
Meu filho Antonio Stickel grava entrevista com o pintor, gravador e desenhista Maciej Babinski, em sua casa no sítio Exu, a cerca de 15km de Várzea Alegre, Ceará.
Babinski observa sua penúltima pintura, executada em Fevereiro 2008, à esquerda paisagens pintadas ali mesmo, em volta da casa, “cenário” construido pelo casal Lidia e Babinski, desde 1990.
arte
10 de abril de 2008
babinski
é isso, por fernando stickel [ 8:14 ]
4 de abril de 2008
varzea alegre

Semana que vem irei para Várzea Alegre no sertão do Ceará. O vôo da Ocean Air fará escala em Brasília e nos deixará, Antonio meu filho e eu em Juazeiro do Norte. Lá um taxi nos apanhará e levará para a casa do artista plástico Maciej Babinski, que será nosso anfitrião, juntamente com sua esposa Lidia, por dois dias.
Antonio levará equipamento e vamos entrevistar o Babinski e gravar seu depoimento em vídeo para o Banco de Dados sobre a Escola Brasil: desenvolvido pela Fundação Stickel.
Estou excitado com esta rápida viagem. Acho que será MUITO interessante.
é isso, por fernando stickel [ 0:19 ]
3 de abril de 2008
mario quintana

DEFICIÊNCIAS – Mario Quintana (escritor gaúcho 1906 – 1994)
“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.
Quintana nos deixou com 88 anos, e hoje meu pai completaria 88 anos de vida.
é isso, por fernando stickel [ 12:11 ]
3 de abril de 2008
desenho de telefone

Finalmente um telefonema razoavelmente longo no mesmo lugar, com papel e caneta para gerar este “desenho de telefone”
é isso, por fernando stickel [ 10:25 ]
2 de abril de 2008
o caminho das águas

A Fundação Stickel patrocinou o livro “O Caminho das Águas” do fotógrafo Valdir Cruz, editado pela Cosac Naify.
O livro já se encontra nas nossas livrarias e agora será lançado em New York pela Throckmorotn Fine Art, juntamente com a exposição das imagens do livro.
é isso, por fernando stickel [ 10:37 ]
2 de abril de 2008
desenho de reunião

Este não é um desenho “de telefone” (o uso do celular, por alguma razão, diminuiu drásticamente a viabilidade deste tipo de desenho…)
Este é um desenho “de reunião”
é isso, por fernando stickel [ 9:41 ]
1 de abril de 2008
portão cor-de-rosa

Este portão na Vila Olímpia parece de mentira, né?
Mas não é, ele é o portão dos fundos da extinta loja Formatex.
é isso, por fernando stickel [ 19:15 ]
29 de março de 2008
oscar niemeyer

No Portal Vitruvius, Setembro 2003, e incrivelmente atual:
Carta aberta ao arquiteto Oscar Niemeyer
Sylvio E. de Podestá
Um trecho:
… incomoda o fenômeno que de uns tempos para cá vem se repetindo em todo o país: prefeitos, governadores, secretários de cultura e até amigos se utilizam de seu nome para aparecer na mídia nacional e, pior, para avalizar suas (deles) ações e seus (deles) governos – muitas vezes medíocres ou medrosos ou simplesmente indefensáveis.
Leia a íntegra aqui.
é isso, por fernando stickel [ 18:30 ]
22 de março de 2008
arthur c. clarke

Arthur C. Clarke subiu para seu cenário predileto, o espaço.
Meu pai que adorava ficção científica me introduziu à leitura deste que foi talvez o maior clássico do gênero.
é isso, por fernando stickel [ 23:41 ]
22 de março de 2008
chega de saudade

Chega de Saudade, o filme.
Para de enrolar e vá ver. E se você for maior de 40, então, vá correndo…
é isso, por fernando stickel [ 9:41 ]
21 de março de 2008
rene burri

Sandra na exposição de fotos de Rene Burri, na Galeria Pacífico, Buenos Aires.
é isso, por fernando stickel [ 13:08 ]
15 de março de 2008
garrafa

Desenho de 2005, feito na mesa do Restaurante America.
é isso, por fernando stickel [ 17:00 ]
9 de março de 2008
marcos mion

Marcos Mion para mim sempre foi um nada, um ser irritante.
Ao zapear a TV e cair em QUALQUER coisa onde ele estivesse eu fugia rápidamente, assim como fujo do Sergio Mallandro (ainda existe?!) e outras insanidades.
Bem, meu filho Arthur me pediu para levá-lo ao teatro, e escolheu, não sei bem por que a peça Mãos ao Alto, SP!
Sem questionar, simplesmente comprei o ingresso pela internet e lá fomos nós ao teatro Nair Bello, no Gay Caneca.
Lá chegando descubro que um dos atores é o Marcos Mion.
Para minha TOTAL SURPRESA, constato uma nova face do homem, excelente comediante. Tiro o chapéu para ele, o Arthur e eu nos esborrachamos de rir.
(a peça é 100% ele, Marcos Mion, os outros atores, neste caso, são só enchimento)
é isso, por fernando stickel [ 16:44 ]
6 de março de 2008
mba fia ceats

A foto fiz no caminho de ida para a FIA-CEATS, hoje às 7:30h. Cheguei cedo para poder ler os textos de hoje.
Ufa!
Mais um dia inteirinho sentado, a cabeça vai muito bem, obrigado, está aceitando bem a imensa carga de conhecimento, mas o corpo…
Bem, o corpo reclama por todos os poros, estou com formigamento nos dois braços, ao final da tarde não há mais posição confortável para sentar, sem falar no inevitável sono que aparece invariávelmente entre 16:00 e 16:30h. Dou aquela “pescada” de 15, 20 minutos e dá para levar até as 17:30.
é isso, por fernando stickel [ 20:58 ]
6 de março de 2008
saldo negativo
Poema de Fernando Correia Pina
Saldo Negativo
Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.
É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.
É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.
É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.
É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.
É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.
Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês
e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.
Fernando Correia Pina, poeta português, nascido em 1954. Formado em História, vive em Portalegre, região do Alto Alentejo, junto à fronteira com a Espanha.
Fonte: Ladislau Dowbor


