
Um ícone desaparece (ou muda-se, não sei…)
O Café Photo na Av. Helio Pellegrino, que há muitos anos convivia pacificamente com o bairro, está sendo demolido, pois ali surgirá mais um par de torres residenciais milionárias.
Volta e meia os jornais “redescobrem” as “casas de tolerância” de luxo, e fazem um pequeno auê sobre o tema, mas a verdade é que nunca houve transtorno algum, o movimento da casa denunciado apenas por longas filas de taxis à porta.
cidade
9 de fevereiro de 2010
café photo
é isso, por fernando stickel [ 14:56 ]
5 de fevereiro de 2010
tormenta

Enchentes, árvores caídas, falta de luz, trânsito infernal, tudo isso vem acontecendo com desagradável regularidade na cidade de São Paulo.
É perceptível a diferença que os tais 2 graus centígrados a mais fazem no clima.
A violência dos ventos, e a enorme quantidade de água em pouquíssimo tempo fazem o desastre.
Já o que aconteceu ontem, nunca vi igual. Nos bairros pelos quais passei ontem no final da tarde para chegar na minha casa em Moema o caos era total, só consegui chegar porque estava de moto, e tomei certas liberdades, como andar pela calçada, por exemplo.
Alguém poderia até me criticar, com razão e dizer:
– Andar de moto na calçada é contra a lei.
Ao que eu retrucaria:
– E deixar a cidade neste estado, não é??!!
A Sandra minha mulher, depois de duas horas parada na Av. República do Líbano, conseguiu largar o carro num canto e voltou a pé para casa.
Hoje cedo na Sociedade Hípica Paulista o caos também reinava, inúmeras cocheiras inundades, parte de um muro caído, telhas arrancadas e um MEGA tronco de uma MEGA árvore arrancado com tal violência, que pulverizou dois postes de concreto e uma guarita.
é isso, por fernando stickel [ 15:30 ]
3 de fevereiro de 2010
calamidade

Foto: Luísa Brito/G1
Decreto de calamidade em bairros da Zona Leste de SP sai no Diário Oficial
Ótimo, agora a população do Jardim Romano sabe que está oficialmente f………
A perguntinha que não quer calar é:
Quando serão processados e presos os administradores públicos qiue permitiram construções em local óbviamente não recomendado?
E quando serão obrigados a restituir todas as propinas que receberam para aprovar os loteamentos?!
E as mansões que construiram em Aldeia da Serra, em nome de laranjas?!
Infelizmente, neste país conhecemos a resposta da perguntinha: NUNCA. O povo que se lixe.
Só para citar um exemplo de como a justiça funciona no primeiro mundo, o Bernard Madoff, aquele da pirâmide (Ponzi) de investimentos que ruiu com prejuízo de U$20 bilhões já foi julgado, condenado a 150 anos de prisão e preso, seus bens arrestados e leiloados, tudo em cerca de dois anos 2007 – 2009.
Ah sim! Mais um pequeno detalhe. Madoff tem 72 anos, e a data prevista para sua soltura por bom comportamente é no ano de 2139…. ou seja, ele vai puxar uma cana sentida sim, ao contrário dos nossos bandidos, principalmente os de colarinho branco, que não ficam mais do que 2 ou 3 anos em cana.
é isso, por fernando stickel [ 9:03 ]
2 de fevereiro de 2010
linda lua

Aqui onde moro, passada a tormenta, caiu um deliciosa silêncio e abriu esta linda lua.
Nem parece a mesma cidade inundada diariamente há 42 dias…
é isso, por fernando stickel [ 23:36 ]
2 de fevereiro de 2010
ânimo matinal

Visão da janela do meu quarto hoje às 8 da matina.
Ao menos dá para começar o dia com certo ânimo, depois…
é isso, por fernando stickel [ 8:55 ]
1 de fevereiro de 2010
sol e céu azul

Certas coisas você percebe melhor pela ausência.
É o caso da saúde, quando tudo vai bem ninguém se lembra deste minúscula e importantíssima verdade:
Estou bem de saúde.
Já quando a saúde vai mal…
Em relação ao clima paulistano a sensação é parecida, porém hoje faço questão de registrar:
Obrigado, São Pedro, ao menos uma manhã de sol e céu azul!!!!!
é isso, por fernando stickel [ 11:16 ]
24 de janeiro de 2010
caos no aeroporto
Vocês vão me desculpar, mas vou ter que fazer esta observação logo na chegada:
A porta de entrada da superpotência do nosso grande líder está mais para porteira ou portinhola.
É evidente que o caos aéreo continua em pleno vigor!
É impossível chegar de viagem vindo de Paris, tendo saido do aeroporto Charles de Gaulle, no mínimo duas vezes maior que o nosso, e duzentas vezes mais civilizado, e achar normal o caos que se encontra no Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos-Governador André Franco Montoro.
Nosso vôo chegou pontualmente às 8:00h, e já no corredor de saída começou a fila para o exame dos passaportes, tudo desorganizado e improvisado, existem poucas cabines para muitos passageiros, os atendentes não são uniformizados, não olham na sua cara e nem bom dia dão, e quando você cai na sala de espera de bagagem aí o caos é total, faltam carrinhos de bagagem, na hora da saída um fiscal da receita federal com ares de “autoridade” manda aos berros ninguém parar na fila.
Em outras palavras,
Bienvenue au enfer.
Wellcome to hell.
Willkommen zur Hoelle.
Benvindo ao inferno.
Ah sim!
No estacionamento vale tudo, tem carro parado na grama, em cima da guia, os carrinhos de bagagem se amontoam por todos os lados… e logo em seguida, para quem vinha com imagens do Rio Sena, você encontra o Tietê, que por sorte hoje se conformava em se manter em seu próprio leito.
Estamos falando apenas do maior aeroporto da maior cidade do maior país da América do Sul. Apenas.
é isso, por fernando stickel [ 12:42 ]
13 de janeiro de 2010
são luis do paraitinga
!!!! SOS São Luis do Paraitinga !!!!
Stickel Utilidade Pública convida todos seus leitores a colaborarem, contribuindo, divulgando, engrossando a corrente de solidariedade.

Quem me motivou a entrar nesta corrente foi o meu amigo Arthur Wolkovier, pessoa seríssima muito atuante no Terceiro Setor, cuja mensagem transcrevo abaixo.

Caros amigos,
Tenho certeza que a tragédia de São Luis do Paraitinga abalou a todos nós. Não acredito, que cada um que assistiu as cenas do desastre, não tenha sido tocado lá no fundo!
Percebi que fatalidades como esta, nos dão num primeiro momento, um ímpeto de fazer alguma coisa, mas as incertezas que se seguem, paralizam qualquer ação e comodamente, não fazemos nada! Sempre arrumamos uma desculpa: a doação não chegará ao seu destino, alguém vai desviar, será usado para fins políticos, enfim, motivos não faltarão para desencorajar qualquer gesto de solidariedade.
Cansados de vivenciar pessoalmente essa situação a cada tragédia, um casal de amigos, Dina e eu decidimos que era hora de quebrarmos esse paradigma. Fizemos diversos contatos, com pessoas da cidade, para saber como poderíamos ajudar. Fomos informados das necessidades mais prementes, dos principais centros de distribução e de como acessar a área, já que a entrada no perímetro urbano é controlada, devido ao intenso trabalho das máquinas e caminhões, envolvidos na retirada dos escombros.

A primeira descoberta que fizemos, foi de que a maior parte da solidariedade é feita por pessoas que disponibilizam roupas usadas. Rapidamente essas roupas chegaram ao local, doados por munícipios vizinhos, entulhando os centros de distribuição. Esse tipo de doação, hoje mais atrapalha do que ajuda! Mas artigos de primeira necessidade como roupas íntimas, sandálias havaianas, escovas e pasta de dentes, sabonetes, absorventes femininos, fraldas descartáveis, baldes, vassouras, detergentes, agua sanitária, que precisam ser adquiridos, não chegam à cidade. Nossos amigos e nós, durante dois dias, percorremos atacadistas para comprar esses bens, lotamos uma caminhonete e uma pick-up e fomos pessoalmente fazer a entrega.

A imagem é desoladora, o mal cheiro se alastra pela cidade e sentimentos de dor, tristeza e desesperança de alguns se alternam com a coragem, fé e esperança de outros. Percebemos que a casa paroquial era o local mais bem estruturado para a distribuição das doações. Por ser uma igreja, as pessoas se aproximam com respeito e o grupo de voluntários é extremamente engajado. Foi esse lugar, que escolhemos para deixar o que levamos.
Embora nossas compras tenham sido em volume substancial, foi apenas um pingo d?água para as necessidades dos desabrigados. Resolvemos que divulgaríamos nossa experiência, no intuito de encorajar outros a fazerem sua parte.
Se você estiver interessado, nós garantimos, que pessoalmente compraremos os produtos de maior necessidade e fiscalizaremos sua entrega e distribuição, para que cada um sinta, que sua ajuda teve destino certo.
O ideal é que a colaboração seja em dinheiro, pois cada compra, será feita com a orientação das voluntárias da casa paroquial, com quem manteremos constante contato. Assim, serão adquiridos, a cada remessa, apenas os artigos realmente necessários.

Se quiserem ajudar e / ou participar desta empreitada, por favor nos avise, tenho certeza que será uma ótima maneira de começar o ano de 2010!!!
O trabalho é todo nosso, a decisão de ajudar é sua.
Arthur Wolkovier cel: 7651-0998 Banco Itaú Ag. 3741 cc 42481-0 cpf 063.213.308-25 arthur@wolkovier.com
Dina – Cel: 9442-6289 dinaf@terra.com.br
Um grande abraço
Arthur Wolkovier
(Eu já fiz minha doação em dinheiro, acho que é a maneira mais simples de colaborar, cada um na sua medida)
é isso, por fernando stickel [ 9:24 ]
12 de janeiro de 2010
moema poesia

Ao contrário da minha previsão catastrófica, a tarde de hoje se desenvolveu quente e bem.
Chegando em casa às 19:10h, o céu era pura poesia.
Em Moema, acredite.
é isso, por fernando stickel [ 19:29 ]
12 de janeiro de 2010
tempestade

Ontem às 17:30, com sol forte e grossas gotas de chuva começando a cair, tirei esta foto na esquina da Av. Santo Amaro x R. Afonso Braz.
Pelo jeito hoje teremos tempestade novamente.
é isso, por fernando stickel [ 14:03 ]
10 de janeiro de 2010
natureza vingativa

Na Praia do Espelho, BA está esta placa:
?“A natureza tem uma estrutura feminina, não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.
?Marina Silva – Ex-Ministra do Meio Ambiente”
E a chuva de ontem, hein??!!
Confesso que em alguns momentos, observando o tumulto nos céus de Moema cheguei a ficar com medo.
No meu apartamento uma porta bateu tão forte com o vento que arrancou parte do rodapé.
A luz faltou das 16:00 às 22:00h. Na Vila Nova Conceição, aqui perto, inúmeras árvores foram ao chão, vi pelo menos um muro e um carrro destruídos.
A natureza é apolítica e amoral, ela se vinga onde os ventos e as águas se juntam, é um tufão aqui, uma enchente ali, seca catastrófica acolá, tsunami, terremoto, erupção… quem estiver no caminho…

Na Vila Nova Conceição.
é isso, por fernando stickel [ 9:52 ]
9 de janeiro de 2010
facínora

Mais um capítulo da tragédia “BRASILEIRO ODEIA ÁRVORE”
Nesta madrugada, mais uma vez um imbecil qualquer destrói o patrimônio público, e óbviamente “nesse país”, paraíso da impunidade, fica tudo por isso mesmo.
Segundo relato do guarda da obra que se realiza no terreno do Café Photo da Av. Helio Pellegrino, quase esquina com Diogo Jácome, uma pick-up amarela conduzida por um bêbado derrubou as três árvores, logo em seguida veio um guincho retirar o carro, e o fdp escapou ileso.
Comemora-se, neste caso, nenhuma vítima fatal, mas quem paga tudo isto que todos os dias acontece Brasil afora?
Placas, defensas, postes, árvores, propriedade de terceiros, tudo destruido no caos e irresponsabilidade no trânsito.
é isso, por fernando stickel [ 12:27 ]
4 de janeiro de 2010
burj khalifa

Com 828 metros, prédio mais alto do mundo ganha novo nome na inauguração
Para que serve esta coisa?
é isso, por fernando stickel [ 15:21 ]
4 de janeiro de 2010
tragédias

O governador do Rio, Sergio Cabral, sumiu depois das tragédias em Angra dos Reis e na Baixada Fluminense.
Lula sumiu nas tragédias de Santa Catarina e na queda do Airbus da TAM que matou 199 pessoas.
Outros tantos políticos somem na hora das encrencas, quando mais do que nunca são necessários lá, no local da tragédia, dando o exemplo, mobilizando, inspirando, dinamizando os trabalhos de resgate e atendimento das famílias.
Pois esta é mais uma tragédia da “superpotência”.
Na hora de exaltar as nossas belezas, nossos líderes deitam falação a não mais poder, porém na hora de fazer valer a autoridade e proibir construções em áreas de risco, aí fica chato, vai desagradar o eleitor…
Na hora de prometer saneamento e etc… são mestres, na hora de ir lá na enchente eles somem.
Lindo, né? E o povo sifu.
Não fosse o espírito de solidariedade do povo, e a atuação abnegada de bombeiros e outros servidores públicos a tragédia seria muito maior.
Em tempo: Prefeito de Angra dos Reis proíbe novas construções em 15 morros da cidade
Como de costume na botocudolândia, depois que a boiada escapa é que se conserta o portão.
é isso, por fernando stickel [ 8:28 ]
23 de dezembro de 2009
céu azul

Ontem saí de casa com céu azul e voltei para casa ainda com céu azul!
De brinde umas andorinhas dançaram na frente da lua!
é isso, por fernando stickel [ 10:04 ]
22 de dezembro de 2009
céu azul

Ufa! Céu azul em São Paulo, que alívio!
Vou para a piscina!!!!!
é isso, por fernando stickel [ 9:47 ]
21 de dezembro de 2009
nova sede omint

foto: Gabriel Rinaldi
Descobri quem cometeu mais esta agressão arquitetônica à cidade de São Paulo.
Trata-se da Vila Omint, nova sede do plano de saúde Omint, projetada pelo arquiteto Pablo Slemenson, responsável por outros monstros neo-qualquercoisa cidade afora.
O impressionante é que o plano de saúde é excelente, sou um dos usuários, é uma empresa moderna, cara e boa.
Então por que optar pelo retrocesso, na hora de fazer sua sede nova, em local nobre?
Não consigo entender.
é isso, por fernando stickel [ 9:54 ]
21 de dezembro de 2009
ca’d’oro
Símbolo do charme de um centro paulistano que não existe mais, o Grand Hotel Ca’d’Oro, primeiro cinco estrelas de São Paulo, fechou suas portas ontem.
Nas grandes ocasiões familiares meu pai nos levava sempre ao restaurante do hotel Ca’d’Oro, tanto na R. Basilio da Gama quanto na R. Augusta, onde invariavelmente a pedida era fettuccine al triplo burro, preparado na nossa frente com generosas doses de creme de leite, manteiga e parmesão.
Recém casado, nos anos setenta, ainda me aventurei por lá, dispensando a tutela do meu pai.

Os homens só entravam de terno e gravata, ou no mínimo paletó. O maître Atico conhecia todo mundo, cumprimentava pelo nome, era um grande acontecimento.
A decoração era pesada, cafona como só os italianos sabem ser, mas tinha o seu charme.
A vida muda, e hoje em dia não tenho mais paciência para restaurantes muito cheios de “frescura”, prefiro ambientes mais simples.
Levo comigo do Ca’d’Oro memórias agradáveis de um tempo onde meu pai reinava absoluto, quando “ir à cidade” exigia terno e gravata, e os jantares eram ocasiões festivas e antecipadas por toda a família.
