou lembrar de você Luiz.

é isso, por fernando stickel [ 7:53 ]

Mais uma descoberta na quarentena:


Quem assina a comenda é o então Presidente da República Federal da Alemanha Walter Scheel.

Meu pai Erico era um ser muito discreto, odiava o telefone e amava escrever uma carta ou bilhete.
Sua comunicação com as pessoas era boa, mas não falava muito sobre si próprio e nem (de maneira nenhuma!) contava algum tipo de vantagem, fiz isto ou fiz aquilo, tenho isso ou tenho aquilo, não era seu estilo.
Então não foi com muita surpresa (mas cheio de orgulho!) que descobri hoje que ele ganhou uma importante homenagem do Governo Alemão em 1978, algo que minha mãe Martha se lembra, houve um coquetel na casa do Cônsul, que morava também na R. dos Franceses, mas que não foi ventilado com os filhos, nem na época nem depois.
Talvez a comunidade alemã tenha tomado conhecimento, pois o evento foi noticiado no Kaese Blatt (papel de embrulhar queijo), o carinhoso apelido do jornal Deutsche Zeitung de 25/11/1978.

Tradução da carta em que o Cônsul Geral encaminha ao meu pai a comenda:

São Paulo, 22 Novembro 1978

Consulado Geral da Republica Federal da Alemanha

Caro Doutor Stickel!

O Senhor tem ativamente e de maneira abnegada se dedicado há muitos anos às questões sociais e culturais no âmbito da sociedade germano-brasileira.

O Senhor foi por muitos anos presidente da Associação de Escolas do Colégio Visconde de Porto Seguro. Proporcionou suporte eficaz ao Instituto Hans Staden e à Fundação Martius, duas instituições importantes no campo dos acordos bilaterais e das relações culturais.

O Senhor se encontra entre os relevantes apoiadores da Bienal de São Paulo.

Em 1955 o Senhor fundou com sua esposa em Campos do Jordão a “Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel”, uma instituição de caridade, que entre outras atividades provia gratuitamente tratamento médico e odontológico para crianças carentes. Em 1974 o Senhor criou na Ilhabela, SP uma estação de assistência social.

Apreciação especial receberam suas generosas doações para a Associação Alemã de Ajuda em São Paulo, que se ocupa de idosos de origem alemã. Há 10 anos o Senhor doou a essa instituição uma casa, cujos inquilinos dela se beneficiam. Em 1977 também foi doada pelo Senhor, na mesma insttituição, uma nova e espaçosa casa de idosos com 13 apartamentos individuais e várias outras dependências.

Em homenagem a esses serviços, o Presidente da República Federal da Alemanha lhe concede a Cruz do Mérito da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha em 13 de julho de 1978.

É uma honra e um prazer entregar ao Senhor esta alta condecoração.

Assinatura do Cônsul Geral Hartmut Schulze-Boysen

Dois anos depois de receber a comenda, meus pais inauguraram mais uma importante obra filantrópica, as Aldeias Infantis SOS Rio Bonito em 8 Dezembro 1980, com a presença do criador das Aldeias, Hermann Gmeiner (1919-1986).

é isso, por fernando stickel [ 17:06 ]


Testemunho da época: Três anos após ter sido criada em 1954, a Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel, por sugestão do meu avô Arthur Stickel, Conselheiro, homenageou minha avó Maria Elisa (Lili) Arens Diederichsen com o título de Conselheira Honorária.
A carta de formalização foi assinada por meu pai, Erico João Siriuba Stickel, presidente da Fundação. Nesta época o escritório da Fundação em São Paulo ficava no centro de São Paulo, na R.do Ouvidor 102 5º andar.


O Edifício Pau DÁlho era meu conhecido, pois sempre que eu ia ao oculista na Rua Marconi, fazer exercícios para o estrabismo, na sequência passava-se na Confeitaria Cristallo, e, virando a esquina, no escritório do Papai para uma visita, lá também dava expediente meu avô Arthur, que após sua aposentadoria ajudava meu pai no escritório.


Até diploma teve!

é isso, por fernando stickel [ 11:29 ]


Documento de identidade de meu pai Erico João Siriuba Stickel, de cerca de um ano antes do meu nascimento.

é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]


Na minha casa-estúdio da R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia nos anos 80. No espaço principal, anexo a este da foto dei aulas de desenho de observação de 1986 a 2000.

é isso, por fernando stickel [ 10:11 ]

“Aquilo que fica das atividades humanas não é o que serve, mas o que emociona”.
Le Corbusier

Pouco antes de completar 39 anos de idade resolvi me dar um presente: Um salto de para-quedas!!
Me informei onde e como, marquei e fui! Não contei para ninguém, era uma curtição só minha!

Sábado, 26 setembro 1987, amanhece glorioso. Ligo para Campinas e confirmo o salto. Tomo café e parto sozinho.
São quase duas da tarde. A porta do avião se abre.
Estamos a 10.000 pés, em pleno domínio dos Deuses, acima do ar sujo, acima de tudo.
O ar frio invade a cabine e eu me arrependo de não ter colocado uma camisa por baixo do macacão. Outro instrutor e seu aluno saltam pela porta aberta e eu espio dois pontos que desaparecem muito rapidamente.
O ar frio invade meu estômago. Butterflies…
Já estou de capacete, óculos e me ajoelho ao lado da cadeira do piloto.
Pedro Hilu, meu instrutor, se conecta aos meus arreios e passamos a ser um único volume de 170 kg.
Pé direito para fora do avião. Mão direita no montante da asa.
Mão esquerda na alça da porta.
Quatro pés no estribo do Cessna, motor reduzido, velocidade de 80 mph.
Olho para a frente e vejo o céu. Azul.
O sol brilha e o vento é gelado. Estamos totalmente fora da cabine.
A sensação é muito clara: Não vai dar para voltar atrás.
Pedro diz: “Cruze os braços”, eu solto as duas mãos e agarro meus arreios.
Ele diz: “Pernas pra cima” e já estou pendurado nele. Nisto, a vertiginosa aceleração. Estamos caindo. Perco o fôlego.
Meu coração dispara.
Sinto medo? Não sei se é medo ou excitação ou apenas uma brutal descarga de adrenalina nos canos. Sinto algo
vertiginosamente forte e brutal.
Talvez meus braços cruzados aumentem a sensação de impotência.
Sou uma pedra, um saco de batatas. Quem está voando de braços e pernas abertos, como se vê nos filmes, é o Pedro, grudado em cima de mim. O barulho do vento é infernal. Quando começo a me acostumar com a queda livre a 200 km/h, um violento tranco, os arreios se afundam nas minhas coxas, as pernas voam para a frente e pronto!
Estamos voando. Solto gritos. Estou excitadíssimo.
Pedro me passa os manetes de comando.
Dada a carga dupla, os comandos serão feitos a quatro mãos (e quatro braços).
Fazemos curvas para a esquerda, para a direita, ficamos girando como um carrossel, treinamos duas ou três vezes o procedimento de pouso.
As construções crescem. Estamos em cima dos hangares do Aeroclube. Na área de pouso pessoas correm em nossa direção.
O vento acaba, a biruta murcha, usamos toda nossa força para frear o enorme pára-quedas quadrado, azul-claro e azul-escuro.
Toco o chão e imediatamente percebo que aterrizamos sem muita classe. Amontoados no chão, no meio da poeira, cobertos de cabo e velame, dou gargalhadas.
Eu fiz!
Não é preciso ter coragem.

É preciso ter vontade.


Alguns exercícios e simulações no solo antes do vôo.


A aproximação para o pouso.


Comemorando com o Pedro!

é isso, por fernando stickel [ 22:30 ]


Conheci Keith Sonnier em seu estúdio nos Hamptons nos anos 80, através de amigos comuns, e fiquei fascinado! Trabalhar com arte em um local tão bacana!
Agora ele nos deixou aos 78 anos de idade.

é isso, por fernando stickel [ 12:33 ]

Voltei ao Ibaté depois de muuuuuitos anos, queria mostrar a linda casa para a Sandra. Quem nos recebeu com extrema simpatia foi a minha prima Stella, que fez o tour completo!


Meu tio Luiz Dumont Villares construiu sua casa nos anos 50 em Campos do jordão de uma maneira curiosa, em um platô de cerca de um alqueire de área, no topo de um morro ele iniciou a casa construindo em primeiro lugar uma piscina, com um escorregador de alumínio!
O programa das férias de Julho era ir até lå e mergulhar na piscina totalmente gelada!
Mais tarde surgiu a casa, inaugurada em 1957.

é isso, por fernando stickel [ 14:43 ]