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Posts tagueados ‘new york’

pappalardo em nyc

pappal.jpg
Em Junho de 1983 encontrei com o meu amigo e fotógrafo Arnaldo Pappalardo em New York. Ele achou recentemente os negativos, copiou e me enviou.

é isso, por fernando stickel [ 11:38 ]

al. tietê

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Morei nesta vila da Al. Tietê por nove meses em 1985/86, hóspede da minha amiga Simone Raskin.
Tinha acabado de voltar de um ano e três meses sabáticos em New York, não tinha onde morar e estava procurando um lugar.
A Simone pouco ficava em casa, morando a maior parte do tempo em Parati, e o filho dela David Helman morava na França com o pai, portanto a casa estava quase que 100% só para mim, com uma empregada maravilhosa!
Naquela época não havia portão na vila, aliás não havia nem um milésimo dos problemas de segurança que enfrentamos hoje em São Paulo.
Sou eternamente agradecido à Simone por este período.

Pouco a pouco vou registrando todos os endereços onde já morei:

R. Henrique Martins – onde nasci
R. dos Franceses 324
R. Martiniano de Carvalho 1049
R. Hans Nobiling – Ed. Hugo Eduardo
R. Hans Nobiling – Ed. Jaguar
R. Tucumã
R. Sampaio Vidal
R. Pinheiros 1076 Ap. 31
R. Bela Cintra 2234 Casa 3
665 West 160 Street NYC
23 Clinton St. Ap. 4A 10002 NYC
11 West 18 St. Ap. 5W 10011 NYC
Al. Tietê
R. Ribeirão Claro 37
R. Tabapuã 1592
R. Bela Cintra 2234 Casa 4
R. Ribeirão Claro 37 (após reforma)
R. Casa do Ator 764 Ap.91
R. Nova Cidade – meu estúdio.
Av. Lavandisca – onde moro.

é isso, por fernando stickel [ 21:40 ]

coney island

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Mais uma foto pinçada nos meus álbuns antigos sobre New York: Coney Island Beach, tirada de cima do “boardwalk”.

é isso, por fernando stickel [ 14:06 ]

clinton street

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Achado nos álbuns de fotografia: Meu período em New York na 23 Clinton St. Ap. 4A 10002 NYC

Morei neste minúsculo apartamento sem elevador no Lower East Side, ou ainda Alphabet City de Dezembro 1984 até Março/Abril 2005. Trabalhei muito nas artes, produzi inúmeras colagens e desenhos, escrevi, pensei, curti um inverno gelado, cozinhei, e escutava rádio em duas estações fantásticas, WBGO para jazz e WNYC – New York Public Radio, música clássica.

Uma das características mais interessantes deste período é que eu não tinha televisão, computador não existia, e eu ficava muito feliz com meus cadernos, minha arte, minha cozinha, meu rádio e minha solidão. O único móvel que comprei para mobiliar o apartamento foi o Futon Bed, todo o resto achei na rua, pintei, reformei, etc…


Fachada do prédio, meu apartamento dava para os fundos, absolutamente silencioso!

é isso, por fernando stickel [ 18:07 ]

jóias art-déco

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Dois ícones de New York, o Empire State Building, de 1931 e o Rockefeller Center de 1937, ambos executados no auge do estilo ART-DÉCO.
Não canso de maravilhar-me com estas jóias, exemplos vivos de arquitetura e construção de excelente qualidade. Nas fotos os saguões de entrada dos prédios.

é isso, por fernando stickel [ 9:01 ]

pratt institute

Na exposição no Pratt Institute, os gravadores brasileiros presentes, por coincidência, só mulheres:

goloborotko1.jpg
Sheila Goloborotko e Jacqueline Aronis.

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Duas Marias, Villares e Carvalho.


Giorgia Volpe e Margot Delgado.

é isso, por fernando stickel [ 8:41 ]

sculpture garden

moma2.jpg
O jardim de esculturas do MoMA, New York, visto do restaurante The Modern.
Em primeiro plano o icônico cubo de Tony Smith “Die”, de 1962, sobre o qual muito foi dito, por exemplo:

… it still measures itself by the figure; less than architectural in scale, it is quasi architectural in its monumentality.

em segundo plano “Broken Obelisk” de 1963, by Barnett Newman.

é isso, por fernando stickel [ 7:54 ]

basquiat na vila olímpia

basquiat2.jpg
Na Vila Olímpia descubro uma “verdadeira” obra de Jean Michel Basquiat.
Quando morei em New York 1984-1985, encontrava pelas ruas as pichações de Basquiat (assinava SAMO) e Keith Haring.
Um domingo, 10 Fevereiro 1985, saiu na capa da revista de domingo do New York Times a famosa foto do Basquiat pintando e vestido de Armani, todo lambusado de tinta e descalço, ele tinha 24 anos e já fazia um sucesso brutal.
Morreu três anos depois, aos 28 anos de idade de overdose de heroina.

O artigo da Sunday Times Magazine começa assim:

February 10, 1985
New Art, New Money
By CATHLEEN McGUIGAN

WHEN JEAN MICHEL BASQUIAT walks into Mr. Chow’s on East 57th Street in Manhattan, the waiters all greet him as a favorite regular. Before he became a big success, the owners, Michael and Tina Chow, bought his artwork and later commissioned him to paint their portraits. He goes to the restaurant a lot. One night, for example, he was having a quiet dinner near the bar with a small group of people. While Andy Warhol chatted with Nick Rhodes, the British rock star from Duran Duran, on one side of the table, Basquiat sat across from them, talking to the artist Keith Haring. Haring’s images of a crawling baby or a barking dog have become ubiquitous icons of graffiti art, a style that first grew out of the scribblings (most citizens call them defacement) on New York’s subway cars and walls. Over Mr. Chow’s plates of steaming black mushrooms and abalone, Basquiat drank a kir royale and swapped stories with Haring about their early days on the New York art scene. For both artists, the early days were a scant half dozen years ago.
(mais…)

é isso, por fernando stickel [ 16:42 ]

gravadores brasileiros

gravadores.jpg
A Fundação Stickel está apoiando a realização da exposição GRAVADORES BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS que acontecerá em New York em Outubro de 2007, com curadoria de Eduardo Besen, diretor da galeria Gravura Brasileira e reunirá os trabalhos de 32 artistas:

Ana Elisa Dias Baptista, Andréa Tavares, Armando Sobral, Arnaldo Battaglini, Augusto Sampaio, Cláudio Caropreso, Cláudio Mubarac, Diô Viana, Elisa Bracher, Ernesto Bonato, Evandro Carlos Jardim, Fabrício Lopez, Fernando Vilela, Francisco Maringelli, Giorgia Volpe, Helena Freddi, Jacqueline Aronis, José Roberto Shwafaty, Laerte Ramos, Larissa Franco, Márcio Pannunzio, Marco Buti, Margot Delgado, Maria do Carmo Carvalho, Maria Villares, Paulo Camillo Penna, Paulo Carapunarlo, Renata Basile da Silva, Sheila Goloborotko, Simone Rebelo, Ulysses Bôscolo e Walter Wagner.

A exposição faz parte da programação oficial da The Seventeenth Annual IFPDA Print Fair e do calendário oficial da 2nd Latin American Cultural Week – LACW.
Em 2008, a exposição Gravadores Brasileiros Contemporâneos será mostrada em Washington D.C. e na Cidade do México.

Gravadores Contemporâneos Brasileiros no Pratt Institute
Steuben West Gallery, Pratt Institute
200, Willoughby Avenue, Brooklyn, NY 11205
tel (718) 636-3517
abertura: 22/10/2007, segunda-feira, 17-19hs.
exposição: 23/10 a 03/11/07 ou com hora marcada.
horários de abertura: segunda a sexta-feira 13-17hs.

Gravadores Contemporâneos Brasileiros no Estúdio Goloborotko
68 Jay Street, Suite 209, (Entrada na Front Street, 147)
Brooklyn, NY 11201, fone: (718) 722-2772
abertura: 01/11/07, quinta-feira, 18-21hs.
encontro com os artistas e o curador: 01/11/07, 16-18hs. com a presença das artistas Helena Freddi, Jacqueline Aronis, Margot Delgado,
Maria do Carmo Carvalho e Maria Villares e do curador Eduardo Besen.
exposição: 02/11 a 30/11/07
horários de abertura: segunda a sexta-feira 10-19hs ou com hora marcada

“Brazilian Printmaking”
palestra a ser ministrada por Jacqueline Aronis
Steuben West Gallery, Pratt Institute
200, Willoughby Avenue, Brooklyn, NY 11205
24/102007, Quarta-feira, 15-17hs.

mais informações aqui

Organização:
GRAVURA BRASILEIRA
r. fradique coutinho, 953
05416-011, Sao Paulo, SP, Brasil
tel 55 11 3097-0301 e 3097-9193

patrocínio: Belas Artes
Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 11:58 ]

jay chiat – nyc


No apartamento do meu falecido amigo Jay Chiat em New York, Junho 1983.
Foi a primeira vez que vi fora de um museu quadros grandes e importantes, como este coração do Jim Dine. As fotos são da Paula Dip, que achou no baú e me enviou, obrigado!

é isso, por fernando stickel [ 17:48 ]

chopp em nyc


Lá fora, New York a -5ºC, aqui dentro um belíssimo chopp!

é isso, por fernando stickel [ 11:31 ]

navio em nyc


Adoro navios, tenho planos de fotografá-los sériamente, e em New York tinha um, logo ali…

é isso, por fernando stickel [ 10:53 ]

nighthawks


A moça da direita estava sentada ao nosso lado no restaurante num animado “business lunch”, mas a pequena pausa que registrei revela a eterna verdade do ser humano, particularmente em New York, imortalizada por Edward Hopper na sua famosa tela Nighthawks de 1942:

SOLIDÃO – LONELINESS

é isso, por fernando stickel [ 18:38 ]

café da manhã em nyc


No andar de cima da padaria/mini-mercado do chinês em New York, onde tomávamos um enorme café da manhã por U$ 10,00. Nossos companheiros usuais eram os policiais de trânsito.
99% dos fregueses pegam seu café e vão comer em cima das mesas de seus escritórios.
No hotel, se você cometer a tolice de pedir café da manhã, vai pagar U$ 60,00, e comer sofisticadamente mal.

é isso, por fernando stickel [ 17:39 ]

bodies


Já tinha lido a respeito da polêmica gerada pela exposição de corpos humanos plastilinizados, e fiquei curioso.
Em New York tropeçamos por acaso na exposição Bodies – The Exhibition e adoramos!
É didática, super bem montada e excelente para fumantes que desejam largar o hábito, não promove o “horror” da morte e da decomposição, ao contrário, é uma viagem de auto conhecimento, pró-vida e pró-saúde.
Antes que o guarda me proibisse de fotografar, consegui algumas imagens.

A técnica foi criada por um médico alemão, Dr. Gunther von Hagens, que se traveste de Joseph Beuys.

é isso, por fernando stickel [ 18:03 ]

pulinho em nyc


Viajar é engraçado, por um lado gera tensão, expectativa, insegurança, pânico de aeroporto, horários, medo de esquecer alguma coisa importante, listas e mais listas de providências, pagamentos, etc…
Por outro é o tesão total, a expectativa do relax ao lado do teu amor, só passeio, só alegria, telefone, celular e computador desligados.
Aqui na realidade paulistana, dieta, horários, compostura, atividade física, compromissos.
Lá é bar aberto permanente, se jogar na cama a qualquer hora, pedir “room-service” quando der na veneta, banho de banheira, simplesmente não fazer nada, o que pode significar dias completos de atividades prazeirosas.

Entonces, bom carnaval a todos, vou dar um pulinho ali em New York e já volto…

é isso, por fernando stickel [ 16:55 ]

sonho em new york

Sexta-feira à noite, jantar no Cantinetta na praia de Camburi. Depois de meses práticamente sem beber resolvo pedir uma garrafa de um campeão sul-americano: Montes Alpha, Cabernet Sauvignon.
Jantamos maravilhosamente, Sandra tomou no máximo 1 copo, e eu, o restante.
Cheguei em casa bêbado e feliz, fiz para Sandra uma leitura dramática de um trecho de “A mulher que amou demais” por Myrna (Nelson Rodrigues) e caí na cama vestido, de barriga pra cima. Adormeci imediatamente, na madrugada acordei, escovei os dentes e voltei pra cama. Sonhei:

Sonhei que estava em New York com meu pai, Erico Stickel, e minha calça jeans rasgou na bunda. Coloquei um calção e fiquei me sentindo meio ridículo. Entramos num bar e o dono, depois de me servir um gigantesco dry-martini, e querendo me ajudar a resolver o problema da calça me disse: “Take a look back there”
Descobri um mini-mercado que vendia fraldas descartáveis, essas coisas, mas nada de jeans. Continuei fuçando e descobri um misto de serzideira com floricultura, onde mal se podia andar, de tantas plantas e vasos. O filho da serzideira andava por cima das plantas.
Perguntei em inglês quanto custava serzir a calça e ela me respondeu, fazendo um gesto com a mão de unhas destruídas:
Cem, duzentosch… era carioca… Acordei.

é isso, por fernando stickel [ 10:21 ]

millimeter


Convidados pelo meu amigo Jay Chiat, minha ex-mulher Jade e eu passamos dois meses morando em New York, em Fevereiro 1991.
Entre outras atividades fizemos o curso “Finishing Touches” com Bob Hoven, na Parsons School of Design.
Ao final da estadia em NYC, já muito à vontade com tintas e materiais de pintura preparei o “set” para a foto da capa da revista Millimeter, fotografada pela Donatella, esposa do Jay na época.
Ela me pagou U$ 600 pelo trabalho, que me tomou um dia inteiro, entre desenhar, planejar, fazer a lista de materiais, comprá-los e carregar tudo no ônibus, (não sei nem como consegui…) pintar, aplicar uma segunda mão de tinta, esperar secar e pendurar os painéis coloridos no estúdio.
A foto, não sei não, mas os meus painéis inspirados em Ellsworth Kelly ficaram duca!

é isso, por fernando stickel [ 11:39 ]