
A Mãe Natureza deve pensar assim:
Lá embaixo estão se esforçando tanto para criar e manter o caos, vamos dar uma ajudinha…
… e lá vem chuva (e vento) de novo!

A Mãe Natureza deve pensar assim:
Lá embaixo estão se esforçando tanto para criar e manter o caos, vamos dar uma ajudinha…
… e lá vem chuva (e vento) de novo!

Existe algo de bom acontecendo na cidade de São Paulo, a “Lei Cidade Limpa” contra a poluição visual claramente “pegou”.
Uma lufada civilizada de ar fresco circula a cada outdoor retirado, os guindastes e caminhões trabalham sem parar nas madrugadas retirando monstrengos de metal.
Ufa!
Quando todo este lixo for retirado, poderemos ver a cidade como ela realmente é, com suas belezas e feiuras, e então talvez o sentimento de CIDADANIA possa se fortalecer, e VOCÊ, cidadão, possa se sentir realmente como tal.
As tentativas da Central de Outdoors de preservar esta mídia ultrapassada não passam de estertores finais de quem não aceita a modernidade da limpeza.

Um pouco de calma e contemplação, no Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera.

Poucas coisas podem ser mais paulistanas que um polpettone no Jardim de Napoli.
Carlos o garçom, ao trocar de paletó deve ter um certo trabalho…
Fui com os dois filhos homens, Antonio e Arthur.

Artista de rua na calçada do Parque da Luz.

Sábado, andando da Pinacoteca até a Estação Pinacoteca você inevitávelmente encontra farrapos humanos jogados nas calçadas, travestis e prostitutas na Praça da Luz, e um cheiro de mijo que permeia tudo.

Na Raposo Tavares a caminho do estúdio do Baravelli.
A aranha habita a oficina do artista.
Na volta, um mega congestionamento, fruto de um desastre exatamente em frente ao posto da Polícia Rodoviária, com direito até a poste de luz derrubado. Cada vez mais tenho a sensação de estar vivendo uma “realidade kafkiana”.

Na Pacha, a beleza das pessoas soltas na noite…

BALADA!!!
O programa começou encontrando nossos amigos Roberta e Ricardo para jantar no sempre excelente Due Cuochi.
André, o filho da Sandra também apareceu para pegar um convite, ele sabe tudo e conhece todos na balada, em seguida andamos menos de 100 metros e fomos “aquecer” no Vaca Véia.
Por volta da meia noite e meia saimos em comboio em direção à Pacha, na Vila Leopoldina, passamos pela rotina de colocar várias pulseirinhas, cada uma dá acesso a uma zona VIP, passeamos pela IMENSA casa, com um visual extremamente bonito e sofisticado, com o som estas alturas ainda (relativamente) baixo.
Por volta da uma da manhã o som começa a aumentar, e a quantidade de gente bonita idem, é a maior coleção de popozudas, cochudas e rapazes sarados que jamais vi!
Duas da manhã abrem-se os portões, a pista de dança lota, o som vai a volumes insuportáveis. Alguns chamam isso de música, para mim é apenas som feito a marteladas.
Animados a dançar, descemos à pista, onde o volume é tão alto que o desgaste físico de simplesmente ficar exposto às vibrações acaba com você em meia hora.
Duas e quarenta e cinco, três mil pessoas na casa, troca de DJ, a única diferença sensível é que o novo DJ calca ainda mais forte no botão do volume. Três da manhã, tchau para todo mundo, alívio do silêncio!
Valeu a experiência, a Roberta e o Ricardo foram o máximo em nos convidar, nos apresentaram vários amigos, todo o visual é lindo, cheio de energia, se você estiver na trip de paquerar me parece um programa perfeito.

Fomos convidados para uma festa na Pacha, casa noturna badalada na Vila Leopoldina.
Confesso que não conheço o assunto, meu horário de desligar os motores coincide com o início das atividades da moçada que frequenta discotecas, mas mesmo assim a curiosidade é maior e iremos, não sem tomar algumas providências…
Nos dias que antecedem o evento, tomarei, por precaução, doses homeopáticas de um coquetel de Centrum Silver, Red Bull e Engov.
Verificarei a validade do meu plano de saúde, e avisarei a família da excursão a este lugar misterioso, excitante e possívelmente perigoso…
Procurarei fazer repouso duas vezes ao dia, além de dormir as regulamentares 8 horas por noite.
Prometo que contarei aqui o resultado!

Parabéns São Paulo, minha cidade.

São Paulo hoje, em primeiro plano o Clube Pinheiros e no centro o Shopping Iguatemi, que a estas alturas deve estar mais tumultuado que os aeroportos…

Esquina da Av. Paulista com a Brig. Luis Antonio.

Voltei à Vila Brasilândia, bairro da Zona Norte de São Paulo, onde estamos procurando um imóvel para iniciar o projeto social da Fundação Stickel, “Mulheres de Talento”, mas não está fácil.
Preços de assustar, falta de espaços adequados, imobiliárias de baixíssimo nível.
Ao fundo à esquerda o pico do Jaraguá, à direita a Serra da Cantareira.

Aparentemente toda a grana que tinha que rolar por debaixo do pano já rolou, pois as obras de conclusão deste MONSTRO chamado “Edifício Villa Europa” na Rua Tucumã estão aceleradas, e eu não vi demolição de um único centímetro quadrado.
Foi divulgado pela imprensa um suposto acordo com o Ministério Público para demolição, etc…, e é óbvio que ficou tudo no blá-blá-blá.
Do Clube Pinheiros, de onde tirei a foto, a falta de proporção e a feiúra são gritantes.
Assim a cidade vai se desumanizando, com a conivência do poder público.

No Cemitério da Consolação.

A Fundação Stickel está implantando na Vila Brasilândia, bairro extremamente carente na Zona Norte de São Paulo, um projeto social denominado “Mulheres de Talento” dirigido à mulheres jovens, de 14 a 24 anos, mães solteiras em situação de vulnerabilidade social.
Em visita hoje ao bairro fomos conversar com o Subprefeito de Freguesia / Brasilândia, Odair Ziolli.
Na foto, saindo da subprefeitura, da esq. para a direita, Rubens Morais, coordenador de assistência social, Rita Dalmaso, assistente social, Marilena Flores, assessora da Fundação para este projeto, e Agnes Ezabella, superintendente de projetos sociais da Fundação.