aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

arte

stockholm


A chegada ao hotel, de taxi, não foi simples, pois não há uma recepção como nos hotéis tradicionais, aqui é tudo no estilo “faça você mesmo”, então não tem carregador de mala, nada disso… A recepção te entrega a chave do quarto, e vire-se…


Na nossa primeira visita à Suécia ficamos em Stockholm no Hotel Skeppsholmen que ocupa os prédios que foram originalmente alojamentos militares construidos entre 1.699 e 1702, com reforma contemporânea muito correta, respeitando o tombamento do prédio histórico.

Localizado em uma ilha no centro da cidade, fica a uma centena de metros do Moderna Museet, dentro de um lindo jardim.


O restaurante no café da manhã é totalmente self-service, com ovos mexidos premiados! No geral os hóspedes não tem muito auxílio do pessoal do hotel, é tudo self-service, é o espírito do país.


Reencontrei “O Grande Vidro” de Marcel Duchamp!


Sandra e Yayoi Kusama.

é isso, por fernando stickel [ 20:21 ]

fotografiska


Em Stockholm na Suécia fomos visitar o Fotografiska – Museu de Fotografia, em um lindo prédio de tijolinhos ao lado do cais.


Na saída, ao final da tarde uma chuva fortíssima, e em seguida um arco íris inacreditável!

é isso, por fernando stickel [ 18:24 ]

artipelag


Em Stockholm pegamos um barco rumo ao museu Artipelag, é um dos meios meio de transporte para chegar lá, com certeza o mais charmoso!


A vida marítima na suécia é riquíssima!


Uma versão Warholiana de mim mesmo!

é isso, por fernando stickel [ 8:40 ]

rua dos franceses

franceses
Na Rua dos Franceses, Bela Vista.

é isso, por fernando stickel [ 8:52 ]

hector babenco, rip

hector
Hector Babenco e Barbara Paz, 28 Dezembro 2014

Conheçia o Hector há muitos anos, mas no Reveillon de 2015, no Outeiro das Brisas, houve um contato mais próximo, pois ele e sua mulher Barbara Paz produziram uma sessão de cinema ao ar livre, e projetaram o filme “Birman” para os habitantes da praia. Meu filho Arthur, estudante de cinema, conversou um pouco com ele, na beira da praia enquanto se preparava a projeção, foi simpático e instrutivo.
Penso com carinho nele, e desejo que faça uma boa viagem.

hector 2
Hector supervisionando a instalação da “sala de cinema”.

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A projeção.

é isso, por fernando stickel [ 22:37 ]

cinema no ceu paz!

ceupaz1
Inaugurado o Circuito Spcine no CEU Paz. Serão 20 salas de cinema nos CEU de São Paulo, oferecendo programação de cinema de qualidade.
Iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
A Fundação Stickel, como parceira do CEU Paz estava lá para prestigiar o evento.

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Claudia Nogueira de Lima Souza Barros e eu.

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Esperando a hora de entrar no cinema.

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A placa do Cine Paz.

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As torres de caixa d’água chicoteadas em oficina recente de Vera Martins, por iniciativa da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 9:31 ]

visão urbana idea zarvos

visaourbana

Adorei participar do concurso “Visão Urbana Idea Zarvos”, pelas razões expostas aqui.

Confesso, no entanto, que o resultado do juri me decepcionou. Não porque eu não tenha sido premiado entre as 16 fotos vencedoras, absolutamente. O meu prêmio foi ter sido um dos 532 selecionados de um total de mais de 15.000 fotos.

A minha decepção veio das seguintes constatações:

1. As 16 fotos vitoriosas não apresentam, à exceção do Edyr Sabino ou André Chirinos um salto de qualidade, beleza ou interesse significativo em relação às outras, ou seja, eu esperava ver 16 fotos completamente arrasadoras, e vi 16 fotos que poderiam perfeitamente ser as minhas, ou dos meus outros 531 colegas selecionados.

2. Não consigo entender, em um universo de mais de 15.000 fotos enviadas e 532+16=548 fotos selecionadas, e à luz da constatação #1 acima, haver três premiações para um mesmo nome, Fernando Ricci, excelente fotógrafo profissional.

é isso, por fernando stickel [ 17:11 ]

maia rosa & millan

dudi
Dudi Maia Rosa

marcelo2
Marcelo Maia Rosa na entrada da Galeria Millan, onde se realiza a exposição VRIDO de seu pai, Dudi Maia Rosa.
A exposição estará em cartaz até 11 Junho.

estudio dudi
Gilda Vogt Maia Rosa no estúdio do artista.

é isso, por fernando stickel [ 10:11 ]

photo london

photo london

photo london2

O salão Photo London foi criado em 2015. Sua segunda edição ocorre de 19 a 22/5/2016, acabei de visitá-lo no Somerset House em Londres. Muito grande, cheio de atrações, publicações, e com enorme diversidade na apresentação de fotos de diversas épocas e estilos.

Muito interessante constatar uma característica comum a eventos deste tipo mundo afora: Os frequentadores de exposições de arte, salões e bienais se encaixam sempre mais ou menos nos mesmos tipos:

– O barbudinho silencioso e mal vestido, zeloso de sua enorme importancia para o cenário da arte
– A mulher gostosa e bem vestida
– O colecionador rico e espalhafatoso, que adora ser bajulado pelo
– Marchand metido e adulador
– Os jovens curiosos e genuinamente interessados
– O cara que não tinha nada melhor pra fazer e resolveu dar uma passadinha
– O expert em boca livre
– O colecionador estudioso, discreto e elegante
– Senhoras gordas e suarentas vestidas de preto
– O marchand intelectual, que não se esforça o mínimo para agradar a seus clientes
– Chatos como eu, que ficam observando para criticar depois…
– Etc…

é isso, por fernando stickel [ 13:18 ]

marianne north


Marianne North Museum em Kew Gardens.

é isso, por fernando stickel [ 9:40 ]

visão urbana idea zarvos

É curioso como se processa o reconhecimento de um olhar, o meu olhar sobre a cidade de São Paulo.

O meu olhar está aqui comigo, estou em São Paulo, sou paulistano com muito orgulho, faço parte da cidade. Observá-la e fotografá-la é para mim uma segunda natureza, como escovar os dentes.

Milhares de vezes meu olhar escolheu algo na cidade para ser registrado. Dificilmente passam-se na minha vida 24 horas sem que eu fotografe algo na cidade. Vejo macro e vejo micro, com foco e sem foco, de dia e de noite, de perto e de longe. No carro, a pé, no escritório, no clube, em casa, no Norte, no Sul, no alto, no chão, na riqueza e na pobreza, na sofisticação e na natureza.

Participar do concurso “Visão Urbana Idea Zarvos” teve o condão de estimular a revisão das minhas fotos da cidade, conectando o fio condutor que aglutinou este olhar. A instigante atividade de aplicar a hashtag #visaourbanaiz ao meu enorme acervo de fotos instrumentalizou o reconhecimento deste olhar. Incorporei-o conscientemente ao meu repertório, ampliando e potencializando seu alcance.

idea zarvos
Está rolando até 10 Maio uma ideia muito bacana da incorporadora Idea!Zarvos, um concurso de fotos da cidade para a cidade – Arquitetura / São Paulo / para quem / passa / vive /curte, veja aqui.

O concurso é organizado pela produtora cultural Estúdio Madalena e terá como juri Claudia Jaguaribe, Ekaterina Kholmogorova, Iatã Cannabrava, Mozart Mesquita e Nelson Kon.

Coloque a #VISAOURBANAIZ na sua foto no Instagram e concorra a prêmios, veja o Regulamento.

é isso, por fernando stickel [ 17:52 ]

dudi maia rosa na millan

dudimaia rosa
Faço minhas as palavras do meu amigo Dudi Maia Rosa:

“Sábado dia 14 de maio exposição na Galeria Millan. Será um prazer enorme ver os amigos e mesmo essas pessoas que nunca vimos mas que tanto gostamos. Todos convidados e estaremos de coração aberto para nos abraçar!”

Galeria Millan, 14 Maio 2016 das 12:00 às 16:00h R. Fradique Coutinho 1360 São Paulo

dudimaiarosa
O artista em seu atelier, hoje, 3/5/2016.

é isso, por fernando stickel [ 17:48 ]

fernando stickel na folha de são paulo

f s paulo
O jornalista Toni Sciarretta do caderno “Morar” do jornal Folha de São Paulo do último domingo, 17 Abril 2016, me entrevistou sobre a minha experência como morador da Vila Olímpia.
Conversamos também sobre a série de fotos que realizei no bairro em 2003-2005, que acabaram por gerar a exposição “Vila Olímpia” na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2006, com curadoria de Diógenes Moura, e lançamento simultâneo do livro “Vila Olímpia” pela Editora Terceiro Nome.
A minha foto na matéria é da Raquel Cunha.

ENTREVISTA FERNANDO STICKEL

Vila Olímpia foi dos inferninhos aos arranha-céus

Fotógrafo registrou detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986 e reuniu as imagens em livro e em mostra na Pinacoteca.

RAIO X
NOME Fernando Diederichsen Stickel

IDADE 67

FORMAÇÃO Arquitetura na FAU-USP

OCUPAÇÃO Presidente da Fundação Stickel de oficina de artes na periferia e autor do blog “aqui tem coisa”

Artista plástico, fotógrafo, blogueiro e agora executivo do terceiro setor, o arquiteto Fernando Stickel, 67, vive na Vila Olímpia há 30 anos, época em que o bairro ficava submerso nas águas do córrego Uberaba, onde hoje fica a avenida Hélio Pellegrino. Pelas lentes de Stickel e pelo bairro, retratado no blog “aqui tem coisa”, iniciado em 2003, passaram diferentes tribos: motoqueiros dos anos 1990, inferninhos “de quinta categoria” dos anos 2000 e agora executivos dos prédios espelhados e estudantes do Insper e da Anhembi Morumbi.
Stickel, que nos anos 1990 manteve um loft e ateliê de 2.000 m² até se render à especulação imobiliária local, chegou fotografar os prédios espelhados que surgiam na região, mas não gostou do resultado. Preferiu retratar detalhes de fachadas, tapumes de prédios em construção, portas e janelas do bairro. O trabalho motivou uma exposição na Pinacoteca e virou o livro “Vila Olímpia” em 2006 (ed. Terceiro Nome).
Leia trechos da entrevista feita na Fundação Stickel, instituição sem fins lucrativos que faz trabalhos na Vila Nova Cachoeirinha e na Vila Brasilândia (zona norte).

Folha – Como era a Vila Olímpia quando você chegou?
Fernando Stickel – Estou no bairro desde 1986. Construí um loft na rua Ribeirão Claro com a Fiandeiras –era meu estúdio e residência. A Vila Olímpia era um bairro pobre. A Hélio Pellegrino era um córrego imundo com uma favela. Quando chovia, a água subia mais de um metro.
O bairro inteiro tinha tecnologias diferentes para conviver com as enchentes: escadinha, rampa… Eu tinha um portão com gaxeta de borracha, que virava uma comporta para barrar a água.
Foi assim até que veio a obra que canalizou o córrego. Em seguida, saiu a nova Faria Lima. Aí o bairro explodiu.
E a sua história de fotógrafo?
Minha história de fotógrafo começa em 2003, quando montei o blog “aqui tem coisa”. Falava do meu filho, minha mulher, meu cachorro e do bairro. Ainda não tinha máquina digital. Comprei e saí fotografando como doido. Participava do Fotolog, um serviço de blog de fotografia que acabou de morrer. Fui formando uma visão das ruas do bairro que acabou gerando três anos depois a mostra na Pinacoteca e o livro.
A máquina fotográfica tem a mesma característica de um pincel –mas, no lugar de tinta e pincel, tem uma máquina. A visão é de artista plástico. Tanto que muitas pessoas falavam que era uma pintura.

O que as fotos mostram que não existe mais?
Tem tapume, fachada, janela, porta, portão; algumas coisas ainda lembro onde estão, outras foram embora há décadas. Era um bairro de casinhas, oficinas mecânicas, borracheiros, botequinhos, papelaria, mercadinho de bairro. O que era um barzinho de esquina, hoje virou um restaurante de quilo.
Esses bares da esquina da Quatá e Nova Cidade começaram na fase áurea dos motoqueiros. Aqui era “point” dos motoqueiros. Depois vieram os inferninhos. Eram boates de quinta categoria.

Onde estão esses moradores?
O borracheiro foi embora; não cabe mais aqui. O mercadinho foi comprado ou fechou. E assim tudo foi se modificando. Um dia vem o mercado imobiliário e toca a sua campainha. Ligavam todos os dias: eram corretores, incorporadores…
Não adianta lutar contra, então vamos fazer da melhor forma possível. Vendi o terreno para uma sinagoga, que ficou linda. Pelo menos, não foi um predião.

Os moradores da Vila Olímpia foram organizados e tiveram voz no desenvolvimento do bairro, como ocorreu no Itaim, onde a população ajudou a conservar o patrimônio histórico?
Sim. O cidadão, quando pode, se organiza e põe o dedo na ferida. Qual é o valor disso? Existe, mas o poder econômico é maior. Na minha visão, o poder público é totalmente omisso –não regulamenta, não fiscaliza e é vendido. O resultado é essa cidade completamente desestruturada e carente de infraestrutura.

Você tentou fotografar os prédios espelhados?
Quando comecei, achava que também iria fotografar os espelhados”¦ Tentei, mas não faz minha cabeça. Outros fotógrafos vão fazer mil vezes melhor, provavelmente não tiram a foto do detalhe como eu. Até porque esse tipo de detalhe está sumindo.

O que seria o detalhe dos prédios espelhados? A grama amendoim do paisagismo?
É tudo muito igual. Talvez você vá achar pessoas interessantes que passam na frente desses prédios.

Você tem nostalgia daquela Vila Olímpia?
Minha nostalgia não vai para dez anos atrás. Vai para o Guarujá dos anos 1950, onde eu cresci. Não tenho saudade do tempo dos botecos, era infernal! Demorava 45 minutos para andar dois quarteirões. Depois, assim como veio, também foi embora.
Hoje diria que é um bairro tranquilo. Faço tudo o que preciso a pé. Andei durante muito tempo de moto até que tive um acidente. Tentei andar de bicicleta, mas fui atropelado por um motoboy, ainda antes da ciclovia.
Almoço com os estudantes e executivos. Essa mistura é excelente. Vi na Vila Olímpia uma transformação não só de cidade mas também de vida. E acho ótimo que vá embora essa minha vizinha [aponta para o sobradinho em frente, com placa de “vende-se”], que mandou derrubar uma árvore linda porque sujava a casa dela. (TONI SCIARRETTA)

Veja aqui o artigo “Fotógrafo registra em livro detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986” on line.

EM TEMPO: Recebi esta mensagem, acompanhada da foto da pintura, muito interessante e simpática!
“Olá Fernando
Estava viajando e não vi seu email. Então, esse é o quadro que minha mãe pintou baseado na foto do seu livro “Vila Olímpia”. Ela tb pintou mais dois que devem estar com a família.
Vou procurar saber para te enviar tb. O nome dela é Therezinha Fontes, já faleceu há dois anos, dei pra ela o seu livro de presente justamente por causa das fotos.
Espero que vc goste do resultado.
Um abraço
Cristina Teresa Fontes”

pintora

é isso, por fernando stickel [ 14:31 ]

sandra pierzchalski – arquiteta

sp
Minha patroa acaba de lançar seu site profissional: Sandra Pierzchalski • Arquitetura e Decoração

Esta auspiciosa estréia na internet faz justiça ao seu talento e dedicação como arquiteta, e me fez lembrar que quando começamos a namorar, muitos e muitos anos atrás, eu me considerava um bom cozinheiro, e impressionei a Sandra com alguns pratos.

Só que com o passar do tempo ela passou a cozinhar a maioria das vezes, seu prazer, habilidade, rapidez, limpeza e beleza de execução, superaram em muito a minha aptidão, digamos assim, tosca, para a cozinha…

O mesmo aconteceu com a arquitetura, eu achava que tinha alguma vocação, desenvolvida em inúmeras reformas, porém quando conheci o trabalho da Sandra me rendi à maestria de uma arquiteta de verdade.

Portanto, ao conhecer a Sandra, me obriguei a rasgar dois diplomas, o de cozinheiro e o de arquiteto, pois ela (graças a Deus!!!) me superou enormemente nas duas habilidades.

é isso, por fernando stickel [ 17:06 ]

rochelle costi no ceu paz

rofs
Rochelle e eu em frente aos trabalhos dos alunos. A exposição abriu hoje, 1 Março 2016 no CEU Paz.

Um trabalho experimental, em um local muito, muito distante, em uma comunidade muito, muito carente, realizado com escassez de recursos, abordando temas controversos, dramáticos e de enorme impacto psico-social, e, ao final de tudo isso, um resultado maravilhoso, forte, rico, muito rico!!!!

Esta foi a “Oficina Espaço, Espesso, Espelho:” ministrada para jovens da comunidade local pela artista/fotógrafa Rochelle Costi no CEU Paz, abordando as transformações urbanas e ambientais radicais ocorridas na comunidade, pelas obras do Trecho Norte do Rodoanel, na Serra da Cantareira.

A Fundação Stickel e o CEU Paz, suas equipes, alunos, moradores, e, principalmente a professora Rochelle Costi estão de parabéns, por ter descascado este abacaxi, por ter feito deste ousado limão uma deliciosa limonada!

rochelle ceu
Rochelle com as equipes do CEU Paz e da Fundação Stickel

rochelle ceu paz
As molduras dos trabalhos foram feitas com gavetas, caixas, etc… achados no lixo!

é isso, por fernando stickel [ 23:04 ]

olhares s/ a cachoeirinha 2015


Abertura da exposição dos trabalhos dos alunos do curso gratuito de fotografia de Lucas Cruz “Olhares sobre a Cachoeirinha 2015”, promovido pela Fundação Stickel na Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, com a presença do Secretário de Estado de Cultura, Marcelo Mattos Araújo e o Superintendente da Fábrica, Rubens de Morais.


Os alunos.


A equipe da Fundação Stickel, Glaucia, Miriam, Roberta, Ana e eu.


Lucas Cruz.


Jarbas Mariz, Rubens Morais, Marcelo Araújo, eu e Lucas Cruz.

é isso, por fernando stickel [ 13:39 ]

cantatrice’s garage

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Por circunstancias misteriosas chegou às minhas mãos imagens de um desenho de minha autoria de 1982.

Este trabalho participou da minha primeira exposição individual na Galeria Paulo Figueiredo, em 5 Abril 1983. A galeria que não existe mais ficava na R. Dr. Mello Alves 717, casa1 em São Paulo.

A preparação desta exposição foi um esforço muito interessante. Eu queria fazer tudo direito, tinha aprendido com mestres poderosos, tinha visto como eles faziam, então procurei fazer tudo igual.

Um dos itens necessários era a etiqueta de identificação do trabalho, colada no verso da moldura. Desenhei-a a partir de uma bolacha de chopp alemã que havia ganhado de uma amiga, e mandei imprimir em uma empresa de adesivos. O conceito que quis transmitir com a imagem do cervejeiro é de “TRABALHO COM PRAZER”.

Aprendi também que deveria registrar os trabalhos realizados, para tanto mandei fazer um carimbo e utilizei um antigo caderno de registros contabeis herdado do meu pai.

Iniciei o registro dos meus trabalhos simultaneamente aos preparativos da exposição, tanto assim que o número de registro deste desenho com título “Cantatrice’s Garage” é 45. Percebe-se que as traças se divertiram com o adesivo e o papel da etiqueta, mas as informações ficaram preservadas nestes 34 anos…

Achei interessante ver um registro da execução do trabalho preservado, a marca da tachinha com a qual prendi o papel à prancheta à direita da minha assinatura.

cantatrice2

é isso, por fernando stickel [ 15:25 ]

faleceu beatriz esteves

bia
Li na edição do Estadão de 12/2/2016 a notícia do falecimento da minha ex-aluna Beatriz (Bia) Esteves e fiquei chocado. Muito jovem!

Alguns dias depois leio no Facebook que foi o coração, dormindo… o que pode-se dizer é uma benção…

Vivi com ela um episódio muito interessante durante minhas aulas de desenho de observação, cerca de 1986/87.

Em um dia de aula no meu estúdio na R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia a Bia reclamava muito que não conseguia desenhar, estava intranquila, falava muito, ao ponto em que solicitei aos outros alunos que parassem de desenhar, reuni todos ao redor da lareira e pedi para a Bia falar sobre sua intranquilidade.

Ela era uma pessoa reservada, discreta e estranhou a minha solicitação, diria que ficou chocada… Tranquilizei-a dizendo que se fosse necessário conversar para podermos evoluir no desenho, era isso que faríamos, sem problema nenhum.

Timidamente ela começou a contar seu momento e rapidamente surgiu o assunto que originou o desconforto, ela estava desmamando seu bebê! Leio no anúncio fúnebre que ela deixou os filhos Ana Helena e Francisco, não lembro sobre qual deles era a questão.

As angustias do crescimento e a consequente separação da criança estavam atrapalhando sua concentração na aula de desenho. Foi um momento catartico. Houve compreensão, choro e alivio.

Me senti altamente gratificado com meu momento “Dr. Freud”, foi muito bom ajudar a Bia a encontrar o caminho da solução da questão.

Penso com carinho nela e seus filhos, já adultos… Desejo que faça uma boa viagem.

é isso, por fernando stickel [ 9:11 ]