aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Posts tagueados ‘artes plásticas’

como vai você, geração 80?


Projeto enviado atendendo convite de participação na exposição “Como vai você, Geração 80?”

Participei da exposição “Como vai você, Geração 80?”, organizada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, em 1984, com uma instalação ao longo de uma das alamedas de acesso ao Parque, de uma faixa de tecido de 0,80 x 150 m. , suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.

Consegui um convite de última hora para participar da mostra do curador Marcus de Lontra Costa, apresentei um projeto e fui aceito, mas havia um problema, o custo da viagem, da estadia e dos materiais, pois minha proposta era uma peça ao ar livre de 150 m. de comprimento.

Resolvi montar um financiamento coletivo, e consegui engajar 8 amigos, que dividiram o custo da empreitada, e receberam cada um uma fotomontagem do trabalho acabado, edição de 9/9, sendo uma delas para meu arquivo. E assim foi feito!

Os amigos que acreditaram no meu projeto, e que agradeço novamente, são:

Antonio Carlos Fernandes Lima
Gilda Mattar
Henrique Falzoni – Enplanta Engenharia
Charles Nelson Finkel
Maurício Verdier
Flavio Clemente – Miramar Palace Hotel
Newton Simões Filho
José Nicolau – Operação Engenharia

A BELA ENFURECIDA

“Como vai você, geração 80?” Respondem 120 artistas de todo o Brasil, que ocuparão, com seus trabalhos, as paredes, portas, janelas, piscina, banheiros, espaços construídos e espaços vazios do imponente prédio da Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, além das aléias, árvores, grutas e cantinhos malocados do Parque Lage. Muito mais, portanto, que uma exposição, “Geração 80” caracteriza-se como um evento, oportunidade primeira em que esses 120 jovens batalhadores resolveram se reunir e permitir que as pessoas conheçam, e se possível compreendam, a sua produção.

É evidente que, num evento como esse, estipular critérios de seleção é algo de delicado e
perigoso. Certamente vocês poderão argumentar que muitos não deveriam participar e que, por
outro lado, alguns nomes foram esquecidos. Tudo bem. Esses são movimentos normais no jogo da arte. O que acreditamos importante é que, durante todo o agradável (e por vezes alucinado) processo de realização da mostra, jamais os curadores, (Paulo Roberto Leal e Sandra Moger) entre os quais me incluo, tentaram impor caminhos, forçar a existência de movimentos ou grupinhos, comportamentos superados nos quais somente alguns poucos e velhos ‘espertos’ se beneficiam.

Gostem ou não, queiram ou não, está tudo aí. Todas as cores, todas as formas, quadrados, transparências, matéria, massa pintada, massa humana, suor, aviãozinho, geração serrote, transvanguardas, pós-modernos e pré-modernos, radicais e liberais, punks e panquecas, neo­expressionistas e neocaretas, velhos conhecidos, tímidos, agressivos, apaixonados, despreparados e ejaculadores precoces. Todos, enfim, iguais a qualquer um de vocês. Talvez um pouco mais alegres e mais corajosos, um pouco mais…Afinal, trata-se de uma nova geração, novas cabeças.
E, se hoje, ninguém alimenta mais o pedantismo de se entrar para a História e ser o tal, o que todos esperam é poder fazer alguma coisa, sem os exagerados pavores e pudores da
conceitualização. Trata-se de tirar a arte, donzela, de seu castelo, cobrir os seus lábios de batom bem vermelho e com ela rolar pela relva e pelo paralelepípedo, recriando momentos precisos nos quais trabalhos e prazer caminham sempre juntos.

Marcus de Lontra Costa

Artistas Integrantes de “Geração 80”

Adélia Oliveira
Adir Sodré
Alberto Camareiro
Alex Vallauri
Alexandre Dacosta
Ana Horta
Ana Maria Morais – Amom
Ana Maria Tavares
Ana Miguel
Ana Regina Aguiar
Analu Cunha
André Costa
Ângelo Marzano
Antônio Alexandre
Armando Matos
Augustus Almeida
Beatriz Milhazes
Beatriz Pimenta
Carlos Mascaranhas
Carlos Fiuza
Ciro Cercal Filho
Ciro Cozzolino
Claudio Alvarez
Claudio Duque
Cláudio Fonseca
Claudio Roberto
Cláudia Monteiro
Clara Cavendish
Cristina Bahiense
Cristina Canale
Cristina Salgado
Daeco
Daniel Senise
Denise Porto
Delson Uchoa
Eduardo Kac
Eduardo Moura
Elisabeth Jobim
Eneias Valle
Ester Grinspum
Esther Kitahara
Felipe Andery
Fernando Barata
Fernando Lopes
Fernando Lucchesi
Fernando Moura
Fernando Stickel
Francisco Cunha
Francisco Faria
Frida Baranek
Gastão Castro Neto
Gerardo
Gervane de Paula
Gonçalo Ivo
Grupo Rádio Novela
Hamilton Viana Galvão
Hellen Marcia Potter
Hilton Berredo
Inês de Araújo
Isaura Pena
Jadir Freire
Jayme Fernando
Jair Jacqmont
Jeanete Musatti
João Magalhães
João Modé
Joaquim Cunha Neto
Jorge Barrão
Jorge Duarte
Jorge Guinle
José Eduardo Garcia de Moraes
José Roberto Miccoli
Ju Barros
Judith Miller
Karin Lambrecht
Leda Catunda
Leonilson
Lídia Perla Sacharny
Livia Flores
Lúcia Beatriz
Luiz Antônio Norões
Luiz Cruz
Luiz Ernesto
Luiz Pizarro
Luiz Sérgio de Oliveira
Luiz Zerbini
Manoel Fernandes
Marcelo Lago
Marcos Lima
Marcus André
Mario Azevedo
Mariza Nicolay
Marta Dangelo
Maria Ignêz Lobo
Maurício Arraes
Maurício Bentes
Maurício Dias
Mauro Fuke
Monica Lessa
Monica Nador
Nelson Felix
Paulo Campinho
Paulo Henrique Amaral
Paulo Nobre
Paulo Paes
Patrícia Canetti
Ricardo Basbaum
Ricardo Sepúelveda
Rogéria de Ipanema
Roberto Tavares
Sandra Sartori
Sérgio Romagnolo
Sérgio Niculitcheff
Siomar Martins
Solange Oliveira
Suzana Queiroga
Tadeu Burgos
Terezinha Lozada
Umberto França
Valério Rodrigues
Vicente Kutka
Xico Chaves
Waldemar Zaidler e Carlos Matuck

é isso, por fernando stickel [ 14:51 ]

rosangela dorazio

Este é o texto de curadoria que preparei para a exposição de Rosangela Dorazio no Espaço Fundação Stickel:

N A T U R E Z A S U S P E N S A
O laguinho da praça sofreu um corte, sua água solidificou-se em farpa, enquanto isso a árvore do parque enfrentou uma meia-cana e sua casca virou fiapo.
A natureza se desconstrói sob a ação de Rosângela Dorazio, ganhando uma nova ordem — ou, talvez, uma nova desordem.
No lugar da água, o nankin, no lugar do céu a lasca, tudo se costura em léguas de fiapos. A artista transforma a superfície de seus trabalhos
em um campo de experimentação e batalha, onde o desenho, a gravura, a fotografia e a escultura se fundem em linguagens híbridas, unidas na
violência e inquietação dos gestos desta nova poética visual.
Rosângela Dorazio reinventa a natureza, com sua tempestade particular, onde fiapos voam e lascas nadam. Incorpora o vento e as
ondas, rearrumando a realidade, o resultado de toda esta violência é curiosamente plácido, o espanto provocado pela colisão de elementos cede lugar a uma estranha serenidade. O caos, aqui, não é ruína, mas método.
A artista precisa do caos como processo de trabalho, ao invés de bebê-lo ela gosta de jogar café quente no seu trabalho, subvertendo a ordem das coisas; fotografia que não é usada como tal, gravura onde a reprodutibilidade não interessa, ferramentas usadas não para obter um corte fino, e sim para arrebentar.
Curioso é, ao final, uma fotografia despedaçada exalar paz e beleza.
Insólito como uma superfície lisa cresce naturalmente para a tridimensionalidade, igualmente curioso é um desenho ou aquarela ganhar dimensão poética ao ser agredido com café! O que deveria ser a pele da obra — seu acabamento — torna-se víscera, conteúdo, profundidade.
Há algo de arqueológico na abordagem de Dorazio, como Alexander Von Humboldt e Spix & Martius, viajantes-cientistas que cruzaram os
sertões brasileiros séculos atrás, ela se lança sobre a natureza com gulosos olhos de descobridora. Só que sua viagem é para dentro: do papel, do corpo da obra, dos limites da linguagem visual. Suas monitipias são texturas; suas rotas, as nervuras do gesto natural.
Dorazio extrai beleza do imprevisível, do acidente, do improviso. Seu trabalho é uma travessia sensorial, onde o espectador é convidado a olhar de perto — e, talvez, a se perder dentro de uma floresta de arrepios.

Fernando Stickel
14/07/2025


Minha mãe Martha, Rosangela e eu.


Sandra e eu.

é isso, por fernando stickel [ 7:09 ]

exposição no naji


Foto Jade Gadotti

Em outubro 1999 houve uma exposição coletiva de arte no estúdio do meu ex-aluno de desenho Naji Ayoub. Eu era um dos artistas expositores, me lembro também de Marcella Sion e Andre Balbi.


Meus pais Martha e Erico e duas das minhas pinturas.

é isso, por fernando stickel [ 13:46 ]

marcio périgo

Fundação Stickel convida para a mostra “Somos Memórias”, exposição de gravuras de Márcio Périgo com texto crítico de Agnaldo Farias, no Espaço Fundação Stickel.

Abertura no próximo sábado, 12 de abril, das 11h às 16h. Venha conferir 66 gravuras em metal!

Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia – São Paulo

“Nesta série de gravuras, cores vibrantes e carregadas de simbolismo revelam a terra e o carvão, evocando memórias ancestrais de povos originários e seus utensílios, histórias profundas e enraizadas. O que vemos na obra de Périgo vai além de imagens – são narrativas que ecoam em nós, pulsantes e viscerais, como a terra que sustenta a nossa memória coletiva.” – Fernando Stickel.

Márcio Périgo é gravador e desenhista. Iniciou seu trabalho em gravura em metal na Fundação Armando Álvares Penteado, em 1972, como matéria curricular do curso de graduação em Comunicação Visual. Em 1977 obteve o título de Bacharel em Comunicação Visual, quando apresentou um painel voltado a um estudo gráfico da obra Grande Sertão-Veredas, de João Guimarães Rosa. Obteve o título de mestre na área de Poéticas Visuais, com a dissertação A Matéria da Sombra em 2001. Em 2009 obteve o título de doutor apresentando a tese Caos Aparente – Sinais gráficos.

é isso, por fernando stickel [ 17:07 ]

colagem sem cola…

colagem
Colagem sem cola… último trabalho feito no meu estúdio…artes plásticas + fotografia.


Com algum Photoshop depois… e impresso!

é isso, por fernando stickel [ 23:34 ]

do fundo do baú

Nsta foto, tomada pelo meu falecido amigo e colega arquiteto Leslie Joseph Murray Gattegno, na 10ª Bienal de São Paulo, em 1969, estou observando as pinturas do artista canadense Greg Curnoe (1936-1992)


Página do catálogo da Bienal.


Trabalho de Greg Curnoe.

é isso, por fernando stickel [ 17:40 ]

livro michalany / stickel

Em 18 Janeiro 1973 iniciei um caderno de anotações de folhas em branco, encadernado com espiral, formato 22,5 x 16 cm. Este seria o meu sétimo caderno de anotações, em ordem cronológica, desde que iniciei este tipo de registro, estimulado pelos meus professores da Escola Brasil: Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende.
No entanto este caderno tornou-se um intercâmbio com o meu amigo Cassio Michalany (1949-2024) recém falecido. A combinação era simples, cada um de nós faria uma página, não havia limitação de tempo. E assim foi, até 6 abril 1973.

Algum tempo depois recomeçamos a brincadeira, desta vez em um caderno de folhas brancas e capa dura de 31x 22 cm, encomendado especialmente para a missão. O primeiro registro com data é do Cassio, de outubro 1976.

Mais uma vez a regra era única e simples: Uma página você, uma página eu.

cm2
O caderno ficava comigo durante um período, que podia ser de alguns dias até vários meses, e eu passava o caderno ao Cassio com alguma coisa escrita/desenhada/colada, em seguida ele fazia algo e me devolvia, e assim sucessivamente.

cm3
Nas cerca de 100 páginas deste “Livro de Artista” ficaram inclusive registrados (com arte!) momentos importantes de nossas vidas, exposições, nascimento dos meus filhos mais velhos, conquistas esportivas, etc…

E assim caminhamos até março 1980, quando o caderno se encerrou e Cassio abriu em 18/3/80 sua segunda exposição individual de pinturas na Galeria Luisa Strina, com convite feito por mim, a última página do livro.

é isso, por fernando stickel [ 12:14 ]

bolsa de estudo

Lá nos anos 80, artista plástico ambicioso, eu queria muito ir morar em New York, uma das soluções seria uma bolsa de estudos em arte, tentei a CAPES – FULBRIGHT para me aperfeiçoar em Artes nos E.U.A, fiquei em segundo lugar, não consegui. Mesmo assim fui morar em New York, lá apliquei para um período na Alemanha, também não funcionou, assim como a bolsa da Guggenheim Foundation.

Todo o processo de aplicação para aa bolsas era bem complexo, era necessário juntar um monte de documentos, cartas de recomendação, etc… Na verdade este processo era por si só bem educativo, te obrigava a organizar currículo, documentos, etc…,

No caso da School of Visual Arts, reuni cartas de recomendação do Salvador Candia, Wesley Duke Lee, Carlos Alberto Fajardo, Frederico Jayme Nasser, Antonio Jacinto Matias e Luis Paulo Baravelli.

é isso, por fernando stickel [ 17:51 ]

james turrell no uruguai

Na primeira vez que tive contato com a obra de James Turrell, lá nos anos 80, eu quase caí de costas pela potência do trabalho.

Não lembro se era um museu ou uma galeria, orientado por um funcionário você entrava em um grande espaço silencioso e aguardava um tempo para seus olhos se acostumarem com a escuridão. Pouco a pouco, à medida que a sua visão ia se adaptando à sombra, surgia muito fraca uma área de cor, e você magneticamente atraído por ela ia se aproximando, até que uma espécie de janela de cerca de 1 x 2 metros se revelava, preenchida com cor, melhor dizendo, preenchida com luz. Uma coisa muito estranha, fascinante, pois você não conseguia detectar a origem daquela luz, daquela massa de luz e cor que parece uma névoa colorida. Muito bonito, muito forte.

A partir daí me interessei pelo artista e conheci detalhes de sua obra, em especial o seu monumental projeto Roden Crater no Arizona.

Em Punta Del Este no Uruguai visitamos recentemente uma instalação do artista anexa à Posada Ayana, em José Ignacio. Chama-se Skyspace Ta Khut e foi construída por iniciativa dos donos da pousada, o casal austríaco Edda e Robert Kofler.

O espaço recebe visitantes para duas sessões ao dia, uma ao anoitecer, e outra ao alvorecer, mediante agendamento e pagamento de U$50,00. Marcamos nossa visita para as 19:15h e quem recebeu o grupo foi o próprio idealizador.


Robert Kofler explica o conceito e a história do espaço.

O grupo entra no grande espaço circular, ceca de 7 metros de diâmetro e 5 de altura, onde 20 pessoas podem se sentar confortavelmente em um banco que circunda todo o ambiente, ou, como o próprio Mr. Kofler sugere, se deitar no chão, em cima de pelegos, olhando para a abertura circular no teto.


O início e o fim da sessão.

A sessão começa, a luz no interior do espaço vai mudando, uma trilha sonora composta especialmente para o espaço preenche o ambiente, e o céu, visto através de uma abertura circular segue seu curso rumo à noite. Passam nuvens, mudam as cores, passa um pássaro… E você maravilhado com tudo aquilo vai mergulhando em um sereno transe feito de cores, sons, natureza, arte, tecnologia, sofisticação…


A entrada do espaço.


A vista da rua.


Na entrada do Skyspace, plantas e fotos da construção.

é isso, por fernando stickel [ 7:33 ]

maria villares na fundação


A fachada do Espaço Fundação Stickel recebe tratamento especial.

No próximo sábado 11 novembro das 10 às 16h abriremos no Espaço Fundação Stickel, na R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, a exposição de pinturas “Maria Villares – Flor e Pedra” com minha curadoria.

Minha carreira de curador de arte não existiu até hoje como tal, nunca dei maior destaque a este mister, mas, assim como nunca deixei de ser arquiteto, designer gráfico, artista plástico ou fotógrafo, o ofício da curadoria sempre esteve presente na minha vida artística desde os anos 70, tanto nas minhas exposições, nas exposições dos amigos e, a partir do início do meu trabalho com a Fundação Stickel em 2004, em todas as dezenas de exposições que fizemos.

Em algumas exposições me permiti assinar a curadoria, como “A Trama do Gosto”, na Bienal de São Paulo em 1987, onde apresentei um espaço intitulado “Natureza Morta Limitada”; na exposição “Retratos Eriçados” de Maciej Babinski em parceria com Agnaldo Farias no Espaço Fundação Stickel em 2019, e agora assino a curadoria da exposição “Maria Villares – Flor e Pedra”, para a qual escrevi o texto a seguir.

MARIA VILLARES Flor e Pedra

Flor e pedra. Claro e escuro. Quente e frio. Pele e osso. Vermelho e azul.

A obra de Maria Villares é extensa e longeva. Seu universo pictórico é labiríntico e habitado por seres sem rosto. Mas eles estão ali, silenciosos, observando, e comandando o espetáculo.

Conhecer suas pinturas é como passear por dentro de uma caverna, com uma lanterna na mão, descobrindo imagens fascinantes que brotam da escuridão, uma hora usando uma lupa, outra hora se aproveitando de um raio de sol bandido intrometido na escuridão. Pode-se também pensar em utilizar um periscópio, ele te revelará mais algumas imagens surpreendentes…. Mas, o que está fazendo esta flor aqui???!!! Assim é a pintura de Maria Villares.

Maria não busca os holofotes, mas a solidez da disciplina, coerência e permanência. Seu trabalho atravessa os anos sem interrupção, uma coisa fluindo para outra coisa, por vezes inclinada à gravura, por vezes à cerâmica, mas mantendo sempre o norte do desenho. Sim, o desenho comanda seu destino e sua arte, esta verdade permanente transparece nesta série de pinturas executadas ao longo de mais de duas décadas.

As pinturas de Maria não se revelam por completo, elas são discretamente generosas ao fornecer pequenas pistas ao arqueólogo de plantão que queira mergulhar em espaços desconhecidos à procura de flores ou outras iguarias no Jardim das Delícias de sua obra. Tal qual os peixes luminosos do abismo, flores crescem em locais proibidos…
Fernando Stickel
Outubro 2023


Maria Villares e seu armarinho de referências.


Montagem da exposição


O planejamento analógico da expografia

é isso, por fernando stickel [ 7:15 ]

jac aronis

Linda exposição cOsMoS de gravuras de Jacqueline Aronis na Galeria Gravura Brasileira. Até 2 dezembro 2023 na R. Ásia 219. Informações 3624-0301

jacq

é isso, por fernando stickel [ 11:19 ]

maria villares

A Fundação Stickel realizará em seu espaço na R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, a exposição de pinturas de Maria Villares, com inauguração prevista para 11 novembro 2023.


Maria Villares à direita e sua assistente, Andrea Angulo. Ao fundo algumas telas da exposição.


Maria Villares em seu estudio.


O estudio da artista.

é isso, por fernando stickel [ 8:40 ]

visita ao dudi


O mestre Dudi Maia Rosa em seu estúdio.


Como parte do meu curso de desenho de observação no Espaço Fundação Stickel, realizamos com os alunos do curso uma visita ao estúdio do meu amigo artista Dudi Maia Rosa.


A casa do artista se confunde com o estúdio, há obras de arte por todos os lados, tanto do próprio artista como de outros pintores, desenhistas, escultores…


Nas paredes dois mestres da Escola Brasil: À esquerda Wesley Duke Lee, à direita Frederico Jayme Nasser.

é isso, por fernando stickel [ 7:41 ]

feres khoury


FERES KHOURY PINTURAS

Como um raio na floresta, as pinturas recentes de Feres nos revelam lugares distantes, territórios intocados da natureza, florestas, pântanos, rochas e ravinas imaginárias, iluminados com precisão e potência.

A arte de Feres Khoury transpira sua forte conexão com o criativo e a pesquisa, seu gosto pela música e literatura, o mergulho profundo e apaixonado no universo da arte. Seu trabalho identifica-se integralmente com o vigor e diversidade da natureza.

Convivem no artista várias características, que aparecem aqui e acolá, há o ser racional, geométrico, cartesiano, há o calígrafo oriental, zeloso de sua habilidade e precisão, e há o ser lírico, explosivo, romântico. Há ainda o professor sensível… Tal como somos surpreendidos na natureza com uma súbita tempestade, ou um glorioso raio de sol, neste conjunto de pinturas Feres também é flagrado desenvolvendo um, outro ou vários de seus múltiplos talentos.

Nesta mostra Feres nos brinda com situações pictóricas de grande força, cor e teatralidade, à semelhança de J. W. Turner, nos expondo livremente e sem temor à força das tempestades, aos dias cinzentos e todas as outras glórias do planeta.

Aleluia!

é isso, por fernando stickel [ 17:42 ]

olhar 70′ na mapa


Marcelo Pallotta, Xenia Roque Benito e eu.

A exposição “OLHAR 70’ uma pequena coleção particular” ficará em cartaz na Galeria MaPa até 23 Junho.
Segunda a sexta-feira das 10 às 18h, sábado com agendamento. Rua Costa 31 (estacionamento R. Bela Cintra 374)
Pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de Wesley Duke Lee, Frederico Nasser, Luis Paulo Baravelli, Cassio Michalany, Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Maciej Babinski, Plinio de Toledo Piza, Sergio Lima e Fernando Stickel. @galeriamapa

A seguir imagens da inauguração no sábado 7 Maio.


Edo Rocha, eu e Claudio Furtado.


Ana Maria Stickel, Sylvia Stickel, Luiz Villares e Isabela Prata.


Macaparana e a tela de Baravelli.


Sylvia Stickel, Marcos Aspahan, Claudio Furtado, eu, Eneida Ferraz e Plinio Toledo Piza.


Geral da galeria.


Sylvia Stickel e Sandra Pierzchalski.


Claudio Ferlauto e Carlos Perrone.


Martha Stickel, aos 95 anos… com a tela de José carlos BOI Cezar Ferreira


Com o colecionador Orandi Momesso.


(foto Marcos Aspahan) Com Plinio de Toledo Piza Fº


(foto Marcos Aspahan) Memorabilia!

é isso, por fernando stickel [ 10:30 ]

olhar 70′ galeria mapa

70′ uma pequena coleção particular

A paixão pela arte transmuta-se na paixão do colecionador.

Amalgamento de fazeres, pensares, e contemplares. Muita gente fazendo arte conhecendo o trabalho de muita gente, referências cruzadas em uma São Paulo muito circulável.

Alquimia de amizades, mestres, artistas, curiosos e amantes, no recorte temporal, geográfico, afetivo e quiçá intelectual em que todas essas coisas assumem uma CARA, a cara dos Anos 70

Pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de Wesley Duke Lee, Frederico Nasser, Luis Paulo Baravelli, Cassio Michalany, Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Maciej Babinski, Plinio de Toledo Piza, Sergio Lima e Fernando Stickel.

Galeria MaPa e Fernando Stickel convidam para a exposição “OLHAR 70’ uma pequena coleção particular”
Abertura sábado, 7 maio das 11:00 às 18:00h. Rua Costa 31 (estacionamento R. Bela Cintra 341) De 7 maio a 23 junho


Catálogo da exposição disponível na galeria.

é isso, por fernando stickel [ 16:39 ]

limpar o desastre

O acidente ocorreu exatamente 18 anos atrás, em Agosto de 2003!


Shit happens!


Agora tenho que limpar o desastre, recolher vidros quebrados, contar mortos e feridos, reutilizar o que sobrou inteiro, reinventar o trabalho, etc…etc…

é isso, por fernando stickel [ 8:59 ]

futebol de artista

Cerca de 1970, no terreno dos fundos da casa dos meus pais na R. dos Franceses havia uma quadra cimentada, e lá inventamos um jogo de futebol com o grupo de amigos que frequentava a Escola Brasil:
O engraçado é que, se bem me lembro, nenhum dos artistas plásticos participantes da brincadeira tinha muita conexão com o esporte bretão.
Eu sempre fui um perna de pau, isso posso garantir.
Além dos jogadores estavam também a Sakae, mulher do Baravelli e seu filho Zé.


Da esq. para a direita, José Carlos BOI Cezar Ferreira (falecido), eu, Cassio Michalany, Luis Paulo Baravelli, Carlos Alberto Fajardo, Leslie Joseph Murray Gattegno (falecido) e Frederico Nasser (falecido).
Meu irmão Neco também está na foto, de pernas abertas e vestido de branco.
Não tenho a menor idéia de quem tirou as fotos, as cópias em papel apareceram nos meus guardados.

é isso, por fernando stickel [ 8:38 ]