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hell’s angels

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Um velhinho está comendo no balcão de um restaurante de beira de estrada, quando entram três motoqueiros da gang “Hell’s Angels”.
O primeiro vai até o velhinho, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar na ponta do balcão.
O segundo, vai até o velhinho, cospe no copo dele, e vai sentar na outra ponta do balcão.
O terceiro, vira o prato do velhinho, e também vai sentar na ponta do balcão.
Sem uma palavra de protesto, o velhinho levanta e vai embora.
Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:
– Esse sujeito não era homem!
O garçom responde:
– E nem bom motorista. Acabou de passar com o caminhão dele em cima de três motos…

é isso, por fernando stickel [ 15:26 ]

sexta à noite

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Sexta à noite em São Paulo. Versão 2008.

Sandra viu no guia um filme francês recomendado com quatro estrelas, e lá fomos nós ao Reserva Cultural assistir “Em Paris”.
De Moema à Av. Paulista, quase uma hora no trânsito. O filme, bem, nem sei dizer como aguentamos tanta chatice até o final.
O que salvou o programa foi comprar dois livros novos, A Cabra Vadia do Nelson Rodrigues e Era no Tempo do Rei, de Rui Castro e uma camisola.
Jantamos no La Tartine, excelente como sempre, trânsito infernal para ir e para voltar.
Ao me aproximar da esquina da Av. Brasil com R. Maestro Chiafarelli, vejo de longe aquele bando de crianças vem apresentar malabares, pedir dinheiro, bala, aquela merda já (infelizmente) conhecida, mas o sinal fecha. Sabemos dos riscos de assalto nestas esquinas.
Mas não é suficiente.
Dois moleques começam a brigar, se estapeiam, rolam pelo chão, outras crianças tentam apartar, alguns motoristas gritam. Constrangedor, invasivo, miserável, este o espetáculo dantesco de final de noite.

é isso, por fernando stickel [ 0:21 ]

sculpture garden

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O jardim de esculturas do MoMA, New York, visto do restaurante The Modern.
Em primeiro plano o icônico cubo de Tony Smith “Die”, de 1962, sobre o qual muito foi dito, por exemplo:

… it still measures itself by the figure; less than architectural in scale, it is quasi architectural in its monumentality.

em segundo plano “Broken Obelisk” de 1963, by Barnett Newman.

é isso, por fernando stickel [ 7:54 ]

mondo x

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Fomos a Cetona, na Frateria de Padre Eligio, recomendada inicialmente como sendo um excelente restaurante, servido por ex-dependentes de drogas. (!!)
Na verdade a Frateria é também um hotel, com apenas seis quartos, acabamos reservando duas noites e lá chegamos curiosos para conhecer este lugar meio misterioso.
De fato, ao chegar, a primeira surpresa são jardins impecáveis e luxuriantes, em seguida um rapaz muito cordato e discreto nos recebe e pergunta se queremos conhecer o local.
O que ele nos conta é surpreendente.
A comunidade ali instalada é parte de algo maior chamado Mondo X e conta com cerca de 30 “ragazzi”, de ambos os sexos, que se internam para se livrar do vício das drogas, por livre vontade e obedecem as seguintes regras:
-Três anos sem sair, internação gratuita.
-Contatos limitados com a família.
-Sem jornais, revistas, internet, TV.
-Sem cigarros e álcool.
-Todos trabalham nas atividades da comunidade.
-Participação nas atividades religiosas não é obrigatória.
-A comunidade se auto-sustenta através das receitas obtidas no restaurante, no hotel e na venda dos produtos produzidos pela comunidade.

O prédio é o antigo Convento de São Francisco de Assis, fundado pelo próprio Santo em 1212, inteiramente restaurado pela Comunidade, com detalhes arquitetônicos contemporâneos de extremo bom gosto, projetados pelo próprio Padre Eligio. O forno de pão, por exemplo, é o mesmo em operação a quase nove séculos!

Quem inventou tudo isso foi o Padre Eligio, nascido em 1931, que iniciou este trabalho nos anos 60 com um serviço de apoio pelo telefone em Milano. No próximo dia 17/7 é o aniversário dele e a comunidade inteira estava preparando a festa, tudo no maior capricho.

é isso, por fernando stickel [ 12:53 ]

il pozzo

monteriggioni

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Piazza Roma 2, Monteriggioni SI. Ristorante Il Pozzo. Gravaram?
É a melhor comida italiana que provei em em muitas e muitas décadas. O garçom, simpaticìssimo, o dono (camisa listrada) idem, o vinho fabuloso!
A cidade é pouco mais que uma grande praça cercada de muros, cabe inteirinha dentro do estádio do Pacaembu.
Saimos do restaurante com a lua cheia, em meia hora estávamos de volta ao hotel em San Gimignano.
Um prêmio para nós dois.
Grazie Mille!!!!

é isso, por fernando stickel [ 18:18 ]

alex atala

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Vocês querem saber minha opinião sobre a cozinha do premiadíssimo Alex Atala?
Deixem o seu comentário, eu atenderei à maioria. Ou não. Não sei. Vou pensar…
Por via das dúvidas, não voltarei lá.

é isso, por fernando stickel [ 0:46 ]

bom dia!


Meu almoço de ontem, no centro de Basel. A “saison” acaba de se iniciar, por todos os lados o assunto são os aspargos.

Cheguei hoje às 5:30 em Guarulhos, conforme previsto foram 24 horas viajando, mas foi tudo bem. Para minha boa surpresa, a operação Cidade Limpa fez-se sentir no caminho do aeroporto para casa, a cidade está de fato mais limpa.

Bom dia!!

é isso, por fernando stickel [ 7:15 ]

dia a dia na suíça

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Agora chove, cheio de gente na rua, entrei no hotel e vim escrever um pouco aqui no blog. Na sala ao meu lado um funcionário do hotel trabalha calmamente em seu computador e escuta no radio “Yodeln” que são aqueles cantos alpinos tipicamente suíços.

Aqui as crianças de 6 anos andam sozinhas no bonde, e por vezes sou assaltado por pungente cheiro de cebola, nao sei exatamente da onde vem, rezo para que não seja das pessoas…

Ontem fui a Zurique, onde fui EXTREMAMENTE bem recebido pela Erica e pelo Ivan, visitei a exposição Amorales na Daros Foundation, jantamos magnificamente em um restaurante tradicional chamado Kronenhalle, onde existem originais de Chagall, Soutine, Braque e outros mestres nas paredes.
Entre muitas celebridades, o restaurante era frequentado nos anos 30 por James Joyce.
Na volta para Basel, no último trem, entrei falando português ao celular, em 1 minuto recebi um cutucão no ombro e um senhor suíço fazendo cara de mau me sinalizou para falar mais baixo.
O engraçado é que dois bancos na minha frente dois casais locais faziam tremenda algazarra e não foram igualmente repreendidos.

Hoje cedo fui ao Vitra Museum, que fica na Alemanha. Me recomendaram levar o passaporte, mas na fronteira ninguém fiscaliza nada e o ônibus passa direto, tanto na ida como na volta. Ao chegar aqui vindo de Paris, idem, ninguém fiscaliza nada, você apenas tem que escolher a saída para a rua, sinal verde ou vermelho.

Amanhã cedo volto para casa, com conexão em Paris.

é isso, por fernando stickel [ 15:32 ]

mouton-rothschild


Consta, que certa noite, muitos anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de Mouton Rothschild, safra de 1928.
O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente, traz o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma  mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar. O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para  sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho.
Inesperadamente, franze a testa e com expressão muito irritada pousa o copo na mesa, comentando ríspidamente:
-Isso aqui não  é um Mouton de 1928!
O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é! Estabelece-se uma discussão e, rápidamente, cerca de 20 pessoas  rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o  gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.
De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.
– O meu nome é Phillippe de  Rothschild, diz o  cliente, modestamente – e fui eu que fiz esse vinho!
Consternação geral.
O  sommelier, então de cabeça baixa, dá  um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa  e, por  fim, admite  que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:
– Desculpe, mas  não  consegui  suportar a idéia de servir a nossa  última  garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é  irrelevante. Afinal o senhor  também  é  proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião,o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild  então, com a discrição que  sempre  foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido: 
– Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões muito próximas do corpo dela e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica!

é isso, por fernando stickel [ 11:20 ]

polpettone


Poucas coisas podem ser mais paulistanas que um polpettone no Jardim de Napoli.
Carlos o garçom, ao trocar de paletó deve ter um certo trabalho…
Fui com os dois filhos homens, Antonio e Arthur.

é isso, por fernando stickel [ 17:08 ]

fortune cookie


Uma das graças do restaurante chinês é o “Fortune Cookie”, eu recebi estas duas mensagens, uma sábia, outra alvissareira. Para começar o ano está bom demais!

Cante e regozije, a fortuna está sorrindo para você.

Quem passa o tempo todo falando não terá tempo para pensar.

é isso, por fernando stickel [ 9:54 ]

pratos para a arte


Foto Paulo Freitas

A Fundação Stickel comprou o prato do Tunga no “IX Leilão de Pratos”, em prol do Museu Lasar Segall, no restaurante Trio. A leiloeira tradicional deste evento é a Silvia Poppovic.

é isso, por fernando stickel [ 8:38 ]

skye no unique


Sandra e eu fomos fazer uma prévia do dia dos namorados no bar do Restaurante Skye que fica na cobertura do Hotel Unique, sem dúvida um dos lugares mais bonitos de São Paulo.
De um lado, a silhueta da Av. Paulista, com todas as torres e o relógio do Itaú, do outro a grande massa de vegetação do Parque do Ibirapuera. Olhe para cima e terás uma lua quase cheia.
Na arquitetura, uma linda piscina de vidrotil vermelho encaixada em um deck limpo. Nesta área da cobertura, tenho que concordar, Ruy Ohtake acertou.

é isso, por fernando stickel [ 8:46 ]

nighthawks


A moça da direita estava sentada ao nosso lado no restaurante num animado “business lunch”, mas a pequena pausa que registrei revela a eterna verdade do ser humano, particularmente em New York, imortalizada por Edward Hopper na sua famosa tela Nighthawks de 1942:

SOLIDÃO – LONELINESS

é isso, por fernando stickel [ 18:38 ]

loja loja


Recebi este ano não mais que uma dúzia de cartões de natal. Brindes não chegam mais, faz muito, muito tempo que a crise os matou.

Pois não é que a Loja Loja me surpreendeu, enviando coloridíssimo brinde, repleto de charme, boa música e bom-humor!
Trata-se de uma das melhores (e baratas) combinações da cidade.
Um restaurante delicioso, estilo bistrot francês, o La Tartine com uma loja deliciosa ao lado.
Obrigado! Bom-humor é tudo que estamos precisando!

La Tartine: R. Fernando de Albuquerque 267 Cerqueira César 3259-2090
Loja Loja: R. Fernando de Albuquerque 255 Cerqueira César 3120-5320

é isso, por fernando stickel [ 10:55 ]

noivado sandra e fernando


Ontem, 17 Dezembro 2005 pedi minha amada Sandra em casamento. Ficamos portanto oficialmente noivos. Dei a ela um anel, acompanhado de um bilhete, ambos escondidos dentro de um buquê de rosas vermelhas.
Em seguida fomos comemorar no nosso restaurante predileto, La Tartine.
Acordei hoje ao som do gol do São Paulo, e o buzinaço que agora ouço acho que é um pouquinho para a nossa comemoração também…

é isso, por fernando stickel [ 11:26 ]

nota zero para atalla

Cena presenciada por uma amiga no restaurante D.O.M de Alex Atala dia desses:
Numa das mesas jantavam felizes da vida Fernando Collor e sua novíssima esposa. O chef Atala surgiu da cozinha para o salão, e para desgosto da minha amiga sentou-se longamente com o casal Collor em animada conversa, retirando-se em seguida sem dedicar a mínima atenção aos outros clientes.
Minha amiga jurou não voltar lá.

é isso, por fernando stickel [ 8:47 ]

restaurant georges

georges2
Vou contar para vocês:
Fomos hoje ao Restaurant Georges, no topo do Beaubourg, um endereco fashion, com uma vista espetacular, a Tour Eiffel de um lado, Notre Dame de Paris do outro.
Nao é para se comer bem, já sabiamos, mas o clima, as modettes, a arquitetura e a vista valem demais.
Ao tentar pagar a conta, meia noite e tanto, ninguém, os garçons sumiram, tentamos inúmeras vezes, nada, levantamo-nos da mesa procurando o caixa, rien, nada, ninguém, então simplesmente nos dirigimos para a saida, com a maior cara de pau, com um sorriso a explodir nos lábios, porque eles não imaginam que alguém da nossa idade vá simplesmente levantar e se mandar.
Assim foi, descemos as intermináveis escadas rolantes esperando a qualquer instante os alarmes e toda a gendarmerie em nosso encalço, e nada, rien, ninguém.
Já na calçada, com uma chuva fina se iniciando, tomamos um taxi e, chegando no hotel pedi um Armagnac que veio de graça porque era o final da garrafa, acendi meu charuto e vim, no maior silêncio do planeta traçar estas linhas.
Ah, sim, a conta foi de 135 Euros, que pagarei prontamente, assim que alguém aparecer para me cobrar.
Bonne nuit!

é isso, por fernando stickel [ 20:32 ]