
Elegância, concisão e força poética você encontra na instalação Ttéia de 2002, que garantiu à artista fluminense Lygia Pape (1927-2004) a Menção Especial do júri da 53ª Biennale di Venezia “Fare Mondi” (“Refazendo Mundos”, em tradução livre) em caráter póstumo.
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17 de junho de 2009
lygia pape
é isso, por fernando stickel [ 9:06 ]
16 de junho de 2009
fare mondi

O nosso grupo visita no pavilhão do Brasil a exposição de Delson Uchôa, elogiadíssima.
Já o outro artista brasileiro, Luiz Braga, passou desapercebido.
O interessante nesta Biennale di Venezia cujo tema é “Fare Mondi – Making Worlds” não são os artistas em si, que em todas as mega-exposições como essa podem ser excelentes ou péssimos. (ou simplesmente irrelevantes)
Para mim o mais interessante é a maneira extremamente civilizada de distribuir os diversos pavilhões no cenário belíssimo dos Giardini e do Arsenale.
Quando você cansa de arte (e todo mundo cansa) basta sair fora, sentar em uma beirada de escada e ficar aproveitando a natureza e vendo as pessoas passarem.
É a sabedoria da mistura entre ARTE e VIDA.
Só arte é um porre, e só vida você já tem no seu dia-a-dia.

Outro artista unanimamente elogiado pelo nosso grupo foi o argentino Luis Felipe Noé, com sua instalação “Red”.
é isso, por fernando stickel [ 10:09 ]
15 de junho de 2009
punta della dogana

Durante nossa visita à Biennale di Venezia, descubro que certas coisas quando vistas dão alívio imediato.
Foi o caso do centro de arte contemporânea Punta della Dogana, recém inaugurado, que juntamente com o Palazzo Grassi também em Veneza, abriga parte da vasta coleção de arte de François Pinault, controlador da Christie’s e a mais influente personalidade no universo da arte contemporânea em 2006 e 2007, segundo a revista Art Review.
O alívio provém da constatação de que há locais e coisas que privilegiam a perfeição, a qualquer custo. Este é o caso da reforma feita pelo arquiteto Tadao Ando e financiada por Pinault.
Você entra no prédio, e imediatamente se instala a sensação de alívio, que maravilha!
Tudo no seu lugar, tudo funciona, a sensação de harmonia, beleza, correção permeia tudo, as cores, a iluminação, os detalhes, tudo é perfeito. Além disso fica evidente o respeito ao prédio original da alfândega, construido em 1414 e reformado em 1675.
É proibido fotografar no interior do prédio, mas já existem sites com as fotos.
é isso, por fernando stickel [ 15:25 ]
2 de junho de 2009
inst. de arte contemporânea

O Instituto de Arte Contemporânea – IAC, fundado em 1997 é um oásis de perfeição nas artes paulistanas.
O prédio, integrado ao complexo do Centro Universitário Maria Antonia, cedido pela USP e reformado com competência, abriga importantes obras da vertente geométrica e construtivista dos artistas
Sergio Camargo
Mira Schendel
Willys de Castro
Amilcar de Castro
Vale uma visita!
Na verdade coloquei um tijolinho nesta construção, anos atrás a Raquel Arnaud fez um leilão para levantar fundos para a reforma, e eu doei uma obra minha.
é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]
28 de abril de 2009
helio oiticica

Helio Oiticica
Metaesquema 19
45 x 53cm
1957/58
gouache
Estará à venda no próximo leilão de Arte Latino Americana da Christie’s, estimativa de 40 a 60.000 dólares.
Se tem uma coisa que me excita, é isso. É bom demais!
é isso, por fernando stickel [ 18:14 ]
28 de abril de 2009
vik muniz no masp

A exposição de Vik Muniz no MASP precisa ser visitada. É completa, aborda 20 anos do processo de criação do artista nas suas diversas fases, e tem excelente montagem.
Além de tudo, é bonita.
Sobra, no entanto, uma curiosidade. Como dentro da estrutura decadente do MASP surgiu esta bela exposição? Será que é porque o Julio Neves saiu da diretoria e foi para o conselho? O diretor hoje é João da Cruz Vicente de Azevedo, veja a relação completa aqui.
é isso, por fernando stickel [ 8:24 ]
22 de abril de 2009
und

Engraçado como as coisas mudam, hoje passei pela Vila Madalena, que já não faz parte das minhas trajetórias habituais pela cidade, e aproveitei para visitar o imóvel onde Lelé Chamma e eu iniciamos em 1977 o estúdio de design gráfico und, na R. Felipe de Alcaçova na Vila Madalena.
Eu era fascinado por design, adorava o assunto, assinava revistas, comprava livros, até o dia em que descobri que a arte me fascinava muito mais que o design, então saí do escritório em 1980 e me lancei na conquista do sonho de ser artista plástico profissional.
Hoje o imóvel voltou a ser residencial, a rua continua mais ou menos igual ao que era quase trinta anos atrás, e eu estou mergulhado até o pescoço em uma nova carreira no Terceiro Setor.
é isso, por fernando stickel [ 16:13 ]
9 de abril de 2009
dan flavin na garagem

Pode haver beleza nas coisas mais banais, como o teto da garagem do seu prédio?
Fazendo um pouco de esforço, você pode até crer que está perante uma obra de Dan Flavin.
é isso, por fernando stickel [ 13:54 ]
7 de abril de 2009
mira schendel

Mira Schendel (1919–1988), desenho sobre papel arroz, colado sobre cartolina, 35 x 25cm. Série Paisagem, 1963,
O MoMA acaba de abrir retrospectiva desta artista brasileira, nascida na Suíça.
é isso, por fernando stickel [ 16:45 ]
16 de março de 2009
fea em ritmo pac

A FEAUSP, na Cidade Universitária, em ritmo de PAC.
A escultura de Tomie Ohtake que havia neste local, péssimamente mal executada, deve ter sido recolhida ao lixo, ou talvez à sucata.
Sobraram só as placas de inauguração… A foto acima é do dia 13/3/09.
Já tratei deste assunto aqui e aqui e aqui.
é isso, por fernando stickel [ 15:01 ]
13 de fevereiro de 2009
top of the rock

No último andar do Rockefeller Center em New York acaba de ser aberto o Top of the Rock Observation Deck, com vista similar à do Empire State Building.
Fomos à noite, muito lindo, e é muito interessante uma obra de arte interativa instalada lá em cima que te identifica e te persegue com luzes no teto e nas paredes.
Quando tem várias pessoas na sala fica uma loucura!
é isso, por fernando stickel [ 9:43 ]
9 de fevereiro de 2009
arthur e andy

Arthur e Andy Warhol no MoMA.
é isso, por fernando stickel [ 12:00 ]
4 de fevereiro de 2009
jorge guinle

No Museu de Arte Moderna MAM, no Parque do Ibirapuera abriu ontem a retrospectiva de pinturas de Jorge Guinle (1947 – 1987).
Faz tempo que não recomendo algo no universo das artes pláticas nacionais, e esta exposição me estimulou. Não apenas pelas pinturas, fortes e de grandes dimensões, mas também pelos desenhos, maravilhosos e pequenos óleos sobre papel. Não perca.
é isso, por fernando stickel [ 11:31 ]
30 de janeiro de 2009
new york times

Visitei pela segunda vez o novo prédio do New York Times, na 40 St. x 8 Av., desta vez com as obras completas.? O projeto de arquitetura de Renzo Piano é fantástico, abandona os mármores, é todo em metal, usa cores fortes, muito cinza e pisos de madeira.

O mais interessante é uma instalação no hall de entrada, feita por Mark Hansen e Ben Rubin “Moveable Type” com centenas de pequenos monitores onde permanentemente aparecem fragmentos dos arquivos eletrônicos do jornal, palavras, frases, cotações, lugares, palavras-cruzadas, etc… em uma infindável série de combinações.
é isso, por fernando stickel [ 14:59 ]
9 de dezembro de 2008
baleia fonte

Na R. dos Franceses na Bela Vista está encalhada há décadas esta baleia pré-histórica, a poucas dezenas de metros da casa onde nasci e minha mãe morou até 3 anos atrás. Seu autor é o escultor Domenico Calabrone.
Todos os meus filhos, quando pequenos, se interessavam pelo monstro, pincipalmente quando “fazia xixi”, pois o monstro é também, nas horas vagas, uma fonte.
é isso, por fernando stickel [ 17:43 ]
9 de dezembro de 2008
bienal do vazio

O PROTESTO DAS ARTES – 07/12/2008
AONDE HOUVER UM ARTISTA, NÃO EXISTIRÁ UM VAZIO!
Texto -Ana Maria Lisbôa Mortari
A iluminada manhã de primavera brindou os paulistanos que visitaram o Parque do Ibirapuera neste primeiro sábado de dezembro.
Apesar de nossa querida São Paulo haver se transformado numa das maiores metrópoles do mundo, a beleza e extensão deste parque, que alguns de nós viu nascer durante as comemorações do quarto centenário desta cidade, nos faz pensar que aqui só existem flores e belos jardins…
Mas, nem sempre tudo são flores…
Foi o que pudemos constatar neste ano com as ocorrências que antecederam e precederam a inauguração desta malfadada “28ª Bienal do vazio!”
Sim, o titulo é com letra minúscula porque vazio é nada.
– O que será que isso quer dizer? Onde está o vazio? Que vazio é esse?
– Vazio para mim e apoiada pelo Aurélio, significa:
“Que não contém nada, ou só contem ar; desocupado; despovoado; desabitado; frívolo, fútil; pessoa vazia; falto ou destituído de inteligência; cabeça vazia; pensamentos vazios;”
Portanto nenhum destes significados pode ser encaixado como símbolo ou título de uma Bienal de Arte.
Achei tudo isso tão grotesco, que pela primeira vez não fui ao evento, pois não tenho tempo a perder para ver o nada, executado por pessoas vazias, de cabeças e pensamentos vazios.
OH! Por favor, não desejo magoar ninguém em especial porque, essas frases são do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, da Academia Brasileira de Letras e Filologia…
Com esse espírito fui convidada por um grupo de artistas liderado por Antonio Peticov, para uma manifestação puramente intelectual em frente ‘a Bienal, hoje ás 10:00 hs, onde estava sendo organizada uma grande festa carnavalesca para o encerramento do “Circo do Vazio”, logo mais tarde.
Nós artistas plásticos estivemos lá.
A curadoria e a presidência da Bienal, embora convidadas não compareceram à nossa pacifica manifestação contra a desrespeitosa citação de “Vazio na Arte”, apoiada pela Uol, VIVASP, Blog do Mario Lopomo, Grupo São Paulo Minha Cidade, Radio Eldorado, GNT, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, Agencia de Notícias da Internet, entre outras, mas, nós entendemos… Afinal tratava-se de uma manifestação intelectual, de intelectuais, estudiosos e profissionais da arte paulista.
Num momento em que lamentamos profundamente o fechamento de grandes e honradas galerias, a ausência de competentes marchands que desistiram ou saíram do mercado, dos grandes colecionadores e apreciadores que apoiavam os artistas em suas exposições e leilões de arte, dos clientes de arte que a crise os afastou do mercado que tanto apreciam e conhecem… É lamentável assistirmos alguém que ocupa uma posição de comando num espaço público que pertence ao povo como é o saguão da Bienal e outros do Ibirapuera, dedicar uma Bienal – outra aberração visto bienal significar dois anos – com todo aquele espaço homenageando o que carregam em suas cabeças: NADA!
Tantos artistas sem conseguirem locais para expor suas obras, ou sem capacidade financeira para custear exposição em galerias, para assistirmos a essa “Apoteose do NADA”?
É um assinante ‘a classe artística.
É um desrespeito a nós como profissionais da arte.
Alias, acredito que esse tipo de presidência e curadoria deveria ter pessoas do meio artístico, para garantir a sensibilidade e a criatividade para organizar Bienais como já existiram no passado, e não acontecer mais outra em homenagem ao NADA, onde para acontecer algo, precisaram mandar prender alguém que incomodado quis colocar algo lá dentro…
Como diria Lair Ribeiro o filósofo das massas: “O pior incompetente é aquele que não tem competência para perceber o quanto é incompetente!”
Por essas e outras que após mais de 35 anos de carreira, de lecionar, de exposições nacionais e internacionais, de inúmeras premiações e comendas, de haver pintado entre outros trabalhos um altar mor de 42 metros quadrados, uma Via Sacra em Minas Gerais, um cenário, vários painéis e inúmeros quadros, me sinto desanimada frente ‘a carreira, ao mercado atual, despojada de forças para pintar com o ímpeto e a criatividade que pulsam dentro de mim, ao ver pessoas em posições chave, nada fazerem para levarem a arte, a cultura e o conhecimento para a sociedade brasileira.
Disse, digo e não canso de repetir: “A Arte nunca foi vazia. Nem na época da guerra mundial ela deixou de existir, mas se transformou num registro das ocorrências como em todos os tempos da história mundial”.
Assim termino meu texto com o título: “AONDE HOUVER UM ARTISTA, NÃO EXISTIRÁ UM VAZIO”!
O artigo completo pode ser visto aqui.




