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poster contest 3


Fundação Stickel convida para a exposição do Stickel Poster Contest 3, que reúne 62 cartazes no Museu da Imagem e do Som – MIS.

A mostra apresenta trabalhos escolhidos entre 382 cartazes enviados de 4 países, 17 estados brasileiros e 65 municípios, refletindo a diversidade e a vitalidade do design gráfico contemporâneo. O concurso teve curadoria de Rico Lins e direção artística de Fernando Stickel. O júri de seleção e premiação foi composto por Clarissa Schneider, Monique Schoenacker e Thiago Lacaz.

Abertura: Sábado 14 de março das 11h às 16h
Visitação: até 29 de março, terças a sextas, das 10h às 19h, sábados, das 10h às 20h, domingos e feriados, das 10h às 18h

MIS – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa 158 – São Paulo SP

Entrada gratuita

é isso, por fernando stickel [ 15:23 ]

a ordem em questão

Participei da exposição “A Ordem em Questão” na Galeria de Arte UFF (Universidade Federal Fluminense) em Niterói RJ em abril de 1986, com a pintura “Memories of the past/Memories of the present, realizada em New York em 1985, acrílica sobre tela, 56 x 392 cm.

A curadoria da exposição foi de Luiz Sérgio da Cruz de Oliveira, e os participantes foram:
Adriano de Aquino, Eduardo Sued, Fernando Borges, Fernando Stickel, Gerardo Villaseca, João Grijó, Nelson Augusto, Paulo Roberto Leal, Rachel de Almeida Magalhães, Ronaldo do Rego Machado.

é isso, por fernando stickel [ 17:15 ]

jimmy hendrix no tapete


Nosso cãozinho da raça Jack Russell, Jimmy Hendrix, relaxa no tapete que criei em 1987 para a exposição “13 Tapetes Ocidentais” na Paulo Figueiredo Galeria de Arte em São Paulo.

A iniciativa da exposição foi dos meus amigos Jorge e Vavi Königsberger, da Companhia dos Tapetes Ocidentais.

Os artistas convidados para a mostra foram:
Antonio Lizarraga, Antonio Peticov, Carlos Alberto Fajardo, Claudiom Tozzi, Dudi Maia Rosa, Esther Grinspun, Fernando Stickel, Gilberto Sal]vador, Guto Lacaz, Ivald Granato, Takashi Fikushima, Tomie Ohtake, Wesley Duke Lee

é isso, por fernando stickel [ 11:35 ]

arquitetos joalheiros

Lá nos idos de 1989 a joalheira Miriam Mamber teve a ideia de convidar um grupo de arquitetos para fazer e expor joias, eu fui um dos convidados.

Adorei o convite e me lancei com entusiasmo à empreitada, utilizando seixos, conchas, cacos de cerâmica e vidro que encontrei e colecionei durante anos nas minhas andanças, principalmente nas praias do Curral e Velloso na Ilhabela. Por indicação contratei um ourives que desenvolveu os engastes de prata que receberam os materiais coletados.

A exposição aconteceu na Galeria Artwear & Design na galeria da Al. Gabriel Monteiro da Silva 1046 em 17 outubro 1989 e teve o nome de ARQUITETOS JOALHEIROS. Os artistas convidados foram:

Lezio Cardoso, Paulo Hatanaka, Guto Lacaz, Pepe Asbun, Paulo Mendes da Rocha, Luis Paulo Baravelli, Miriam Mirna Korolkovas, Luciano Deviá, Takashi Fukushima, Eduardo Longo, Sueli Suchodolski, Claudio Libeskind, Joaquim Guedes e eu.


Polaroid antiga com a preparação das peças.

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]

VIII salão nacional

Participei do VIII Salão Nacional de Artes Plásticas, promovido pela FUNARTE, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) em dezembro 1985.


Os três trabalhos, denominados Zinc Paroles, Bristol Panamarenko e Brasil Brezil são pinturas em acrílica sobre tela, em chassis dimensionados, 56 x 392 cm. executados em 1985

Quando morei em Nova York em 1984/1985 produzi lá vários trabalhos em papel, na primeira fase da minha estadia na Clinton Street, na sequência na 18 Street produzi também pinturas em tela.

Recebi de amigos o edital de convocação do VIII Salão Nacional de Artes Plásticas, me interessei em participar e produzi três telas de grandes dimensões.

Em um almoço antes da minha viagem eu havia conhecido uma restauradora de nome Jade Gadoti, trocamos endereços e viajei para Nova York. Com as telas prontas, jeans em 1985 eu precisava montar um esquema para produzir os chassis no Brasil, esticar as telas, e enviá-las ao Salão no MAM Rio de Janeiro.
Consultei a Jade expliquei o problema e ela se dispôs resolver a questão, pedi ajuda também para meu pai Erico, que providenciou pagamentos, etc… Faltava o transporte das telas de Nova York para São Paulo, foi aí que entrou em ação meu amigo Paulo Herkenhoff que se dispôs a levar as telas, bem enroladas elas faziam um volume razoável, ainda assim ele topou.

Tudo funcionou, os chassis complexos ficaram perfeitos, a entelagem também, e assim participei da exposição à distancia. Obrigado Jade, Paulo e Papai!


Ferderico Morais escreve sobre o Salão.

é isso, por fernando stickel [ 15:44 ]

salão de rio claro

Participei do II Salão de Artes Visuais de Rio Claro com três desenhos em 1982, promovido pela Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Turismo, no Centro Cultural de Rio Claro.

A comissão de seleção e premiação foi composta por Alberto Beuttemmuller, Casemiro Xavier de Mendoça, Fabio Magalhães, Ivo Zanini e Paulo Chaves.

Título: Audit Lápis de cor e esmalte sobre papel, 26 x 182 cm. 1982

é isso, por fernando stickel [ 15:56 ]

galeria olido


“Branca” grafite, lápis de cor e esmalte s/ papel s/ tecido s/ painel de madeira e instalação elétrica com 26 lâmpadas 25W e dimmer
180 x 450 cm 1985


Capa do catálogo

Participei com o meu trabalho “Branca” do 9º Salão Nacional de Artes Plásticas Sul, promovido pela FUNARTE no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS em Porto Alegre em outubro de 1986, minha amiga e também artista plástica Ana Alegria me ajudou em todo o processo de montagem. Na sequência o trabalho foi exposto na minha exposição individual na Galeria Virgílio em 2001.


“Branca” no saguão da Galeria Olido, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura, de São Paulo


“Branca” no saguão da Galeria Olido


Sandra Pierzchalski e Agnaldo Farias, curador da mostra inaugural, em frente ao trabalho Aurora de Carmela Gross

Doei a obra Branca à Secretaria Municipal de Cultura em Fevereiro 2004, por ocasião da comemoração dos 450 anos da Cidade de São Paulo e da inauguração da Galeria Olido.
A inauguração da galeria foi na sexta-feira, 10 setembro 2004 às 19:30h. Discursos intermináveis, muita gente, tumulto, barulho, tudo isso faz parte.
O importante, para mim, é que o trabalho que doei à Secretaria Municipal de Cultura ficou impecávelmente instalado no saguão de entrada, conforme projeto feito conjuntamente com a arquiteta Sylvia Moreira.
As cores dos ambientes e detalhes de acabamento que determinei também ficaram perfeitos. Esta é a enorme satisfação profissional.


Carta ao Secretário de Cultura, Celso Frateschi

é isso, por fernando stickel [ 8:08 ]

IV salão nacional


Três desenhos, pastel sobre papel, 26 x 160 cm. executados em 1980

Participei do IV Salão Nacional de Artes Plásticas promovido pela FUNARTE no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro MAM-RJ em novembro 1981.

A comissão de Seleção e Premiação foi constituída por Amilcar de Castro, Anna Letycia Quadros, Aracy Amaral, Frederico Morais, Ítalo Campofiorito e Walmir Ayala.

O Salão aceitava desenho, gravura, pintura, escultura e “Propostas” que seriam instalações. Participei com três desenhos, intitulados Vessel, Nasser e Hippodroma.

é isso, por fernando stickel [ 18:00 ]

viagem de 450 anos

“UMA VIAGEM DE 450 ANOS”

Exposição comemorativa do aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo, com curadoria de Radha Abramo e colaboração da AICA – Associação Internacional dos Críticos de Arte, da ABCA – Associação Brasileira dos Críticos de Arte, e da APAP – Associação Profissional dos Artistas Plásticos de São Paulo.

As obras participantes da exposição foram confeccionadas a partir do mesmo suporte, malas baratas de chapa de madeira, no qual os artistas trabalharam as mais diversas técnicas. A mala representa a quantidade de migrantes que participaram na construção da cidade tal qual é hoje. As obras serão montadas em uma grande instalação e há uma trilha sonora alusiva à cidade de São Paulo.
SESC Pompéia de 20/01 a 14/03/04 Terça sábado, das 9h às 20h30/ domingo e feriado, das 9h às 19h30.


A mala fechada


A mala aberta


As ferramentas e as peças desmontadas

Terminei o trabalho da mala para o SP 450. Raríssimas vezes um trabalho meu teve começo meio e fim tão rápido, tão redondo e com resultado tão bom. Tive clareza desde o primeiro minuto do partido do trabalho, desmontar a mala e reconstruí-la. Os acidentes de percurso, que sempre acontecem, foram para o bem, e o trabalho acabou super bem. Fico contente porque é uma maneira auspiciosa de iniciar o ano.

A maioria dos artistas simplesmente abriu a mala e colocou algo lá dentro, sendo as fotos e os espelhos os recheios favoritos, ou então fechou a mala e pintou algo nela.
Sendo absolutamente imparcial, posso dizer que cerca de 10 trabalhos são interessantes, e entre eles está o meu, o único pendurado na parede.
È curiosa ainda a discrepância entre o edital, que impunha a única limitação aos trabalhos, cujo peso não deveria ser superior a 5 kg, e a realidade de dezenas de trabalhos expostos com peso flagrantemente superior ao limite. Então, fica a pergunta aos organizadores:
-Para que se dar ao trabalho de elaborar um edital que destina-se a não ser respeitado?

Entre outros, participaram da exposição os artistas:

Amélia Toledo
Antônio Peticov
Caciporé Torres
Cássio Vasconcelos
Cláudio Tozzi
Cléber Machado
Domício Machado
Fernando Durão
Fernando Stickel
Gregório Gruber
Hudinilson Jr.
Iatã Canabrava
José Roberto Aguilar
Lúcia Py
Margot Delgado
Maria Bonomi
Maria Villares
Odette Eid
Percival Tirapelli
Regina Rennó
Rodolpho Parigi
Rubens Gerchman
Sandra Tucci
Vera Sabino

é isso, por fernando stickel [ 15:46 ]

fernando stickel na geração 80


Nesta esquina de uma das alamedas de acesso ao Parque Lage no Rio de Janeiro iniciava-se a minha Instalação AZ, com a qual participei da exposição “Como Vai Você Geração 80?” no Parque Lage em 1984.


A localização do Parque Lage na Rua Jardim Botânico é única, enfiada na floresta, tem o Cristo Redentor logo ali em cima, é maravilhoso!

Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, no Rio de Janeiro, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
Exposição: “Como vai você, Geração 80?”

Recebi em junho 2003 o seguinte e-mail:
Prezado Fernando,
Meu nome é Caroline Buttelli, sou estudante do 9º semestre de Design na Universidade Luterana do Brasil ULBRA, em Canoas, RS.
Estou cursando uma disciplina de História da Arte Brasileira, na qual estou desenvolvendo um trabalho em grupo sobre a Geração 80 de Pintores. Gostaríamos de fazer uma entrevista por e-mail a respeito dessa manifestação artística, para incluirmos em nossa pesquisa. O objetivo dela é saber qual a visão dos próprios pintores acerca da Geração 80.

E esta foi minha resposta:
Caroline,
Participei da exposição coletiva “Como vai você, Geração 80”, no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ em 1984, quase que por acaso. Soube por amigos que os convites para participar estavam sendo feitos, mexi meus pauzinhos e fui convidado nos últimos instantes pelo curador Marcus Lontra.
Naquela época eu namorava a Helena, uma carioca, e passava bastante tempo no Rio de Janeiro. Fui ao Parque Lage e decidi que o meu trabalho seria feito ao longo de uma das alamedas de acesso do parque, a céu aberto. Apresentei meu projeto, uma instalação chamada “AZ”, que foi aprovado. Consegui o patrocínio de oito pessoas amigas, que financiaram o meu trabalho. Cada um dos patrocinadores recebeu, ao final do evento, uma colagem com fotos do trabalho realizado. Não participei de nenhum “grupo” chamado “Geração 80”, portanto este meu depoimento é individual. Tentando responder objetivamente às tuas perguntas:
1) Qual a relação entre a sua arte produzida nos anos 80 e o momento de abertura política pelo qual o Brasil estava atravessando? Existiu alguma relação?
– Os artistas são as antenas da raça, disse Ezra Pound. Então, para um artista antenado, tudo é política. No meu caso esta atitude não transparesce necessáriamente na minha obra, que não carrega slogans nem bandeiras, o que não quer dizer que eu não tenha carregado bandeiras, como a das “diretas já”, “fora collor” ou “stop the war”.
2) Alguns críticos de arte dizem que os anos 80 geraram as piores obras do século XX. Qual a sua opinião a respeito?
– Bullshit. Alguém se lembra de algum nome destes tais críticos? Alguns dos participantes da Geração 80, no entanto, tem hoje projeção mundial. Como em todas as exposições coletivas com grande número de artistas, olhando-se para os participantes quase 20 anos depois, nota-se uma grande maioria que sumiu, e alguns poucos que ganharam notoriedade. É sempre assim. 100 anos depois serão lembrados apenas aqueles de grande projeção. Já os críticos…
3) Com a liberdade artística pregada pela Geração 80, como você e os demais artistas escolhiam seus temas, já que tudo era permitido?
– Tudo sempre foi permitido. Vide Marcel Duchamp e sua obra “Fountain” de 1917. Liberdade artística sempre existiu, mesmo nos países e regimes mais totalitários a arte teima em florescer.
4) Os anos 80 marcaram a volta da pintura, que estava em baixa nos anos 70. Quais eram os ideais artístico da Geração 80?
– Eu sempre desenhei, pintei, fiz colagens, fotografei, escrevi, etc…, sem conexão direta com os anos 70, 80 ou 90. Meu ritmo de trabalho é muito irregular, e independe dos modismos e suas épocas.
5) Muitos artistas dizem que os anos 80 foram prósperos em termos financeiros, existindo uma grande procura pelas obras de arte. Qual a sua impressão a respeito disto?
– Por ter um ritmo de trabalho muito irregular, minha relação com o mercado nunca foi boa. Nunca fui um artista que “vende bem” (infelizmente…)
6) Como o conceito de Transvanguarda se aplicou à Geração 80 de Pintores?
– Não sei.
7) Quais os artistas internacionais que serviam de inspiração para ti e para a Geração 80, se é que existiram?
– Para mim foram e continuam sendo Matisse, Duchamp, Beuys. Para a Geração 80 não sei.
8) Quais as suas impressões gerais a respeito da exposição “Como vai você, geração 80?”, realizada no Parque Laje em 1984?
– A exposição foi um evento altamente energético, mágico, excitante, apinhado de gente, realmente marcante. Meu trabalho foi vandalizado e três dias após a inauguração já não existia mais.
9) Se pudesse selecionar uma obra sua que fosse a melhor representante dos conceitos da Geração 80, qual seria?
– A obra que lá foi exposta:
Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
10) Na sua opinião, qual a diferença básica entre a arte produzida hoje e a arte dos anos 80?
– A utilização maciça de novos meios técnicos digitais, fotografia, vídeo, computação, etc…

é isso, por fernando stickel [ 18:37 ]

juréia


Inês Sadalla me convidou em 1988 para participar de uma exposição coletiva em sua galeria, com o tema da Reserva Ecológica da Juréia.
O grupo de artistas selecionados fez uma excursão à Reserva, dormimos lá, acompanhados do biólogo, fotógrafo e ambientalista João Paulo Capobianco, na época Presidente da Associação em Defesa da Juréia, foi uma experiência maravilhosa!

Situada no litoral sul de São Paulo, entre Peruíbe e Iguape, a reserva tem 82.000 hectares


AQUI ESTÁ
AQUI FICARÁ
Meu trabalho foi uma colagem com as fotos que tirei durante a expedição à reserva Reserva Ecológica da Juréia em 1987.

Meus colegas de exposição: Aldemir Martins, Alex Cerveny, Alex Flemming, Alice Brill, Amélia Toledo, Angela Leite, Beatriz Leite, Brenda Novak, Darci Lopes, Edith Derdik, E. Granero, Fernando Stickel, Francisco Faria, Genilson Soares, Gilberto Salvador, Gilda Mattar, Glauco Pinto de Moraes, Gregório Gruber, Guta Oliveira Santos, Guto Lacaz, Heinz Budweg, Jeanete Musatti, Maria Victória Granero, Mário Ishikawa, Norma Grinberg, Odair Magalhães, Ricardo Levy, Rubens Matuck, Sylvía Motta, Thais Gasparinetti, Tomoshige Kusuno, Ubirajara Ribeiro, Zé Pedro

A exposição se realizou na Sadalla Galeria de Arte em junho 1988 na R. Estados Unidos 367 em São Paulo. Na abertura teve a projeção de um documentário, com palestra de Amyr Klink e Fabio Feldman.


Capa do catálogo

é isso, por fernando stickel [ 15:54 ]

arte em pinheiros

No início dos anos 1980 recém separado da Iris, fui morar no Ed. Ipauçu, na R. Pinheiros 1076, ao lado do posto de gasolina da Av. Pedroso de Morais.

O apartamento no terceiro andar, de cerca 120 m2, tinha dois quartos com terraço e uma boa sala também com terraço. O prédio era antigo, dos anos 50, amplo e muito gostoso, um quarto para mim e outro para os meus filhos Fernanda, na época com 5 anos e o Antonio com 3. Uma vaga de garagem para o meu VW Passat branco. No prédio não havia porteiro eletrônico, então quando chegava alguém eu jogava lá de cima a chave embrulhada em uma esponja. Morei neste apartamento até o final de 1983.


Eu e meus filhos Fernanda e Antonio no terraço dos quartos.

Adaptei a sala para ser um amplo estúdio, e lá preparei minha primeira exposição individual de desenhos, na extinta Paulo Figueiredo Galeria de Arte, na Rua Dr. Mello Alves 717 casa 1.
Com os trabalhos da exposição quase prontos, e ainda sem moldura, pedi ao meu amigo fotógrafo Arnaldo Pappalardo para fotografá-los.


No dia das fotos, meu amigo Cassio Michalany (1949-2024) veio participar da sessão.

O convite da exposição “Fernando Stickel Desenhos”. A vernissage foi no dia 5 abril 1983 às 21:00h. O trabalho reproduzido no convite Título: Audit; Técnica mista; Dimensões 26 x 182cm.

ARTE
Só para os “happy few”
Dois estilos eficazes, pessoais, exclusivos
MANFREDO DE SOUZA NETO E FERNANDO STICKEL • Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo

Dentre todas as áreas, a de artes plásticas é seguramente a que tem um público mais especializado – e essa tese pode ser provada pela presente exposição. Sem dúvida, a crítica, os colecionadores e os habitués do circuito terão grandes prazeres, e muito o que falar, diante dos trabalhos destes dois jovens artistas. Mas é muito difícil explicá-los para o leigo. Que diabos, afinal, querem dizer os compridos desenhos de Fernando Stickel, quase uma tira de papel com formas geométricas simples, aparentemente sem grandes emoções e nenhum virtuosismo? E qual a “mensagem” das pinturas de Manfredo de Souzaneto, que são na verdade montagens de telas de formatos distintos, cada uma recoberta uniformemente com uma cor, e muitas vezes com a moldura e o próprio chassi tornando-se parte do quadro?
Decididamente este texto não terá a pretensão de responder com clareza a tais perguntas. Mesmo porque a noção de “mensagem”, na obra de arte contemporânea, é bem mais complexa do que a de transmissão de um recado que está “fora” da obra. Isto é: a mensagem de um quadro é o próprio quadro – e acabou-se. Não interessa tanto se ele mostra um determinado assunto (no caso da arte figurativa) ou se ele extravasa determinadas emoções (como em certo tipo de abstração). O que de fato conta é a forma por cujo intermédio esse conteúdo está expresso. Em estética moderna, aliás, pode-se até afirmar que a distinção entre forma e conteúdo é uma falácia. Na verdadeira obra de arte, um é o outro, interagindo. Esse tipo de elucubração teórica é inevitável, para legitimar e qualificar o trabalho de Fernando e de Manfredo. Da mesma geração (34/35 anos), ambos com formação de arquiteto, e evidentemente atualizados em matéria de contemporaneidade, fazem uma arte consciente de sua função no universo. Tanto Manfredo quanto Fernando começam por questionar certos limites até a nível técnico. O primeiro é apresentado aqui como pintor e o segundo como desenhista. Mas na verdade Manfredo faz objetos que invadem ambiciosamente o espaço, exploram o lado reverso da pintura (através dos chassis aparentes), não usam a cor como seu maior recurso expressivo e não chegam a ser escultóricos. E os desenhos de Fernando só são desenhos porque utilizam o lápis – entre outras técnicas. Em apenas um ou outro caso, o elemento especificamente gráfico impera.
É claro que o objetivo dos dois artistas não é apenas essa discussão formal. No caso de Manfredo – que tem maior currículo e está visivelmente mais maduro -, sua atual fase é o legítimo ponto de chegada para outras etapas onde o elemento “extrapictórico” era maior. Mineiro, ele chegou a
desenhar, numa linguagem semi-abstrata, as montanhas de Minas. Viveu depois na França uma fase quase experimentalista e retorna agora a um suporte clássico – a tela -, mantendo-se ainda fiel às origens (suas tintas são todas feitas com terras, por ele mesmo preparadas). Fernando faz aqui sua primeira individual, com honestidade e garra. O que mais impressiona, em ambos, é a sensação imediata de acerto, Isto é: deram um tiro com boa pontaria.
Construíram uma linguagem bem articulada e eficaz.
Cabe a pergunta se vale a pena criar essa linguagem, que seguramente se destina a minorias. Com rara coragem, Manfredo argumenta: “Não creio que a arte possa mudar o mundo. Ela pode, quando muito, colaborar para mudar a cabeça de indivíduos”. Dependendo do ponto de vista, esta posição será tachada de alienada ou realista. Mas mesmo tal distinção é menos importante do que o fato de que a opção de Manfredo e Fernando não exclui (pelo contrário: incorpora) a beleza. Por isso, até quando não “entendida”, sua obra prova-se capaz de despertar sempre a mesma exclamação. “Que bonito!” E este é, seguramente, um critério decisivo de valor. Em vez de discursos, temos a instauração de objetos que enriquecem a sensibilidade do indivíduo. Não será também isso um ato social?
Olivio Tavares de Araújo
ISTOÉ 13/4/1983

é isso, por fernando stickel [ 18:24 ]

jadite galleries

Participei de uma única exposição em New York, com trabalhos produzidos lá, durante a minha estadia em 1984/1985. Não me lembro como fiquei conhecendo o Roland Sainz, proprietário, da Jadite Galleries, inaugurada em 1985, mas ele me convidou a participar da exposição coletiva “SPACE AND COLOR” em fevereiro 1986.

Entre outros trabalhos que estiveram na exposição na Jadite Galleries estava este desenho/colagem, intitulado Helter Skelter de 32 x 76 cm. de 1985. Ele voltou para São Paulo após a exposição e participou da minha individual “NYC 1985” na Galeria Suzanna Sassoun, na sequência foi para Belo Horizonte, onde participou de outra individual na Sala Corpo, galeria do Grupo Corpo, foi então para Porto Alegre em uma exposição na Galeria Arte & Fato, voltou para São Paulo e finalmente foi presenteada aos meus amigos Arnaldo Pappalardo e Miriam Andraus, no casamento deles.
A dedicatória diz assim: Arnaldo, Miriam, no velho e novo mundo, de noite e de dia, no frio e calor, Boa Viagem! (assinatura) 23 abril 88.

Os artistas plásticos bem ou mal organizados utilizam sistemas de registro e controle de seus trabalhos. Eu me incluo na fatia dos bem organizados, e inventei em 1983 um caderno grande e um carimbo, equipamento simples com o qual fui registrando cronologicamente o nascimento dos meus trabalhos. Evidentemente existem hoje sistemas digitais sofisticados para cumprir a mesma tarefa, mas eu continuo satisfeito com o analógico, que me serve bem há 42 anos…

Escrevi a página de registro do Helter Skelter em New York quando lá morei e trabalhei. A anotação mostra o nascimento do trabalho em 1985 e sua história subsequente.

Juntamente com o livro de registro criei também uma etiqueta de identificação adesiva, inspirado na etiquetas de Luis Paulo Baravelli e Wesley Duke Lee. Todos os trabalhos que saíam do meu estúdio deveriam teoricamente estar registrados no livro e portar a etiqueta. Houve falhas…

Esta outra colagem/pastel de 25 x 64,5 cm também esteve na exposição da Judite Galleries, participou da exposição na Galeria Suzanna Sassoun, e foi para Belo Horizonte, para a exposição na Sala Corpo, finalmente dei de presente para minha amiga Claudia Gnemmi, e hoje mora com ela na Ilhabela!

Este trabalho de 31 x 123 cm. dei de presente para o Roland Sainz, dono da galeria.


Carta do Roland, de 12 fevereiro 1986

é isso, por fernando stickel [ 18:34 ]

desenho jovem

Participei da exposição coletiva Desenho Jovem em julho 1980 no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MACUSP, comandado naquela época pelo Prof. Dr. Wolfgang Pfeiffer, com três desenhos. Entre outros participaram também desta mostra Jaqueline Aronis, Ciro Cozzolino, José Leonilson, Sergio Niculitcheff, Sergio Romagnolo e Luiz Hermano..


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1973


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1977


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1973

A coordenação catalogação e montagem era da Elvira Vernaschi, e no Conselho do MAC havia nomes como Aracy Amaral, Yolanda Penteado, José Mindlin, Regina Silveira e Walter Zanini.

é isso, por fernando stickel [ 8:14 ]

5ª jovem arte contemporânea

Participei da V Exposição Jovem Arte Contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) no Ibirapuera entre 25 de agosto e 26 de setembro de 1971.

A Jovem Arte era uma uma exposição coletiva anual, parte de uma série de iniciativas do MAC-USP sob a gestão de Walter Zanini, para fomentar a produção artística jovem no Brasil. A série “Jovem Arte Contemporânea” surgiu após as edições iniciais focadas em desenho e gravura (Jovem Desenho Nacional e Jovem Gravura Nacional) e se tornou mais abrangente a partir de 1967.

A novidade desta edição foi a exposição de poemas, departamento no qual fui aceito juntamente com, entre outros Olney Krüse, enquanto vários amigos como Antonio Henrique Amaral, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Augusto Livio Malzoni, Aieto Manetti Neto, Cassio Michalany, Plinio de Toledo Piza Filho, Dudi Maia Rosa, Gilda Vogt, Mario Cravo Neto, Norberto (lelé) Chamma, Vitor Ribeiro, Claudio Tozzi participaram na área das artes plásticas, os premiados foram Aieto Manetti Neto, Victor Ribeiro, Dudi Maia Rosa, e Gilda Vogt. Artigo na página 7 do jornal O Estado de São Paulo do dia25/8/1971 aborda extensamente a exposição.

Os poemas que apresentei foram:

James Coburn no Guarujá

El Camión
perfuro chão
Eurailpass
desde ontem
em Dresden
Desdêmona
desmaiou

Cabo Frio

É tarde e eu já estou exausto de não fazer nada.
Felizes são aqueles que não fazem nada em paz.
E aqueles que não se cansam de não fazer nada.
E aqueles que dormem bem sem estarem cansados de não
fazer nada além de mergulhar nas águas frias do
Cabo Frio de Janeiro apesar do Janeiro encalorado
e as águas são d’Álcalis como se fossem veículo
de peixes e mergulhadores encalorados por não
além de nada trabalhar na madrugada encalorada
pela água dos canos plásticos em exposição ao sol
ardente oriundo do calor da madrugada que o banho
em canos quentes não deu cabo.

Posteriormente estes dois poemas foram incluídos no meu livro de desenhos e poesias “aqui tem coisa”</em> lançado em 1999.

é isso, por fernando stickel [ 17:26 ]

aviação e arte

Participei da Exposição Aviação e Arte promovida pela TAM Linhas Aéreas, no Espaço Cultural do Aeroporto de Congonhas em 24 novembro 1993.

A curadora Zilda Matheus convidou os artistas Amélia Toledo, Emanuel Araújo, Fernando Stickel, Guto Lacaz, Maria Matheus, Nicolas Vlavianos, Tomie Ohtake, Vicente Kutka, Yutaka Toyota e Ivete Ko a realizar esculturas com sucatas de avião, a TAM franqueou seus depósitos de sucata para os artistas escolherem livremente os materiais e na sequência, auxiliados pelos funcionários das oficinas de manutenção tiveram liberdade total de escolha, das técnicas de soldagem, corte, pintura, etc… para realização de seus projetos.

Foi uma das melhores experiências da minha vida artística para execução de um trabalho, atenção total da oficina, sem questionamentos, foi o máximo!. Pena que fase da exposição o profissionalismo não tenha sido o mesmo.

é isso, por fernando stickel [ 17:19 ]

trama do gosto


Cartão postal, o convite.

A TRAMA DO GOSTO
Assessoria de Imprensa da Fundação Bienal de São Paulo – Carmelinda Guimarães

Aonde está a arte no dia a dia da cidade? Para despertar a percepção do público para a realidade artística que nos cerca, a Fundação Bienal de São Paulo reuniu uma equipe de mais de 150 artistas e intelectuais sob a curadoria de Sônia Fontanezi. Eles interpretarão a arte e o cotidiano na mostra A Trama do Gosto que se realiza de 25 de janeiro a fins de fevereiro de 1987 no Pavilhão do Ibirapuera.


Planta do prédio da Fundação Bienal de São Paulo para a exposição “A Trama do Gosto”, destacado em verde o espaço “Natureza Morta Limitada”.

Uma avenida central com diversas travessas, sinais de trânsito e até um veículo de transporte reproduzirão locais que fazem parte da vida de uma grande cidade: os graffitis que estão na rua, o edifício, o monumento, o restaurante, a galeria de arte, o bar, o museu, a drogaria, o correio, os eletrodomésticos, a praça, a música e o “lar doce lar”.

São 26 instalações que farão uma releitura deste cotidiano, organizadas pelos seguintes sub curadores: Guinter Parschalk, Norberto Amorim, Walter Silveira, Tadeu Jungle, Roberto Sandoval, Nelson Screnci, Carmela Gross, Fernando Lion, Beto de Souza, Julio Plaza, Tacus (Dionisio Jacob), Mira Haar, Lenora de Barros, José Simão, Rubens Matuck, Antenor Lago, Regina Silveira, Carlos Moreno, Alex Vallauri, Maurício Villaça, Guto Lacaz, Fernando Stickel, Agnaldo Farias, Norma Ortega e João Pirai.

A mostra terá coordenação geral de Luiz Loureiro, curadoria de música de Ana Maria Kíeffer, projeto do espaço de Felipe Crescenti.


Projeto do espaço, com colaboração de Mariangela Fiorini, minha assistente.

NATUREZA MORTA NA ARTE DE ONTEM E HOJE

“A natureza morta é o cotidiano congelado”, afirma o artista plástico Fernando Stickel, que faz a instalação Natureza Morta Limitada, para a exposição A Trama do Gosto; um olhar diferente sobre a realidade do cotidiano.

“O espirito do espaço que estamos criando é portanto o de uma parada no tempo”.

Para organizar esta instalação Stickel reuniu 38 artistas e dividiu em dois núcleos a produção artística: contemporâneo e histórico. No último estão reproduções fotográficas de trabalhos consagrados de Braque, Matisse, Morandi e Goya, entre outros, que permitem ao público localizar a origem e a evolução da natureza morta na arte. Neste núcleo figura também um quadro original de Pedro Alexandrino e os objetos que ele usava na composição de suas telas.


“Peru depenado” de Pedro Alexandrino, pintura de 1903, cedida pela Pinacoteca. Os objetos da época, cedidos pelo Museu da Casa Brasileira, com produção de Luisa Vadasz.

A Visão de Hoje

No núcleo contemporãneo, que é o foco principal da exposição, projetos especiais de Ucho Carvalho e Rosely Nakagawa entre outros; ainda uma reinterpretaçáo da natureza morta dos pintores da praça da República feita em 1967 por Nelson Leirner; peças de coleção de Amélia Toledo, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Feres Khoury, Guyer Salles, Jeanete Musatti, Bonadei e mais 20 artistas; uma coleção de cartões postais reunida por Malu Morais.

A reinterpretaçáo dos elementos da natureza morta estará presente no trabalho de Ana Maria Stickel, Queque utiliza partes da própria natureza como galhos, folhas e flores secas, troncos e pedras; nas frutas, verduras e flores de Maurício Villaça; potes de Stella Ferraz de Camargo; cortina, e rosa de Sílvia Elboni; objetos e garrafas de Fernando Stickel.

Os artistas participantes da Mostra:
Amelia Toledo
Ana Maria Stickel
Antonio Cabral
Antonio Peticov
Carmen Avian
Cecilia Abs André
Dudi Maia Rosa
Ester Grinspum
Fabio Cardoso
Felipe Tassara
Feres Lourenço Khoury
Fernanda Coube Arieta
Fernando Stickel
Flávia Ribeiro
Flávio Motta
Gilda Mattar
Gilda Vogt
Guyer Salles
Hans Juergen Ludwig
Ivan Kudrna
Jeanete Musatti
João Carlos Carneiro da Cunha
José Carlos BOI Cezar Ferreira
Luise Weiss
Luiz Paulo Baravelli
Maciej Babinski
Margot Delgado
Mauricio Vilaça
Marisa Bicelli
Nelson Leirner
Pedro Alexandrino Borges
Pinky Wainer
Rosely Nakagawa
Silvia Elboni
Stella Ferraz de Camargo
Ucho Carvalho
Wesley Duke Lee

A trilha sonora a ser ouvida em todo o ambiente da exposição foi criada por Hans Juergen Ludwig a partir da discussão do tema natureza morta. O espaço será tratado com penumbra, paredes, piso e teto pretos e focos de luz dirigidos.

“A proposta” afirma Fernando Stickel, “é uma re-leitura da natureza morta através da apresentação de trabalhos contemporâneos, em diversas técnicas, bem como da fragmentação de seus tradicionais elementos constituintes, a fruta, as flores, o jarro, a garrafa, a toalha, o peixe, o castiçal, etc,… e a reagrupação destes elementos interpretada por artistas contemporãneos”.


Na porta do espaço estava afixado este “manifesto” de minha autoria.

O trabalho artístico do gênero “Natureza Morta” na sua forma mais tradicional sugere sempre uma parada no tempo. Sua tradução do inglês (Still Life) significa, literal­mente, “Vida Parada”.

Este corte plástico no quoti­diano, congelando espaço e tempo, nos remete a pensa­mentos sobre a transitoriedade e incerteza da vida.

A realidade urbana contemporânea carece de momentos de reflexão como estes, propi­ciados pela longa e introspec­tiva fruição de uma obra de arte.

Assim, propomos uma releitura da Natureza Morta através da apresentação de trabalhos contemporâneos, em diversas técnicas, bem co­mo através da fragmentação de seus tradicionais elementos constituintes, a fruta, as flores, o jarro (cerâmica), a garrafa (vidro), a toalha, o peixe (animal, caça), o castiçal (objeto), etc… e o reagrupamento destes elementos inter­pretado por artistas contemporâneos.

Reproduções fotográficas de alguns trabalhos de pintores famosos permitirão uma rápida avaliação das origens e evolução do gênero.

O partido arquitetônico, ilu­minação e trilha sonora do espaço da mostra foram criados poro recapturar o clima de paralisação cósmica encontrado em muitos desses trabalhos. Para ilustrar este texto, um vaso de Sempre vivas
SEMPRE VIVAS
MORTAS VIVAS
NATUREZA MORTA
VIDA PARADA
ESPAÇO CONGELADO TEMPO
SUSPENSO
BELEZAS ESTACIONADAS


Desenhos de observação realizados por participantes da oficina de desenho, modelo Lela Severino.

Aulas de desenho na Trama do Gosto

O artista plástico Fernando Stickel está dando um curso de desenho com modelo vivo dentro da exposição A Trama do Gosto, no Pavilhão Bienal do Ibirapuera, como parte da instalação Praça do Corpo.

As aulas serão de terça-feira a sexta-feira, até 20 de fevereiro, no horário das 16 às 18 horas.
As inscrições, serão feitas de terça-feira a sexta-feira, a partir das 14 horas no balcão de informações na entrada da exposição, para a aula do dia. O número de vagas por aula é 20. A taxa de CZ$ 100,00 por aula inclue o material. Idade mínima: 18 anos.


Fotos para divulgação do evento da fotógrafa Marisa Bicelli, tiradas no meu estúdio da R. Ribeirão Claro.


Certificado de participação assinado por Jorge Wilheim, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 7:57 ]

sala corpo

Em 1986 realizei uma exposição de parte dos meus trabalhos realizados em New York, na Sala Corpo, espaço de exposições do Grupo Corpo em Belo Horizonte, MG. Fiquei encantado com os mineiros, principalmente porque a minha anfitriã em Minas era a minha namorada mineira, Helena Bricio.
Fui muito bem recebido pela “trupe” Corpo, os irmãos Pederneiras, e a arquiteta, cenógrafa e figurinista Freusa Zechmeister…

é isso, por fernando stickel [ 15:05 ]