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coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Arquivo: dezembro de 2006

paraíso

Chegamos à Ponta do Corumbau, Bahia, sem incidentes, tudo no horário marcado. É o paraiso!!!!
Mais uma vez feliz ano novo a todos!

é isso, por fernando stickel [ 17:22 ]

arco-iris


Acabou de acontecer na minha frente, um dos maiores e mais bonitos arco-iris que já vi. Do meu ponto de vista na Vila Olímpia, ele foi do Itaim até o Ibirapuera, mais ou menos.

é isso, por fernando stickel [ 19:58 ]

fortune cookie


Uma das graças do restaurante chinês é o “Fortune Cookie”, eu recebi estas duas mensagens, uma sábia, outra alvissareira. Para começar o ano está bom demais!

Cante e regozije, a fortuna está sorrindo para você.

Quem passa o tempo todo falando não terá tempo para pensar.

é isso, por fernando stickel [ 9:54 ]

james brown e braguinha


Dois monstros sagrados que também subiram no Natal, vão fazer companhia ao meu sogro e ao meu pai. Boa viagem James Brown e Braguinha!

é isso, por fernando stickel [ 8:31 ]

faleceu josé di ciommo


Em 25 Dezembro 2004 faleceu meu pai, Erico João Siriuba Stickel.
Hoje cedo fui buscar minha mãe para visitar o cemitério quando toca meu celular e a Iris, minha ex-mulher me avisa que nesta madrugada faleceu o pai dela, José Di Ciommo.
Meus três filhos passam a ter dois avôs falecidos no dia de Natal. Curioso, no mínimo.
Sinto uma simbologia de renovação nesta sincronicidade, e nada melhor que esta manhã clara, agradável, silenciosa, de céus azuis e brisa leve para celebração dupla.
No cemitério, penso com carinho no meu pai e no meu sogro.

é isso, por fernando stickel [ 11:34 ]

véspera de natal


São Paulo hoje, em primeiro plano o Clube Pinheiros e no centro o Shopping Iguatemi, que a estas alturas deve estar mais tumultuado que os aeroportos…

é isso, por fernando stickel [ 18:03 ]

pista do clube pinheiros


Esta é a pista de atletismo do Clube Pinheiros, em foto de hoje.
Há poucos meses atrás esta pista foi inteiramente reformada e o piso de borracha repintado.
A obra de restauro foi objeto de artigo na revista do clube, com óbvios tons ufanistas, etc…
Agora, em nova reforma, arrancaram todo o revestimento de borracha para ser refeito. Fui ao “ombudsman” do Clube para reclamar explicações do porque desta mega-reforma, poucas semanas após a reforma anterior ter sido concluida. Me disseram que responderão por carta nos próximos 15 dias.
Parece que as práticas comuns ao poder público estão avançando na iniciativa privada.
Vergonha!

Em tempo. As respostas por carta vieram mais de seis meses depois, sem dizer absolutamente nada. A técnica é exatamente a mesma do Poder Público, deixar o assunto esfriar e não se fala mais nisso. Vergonhosa a atuação dos dirigentes do Clube Pinheiros.

é isso, por fernando stickel [ 17:39 ]

iris dassault


Iris Dassault: Modelo blogueira ou blogueira moodelo? Veja aqui.

é isso, por fernando stickel [ 23:20 ]

evento familiar


Flagrante de evento familiar no mínimo, curioso…

é isso, por fernando stickel [ 0:56 ]

que fazer?


O que fazer?

é isso, por fernando stickel [ 18:09 ]

27ª bienal


Errei meu cálculo e perdi a exposição dos concretistas no MAM, paciência. Fui então à 27ª Bienal de São Paulo, entrada grátis, e o único prazer que lá obtive foi um Eskibon na saída por R$3,50.

Rala, irrelevante, fraca, esta Bienal é totalmente inútil. É óbvio que deve haver uma ou duas pérolas perdidas lá no meio, mas mesmo o Marcel Broodthaers ficou ralo e perdido. Triste, drenado de energias, cá estou desiludido com (esta) arte. E de quebra triste com (este) Brasil. Por ser totalmente oportuno, e como de costume lúcido e bem escrito, vai o artigo do Arnaldo Jabor sobre o tema:

A arte deve ser a exaltação da vida – Caderno 2 – 12/12/2006

Ao apagar das luzes, fui ver a Bienal. Já tinha visto e fui de novo. E confirmei a primeira impressão. A sensação é a de ruínas ou de despejos da civilização. Os trabalhos repetem os mesmos códigos e repertórios: terra arrasada, materiais brutos e sujos, desarmonia, assimetria, uma busca deliberada da feiúra, uma clara vergonha de ser ?arte?, vergonha de provocar sentimentos de prazer. A fruição poética é impedida, como se o prazer fosse uma coisa reacionária, ?alienada?, ignorando o ?mal do mundo?, que tem que ser esfregado na cara do espectador para que ele não esqueça o horror social e político que nos assola.

É como se a própria arte fosse uma babaquice a ser evitada. Numa entrevista, uma das teóricas da arte contemporânea, Claire Bishop, diz na Folha : ?não defendo uma arte da transcendência. O paradigma romântico foi desmantelado no século 20, porque apresenta a arte como algo universal acima da realidade social e política?.

Ou seja, a razão maior da arte , que é justamente esta, está jogada fora, em nome de uma ?virada social da arte?, uma racionalização criada para substituir a impotência política real.
Fui andando pelo pavilhão do Niemeyer, pensando que o edifício moderno era superior a qualquer panfletinho ali exposto.

Pensei que o império da sordidez mercantil, a ignorância no poder, o fanatismo do terror, a boçalidade da indústria cultural, em suma, toda a tempestade de bosta que nos ronda está muito além do alcance crítico de qualquer ?denúncia ? artística.. Não adianta mais ?chocar ? ninguém. Nada que haja na Bienal nos choca mais que uma explosão da discoteca onde morrem 300 jovens, nada é pior que homens-bomba ou a África ou a lama das favelas e periferias. Nada.
A arte virou um parque temático de deprimidos, um muro de lamentações inúteis.
Hoje, sobrou apenas a psicose como bandeira, a melancolia como ?denúncia? de uma vida sem solução e a única crítica do mundo ocidental é feita pelos terroristas islâmicos.

Intelectuais e artistas vivem em pânico, pois seu reinado de sínteses se extinguiu . Os acontecimentos estão incompreensíveis e , no entanto, óbvios demais. Pipocam religiões e irracionalismo autoritário que nos tragam alguma certeza , nem que seja a de chicotes em nossas costas , pedras em nossas cabeças ou guerras sangrentas que nos purifiquem.
Todas as reflexões filosóficas ficaram céticas, descrevendo impossibilidades e becos sem saída. Nunca imaginávamos que o século 21 seria parecido com o século 7o . quando Maomé se declarou o único profeta

Tropeçando em perigosas ?instalações ? pensei que a morte da ?aura? da arte será mais difícil de se aceitar do que pensávamos. Com a morte da arte, o artista se vê abandonado , e ele mesmo passou a usar a luz da ?aura?, passou a ter ?halo?, como uma coroa de espinhos para sua solidão. O artista quer virar obra de arte. E tudo faz para esquecer seu abandono, mesmo que seja expor seus excrementos numa latinha. E vemos que ele não abriu mão da representação, mas cultiva-a ao avesso da beleza, como uma doença favorita. Ele é a representação, ele é a paisagem.

Acontece então que críticos e ensaístas sacanas,mas brilhantes como Brad Holland, por exemplo, vêem essa brecha teórica no ar e começam a destratar a arte em geral, com claros tons reacionários e, no caso do Holland, muito engraçados. Ele se refere ao beco sem saída d arte, que descrevo neste artigo-cabeça. Diz ele: ?Tanto o dadaísmo como o surrealismo estão superados. É impossível distinguir esses movimentos estéticos da vida cotidiana. ?E depois: ?não há mais o que transgredir. Tudo foi assimilado. ?Estamos rompendo normas?é, hoje, o slogan do McDonald?s?. E a piada final, o ?punch line?: ?Antigamente , o artista de vanguarda chocava a classe média; hoje a classe média choca o artista de vanguarda.?

Claro que essas piadas não resolvem o impasse. Claro também que os artistas contemporâneos não podem ignorar o horror do mundo e têm de acusar o golpe. Sim,mas mesmo em tempos terríveis, há que se buscar alguma transcendência,sem desistir da criação como esperança e vitalidade.

Depois da Bienal, entrei na exposição Raízes da Forma, no MAM ? SP, exibindo os principais trabalhos fundadores do Movimento Concreto dos anos 50 em São Paulo.

E, aqui, devo fazer uma auto-crítica: sempre impliquei com os concretos, desde minha adolescência no Rio, talvez influenciado pela cisão entre cariocas e paulistas sobre arte, com a polêmica entre concretos e neo-concretos do Rio, liderados por Ferreira Gullar. Mas domingo, dentro do MAM, tive uma sensação de alívio, de paz.

Diante das obras lindas de Ivan Serpa (ele , um precursor livre), de Lígia Clark, de Oiticica ( que me irritava desde as brigas com o Cinema Novo) , Geraldo de Barros, Aluízio Carvão, Alexandre Wollner e outros, diante das formas puras, reencontrei-me com a transcendência , sim , ali, no concreto. Sim, a arte que nos pacifica, eleva, nos silencia. E tive a certeza inapelável: a forma é tudo. Na forma está a verdade muito mais que na gritaria de denúncias e conteúdos desesperados como panfletos. No silêncio da forma a beleza nos espera, a esperança de sentido nos aplaca. Na beleza das formas organizadas, no desenho da razão está um sentido misterioso, mas imperioso para a vida. Lembrei-me então de uma frase de Stravinski: ?A obra de arte deve ser exultante.? E entendi que desistir da beleza é uma confissão de derrota, é legitimar os inimigos.

E só então 50 anos depois apaixonei-me pelos concretos de São Paulo, liderados pelos irmãos Campos e Pignatari , eu que já os tinha chamado de
mata-mosquitos da cultura?, no passado. Desculpem-me hoje 50 anos depois.

é isso, por fernando stickel [ 17:54 ]

vergonha


foto ED FERREIRA/AGÊNCIA ESTADO/AE

O ministro da Defesa, Waldir Pires declarou que não ganha bem para resolver os problemas do apagão. Pode uma coisa dessas? Por que aceitou o cargo, só para se divertir às nossas custas? Minha vergonha de ser brasileiro só faz aumentar, dia após dia.

Estou de péssimo humor (acho que dá pra perceber…), me pegou uma crise de dor nas costas. Tudo bem que a última crise foi há 15 meses, fato inédito na última década, mas ainda assim é um saco!

é isso, por fernando stickel [ 22:37 ]

porão escuro

porao1.jpg
Hoje, dia 11 de dezembro, comemora-se o Dia do Engenheiro e do Arquiteto.
Eu comemorei derrubando umas paredes e recuperando o cenário original das minhas brincadeiras de criança. Esta porta leva ao “porão escuro” da casa dos meus pais na Rua dos Franceses, que muito me apavorou naquela época.

é isso, por fernando stickel [ 23:40 ]

eisenheim


Auto-retrato no estilo “ilusionista”.

Quer ver um filme policial excelente, num cenário impecável com uma trilha sonora by Philip Glass e atores magistrais?
Vá ver Eisenheim, o Ilusionista.

É interessante pensar que Dr. Sigmund Freud estava lá em Viena na época retratada no filme, atendendo no seu consultório na Berggasse 19.

é isso, por fernando stickel [ 23:31 ]

mariana gama


A Mariana Gama foi (excelente) modelo no meu extinto curso de desenho de observação.
Ela tem idéias de organizar grupos para sessões de desenho com modelo vivo. Informações: 11 9493-9601 mariana.gama@ig.com.br

é isso, por fernando stickel [ 12:42 ]

reflexo azul


No saguão do sanitário masculino da Pinacoteca. O reflexo azul vem do trabalho de Regina Silveira instalado no átrio central.

é isso, por fernando stickel [ 10:47 ]

av. paulista x brig. luis antonio


Esquina da Av. Paulista com a Brig. Luis Antonio.

é isso, por fernando stickel [ 23:33 ]

german lorca


Esta figura simpaticíssima chama-se German Lorca, tem 84 anos e a energia de um jovem. Fotografou tudo e todos em sua longa e rica carreira.
Lorca me fotografou e me ajudou muito na preparação da minha exposição “Vila Olímpia”, na Pinacoteca e ontem abriu lá sua bela exposição “Fotografia como memória”, com curadoria e montagem impecáveis de Diógenes Moura.

é isso, por fernando stickel [ 12:26 ]