Um mágico trabalhava em um navio, fazendo shows para os passageiros. Como o público era diferente a cada semana, o mágico aproveitava e repetia sempre os mesmos truques.
O papagaio do capitão, que sempre via os shows, começou a entender como o mágico fazia os truques.
Então, a cada vez que ele entendia um truque, começava a gritar no meio do show:
– Atenção, não olhem para o mesmo chapéu!
– Olha, ele está escondendo as flores debaixo da mesa!
– Ei, por que todas as cartas são ases de espadas?
E por aí ia…
O mágico ficava furioso, mas não podia fazer nada, afinal de contas era o papagaio do capitão.
Até que, um dia, o navio afundou.
O mágico acabou agarrado a um pedaço de madeira no meio do mar e, por um capricho do destino, junto com o papagaio. Eles se olhavam um para o outro com ódio, mas não proferiram palavra alguma.
Isto continuou por vários dias. Finalmente, no quinto dia, o papagaio não
se conteve e disse:
– Ok, eu desisto: Onde você enfiou a porra do navio?
Arquivo: novembro de 2008
15 de novembro de 2008
o papagaio e o mágico
é isso, por fernando stickel [ 9:44 ]
13 de novembro de 2008
burocracia infernal
Para uma fundação que anda direito, 100% na linha, como é o caso da Fundação Stickel, a burocracia e as exigências de documentação são simplesmente INFERNAIS.
Já para as ONGs da cumpanherada petista… o governo prepara, de bandeja, a MP 446.
O acinte e a cara de pau são tão grandes que não deverá passar.
é isso, por fernando stickel [ 22:50 ]
13 de novembro de 2008
british generosity
A big earthquake with the strength of 8.1 on the Richter scale has hit Pakistan.
Two million Pakistanis have died and over a million are injured.
The country is totally ruined and the government doesn`t know where to start with providing help to rebuild.
The rest of the world is in shock.
The USA is sending troops to help.
Saudi Arabia is sending oil.
Latin American countries are sending supplies.
New Zealand is sending sheep, cattle and food crops.
The Asian countries are sending labor to assist in rebuilding infrastructure.
Australia is sending medical teams and supplies………
Britain, not to be outdone, is sending two million replacement Pakistanis.
God Bless British generosity.
PS: A dúvida é se eles mandaram via aérea ou foi a pé mesmo…
é isso, por fernando stickel [ 10:22 ]
13 de novembro de 2008
estudar pra que?!
A sauna do Clube Pinheiros é um dos locais mais interessantes que frequento periódicamente, aos sábados à tarde. Ouvi recentemente de um senhor de cerca de 70 anos, aposentado, que recebeu um telefonema recrutando-o para trabalhar em sua profissão, Engenheiro de Barragens.
A conclusão que tiro desta simples informação, e da leitura dos jornais é elementar, existem cada vez menos brasileiros interessados em estudar.
Existem milhões de brasileiros interessados em fazer sucesso instantâneo, virar celebridade, BBB, cantor, “artista”, modelo, publicitário, político, enfim, profissões consideradas glamurosas e de alta exposição na mídia.
Existem outros milhões de brasileiros que se contentam com a boquinha no governo, desde os bagrinhos beneficiários dos programas de distribuição de renda até os tubarões que penduram o paletó na cadeira e recebem polpudos salários e pensões.
Milhões se dedicam pura e simplesmente ao crime, fraude, corrupção, falsificação, etc…
Quantos se dedicam de fato a ESTUDAR e obter o conhecimento técnico e a cultura geral necessários ao exercício de uma profissão, desde as mais corriqueiras até as mais complexas?
Quantos tem a determinação e a clareza de nadar contra a correnteza, e desafiar as palavras do próprio presidente da República que insiste dia sim e dia também que não é necessário estudar para chegar a presidente?
Um país não se constrói nem se melhora sem educação, que o digam a Coréia do Sul e a China. Ter voltado a estudar me colocou dramáticamente frente ao meu desconhecimento e ignorância, poder perceber isto e batalhar para que outros estudem é uma benção!
é isso, por fernando stickel [ 10:16 ]
13 de novembro de 2008
mineirim
Pois é, um mineirim levou os 17 milhão da mega-sena. Bão praele…
é isso, por fernando stickel [ 8:08 ]
12 de novembro de 2008
recrutamento
NOVO MÉTODO DE RECRUTAMENTO
O método consiste em colocar todos os candidatos num galpão e disponibilizar 200 tijolos para cada um. Não dê orientação alguma sobre o que fazer. Em seguida, tranque-os lá e, após seis horas, volte e verifique o que fizeram. Segue a análise dos resultados:
1- Os que contaram os tijolos, contrate como Contadores.
2- Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são Auditores.
3- Os que espalharam os tijolos e os classificaram pela forma e propriedades físicas são Engenheiros.
4- Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação e Controle de Produção.
5- Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
6- Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
7- Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.
8- Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são da área de Recursos Humanos.
9- Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são Vendedores natos.
10- Os que já tiverem saído, são Gerentes.
11- Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito,são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
12- Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
13- Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.
14- Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são do Departamento Jurídico.
15- Os que reclamarem que os tijolos “estão uma merda, sem identificação, sem padronização e com as medidas erradas”, coloque no Controle de Qualidade.
16- Os que estiverem chamando os demais de “companheiros” e reclamando dos “direitos”, elimine imediatamente, antes que criem um sindicato e um deles acabe sendo eleito presidente da República.
é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]
12 de novembro de 2008
coisas a pé
Logo cedo fui fazer várias coisas a pé.
Atravessei a Vila Nova Conceição, deixei relógios para consertar, depois cortei o cabelo na Vila Olímpia, comprei um tampão de ouvido para o meu filho na R. Clodomiro Amazonas, lá também examinei um capacete, que preciso comprar, visitei minhas oficinas preferidas, todas no mesmo quarteirão, joguei na Mega Sena acumulada, e me esforcei para fazer caminhos diferentes.
é isso, por fernando stickel [ 15:29 ]
11 de novembro de 2008
no interior…
O paciente está na capital para um exame periódico de saúde.
– Você bebe?
– Dois ou três copos de vinho no almoço, um uisquinho à noite…
– Fuma?
Dois charutos por dia.
– E sexo?
– Duas ou três vezes por mês.
– Sóó? Com a sua idade e a sua saúde, era prá ser duas ou três vezes por semana!
– Sabe como é, né, doutor? Se eu fosse bispo na capital até que dava, mas numa diocese pequena, no interior…
é isso, por fernando stickel [ 17:55 ]
11 de novembro de 2008
piscina do pinheiros
As piscinas externas do Esporte Clube Pinheiros foram construidas na gestão do meu avô Arthur Stickel na Presidência do clube, e entregues em 1933.
Até dois ou três anos atrás elas resistiram bravamente, depois iniciaram-se uma série de reformas que até agora não acabaram.
é isso, por fernando stickel [ 17:52 ]
11 de novembro de 2008
palácio de justiça
Palácio da Justiça, na Praça da Sé.
A Lei e a Clemência recebem destaque nos vitrais, do lado de fora os mendigos ocupam a praça.
A sala do Juri mais parece uma catedral, com seu gigantesco crucifixo, e faz pensar sobre a separação Estado – Igreja.
é isso, por fernando stickel [ 13:39 ]
11 de novembro de 2008
fucking bank
“If the global crisis continues, by the end of the year, only two banks will be operational, the Blood Bank and the Sperm Bank!!!
Then these 2 banks will merge and it will be called “The Bloody Fucking Bank”.
é isso, por fernando stickel [ 10:23 ]
10 de novembro de 2008
conversa de amigos
Dois amigos conversam:
– Zé! Fala aí uma coisa ruim!
– Minha sogra!
-Não, Zé! Coisa ruim de comer!
– A filha dela!
é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]
10 de novembro de 2008
arte contemporãnea?!
Blocos de espuma cinza espalhados perto da porta de entrada da Bienal, sensação de caos e desorganização.
Mais “bienal do vazio”, artigo de Aracy Amaral sobre a 28ª Bienal de São Paulo, no Estadão de 31 de Outubro de 2008:
é isso, por fernando stickel [ 15:37 ]
10 de novembro de 2008
vestibular fauusp
Vestibular na FAUUSP 1969, o primeiro realizado no prédio da Cidade Universitária, projeto do Artigas.
Eu me sentei nas primeiras fileiras à esquerda, não apareço na foto.
é isso, por fernando stickel [ 15:27 ]
10 de novembro de 2008
bienal do vazio
Mais Bienal do Vazio, transcrevo abaixo artigo de Jorge Coli na Folha de São Paulo 09/11/2008
“O título deste “Ponto de fuga” está na coluna de Barbara Gancia – Esta Bienal… reflete a arte contemporânea? Um artigo que lavou a alma. Enfim, alguém berrou: “O rei está nu”.
Ou melhor: a Bienal de São Paulo está vazia. Vazia. Sem floreios ou firulas: vazia, irremediavelmente vazia, patéticamente vazia. Vazia de obras, de idéias, de vergonha.
Não é gesto artístico: Yves Klein [1928-62] pintou de branco a galeria Iris Klert, em Paris, e expôs o vazio, provocando filas de gente querendo entrar para ver o que não havia.
Isso em 1958. Cinqüenta anos depois, está lá, no pavilhão do Ibirapuera, o cavo, o inane, o chocho.
Não adianta vir com história de que essa Bienal causa “polêmica”, palavra hedionda porque reduz argumentos e debates a um espetáculo de circo. Não pode haver “polêmica” com alguma coisa que se situa entre o simplório e o safado. Não é admissível contemporizar, dizendo que a arquitetura do Niemeyer ficou visível, patati e patatá.
Nem que houve seminários, conferências e quejandos: a Bienal de São Paulo não é academia ou universidade. Existe para mostrar arte recente.
Nem que ela “questiona” a produção de hoje ou a natureza das próprias bienais. Questiona nada, porque é um nada.
O que ela traz, sem querer, não é artístico ou estético, é ético. Aracy Amaral, com sua serenidade de sábia, tocou num nervo exposto, declarando à Folha: “Existe uma produção nacional muito vigorosa que não está aqui e poderia”.
Basta comparar a atual Bienal de São Paulo com as últimas edições da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.
Lá, as mostras, nacionais e internacionais, são vivas, agudas, brilhantes.
Parquinho
No segundo andar da Bienal não há nada. Literalmente. No primeiro, algumas obras minguadas. Entre elas, um escorregador, de Carsten Höller. Escorregador mesmo.
Na Tate Modern, de Londres, há dois anos, eram cinco. Aqui é um só, perdido no desânimo.
Se é para perturbar a seriedade sagrada dos lugares reservados às artes, uma sugestão: instalar a próxima bienal no Playcenter. Tanya Barson, da Tate Modern (Londres), que lamentou, na Folha, ter voado 14 horas para ver a Bienal do Vazio, poderia ao menos se divertir na montanha-russa, no chapéu mexicano.
Charabiá
Como muitas pessoas são fascinadas por aquilo que não conseguem entender, a crítica e a teoria das artes abusam.
Jonathan Shaughnessy sobre Carsten Höller: “Esses objetos tentam ao mesmo tempo embrulhar e revelar os sentidos a fim de que inibam a subjetividade e o sentimento de si ao invés de favorecê-los”. Tradução possível: depois de escorregar no tobogã a gente fica tonto.
Coronéis
Um problema de certas instituições brasileiras voltadas para a arte e para a cultura é que se acham nas mãos de ricaços.
Nos EUA, contribuições vão para o MoMA ou a Metropolitan Opera. Uma direção especializada decide o destino das verbas. Aqui, quem tem dinheiro mete o bedelho. Os resultados são desastrosos. Sem contar a freqüência com que dinheirama e falcatrua se tornam sócias.
Ilustração evidente, o caso de Edemar Cid Ferreira. Chegou a ser mais poderoso do que o ministro da Cultura no Brasil e acabou na cadeia.
Tristes fraquezas pressupostas naquele latim: “Sic transit gloria mundi”, ou seja, uma hora por cima, outra hora por baixo. Edemar Cid Ferreira vivia circundado por uma corte de intelectuais que se agitava ao seu serviço. Que se escafedeu ao sentir o cheiro de queimado.”
é isso, por fernando stickel [ 15:06 ]
10 de novembro de 2008
sexagenérios no lumière
Ontem na sessão geriátrica do Cine Lumière fiz valer pela primeira vez meu direito de sexagenário à meia entrada: Ingresso Sênior.
Coincidentemente o filme “Fatal” (Elegy) trata das aventuras do sexagenário Prof. Kepesh (Ben Kingsley) e sua nova namorada Consuela, (Penélope Cruz).
é isso, por fernando stickel [ 9:54 ]
9 de novembro de 2008
ibirapuera e bienal
Minha visita à Bienal hoje à tarde se iniciou por aqui, a Praça do Porquinho no Parque do Ibirapuera.
O enorme vazio da 28ª Bienal de São Paulo.
O auditório principal no 3º Andar, vazio.
O piso pintado pela artista Dora Longo Bahia, e os móveis estilo Casas Bahia sem acabamento.
Sucesso de público, o tobogã grátis. Fila para entrar no 3º andar e platéia ao chegar no térreo.
O artista Mauricio Ianês que iniciou nú temporada de 15 dias sem falar, vivendo na Bienal apenas daquilo que recebe dos visitantes.