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cidade

adeus, caju amigo

Adeus, Caju Amigo

Mais um clássico da boemia nos deixa. Fecha as portas nesta terça-feira o simples e aconchegante Pandoro, que brilhou por 50 anos na noite de São Paulo. O Pandoro – cujo nome vem da denominação moçambicana para “feiticeiro” – é desses lugares que não deveria acabar nunca. Não apenas pela antiga clientela, fidelíssima e apaixonada, mas também pelo famoso caju amigo, o drinque exclusivo do bar, há décadas uma instituição paulistana.
Inventado por um barman da casa em 1955, o caju amigo é feito de vodca, caju em calda, suco de caju, açúcar e gelo, todos batidos em copo longo. Uma delícia, marca registrada do lugar. Mesmo nestes últimos anos já marcados pela franca decadência.
Com o fim do Pandoro, vão-se também a carta com mais de 100 marcas diferentes de uísque, os doces e chocolates da confeitaria anexa, os almoços animados da turma da publicidade que ainda gostava de marcar ponto por lá.
Enfim… uma pena. E a rica cidade de São Paulo fica um pouquinho mais pobre.
A receita ORIGINAL do CAJU AMIGO é:

1 dose de GIN,
1 dose de SUCO DE CAJU,
1 CAJU bem maduro ESPREMIDO e coado,
1 colher de sopa de AÇÚCAR,
1 copo de SODA LIMONADA Antárctica,
2 colheres de sopa de GELO MOÍDO

Preparo:
1- Todos os ingredientes menos a SODA e o GELO devem ser “chacoalhados” numa coqueteleira.
2- Acrescentar a SODA LIMONADA e o GELO, mexer levemente com uma colher longa e servir.

A nota, que copiei na íntegra, é do meu amigo Aly.
É necessária também outra nota de profundo luto de outro amigo, Alberto. Recentemente lá curtimos deliciso repiau.

é isso, por fernando stickel [ 9:34 ]

palavra civilidade

Mais um capítulo da tragédia “BRASILEIRO ODEIA ÁRVORE”

Tem um tipo de gente que desconhece o significado da palavra CIVILIDADE.
É este tipo de gente que torna impossível a sobrevivência de bares como o Vila Isabel Botequim, lacrado hoje, na esquina da Av. Helio Pellegrino com R. Diogo Jacome.
É este tipo de gente que estaciona em fila tripla, não se incomoda a mínima com outros cidadãos que também tem o direito de ir e vir, zoneiam as madrugadas com escapamentos abertos, tumultuam o bairro, enfim, infernizam a vizinhança.
Fez muito bem a Regional de Vila Mariana em fechar mais este desrespeito aos moradores do bairro.

Tem mais um pequeno detalhe, e quem conhece o bairro há de se lembrar. Nesta esquina haviam mais duas árvores imensas, dois ficus que foram sumáriamente eliminados para dar lugar aos “clientes”, é claro que com a conivência$$$ de algum fiscal da mesma Regional de Vila Mariana.

é isso, por fernando stickel [ 16:59 ]

vende-se


Sandra e eu nos dedicamos ontem ao nosso esporte predileto, fuçar em casas à venda. Escolhemos um bairro, vamos andando e entrando onde há placa de “VENDE-SE”
As coisas que se vê são fascinantes, por vezes inacreditáveis, você fica imaginando a cabeça dos donos, as famílias, os delírios de cafonice, a afronta à lógica e à beleza, o domínio da escuridão…
Esta foto tirei na garagem de uma casa com cerca de 1000m2 de área construida, no Alto da Boa Vista. Caberiam bem uns 8 carros, com poço para troca de óleo…

é isso, por fernando stickel [ 11:07 ]

superbonder


Superbonder arquitetônico, sem fotoxopi, só com a lente.
O prédio restaurado da Estação Pinacoteca (antigo DOPS) e um prédio podre da Cracolândia.

é isso, por fernando stickel [ 17:08 ]

malabarismo fotográfico


Malabarismo fotográfico: Guiar com uma mão e fotografar com a outra, em plena Av. Tiradentes/Anhangabaú.
Não é para amadores…

é isso, por fernando stickel [ 16:36 ]

rua do triunfo


Rua do Triunfo, Cracolândia.

é isso, por fernando stickel [ 12:55 ]

cracolândia


Na Cracolândia, a um quarteirão da Estação da luz.

é isso, por fernando stickel [ 11:15 ]

três museus


Quem tem horário livre pode fazer um programa muito interessante em São Paulo nos dias de semana, visitar três museus, a Pinacoteca do Estado, Estação Pinacoteca e o Museu da Língua Portuguesa.
Os três estão na mesma região do Parque da Luz, entre um e outro você vai a pé, são de altíssima qualidade e apresentam sempre programação intensa.
O trânsito e o estacionamento em dias de semana são tranquilos, dá para ir de carro, o que não acontece aos sábados e domingos, quando a recomendação é o Metro.
O novíssimo Museu da Língua Portuguesa é imperdível, as crianças vão adorar.

De cima para baixo, a entrada da minha exposição, esculturas no Parque da Luz, piso iluminado do Museu da Língua Portuguesa, vista do Parque da Luz da Estaçao da Luz.

é isso, por fernando stickel [ 8:45 ]

sol e chuva


Na minha infância ouvi muito isso:
“Sol e chuva, casamento de viúva, chuva e sol, casamento de espanhol.”

é isso, por fernando stickel [ 9:06 ]

estação da Luz


Estação da Luz vista do estacionamento da Sala São Paulo (Estação Julio Prestes)

é isso, por fernando stickel [ 10:03 ]

tarde na cracolândia


Sexta-feira à tarde na Cracolândia.

é isso, por fernando stickel [ 0:40 ]

bingo


Fiz esta foto do bingo guiando na Av. 23 de Maio, não foi exatamente uma demonstração de prudência, mas até que funcionou…

é isso, por fernando stickel [ 9:08 ]

edifício bretagne


Quando eu era moleque ouvia meus pais criticando os projetos do arquiteto Artaxo Jurado, como sendo “cafonas”.
Hoje, com 33 anos de formado, eu simplesmente adoro as obras de sua autoria, como por exemplo o Edifício Bretagne, inaugurado em 1959 na Av. Higienópolis.

é isso, por fernando stickel [ 16:50 ]

feiura inadmissível


Da Av. 23 de Maio avista-se esta torre, uma das mais feias que já vi. Sempre me surpreendo com sua feiura e me pergunto como é possível projetar uma torre feia.
Equivale a projetar um navio feio, inadmissível.

é isso, por fernando stickel [ 16:37 ]

portal paulistano


Portal paulistano, desta vez em Pinheiros.

é isso, por fernando stickel [ 10:06 ]

cenas paulistanas


Cenas paulistanas, de cima para baixo:
Av. Dr. Arnaldo, estacionamento do Shopping Iguatemi, R. Fradique Coutinho em frente à Sala UOL, balada na Vila Olímpia.

é isso, por fernando stickel [ 9:41 ]

não pra ela


Pronto, mas não pra ela a quem sobra apenas carregar a placa…

é isso, por fernando stickel [ 12:12 ]

parque cidade jardim


O mercado imobiliário paulistano vem perdendo o juízo, primeiro quando alguém decretou muitos anos atrás, acho que foi o Adolpho Lindenberg, que o estilo “neo-clássico é chique”, e as elites endinheiradas, totalmente despreparadas e incultas compraram (e vem comprando cada vez mais!) esta balela pelo (caríssimo) valor de face.
O preço alto não é apenas em reais por metro quadrado, e sim pelo total abandono da qualidade e da história da nossa arquitetura moderna e contemporânea.
Com o surgimento de projetos como esse “Parque Cidade Jardim”, que pode até estar legalmente dentro dos códigos e posturas municipais, o que eu duvido, mas sem dúvida beneficiado pela complascência e inércia do poder público, leia-se, a Prefeitura, pois pelo impacto que uma porcaria destas vai gerar na cidade, não poderia, em nome do bom-senso, ser autorizado assim sem mais nem menos.
Este mastodonte em estilo “neo-qualquer-coisa-de-merda” vai levar a deshumanização da cidade a níveis nunca vistos.
É de uma feiúra enorme, desproporcional, mal ajambrado, colossal além de qualquer limite.
Tive a curiosidade de visitar o stand de vendas, e descobri que a única coisa interessante por ali é a curiosíssima torre azul-vermelho-amarela vizinha do empreendimento.
A vista é sobre uma moderníssima estação de força da Eletropaulo e o Rio Pinheiros, no canto esquerdo da foto vê-se a “concorrente” Daslu.
Só a maquete do empreendimento, obra de Adhemir Fogassa ocupa o espaço de um bom apartamento.
Enquanto examinava o stand de vendas, evitando ser agarrado por algum corretor, Luciana Gimenez e namorado circulavam por ali…
Justiça seja feita, o café que tomei foi muito bom, servido elegantemente!
A torre azul vermelho e amarela, destaque hoje no bairro do Morumbi, será eclipsada pelo monstro que cresce.

é isso, por fernando stickel [ 17:36 ]