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acidente há cinco anos


Exatos 5 anos atrás no dia 25 Janeiro 2014, aniversário da Cidade de São Paulo sofri um acidente de moto. Suficientemente grave para que eu nunca mais utilizasse duas rodas para me locomover, divertir ou exercitar.
Adoro as motos, são máquinas incríveis, lindas, fascinantes, mas o meu tempo com elas claramente esgotou-se, para mim não mais…
É engraçado que após tomar a decisão de abandonar as duas rodas não tenho o menor problema de observar motociclistas felizes pilotando suas motos, não os invejo e não desejo estar nos seus lugares, situação oposta à minha adolescência, onde tudo o que eu queria na vida era estar em cima de uma moto…
Sinto uma enorme gratidão por estar vivo e bem, vida que segue!

é isso, por fernando stickel [ 8:34 ]

dois anos se passaram…

vida
Há dois anos atrás, às 15:30h do dia 25 Janeiro 2014 sofri um acidente de moto.
A foto acima é do dia 30/1/2014, minha primeira saída de casa após o acidente, que não para ir ao hospital…
Estou usando um colete por conta de uma vértebra quebrada e todos os ralados estão medicados.
Em abril 2015 sofri uma cirurgia no ombro direito, por conta das sequelas da queda, e hoje estou completamente recuperado.
Não ando mais de motocicleta.
O processo todo foi sofrido, doído, provocou uma revolução nos hábitos domésticos, a Sandra me ajudou muito no início, no banho, curativos, etc… depois contratei um enfermeiro para me ajudar, enfim, sobrevivi!
Só tenho a agradecer estar vivo e bem. E mais sábio…

Veja aqui todos os posts sobre o acidente e suas consequências.

é isso, por fernando stickel [ 8:29 ]

laparoscopia no ombro!

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Desde meu acidente de motocicleta em 25 Janeiro 2014 venho batalhando com muita fisioterapia contra as lesões decorrentes no ombro direito.
Melhorei bastante, no meio do ano passado já estava nadando razoavelmente bem. Mais para o final do ano as dores voltaram, fui obrigado a parar a natação, e, resumindo, a cirurgia está marcada para o próximo dia 13/4.
O diagnóstico: Lesão do manguito rotador + Tenodese do biceps + Acromioplastia
Dr. Checchia fará por via artroscópica, é uma operação bastante conhecida e com excelentes resultados, só espero não ser um ponto fora da curva!

é isso, por fernando stickel [ 10:39 ]

ressonância

resson
Seis meses e alguns dias após meu acidente de motocicleta, revisito a ressonância feita no dia 25/4/2014, o dia do acidente.
Foram duas fraturas nas vértebras, L1 e L2, e duas fraturas nas costelas, a chapa só mostra uma.
É fascinante a clareza destas máquinas modernas, vê-se tudo, inclusive bicos de papagaio e todo o estrago que a idade faz na coluna vertebral!
Surpreendentemente não sinto dores, e agradeço diariamente por isso!

é isso, por fernando stickel [ 15:07 ]

tudo azul

tudo azul
Hoje nadei 1.500 m. em piscina aberta, sob chuva fina. Apenas uma pequena cãibra no pé direito me incomodou.

Semana passada recebi alta oficial do médico que me tratou da labirintite adquirida no infortúnio motociclístico.

Ontem, 25 Julho completaram-se seis meses do meu acidente.

Tudo azul. Alles Blau.

é isso, por fernando stickel [ 16:39 ]

continuo aqui

Meu acidente de motocicleta ocorreu em 25/1/2014. Inicio hoje a sétima semana pós acidente.
As feridas dos “ralados” fecharam completamente no antebraço, cotovelo, punho, joelhos e pé.
Continuo usando colete para a região lombar e toráccica, para ajudar na consolidação das fraturas de costela e vértebra, as dores fortes dos primeiros dias sumiram, agora são poucas dores leves.
O ombro direito vem melhorando, com fisioterapia, “borrachinhas”, muito gelo e as primeiras tentativas de nadar.
O que tem sido mais limitante é a labirintite, que me deixa por longos períodos com “neblina mental”, situação que mistura tontura, com visão fora de foco e total incapacidade para o trabalho. Esta condição se alterna com períodos de total lucidez e disposição, e outros estágios intermediários.
Tenho tentado manter um ritmo de caminhadas diárias, para um mínimo de exercícios, mas às vezes a labitrintite não deixa.
Fico com a sensação de um período da minha vida perdido, não que eu tenha “perdido o bonde”, não, mas muito tempo investido em médicos, exames, curativos e necessário descanso. É a minha saúde, certo, lido da melhor maneira possível com tudo isso, agradeçendo diariamente por ainda estar aqui.

é isso, por fernando stickel [ 12:46 ]

manobra

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Margarete, minha fisioterapeuta, me indicou um otorrinolaringologista especializado em labirintite, conhecido por fazer uma manobra que elimina as tonturas.
Muito bem. Marquei uma hora e lá fui hoje.
Contei a ele do acidente, ele me fez diversas perguntas, como se manifesta a tontura, em quais posições, qual a duração, etc…
Depois tomou um modelo em plástico do ouvido, cerca de três vezes maior que o natural, vi na etiqueta que era “made in Germany”, e me explicou o funcionamento do labirinto e o que provavelmente aconteceu no meu acidente, que tem o nome meio esquisito de Vertigem Postural Paroxistica Benigna, ou VPPB
É impossível não se maravilhar com a engenharia de altíssima precisão do corpo humano…
Em seguida fez um exame clinico para comprovar sua teoria, e complementou a sessão com a manobra destinada a reequilibrar o sistema.
Vamos aguardar 48 horas para confirmar o sucesso da operação.
Estou me sentindo bem.

é isso, por fernando stickel [ 0:19 ]

melhora?

Hoje cedo, quatro semanas e dois dias após o acidente ligo para o meu clínico e digo que a tontura da labirintite piorou muito. Ele me prescreve aumento da dose do Labirin, e assim faço.
À tarde decido ir ao escritório, mesmo sofrendo das tonturas e da “neblina mental”, que para mim é pior que as tonturas, é um estado semi-zumbi, onde você é incapaz de se concentrar em nada, a visão também é afetada, difícil focar, difícil resolver qualquer coisa que não seja banal.
Ao final da tarde começo a sentir ligeira melhora, e agora, quase meia-noite me deitei (sem tontura) e percebi que estou me sentindo bem, com a mente afiada, ao ponto de levantar da cama (sem tontura) para escrever estas linhas.
Vamos ver como estarei amanhã cedo.

é isso, por fernando stickel [ 23:55 ]

a vida por uma fresta

lab
A vida por uma fresta

Vocês já tiveram labirintite? É chato paca!!!!

A tontura começou dois ou três dias depois do acidente, durante a noite, depois ficou me acompanhando no ritmo vai e volta, mais leve, mais forte, e foi piorando até que voltei ao Einstein para examiná-la.
Entrei no PA (Pronto Atendimento) por volta das 11:00h, depois das burocracias fui colocado em um pequeno consultório onde fui atendido por um clínico que me fez perguntas e testes neurológicos, depois conversou com o meu médico particular.

consultorio
Desconfiavam de possível lesão nas artérias que passam pelo pescoço, e indicaram uma ressonância magnética do crânio. A enfermeira pediu para me deitar na maca, fez um eletrocardiograma e depois informou que o horário previsto para a ressonância seria 21:30h!!! Seguiu-se o diálogo:

– 21:30!!!??? Ok, vou para casa e volto mais tarde.
– Não vai poder sair… O médico pediu para o Sr. ficar aqui em observação, vamos ligá-lo ao monitor.
– Nossa! Pra que??
– É o procedimento.

Em seguida me empurraram na maca para um espaço fechado por cortinas. Lá passei das 11:30 até cerca de 18:00h, deitado, cheio de fios, quando me levaram com maca e tudo para a ressonância.
A vida passou pela minha frente nesta tarde por uma estreita visão na fresta da cortina, vultos que passam, conversas entrecortadas, comentários, barulhos e cheiros… Você se sente cuidado, sim, mas miserável na sua imobilidade e tontura. Dormi um pouco, almocei, e mais tarde tomei um lanche.
Ao final do exame a médica me informa que não há dano nas artérias, e que a tontura foi diagnosticada como labirintite. Finalmente quase 22:00h sou liberado!

A labirintite tem várias causas, no meu caso acho que foi o impacto da queda de motocicleta, e o resultante stress.

é isso, por fernando stickel [ 17:02 ]

anatomia de um(ns) acidente(s)

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Anatomia de um(ns) acidente(s)

No sábado 15/2/2014 completaram-se três semanas do meu acidente de motocicleta. A inatividade forçada dos primeiros dias, mais o susto, mais a ida e vinda ao hospital e médicos para consultas, exames e curativos, mais várias conversas com motoristas de taxi, e mais várias outras coisas impalpáveis acabaram por me lançar na procura de uma luz sobre o acontecido.

Na busca por clareza acabei por me lembrar de vários outros acidentes que sofri ao longo da vida. Mais ou menos graves, os que ficaram na memória:

CAVALO
– Caí do cavalo, galopando na curva da casa do Fritz em Campos do Jordão – 1960 – Ralados gerais

BICICLETA
– Em corrida de bicicleta no Brooklin, atropelei pedestre – 1962 – Ralados gerais
– Caí sozinho andando sem mão em Sutton Place, New York – 1985 – Fratura da rótula esquerda
– Caí em Campos do Jordão, rebocado no caminho do Hotel Toriba – 1987 – Ralados graves gerais
– Caí na Faria Lima, consequência de corrente quebrada, – 2003 – Joelho ralado
– Fui atropelado por motoboy na Faria Lima – 2005 – Ralados gerais
– Caí sozinho, andando sem mão no Ibirapuera – 2009 – Ralados gerais

MOTOCICLETA
– Derrapei com a Leonette no paralelepípedo molhado da Al. Casabranca – 1964 – Ralados gerais
– Caí com Lambretta, carregando ferro de construção na R. Fradique Coutinho – 1978 – Corte no pé direito, ralados gerais
– Caí na garagem do prédio, com o portão automático fechando na minha cabeça – 2011 – Ralados gerais, câmera fotográfica quebrada
– Colisão com Fiat Siena na Cardeal Arcoverde – 2014 – Duas costelas e duas vértebras quebradas, ralados gerais, câmera fotográfica quebrada

CARRO
– Capotei o Fusca 68 na Rio-Bahia – 1969 – Corte no supercilio
– Engavetamento com a Variant amarela na Via Anchieta – 1978 – Sem danos pessoais
– Fui abalroado por não me lembro quem no Volvo na esquina da Ribeirão Claro com Helio Pellegrino – 2006 – Sem danos pessoais
– Um Honda CRV me pegou no Porsche Boxster S na esquina da Helio Pellegrino com Diogo Jacome – 2012 – Sem danos pessoais

É interessante notar que com exceção da queda do cavalo, nenhum dos acidentes se deu por excesso de velocidade, algo de que sempre fui acusado pela família, e que acabou por gerar um estigma: “O Fernando corre muito!!!”
Outra coisa digna de nota é que os danos pessoais sempre foram comigo mesmo, o único terceiro que ficou machucado foi o motoboy que me atropelou.
Houveram inúmeros outros acidentes de menor porte, como esbarrões e pequenas colisões no trânsito infernal de São Paulo, até contra coluna de garagem já esbarrei… mas estes não contam.
Através dos anos aprendi a trafegar cada vez com mais calma e mais atenção, e a quantidade de pequenas colisões e esbarrões diminuiu drasticamente. Na média, considerando todos os acidentes acima, foi um a cada 3,6 anos…

é isso, por fernando stickel [ 9:32 ]

kapara

remir
Uma amiga me disse que o meu acidente de motocicleta BMW poderia ser interpretado com um palavra em hebraico: KAPARA

Fui pesquisar.

Kapara
Hebrew word that means “atonement”. Used by religious Jews to let things roll off one’s shoulders. Based on the belief that a bit of pain gives atonement for one’s small sins.

Don’t worry for what happened. Kapara!

atonement n (amends) indenização, compensação sf
atonement n Cristianismo: redenção sf expiação sf

Explanation:
The word is spelt: Kaf Peh Resh Heh. The literal meaning of the word is expiation or atonement (as in Yom Kipur, Day of Atonement). Also, pardon, forgiveness, indulgence, expiation, propitiation, and absolution.

Expiar um pecado

A expressão redenção, origina-se do ato de soltura de um escravo, que ocorria no primeiro século, mediante o pagamento de um preço. A palavra foi emprestada pelos cristãos da igreja primitiva para designar a libertação da escravidão do pecado por meio da obra redentora de Jesus Cristo.

Pequenos pecados, small redemption?

Se há expiação, houve pecado?

Follows impeccable behavior (minha observação)

The Hebrew language does not contain the concept of kaparah for a sin, but rather only kaparah for a soul. Kaparah is ransom for a soul, a replacement for death.

The word “kaparot” is plural for the Hebrew word “kapara,” which roughly translates in English as atonement. But the meaning of “kapara” is complex, implying an exchange of a sort. In the Kaparot ritual, this exchange takes the form of a chicken. This chicken is meant to absorb all the sins of the person who is performing the Kaparot ritual, and is then given as charity to a poor family—transforming sin into good deeds.

It is mostly the ultra-Orthodox who perform the Kaparot ritual with a chicken. More moderate Orthodox people usually perform the ritual with money instead, with the same result—the money is given to charity.

A verdade é que sempre estamos “pagando alguma”…

Não existe comportamento impecável, mesmo involuntáriamente somos grosseiros aqui, injustos ali e alheios acolá. É da natureza humana. Isto sem falar em maldade!

Quem briga muito paga o preço, quem se isola também.

Os pecados estão distribuídos por toda a humanidade, uns com mais daquele, outro com menos daqueloutro. E todos pagam, de um jeito ou de outro.

Acho que tudo está conectado em um sistema universal de pesos e contra-pesos, e quando as imperfeições no sistema dão origem a um acúmulo de tensões ocorrem rupturas. Estas rupturas serão maiores ou menores, mais ou menos doloridas, algumas até passam desapercebidas…

O meu acidente foi uma ruptura, e paguei barato! Kapara!

é isso, por fernando stickel [ 7:44 ]

Uma semana após meu acidente de motocicleta com a BMW F800 GS posso dizer que a rotina de vida já voltou praticamente ao normal. Vamos entender esta “normalidade”:
– Não estou fazendo atividades físicas, apenas caminhadas bem curtas.
– Não estou dirigindo carro, nem moto…
– Estou dormindo razoavelmente bem, as dores controladas com remédios.
– Consulta a médicos, exames de imagem, sessões de gelo no ombro direito, visita ao Einstein para curativos a cada dois dias, preenchimento de Boletim de Ocorrência Eletrônico na Internet (funciona!!!), acompanhamento do processo de sinistro da seguradora pela Internet (também funciona!!!!) e uma natural diminuição do ritmo de trabalho pedem ajustes na agenda.
– Entrar e sair do carro é o momento mais crítico para as dores lombares.
– Só ando de havaiana, o pé direito ainda muito inchado. Estou usando um colete.
Por outro lado,
– Sentar ao computador, falar no telefone e participar de reuniões, normal.
– Ontem fomos ao restaurante, à Pracinha com meu neto Samuel e ao cinema, tudo sem problema.

é isso, por fernando stickel [ 9:16 ]

dia-a-dia do acidentado

mao
O dia-a-dia do acidentado.
Hoje, cinco dias depois do acidente com a BMW F800 GS me acostumei com a nova rotina, que é muito chata!
Sinto falta de sair de dentro de casa, de ter disposição para fazer alguma coisa, trabalhar.
Qualquer coisa que você faça sentado tem que ficar com o corpo ereto, a solidificação das fraturas na vértebra e costela depende de postura correta, você não pode se largar na cadeira, e isso cansa e limita o tempo de concentração, seja no computador, para leitura ou na TV.
Ao deitar não há posição confortável, é necessário ficar mudando entre deitado de barriga pra cima, do lado direito, do lado esquerdo. Cada uma destas posições tem um limite de tempo, pois cansa e começa a doer, e a cada virada tudo dói…
O banho então é uma aventura, só é possível com a ajuda da minha querida Sandra. Começa com a proteção dos curativos com sacos plásticos, e aí é um semi banho de gato muito mal ajambrado…
A mão esquerda tem mobilidade total, mas está enfaixada e não pode molhar, já a mão direita pode molhar, mas está com a mobilidade reduzida por conta da lesão no ombro… Até escovar os dentes é um sofrimento…
A cada 48 horas volto ao Einstein para os curativos, depois de descer do carro com dificuldade, vou de cadeira de rodas até o consultório no 3º andar do Bloco A1, lá é tudo longe… O procedimento é longo e minucioso, em alguns momentos dolorido, compensado pela extrema gentileza e competência das enfermeiras.
Fui também ao Fleury fazer uma ressonância magnética. Quase uma hora enfiado naquele tubo maldito e gelado, ao sair de lá tudo doia…
A sensação de estar engordando por conta da inatividade é mortal… Você não se acostuma imediatamente a comer menos, e o resultado vai aparecendo…
Hoje decidi que vou ao escritório, nem que seja por uma ou duas horas, não aguento mais ficar em casa!!

é isso, por fernando stickel [ 8:18 ]

acidente de motocicleta

caloi
Sofri um acidente de motocicleta, com a BMW F800 GS.

Microssegundos separam você de tudo aquilo que você conhece e ama, da morte. Essa foi a lição.

Estou vivo, pensativo, ralado, doído, quase parado.

Aconteceu às 15:30h do último sábado, 25 Janeiro, aniversário da Cidade de São Paulo.
Dia bonito, eu estava feliz, leve, usava capacete e vestia apenas uma bermuda, camiseta e mocassins sem meias, no meu bolso direito a câmera Leica D-LUX-5, no esquerdo o celular e no bolso de trás a carteira.

Era para ser um dia dedicado inteiramente à fotografia, pela manhã fui ao Itaucultural para a abertura da exposição MODERNA PARA SEMPRE, com curadoria de Iatã Cannabrava, depois do almoço fui como aluno convidado conhecer a Cidade Invertida do Ricardo Hantzschel, e me dirigia ao Madalena CEI para a inauguração da exposição “Brasilândia” promovida pela Fundação Stickel em parceria com o Madalena.

Trafegando pela Av. Dr. Arnaldo entrei à esquerda na R. Cardeal Arcoverde, logo à frente, na esquina da R. Arruda Alvim colidi contra um carro (ou foi ele que colidiu contra mim…)

Não me lembro do que aconteceu, a cor do farol, nada… o acidente ficou envolto em “neblina mental”. Sobrou na minha memória apenas a visão com foco fechado da frente de um carro claro vindo da minha direita, eu freando e desviando, e batendo no seu canto dianteiro esquerdo.

Fui parar em baixo de um carro estacionado, pessoas se preocupavam em me tirar de lá, umas diziam para não me mexer, outras tentavam ajudar, fui me mexendo e saí. Me levantei, uma dor forte no lado esquerdo das costas, uma alma boa me ofereceu água. O celular funcionou, pedi ajuda.

O resultado foi uma vértebra e uma costela quebrados, fraturas sem gravidade mas muito doloridas e escoriações generalizadas, pés, mãos, cotovelos, joelhos. A moto e a câmera fotográfica raladas.

Me levaram para o Pronto Atendimento do Einstein, onde fui muito bem atendido, a Sandra chegou logo depois, saimos de lá quase 11 da noite depois de curativos, tomografias, raios-x, etc…

Os médicos me recomendaram 40 dias de repouso, bastante tempo para pensar…

é isso, por fernando stickel [ 10:46 ]