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crise com meu pai

Em uma década tudo pode mudar. (em vinte minutos também…)

Por volta de 1980-81, tive claramente uma visão e um desejo:

Quero ser artista plástico profissional.

Logo em seguida, colocando o desejo em prática, mudei toda a minha vida. Separei da Iris, com quem estava casado, mudei de casa e saí da sociedade que tinha com Lelé Chamma na und, tudo no mesmo ano.

fsol
O período que se seguiu até 1989 foi brilhante, exigente, cheio de desafios e novidades, fiz quatro exposições individuais, participei de uma dezena de coletivas, ganhei prêmios e morei em New York.
Na volta da viagem a NYC montei curso de desenho de observação no meu estúdio na Vila Olímpia, que acabou por ser extremamente bem sucedido, em 1989 cheguei a ter 60 alunos, meu sustento não oferecia maiores problemas.
Em Março 1990 o baque do Plano Collor fez com que eu recomeçasse as aulas com apenas dois alunos, o ano foi terrível, as artes em geral sofreram mais que a média, e o início de 1991 não trazia boas perspectivas.

Foi quando minhas irmãs vieram conversar comigo dizendo que minha mãe estava muito preocupada, pois o meu pai Erico estava manifestando a ela preocupações com os negócios, coisa que ele, homem da velha guarda, nunca havia feito antes. De fato, o Plano Collor havia virado de cabeça para baixo coisas “imutáveis”, acabou quebrando equilíbrios de décadas, e foi isto que tirou o sono do meu pai.

Novamente casado eu precisava de um salário, e meu pai de ajuda, acertamos um pro-labore para que eu trabalhasse na organização dos negócios da família, básicamente a solução de encrencas com imóveis, desde inquilinos inadimplentes, multas diversas, muros caídos, calçadas destruidas a imóveis deteriorados e desocupados, brigas com a Prefeitura por conta de IPTU, etc…

pilha
A relação de trabalho com meu pai não foi fácil, mesmo porque a minha entrada foi mais por pressão da família do que por decisão dele, engoli muitos sapos, batemos boca, mas uma das piores crises veio quando eu, tomado de furor organizatório, aproveitei um período em que meu pai estava fora do escritório, viajando, e fiz um levantamento de todas as suas pendências, anotações que ele tinha o hábito de fazer em cadernos em branco, fichários, folhas soltas, etc… e a pilha destes papéis dava quase um metro de altura!

é isso, por fernando stickel [ 11:58 ]

top of the rock

rock1
No último andar do Rockefeller Center em New York acaba de ser aberto o Top of the Rock Observation Deck, com vista similar à do Empire State Building.
Fomos à noite, muito lindo, e é muito interessante uma obra de arte interativa instalada lá em cima que te identifica e te persegue com luzes no teto e nas paredes.
Quando tem várias pessoas na sala fica uma loucura!

é isso, por fernando stickel [ 9:43 ]

arthur e andy

andy
Arthur e Andy Warhol no MoMA.

é isso, por fernando stickel [ 12:00 ]

wellington

wellington
Me hospedei no Wellington Hotel em 1970, e agora na viagem com o Arthur fomos várias vezes tomar café da manhã no Park Café, na esquina do Wellington.
É impressionante como certas coisas não mudam, apesar das décadas…

é isso, por fernando stickel [ 16:24 ]

strand books

strand
Um dos lugares que eu gostava de frequentar quando morei em New York, e que continua lá igualzinho é a livraria Strand, na esquina da Broadway com 12 St.
Em sua marca diz “18 MILES OF BOOKS”, ou seja, cerca de 30km de livros!
Nós entramos e fomos andando, olhando os livros, nos aprofundando na loja, percorrendo corredores e corredores abarrotados de livros, lá pelas tantas o Arthur reparou:
– Como está silencioso!
De fato, a livraria é tão grande, e as prateleiras cheias funcionam como excelente isolante de som.

é isso, por fernando stickel [ 16:52 ]

tkts

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Arthur em New York, Times Square, na nova escada do TKTS: Faster than a Porsche Boxter…

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]

aldo & bowery

aldo-casa
Meu amigo Aldo Sampieri, brasileiro, designer gráfico e artista plástico, mora há muitos anos em New York, na Broadway altura da 8 St.

aldo-auto
Autoretrato do Aldo, óleo s/ tela.

aldo-bow
Andando pela Bowery, Lower East Side, Aldo vai contando causos novaiorquinos para o Arthur.

aldo-cafe
Vitrine na Bowery.

é isso, por fernando stickel [ 16:57 ]

ray’s pizza

ray
Ray’s Pizza na 7th Avenue x 54St. O Arthur estava louco para comer “a slice” (uma fatia) e nós pedimos de mushrooms. Muito boa.
Tem uma coisa que desta vez me chocou: O IMENSO desperdício de plástico, papel, papelão nas “take-out foods”, paixão dos americanos.
É muito lixo gerado, é muito desperdício, é zero de SUSTENTABILIDADE, a palavra da moda.

é isso, por fernando stickel [ 17:42 ]

lobster in times square

lobster
Em Times Square, a fachada do restaurante “Lobster”.

é isso, por fernando stickel [ 15:57 ]

frozen margarita

margarita
Uma das coisas que se acha com facilidade em New York é uma “Frozen Margarita” de verdade, feita na máquina própria.
Esta foi a única que tomei, aliás bebi pouquíssimo nesta viagem, dois ou três copos de vinho e uma cerveja.
Em compensação o Arthur fez uma profundíssima pesquisa de “sodas”, pedia as mais inusitadas possíveis, óbviamente com gosto de drops, chiclete, fanta-uva, uma barbaridade…

é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]

metro em nyc

metro1No Metro de New York.

é isso, por fernando stickel [ 16:47 ]

arquitetura em nyc

ge
Fiz um tour arquitetônico informal com o Arthur em New York, a cada edifício importante pelo qual passávamos, sempre a pé, dava uma parada, entrava no hall de entrada e contava algo da época e do arquiteto.
Falei muito de art-deco, pois quase todos os dias estávamos por perto do Rockefeller Center, Radio City Muic Hall, Empire State Building, Chrysler Building, etc…

é isso, por fernando stickel [ 18:07 ]

whitney e guggenheim

whi
Visitamos no mesmo dia o Whitney e o Guggenheim, que valeu apenas para o Arthur conhecer a fabulosa arquitetura de Frank Lloyd Wright, pois não havia nenhuma exposição, já no Whitney uma excitante exposição de Calder, além do projeto de Marcel Breuer.

é isso, por fernando stickel [ 17:38 ]

popilloti rist


No MoMA a vídeo-instalação da artista suíça Pipilotti Rist “Pour Your Body Out (7354 Cubic Meters)” é simplesmente o máximo.

é isso, por fernando stickel [ 15:06 ]

times square


Menos quinze graus ao chegar ao JFK Airport.
Assim começou uma semana de imersão na civilização, apresentando New York ao meu filho.
Deixar as coisas no hotel e sair correndo (de taxi) ao Bloomingdale’s para comprar gorro, luva e cachecol, indispensáveis para andar na rua.
Um dos primeiros “landmarks” que o Arthur adorou foi Times Square, voltamos inúmeras vezes.

é isso, por fernando stickel [ 12:22 ]

arthur vai a nyc

Meu pai me levou para New York quando eu tinha 13 anos, e a experiência foi marcante.
Agora farei o mesmo com o meu filho Arthur, que completará 14 anos no dia 17, um dia depois de lá chegarmos.
Volto dia 25. Té já!

é isso, por fernando stickel [ 15:20 ]

ufo ou ovni?

86
Passei o mês de Junho 1983 em New York, hospedado na casa de um amigo da Paula Dip, o oboista Henry Shuman.
Certo dia Paula e eu saímos do metro na esquina da Rua 86 com Central Park West, começo da noite, já escuro, quando vimos passando ao longo do Central Park duas bolas luminosas, uma vermelha e uma verde, uma atrás da outra, muito parecidas com aquelas do filme do Spielberg de 1977 “Close Encounters of the Third Kind
Elas vinham do Norte em direção ao Sul, e pareciam seguir pelo eixo do parque, a média altura entre o solo e o topo dos prédios, acima das árvores, não faziam nenhum barulho e pareciam ter a velocidade de um jato, digamos 900 km/h. A visão durou 2 ou 3 segundos e as bolas sumiram.
Eu e a Paula nos olhamos e nos perguntamos: Você viu? E lá ficamos boquiabertos com a visão.
Desde então rezo para ver algo assim novamente, sem sucesso.

é isso, por fernando stickel [ 19:36 ]

world trade center

caio-paula-fer-nyc-83.jpg
Neste mesmo Junho de 1983, eu e Paula Dip no topo do World Trade Center em New York.

é isso, por fernando stickel [ 12:00 ]