aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003


Quando conheci Alice Kalil no final dos anos 60, com quem depois me casaria, ela me falava das belezas do Líbano e de Beirute, a pérola do Oriente, terra de seu pai, José Kalil.
O tempo correu, a viagem nunca deu certo e Beirute foi destruída várias vezes, a última agora, fruto de tamanha incompetência libanesa que fez até a nossa incompetência brasileira empalidecer… Só nos resta lamentar as vítimas fatais e os feridos…

é isso, por fernando stickel [ 9:55 ]

Aquarela que fiz em 2002 para ilustrar o livro da Escola Viva, editado pela DBA.

é isso, por fernando stickel [ 7:47 ]


Meu pai Erico Stickel me ensinou muitas coisas, mas sobretudo agora, 15 anos após seu falecimento, me dou conta de como foram importantes suas lições!

é isso, por fernando stickel [ 10:00 ]

pintu.jpg

Título: Hippodroma
Técnica: Acrílica (Liquitex) sobre Duratex
Dimensões: 80 x 80 cm.
Data: Setembro 1969

Um belo dia, em 1969, a informação correu como fogo em rastilho de pólvora: Chegou Liquitex na Casa do Artista!

Localizada na R. Major Sertório, no centro de São Paulo, a loja era a Meca dos artistas e lá fui eu comprar a tinta, facílima de usar pois era solúvel em água.

A primeira tinta acrílica surgiu nos E.U.A. em 1947 com o nome Magna, solúvel em aguarrás. Muito mais prática e fácil de usar, a Liquitex foi inventada em 1955 também nos E.U.A. e teve seu uso no Brasil disseminado graças a alguns artistas que começaram a usar intensamente Liquitex no final dos anos 60, como Aldemir Martins, Wesley Duke Lee e Luis Paulo Baravelli.

A Casa do Artista surgiu no início dos anos 60, especializada em materiais de desenho para engenharia e arquitetura, mas com o crescente uso da tinta acrílica, a Liquitex e os materiais para pintura entraram com força.

Comprei as tintas, encomendei algumas pranchas e iniciei minhas primeiras pinturas. Dei fundo, lixei, dei fundo branco novamente, marquei o desenho a lápis, coloquei a máscara de Durex e mandei bala na deliciosa tinta.
O cheiro ficou gravado até hoje, é único. O momento de retirar a máscara é mágico, você fica torcendo para que a tinta não tenha vazado. Pronto! Ficou lindo!

Enviei no mesmo ano o trabalho para a exposição coletiva III Jovem Arte Contemporânea no MAC-USP, e foi recusado pelo júri.

A pintura sobreviveu bem, está um pouco suja e riscada, afinal já são 51 anos, mas as cores estão vivas, aguentou muito bem!

Obrigado Caetano Ferrari pelas informações!

é isso, por fernando stickel [ 7:00 ]


No domingo dia 19 Julho visitamos nossos amigos Tina e Luiz Pires Paoliello, em sua casa no Condomínio Alpes de Campos do Jordão, onde desfrutam de fabulosa vista da Pedra do Baú.


A conexão do Luiz e da Tina com este tipo de paisagem e clima data de longa data, pois durante muito tempo eles tiveram uma casa em Monte Verde.


Luiz estava ótimo, nos mostrou a deliciosa casa, passeamos com a Tina pelo jardim, momentos muito tranquilos e prazeirosos.
Luiz comentou que seu cancer de pulmão, que ele vinha controlando há muito tempo havia dado uma piorada, e que ele iniciaria nova sessão de quimioterapia nos próximos dias.


Nosso último contato via Whatsapp, no domingo 26/7.
Hoje de manhã recebi a notícia de seu falecimento em Campos do Jordão. RIP Luiz, você vai fazer muita falta!


Com muito bom humor e alegria de viver, é assim que vou lembrar de você Luiz.

é isso, por fernando stickel [ 7:53 ]

Mais uma descoberta na quarentena:


Quem assina a comenda é o então Presidente da República Federal da Alemanha Walter Scheel.

Meu pai Erico era um ser muito discreto, odiava o telefone e amava escrever uma carta ou bilhete.
Sua comunicação com as pessoas era boa, mas não falava muito sobre si próprio e nem (de maneira nenhuma!) contava algum tipo de vantagem, fiz isto ou fiz aquilo, tenho isso ou tenho aquilo, não era seu estilo.
Então não foi com muita surpresa (mas cheio de orgulho!) que descobri hoje que ele ganhou uma importante homenagem do Governo Alemão em 1978, algo que minha mãe Martha se lembra, houve um coquetel na casa do Cônsul, que morava também na R. dos Franceses, mas que não foi ventilado com os filhos, nem na época nem depois.
Talvez a comunidade alemã tenha tomado conhecimento, pois o evento foi noticiado no Kaese Blatt (papel de embrulhar queijo), o carinhoso apelido do jornal Deutsche Zeitung de 25/11/1978.

Tradução da carta em que o Cônsul Geral encaminha ao meu pai a comenda:

São Paulo, 22 Novembro 1978

Consulado Geral da Republica Federal da Alemanha

Caro Doutor Stickel!

O Senhor tem ativamente e de maneira abnegada se dedicado há muitos anos às questões sociais e culturais no âmbito da sociedade germano-brasileira.

O Senhor foi por muitos anos presidente da Associação de Escolas do Colégio Visconde de Porto Seguro. Proporcionou suporte eficaz ao Instituto Hans Staden e à Fundação Martius, duas instituições importantes no campo dos acordos bilaterais e das relações culturais.

O Senhor se encontra entre os relevantes apoiadores da Bienal de São Paulo.

Em 1955 o Senhor fundou com sua esposa em Campos do Jordão a “Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel”, uma instituição de caridade, que entre outras atividades provia gratuitamente tratamento médico e odontológico para crianças carentes. Em 1974 o Senhor criou na Ilhabela, SP uma estação de assistência social.

Apreciação especial receberam suas generosas doações para a Associação Alemã de Ajuda em São Paulo, que se ocupa de idosos de origem alemã. Há 10 anos o Senhor doou a essa instituição uma casa, cujos inquilinos dela se beneficiam. Em 1977 também foi doada pelo Senhor, na mesma insttituição, uma nova e espaçosa casa de idosos com 13 apartamentos individuais e várias outras dependências.

Em homenagem a esses serviços, o Presidente da República Federal da Alemanha lhe concede a Cruz do Mérito da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha em 13 de julho de 1978.

É uma honra e um prazer entregar ao Senhor esta alta condecoração.

Assinatura do Cônsul Geral Hartmut Schulze-Boysen

Dois anos depois de receber a comenda, meus pais inauguraram mais uma importante obra filantrópica, as Aldeias Infantis SOS Rio Bonito em 8 Dezembro 1980, com a presença do criador das Aldeias, Hermann Gmeiner (1919-1986).

é isso, por fernando stickel [ 17:06 ]


Testemunho da época: Três anos após ter sido criada em 1954, a Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel, por sugestão do meu avô Arthur Stickel, Conselheiro, homenageou minha avó Maria Elisa (Lili) Arens Diederichsen com o título de Conselheira Honorária.
A carta de formalização foi assinada por meu pai, Erico João Siriuba Stickel, presidente da Fundação. Nesta época o escritório da Fundação em São Paulo ficava no centro de São Paulo, na R.do Ouvidor 102 5º andar.


O Edifício Pau DÁlho era meu conhecido, pois sempre que eu ia ao oculista na Rua Marconi, fazer exercícios para o estrabismo, na sequência passava-se na Confeitaria Cristallo, e, virando a esquina, no escritório do Papai para uma visita, lá também dava expediente meu avô Arthur, que após sua aposentadoria ajudava meu pai no escritório.


Até diploma teve!

é isso, por fernando stickel [ 11:29 ]


Documento de identidade de meu pai Erico João Siriuba Stickel, de cerca de um ano antes do meu nascimento.

é isso, por fernando stickel [ 17:57 ]


Na minha casa-estúdio da R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia nos anos 80. No espaço principal, anexo a este da foto dei aulas de desenho de observação de 1986 a 2000.

é isso, por fernando stickel [ 10:11 ]

“Aquilo que fica das atividades humanas não é o que serve, mas o que emociona”.
Le Corbusier

Pouco antes de completar 39 anos de idade resolvi me dar um presente: Um salto de para-quedas!!
Me informei onde e como, marquei e fui! Não contei para ninguém, era uma curtição só minha!

Sábado, 26 setembro 1987, amanhece glorioso. Ligo para Campinas e confirmo o salto. Tomo café e parto sozinho.
São quase duas da tarde. A porta do avião se abre.
Estamos a 10.000 pés, em pleno domínio dos Deuses, acima do ar sujo, acima de tudo.
O ar frio invade a cabine e eu me arrependo de não ter colocado uma camisa por baixo do macacão. Outro instrutor e seu aluno saltam pela porta aberta e eu espio dois pontos que desaparecem muito rapidamente.
O ar frio invade meu estômago. Butterflies…
Já estou de capacete, óculos e me ajoelho ao lado da cadeira do piloto.
Pedro Hilu, meu instrutor, se conecta aos meus arreios e passamos a ser um único volume de 170 kg.
Pé direito para fora do avião. Mão direita no montante da asa.
Mão esquerda na alça da porta.
Quatro pés no estribo do Cessna, motor reduzido, velocidade de 80 mph.
Olho para a frente e vejo o céu. Azul.
O sol brilha e o vento é gelado. Estamos totalmente fora da cabine.
A sensação é muito clara: Não vai dar para voltar atrás.
Pedro diz: “Cruze os braços”, eu solto as duas mãos e agarro meus arreios.
Ele diz: “Pernas pra cima” e já estou pendurado nele. Nisto, a vertiginosa aceleração. Estamos caindo. Perco o fôlego.
Meu coração dispara.
Sinto medo? Não sei se é medo ou excitação ou apenas uma brutal descarga de adrenalina nos canos. Sinto algo
vertiginosamente forte e brutal.
Talvez meus braços cruzados aumentem a sensação de impotência.
Sou uma pedra, um saco de batatas. Quem está voando de braços e pernas abertos, como se vê nos filmes, é o Pedro, grudado em cima de mim. O barulho do vento é infernal. Quando começo a me acostumar com a queda livre a 200 km/h, um violento tranco, os arreios se afundam nas minhas coxas, as pernas voam para a frente e pronto!
Estamos voando. Solto gritos. Estou excitadíssimo.
Pedro me passa os manetes de comando.
Dada a carga dupla, os comandos serão feitos a quatro mãos (e quatro braços).
Fazemos curvas para a esquerda, para a direita, ficamos girando como um carrossel, treinamos duas ou três vezes o procedimento de pouso.
As construções crescem. Estamos em cima dos hangares do Aeroclube. Na área de pouso pessoas correm em nossa direção.
O vento acaba, a biruta murcha, usamos toda nossa força para frear o enorme pára-quedas quadrado, azul-claro e azul-escuro.
Toco o chão e imediatamente percebo que aterrizamos sem muita classe. Amontoados no chão, no meio da poeira, cobertos de cabo e velame, dou gargalhadas.
Eu fiz!
Não é preciso ter coragem.

É preciso ter vontade.


Alguns exercícios e simulações no solo antes do vôo.


A aproximação para o pouso.


Comemorando com o Pedro!

é isso, por fernando stickel [ 22:30 ]


Conheci Keith Sonnier em seu estúdio nos Hamptons nos anos 80, através de amigos comuns, e fiquei fascinado! Trabalhar com arte em um local tão bacana!
Agora ele nos deixou aos 78 anos de idade.

é isso, por fernando stickel [ 12:33 ]

Voltei ao Ibaté depois de muuuuuitos anos, queria mostrar a linda casa para a Sandra. Quem nos recebeu com extrema simpatia foi a minha prima Stella, que fez o tour completo!


Meu tio Luiz Dumont Villares construiu sua casa nos anos 50 em Campos do jordão de uma maneira curiosa, em um platô de cerca de um alqueire de área, no topo de um morro ele iniciou a casa construindo em primeiro lugar uma piscina, com um escorregador de alumínio!
O programa das férias de Julho era ir até lå e mergulhar na piscina totalmente gelada!
Mais tarde surgiu a casa, inaugurada em 1957.

é isso, por fernando stickel [ 14:43 ]


A Mercedes-Benz 280 SL em Campos do Jordão, na Av. Benjamin Hunnicutt, entrada de Umuarama, está em seu habitat natural no clima alpino. Capota abaixada, sol forte, céu azul, frio estimulante e natureza exuberante! Some-se a isso a companhia da minha mulher Sandra e o cenário é simplesmente perfeito.


Na Vista do Baú.


No Ibaté.


Sim, pela primeira vez em muitos anos e milhares de quilômetros percorridos, a Pagoda nos deixou na mão no meio da estrada…

é isso, por fernando stickel [ 13:49 ]


Pela primeira desde o início da quarentena em Março estive ontem na oficina A M Marcelo, e soube do falecimento do Dirceu, após 44 anos trabalhando na oficina! Estivesse vivo completaria hoje, 20/7/2020, 74 anos de idade.


Em 2015, quando iniciei lá o restauro da Mercedes-Benz 280 SL 1970, conheci o mestre funileiro Dirceu Caseiro, na época com 69 anos de idade. Quieto, rabugento, homem de poucas palavras, mas um profissional do metal inigualável.


Dirceu lutou bravamente contra um cancer, e continuava a trabalhar na funilaria. Perdeu a luta no dia 10 Abril 2020, aos 73 anos de idade. Boa viagem Dirceu! Teu trabalho está gravado a ferro e fogo nos meus carros e em muitos outros de clientes satisfeitos!


Dirceu, eu e o painel traseiro da Mercedes.


Em 2017 Dirceu construiu do zero um capô de 300SL!!! Trabalho de mestre!!


Dirceu trabalhando na porta do Porsche 911S em 2018.

é isso, por fernando stickel [ 10:04 ]


E não é que a sensação é exatamente essa?
Esquecer em que dia da semana e em que dia do mês estamos, adiar ou adiantar compromissos… e mesmo esquecê-los… são alguns dos efeitos colaterais da quarentena da Covid 19.

é isso, por fernando stickel [ 7:55 ]


Nestas trilhas do Sitio Siriuba em Campos do Jordão passei minha infância e adolescência, e já adulto cuidei durante longo período de sua manutenção. Tive enorme prazer de reencontrá-las não apenas perfeitas, mas com os interessantes acréscimos que seu novo proprietário Aref Farkouh criou.


A capela na pedreira.


Obra de Eduardo Srur.


A vista da Pedra do Baú, perene!


A linda vista do Hotel Toriba, imerso na Serra da Cantareira!


Ivone, que foi nossa caseira durante cerca de 20 anos, continua trabalhando para o Aref.

é isso, por fernando stickel [ 9:41 ]


Hotel Toriba! Quantos dias, horas, meses, anos passados aí, principalmente na infância e adolescência. quantas memórias de Campos do Jordão!!!


Nossa chegada ao hotel apresentava este cenário!


Felizes no terraço do chalé, mais uma saída de São Paulo durante a pandemia e quarentena


O chalé abriga três suites com total privacidade.


O quarto muito bem decorado e aconchegante!


Terraço delicioso!


Com as restrições da pandemia, almoçar no terraço é um programa e tanto!


Aref Farkouh, o proprietário e responsável pela maravilhosa revitalização do hotel!

é isso, por fernando stickel [ 13:41 ]


Faleceu aos 75 anos a fotógrafa Vania Toledo. RIP querida amiga.

é isso, por fernando stickel [ 9:32 ]