
Hoje, 23 Fevereiro 2005, faleceu Mariangela Fiorini, amiga de sempre e sócia-fundadora da Escola Viva, juntamente com a Maria Ignez e a Helô.
Conhecia a Mariangela desde os primórdios da Escola Viva, quando os meus dois filhos mais velhos Fernanda e Antonio começaram a frequentar a escola, no início dos anos 80. Hoje meu filho Arthur frequenta a quarta série.
Ela foi a responsável pelo início do meu curso de desenho, ao me convidar em 1986 (e convencer…) a dar aulas de desenho para um pequeno grupo de crianças de dez anos, incluindo os filhos dela, Juliana e Andre. Logo em seguida passei a dar as aulas no meu próprio atelier, e lá ela foi uma das primeiras alunas, sempre muito interessada, por um breve período foi minha assistente.
Nos últimos quatro meses perdi o meu amigo Joaquim Marques, meu pai, e agora a Mariangela, todos vítimas do câncer. Eta doencinha mardita.
Voe nas asas do eterno passarinho da Escola Viva, Mariangela, faça boa viagem.
Milhares de crianças e não tão crianças assim estarão desejando boa viagem a você.
arte
23 de fevereiro de 2005
faleceu mariangela fiorini
é isso, por fernando stickel [ 18:55 ]
20 de fevereiro de 2005
fs fotógrafo

Pouco a pouco a minha vertente fotográfica volta a aparecer.
é isso, por fernando stickel [ 17:53 ]
17 de janeiro de 2005
dudi maia rosa

Aquarela do Dudi em grande estilo.
é isso, por fernando stickel [ 0:53 ]
6 de dezembro de 2004
os incríveis

Os Incríveis
Simplesmente incrível, cativante, gostoso, inteligente, bonito. Imperdivel.
Arthur, meu filho de 9 anos e eu gargalhando juntos, tem coisa mais gostosa?
é isso, por fernando stickel [ 0:07 ]
25 de novembro de 2004
livro da marina

O livro da Marina, lançamento no Rio de Janeiro. Quando vier para SP eu vou, agora não tá dando pra ir lá tomar um choppinho com ela…
é isso, por fernando stickel [ 8:23 ]
15 de novembro de 2004
la mala educación

La Mala Educación de Almodovar.
Maravilhoso, lindo, tocante, plástico. Mostra o universo gay de uma maneira absolutamente natural. Não há maldade na tal da pedofilia, há amor.
é isso, por fernando stickel [ 0:23 ]
26 de outubro de 2004
livro psicodélicas

No lançamento do livro PSICODÉLICAS, três velhos amigos se reencontram:
Da esq. para a dir., Carlos Perrone, o autor, Anisio Campos e eu.
é isso, por fernando stickel [ 19:38 ]
26 de outubro de 2004
ledusha e chacal
Minha amiga Ledusha me envia esta delicia:
A objetividade da fotografia é uma falásia.
Erra quem acha que ela retrata o real.
O que há é que quando o fotógrafo diz:
Olha o passarinho !!
Uma ave de asas oblongas sai de dentro da câmera
com uma paleta de cores e um embornal de pinceizinhos.
Sobrevoa a cabeça do fotógrafo… sobrevoa a cabeça do fotógrafo
e de lá, pinta a cena.
Em suma, a fotografia é uma ópera de pássaros.
Chacal / 99
é isso, por fernando stickel [ 13:05 ]
26 de outubro de 2004
paixão de cristo

Assisti em DVD a Paixão de Cristo do Mel Gibson. O filme poderia ser bom, não fosse o exagero de violência e sadismo. O figurino, cenário, fotografia são bons, a história é boa, as linguagens arcaicas, latim e aramaico achei super interessantes. O ator que faz Jesus é excelente. Tudo vai bem enquanto não se inicia a extrema violência. Que pena.
é isso, por fernando stickel [ 10:35 ]
25 de outubro de 2004
nem eu mesmo sabia

Meus queridos leitores, nem eu mesmo sabia que este triste episódio do Joaquim Marques iria me envolver de tal maneira. Crescemos juntos, férias em Campos do Jordão, brincadeiras no porão da casa da Joanninha, mãe dele, na Rua Maranhão, Higienópolis, e um pouco mais tarde, curtições fotográficas, incursões ao laboratório fotográfico, sob a mágica luz vermelha.
Ele fotografou o “making-off” do meu casamento com a Maria Alice Kalil em 1971, em seguida fez a foto de apresentação da “und”, meu primeiro estúdio de design.
Depois ficamos redondamente 30 anos afastados, cada um cuidando da sua vida, nos encontrando esporádicamente. O contato se reestabeleceu no Fotolog, onde nos iniciamos no ano passado. Troca de opiniões nas respectivas fotos, longas conversas ao telefone, muitas dicas dele, que mais uma vez mostrou ser um excelente Mestre da arte da fotografia.
A partir do diagnóstico do terrível câncer que acabou por vitimá-lo, fui visitá-lo em seu estúdio algumas vezes, levei meu pai também doente para visitá-lo, conheci um pouco melhor a intimidade daquela “figura”, e no período final de uma semana internado na UTI do Hospital Oswaldo Cruz não arredei o pé.
Em nenhum momento deste incrível sofrimento ele reclamou, mantendo seu bom humor característico até o final.
Exigiu que fosse fotografado na UTI. Enfim, me tocou profundamente.
é isso, por fernando stickel [ 9:48 ]
20 de outubro de 2004
verdadeiro mestre

Pouco a pouco o homem Joaquim Marques vai desaparecendo, e cresce a figura de um verdadeiro Mestre.
Homenagens ao Mestre aqui.
é isso, por fernando stickel [ 10:29 ]
19 de outubro de 2004
texto do joaquim
Texto do fotógrafo Joaquim Marques, falecido dia 17/10/2004, para Ana Rocha, em 23 julho 2004:
olá!
na verdade trabalhei a vida inteira dentro de um estúdio,
o assunto que gosto e curto é alimentos.
mas também não é o que fazia mais.
eu tinha uma grande capacidade para fotografar e administrar fábricas de fotografia.
trabalhei muito tempo com o carrefour eu cheguei a produzir e gerar uma média de 300 imagens por semana.
isto quer dizer 16hs de trampo de segunda a segunda, dia 24 de dezembro, carnaval, ali não tem dia nem hora.
antes eu fazia avon que não era 300 mas umas 80 eram.
já fiz pão de açucar, eldorado.
este tipo de cliente vc.trabalha por contrato.
estas fotos em geral não tem nada de artísticas, mas não são muitos fotógrafos que sabem fazer fábricas.
a coisa funciona assim de manhã vc.fotografa sapatos femininos com modelos vivos, à tarde frutas, à noite bicicletas de madrugada cosméticos, no dia seguinte queijos de manhã
na hora do almoço o cliente te comunica que os bikines não são para fotografar na piscina mas na praia, e te comunica que a reunião para tratar do tablóide de natal vai ser no mesmo horário em que eu vou estar fotografando uma família feliz fazendo churrasco no jardim.
continuo outra hora,
beijo
joaquim
é isso, por fernando stickel [ 9:42 ]
18 de outubro de 2004
joaquim faleceu

Tirei esta foto dois meses antes do falecimento, Joaquim tinha sido diagnosticado com cancer de pulmão, mas estava bem. Em dois meses a doença o levou…

Joaquim da Cunha Bueno Marques
13/6/1950 – 17/10/1954
Depois de uma semana na UTI, o Joaquim faleceu ontem vítima de um terrível câncer do pulmão.
As homenagens proliferam no Fotolog, comunidade que ele ajudou a criar com suas fotos maravilhosas.
é isso, por fernando stickel [ 12:31 ]
19 de setembro de 2004
caminhadas fotográficas
Desde o início de Junho deste ano tenho feito caminhadas fotográficas pela Vila Olímpia, obtendo em cada um destes passeios, que duram hora ou hora e meia, cerca de 60 fotos (até completar a memória de 128Mb da minha câmera Sony digital)
Os resultados tem sido muito bons, descobri através de tentativa e erro uma maneira interessante de observar as coisas através da lente, estou avançando, incorporando dicas do meu amigo e experiente fotógrafo Joaquim Marques,imprimindo meu portfolio, e o próximo passo serão ampliações maiores.
é isso, por fernando stickel [ 11:24 ]
16 de setembro de 2004
literatura instantânea
Literatura instantânea: Meu caro amigo, não perca mais o seu tempo lendo milhares de páginas daqueles livros sacais. Aproveite as versões condensadas, leia já:
1) Marcel Proust. À La recherche du temps perdu. (Em Busca do Tempo Perdido) Paris, Gallimard. 1922
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. I vol.), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344. VI vol.) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito veIhinhos – e pronto.
2) Leon Tolstoi, Guerra e Paz, (1800 páginas)
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.
3) Luís de Camôes, Os Lusíadas (várias edições)
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.
4) Gustave Flaubert, Madame Bovary, (378 páginas)
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia, e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.
5) William Shakespeare, Hamlet, Londres, Oxford Press
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado.
6) William Shakespeare, Romeo and Juliet, Londres, Oxford Press
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, a duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Depois um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era energético.
7) Sófocles, “Édipo-Rei”- tragédia grega, várias edições
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.
E aí? Está se sentindo mais culto agora? Dica do aly.
é isso, por fernando stickel [ 12:50 ]
11 de setembro de 2004
galeria olido

“Branca” grafite, lápis de cor e esmalte s/ papel s/ tecido s/ painel de madeira + 26 lâmpadas 25W
180 x 450 cm 1987, obra doada à Secretaria Municipal de Cultura em Fevereiro 2004, por ocasião da comemoração dos 450 anos da Cidade de São Paulo

Meu trabalho “Branca” no saguão da Secretaria Municipal de Cultura, Galeria Olido localizada à Av São João 473, em frente ao Largo do Paissandu, centro de São Paulo.
A inauguração da Galeria Olido foi na sexta-feira, 10 Setembro 2004 às 19:30h. Discursos intermináveis, muita gente, tumulto, barulho, tudo isso faz parte.
O importante, para mim, é que o trabalho que doei à Secretaria Municipal de Cultura ficou impecávelmente instalado no saguão de entrada, conforme projeto feito conjuntamente com a arquiteta Sylvia Moreira.
As cores dos ambientes e detalhes de acabamento que determinei também ficaram perfeitos. Esta é a enorme satisfação profissional.
Por outro lado aprendi talvez um pouco tarde uma lição definitiva: JAMAIS TRABALHE DE GRAÇA!
O trabalho gratuito não é valorizado e muito menos reconhecido.
é isso, por fernando stickel [ 0:08 ]
19 de agosto de 2004
dudi maia rosa

DUDI MAIA ROSA
14 obras inéditas.
Galeria Brito Cimino 4 Agosto.
R. Vergueiro, 1000, Paraiso, São Paulo,SP, tel. 3277- 3611
é isso, por fernando stickel [ 10:03 ]
9 de agosto de 2004
obras inéditas

DUDI MAIA ROSA
7 obras inéditas
Centro Cultural São Paulo, quarta-feira, 11 Agosto 2004, a partir das 19 horas.(R. Vergueiro, 1000, Paraiso, São Paulo SP, tel. 3277- 3611)