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familia stickel


Família Stickel
Rua dos Franceses, São Paulo, 11 Maio 2003

é isso, por fernando stickel [ 12:37 ]

guarujá


Minha mãe apareceu com algumas fotos antigas, esta é da Praia do Guarujá, olhando para a ponta dos Astúrias. Registrei com o celular mesmo.
Meu pai na ponta esquerda, meu avô Arthur na ponta direita.
Eu estou muito à vontade na frente do meu pai, com criança no colo minha mãe e minha tia Mausi, minha avó Erna ao lado do meu avô.
Nesta época, cerca de 1952, a praia era praticamente deserta…nossa casa dava diretamente na areia da praia, não havia a avenida, simplesmente um paraiso…
Meu avô estava com a idade que tenho hoje, cerca de 61 anos, e meu pai com 32. Meu corpinho está hoje melhor que o do meu avô, e um pouco pior que o do meu pai…

é isso, por fernando stickel [ 17:24 ]

yes??!!

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Fosse vivo, meu pai Erico João Siriuba Stickel estaria completando hoje 90 anos de idade, com seu recém nascido bisneto Samuel no colo!

é isso, por fernando stickel [ 2:26 ]

josé mindlin

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Em Maio de 2006, José Mindlin esteve na exposição das minhas fotografias “Vila Olímpia” na Pinacoteca.

Morre em São Paulo o empresário e bibliófilo José Mindlin

Hoje, José Mindlin, confortavelmente sentado em uma poltrona de espumas brancas estica sua mão e pega um livro na estante branca.
A cena se passa no céu, para onde ele viajou. Com certeza fez boa viagem, levou consigo bagagem imensa, porém de reduzido volume, todos os livros que leu, toda a contribuição que fez para a humanidade com sua vida digna, inteligente e culta, vivida sempre com alegria.
Durante toda uma vida escutei meu pai, Erico Stickel, louvar este que ele, também bibliófilo, considerava o “Rei” dos bibliófilos.

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Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo

Foi assim que Mindlin viveu grande parte de sua vida, no meio dos livros.

é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]

sonhei com meu pai

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Sonhei com o meu pai, Erico Stickel. Ele me comunicava que o motor de seu MG TD (1950-1953) havia fundido, e eu perguntei aonde ele ia mandar o carro para arrumar.
No sonho o carro era verde, e na minha memória de infância é de um carro preto, como na foto.
Eu andava na “caixinha”, que é o mini porta-mala atrás dos bancos.
Lembro-me bem de um passeio na Praia da Enseada, no Guarujá, não havia a avenida e os carros andavam pela praia, sujeitos às marés e às ondas mais fortes…

é isso, por fernando stickel [ 10:12 ]

renault gordini

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Na minha incansável missão de adolescente em busca de dois nirvanas, as máquinas e as mulheres (muito mais bem sucedido nas máquinas…), as raras oportunidades de “pilotar” estavam sempre conectadas às férias ou aos fins de semana, quando os pais, tios ou amigos, após muita insistência da minha parte liberavam as “máquinas” para teste.
A simples posse da chave do carro, que eu pegava e saia correndo antes que o simpático(a) se arrependesse já provocava arrepios de antecipação, e eu me lançava à aventura entre nervoso e excitado, quase sempre acompanhado do meu amigo Klaus Foditsch.

No “Sítio das Jabuticabeiras” que a família tinha em Interlagos, pilotei o Renault Gordini branco da minha tia Joanninha incontáveis quilômetros na estradinha de terra que ligava o nosso sítio com o vizinho “Sítio das Figueiras”, hoje a sede campestre do SESC.
Até hoje a Joanninha (84) continua minha amigona…

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Toda esta área era de sítios e pequenas fazendas, meu pai chegou a ter algumas vacas leiteiras da raça suiça, e se fazia manteiga e queijo lá mesmo, eu adorava mexer nas máquinas!
A “pista” de dois a três km era entre o portão dos sítios- 1, a nossa casa – 2 e a casa do meu tio Ernesto – 3

Quando a família vendeu os sítios, nos anos setenta, meus pais Erico e Martha Stickel doaram para a organização Aldeias Infantis SOS Brasil o terreno marcado em verde, participando ativamente da implantação do projeto, inaugurado em 1980.

é isso, por fernando stickel [ 15:41 ]

distrato

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Assinei em 14/4/2008 o termo de parceria entre a Fundação Stickel e a Secretaria Municipal de Ação e Desenvolvimento Social – SMADS, para execução do Programa Ação Família – PAF na Vila Brasilândia.

Contratamos funcionários, os treinamos, operaramos o PAF durante cerca de um ano, e finalmente decidi encerrar esta parceria, cujo distrato foi assinado hoje. Por que?
1- Porque é muito difícil trabalhar com o poder público.
2- A burrocracia é infernal.
3- O Programa Ação Família repassa verbas municipais, estaduais e federais, e neste clima de caça às bruxas que estamos vivendo, CPI das ONGs, etc… o risco que você corre é muito grande.
4- A Fundação Stickel estava pagando para trabalhar, pois a diferença entre nossos custos e a verba repassada pelo Programa era de cerca de R$100.000/ano.
5- Meu pai Erico, na época em que geria a Fundação, já havia deixado registrado em ata que não queria trabalhar com verbas públicas.

A experiência deixou-nos mais conectados com a realidade do bairro, aprendemos muito, e acabamos por manter, além de um excelente relacionamento com a SMADS e o CRAS, atendimento parcial às famílias, por nossa conta, em um novo trabalho que estamos chamando de “Projeto Mulheres de Talento Avançado”, que está acontecendo na Paróquia São José Operário.

Na foto as responsáveis pelo Centro de Referência de Assistência Social – CRAS – Freguesia do Ó, da esq. para a direita, Sandra Faleiros, Mariangela Sant’Anna da Silva e eu, em frente ao CRAS.

é isso, por fernando stickel [ 17:56 ]

riley

riley
Quando eu tinha 16 ou 17 anos meu pai Erico comprou um Riley RME 1948, com a lateral vermelha e os paralamas pretos, o bichinho não andava muito bem, sofreu uma restauração meia boca, acho que não havia ainda naquela época a consciência que existe hoje sobre carros clássicos, enfim, o carro ficou por ali um tempo, cheguei a guiá-lo um pouco (muito ruim de guiar), depois foi vendido para um amigo.
Lembro-me de acompanhar com interesse a fundição em alumínio e a usinagem de uma polia do ventilador, na oficina da Fiação Indiana, empresa que meu pai dirigia na época.

é isso, por fernando stickel [ 16:19 ]

erico stickel

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Meu pai Erico com minha irmã Sylvia e eu, cerca de 1952.

é isso, por fernando stickel [ 16:28 ]

crise com meu pai

Em uma década tudo pode mudar. (em vinte minutos também…)

Por volta de 1980-81, tive claramente uma visão e um desejo:

Quero ser artista plástico profissional.

Logo em seguida, colocando o desejo em prática, mudei toda a minha vida. Separei da Iris, com quem estava casado, mudei de casa e saí da sociedade que tinha com Lelé Chamma na und, tudo no mesmo ano.

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O período que se seguiu até 1989 foi brilhante, exigente, cheio de desafios e novidades, fiz quatro exposições individuais, participei de uma dezena de coletivas, ganhei prêmios e morei em New York.
Na volta da viagem a NYC montei curso de desenho de observação no meu estúdio na Vila Olímpia, que acabou por ser extremamente bem sucedido, em 1989 cheguei a ter 60 alunos, meu sustento não oferecia maiores problemas.
Em Março 1990 o baque do Plano Collor fez com que eu recomeçasse as aulas com apenas dois alunos, o ano foi terrível, as artes em geral sofreram mais que a média, e o início de 1991 não trazia boas perspectivas.

Foi quando minhas irmãs vieram conversar comigo dizendo que minha mãe estava muito preocupada, pois o meu pai Erico estava manifestando a ela preocupações com os negócios, coisa que ele, homem da velha guarda, nunca havia feito antes. De fato, o Plano Collor havia virado de cabeça para baixo coisas “imutáveis”, acabou quebrando equilíbrios de décadas, e foi isto que tirou o sono do meu pai.

Novamente casado eu precisava de um salário, e meu pai de ajuda, acertamos um pro-labore para que eu trabalhasse na organização dos negócios da família, básicamente a solução de encrencas com imóveis, desde inquilinos inadimplentes, multas diversas, muros caídos, calçadas destruidas a imóveis deteriorados e desocupados, brigas com a Prefeitura por conta de IPTU, etc…

pilha
A relação de trabalho com meu pai não foi fácil, mesmo porque a minha entrada foi mais por pressão da família do que por decisão dele, engoli muitos sapos, batemos boca, mas uma das piores crises veio quando eu, tomado de furor organizatório, aproveitei um período em que meu pai estava fora do escritório, viajando, e fiz um levantamento de todas as suas pendências, anotações que ele tinha o hábito de fazer em cadernos em branco, fichários, folhas soltas, etc… e a pilha destes papéis dava quase um metro de altura!

é isso, por fernando stickel [ 11:58 ]

rua dos franceses

quintal
Eu e meu pai, no quintal da Rua dos Franceses, cerca de 1951/52.

é isso, por fernando stickel [ 16:26 ]

erico e sylvia

syl
Meu pai e minha irmã Sylvia, cerca de 1952, no quintal da R. dos Franceses.

é isso, por fernando stickel [ 8:15 ]

fotos antigas

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Minha mãe mandou escanear slides antigos, e me entregou hoje um CD com cerca de 350 imagens dos anos 50 e 60.
O material é fantástico, inclusive pelo trabalho “artístico” que os fungos e a poeira fizeram neste meio século…
Na foto, meu pai, com trinta e poucos anos, por volta de 1952.

é isso, por fernando stickel [ 15:14 ]

tadeu jungle

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Onde estão as respostas?
2005

Foto de Tadeu Jungle, da sua série “foto de segunda” um projeto que se iniciou em maio de 2003.

Esta foto me lembrou muito o “rato de livros” Erico João Siriuba Stickel, meu pai.

é isso, por fernando stickel [ 10:16 ]

vandalismo na pedra do baú

Em 1956, quando meu pai me levou para escalar a Pedra do Baú pela primeira vez, com 7 anos, lembro-me perfeitamente da casa que existia lá em cima, a 1950m. de altitude, chamada de “Refugio Antonio Cortez”, construída pelo meu tio, Luis Dumont Villares, com a ajuda do meu pai Erico nos anos 40.

A casa era completa, com portas e janelas, na frente havia uma pequena sala com lareira e uma mesa de madeira onde ficava um livro onde os visitantes deixavam suas impressões e atrás, separado por uma parede, um amplo dormitório com triliches de lona. O telhado era inteiro de cobre, constituindo-se em um enorme para-raio, havia inclusive captação de água da chuva.

Todos que visitavam tocavam o sino!

Em abril 2009 levei meu filho Arthur para conhecer a Pedra do Baú.

Arthur no bico da Pedra do Baú, bem atrás dele vê-se o pico Bauzinho.

Lá em cima encontramos os tristes restos do que foi o “Refugio Antonio Cortez”. Infelizmente o ser humano e o vandalismo andam juntos.

é isso, por fernando stickel [ 11:44 ]

erico

pai2
Meu pai, fosse vivo, completaria hoje, 89 anos de idade.
A foto é de Fevereiro de 2003, uma das primeiras que tirei com câmera digital, a Sony Cyber-Shot DSC-F717.
Ela tinha 5.0 megapixel e lente Zeiss, utilizei-a até a última gota, e agora está emprestada para o meu amigo Anisio Campos, cuja filha Raquel casa no dia 12/4, um dia depois do casamento do meu filho Antonio.

é isso, por fernando stickel [ 11:28 ]

manuel miguez

Recebi em Novembro do ano passado um comentário em um post do Sr. Manuel Miguez, relatando seu contato com meu pai, Erico Stickel, e lamentando seu falecimento:

Conheci o Dr. Erico, o João e a sua secretária, era uma pessoa que era, por demais humilde, que era querido por todos que o conheciam e que para todos tinha sempre uma palavra amável. Lembro-me do Abaporu ao lado de sua mesa, lembro-me da alegria que me deu ao comprar-me uma máquina de escrever.
Sinto-me menor sabendo de sua “passagem”.

Perguntei a ele por e-mail que máquina de escrever era, e o Miguez me respondeu:

Meu caro:
Foi uma máquina de escrever Olivetti Linea 98, manual, que seu pai comprou e eu entreguei na casa em que eles moravam na Rua dos Franceses, sendo que fui recebido pelo “japonês” que já havia se aposentado e havia chorado pensando que deixaria o trabalho, que já não era mais querido na casa.
Creio que o escritório era na Rua São Francisco, mas, eu, atualmente, moro na Espanha, e, devido ao tempo passado (seriam 28 anos) não estou muito certo, sei que era na rua que vai diretamente à passarela que cruza a Praça da Bandeira.
O mais importante que eu quero lhe dizer é que, com o seu pai, e com os dois funcionários com que ele ficou, eu tinha uma guarida naqueles dias em que as nuvens negras passam pela sua vida, que ali sempre havia coisas bonitas pra se dizer, sempre me ensinava alguma coisa.
Eu NUNCA podia imaginar a sapiência, e o bom gosto, da escolha de seu pai, para ser, segundo me informaram “um dos maiores possuidores de arte brasiliana”.
O que posso lhe dizer é que sabedor que sou de seu trabalho na Vila Brasilândia, fico muito contente, porque a minha casa, em São Paulo, é em Itaberaba, e sei das dificuldades daquela gente.
Muito obrigado pela resposta.
Eu sei que seu natal nao deve ser muito alegre pela “coincidência”, o meu também (juro) será um dia pra se lembrar.
Obrigado
Miguez

é isso, por fernando stickel [ 12:01 ]

erico feliz


As fotos são da Tati Nolla

A nova versão do IPhoto da Apple, que instalei ontem traz um recurso interessante, o “Faces” (Rostos) que identifica e cria pastas com os rostos de pessoas, você só precisa colocar o nome.
Foi assim que encontrei no meu atual arquivo de mais de 16.000 fotos, a do meu pai Erico João Siriuba Stickel no dia mais feliz de sua vida, aos 84 anos de idade.
Foi no lançamento de seu livro: Uma Pequena Biblioteca Particular / Subsídios para o estudo da iconografia no Brasil na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na segunda-feira 29/3/2004, nove meses antes de falecer.
Pequeno detalhe, a pesquisa e todo o trabalho para chegar ao livro levou mais de trinta anos!

é isso, por fernando stickel [ 8:39 ]