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rio de janeiro


O Rio de Janeiro (Zona Sul) é uma cidade com uma mágica indescritível. Basta estar lá e olhar para o mar que a mágica se realiza.
De dia, de noite, tem sempre gente na rua, tem sempre a natureza, é apaixonante!


O Hotel Fasano tem uma localização e um charme únicos!

é isso, por fernando stickel [ 9:32 ]

viajar…

rio1
Esperando o vôo hoje cedo no Aeroporto Santos Dumont vi o submarino navegando lá longe, tendo como fundo o museu do Niemeyer em Niterói.

Na rapidíssima viagem que fizemos ao Rio de Janeiro, conseguimos cometer quase todos os erros possíveis.
Ao chegar ao aeroporto no domingo de manhã, Sandra tomou um susto, pois havia esquecido a carteira de identidade, por sorte a de motorista serve, saindo do avião no Rio ela esqueceu a bolsa, voltou correndo e pegou.
Na volta para São Paulo hoje cedo esquecemos a carteira dela no cofre do quarto, percebemos ao precisar da identidade para o check-in. Toca ligar para o hotel e agitar para trazerem a carteira…
Enfim, acabou dando tudo certo, mas que dois casamentos em seguida é puxado, lá isso é… e os neurônios parece que ficaram meio preguiçosos…

é isso, por fernando stickel [ 15:41 ]

ficha de emprego

Não sei se é verdade, mas com certeza é divertido:

Esta ficha de emprego foi preenchida por um jovem para o McDonalds no Rio de Janeiro. A empresa o contratou por ter considerado a ficha honesta e engraçada. Serve também para se observar a quantidade de perguntas cretinas que são feitas ao candidato.

NOME:
Júlio da Silva Moura

SEXO:
Duas vezes por semana.

CARGO DESEJADO:
Presidente ou vice-presidente da Companhia. Falando sério, qualquer um que esteja disponível. Se eu estivesse em posição de escolher, eu não estaria me inscrevendo aqui.

SALÁRIO DESEJADO:
R$ 15.000,00 por mês e todos os privilégios existentes. Se não for possível, façam uma oferta e poderemos chegar a um acordo.

EDUCAÇÃO:
Tenho.

ÚLTIMO CARGO OCUPADO:
Alvo de hostilidade da gerência.

ÚLTIMO SALÁRIO:
Menos do que mereço.

MAIS IMPORTANTE META ALCANÇADA NO ÚLTIMO EMPREGO:
Uma incrível coleção de canetas roubadas e de mensagens por e-mail.

RAZÃO DA SAÍDA DO ÚLTIMO EMPREGO:
Era um lixo.

HORÁRIO DISPONÍVEL PARA O TRABALHO:
Qualquer um.

HORÁRIO PREFERIDO:
Das 13:30h às 15:30h, segundas, terças e quintas.

VC TEM ALGUMA QUALIDADE ESPECIAL?
Sim, mas é melhor se ela for colocada em prática em ambientes mais íntimos.

PODEMOS ENTRAR EM CONTATO COM SEU ATUAL EMPREGADOR?
Se eu tivesse algum, eu estaria aqui ?

VC TEM ALGUMA CONDIÇÃO FÍSICA QUE O PROÍBA DE LEVANTAR PESOS DE AT 25kg?
25 kg de quê?

VC POSSUI CARRO?
Eu acho que a pergunta mais apropriada seria: Você tem um carro que funciona?

VC JÁ RECEBEU ALGUM PRÊMIO OU MEDALHA DE RECONHECIMENTO?
Talvez. Eu já fui um ganhador da “Porta da Esperança”.

VC FUMA ?
No trabalho não, nos intervalos sim.

O QUE VC GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO EM CINCO ANOS ?
Vivendo nas Bahamas, com uma super modelo loura, incrivelmente rica, burra, sexy e que pensa que eu sou a melhor coisa que surgiu desde a invenção do pão de forma. Na verdade, eu gostaria de estar fazendo isso agora.

é isso, por fernando stickel [ 10:06 ]

avenida perimetral

espelhos.jpg
A minha leitora Luciane, que se descreve como “uma leitora assídua e silenciosa do seu maravilhoso blog”, me envia por e-mail esta foto tomada na Avenida Perimetral, Rio de Janeiro.

Eu respondo:

Luciane, enorme prazer saber que você, ainda que “na moita”, visita o meu blog, observa minhas fotos, compreende o meu olhar, e me faz a melhor das homenagens, diz que você existe através desta linda foto.
Muito obrigado!!

é isso, por fernando stickel [ 16:05 ]

rallye são joão

Nos dias 20 a 22 de junho 2008, o MG Club do Brasil estará realizando o Rallye de São João, na região de Angra dos Reis.
Este ano, o trajeto será diferente dos anos anteriores – ao invés de descermos a incrível Serra de Taubaté-Ubatuba e costearmos o Atlântico pela rodovia Rio-Santos (com almoço em Paraty), os ralizeiros percorrerão a Rodovia dos Tropeiros (antiga Rio-São Paulo), e o almoço será numa fazenda com mais de 200 anos em Bananal. A Estrada dos Tropeiros foi o caminho utilizado no século XVII até parte do XIX, nas viagens dos tropeiros. Há várias Estradas dos Tropeiros no Brasil, mas a mais importante é essa, a atual SP 068, ligando Silveiras até Bananal. Foi pela Estrada dos Tropeiros que D. Pedro I passou na viagem entre Rio e São Paulo, no ano de 1822, quando o Brasil conquistou sua independência em solo paulista. A história do Brasil, e principalmente dos brasileiros, está presente em cada curva desta estrada.

No seu trajeto, principalmente entre Silveiras e Bananal, surgiram cidades que hoje conservam sua majestade, nas construções históricas. Estas cidades dos tropeiros, são situadas estrategicamente, em média, a quatro léguas (24km) uma da outra.
O rallye passará por Silveiras, Areias, São José do Barreiro e o almoço será na fazenda histórica e do baronato do café de 1780 (portanto, antes da chegada da Família Real, Abertura dos Portos, fundação do Banco do Brasil, etc.) – casarões, solares, igrejas e fazendas coloniais decoram o trajeto e podem ser avistados pelos competidores, no trajeto do rallye. Depois do almoço o rallye segue para a região de Angra dos Reis, passando pela famosa Serra de Lídice, com seus 3 túneis escavados a mão.

A cidade de Silveiras ainda mantém as trincheiras realizadas nas revoluções liberal de 1842 e constitucionalista de 1932, além de conservar a cadeia onde ficou Euclides da Cunha.

Com o ciclo do Café, Bananal tornou-se uma potência econômica da época, a ponto de já no Brasil Império ter sido necessário o aval de fazendeiros da região, para que o Banco Rotschild emprestasse dinheiro ao Brasil. A riqueza da cidade era tanta, que chegou, durante bom tempo, a ter moeda própria, financiar a construção de uma ferrovia, importar uma estação ferroviária inteira da Bélgica, exemplar único na América Latina. Dentre os fazendeiros mais ricos, estava Manoel Aguiar Vallim, dono da Fazenda Resgate, que, ao morrer em 1878 teria 1% de todo papel moeda existente no Brasil.

Depois do rallye passar por uma paisagem quinhentista e viver um pouco da história do Brasil, no sábado o rallye vai viver a modernidade.
O rallye parte do seu headquarter, e segue em direção a Usina Atômica de Angra dos Reis, para uma visita especialmente monitorada para os participantes.

As Usinas Nucleares de Angra 1 e Angra 2, fazem parte da chamada Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Angra 1 entrou em operação em 1985, com 657MW de potência e a Angra 2, com 1309 MW, já está em operação desde 2001.

A região de Angra dos Reis, foi escolhida para a instalação do complexo nuclear brasileiro por apresentar algumas facilidades. A principal é a proximidade dos grandes centros consumidores, pois, assim a usina pode fornecer energia através de linhas relativamente curtas. Angra fica (em linha reta) a 220 km de São Paulo, 130 km do Rio e 350 km de Belo Horizonte, que são grandes consumidores de energia elétrica. A proximidade do mar é outro aspecto fundamental, uma vez que a usina utiliza-se de uma grande quantidade de água, em circulação, para resfriar o vapor produzido para acionar a turbina e ligar o gerador elétrico.

é isso, por fernando stickel [ 12:34 ]

salvando um afogado

afogando.jpg

Lembrei de uma vida que salvei.
Nos anos 1983 ou 1984, no Rio de Janeiro andávamos Helena Bricio e eu pelas margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, perto da saída do Túnel Rebouças, em um belo e ensolarado sábado de manhã, quando percebi pelo canto do olho algo se debatendo na água. Prestei atenção e vi que era uma criança se afogando, a cerca de 4 ou 5 metros da margem.
Imediatamente me joguei na água, nadei até o moleque e o arrastei para o raso em uma pequena praia. Ele devia ter uns 10 ou 11 anos, tossia e estava muito assustado, nem conseguia falar. Logo vi vários outros meninos correndo na nossa direção, me disseram obrigado e levaram o amigo embora.
Em seguida fui até um posto de gasolina logo em frente, me lavei com a mangueira (a água da lagoa não é lá essas coisas…) e seguimos no nosso passeio.

Quem salva uma vida, salva a humanidade toda.

é isso, por fernando stickel [ 22:24 ]

museu histórico nacional


Na cidade do Rio de Janeiro, o fantástico Museu Histórico Nacional, belíssimo páteo interno, imensa tela de Vitor Meirelles “A Batalha do Riachuelo” de 1872, farmácia homeopática do século XIX, e um canhão da Primeira Guerra Mundial.
Este é um museu de visita necessária para quem for (ou estiver) no Rio de Janeiro. Grande, muito bem montado e cuidado, agradável de visitar, daquelas coisas (tão raras hoje em dia…) que dá orgulho de ser brasileiro.

é isso, por fernando stickel [ 8:24 ]

centro do rio de janeiro


Centro do Rio de Janeiro.

é isso, por fernando stickel [ 23:28 ]

montagem de vídeo


Montagem de um dos vídeos a serem exibidos na mostra “FUTEBOL – Desenho sobre fundo verde” no Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro, que abrirá no dia 8/5/06.

é isso, por fernando stickel [ 11:54 ]

hotel gloria


No Rio de Janeiro o Hotel Gloria foi tão importante (ou mais) no passado que o Copacabana Palace.
Sobrou o tamanho – 1800 quartos – e este belo espaço interno, entre as duas torres que compõe o hotel.
Tornou-se um hotel de convenções de baixo nível, cafona, decadente, barato, e que serve bem a quem tem negócios no centro do Rio de Janeiro pois fica a 5 minutos do aeroporto Santos Dumont.

é isso, por fernando stickel [ 10:42 ]

adega timão


Entre uma demão da pintura e outra nos dedicamos, Cassio e eu ao estressante esporte essencialmente carioca do alterochoppismo, na Adega Timão, plantada no centro do Rio na Rua Visconde de Itaboraí 10 – Centro, desde 1951.

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]

cassio no ccbb-rio


Fui ao Rio conhecer o Alfons Hug, atual diretor do Goethe-Institut, e curador da exposição “FUTEBOL – Desenho sobre fundo verde” e acompanhar a pintura que Cassio Michalany está fazendo para esta mostra no Centro Cultural Banco do Brasil – Rio, que abre no dia 8/5/06.

é isso, por fernando stickel [ 10:22 ]

caiu na rede


Se você estiver pelo Rio de Janeiro amanhã, não perca o lançamento do livro “Caiu na Rede” da minha madrinha blogueira Cora Ronai.

é isso, por fernando stickel [ 10:20 ]

bracarense


Descubro através do Jean Boechat que o Bracarense, tem site!!! Que maravilha, não bastasse servir um dos melhores chopp do universo, agora tb na net (não sei bem pra que que serve, mas é engraçado…)

é isso, por fernando stickel [ 16:35 ]

fernando stickel na geração 80

115.jpg
Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
Exposição: “Como vai você, Geração 80?”

Recebi o seguinte e-mail:
Prezado Fernando,
Meu nome é Caroline Buttelli, sou estudante do 9º semestre de Design na Universidade Luterana do Brasil ULBRA, em Canoas, RS.
Estou cursando uma disciplina de História da Arte Brasileira, na qual estou desenvolvendo um trabalho em grupo sobre a Geração 80 de Pintores. Gostaríamos de fazer uma entrevista por e-mail a respeito dessa manifestação artística, para incluirmos em nossa pesquisa. O objetivo dela é saber qual a visão dos próprios pintores acerca da Geração 80.

E esta foi minha resposta:
Caroline,
Participei da exposição coletiva “Como vai você, Geração 80”, no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ em 1984, quase que por acaso. Soube por amigos que os convites para participar estavam sendo feitos, mexi meus pauzinhos e fui convidado nos últimos instantes pelo curador Marcus Lontra.
Naquela época eu namorava a Helena, uma carioca, e passava bastante tempo no Rio de Janeiro. ?Fui ao Parque Lage e decidi que o meu trabalho seria feito ao longo de uma das alamedas de acesso do parque, a céu aberto. Apresentei meu projeto, uma instalação chamada “AZ”, que foi aprovado. Consegui o patrocínio de oito pessoas amigas, que financiaram o meu trabalho. Cada um dos patrocinadores recebeu, ao final do evento, uma colagem com fotos do trabalho realizado. ?Não participei de nenhum “grupo” chamado “Geração 80”, portanto este meu depoimento é individual. ?Tentando responder objetivamente às tuas perguntas:
1) Qual a relação entre a sua arte produzida nos anos 80 e o momento de abertura política pelo qual o Brasil estava atravessando? Existiu alguma relação?
– Os artistas são as antenas da raça, disse Ezra Pound. Então, para um artista antenado, tudo é política. No meu caso esta atitude não transparesce necessáriamente na minha obra, que não carrega slogans nem bandeiras, o que não quer dizer que eu não tenha carregado bandeiras, como a das “diretas já”, “fora collor” ou “stop the war”.
2) Alguns críticos de arte dizem que os anos 80 geraram as piores obras do século XX. Qual a sua opinião a respeito?
– Bullshit. Alguém se lembra de algum nome destes tais críticos? Alguns dos participantes da Geração 80, no entanto, tem hoje projeção mundial. Como em todas as exposições coletivas com grande número de artistas, olhando-se para os participantes quase 20 anos depois, nota-se uma grande maioria que sumiu, e alguns poucos que ganharam notoriedade. É sempre assim. 100 anos depois serão lembrados apenas aqueles de grande projeção. Já os críticos…
3) Com a liberdade artística pregada pela Geração 80, como você e os demais artistas escolhiam seus temas, já que tudo era permitido?
– Tudo sempre foi permitido. Vide Marcel Duchamp e sua obra “Fountain” de 1917. Liberdade artística sempre existiu, mesmo nos países e regimes mais totalitários a arte teima em florescer.
4) Os anos 80 marcaram a volta da pintura, que estava em baixa nos anos 70. Quais eram os ideais artístico da Geração 80?
– Eu sempre desenhei, pintei, fiz colagens, fotografei, escrevi, etc…, sem conexão direta com os anos 70, 80 ou 90. Meu ritmo de trabalho é muito irregular, e independe dos modismos e suas épocas.
5) Muitos artistas dizem que os anos 80 foram prósperos em termos financeiros, existindo uma grande procura pelas obras de arte. Qual a sua impressão a respeito disto?
– Por ter um ritmo de trabalho muito irregular, minha relação com o mercado nunca foi boa. Nunca fui um artista que “vende bem” (infelizmente…)
6) Como o conceito de Transvanguarda se aplicou à Geração 80 de Pintores?
– Não sei.
7) Quais os artistas internacionais que serviam de inspiração para ti e para a Geração 80, se é que existiram?
– Para mim foram e continuam sendo Matisse, Duchamp, Beuys. Para a Geração 80 não sei.
8) Quais as suas impressões gerais a respeito da exposição “Como vai você, geração 80?”, realizada no Parque Laje em 1984?
– A exposição foi um evento altamente energético, mágico, excitante, apinhado de gente, realmente marcante. Meu trabalho foi vandalizado e três dias após a inauguração já não existia mais.
9) Se pudesse selecionar uma obra sua que fosse a melhor representante dos conceitos da Geração 80, qual seria?
– A obra que lá foi exposta:
Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
10) Na sua opinião, qual a diferença básica entre a arte produzida hoje e a arte dos anos 80?
– A utilização maciça de novos meios técnicos digitais, fotografia, vídeo, computação, etc…

é isso, por fernando stickel [ 10:37 ]