O acidente ocorreu exatamente 18 anos atrás, em Agosto de 2003!

Shit happens!

Agora tenho que limpar o desastre, recolher vidros quebrados, contar mortos e feridos, reutilizar o que sobrou inteiro, reinventar o trabalho, etc…etc…

O acidente ocorreu exatamente 18 anos atrás, em Agosto de 2003!

Shit happens!

Agora tenho que limpar o desastre, recolher vidros quebrados, contar mortos e feridos, reutilizar o que sobrou inteiro, reinventar o trabalho, etc…etc…


Existem segmentos em todas as sociedades do mundo onde feitas as necessárias aproximações sociais, e mediante largas doses de óleo de peroba aplicadas à face, é possível, com muito sucesso, apresentar a obra de arte na foto acima como sendo a revelação de um novíssimo talento artístico, (o país de origem do artista escolhido a esmo, Colombia, Vietnam, Suíça, Brasil, etc…)
Pode-se fácilmente simular um currículo artístico e adicionar tempero dizendo que o artista não gosta de aparecer (estilo Banksy)
Executar a obra é extremamente simples, basta entregar ao seu cãozinho de estimação um bichinho de pelúcia novinho em folha, e ele o estripará com muito gosto, produzindo não uma, mas dezenas de obras de arte revolucionárias!

Xico Stockinger (1919-2009), sua mãe Ethel, sua irmã Ivy e seu pai “Seu” Chico de paletó e gravata. A foto foi tomada no Umuarama.
O escultor austríaco naturalizado brasileiro Xico Stockinger era filho do “Seu” Chico, que administrou na segunda metade dos anos 30 a abertura da Fazenda Toriba do meu avô Ernesto Diederichsen em Campos do Jordão.
“Seu” Chico, no relato de minha mãe Martha, era extremamente habilidoso, abriu estradas, plantou árvores, e inclusive a ensinou a cavalgar! A irmã de Xico, Ivy, era aventureira e ficava em pé em cima dos cavalos! “Seu” Chico morava naquela época em uma pequena casa de madeira perto da horta, e lá havia um quadro com uma onça pintada!
Dona Ethel, inglesa, esposa do “Seu” Chico era a gerente do Umuarama, pensão e Colônia de Férias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde a família Diederichsen se hospedou em sua primeira visita à Campos do Jordão.

Xico Stockinger em seu atelier em 2001.
OS VÁRIOS TIPOS DE ARTE

Lucas, artista pintando a óleo sobre tela no Ibirapuera, Novembro 2020.
– Arte simples, natural, direta e verdadeira, tipo lápis no papel, tinta na tela, martelo e talhadeira na pedra, buril na chapa de cobre ou até um canivete em um pedaço de madeira. Muitas vezes confundida com artesanato…
– Arte que eu faço.
– Arte que eu sei como fazer igual, ou melhor.
– Arte que eu sei o que o cara pensou quando fez.
– Arte em que é claro que o cara é preguiçoso, folgado, metido, oportunista e picareta.
– Arte que você sabe que é muito melhor que a sua, e que você não vai jamais chegar nem perto, e que de tão sublime e maravilhosa só resta admirála e invejá-la (no bom sentido, é claro…)
– Arte comum, que não encanta nem desencanta, apenas ocupa espaço, é a grande maioria.
– E tem a arte incompreensível, feia, ruim, feita muitas vezes com o objetivo de enganar o observador, é aquele tipo de arte que você simplesmente ignora e passa reto.
– E finalmente tem a arte executada em “equipes”, com múltiplos curadores, que se servem de longos e incompreensíveis textos intelectualóides… essa então é de doer! Muito fácil de detectar, se a ficha técnica do trabalho tiver mais que quatro linhas é desse tipo com certeza…

[terra>tijolo=forno]+farinha*pão – obra colaborativa (14 pessoas na equipe) no Ibirapuera, comissionada na 10ª Mostra 3M de Arte, Novembro 2020.
Quase que eu ia me esquecendo, tem mais um tipo! Arte que usa video! De preferência fora de foco, com no mínimo uma hora de duração…
Como tudo o que descrevi acima tem naturalmente exceções, vou usar o exemplo do vídeo para dizer que existem sim artistas que usam o vídeo com maestria, Nam June Paik e Bill Viola, mas eles são minoria, a esmagadora maioria dos artistas que usam vídeo em suas obras não sabem o que estão fazendo, e esperam que os espectadores não façam perguntas.
Wesley Duke Lee (21/12/1931-12/9/2010)

Post de dez anos atrás, do dia 14 Setembro 2010:

Tal qual partículas dotadas de um magnetismo especial, um grupo de amigos se atraiu hoje para participar da cerimônia de adeus a um artista especial.
O poderoso magneto capaz da façanha de atrair cada uma destas cerca de 50 pessoas ao Crematório Horto da Paz em Itapecirica da Serra, no mesmo dia e na mesma hora, atendia pelo nome de Wesley Duke Lee.
O interessante é que este grupo se conhece desde os anos 60, ou até antes, muitos já foram íntimos, casados, descasados, namorados, grupos se aglutinaram em torno da Escola Brasil: outros se dispersaram, o Babinski mora hoje no Ceará, mas esteve presente em breve discurso do Kim Esteve, assim como o José Resende, em recado vindo do Rio de Janeiro. Algumas outras pessoas falaram de improviso, quase todos com a voz embargada pela emoção.
Marchands que marcaram a cena paulistana desde os anos setenta lá estavam, os irmãos Ralph e Ricardo Camargo, Luisa Strina, Regina Boni, Monica Filgueiras, Valu Oria, Gerard Loeb e Paulo Kuczynski.
Vários amigos, daqueles que já foram seus íntimos, e que hoje em dia você só encontra mesmo em velórios…todos aglutinados pelo mesmo HOMEM, por aquele que tanto significou, de tantas maneiras diferentes, para tantas pessoas.
Enfim, Wesley, você foi muito importante para muitas pessoas, inclusive para mim.
Será para sempre uma fonte de inspiração e referência.
Faça boa viagem!!


Duas visões de Niagara Falls, por dois famosos artistas norte-americanos nascidos com século e pouco de diferença…
Frederic Edwin Church, pintor & Annie Leibovitz, fotógrafa.

Em 1989 fiz o projeto de cenografia para um show de rock intitulado “Os órfãos de James Dean” que se realizou no Dama Xoc, casa de espetáculos que ficava na R. Butantã em Pinheiros.

Terminado o show, levei para o meu estúdio na R. Ribeirão Claro o enorme disco de madeira que havia sido construido, e fiz sobre ele uma nova pintura.

Cerca de um ano depois, em Maio 1990 sofri uma cirurgia de hérnia do disco, em pleno Plano Collor, e o cirurgião me entregou como lembrança os despojos (remains) da operação…

Mesmo com a imensa crise provocada pelo Plano Collor resolvi expor meu trabalho na Paulo Figueiredo Galeria de Arte, e homenageei minha intervenção chamando a exposição de HERNIA DISCO.
Apresentei 12 pinturas de grandes dimensões, o disco era a maior, com 4,4 metros… O pequeno frasco com os despojos ficava em um pedestal ao lado da pintura, e provocou muita repulsa…

A exposição na Galeria Paulo Figueiredo.

O disco em sua casa atual.

Convidado a participar do Salão de Artes Pe. Mario Pennock em Itajubá, MG, levei o Disco!

Maquetes em escala dos trabalhos.

Nas arrumações que ando fazendo por conta da quarentena encontrein este gouache de 1966, 22 x 30 cm, que achei muito bom! Eu tinha 18 anos!
Meus desenhos a nankin em um micro caderninho de artista de 7 x 10 cm, dos anos 70.


Trabalhos de Evandro Carlos Jardim, técnicas e épocas diferentes, em comum a excelência através das décadas!

Desenho, carvão sobre papel, 1960. Este desenho foi um presente do meu falecido amigo Frederico Jayme Nasser, muitos anos atrás…

Gravura, 1974

Pintura, 1985

A finissage da exposição do mestre gravador Evandro Carlos Jardim, “Sobre a trama do tempo” no atelier de Jac Aronis (A Casa dos Passarinhos), ocorreu no sábado 7/3/2020.

A anfitriã Jac Aronis com Paulo Fridman.

Um time de feras!! Evandro Carlos Jardim, Lygia Eluf, Jac Aronis, Claudio Mubarac, curador da mostra e Marco Buti.

As gravuras de Evandro.

O atelier de Jac Aronis

Luiz Diederichsen Villares (Luisinho), meu primo-irmão e padrinho faleceu hoje aos 90 anos de idade em São Paulo. A foto do Luisinho, como todos o conheciam, é de minha autoria no aniversário de 89 anos da minha mãe Martha, 4 anos atrás,
Ele foi sempre um exemplo para mim como colecionador de extremo bom gosto, como responsável pelo design da marca Villares, pelas suas casas sempre lindas e arrumadas, com sua coleção de arte exposta com maestria, pela sua conexão visceral com a música clássica. Ele incentivou desde cedo a minha própria coleção de arte, me presenteando com uma magnífica tela de Maria Leontina e uma gravura de Serge Poliakoff.
Foi presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1980 a 1983, realizando as XVI e XVII Bienais de São Paulo.
Além das artes visuais Luisinho amava a música, e a conhecia como ninguém, quando eu tinha cerca de 15 ou 16 anos de idade nós cantávamos juntos no Conjunto Coral de Câmara de São Paulo, um período de convivência próxima e gostosa.
Uma informação interessantíssima sobre o Luisinho surgiu nas palavras de Lia Diskin, da Associação Palas Athena proferidas no velório.
Luisinho e seu amigo Marcos Ring iniciaram como voluntários nos anos 70 a construção da creche/escola Instituto Pandavas no Bairro dos Souzas em Monteiro Lobato, SP O curioso é que nem mesmo a família do falecido conhecia sua vertente filantrópica… Ele fazia o bem, e não contava pra ninguém…foi durante 20 anos voluntário do Centro de Valorização da Vida-CVV…
Luisinho tinha sempre o melhor aperto de mão da praça, firme, forte, sólido, acompanhado do mais simpático sorriso… Deixa a viuva Raquel, os filhos Marcelo Claudia e Eduardo e netos.
Vá em paz Luisinho, faça uma linda viagem, com acompanhamento de Beethoven, Mozart, Olivier Messiaen, Berlioz e tantos outros compositores e músicos que você amava…

Foto Eduardo Knapp/Folhapress
Faleceu aos 88 anos de idade o grande artista Nelson Leirner.
Conheci o Nelson mil anos atrás, minha irmã Ana Maria trabalhou com ele no final dos anos 70, em uma época em que ele fazia brindes interessantes, com bolas de gude por exemplo…Tive contato mais próximo com ele em 1987, quando fui curador do espaço “Natureza Morta Limitada”, na exposição “A Trama do Gosto, um outro olhar sobre o cotidiano”, que ocupou o prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera.
Grande figura, simpático, tranquilo, bom papo… Que vá em paz…
Selecionei para a exposição duas obras do Nelson, uma delas o icônico “Porco”de 1966, coleção da Pinacoteca de São Paulo, que fez grande sucesso!



Interessante que nesta foto aparece ao fundo uma pequena aquarela “Natureza Morta”de minha autoria…

Este foi o outro trabalho do Nelson selecionado, que eu restaurei pessoalmente para poder estar na exposição, mandei refazer a caixa de acrílico que estava quebrada, e comprei as frutas plásticas faltantes…

Foto de Arnaldo Pappalardo, 1981
Faleceu minha amiga Rachel de Almeida Magalhães, um aneurisma na aorta a separou de nós. Ela foi mulher de dois grandes amigos, Nirlando Beirão, com quem teve a filha Julia e Carlos Fajardo, com quem teve a Eugenia. Estivemos muito próximos nos anos 80, fazendo arte, participando de salões, depois a vida nos afastou… Boa viagem Rachel!

Recentemente a Rachel ainda comentou no Facebook o falecimento de outro amigo, Frederico Nasser…