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Posts tagueados ‘erico stickel’

tadeu jungle

image003
Onde estão as respostas?
2005

Foto de Tadeu Jungle, da sua série “foto de segunda” um projeto que se iniciou em maio de 2003.

Esta foto me lembrou muito o “rato de livros” Erico João Siriuba Stickel, meu pai.

é isso, por fernando stickel [ 10:16 ]

vandalismo

casa
Isto é o que sobrou da casa construida pelo meu pai e pelo meu tio, Luis Dumont Villares, no topo da Pedra do Baú.
Quando eu escalei a pedra pela primeira vez, em 1956, dormi na casa.

é isso, por fernando stickel [ 11:44 ]

erico

pai2
Meu pai, fosse vivo, completaria hoje, 89 anos de idade.
A foto é de Fevereiro de 2003, uma das primeiras que tirei com câmera digital, a Sony Cyber-Shot DSC-F717.
Ela tinha 5.0 megapixel e lente Zeiss, utilizei-a até a última gota, e agora está emprestada para o meu amigo Anisio Campos, cuja filha Raquel casa no dia 12/4, um dia depois do casamento do meu filho Antonio.

é isso, por fernando stickel [ 11:28 ]

manuel miguez

Recebi em Novembro do ano passado um comentário em um post do Sr. Manuel Miguez, relatando seu contato com meu pai, Erico Stickel, e lamentando seu falecimento:

Conheci o Dr. Erico, o João e a sua secretária, era uma pessoa que era, por demais humilde, que era querido por todos que o conheciam e que para todos tinha sempre uma palavra amável. Lembro-me do Abaporu ao lado de sua mesa, lembro-me da alegria que me deu ao comprar-me uma máquina de escrever.
Sinto-me menor sabendo de sua “passagem”.

Perguntei a ele por e-mail que máquina de escrever era, e o Miguez me respondeu:

Meu caro:
Foi uma máquina de escrever Olivetti Linea 98, manual, que seu pai comprou e eu entreguei na casa em que eles moravam na Rua dos Franceses, sendo que fui recebido pelo “japonês” que já havia se aposentado e havia chorado pensando que deixaria o trabalho, que já não era mais querido na casa.
Creio que o escritório era na Rua São Francisco, mas, eu, atualmente, moro na Espanha, e, devido ao tempo passado (seriam 28 anos) não estou muito certo, sei que era na rua que vai diretamente à passarela que cruza a Praça da Bandeira.
O mais importante que eu quero lhe dizer é que, com o seu pai, e com os dois funcionários com que ele ficou, eu tinha uma guarida naqueles dias em que as nuvens negras passam pela sua vida, que ali sempre havia coisas bonitas pra se dizer, sempre me ensinava alguma coisa.
Eu NUNCA podia imaginar a sapiência, e o bom gosto, da escolha de seu pai, para ser, segundo me informaram “um dos maiores possuidores de arte brasiliana”.
O que posso lhe dizer é que sabedor que sou de seu trabalho na Vila Brasilândia, fico muito contente, porque a minha casa, em São Paulo, é em Itaberaba, e sei das dificuldades daquela gente.
Muito obrigado pela resposta.
Eu sei que seu natal nao deve ser muito alegre pela “coincidência”, o meu também (juro) será um dia pra se lembrar.
Obrigado
Miguez

é isso, por fernando stickel [ 12:01 ]

erico feliz


As fotos são da Tati Nolla

A nova versão do IPhoto da Apple, que instalei ontem traz um recurso interessante, o “Faces” (Rostos) que identifica e cria pastas com os rostos de pessoas, você só precisa colocar o nome.
Foi assim que encontrei no meu atual arquivo de mais de 16.000 fotos, a do meu pai Erico João Siriuba Stickel no dia mais feliz de sua vida, aos 84 anos de idade.
Foi no lançamento de seu livro: Uma Pequena Biblioteca Particular / Subsídios para o estudo da iconografia no Brasil na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na segunda-feira 29/3/2004, nove meses antes de falecer.
Pequeno detalhe, a pesquisa e todo o trabalho para chegar ao livro levou mais de trinta anos!

é isso, por fernando stickel [ 8:39 ]

bodas de ouro


As famílias Stickel e Müller reunidas em 1966 na festa de bodas de ouro dos meus avós Erna e Arthur Stickel, sentados, no centro. Na extrema direita da foto, sentada, minha avó Lili Diederichsen.
Eu, de pé atrás dos meus avós, tenho minha mãe e minha tia Mausi ao meu lado. À esquerda os Müller, à direita os Stickel.
As três na frente são minhas primas Renate, Lucia e Cristina Müller.

é isso, por fernando stickel [ 16:58 ]

brazão stickel


Meu pai era muito ligado em genealogia, fazia parte de uma sociedade genealógica, e acabou por descobrir que este é o brazão da Família Stickel.
Nas arrumações dos documentos após seu falecimento minha mãe trouxe à luz este desenho, além de muitas fotos.
A origem do símbolo do nome alemão é um bastão, símbolo de poder do burgo-mestre, o “prefeito” das pequenas vilas medievais.
Ninguém da família jamais usou este símbolo, e hoje nem lareira eu tenho mais, para colocá-lo emoldurado em cima…

é isso, por fernando stickel [ 16:10 ]

erico no hospital

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Essa coisa de desenhar o próprio pai morrendo é complicada. Por um lado tem o seu impulso artístico irrefreável, a história mostra tantos e tantos artistas retratando os momentos finais de seus queridos, por outro lado existe um pudor natural, uma espécie de respeito, um freio.
Este desenho foi muito rápido, pequeno, cinco dias antes do meu pai falecer. Ele já estava no hospital, completamente dopado.
Dez dias antes fiz este desenho, foi mais tranquilo, me detive mais tempo.

é isso, por fernando stickel [ 12:12 ]

erico

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Fiz este desenho do meu pai, caneta Bic sobre sulfite A4, quinze dias antes dele falecer, ele estava em casa sentado em sua cadeira de trabalho, já bastante sedado, com um de seus queridos quadros, um óleo de Benedito Calixto.

é isso, por fernando stickel [ 11:39 ]

antonov

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Sonhei com o meu pai, Erico Stickel.
Havia no meio do mato uma espécie de garagem, um galpão de madeira, e eu precisava decolar com um pequeno avião de dentro deste galpão, cuja porta abria para a floresta. Havia em seguida uma pequena clareira, meu pai estava ali parado, e eu examinava se as asas do avião passariam pela porta e pela clareira.

Acho que foi resultado da reportagem sobre o Antonov 225 que vi ontem na TV…
A envergadura do maior jato do mundo é de cerca de 90 metros…

é isso, por fernando stickel [ 15:01 ]

namoro no trianon

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Erico Stickel, ao lado de sua irmã Elizabeth, madrinha de sua formatura no CPOR.

Em 1944 Erico João Siriuba Stickel, meu pai, servia o Exército na Cavalaria do CPOR em São Paulo, e lá era instrutor do meu tio Ernesto, de quem ficou amigo e desta maneira ficou conhecendo minha mãe Martha, que relata ter se apaixonado imediatamente ao conhecê-lo.

Certa noite Martha, Erico e Ernesto voltaram a pé de uma festa na casa da família Toledo Piza em Higienópolis. Minha mãe usava um vestido verde claro com babados e sapatos de festa. Ao chegar ao Trianon, meu pai que morava logo ali na R. Carlos Comenale, contou que havia sido convocado para servir na Segunda Grande Guerra na Europa.

Minha mãe ficou passada, seus pés doiam da longa caminhada. No dia seguinte meu pai ligou para dar as boas novas, apenas a Infantaria iria à Europa. O namoro vingou, casaram-se em 1946.

é isso, por fernando stickel [ 12:23 ]

coleção iconográfica

Deu na Veja:

Segredos do Brasil
Moreira Salles compra acervo com 1.500 imagens raras do país dos séculos XVI ao XIX.

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Foto: Roberto Setton

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Foto: Fernando Stickel

UM HOMEM DISCRETO
Erico Stickel, morto em 2004, foi dono do Abaporu. Era um grande colecionador, mas nem seus filhos sabiam do tesouro que ele reuniu.
O colecionador de arte Erico Stickel, falecido em 2004, era um homem reservado. Saía pouco de casa, não freqüentava vernissages e só exibia as preciosidades de sua coleção a amigos raros. Durante duas décadas, manteve em uma das paredes de sua residência, em São Paulo, o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral, hoje avaliado em 10 milhões de dólares e tido como a estrela do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires – MALBA.
Ao longo da vida, Stickel reuniu em casa 1 500 obras de arte, principalmente desenhos, aquarelas e gravuras, que retratam o Brasil desde o século XVI, em cartografia, até o século XIX, em registros do cotidiano. Todo esse acervo ficava num único quarto, isolado até da própria família. Apenas uma pequena parte, mais precisamente 10% dela, foi divulgada no livro Uma Pequena Biblioteca Particular (Imprensa Oficial/Edusp), que o colecionador publicou em 2004.
Ele nem sequer fazia seguro das obras. Por isso, foi uma surpresa para os filhos quando, após sua morte, surgiu uma coleção variada e poderosa, com trabalhos de autores famosos como Johann Moritz Rugendas, Henry Chamberlain e o botânico alemão Carl Friedrich von Martius. É esse material que a família acaba de vender ao Instituto Moreira Salles, a um preço que não é revelado por nenhuma das partes, mas que o mercado estima ser próximo de 1,5 milhão de dólares.
Embora o acervo conte com nomes de peso, nas pesquisas em feiras e leilões de arte Stickel não buscava apenas assinaturas. Valorizava trabalhos que registrassem aspectos da vida brasileira, independentemente do autor. O resultado é um conjunto diversificado e original. A visão que se tem hoje do Brasil no século XIX, antes da invenção da fotografia, é bastante influenciada pelo olhar de franceses, como Jean-Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay, cujos trabalhos são mais conhecidos do grande público. Na coleção de Stickel, há também obras de ingleses, italianos, alemães, portugueses, belgas, holandeses, austríacos, irlandeses e russos. A variedade se dá também no espaço. Além do Rio de Janeiro, a capital mais pintada e posteriormente mais fotografada do país, há imagens de Recife, Salvador, Florianópolis, Porto Seguro, Ouro Preto, Mariana, Sorocaba e do interior de Goiás. “Erico Stickel tinha uma capacidade ímpar de prospecção de obras. Não cultuava os valores do mercado, era um intelectual e sabia discernir algo que fosse de fato relevante sob o ponto de vista histórico e cultural. Daí sua importância”, diz a pesquisadora Ana Maria Belluzzo, autora do livro O Brasil dos Viajantes (Editora Objetiva).

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Foto: Roberto Setton

TRÊS MOMENTOS
Paisagem de Ouro Preto, pelo botânico alemão Von Martius em sua expedição pelo interior do Brasil, em 1817; cena da Guerra do Paraguai, feita pelo italiano Edoardo de Martino no campo de batalha; e o mapa de 1552, a peça mais antiga da coleção, com a América do Sul habitada por canibais: preciosidades garimpadas por Stickel ao longo de quatro décadas
A peça mais antiga do acervo é um curioso mapa feito pelo cartógrafo alemão Sebastian Münster, que mostra a América do Sul povoada por canibais. É datado de 1552, ou seja, pertence a um período de escassa iconografia, que se estende pelos 300 anos seguintes, mas do qual o colecionador conseguiu registros importantes – por exemplo, uma gravura de 1668 com navios holandeses no litoral de Recife, feita a partir de desenho de Frans Post. A coleção traz também obras produzidas por pessoas que foram testemunhas privilegiadas da história, como o italiano Edoardo de Martino, que presenciou a Guerra do Paraguai a bordo de um navio brasileiro. Ele deixou como legado diversos registros de batalha – uma espécie de fotojornalismo a lápis – cujos esboços originais são preciosos. Outro tesouro de Stickel são 78 desenhos originais feitos por Von Martius, que percorreu o interior do Brasil entre 1817 e 1820, viajando de barco e em lombo de burro. Ele catalogou 22 700 espécies de planta, publicadas na monumental obra Flora Brasiliensis, e também retratou algumas cidades que encontrou pelo caminho. O livro é ilustrado com litografias feitas por artistas europeus a partir de desenhos originais como os obtidos por Stickel, que são o registro feito pelo próprio Von Martius e acabam sendo mais vivos e ricos em detalhes do que as imagens publicadas no livro.
O caráter instantâneo destaca-se na coleção de Stickel, de uma forma geral. Boa parte das obras são desenhos e aquarelas produzidas em campo. Nesse sentido, o conjunto complementa e se afina com o acervo de fotografias do Instituto Moreira Salles, que tem a coleção de Marc Ferrez, composta de 6 000 imagens.
“Os desenhos e pinturas mostram o Brasil até o século XIX. As fotos dão continuidade a esse registro daí em diante”, diz o superintendente executivo do instituto, Antonio Fernando De Franceschi. A imagem principal que ilustra esta reportagem mostra justamente a confluência desses dois formatos. Trata-se de uma litografia colorida com aquarela e lápis de cor, feita a partir de uma imagem do Rio de Janeiro captada por daguerreótipo, provavelmente na metade do século XIX. O autor é o francês Eugène Cicéri, considerado um dos maiores litógrafos do período. Na época, embora já existisse a fotografia, sua transposição para o papel continuava sendo feita em gravura, que permitia a reprodução em tamanho maior e podia ser colorida a mão. É um trabalho que sintetiza o valor dessa coleção impressionante e reveladora de aspectos pouco conhecidos da paisagem, da história e da vida cotidiana do Brasil.
:: Marcelo Bortoloti – Revista Veja

é isso, por fernando stickel [ 19:47 ]

erico e arthur

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Ferramentas modernas de gerenciamento de imagem, como o iPhoto da Apple que eu utilizo permitem você guardar E RECUPERAR imagens importantes.
Esta por exemplo, meu pai, sete meses antes de falecer, jogando xadrez com o neto Arthur em Julho 2004.

é isso, por fernando stickel [ 17:17 ]

babinski e erico

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Maciej Babinski me deu de presente esta foto, onde ele está ao lado do meu pai Erico Stickel em Março 1989, provávelmente em alguma vernissage em São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 9:19 ]

mudanças

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Há quatro anos atrás eu mergulhava com minha câmera dentro de um universo de objetos que coleciono. Os objetos continuam lá no meu estúdio, a câmera à mão, mas tudo mudou.
Me surpreendo com a rapidez e o amplo espectro das mudanças, desde que o trabalho na Fundação Stickel tomou o lugar principal na minha vida.
Pensando bem, o falecimento de meu pai em 2004 também acabou por modificar o rumo da minha vida.

é isso, por fernando stickel [ 8:36 ]

veneza e positano

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Enquanto isso minha mãe vai trabalhando nos arquivos fotográficos e desenterrando preciosidades.
No alto, da esq. para a dir. minha irmã Sylvia, eu e meu pai em Positano, em baixo idem, com minha mãe em Veneza. Eu devo estar com 14 ou 15 anos, portanto cerca de 1963.
É engraçado como principalmente a foto de cima tem um caráter de “tempo suspenso”.

é isso, por fernando stickel [ 17:19 ]

sexta-feira

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Três anos e meio se passaram, meu pai não está mais aqui, minha mãe não mora mais na casa da R. dos Franceses, e meu filho não é mais criança.

Já estamos no meio do ano.

é o final da tarde

sexta-feira.

é isso, por fernando stickel [ 17:32 ]

na casa dos avós

Este YouTube é fantástico!
Depois que aprendi a fazer o upload, que é super simples, descobri guardado lá no meu I Photo este vídeo que o meu filho Arthur fez em 31 Agosto 2003, passeando pela casa dos meus pais, e fazendo talvez o único registro em vídeo do meu pai Erico João Siriuba Stickel.
A narração é feita, ainda com voz de criança, pelo próprio Arthur, hoje adolescente…

é isso, por fernando stickel [ 10:52 ]