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arte

faces no estadão


Agnaldo Farias (sentado), Livio Tragtenberg (de azul) e Fernando Stickel (de vermelho) Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Fundação Stickel realiza festival digital
Entre os convidados para a primeira edição do ‘Faces’ estão Vik Muniz, Livio Tragtenberg e o fotógrafo Vincent Rosenblatt

Por Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo 09 de julho de 2021

A Fundação Stickel adota o lema “a arte transforma” desde 2012. Fernando Stickel, filho do industrial, filantropo e colecionador Erico Stickel (1920-2004), que criou a instituição, resolveu, então, convidar um curador para dar prosseguimento ao trabalho social desenvolvido pelo pai, recorrendo a artistas dispostos a dividir seus conhecimentos com a população carente da cidade. Muitas exposições e cursos depois, a Fundação promove, a partir do dia 11 de agosto, a primeira edição de seu Faces – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel, totalmente digital. Com curadoria do professor e crítico Agnaldo Farias, o festival terá mesas dedicadas à discussão de artes visuais, música, cinema, literatura, urbanismo e tecnologia. Entre os convidados estão o músico e compositor Livio Tragtenberg, o fotógrafo francês Vincent Rosenblatt, o artista visual Vik Muniz, o pintor Rodrigo Andrade e o poeta espanhol Adolfo Montejo Navas.
Segundo Agnaldo Farias, o Faces marca a nova fase da Fundação Stickel e o centenário de seu idealizador Erico Stickel, que criou com a esposa, Martha Diederichsen Stickel, em 1954, uma fundação beneficente para amparar as famílias carentes em Campos do Jordão, prestando assistência médica e social aos doentes de tuberculose. Bibliófilo e colecionador de arte, Erico foi um dos donos da icônica tela Abaporu (1928), da modernista Tarsila do Amaral, antes que seu último proprietário brasileiro, o empresário Raul Forbes, vendesse em leilão (1995) a tela hoje pertencente ao Malba, de Buenos Aires.

Muitas obras de arte igualmente valiosas e livros raros passaram pelas mãos de Erico Stickel. Quando morreu, conta seu filho Fernando, obras dos pintores viajantes que retrataram o Brasil em séculos passados foram encontradas em sua mapoteca e vendidas ao Instituto Moreira Salles. Sua biblioteca foi doada ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP, em 2002.
Seguindo o caminho do pai, Fernando Stickel também começou a colecionar arte – com foco nos artistas dos anos 1970, em especial os fundadores da Escola Brasil (Baravelli, Fajardo, José Resende). Foi assim que a Fundação Stickel, também com a ajuda da esposa de Fernando, Sandra Pierzchalski, fortaleceu os laços com os artistas participantes de projetos com a população menos favorecida de bairros periféricos, como Vila Brasilândia. Em sua sede foram expostos trabalhos de pintores como Cássio Michalany e fotógrafos como Juan Esteves, entre muitos outros que participaram dos projetos comunitários da fundação.

Entre os participantes do Faces, o francês Vincent Rosenblatt tem uma série bastante divulgada sobre o trabalho com as comunidades cariocas. Um em especial, Rio Baile Funk (2005/2006), foi feito logo que chegou ao Rio e descobriu os morros e as favelas cariocas. Atraído pelo som e as danças sensuais dos afrodescendentes, ele passou a frequentar os bailes funk e a registrar a folia noturna nas comunidades. Rosenblatt participa da mesa Tecnologia e Descompressão (dia 18 de agosto) ao lado da artista visual paulistana Vivian Caccuri, que participou de bienais e cujo trabalho tem como foco alterar a percepção do espectador com instalações sonoras. Ao lado deles, também estarão o pesquisador e produtor pernambucano GG Albuquerque, que estuda a música produzida na periferia, e Daniel Gurgel, artista visual que trabalha com jovens das comunidades.

Sobre a proposta de valorizar a arte e o trabalho de populações fora do circuito, o curador Agnaldo Farias diz que, já no primeiro dia do festival (11/8), o espectador poderá assistir a um premiado filme do fotógrafo e artista Vik Muniz, Lixo Extraordinário, documentário anglo-brasileiro de 2010 sobre a obra conjunta desenvolvida por Muniz com os catadores de material reciclável no aterro do Jardim Gramacho, periferia de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. No dia seguinte (12/8), o próprio curador participa de um debate com o pintor Rodrigo Andrade (que deu aulas de pintura e formou um grupo na periferia de São Paulo) e João Angelino, que mora numa cidade-satélite do Distrito Federal. Eles vão discutir temas propostos pelo público.

No dia 13 de agosto, o compositor Livio Tragtenberg fala sobre as relações sonoras e visuais na metrópole com a cineasta Eliane Caffé e o fotógrafo Tuca Vieira. Livio é um dos mais radicais criadores experimentais, que transita entre gêneros sem nenhum preconceito, de Erik Satie a Frank Zappa. Em 2004, ele montou a Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo, repetindo o formato em várias capitais fora do País (Berlim, Bruxelas), chegando a formar a Orquestra Mediterrânea com músicos da Grécia, Espanha, Marrocos, Sérvia, Itália, França, Líbano e Turquia. É autor de diversas trilhas para o cinema, teatro (Pasolini) e balé (Hänsel und Gretel).
No dia 19 de agosto, o poeta visual espanhol Adolfo Montejo Navas, que desembarcou no Rio de Janeiro no início da década de 1990, discute as relações entre literatura e artes visuais com a crítica literária Noemi Jaffé. Navas é um herdeiro da tradição dadaísta, uma espécie de José Juan Tablada da Espanha, representando a modernidade que caracterizou a produção poética do vanguardista mexicano, fazendo uso da oralidade e também dos caligramas que identificam a poesia de Tablada (1871-1945).

é isso, por fernando stickel [ 8:26 ]

festival faces


A 1ª edição do FACES – Festival de Arte e Cultura Erico Stickel está chegando! Ela acontece de forma 100% digital com mesas e ações on-line que trarão, entre outras reflexões, o papel da arte como instrumento propulsor de transformação social.

O FACES acontece de 11 à 20 de agosto 2021, mas a nossa jornada começa já na próxima semana: realizaremos a mesa de lançamento intitulada “JORNADA DA TRANSFORMAÇÃO”, com Fernando Stickel, Marcos Kisil, Lucas Cruz e mediação de Agnaldo Farias.

O FACES celebra o centenário de Erico João Siriuba Stickel, instituidor da Fundação Stickel, juntamente com sua mulher Martha Diederichsen Stickel, que teria completado 100 anos em 2020. Suas preocupações sociais, ações pioneiras e a afinidade com as artes nos inspiraram até aqui.

Aberto ao público! Esperamos vocês dia 15 de julho, a partir das 19h ao vivo no canal do YouTube da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 7:54 ]

kruger e a arte

Barbara Kruger – Artista conceitual e feminista americana, nascida em 1945

“Acho que desenvolvi habilidades de linguagem para lidar com ameaças. É coisa de garota – você sabe, em vez de sacar uma arma.”

é isso, por fernando stickel [ 10:32 ]

e.e.cummings e a arte

e.e. cummings (1894-1962) poeta, escritor, dramaturgo americano.

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos estão acordados e os olhos dos meus olhos estão abertos.”

é isso, por fernando stickel [ 16:15 ]

magritte e a arte

René Magritte (1898-1967) pintor surrealista belga.

“A mente ama o desconhecido. Ela adora imagens cujo significado é desconhecido, uma vez que o significado da própria mente é desconhecido. ”

é isso, por fernando stickel [ 0:08 ]

paul auster e a arte

Paul Auster – Nascido em 1947 – Escritor e diretor americano

“Somos continuamente moldados pelas forças da coincidência”.

é isso, por fernando stickel [ 21:41 ]

brecht e a arte


Bertolt Brecht (1898-1956) dramaturgo e poeta alemão

“A arte não é um espelho erguido para a realidade mas um martelo para moldá-la”.

é isso, por fernando stickel [ 8:39 ]

carl andre e a arte

Carl Andre Nascido em 1935, escultor americano.

“Um homem escala uma montanha porque ela está lá. Um artista faz uma obra de arte porque ela não está lá.”

é isso, por fernando stickel [ 15:19 ]

francis bacon


Henri Cartier-Bresson 1971

Francis Bacon (1909-1992) pintor irlandês

“O trabalho do artista é sempre aprofundar o mistério.”

é isso, por fernando stickel [ 10:37 ]

gullar e a arte

Ferreira Gullar (1930-2016) poeta e crítico brasileiro.

“A arte existe porque a vida não basta…”

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

manoel de barros e a arte

Manoel de Barros (1916-2014) poeta brasileiro.

“Só quem está em estado de palavra pode enxergar as coisas sem feitio.”

“Desfazer o normal há de ser uma norma.”

“Pode um homem enriquecer a natureza com sua incompletude?””

PS: Nesta coleção de citações sobre a arte que ando fazendo geralmente uma boa citação do artista resolve a questão. Com Manoel de Barros não dá, me permiti três maravilhas deste enorme mestre!

é isso, por fernando stickel [ 12:14 ]

gormley e a arte

Sir Antony Gormley escultor britânico nascido em 1950.

“A arte tem que mudar as coisas e, se fosse imediatamente aceita, não estaria dando certo.”

é isso, por fernando stickel [ 14:29 ]

fellini e a arte

Federico Fellini (1920-1993) diretor de cinema e roteirista italiano.

“Experiência é o que você obtém enquanto procura outra coisa.”

é isso, por fernando stickel [ 9:56 ]

disney e a arte

Walt Disney (1901-1966) produtor de filmes, animador, escritor americano

“Seguimos em frente, abrindo novas portas e fazendo coisas novas, porque somos curiosos e a curiosidade continua nos conduzindo por novos caminhos.”

é isso, por fernando stickel [ 9:39 ]

einstein e a curiosidade

Albert Einstein (1879-1955) físico teórico alemão.

“Não tenho nenhum talento especial. Sou apenas apaixonadamente curioso.”

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]

nan goldin e a arte


Nan Goldin fotógrafa americana nascida em 1953.

“Para mim não é um desprendimento tirar uma foto. É uma maneira de tocar alguém – é uma carícia … Eu acho que você pode realmente dar às pessoas acesso à sua própria alma.”

é isso, por fernando stickel [ 18:15 ]


Zaha Hadid (1950-2016) arquiteta iraniana-britânica.

“Não creio que a arquitetura seja apenas um abrigo, meramente um recinto muito simples. Deve ser capaz de te excitar, de te acalmar, de te fazer pensar. ”

é isso, por fernando stickel [ 17:44 ]

kiefer e a arte


Anselm Kiefer pintor e escultor alemão nascido em 1945.

“Arte realmente é algo muito difícil. É difícil de fazer e às vezes é difícil para o espectador entender. É difícil descobrir o que é arte e o que não é arte.”

é isso, por fernando stickel [ 17:18 ]