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Arquivo: janeiro de 2007

r. ribeirão claro 37


Rua Ribeirão Claro 37 – Vila Olímpia – São Paulo

Este endereço, como carne e unha, fez parte da minha vida por 21 anos.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, escrevi um livro, nasceu meu filho Arthur, iniciei o curso “Desenho com Fernando Stickel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente para que a Fundação Stickel lá construisse o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições.
Na fase de desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc…etc…
Sem dúvida é um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada.
E que ainda continuará cumprindo, pois o novo proprietário, a Comunidade Shalom fará um concurso de arquitetura para definir o projeto do novo edifício.

é isso, por fernando stickel [ 10:22 ]

porão escuro


Chegou a hora de entrar no “porão escuro” da casa dos meus pais na R. dos Franceses, esvaziá-lo e exorcizar definitivamente alguns dos meus medos infantis.
Este porão não era esvaziado desde 1915, quado meu avô comprou a casa, ou seja, quase um século!

é isso, por fernando stickel [ 12:17 ]

homem-pássaro


Veja este fantástico homem-pássaro voar AQUI!

é isso, por fernando stickel [ 12:49 ]

mulheres de talento


Marilena Flores no quintal da casa.

Amanhã inicia-se a reforma do imóvel que a Fundação Stickel alugou para implantar seu projeto social próprio, “Mulheres de Talento”. A decisão de investir nesta área foi minha, e envolveu toda a equipe da Fundação, com a inestimável colaboração de nossa consultora Marilena Flores, que elaborou o projeto.

“Mulheres de Talento”

A mulher negra tem sido, ao longo de nossa história, a maior vítima da profunda desigualdade racial vigente em nossa sociedade. Ela está mais exposta à miséria, pobreza, violência, analfabetismo e à precariedade de atendimento nos serviços assistenciais, educacionais e de saúde.

Está sujeita também a altos índices de gravidez na adolescência. São muitos os motivos que tornam uma adolescente mais vulnerável a uma gravidez, o principal deles é a falta de um projeto de vida e de perspectiva futura. Pelos dados do Ministério da Saúde, a adolescente que engravida uma vez, facilmente engravida uma segunda vez e, portanto, é preciso investir na redução da segunda gravidez.

Analisando este cenário e com a proposta de oferecer um modelo de atendimento que diminua seus efeitos perversos é que a Fundação Stickel elaborou o programa “Mulheres de Talento”, que tem como meta o aumento de oportunidades a serem oferecidas à mulher jovem, em situação de vulnerabilidade social e que esteja vivendo a experiência de uma maternidade precoce, estendendo as ações também aos seus filhos.

A Fundação Stickel optou por criar núcleos de atendimento direto em áreas de alta vulnerabilidade social, sendo que o primeiro será implantado no bairro de Vila Brasilândia, considerado um dos bairros com maior índice de vulnerabilidade juvenil e de menor IDH (índice de Desenvolvimento Humano), da Grande São Paulo.

O objetivo central desta proposta é oferecer a 100 mulheres jovens, oportunidade de desenvolvimento pessoal e social, através de apoio psicossocial, estímulo para a volta aos estudos; participação em ações sócio-educativo-culturais, tais como: oficinas de artes plásticas, oficinas musicais e corporais, onde possam fortalecer sua auto-estima; apoio à geração de renda  através de atividades de qualificação para o trabalho e incentivo ao empreendedorismo. Também haverá  espaço sócio-cultural e de brincar para os filhos, durante a permanência das jovens na Fundação, e atividades que favoreçam a construção de vínculos positivos para si e seus filhos e propiciem o descobrimento de significado para suas vidas.

O programa Mulheres de Talento adota a metodologia do desenvolvimento social sustentável investindo em capacitação, geração de renda e protagonismo das usuárias, apoiando-se na participação comunitária, parceria com organizações sociais locais ou regionais, públicas ou privadas, para a implantação e a gestão das suas ações.”

é isso, por fernando stickel [ 9:46 ]

mack tam


A filosofia do fabricante de caminhões Mack:

“You’re not in business to own trucks. You’re in business to profit from them. If you have too much truck for the job, it’s hard to make money. If you have too little truck, it’s even harder to make money.
At Mack, we manufacture as much truck as it takes to get the job done right. Which tells you we’re not so much in the business of making trucks as we’re in the business of helping you succeed.
Or to put it another way, the business of customer satisfaction.”

Não é à toa que os E.U.A. são uma grande nação.
Imagine o comandante Rolim se revirando no caixão ao ver o que fizeram com o padrão de excelência que ele criou para a TAM.

é isso, por fernando stickel [ 9:22 ]

apagão das empreiteiras


Ayrton Vignola/Folha Imagem

O apagão das empreiteiras.
O clima de vale-tudo implantado em Brasília, com a corrupção e a impunidade correndo soltas acabou por contaminar a engenharia.
O “Consórcio Linha Amarela” responsável pela obra do metrô que desabou em São Paulo é integrado pelas empresas CBPO Engenharia (pertencente à Norberto Odebrecht), Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Leia no excelente artigo de Elio Gaspari na Folha de São Paulo:
 
“Depois do apagão das companhias aéreas, veio o apagão das empreiteiras. As cinco maiores construtoras de obras públicas do país desmoronaram às margens do rio Pinheiros, em São Paulo. Como no caso dos aeroportos, desmoronou a capacidade das empresas de falar sério e de manter uma relação respeitosa com a população.
 
O consórcio da obra do metrô paulista é formado por cinco empresas de engenharia que juntas faturam anualmente US$ 3,5 bilhões. São gente grande: Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS. Demoraram um dia inteiro para falar do desastre e, quando o fizeram, passaram a responsabilidade às chuvas do Padre Eterno.
 
Ofendendo a inteligência alheia, disseram também o seguinte: “O Consórcio Via Amarela lembra que, apesar da qualidade do projeto e dos cuidados na execução da obra, trata-se de atividade classificada no grau de risco 4, o mais alto na escala de risco do Ministério do Trabalho”.
 
Só um dos mortos no desmoronamento tinha relações trabalhistas com as empreiteiras. Os demais eram transeuntes que, de acordo com qualquer escala de perigo, deveriam correr risco zero ao andar numa rua da cidade. Se um diretor da Odebrecht (líder do consórcio) estivesse a caminho do psiquiatra na rua Capri e terminasse seus dias na cratera da Via Amarela, ele não estaria numa área de grau 4. Assim como não estava a aposentada Abigail Rossi de Azevedo, que ia ao médico.
 
O tom pedagógico da nota é impertinente. Poderia ser refraseado assim: “O Consórcio Via Amarela deveria ter lembrado que sua obra colocara no nível 4 de risco as pessoas que passavam por perto”. Eram cidadãos que não faziam a menor idéia do perigo que corriam. Se fizessem, tomariam outro caminho.
 
A primeira informação de que havia uma van nos escombros surgiu três horas depois do desabamento. A cooperativa de transportes que perdera o rastro do seu veículo informou que um sinal de rádio localizava-o naquela cratera, a 28 metros de profundidade.
 
Durante cerca de seis horas, tanto o consórcio como os poderes do Estado e do município fizeram acrobacias para soterrar o tamanho do desastre, como se tivessem poderes para isso. Preferiam discutir o cumprimento do prazo da obra. Do lado do consórcio, nenhum grão-empreiteiro, daqueles que jantam no Alvorada e almoçam no BNDES, botou o rosto na vitrine.
 
É possível que nada houvesse a fazer para salvar as vítimas. Apesar disso, muito poderia ter sido feito para amparar suas famílias. Esse descaso não teve nada a ver com a chuva ou com a geologia.
 
Durante todo o fim de semana, a principal assistência a essas pessoas veio da cooperativa cuja van estava perdida. Ela mandou para o local um microônibus, refeições e 20 funcionários. Havia parentes desesperados e é natural que, nessa situação, as pessoas se descontrolem. Não é natural que sejam tratados como descontrolados.
 
Dormiram num estacionamento próximo e em colchonetes colocados na calçada. Usaram os banheiros dos bares da vizinhança. Vagavam sem informações, mas viam a circulação de viaturas do Instituto Médico Legal. Na segunda-feira os empreiteiros voltaram a se pronunciar, informando que montaram um acampamento e colocaram uma equipe de assistentes sociais para assistir as famílias dos mortos. Fizeram pouco, tarde.”

é isso, por fernando stickel [ 8:52 ]

maré baixa


Maré baixa na Ponta do Corumbau, Bahia.

é isso, por fernando stickel [ 12:31 ]

duas mãos


Você sabe por que as mulheres tem duas mãos?
Pela mesma razão que os homens também tem duas mãos!

é isso, por fernando stickel [ 16:28 ]

arthur 12

arthur21.jpg
Meu filho Arthur completa 12 anos no próximo dia 17 Janeiro.
Nenhum de seus amigos usuais estarão em São Paulo na data, então juntaram-se os companheiros de CISV com os quais ele viajou para a Suécia em Julho, por coincidência todos aqui hoje, e fomos comer uma pizza e depois cantar parabéns com bolo, um pouco adiantado, mas melhor assim… quem faz aniversário no meio das férias conhece a sensação…

é isso, por fernando stickel [ 23:05 ]

serraria abandonada


Após a imensa devastação das florestas incentivada pelo governo, ocorrida principalmente no final dos 60 e nos anos 70, várias serrarias fecharam as portas. Esta serraria abandonada fica entre Itamaraju e Ponta do Corumbau, Bahia.
Uma pequena vila sobrevive miserávelmente ao lado da ruína.

é isso, por fernando stickel [ 10:39 ]

vila naiá

Esta é a vida de férias na Ponta do Corumbau, sul da Bahia: Grandes caminhadas, silêncio, roupas simples, havaianas nos pés, e um delicioso peixe na brasa, especialidade da Vila Naiá.
SIMPLES = SOFISTICADO


Less is more, literalmente!


E ainda assim, muito sofisticado!

é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]

argilas e falésias


Na Ponta do Corumbau, Bahia, as falésias produzem argilas de uma variedade incrível de cores e texturas. Você pensa que é uma pedra, toca e sente a moleza escorregadia da argila…

é isso, por fernando stickel [ 0:08 ]

vaqueiros


Onorio Mansutti, presidente da Fundação Brasilea, Magy Imoberdorf e Andreas Heiniger na lindíssima exposição de fotos “Vaqueiros”, de Andreas.
Em Maio Magy fará exposição de seus trabalhos na Brasilea.

é isso, por fernando stickel [ 14:45 ]

porta da farmácia


Na porta da farmácia, Vila Olímpia.

é isso, por fernando stickel [ 13:36 ]

naturezas na bahia


Na Ponta do Corumbau, Bahia, a natureza morta e a natureza viva.
O esqueleto da baleia está exposto numa fazenda vizinha da Barra do Cahy, local onde a expedição de Cabral aportou, após avistar o Monte Pascoal.
Os navios ficaram ao largo, pois os recifes de coral impediam a aproximação da praia e pequenos botes entraram no rio Cahy à procura de água doce. Deram-se aí os primeiros contatos dos portugueses com os índios.

é isso, por fernando stickel [ 9:17 ]

festfoto


Estou participando do FestFoto – Festival de Fotografia de Porto Alegre, como autor convidado mostrando a série “Vila Olímpia”.
O interessante é que todos os fotógrafos expõe apenas através de projeções em Power Point, no estilo de um festival de cinema em sessões contínuas, não há uma única foto “física”

é isso, por fernando stickel [ 8:44 ]

estupidez humana


AVISO AOS NAVEGANTES

Alguém falou, acho que foi o Millôr, ou o Nelson Rodrigues, que tudo na vida tem limite, menos a estupidez humana.

De fato, como prova da existência da estupidez humana em grande escala aí temos o Bush, Lula e Chávez reeleitos para continuar a fazer besteira em grande escala. Quero contar sobre outro tipo de estupidez na escala tico-tico, individual e mais banal, que se encontra todos os dias em todos os lugares:

Lá na Ponta do Corumbau, Bahia, existem três pousadas de alto nível, a Vila Naiá onde ficamos, maravilhosa em seu estilo despojado “pauvre-chic”, o “Tauana Hotel” recém inaugurado, numa arquitetura deslumbrante e localização idem, e a Fazenda São Francisco de Corumbau, vizinho de muro (cerca) da Vila Naiá, num estilo mais convencional.
A pedido da minha irmã, que estaria interessada em se hospedar lá, fomos Sandra e eu visitar a Fazenda São Francisco.
Entramos a pé, e logo nos primeiros passos fomos rudemente barrados por um jardineiro/segurança.
Seguiu-se um diálogo mais ou menos assim:

-Bom dia, somos hóspedes da Vila Naiá, onde é a recepção?
-Não pode entrar.
-Queremos apenas ir até a recepção para conhecer a pousada.
-Tenho ordem de não deixar ninguém entrar.
-Então chame por favor o seu gerente.
Todo este diálogo se deu de pé, ao sol, nisso apareceu o segundo mal-educado, funcionário um pouco mais graduado, explicando que é política do hotel não permitir visitas, para não prejudicar a intimidade dos hóspedes. Retrucamos que não iríamos constranger ninguém, que não iríamos nos jogar na piscina, e que gostaríamos apenas de ir até a recepção, inclusive para checar as tarifas, que não estão disponíveis no site.
Aí ele disse que iria providenciar uma cópia do tarifário, e sugeriu que visitássemos o site do hotel para que nos informássemos, ao que retrucamos:
-Mas meu amigo, nós estamos aqui!!! O site já visitamos, queremos conhecer “in loco”.
Nisto apareceu o teceiro funcionário, mais graduado, um pouco mais educado, que nos ofereceu uma água de coco na soleira do terraço de entrada, mas daí não nos deixou passar, e repetiu a lenga-lenga toda, nos fornecendo ao final um “print” com as tarifas.

Bahia e Turismo nasceram juntos, acho que a Bahia é o estado mais dedicado, como um todo, à exploração desta indústria e poderia passar muito bem sem estes pequenos núcleos de estupidez. É óbvio que depois desta, minha irmã vai se interessar apenas pelas outras duas pousadas. No Tauana, aliás, fomos super bem recebidos por uma gerente portuguesa, que nos mostrou tudo, inclusive o quarto, nos oferecendo gentilmente água de coco, à sombra.

é isso, por fernando stickel [ 14:27 ]

ponta do corumbau


Na Ponta do Corumbau, Bahia

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]