Minha namorada Sandra Pierzchalski pede que eu faça aqui uma homenagem ao pai dela, Stefan Pierzchalski (1931-1981), juntamente com um parabéns a São Paulo.
Com o maior prazer, pois tanto o pai da minha linda quanto a minha querida Paulicéia merecem todas as homenagens. Sem dizer que adorei a foto do sogro que não conheci, em frente ao Monumento às Bandeiras no Ibirapuera.
cidade
21 de janeiro de 2004
homenagem dupla
é isso, por fernando stickel [ 1:14 ]
16 de dezembro de 2003
calor africano, festa entupida
O calor, africano, o trânsito caótico, a festa entupida de gente, o ar condicionado insuficiente, e no meio de tudo isso o meu amigo Gladstone Campos nos fotografou e enviou a foto por e-mail.
é isso, por fernando stickel [ 1:35 ]
15 de dezembro de 2003
são paulo tem árvores
São Paulo tem árvores assim.
é isso, por fernando stickel [ 19:09 ]
8 de dezembro de 2003
noite de verão
Noite de verão em São Paulo, com lua. Fica delicioso.
é isso, por fernando stickel [ 23:28 ]
27 de novembro de 2003
maravilhoso painel
Maravilhoso painel, óbviamente anos 40/50, em edifício na esquina da R. Washington Luís com R. Brigadeiro Tobias, no centro de São Paulo.
Alguém conhece, sabe a autoria? Estou curioso.
é isso, por fernando stickel [ 18:47 ]
19 de novembro de 2003
reciclagem no detran
Vou contar uma coisa: Completei hoje o segundo dia (de um total de 4, mais a prova escrita) do curso de reciclagem que o DETRAN exige para quem teve a habilitação suspensa.
No meu caso, fui suspenso por causa de uma única multa de excesso de velocidade (7 pontos) e esta foi apenas a primeira das lições que já aprendi neste curso: Existem 18 tipos de infração que fazem você ter a carteira suspensa, sem precisar acumular os 20 pontos.
Algumas outras curiosidades:
Para quem trafega pelas vias federais Dutra e Fernão Dias, não basta portar os documentos obrigatórios CNH, CLA (Licenciamento) e RG, é necessário também o IPVA e o DPVAT. No Estado de São Paulo não são exigidos o IPVA e DPVAT.
As motos andam livremente de escapamento aberto porque não há legislação que regulamente este excesso, portanto não há fiscalização e nem multas.
A partir de Janeiro 2004 haverão nas ruas de São Paulo além dos atuais 930, mais 22.000 multadores!
As câmeras de controle fotográfico de velocidade são capazes de ler o número do chassis gravado no parabrisa dos carros! E, é óbvio, fotografar você ao volante e quem estiver ao teu lado…
Existem centenas de maneiras de você se defender das multas. Todas legais, e muitas dão resultado.
Quem for pego na pontuação, faça o curso, não é ruim não, e a verdade é que principalmente para dinossauros do trânsito como eu (37 anos de carta) muita coisa mudou, não sabemos detalhes importantes e a fiscalização vai aumentar brutalmente.
Portanto, fiquem espertos!
é isso, por fernando stickel [ 12:35 ]
17 de novembro de 2003
cine olido
Almocei hoje no Ponto Chic do Largo do Paissandu com os meus amigos Celso Frateschi e sua mulher Sylvia Moreira.
Ele é ator e o atual Secretário de Cultura do Município. Ela é arquiteta e está desenvolvendo um ambicioso projeto de “retrofit” do edifício do antigo CINE OLIDO, atual sede da Secretaria de Cultura.
Eu sou padrinho de casamento deles, que completam 6 anos de casados no próximo 25/11.
Depois do clássico bauru, visitamos as obras.
As 3 salas originais serão recuperadas e terão uso misto para cinema e teatro. Tudo isto na Av. São João, exatamente em frente ao Largo Paissandu.
é isso, por fernando stickel [ 16:20 ]
11 de novembro de 2003
mercado mundo mix
O Mercado Mundo Mix rendeu uma boa safra de fotos.
é isso, por fernando stickel [ 9:17 ]
10 de novembro de 2003
uma esquina, três visões
Na esquina das avenidas Nova Faria Lima x Juscelino Kubitschek, três bancos e três diferentes visões da arte em locais públicos.
De longe a melhor solução é a do Banco Itaú. Na calçada uma escultura do artista japonês Susumu Shingu, devem ter pago bem caro por ela, e o resultado é uma obra do primeiro mundo, de execução impecável, que se movimenta deliciosamente ao vento. Dentro da agência, podendo ser vista também da rua uma maravilhosa tela de Adriana Varejão.
O Bank Boston instalou em seu jardim uma bela pedra fatiada, sem referência de autor, e mesmo que não seja uma obra assinada, é correta e adequada. Vou tentar descobrir quem é o autor.
Já o Bradesco… Esta versão tridimensional da marca do banco certamente foi sugerida por algum publicitário, e o resultado de um mau gosto lamentável. Grande, feio, cafona, não respeita o prédio, não respeita nada, não se harmoniza. Mesmo com banho de design, Bradescão precisa ainda se libertar de suas raízes…
Dentro da agência, um pouco perdida, enorme tela de Eduardo Sued.
é isso, por fernando stickel [ 10:25 ]
9 de novembro de 2003
esqueleto do português
Marginal do Pinheiros x Av. Juscelino Kubitschek: O esqueleto do Português…
é isso, por fernando stickel [ 22:58 ]
31 de outubro de 2003
santa cecília
Nas últimas semanas tenho ido inúmeras vezes ao meu moldureiro, a Decorações Porão na Rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília.
Hoje finalmente parei o carro nesta esquina, Barão de Tatuí com Baronesa de Itú e fotografei. É preciso uma certa clareza e decisão: levar a máquina fotográfica, reparar nas coisas, decidir parar, achar uma vaga, esperar o trânsito… e fotografar.
é isso, por fernando stickel [ 12:45 ]
24 de outubro de 2003
mube medonho
Por que será que tudo no MUBE é feio, capenga, mal ajambrado?
Essa comunicação visual em preto e vermelho é simplesmente MEDONHA!
é isso, por fernando stickel [ 19:51 ]
23 de outubro de 2003
o tarado de itanhaém
Prometi a história completa, ei-la:
Amor aos Pedaços ou O Tarado de Itanhaém
Após o teatro fomos jantar no bistrô La Tartine, vizinho do restaurante Mestiço, muito gostoso simpático e barato, sempre com lugar, ao contrário do Mestiço, sempre lotado. Nas mesas ao lado desenrolam-se cenas fascinantes:
Ele: Alto, forte, ombros largos, por volta dos 45 anos, grisalho nas têmporas, cara de serial killer, médico legista contratado por concurso pela Prefeitura de Itanhaem, SP, prolixo, encantado com sua própria voz, alta e pausada, veste jeans, tênis e camisa cinza escuro e discorre sobre o milhão de dólares necessário para montar uma franquia MacDonalds ou os R$ 200.000 para montar um Amor aos Pedaços.
Ela: Mignon, gostosinha, parda, vulgar, sorriso semi-cretino nos lábios, bibliotecária do interior, parece ser excelente ouvinte, ou então está apenas embevecida pelo bonitão. Não sabe o que é Amor aos Pedaços.
Ele: (declamando): – “Você é a coisa mais importante que aconteceu na minha vida, você não sabe como estou feliz” e olha profundamente nos olhos dela, inclina-se para a frente e segura a mão da moça bem apertada. Logo a seguir: -“Você pode escolher o prato quente para dividirmos” mudando abrubtamente para: “Eu sonhei em ter uma livraria”, e conta como é apaixonado pelos livros desde criança.
E assim vai ele solando sobre os mais diversos assuntos, conta como foi contratado pela Prefeitura, ela fixada nele. Aí conta como conseguiu obter gravações da ex-mulher com o amante, através de um enfermeiro do Savoy Pronto Socorro, e continua descrevendo suas aventuras pra baixinha, ela vidrada nele, sempre com olhar entre embevecido e completamente idiota, depois volta a falar das franquias e da sua paixão pelos livros e a vontade de ter uma livraria, e também o desejo de montar academia de artes marciais… , o tempo passa, Sandra e eu mal conseguimos disfarçar a total curiosidade, anotamos algumas coisas em guardanapos de papel, o assunto é extremamente fascinante.
Ela não se dá conta, mas está correndo perigo. Algo neste casal nos passa uma tragédia suspensa por algo muito tênue, a brutal diferença física entre os dois, a obsessão sinistra do grandalhão evidenciada no seu falar pausado e monocórdio, a improvável salada de objetivos de vida…
Atrás de nós outro casal curioso, ele um jovem gatão gringo, cabelos longos, mãos bonitas e costas largas, na segunda caipirinha tripla, ela mulata esguia, cabelos anelados, insinuosa e sorridente, no segundo balde de dry-martini.
Falam alto, ele em inglês e ela macarronicamente se dedica ao “body language”, se pegam, se beijam, a certa altura se levantam, e no meio do restaurante entre as mesas abraçam-se num longo beijo tarado e voltam a se sentar sorridentes.
Mais dry-martini, mais caipirinha, o tom de voz se eleva, começam a brincar com os talheres fazendo um barulho danado, daqui a pouco se levantam novamente e se agarram mais intensamente, mão na bunda, beijos profundos, parece que de comum acordo estão fazendo uma prévia dos corpos, antes que desmaiem de tanto beber, dane-se o restaurante e quem estiver por perto. Neste caso a tragédia será apenas acordar com aquela puta dor de cabeça e tentar se lembrar do que aconteceu na noite anterior…
é isso, por fernando stickel [ 8:47 ]
15 de outubro de 2003
terça insana
Minha amiga Marta Goes nos levou a ver um show simplesmente hilário, do qual eu nunca tinha ouvido falar, a TERÇA INSANA, no Bar Avenida, com roteiro e direção de Grace Gianoukas. Não percam, todas as terças.
é isso, por fernando stickel [ 2:57 ]
12 de outubro de 2003
teatro
Fomos ao teatro ver “Vestir o pai”, com Karin Rodrigues dirigida por Paulo Autran. Hilário, excelente!
Saindo, fomos jantar no La Tartine, vizinho do Mestiço e muito gostoso, sempre com lugar, ao contrário do Mestiço, sempre lotado.
Nas mesas ao lado desenrolam-se conversas que nos chamam a atenção.
Ele alto, forte, 45 anos, grisalho nas têmporas, cara de serial killer, prolixo, voz alta e pausada, ela, mignon, gostosinha, parda, sorriso semi-cretino nos lábios, excelente ouvinte.
Atrás de nós outro casal curioso, ele jovem gatão gringo de mãos bonitas e costas largas, na segunda caipirinha tripla, ela mulata esguia, cabelos anelados, insinuosa e sorridente, no segundo balde de dry-martini.
Depois conto mais, anotamos tudo…Estas histórias poderão se chamar “Amor aos pedaços” ou “O tarado de Itanhaém”…
é isso, por fernando stickel [ 2:53 ]
11 de outubro de 2003
atração por são paulo
O poder de atração de São Paulo: O que será?
As minhas visitas de sábado ao moldureiro tem sido muito interessantes, e muitas delas, como hoje, com chuva.
Na ida, ainda intoxicado pela beleza de Buenos Aires, me perguntava o que nos fascina em São Paulo, e fui fotografando trechos banais da cidade, para depois tentar achar alguma pista do magnetismo paulistano.
Após os assuntos moldurísticos parei no Centro Universitário Maria Antonia, e aí visitando a exposição do artista argentino Marcelo Brodsky, me veio a idéia de fotografar lugares hoje banais, mas que já carregaram, e de certa forma ainda carregam parte significativa de nossa história.
Por exemplo, nesta hoje inofensiva calçada defronte à sede do 2º Exército no Ibirapuera quase fui preso em 1969. Voltava eu tranquilo para casa em meu fusquinha, lá pelas 11 da noite e entrei na área do exército a uns 60 km/h sem me dar conta do perigo que corria.
Quando percebi, um batalhão de milicos avançava na minha direção, armas e lanternas em riste, me obrigando a parar. Me retiraram do carro, me revistaram, revistaram o carro minuciosamente, e enquanto isso faziam piadinhas a meu respeito, me provocando, eu, gelado, com as mãos em cima do carro nem olhava para os lados. Depois de uma aflita meia hora me liberaram.
Nesta esquina da R. Tutóia, um amigo meu que serviu na PE, lotado no DOI CODI ficou inúmeras vezes nesta guarita, enquanto lá dentro ocorreram coisas que hoje sabemos, mas que ele até hoje se recusa, compreensivelmente, a comentar.