Minha primogênita Fernanda, meu caçula Arthur, de óculos, e meu neto Samuel, reunidos na casa da fotógrafa Jade, que os fotografou.
família
16 de agosto de 2012
filhos e neto
é isso, por fernando stickel [ 13:24 ]
13 de agosto de 2012
cinemúsica
O dia dos pais me brindou com céu azul, sol e temperaturas amenas, em seguida recebemos os filhos, o neto e minha mãe, fui à cozinha e preparei “Camarão à Newbourg”. Dia perfeito!
… e à noite, Cinemúsica no MIS – Museu da Imagem e do Som!
O MIS, Instituição da Secretaria da Cultura apresenta CINEMÚSICA, um concerto multimídia (recital de piano + filme/cenário), resultado da colaboração da artista plástica Mariannita Luzzati e do pianista Marcelo Bratke, no domingo, 12 de agosto, às 19h. Concebido por Mariannita, a ideia é transportar o público a uma jornada auditiva e visual pelo universo musical de Heitor Villa-Lobos, fonte de inspiração de Villa-Lobos – Como em uma janela imaginária através da qual o público pudesse entrar em contato com o contemplativo em diálogo com a natureza brasileira.
Em 2011, o projeto foi levado a dez penitenciárias do Estado de São Paulo e um documentário (de Mariannita Luzzati) foi produzido por meio das imagens destes concertos pouco usuais, registrando momentos surpreendentes e relatando o impacto da música e da natureza levada aos presídios. Além da força da música e da capacidade de “transportamento” das cenas de natureza, o projeto levou os artistas envolvidos e os detentos a uma experiência sem precedentes a nível humanitário.
“Se os detentos serão reintegrados um dia à sociedade, este projeto procurou criar uma `janela imaginária` por meio da qual o sensível e o contemplativo pudessem exercer uma ação transformadora a estas pessoas. Um momento de reflexão que ficará em suas memórias para sempre”, revela a autora do projeto, Mariannita Luzzati. “Foram momentos de grande emoção. Lágrimas e sorrisos. Esperança e reflexão. Para mim, como artista foi, este projeto mostrou que a música e a arte tem um impacto e uma função que ultrapassa o nível da estética e vai direto ao espírito humano”, completa Marcelo Bratke.
O documentário foi exibido pela primeira vez em Londres no Southbank Centre – Festival of the World/Royal Festival Hall e ainda em 2012 será exibido, seguido do próprio concerto, em Nova York, Roma e Basel. Também estão sendo agendadas exibições do projeto completo (filme + concerto) no Brasil.
MARCELO BRATKE
Pianista brasileiro radicado em Londres, Marcelo Bratke tem se apresentado frequentemente nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo como o Carnegie Hall em Nova York, o Festival de Salzburg, o Queen Elizabeth Hall em Londres e o Suntory Hall em Tóquio, entre outros. Recentemente aclamado pelo jornal The New York Times por sua interpretação de Villa-Lobos no Carnegie Hall, Bratke está à frente do projeto Villa-Lobos Worldwide pelo qual foi premiado em Londres em 2011 com o 14th Brazilian International Press Award – United Kingdon.
MARIANNITA LUZZATI
Mariannita Luzzati representou o Brasil na 22ª Bienal Internacional de São Paulo e tem participado de mostras em importantes museus e instituições no Brasil e no exterior. Suas obras constam em coleções nacionais e internacionais que incluem o Museu Britânico de Londres, o Machida City Museum of Graphic Arts em Tóquio e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outros. Recentemente foi uma das artistas escolhidas para integrar a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras”, realizada no Palácio do Planalto em Brasília em homenagem a Presidenta Dilma Rousseff.
é isso, por fernando stickel [ 10:46 ]
30 de julho de 2012
campos do jordão
Meu avô Ernesto Diederichsen (1878-1949), industrial e empresário e minha avó Maria Elisa Arens Diederichsen (Lili) chegaram à cidade serrana de Campos do Jordão SP em 1936. Encantados com o cenário alpino, adquiriram grandes áreas de terra na região.
Construiram em área de cerca de 100 alqueires denominada “Fazenda Toriba” a “Casa Grande” destinada ao veraneio da família, inaugurada em 1941. Na sequência, associados ao genro Luiz Dumont Villares construíram o Hotel Toriba, inaugurado em 1943.
Até o comecinho dos anos 70 as famílias Stickel, Diederichsen e Villares passavam as férias de Julho na Casa Grande. A casa era imensa, tinha três alas, duas no térreo (Stickel e Diederichsen), e uma no piso superior (Villares). O quarto da Vovó Lili (1883-1973), a dona da casa, ficava em um “corner” da ala Stickel. Havia ainda a casa da portaria, no andar superior da casa do caseiro, o que significava no total cerca de 16 quartos e perto de 50 pessoas na casa na alta temporada de Julho, pois vários quartos eram guarnecidos de dois beliches. Logo na entrada, sobre o gramado, ficava um lindo chorão, ao seu lado o telhadinho do sino, seu toque chamava para as refeições.
No total, a Fazenda Toriba englobava duas portarias (Toriba e Umuarama), dois chalés, a Casa Grande, duas ou três casas de colonos, a garagem do trator, a casa do Fritz, o administrador, a cocheira ao lado do lago e a horta, cuidada pelo “Joãozinho da Horta”, que também era um artista “naif”, pintava sobre madeira. Inúmeras construções auxiliares se espalhavam pela área, caixas d’água, estufas, barragens, captação de águas e casa de bombas, etc…
Os dois chalés eram ocupados, um pela família Lenz Cesar, e o outro alugado à família Van Langendonck. A portaria de Umuarama era tradicionalmente alugada para a família Oliveira.
As crianças se auto-definiam em grupos pelas idades como “pequenos, 8-9″, “médios, 10-11″ e “grandes, 13-14″, nesta escala um ou dois anos de diferença faziam a separação dos grupos. O grupo dos pequenos adorava fazer cabana dentro de casa, prendiam colchas e lençóis trazidos pelas mães com pregadores no espaldar das cadeiras, e se instalavam confortavelmente sobre almofadas.
Eu, meu amigo Klaus, meu primo Bernardo e a os irmãos mais velhos da família Oliveira, Mauricio, Marcelo e Marcos eram os “grandes”, e esta turminha não se cansava de aprontar, tendo certa feita se dedicado a quebrar TODOS os vidros da cocheira! Quando os pais souberam da façanha aplicaram uma das maiores broncas de que tenho memória, e vários castigos…
A rotina diária incluia sair a cavalo logo cedo, passeios os mais diversos, até a hora do almoço, depois do almoço trabalhar nas “estradinhas”, construção coletiva de estradas, grutas, pontes, escavadas em um barranco perto da Casa Grande, depois “zonear” no Hotel Toriba, onde os netos de Dona Lili, minha avó, podiam fazer tudo, inclusive assaltar a confeitaria…
Á noite, banho, pijama, “robe-de-chambre” e chinelos de lã com sola lisa de couro, que nos incentivava a derrapar no piso de cerâmica vermelha, em seguida jantar e jogos perto da lareira. Os mais safados costumavam assaltar a despensa, recheada de latas de biscoito e leite condensado. O acesso sempre trancado era driblado por uma passagem secreta através da lavanderia…
Vez por outra visitávamos o Ibaté, casa do meu tio Luiz Dumont Villares, e o programa era sempre nadar na piscina gelada e o escorregador de alumínio!
A Casa Grande tinha um único telefone, alojado em uma cabine anexa ao lavabo, as ligações muito difíceis eram através da telefonista. Do lado de fora, o pavilhão do ping-pong, construido em “logs”. Na entrada, do lado direito do portão principal ficava uma área coberta que abrigava uma dúzia de cavalos.
Durante as férias de Julho os pais chegavam de São Paulo às sextas-feiras, para grande alegria de todos, carregados de revistas, guloseimas, etc… Nas manhãs de sábado e domingo meu tio Ernesto montava as caixas de som nas janelas da sala, direcionadas para o páteo externo, e tocava música clássica, Dave Brubeck e outras preciosidades. Ficava todo mundo por ali curtindo o som, lendo, tomando um sol ou simplesmente ouvindo o vento nas árvores.
Vez por outra a Casa Grande recebia a visita de Frei Orestes Girardi, baixinho, magérrimo e corcunda, o Frei era uma importante liderança local, sempre batalhando pelos pobres. Talvez tenha sido o meu primeiro contato com o Terceiro Setor…
O cavalo Winnetou da Vovó Lili morreu ao escorregar em uma grota ao lado da Casa Grande, ao resgatar o corpo do animal descobriu-se uma fonte de água pura e cristalina, que a partir deste momento passou a ser chamada de Fonte Winnetou, na qual Vovó Lili bebia água todos os dias!
Inevitavelmente, a cada mês de Julho, era construida uma cabana no meio do mato. Todos participavam, e carregavam martelos, pregos, serrote, machadinhas, facões, etc… Óbviamente um ou outro era vítima de tantos objetos perfuro-cortantes, e as diligentes mães tinham que se desdobrar como enfermeiras, e levar alguém para a cidade dar pontos…
No lago haviam dois ou três caiaques de lona, e sempre que eu me aventurava por aquelas bandas acabava por cair no lago e voltava molhado e enlameado para casa. Aliás, água, chuva, lama e sapos faziam parte integrante das férias, sair pelado na chuva era o máximo!
As aventuras com cavalo eram inúmeras, e os tombos também, ao meu primeiro cavalo dei o nome de Ferraz, o segundo foi o Carbono, tinha esse nome por sua cor gafite azulado, lindo! Os mais velhos faziam excursões a cavalo que duravam dois ou três dias, dormíamos em sleeping bags debaixo de um céu estúpidamente estrelado!
Um dos passeios recorrentes era a visita ao Matadouro Municipal, na serra velha, era o fascínio do horror, da morte, do sangue, a língua de fora e os olhos vidrados. Mas o pior eram os cheiros, porque ao lado existia um curtume, e aí é que a sinfonia sensorial pegava pesado!
As excursões à Pedra do Baú envolviam logística mais sofisticada, às vezes voltávamos pelo Acampamento Paiol Grande e São Bento do Sapucaí. Quem tinha medo ia só até o Bauzinho…
O capítulo dos automóveis era sério…
Com cerca de 13 anos eu queria guiar de qualquer jeito, e meu pai me ensinou a guiar em uma Rural Wyllis, com câmbio no chão. Nesta fase ele permitia que eu guiasse dentro dos limites da fazenda, o que significava intermináveis idas e vindas em uma pequena estrada de terra de cerca de 2 km.
Eu dirigia tudo o que me caisse nas mãos, principalmente uma camionete Ford 1951 cinza, caindo aos pedaços, um trator vermelho Case dos anos 40, de rodinhas juntas na frente, e o carro da minha avó Lili, um Ford Tudor V8 1955 branco.
À noite, eu e meu primo Bernardo sempre encontrávamos um jeito de roubar os carros, e aí saíamos para fora da fazenda, eu guiando o Ford Tudor e ele no Plymouth Belvedere 1959 do pai dele. Eram corridas entre Abernéssia e Capivari, sempre em alta velocidade, a mais de 100km/h. As avenidas eram totalmente desertas e geladas e eu lembro das luzes dos postes passando rápidamente contra o céu estrelado. Só não aconteceu um acidente nestas saídas noturnas porque a divina providência houve por bem nos poupar!
Muitas e muitas vezes todos se mobilizavam para ajudar no combate aos incêndios na mata, que eram comums na época de inverno. Muitos relacionamentos, namoros e até casamentos conteceram a partir das brincadeiras nas noites geladas, excursões ao Pico do Itapeva, festas em casas dos amigos, bailinhos no Hotel Toriba etc…
Bons tempos!!
A planta da casa.
Uma amiga me enviou estas fotos da casa construida por Floriano Pinheiro, publicadas na revista Acrópole Nº 72 de Abril 1944.
é isso, por fernando stickel [ 11:28 ]
10 de maio de 2012
pedra do baú
Descobri em uma antiga publicação da Villares este projeto para o Refúgio da Pedra do Baú. A cabana foi construida nos anos 40 como parte da implantação do Acampamento Paiol Grande em São Bento do Sapucaí, graças aos esforços, entre outros, do meu tio Luiz Dumont Villares, do meu pai Erico Stickel, Job Lane, Otavio Lotufo e Alfredo Velloso.
Eu ainda conheci a cabana de pé, e lá dormi na minha primeira escalada da Pedra em 1956. Logo depois ela foi vandalizada, hoje não sobra nada.
Meu certificado de escalada do Baú foi assinado pelos meus primos Maria e Paulo Villares (com a observação “que escalou o Matterhorn…), e pelo meu pai, Erico Stickel. Eu tinha 7 anos e três meses de idade!
é isso, por fernando stickel [ 14:49 ]
16 de abril de 2012
germania x pinheiros
Completam-se 70 anos da transformação do Sport Club Germania no Esporte Clube Pinheiros. Meu avô, Arthur Stickel foi presidente do clube de 1933 a 1942.
Na revista “Pinheiros” nº 167, de Março 2012.
é isso, por fernando stickel [ 11:30 ]
23 de março de 2012
aniversário samuel
Meu neto Samuel completou dois anos de idade no dia 22 Março.
A festa de aniversário da minha paixão foi na sexta-feira dia 23, no salão de festas do prédio, com direito a muito espaço para correrias, pula-pula e muitos amiguinhos, na foto ele com os pais Fernanda e Plauto.
é isso, por fernando stickel [ 20:47 ]
2 de fevereiro de 2012
geração de stickel
Eu – 63 anos de idade
Antonio – 31, filho
Arthur – 17, filho
Samuel – quase 2, neto
O intervalo entre gerações vai de 20 a 40 anos, contando comigo, e considerando o intervalo menor, são quase quatro gerações de homens na família Stickel.
É gostoso de ver e conviver, como aconteceu em Ubatuba no fim de semana passado, quando fui visitar o Antonio.
é isso, por fernando stickel [ 15:32 ]
27 de janeiro de 2012
ubachuva
Hoje é dia de duas coisas importantes, logo mais a primeira reunião do Conselho Fiscal da Fundação Stickel, em seguida viajar para Ubatuba, mesmo com chuva, para visitar meu neto Samuel!
é isso, por fernando stickel [ 8:43 ]
16 de janeiro de 2012
idoso e trabalho
Vovô Fernando e seu neto Samuel, ontem à tarde.
Idosos na força de trabalho sobem 65% em dez anos
Eu sou um destes casos, aos 63 anos, aposentado e trabalhando como Diretor Executivo da Fundação Stickel.
Não concordo com a definição brasileira de “idoso” aos 60 anos, acho que como na Europa essa idade tinha que subir no mínimo para 65. Também não concordo com aposentadoria aos 35 anos de trabalho, eu me aposentei com 53 anos de idade, no máximo da potência profissional, é muito moço!! Este limite deveria subir para 40 anos, seria razoável.
é isso, por fernando stickel [ 12:20 ]
15 de janeiro de 2012
jimmy hendrix, o jack russell
Esta criatura trouxe alegrias inéditas à nossa casa.
Jimmy Hendrix, da raça Jack Russell Terrier é simplesmente uma delícia!
Eu que nunca fui cachorreiro, vou me adaptando à nova vida, levar para passear, conversar com inúmeras pessoas na rua, limpar xixi e cocô, brincar horas a fio, apreciando a sua inteligência e agilidade.
As energias da criatura parecem ser infinitas, lembram muito o Milu do Tintin!
é isso, por fernando stickel [ 10:27 ]
11 de janeiro de 2012
sem as amigdalas
Meu filho Arthur retirou hoje cedo as amigdalas, no novo Einstein da Av. Sumaré – Unidade Perdizes Higienópolis (DAY CARE). Tudo muito rápido, civilizado, limpo, bonito. E com quanto sorvete quiser…
Para passar o tempo contei a ele como foi a minha cirurgia para extirpar as amigdalas, meio século atrás…
No consultório do médico me sentaram em uma cadeira, me cobriram com panos verdes, colocaram uma máscara com gaze sobre boca e nariz e pediram que que contasse de dez para trás, enquanto borrifavam éter na máscara, meio grogue e zonzo, com a boca aberta por um aparelho recebi a agulhada da anestesia local, senti e ouvi toda a operação, foram barulhos horríveis, tudo sem dor.
Com a boca cheia de sangue perguntei:
-Gonge eu guxpo? (aonde eu guspo?)
-Aí mesmo, no pano.
Achei um desperdício enorme sujar aquele pano limpinho…
Depois, em casa me frustrei enormemente porque minha mãe, por razões desconhecidas, não me permitiu o proverbial sorvete, talvez daí minha predileção por sorvete, até hoje…
é isso, por fernando stickel [ 18:25 ]
9 de janeiro de 2012
começo a duzentos!
Dizem uns que o ano começa hoje, outros que começará apenas depois do Carnaval.
Para o meu neto Samuel, no entanto, 2012 já começou a duzentos!!! (ele completará dois anos em 22 Março…)
é isso, por fernando stickel [ 10:20 ]
26 de dezembro de 2011
samuel em belô
Meu neto Samuel passou o Natal em Belo Horizonte, senti falta dele, não consegui dar meu presente, etc…
Mas pelo jeito ele se divertiu com a irmã!
é isso, por fernando stickel [ 7:37 ]
20 de dezembro de 2011
jimmy e o tênis
Nestas festas de fim-de-ano começa a participar o mais novo membro da família, Jimmy Hendrix.
O jantar de Natal da família se realizou em um prédio com quadra de tênis, nosso garboso representante da raça Jack Russell se interessou muito pelo jogo, achou uma brecha no alambrado e se jogou de uma altura de quase dois metros, inaugurando a modalidade atlética arremeço de cão.
Ficou enlouquecido com as dezenas de bolas de tênis soltas pela quadra, deu um trabalho terrível para ser capturado, sob o olhar de doce censura do professor e seu aluno…
(photos by instagram)