cidade
27 de abril de 2008
fauusp 2008
“A FAU é um espaço fluido, integrado, somático.
A pessoa não sabe se está no primeiro andar,
no segundo ou no terceiro.
Vilanova Artigas”
Sábado às 8 da manhã, antes da minha aula na FIA fiz uma visita à FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, na Cidade Universitária.
A natureza fez um belo trabalho, nestes 40 anos desde que a “FAU NOVA” (a FAU VELHA fica na R. Maranhão, Higienópolis) foi inaugurada. As árvores imensas ajudaram a esconder o prédio…
Andei por fora e por dentro do prédio, parei, olhei, relembrei os 5 anos que lá passei, 1969-1973, sem a mínima saudade.
O prédio não envelheceu bem, confirmei minha opinião de que o Artigas não acertou neste projeto.
Ele favorece a idéia de “Terra de Ninguém”, não há “pertencimento”, cuidado, não se percebe que os alunos tenham amor ao local onde estudam, está tudo arrebentado, do lado de fora sujeira e mato, do lado de dentro abandono.
Esta é uma das piores pragas do Brasil: o que não é meu, não é de ninguém.
O bem público é de todos, e como tal deveria ser cuidado. O Estado, via de regra, é o primeiro a descuidar da manutenção do bem público.
O único local que transmite excelência, como sempre, é a biblioteca.
Da imensa cobertura as infiltrações pingam, formando estalactites no teto, e manchas horrorosas no piso.

Neste espaço, inaugurando a nova faculdade de arquitetura, fiz o exame vestibular em 1968.
No dia do vestibular o Artigas, autor do projeto, circulava entre as mesas, zeloso de sua obra e reprimia quem ousava usar um estilete sobre a fórmica virgem das mesas novinhas. Sentei mais ou menos onde está esta mesa com a cerveja em cima.
é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]
20 de abril de 2008
isabella nardoni

Os laudos técnicos da polícia científica foram conclusivos. O pai jogou Isabella Nardoni pela janela.
Até agora práticamente me recusei a tomar conhecimento do caso, para não pré-julgar.
Como pai, fico imaginando o que poderia passar na cabeça de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para engendrar algo tão monstruoso.
Sei lá, o ser humano é uma incógnita. Surpreende para o bem, mas também surpreende para o mal. Chocante!
Vi a entrevista dos dois no Fantástico. Não acreditei em uma única palavra deles, mais falsos que nota de três. É óbvio que o advogado de defesa instruiu o casal para que eles insistissem no conceito de “família unida”, “somos inocentes”, “jamais encostamos um dedo”, etc…
é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]
2 de abril de 2008
trânsito infernal

O péssimo trânsito de São Paulo está evidenciando uma atitude das que mais me irrita, é o cara que, havendo espaço, anda devagar quase parando e trava todo o mundo que vem atrás.
Chamo isso de EFEITO GADO.
O cara se acostuma a ficar horas parado, se conforma, liga o rádio, já sabe que vai perder o jantar em família ou a novela, fica distraido, esquece da vida e esquece de acelerar. Tem talvez até o prazer mórbido de ser mais lento que a lentidão.
Aí hoje cedo me deparei com uma enfermeira em cima de uma moto que ela evidentemente havia comprado ontem, a 20km/h na Av. Santo Amaro, no meio da pista, com medo, insegura, atrapalhando todo o mundo.
Kassab, acorda, faça alguma coisa, assim não dá!
(tenho usado muito pouco minha bicicleta, e nas poucas ocasiões recentes em que andei em dias de semana dá para sentir medo)
é isso, por fernando stickel [ 19:04 ]
31 de março de 2008
maisena

Fui hoje cedo ao Parque do Ibirapuera de bicicleta, da minha casa dá no máximo dez minutos, encontrei a Av. Helio Pellegrino e a República do Líbano completamente congestionadas, e na esquina das duas um tumulto armado, gente gritando FDP!!, caos total.
Constatação banal, o trânsito vai mal…
O parque está bem cuidado, bonito, planetário funcionando, cheio de crianças, encontrei alguns personagens que conheço de vista há muitos anos.
A mudança que me surpreendeu foi a ausência do “Maisena” que alugava bicicletas. Podia ser ilegal, sem licitação, etc.. etc… mas funcionava. Graças às bicicletas dele ensinei meu filho a bicicletar.
é isso, por fernando stickel [ 13:07 ]
2 de março de 2008
maritacas
Uma das delícias do meu apartamento novo são as paineiras centenárias, a copa da maior delas está chegando à janela do meu quarto, no nono andar!!
Preste atenção, lá embaixo na rua você vê um orelhão…

Hoje, tarde quente de domingo as maritacas estão fazendo a festa nas árvores, e escolheram a “minha” paineira para se instalar com sua deliciosa algazarra.
é isso, por fernando stickel [ 16:53 ]
25 de fevereiro de 2008
caos no trânsito

O que nós, cidadãos paulistanos podemos fazer para evitar o caos total do trânsito que se avizinha rápidamente?
Terra de ninguém, é a única descrição que se encaixa atualmente para o trânsito em São Paulo. Vale tudo, rico, pobre, moto, carro, ônibus, caminhão, cada um faz o que quer, já batemos nos SEIS MILHÕES de veículos, e é óbvio que não cabe tudo isso na cidade.
O poder público paralisado como sempre, o Metro não avança como deveria, promessas infinitas e de prático nada.
Quando posso ando de bicicleta e a pé, mas é óbvio também que o carro é necessário, então como ficamos?
Especialistas apontam pedágio urbano como solução para o trânsito.
é isso, por fernando stickel [ 9:53 ]
16 de fevereiro de 2008
sexta à noite

Sexta à noite em São Paulo. Versão 2008.
Sandra viu no guia um filme francês recomendado com quatro estrelas, e lá fomos nós ao Reserva Cultural assistir “Em Paris”.
De Moema à Av. Paulista, quase uma hora no trânsito. O filme, bem, nem sei dizer como aguentamos tanta chatice até o final.
O que salvou o programa foi comprar dois livros novos, A Cabra Vadia do Nelson Rodrigues e Era no Tempo do Rei, de Rui Castro e uma camisola.
Jantamos no La Tartine, excelente como sempre, trânsito infernal para ir e para voltar.
Ao me aproximar da esquina da Av. Brasil com R. Maestro Chiafarelli, vejo de longe aquele bando de crianças vem apresentar malabares, pedir dinheiro, bala, aquela merda já (infelizmente) conhecida, mas o sinal fecha. Sabemos dos riscos de assalto nestas esquinas.
Mas não é suficiente.
Dois moleques começam a brigar, se estapeiam, rolam pelo chão, outras crianças tentam apartar, alguns motoristas gritam. Constrangedor, invasivo, miserável, este o espetáculo dantesco de final de noite.
é isso, por fernando stickel [ 0:21 ]
14 de fevereiro de 2008
nascente

Volta às aulas, volta à rotina: Acordar cedo para levar meu filho Arthur para a escola, testar caminho novo, já que mudei de bairro, verificar quanto tempo leva, enfim, adaptações e recomeço.
A vista da minha janela agora, em direção ao nascente é sobre Moema.
é isso, por fernando stickel [ 9:52 ]
8 de fevereiro de 2008
vantagem da limpeza

Continuo a fazer limpeza neste blog. Uma das vantagens é redescobrir coisas excelentes, como as fotos do Adenor Gondim. (juro que não é inveja, mas esta foto aí de cima eu gostaria de ter feito…)
é isso, por fernando stickel [ 13:28 ]
2 de fevereiro de 2008
feriadão

Amanheceu assim, dá uma alegria quando o sol volta!
São Paulo vazia durante o feriadão?
Esqueça, não existe mais.
Esvazia um pouco, o trânsito alivia sim, mas temos muita gente, excesso de gente, e cada dia mais fica patente que o planeta está acusando o golpe deste excesso de gente, de consumo, de carros, usinas, cidades, indústrias, desastres.
é isso, por fernando stickel [ 10:59 ]
18 de janeiro de 2008
deadlock

Quatro anos atrás escrevi sobre a esquina das avenidas Nova Faria Lima e Juscelino Kubitscheck, sob a ótica das artes.
Agora o Edivaldo Ferreira me envia, sob a ótica do inferno, uma visão da mesma esquina…
Se nada de inteligente for feito, São Paulo vai parar MESMO!!!
é isso, por fernando stickel [ 12:18 ]
8 de janeiro de 2008
rochaverá

Rochaverá Corporate Towers
Exemplo (raro) de boa arquitetura, projeto Aflalo & Gasperini.
é isso, por fernando stickel [ 8:30 ]
5 de janeiro de 2008
sos masp

Faça barulho, faça alguma coisa, proteste. Cadastre-se no site SOS MASP “Apelo aos Poderes Públicos”
O Museu de Arte de São Paulo é de há muito uma instituição enferma, sem recursos e sem direção profissional. Seu estado hoje é terminal, como bem exemplificado pelo furto do Picasso e do Portinari. Faz-se imperativa, portanto, a intervenção dos poderes públicos. Para além do que compete fazer no plano judicial, é preciso encontrar uma fórmula jurídica que garanta ao Museu as condições necessárias para melhor cumprir sua missão formadora de cultura.
O prédio do Masp é de propriedade da Prefeitura, cedido em comodato à sociedade MASP por 40 anos. Ele deverá ser devolvido em 12 Novembro 2008.
Veja aqui um texto de 2004 do Marcelo Kahns sobre o MASP, atualíssimo.
Veja aqui quem são os diretores e conselheiros do MASP.
Veja aqui meu comentário sobre a crise de falta de energia no MASP em 2006.
é isso, por fernando stickel [ 9:53 ]
30 de dezembro de 2007
nova perspectiva

Domingo de sol, quieto e tranquilo, enquanto escuto Die Dreigroschenoper de Kurt Weill, com Lotte Lenya, verifico que o ano acaba e minha perspectiva muda.
Continua urbana e paulistana, perdi um terraço, mas o Parque do Ibirapuera agora fica a “walking distance”, a dez minutos.
Vejo da minha janela na direção Noroeste (NO) a Vila Nova Conceição e na direção Nordeste (NE), Moema.
Se os prédios não impedissem a visão, olhando para Oeste eu veria a Vila Olímpia, a poucos quarteirões de distância.
é isso, por fernando stickel [ 9:08 ]
21 de dezembro de 2007
roubo no masp
Com a palavra o incompetente Julio Neves, que se declarou “atônito e trêmulo” tentando explicar o inexplicável roubo no MASP.







