
Dei uma volta nesta Mercedes-Benz 560 SEL 1989. Este carro foi durante muitos anos o top de linha da Mercedes, considerado um dos sedans mais rápidos e luxuosos do mundo. A letra L representa a versão longa, com 5,16 m. de comprimento o carro além de tudo é imenso, o banco de trás é uma verdadeira poltrona!
A sensação de solidez e potência ao dirigir é única!
máquinas
4 de abril de 2022
mercedes-benz 560 sel
é isso, por fernando stickel [ 8:39 ]
21 de março de 2022
mercedeiros na comark

Comemorando os 50 anos da Mercedes-Benz R107 os sócios do Mercedes-Benz Clube São Paulo se reuniram na concessionária Comark para um café da manhã e palestra do Joe sobre o modelo.

é isso, por fernando stickel [ 9:31 ]
10 de dezembro de 2021
veículos antigos movimenta 32 bi

Rodrigo Mora Colunista do UOL 09/12/2021
Exclusivo: Mercado nacional de veículos antigos movimentou R$ 32 bi em 2019
Uma pesquisa socioeconômica encomendada pela FIVA (Federation Internationale Vehicules Anciens) e executada pela JDA Research revelou que o mercado de antigomobilismo no Brasil movimentou R$ 32,6 bilhões em 2019.
De acordo com o estudo da consultoria britânica, o montante é composto por R$ 16,1 bi gastos com seguros, manutenção, restauração, armazenamento e combustível, entre outros serviços; R$ 12,3 bi em compra e venda de veículos históricos, R$ 3,5 bi em eventos de veículos históricos (hotelaria, alimentação e inscrições) e R$ 768 milhões em gastos considerados indiretos, como mensalidades de clubes, revistas especializadas e souvenirs.
Ainda segundo a FIVA, a pesquisa foi conduzida virtualmente entre agosto e novembro de 2020 e entrevistou cerca de 55.000 pessoas em todo o mundo, coletando cerca de 120.000 avaliações detalhadas de veículos históricos. Descreve as principais descobertas para o Brasil e se baseia em 1.097 pesquisas com proprietários e entusiastas e em 3.080 avaliações dos veículos históricos de sua propriedade.
Outros dados importantes coletados pela JDA mostram que:
– Existem ao menos 3,2 milhões de veículos históricos (3% da frota de 108 mi de veículos);
– Esses veículos pertencem a cerca de 1,2 milhão de colecionadores (média de 2,7 veículos por proprietário);
– 79% dos colecionadores são associados a algum clube e 88% frequentam eventos de veículos históricos;
– Em média, os proprietários ficam com seu veículo por 11 anos;
– 4 em cada 10 veículos são das marcas VW e Chevrolet;
– O veículo histórico percorre uma média de 779 km/ano, enquanto a motocicleta histórica percorre 361 km/ano;
– Em média, um veículo histórico sai às ruas 18 vezes ao ano;
– A idade média do antigomobilista brasileiro é de 52 anos….
Um colecionador gasta, em média, R$ 13.400 por ano na restauração, manutenção e operação, R$ 2.900 na participação em eventos de veículos históricos, R$ 640 em outros itens relacionados ao seu interesse em veículos históricos, como mensalidades de clubes, revistas especializadas, souvenirs; e R$ 10.250 na aquisição de veículos. Somando, são R$ 27.200 por proprietário.
Na média, carros clássicos (que respondem por 86% da frota de antigos) custam R$ 129 mil, segundo a pesquisa; o valor médio de motocicletas (4%) é de R$ 34 mil.
Para Roberto Suga, os resultados da pesquisa podem alavancar negócios inexistentes no Brasil atualmente.
“Lá fora que as empresas de seguros fazem seguro de carros antigos, aqui não. Não temos consórcio, financiamento, linhas de crédito para compra de carros antigos. Não há um serviço de precificação de carros antigos. Não há um serviço organizado de assessoria para compra e venda de carro antigo. Enfim, há muita coisa para a qual o mercado do carro antigo no Brasil ainda não se atentou. Acredito que com esses dados tanto empresas já estabelecidas no mercado quanto novas iniciativas possam surgir para atender às demandas”, analisa o presidente do Conselho da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).
E um recado às fabricantes, que ainda ignoram o mercado de clássicos:
“As montadoras deveriam pensar em estabelecer uma fidelização com a marca através da paixão já existente pelos veículos de coleção e transformar esse colecionador em um consumidor de seus veículos novos, seja com patrocínio em eventos, lançamento de produtos e em ações mais criativas como o evento que aconteceu com os clubes de colecionadores de Chevrolet na pista de provas da GM em Indaiatuba”, relembra.
é isso, por fernando stickel [ 8:14 ]
24 de novembro de 2021
a definição da beleza

No Instagram do Mercedes-Benz Museum: The very definition of beauty!
é isso, por fernando stickel [ 10:26 ]
27 de outubro de 2021
proteção térmica pagoda

Um dos problemas da Mercedes-Benz 280SL 1970 (w113) é que ela não foi projetada para uso em países tropicais, a consequência é o aquecimento do habitáculo, principalmente em viagens mais longas, ou em trechos urbanos com trânsito. A solução está no isolamento térmico, para melhorar a habitabilidade.
O fabuloso Tica foi contratado para o serviço, o primeiro passo é desguarnecer toda a tapeçaria.

Na sequência aplicar a manta térmica.

A terceira fase é a proteção com alumínio.

Para aumentar a proteção, um escudo de alumínio foi criado ao longo dos canos de escapamento, que correm exatamente sob os pés do passageiro.

A peça especial.
é isso, por fernando stickel [ 10:15 ]
11 de setembro de 2021
porsche 911 s

Esta máquina perfeita, Porsche 911S 1975, conquistou hoje mais um degrau rumo à sua originalidade e correto funcionamento.
Fizemos, na oficina A.M. Marcelo o restauro completo de funilaria e pintura, tapeçaria, instrumentação, revisão elétrica, motor, câmbio e suspensão.
O carro ficou ótimo de usar e lindo de aparência, mas sobrou um probleminha.

Um barulho misterioso, um “crec”na lateral traseira direita parecia ser algo da suspensão, mas como todos os elementos relacionados à suspensão, ou eram novos, ou totalmente revisado, a origem do “crec”deveria estar em outro lugar.
Desguarnecemos a tapeçaria para chegar ao metal, a janela traseira direita e a tampa do motor foram retiradas, um estetoscópio especializado foi utilizado para encontrar a origem do barulho. Muitos km foram rodados com um mecanico na traseira para identificar o problema.

Finalmente como último recurso, foi aberta uma janela na chapa metálica, como uma arqueologia mecânica, para irmos à raiz do barulho. Novos pontos de solda foram aplicados e o problema finalmente resolvido!
Zeca, o chefe da oficina foi o responsável pela difícil missão, levada a cabo com sucesso!
é isso, por fernando stickel [ 11:41 ]
22 de março de 2021
porsche e suas peças

O suporte do compressor do ar condicionado no Porsche 911 S 1975 “Silver Anniversary Edition” não era o original, mas sim uma gambiarra muito mal executada, que exigia uma polia adicional, em baixo à esquerda na foto.

No esforço permanente de deixar o carro o mais original possível, encontrei o suporte original à venda nos EUA, e finalmente a peça chegou! Eu e o Zeca, chefe da oficina, com as peças.

Peças da suspensão traseira recuperadas e pintadas.

Suporte da barra de torção traseira remontado com buchas novas!

De volta à configuração original, com o suporte do compressor correto.
é isso, por fernando stickel [ 14:15 ]
15 de março de 2021
jaguar e-type na toscana

Hoje 15 Março 2021 o Jaguar E Type completa 60 anos de idade, e para homenageá-lo nada melhor que contar a deliciosa experiência de pilotá-lo em um rally na Toscana em 2009, com Sandra minha mulher de navegadora!
Fomos convidados pelo Credit Suisse a participar do “Spring Rally Chiantigiana Classica 2009”, e decidi alugar o E-Type, o carro mais lindo do mundo! Encontrei-o no site Drive in Style.
Pilotar o Jaguar E-Type S1 Roadster 1965 é uma experiência única. Seu estilo é elegante, impactante, Enzo Ferrari descreveu-o como sendo “o mais lindo carro jamais feito”. Sentado no cockpit, você “veste” o carro. Em frente à direção de madeira e o painel de instrumentos completo e charmoso, virei a chave de ignição e apertei o botão de partida, imediatamente o motor de seis cilindros em linha, 4,2 litros, três carburadores SU e 265 hp veio à vida, com seu delicioso ronco surdo.
Abrir a capota é extremamente simples, três presilhas, soltar e dobrar a lona para trás. Pronto. Ao iniciar a marcha o enorme capô na sua frente se movimenta como uma lancha, é preciso cuidado no início, pois a frente do carro é mais longa do que parece. O câmbio de quatro marchas é sincronizado, e a primeira faz o característico barulho de engrenagens. O motor tem altíssimo torque em baixas rotações, então você acaba se acostumando a um estilo de guiar onde rápidamente você está em quarta marcha, e a partir de 1.000rpm o carro quase que “vai sozinho”.
Na auto-estrada fácilmente atinge os 140kph, com ampla potência de reserva, sua velocidade máxima é de 240kph. Nas estradas secundárias e estreitas onde utilizei-o durante os três dias do rally ele se comporta muito bem, mas não tem a sensação da estrada de kart de um Porsche, por exemplo. Abrir o capô é um prazer à parte, o lindo motor se revela por inteiro, permitindo fácil acesso a tudo.







Foram três dias gloriosos, no último dia, ao final do rally, Sandra e eu comemoramos com uma “birra alla spina!
#sandrapier #creditsuisse_ch #jaguar #etypestories
é isso, por fernando stickel [ 13:25 ]
8 de março de 2021
mercedes no rio

No reino dos automóveis clássicos vários fatores são decisivos na comprovação da originalidade de determinado automóvel, influindo em sua valorização. Um deles é a proveniência do carro, a história do local, data e quem foi o comprador original e seus proprietários subsequentes. Caso alguns destes capítulos tenha significado histórico, social ou artístico, o valor do carro pode aumentar muito, como por exemplo o Cadillac Eldorado que foi de Elvis Presley, ou o Jaguar XKSS de Steve McQueen.
No caso da minha Mercedes-Benz 280 SL 1970, acabo de adicionar a comprovação de importante capítulo de sua história, fotos de sua infância no Rio de Janeiro, em paisagem tipicamente carioca sobre a calçada desenhada em pedras portuguesas!
Obrigado ao Luis Peregrino, que me enviou a foto do carro quando foi seu, adquirido em 1988 em um elegante show room na Av. Atlantica, na época das placas amarelas com o registro WH2277, estas placas foram substituidas pelas de cor cinza a partir de 1990.
Estou buscando completar a história do carro a partir de seus antigos proprietários, até agora o que sei:
– Fernando Stickel 2008- presente
– Jose Luiz Bianchi 1998-2008
– Rudolf Wilhelm Kobig 1997-1998
– Luiz Peregrino Fernandes Vieira da Cunha 1990 – 1996
– Nelson Ezagui 1989
– Carlos Alberto da Costa 1988
A partir das informações fornecidas pelo Luis Peregrino vou continuar a pesquisa, dificultada pelos incêndios ocorridos nos DETRANs de São Paulo e Rio de Janeiro.


O carro está com garras estilo norte-americano nos para-choques…

Outra coisa interessante é verificar a evolução dos acessórios, nesta foto o carro ainda não tem o espelho retrovisor do lado direito.
é isso, por fernando stickel [ 19:56 ]
16 de fevereiro de 2021
vincent

Não é porque parei de pilotá-las que deixei de amá-las!
Como não amar de paixão esta Vincent Rapide de 1952? Restaurada a nível 100 pontos! Matching numbers!

Olha o nível do detalhamento!

Egli-Vincent
é isso, por fernando stickel [ 12:19 ]
22 de novembro de 2020
regularidade em interlagos

Mais uma vez com imenso prazer em Interlagos, templo do automobilismo paulistano, no Rallye de Regularidade promovido pelo Alfa Romeo Clube do Brasil, pilotando a Mercedes-Benz 280 SL 1970!

Na ocasião foi projetado documentário sobre a trajetória do mago dos motores, o Orfeu da mecânica Crispim, que acaba de completar 80 anos de idade!


Um dos motores mais bonitos da história, Alfa Romeo V6

Segundo lugar no Rallye de Regularidade, sem navegador e sem cronômetro, mantendo o mesmo tempo de volta apenas na sensibilidade!!


As fotos da Mercedes na pista são do Sandro Silveira.

Feliz com o resultado!


12 voltas com tempo dentro da margem de um segundo!
é isso, por fernando stickel [ 13:23 ]
11 de novembro de 2020
classic car celebration

Alfa Romeo Giulia Sprint Speciale 1964
O evento Classic Car Celebration no Hotel Fazenda Dona Carolina em Bragança Paulista se realizou no fim de semana de 6 a 9 de Novembro, reunindo importantes coleções de carros clássicos de todo o Brasil, em particular de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.

Buick 1929

No papo com os amigos!

Sandra, eu e a nossa linda Mercedes-Benz 280 SL 1970!

A Corvette e os patos!
é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]
19 de outubro de 2020
sonhei com jaguar

Sonhei que tinha um Jaguar E Type coupe preto 6 cilindros com as lindas Rudge wheels.
Fui à oficina do Gigante na Vila Olímpia mostrar o carro e bater um papo como faço de tempos em tempos, e encontrei na entrada da oficina uma ladeira íngreme de areia branca, como se fosse uma duna, onde o Jaguar teve bastante dificuldade de subir. Curioso é que ao mesmo tempo em que eu dirigia o Jaguar ladeira acima, eu podia observá-lo de fora do carro, derrapando na areia… e tudo me parecia natural, inclusive a mudança radical na entrada da oficina…
Lá em cima estacionei e encontrei o Gigante, que estava sozinho, mais alto, magro e sem barba, mostrei-lhe o carro e começamos a conversar e passear pela oficina, que era imensa, um galpão de pé direito enorme, sem paredes laterais, sobre um chão de terra batida. Estávamos só nós dois, o clima era de muita tranquilidade, reparei que a oficina havia mudado, era muito maior e mais vazia, mas sequer perguntei a razão das mudanças.
A área externa também de terra batida era muito ampla, e dava em seu limite para uma enorme extensão de terra virgem muito vermelha, cheia de pequenas construções simples.
Voltamos ao carro e comentei com o Gigante um detalhe interessante e sofisticado, que era um acendedor de cigarros, um isqueiro posicionado no topo do paralamas dianteiro esquerdo logo atrás do farol, em um receptáculo próprio, onde o isqueiro se encaixava perfeitamente.
é isso, por fernando stickel [ 23:37 ]
29 de setembro de 2020
idade de porsche

Eu tenho quase a mesma idade do primeiro automóvel Porsche. O modelo 356 recebeu sua certificação para uso em ruas na Alemanha no dia 8 Junho 1948. Redondamente quatro meses depois eu nascia, em 6/10/1948.
Pura curiosidade, olha só outras figuras que nasceram no mesmo dia em que eu nasci:
São Bruno von Köln 1030
Le Corbusier 1887
Roland Garros 1888
Thor Heyerdahl 1914
Altemar Dutra 1940
José Carlos Pace 1944
Instagram 2010
é isso, por fernando stickel [ 14:05 ]
24 de setembro de 2020
bmw R60 1969

Quando completei dezoito anos, em 1966, meu pai Erico me obrigou a vender a minha motocicleta Mondial 50cc, (Mondialino) que havia me dado de presente nos 17 anos, por acreditar que a moto era muito perigosa, e eu passei a utilizar os carros da casa.
Três anos depois, quando entrei na FAUUSP, meu apetite pelas motocicletas estava novamente aguçadíssimo, e eu tinha certeza que meu pai me daria, de prêmio por ter entrado na faculdade, uma Honda CD175 1969, que eu já tinha até escolhido em uma loja que ficava na R. da Consolação, perto da Universidade Mackenzie.

O presente não veio, mas dois anos depois, recém casado com a Alice, exigi do meu pai um dinheiro que ele havia prometido a mim e aos meus irmãos, ao qual teríamos acesso em duas condições, ou formados no ensino superior, ou casados.
Ele estrilou violentamente com o meu pedido, mas o meu tesão pela moto era maior, e eu o chamei à letra da promessa:
-Você não disse que liberaria a grana casado ou formado?
-Disse.
-Então, estou casado…
Ele liberou a grana a contragosto, e eu fui atrás da máquina, só que desta vez mirei no nirvana do motociclismo, uma BMW.
Procurei e encontrei uma BMW R60 1969, baixíssima quilometragem, equipada com bolsas, conta-giros e sirene à venda na loja do Edgar Soares. O vendedor era o Roberto Kasinski, filho do dono da Cofap, Abraham Kasinski.
Fui conversar com ele em sua casa em Higienópolis, acertamos o preço em uma agradável reunião e comprei a moto, último modelo desta linhagem clássica da BMW.
Este evento rendeu novas amizades, com o Renato, irmão do Roberto e seu amigo Sergio Vettori. Com eles pilotei pela primeira vez uma Honda Gold Wing!

é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]
9 de setembro de 2020
mercedes-benz: queda
Diz a sabedoria popular que não há alegria que não se acabe, nem tristeza que dure para sempre…
Minha tristeza como proprietário da Mercedes-Benz 500 SL 1986, se iniciou com o processo de licenciamento do carro, provavelmente em 1996. O despachante me ligou informando que os documentos não estavam liberados, havia alguma restrição. Fiquei muito bravo exigi que ele encontrasse uma solução.
Após longa peregrinação encontraram a origem do problema, um bloqueio na Receita Federal. De posse dos detalhes contatei um advogado especializado que finalmente me forneceu o diagnóstico:
Licenciamento do carro bloqueado, pela cassação no STF de uma liminar que permitia a compra de carros usados no exterior. Todos os carros nesta situação (eram muitos) ficaram ilegais do dia para a noite.
Me desesperei, fiquei indignado e disse ao advogado que o meu objetivo seria usar o carro ao máximo, pois foi para isso que o havia comprado.
O advogado montou uma estratégia para que eu recebesse de volta os impostos pagos, pois ao ser internalizado todos os impostos tinham sido pagos. E continuei a usar o carro, sem documentos, correndo o risco de tê-lo aprendido a qualquer momento. Até um momento pitoresco ocorreu, quando voltando do Guarujá para São Paulo em uma segunda-feira de manhã fui parado por um policial rodoviário, em frente à COSIPA. Conversa vai, conversa vem, o policial não pediu os documentos e acabou elogiando muito a Mercedes, me liberando… Ufffaaaa!!!
Esta situação perdurou dois ou três anos, um belo dia até emprestei o carro para o meu filho Antonio namorar…
Finalmente o advogado me alertou que todos os recursos judiciais falharam, e que eu estava sujeito à “Pena de Perdimento”, ou seja, eu deveria entregar o carro à Receita Federal, que o levaria à leilão.

Totalmente arrasado, montei uma estratégia para comprar o carro quando fosse a leilão, e depenei-o, para diminuir seu valor, retirando faróis de milha, estepe, compressor do ar condicionado, rádio, antena elétrica, ferramentas, tapetes e a capota rígida. Finalmente, muito revoltado, em um dos dias mais tristes da minha vida entreguei o carro na Receita, no centro da cidade.
Passei a monitorar os avisos de leilão, e nada… Havia até frequentado um leilão de veículos para ver como era ao vivo, passaram-se os anos e nada do leilão… Até o dia em que recebi um telefonema, o homem se identificou dizendo que havia comprado o “meu” carro no leilão. Quase caí de costas! Como assim? Ele me explicou que os leilões eram destinados apenas a pessoas jurídicas, haviam mudado as regras.
Foi o segundo dia mais triste da minha vida… Finalmente fiz um acordo com o comprador e vendi a ele todas as peças que havia retirado do carro, e tentei esquecer o triste episódio. Só agora, cerca de 20 anos depois estou conseguindo contar essa história com certo distanciamento.

Pedi ao comprador para ver o carro, e encontrei-o nesta situação lastimável. Após vários anos no depósito da Receita, as rodas originais sumiram, lataria toda riscada, manchado, uma tristeza.

Painel arrebentado, estofamento rasgado.

Tudo sujo, enferrujado, decaído.
Foi muito, muito doído perder um carro perfeito. Como terceiro de boa fé eu não poderia ter sido punido tão drasticamente. Falta muito para o Brasil se tornar um país mais justo, em todos os sentidos.
é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]
7 de setembro de 2020
porsche edição especial

PORSCHE 911 S 1975, Silver Anniversary Edition!!!
Firme, forte e veloz, muito charme e enorme prazer de dirigir!
Porsche 911 S Coupe 1975, sem eletrônica, sem freio assistido, sem direção e suspensão assistidos. Motor seis cilindros opostos refrigerado a ar, 2,7 litros, injeção de combustível Bosch, com 185 hp. Câmbio mecânico de 5 marchas, freios a disco nas 4 rodas, pesa apenas 1050 kg. Hoje levei-o a passear na Estrada dos Romeiros, e lá ele correspondeu a 100% daquilo que os engenheiros e designers alemães projetaram, me dando enorme prazer no retorno de tanto esforço investido no restauro da máquina!

Este carro faz parte da primeira edição especial feita pela Porsche, em comemoração aos seus 25 anos de produção. Foram construidos 1.063 carros nas versões 911S; Carrera e Targa, todos com pintura prata e estofamento em couro preto com tecido xadrez, com uma placa comemorativa numerada com a assinatura de Ferry Porsche aplicada na tampa do porta-luvas. Destes 500 foram exportados para os E.U.A. na versão americana.

O ar condicionado é um equipamento opcional de época. O volante de direção original não é o da foto, está guardado…

O carro é ‘matching numbers”, mantendo os mesmos números de chassis, motor e câmbio originais!
A série foi chamada de “Jubiläumsmodell – 25 Jahre Fahren in seiner schönsten Form” ou “Silver Anniversary Edition – 25 Years Driving in its Purest Form”.
Este carro é possivelmente o único desta série especial no Brasil.


O mercado de carros clássicos Porsche é pleno de coisas esquisitas. Muitos carros foram alterados com o famoso “Turbo look” e várias outras combinações de rodas de outros modelos, etc… Existe uma enorme confusão entre as siglas, algo que foi facilitado pelos modelos destinados ao mercado americano, que tiveram siglas próprias, enfim, identificar corretamente um 911, 911T, 911S, Carrera, 911Carrera, etc… dos anos 70 não é tarefa fácil.
Quando comprei este carro em 2016 fui me informar sobre a série especial, mesmo na literatura os dados eram muito divergentes, então escrevi um e-mail em alemão diretamente à Porsche na Alemanha, indagando do meu carro, e a resposta veio, também por e-mail: Sim, teu carro é da série especial de 25 Anos!
é isso, por fernando stickel [ 17:23 ]
2 de setembro de 2020
jaguar

O Jaguar E Type 2+2 Série 2 de 1970 do meu amigo Rubens ficou pronto! Lindo de morrer em “Classic Racing Green” e Rudge Wheels!