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como vai você, geração 80?


Projeto enviado atendendo convite de participação na exposição “Como vai você, Geração 80?”

Participei da exposição “Como vai você, Geração 80?”, organizada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, em 1984, com uma instalação ao longo de uma das alamedas de acesso ao Parque, de uma faixa de tecido de 0,80 x 150 m. , suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.

Consegui um convite de última hora para participar da mostra do curador Marcus de Lontra Costa, apresentei um projeto e fui aceito, mas havia um problema, o custo da viagem, da estadia e dos materiais, pois minha proposta era uma peça ao ar livre de 150 m. de comprimento.

Resolvi montar um financiamento coletivo, e consegui engajar 8 amigos, que dividiram o custo da empreitada, e receberam cada um uma fotomontagem do trabalho acabado, edição de 9/9, sendo uma delas para meu arquivo. E assim foi feito!

Os amigos que acreditaram no meu projeto, e que agradeço novamente, são:

Antonio Carlos Fernandes Lima
Gilda Mattar
Henrique Falzoni – Enplanta Engenharia
Charles Nelson Finkel
Maurício Verdier
Flavio Clemente – Miramar Palace Hotel
Newton Simões Filho
José Nicolau – Operação Engenharia

A BELA ENFURECIDA

“Como vai você, geração 80?” Respondem 120 artistas de todo o Brasil, que ocuparão, com seus trabalhos, as paredes, portas, janelas, piscina, banheiros, espaços construídos e espaços vazios do imponente prédio da Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, além das aléias, árvores, grutas e cantinhos malocados do Parque Lage. Muito mais, portanto, que uma exposição, “Geração 80” caracteriza-se como um evento, oportunidade primeira em que esses 120 jovens batalhadores resolveram se reunir e permitir que as pessoas conheçam, e se possível compreendam, a sua produção.

É evidente que, num evento como esse, estipular critérios de seleção é algo de delicado e
perigoso. Certamente vocês poderão argumentar que muitos não deveriam participar e que, por
outro lado, alguns nomes foram esquecidos. Tudo bem. Esses são movimentos normais no jogo da arte. O que acreditamos importante é que, durante todo o agradável (e por vezes alucinado) processo de realização da mostra, jamais os curadores, (Paulo Roberto Leal e Sandra Moger) entre os quais me incluo, tentaram impor caminhos, forçar a existência de movimentos ou grupinhos, comportamentos superados nos quais somente alguns poucos e velhos ‘espertos’ se beneficiam.

Gostem ou não, queiram ou não, está tudo aí. Todas as cores, todas as formas, quadrados, transparências, matéria, massa pintada, massa humana, suor, aviãozinho, geração serrote, transvanguardas, pós-modernos e pré-modernos, radicais e liberais, punks e panquecas, neo­expressionistas e neocaretas, velhos conhecidos, tímidos, agressivos, apaixonados, despreparados e ejaculadores precoces. Todos, enfim, iguais a qualquer um de vocês. Talvez um pouco mais alegres e mais corajosos, um pouco mais…Afinal, trata-se de uma nova geração, novas cabeças.
E, se hoje, ninguém alimenta mais o pedantismo de se entrar para a História e ser o tal, o que todos esperam é poder fazer alguma coisa, sem os exagerados pavores e pudores da
conceitualização. Trata-se de tirar a arte, donzela, de seu castelo, cobrir os seus lábios de batom bem vermelho e com ela rolar pela relva e pelo paralelepípedo, recriando momentos precisos nos quais trabalhos e prazer caminham sempre juntos.

Marcus de Lontra Costa

Artistas Integrantes de “Geração 80”

Adélia Oliveira
Adir Sodré
Alberto Camareiro
Alex Vallauri
Alexandre Dacosta
Ana Horta
Ana Maria Morais – Amom
Ana Maria Tavares
Ana Miguel
Ana Regina Aguiar
Analu Cunha
André Costa
Ângelo Marzano
Antônio Alexandre
Armando Matos
Augustus Almeida
Beatriz Milhazes
Beatriz Pimenta
Carlos Mascaranhas
Carlos Fiuza
Ciro Cercal Filho
Ciro Cozzolino
Claudio Alvarez
Claudio Duque
Cláudio Fonseca
Claudio Roberto
Cláudia Monteiro
Clara Cavendish
Cristina Bahiense
Cristina Canale
Cristina Salgado
Daeco
Daniel Senise
Denise Porto
Delson Uchoa
Eduardo Kac
Eduardo Moura
Elisabeth Jobim
Eneias Valle
Ester Grinspum
Esther Kitahara
Felipe Andery
Fernando Barata
Fernando Lopes
Fernando Lucchesi
Fernando Moura
Fernando Stickel
Francisco Cunha
Francisco Faria
Frida Baranek
Gastão Castro Neto
Gerardo
Gervane de Paula
Gonçalo Ivo
Grupo Rádio Novela
Hamilton Viana Galvão
Hellen Marcia Potter
Hilton Berredo
Inês de Araújo
Isaura Pena
Jadir Freire
Jayme Fernando
Jair Jacqmont
Jeanete Musatti
João Magalhães
João Modé
Joaquim Cunha Neto
Jorge Barrão
Jorge Duarte
Jorge Guinle
José Eduardo Garcia de Moraes
José Roberto Miccoli
Ju Barros
Judith Miller
Karin Lambrecht
Leda Catunda
Leonilson
Lídia Perla Sacharny
Livia Flores
Lúcia Beatriz
Luiz Antônio Norões
Luiz Cruz
Luiz Ernesto
Luiz Pizarro
Luiz Sérgio de Oliveira
Luiz Zerbini
Manoel Fernandes
Marcelo Lago
Marcos Lima
Marcus André
Mario Azevedo
Mariza Nicolay
Marta Dangelo
Maria Ignêz Lobo
Maurício Arraes
Maurício Bentes
Maurício Dias
Mauro Fuke
Monica Lessa
Monica Nador
Nelson Felix
Paulo Campinho
Paulo Henrique Amaral
Paulo Nobre
Paulo Paes
Patrícia Canetti
Ricardo Basbaum
Ricardo Sepúelveda
Rogéria de Ipanema
Roberto Tavares
Sandra Sartori
Sérgio Romagnolo
Sérgio Niculitcheff
Siomar Martins
Solange Oliveira
Suzana Queiroga
Tadeu Burgos
Terezinha Lozada
Umberto França
Valério Rodrigues
Vicente Kutka
Xico Chaves
Waldemar Zaidler e Carlos Matuck

é isso, por fernando stickel [ 14:51 ]

rosangela dorazio

Este é o texto de curadoria que preparei para a exposição de Rosangela Dorazio no Espaço Fundação Stickel:

N A T U R E Z A S U S P E N S A
O laguinho da praça sofreu um corte, sua água solidificou-se em farpa, enquanto isso a árvore do parque enfrentou uma meia-cana e sua casca virou fiapo.
A natureza se desconstrói sob a ação de Rosângela Dorazio, ganhando uma nova ordem — ou, talvez, uma nova desordem.
No lugar da água, o nankin, no lugar do céu a lasca, tudo se costura em léguas de fiapos. A artista transforma a superfície de seus trabalhos
em um campo de experimentação e batalha, onde o desenho, a gravura, a fotografia e a escultura se fundem em linguagens híbridas, unidas na
violência e inquietação dos gestos desta nova poética visual.
Rosângela Dorazio reinventa a natureza, com sua tempestade particular, onde fiapos voam e lascas nadam. Incorpora o vento e as
ondas, rearrumando a realidade, o resultado de toda esta violência é curiosamente plácido, o espanto provocado pela colisão de elementos cede lugar a uma estranha serenidade. O caos, aqui, não é ruína, mas método.
A artista precisa do caos como processo de trabalho, ao invés de bebê-lo ela gosta de jogar café quente no seu trabalho, subvertendo a ordem das coisas; fotografia que não é usada como tal, gravura onde a reprodutibilidade não interessa, ferramentas usadas não para obter um corte fino, e sim para arrebentar.
Curioso é, ao final, uma fotografia despedaçada exalar paz e beleza.
Insólito como uma superfície lisa cresce naturalmente para a tridimensionalidade, igualmente curioso é um desenho ou aquarela ganhar dimensão poética ao ser agredido com café! O que deveria ser a pele da obra — seu acabamento — torna-se víscera, conteúdo, profundidade.
Há algo de arqueológico na abordagem de Dorazio, como Alexander Von Humboldt e Spix & Martius, viajantes-cientistas que cruzaram os
sertões brasileiros séculos atrás, ela se lança sobre a natureza com gulosos olhos de descobridora. Só que sua viagem é para dentro: do papel, do corpo da obra, dos limites da linguagem visual. Suas monitipias são texturas; suas rotas, as nervuras do gesto natural.
Dorazio extrai beleza do imprevisível, do acidente, do improviso. Seu trabalho é uma travessia sensorial, onde o espectador é convidado a olhar de perto — e, talvez, a se perder dentro de uma floresta de arrepios.

Fernando Stickel
14/07/2025


Minha mãe Martha, Rosangela e eu.


Sandra e eu.

é isso, por fernando stickel [ 7:09 ]

rosângela dorazio

É AMANHÃ!
 
ROSÂNGELA DORAZIO
NATUREZA SUSPENSA

Nesta exposição com minha curadoria, o caos se transforma em método, e a desconstrução da natureza revela uma nova ordem visual. A artista mistura desenho, gravura, fotografia e escultura, criando um universo onde a violência do gesto dá lugar a uma estranha serenidade.
A abertura será amanhã sábado, 2 de agosto, das 11h às 16h, no Espaço Fundação Stickel.

Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

Visitação
até 6 setembro
terça a sexta 11 às 17h sábados 11 às 15h

é isso, por fernando stickel [ 13:56 ]

exposição no naji


Foto Jade Gadotti

Em outubro 1999 houve uma exposição coletiva de arte no estúdio do meu ex-aluno de desenho Naji Ayoub. Eu era um dos artistas expositores, me lembro também de Marcella Sion e Andre Balbi.


Meus pais Martha e Erico e duas das minhas pinturas.

é isso, por fernando stickel [ 13:46 ]

a arte da vida

Domingo frio, acordo travado e com dores, fruto de um dia inteiro de pé na abertura da exposição do Cassio Michalany ontem, 14/6 no espaço Fundação Stickel.
Na verdade foram três dias puxados, quinta e sexta na montagem da exposição junto com o Marco, e ontem na abertura, que foi muito boa, com amigos queridos e bons papos.
Hoje depois de um excelente café da manhã com a Sandra e a companhia do imprescindível Estadão, fiz um passeio rápido com Jimmy e Bolt na pracinha da Vila Nova, dei comida para os cachorrinhos e fui ao clube fazer um alongamento e sauna, foi a melhor decisão, fiquei novo!
Agora, me sentindo muito elegante e renovado, com roupas limpas e dentes reformados tomo uma taça de vinho do Porto e penso nos queridos amigos falecidos no ano passado, Mario e Cassio, ao som do sax de Ben Webster & Coleman Hawkins.
Em breve iremos todos à Enosteria para o tradicional almoço de domingo.
E a vida segue, so it goes.

é isso, por fernando stickel [ 13:00 ]

homenagem a cassio michalany


30 desenhos, 1980

FUNDAÇÃO STICKEL CONVIDA PARA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O SILÊNCIO DA COR” de CASSIO MICHALANY

Homenagem ao artista Cassio Michalany (1949-2024), celebrando sua trajetória singular e sua presença contínua entre nós, um ano após seu falecimento. A mostra nasce do desejo de compartilhar não apenas a força plástica de sua obra, mas também os vínculos pessoais, afetivos e artísticos que nos unem a ele, que soube, como poucos, silenciar o excesso e fazer da cor um acontecimento.

Cinco décadas de sua consistente produção artística estarão representadas, com obras das coleções Sandra e Fernando Stickel, José Olympio da Veiga Pereira, Walter Appel e Augusto Livio Malzoni.

Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

Abertura: Sábado 14 junho das 11 às 16h

Visitação: Até 19 julho, terça a sexta 11 às 17h sábados 11 às 15

é isso, por fernando stickel [ 9:02 ]

marcio périgo

Fundação Stickel convida para a mostra “Somos Memórias”, exposição de gravuras de Márcio Périgo com texto crítico de Agnaldo Farias, no Espaço Fundação Stickel.

Abertura no próximo sábado, 12 de abril, das 11h às 16h. Venha conferir 66 gravuras em metal!

Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia – São Paulo

“Nesta série de gravuras, cores vibrantes e carregadas de simbolismo revelam a terra e o carvão, evocando memórias ancestrais de povos originários e seus utensílios, histórias profundas e enraizadas. O que vemos na obra de Périgo vai além de imagens – são narrativas que ecoam em nós, pulsantes e viscerais, como a terra que sustenta a nossa memória coletiva.” – Fernando Stickel.

Márcio Périgo é gravador e desenhista. Iniciou seu trabalho em gravura em metal na Fundação Armando Álvares Penteado, em 1972, como matéria curricular do curso de graduação em Comunicação Visual. Em 1977 obteve o título de Bacharel em Comunicação Visual, quando apresentou um painel voltado a um estudo gráfico da obra Grande Sertão-Veredas, de João Guimarães Rosa. Obteve o título de mestre na área de Poéticas Visuais, com a dissertação A Matéria da Sombra em 2001. Em 2009 obteve o título de doutor apresentando a tese Caos Aparente – Sinais gráficos.

é isso, por fernando stickel [ 17:07 ]

luisa strina 50 anos

Para celebrar os 50 anos da galeria de arte que Luisa Strina fundou, em São Paulo, em 17 de dezembro de 1974, parte de sua coleção estará aberta à visitação pública pela primeira vez desde 1994.

“Amostra: um recorte da coleção Luisa Strina” apresentará trabalhos de nomes significativos da arte contemporânea como Cildo Meireles, Fernanda Gomes, Carl Andre, Jimmie Durham, Francis Alÿs, Mira Schendel, Leonilson, dentre muitos outros.

A exposição, organizada pela própria galerista/colecionadora, pela diretora artística da galeria Kiki Mazzucchelli e pelo curador/galerista Ricardo Sardenberg, terá abertura no dia 17 de dezembro de 2024, das 18h às 21h.

Em uma Paulicéia longínqua, quando abríamos os jornais e as colunas sociais nos traziam impressas as novidades das artes, festas, exposições, etc… minha vida artística foi indelevelmente ligada à Luisa Strina.

Recorte de Luis Paulo Baravelli refletido em obra de Carl Andre no piso.

Uma das mais lindas pinturas de Mira Schendel que já vi.

Como todos os dias se aprende algo novo, fiquei conhecendo este artista belga maravilhoso, Francis Alÿs.

é isso, por fernando stickel [ 9:14 ]

motoring arts


O Carcará em fotos de época

Um ícone do automobilismo brasileiro, o Carcará é um automóvel criado pelo designer Anisio Campos (1933-2019) para bater o recorde de velocidade brasileiro para motores até 1.000cc. O exemplar único foi produzido em Matão SP pelo “carrozziere” Rino Malzoni, com motor DKW de dois tempos preparado por Miguel Crispim.


Anisio Campos em frente à CasaBola do arquiteto Eduardo Longo na Rua Amauri

Para homenagear os 40 anos do recorde do Carcará, que obteve a velocidade velocidade média de 212,903 km/h pilotado por Norman Casari em um trecho de cerca de cinco quilômetros da Rodovia Rio-Santos na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro no dia 29 junho 1966, um grupo de 20 artistas brasileiros radicados em São Paulo e o designer Anisio Campos criaram a exposição MOTORING ARTS com patrocínio do Santander Banespa e apoio da Fundação Stickel.

De 10 a 19 Outubro 2006, juntamente com os trabalhos dos artistas, estará exposta a recriação do Carcará original, com motor DKW-Vemag três cilindros, dois tempos e 1 litro, feito à mão pelo artesão Toni Bianco. O Carcará II é a única peça recriada no acervo da Associação Cultural do Museu do Automobilismo Brasileiro, presidido por Paulo Trevisan em Passo Fundo, RS.

A exposição será no Espaço CasaBola de Eduardo Longo, na R. Amauri 352 São Paulo.

ANTONIO PETICOV • CACIPORÉ TORRES • CLAUDIO TOZZI • CLEBER MACHADO • FERNANDO STICKEL • GILBERTO SALVADOR • GUILHERME DE FARIA • GUSTAVO ROSA • GUTO LACAZ • IVALD GRANATO • JEJO CORNELSEN • JOSÉ RESENDE • JOSÉ ROBERTO AGUILAR • MARCELO CIPIS • MARCELO NITSCHE • MARCELO SERPA • NEWTON MESQUITA • RAMANEFER • RUBENS GERCHMAN • TOMOSHIGUE KUSUNO

Carcará


Meu filho Arthur no “cockpit” do Carcará II e Anisio Campos


Carcará e seu motor DKW instalado entre-eixos

é isso, por fernando stickel [ 17:54 ]

feres khoury e suas naturezas mortas

Sobre (posições de) Naturezas-Mortas

Sobre esta linda exposição de desenhos de Feres Khoury escreve Rodrigo Silveira:

“As naturezas-mortas, como se vêem, vivem ainda, feéricas, com força, os objetos representados vibram, agitam-se, desassossegam nosso olhar, descolam nossa retina. Estão vivos, decerto. E se mexem. E fico na dúvida se estão no mesmo lugar, quando olho outra vez.
Ao observarmos, de novo, percebe-se não apenas movimentos, mas outros objetos que talvez ali estivessem. As sobreposições são as marcas da insistência do artista em capturar algo, outra vez e outra vez, aplicando tinta por cima, redesenhando, refazendo tudo.”

Feres nos impacta sempre com seu trabalho, executado de peito aberto, sem medo, sem modismos, sem concessões. Vamos lá ver!

Abertura 23 novembro 13 às 18h
Graphias Casa da Gravura
R. Joaquim Távora 1605 – Vila Mariana

Apoio Arrisca Encadernações

é isso, por fernando stickel [ 11:03 ]

baravelli 235 pinturas-gato

Não é todo dia que o mestre Luiz Paulo Baravelli, aos 82 anos, expõe 235 obras em uma única mostra.
Ele é capaz dessa realização extraordinária! E o faz com extremo prazer e graça!
Ex-professor, parceiro da Fundação Stickel, amigo e companheiro de 50 anos, Baravelli percorreu comigo essa longa estrada da vida e das artes. Venham prestigiar a abertura de sua exposição individual, 235 pinturas-gato, na Galeria Marcelo Guarnieri.

Sexta-feira, 22 de novembro 2024
Das 18 às 21h
Alameda Franca 1054 – São Paulo

é isso, por fernando stickel [ 9:42 ]

leilão fundação stickel

O LEILÃO BENEFICENTE FUNDAÇÃO STICKEL está no ar e ainda conta com exposição dos lotes aqui no nosso espaço. Celebre os 70 anos da Fundação Stickel e vamos juntos transformar vidas através da arte!

O catálogo do leilão na plataforma iArremate encontra-se AQUI. O leilão acontece no dia 24 às 20h, com 62 lotes. Os lances já podem ser dados. Todo valor arrecadado será destinado aos nossos projetos de impacto social.

Agradecemos a todo os artistas envolvidos, ao leiloeiro Aloisio Cravo e à fotógrafa Tati Nolla, que colaboraram voluntariamente para a realização do leilão. Com sua respeitada expertise, diz Aloisio sobre seu apoio à Fundação: “Colocar um tijolo nesta construção enorme, com a possibilidade de doar nosso trabalho, é extremamente gratificante.”

As obras que integram o leilão estarão expostas em conjunto, em uma mostra relâmpago no Espaço Fundação Stickel, de 19 a 24 de outubro, com visitação gratuita! São peças doadas para a Fundação durante os últimos 20 anos, de diversos artistas com os quais realizamos exposições, cursos e projetos contrapartida.

Leilão Beneficiente Fundação Stickel
Data: 24 de outubro às 20h
Leiloeiro: Aloisio Cravo
Lances a partir de 15 de outubro

Exposição
Abertura no sábado 19 outubro das 11 às 15h.
Visitação até 24 outubro terça a quinta 11 às 18h.
Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

é isso, por fernando stickel [ 17:58 ]

parece pintura

Fundação Stickel convida para a abertura da nova exposição do Espaço Fundação Stickel – PARECE PINTURA, de Mema Rio Branco com curadoria de Oswaldo Correa da Costa, no próximo sábado, 31 de agosto.

“Parece Pintura” traz uma seleção cuidadosa das fotos de Mema, artista que há mais de uma década captura o cotidiano com seu olhar único e afetivo. Ordenadas pela luminosidade, as fotografias criam uma narrativa visual, evidenciando seu tema principal, a própria luz.

“Parece Pintura” abre dia 31 de agosto, sábado, das 11h às 16h.

Em cartaz até 28 de setembro.
De terça a sexta, das 10h às 18h. Sábados das 11h às 15h.
Espaço Fundação Stickel. Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia SP

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]

danilo blanco


Danilo Blanco, eu, minha mãe Martha e Sandra Pierzchalski

Abertura da exposição de Danilo Blanco, CADEIRAS, JANELAS E RAIOS DE SOL com curadoria de Rubens Fernandes Júnior, no Espaço Fundação Stickel.


Em primeiro plano o curador Rubens e sua esposa Paula.


Igor Damianof, Lucas Cruz e Marco Antonio Ribeiro

O conjunto de cadeiras expostas surgiu de uma ideia de Danilo ao observar artesãos que circulam pelas ruas e praças do centro de São Paulo. Com o objetivo de valorizar o trabalho desses artistas anônimos, ele encomendou a construção das peças, a partir de um simples briefing: “faça uma cadeira” mostrando com a mão o tamanho de cerca de 10 cm, “que tenha quatro pernas, assento e encosto”.
Individualmente, cada uma das peças se apresenta de maneira distinta, mostrando o potencial criativo despertado pelo pedido do artista, que não interferiu no processo e nem limitou os artesãos. As cadeirinhas foram construídas com formas, traços e materiais diferentes, transformando este simples objeto do cotidiano em arte.
Assim, Danilo idealizou mais uma ação colaborativa, como já fez em outras parcerias com a Fundação Stickel na construção dos murais públicos oriundos das nossas oficinas de marchetaria, instalados nos terminais Palmeiras – Barra Funda e Vila Nova Cachoeirinha. A marchetaria, por sinal, é a principal linguagem do artista e ele traz, paralelamente e de forma complementar às cadeiras, novos trabalhos com seus desenhos geométricos e abstratos, além das peças de um dominó gigante.

é isso, por fernando stickel [ 17:20 ]

poster contest

Quem já não foi ao cinema e ficou observando os cartazes dos filmes em exibição, ou daqueles que entrarão em cartaz? De repente até decidindo assistir algo por conta do poder de persuasão deste tradicionalíssimo meio de comunicação.

O cartaz tem esse poder de captar a nossa atenção, despertar nossa curiosidade, seja pela mensagem, seja pela beleza gráfica, muitos deles verdadeiras obras de arte.

Cartazes tem sido utilizados em todo o planeta para divulgar mensagens de forma visual e impactante. em todas as áreas imagináveis, publicidade, arte, política, religião, esportes, saúde, educação, etc…

Atenta ao potencial do cartaz, tanto como arte quanto como poderosa ferramenta de comunicação, a Fundação Stickel promoveu em 2023 o concurso POSTER CONTEST – ARTE TRANSFORMA, com curadoria de Carlos Perrone, pensando em trazer um novo olhar ao tradicional concurso de cartazes.

O POSTER CONTEST marca, não apenas, a nossa entrada no universo do design gráfico, como também o início das comemorações do aniversário de 70 anos da Fundação Stickel.

Você é nosso convidado para o evento de abertura, venha descobrir os 30 projetos gráficos selecionados por um júri de 7 especialistas da área, entre os 100 projetos submetidos, incluindo o Prêmio Aquisição e os seis destaques.

Exposição Poster Contest – Arte Transforma
Abertura – sábado, 17 de fevereiro, das 11h às 16h
Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia
Catálogo disponível

Membros do júri:
Carlos Perrone; Iris Di Ciommo; José Renato Maia; José Roberto DÉlboux; Marcelo Pallotta;, Sandra Pierzchalski; Tadeu Costa


Visão da exposição

é isso, por fernando stickel [ 7:57 ]

finissage

Projeção do filme e palestra.

Encerrando a exposição de Maria Villares no Espaço Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 8:45 ]

maria villares – flor e pedra

Abertura da exposição de pinturas “Maria Villares – Flor e Pedra” com minha curadoria, no sábado 11 novembro 2023 no Espaço Fundação Stickel.


Visão geral da vernissage


Maria Villares, Chris e Diana Potter


Ivo Mesquita, Maria Alice Milliet e Helena Carvalhosa


Martha Stickel, Sandra Pierzchalski, Maria Villares e eu.


Ricardo Prado Santos, João Roberto Rodrigues, eu, Bassy Machado, Luiz Fernando Rocco


Gilda Mattar, Alexandre Dórea Ribeiro, Alex Cerveny, Sandra Pierzchalski, Nathalie e Lucas Lenci


Maria Villares e sua filha Kita, Ana Darce e Jacqueline Aronis

é isso, por fernando stickel [ 8:56 ]

maria villares na fundação


A fachada do Espaço Fundação Stickel recebe tratamento especial.

No próximo sábado 11 novembro das 10 às 16h abriremos no Espaço Fundação Stickel, na R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, a exposição de pinturas “Maria Villares – Flor e Pedra” com minha curadoria.

Minha carreira de curador de arte não existiu até hoje como tal, nunca dei maior destaque a este mister, mas, assim como nunca deixei de ser arquiteto, designer gráfico, artista plástico ou fotógrafo, o ofício da curadoria sempre esteve presente na minha vida artística desde os anos 70, tanto nas minhas exposições, nas exposições dos amigos e, a partir do início do meu trabalho com a Fundação Stickel em 2004, em todas as dezenas de exposições que fizemos.

Em algumas exposições me permiti assinar a curadoria, como “A Trama do Gosto”, na Bienal de São Paulo em 1987, onde apresentei um espaço intitulado “Natureza Morta Limitada”; na exposição “Retratos Eriçados” de Maciej Babinski em parceria com Agnaldo Farias no Espaço Fundação Stickel em 2019, e agora assino a curadoria da exposição “Maria Villares – Flor e Pedra”, para a qual escrevi o texto a seguir.

MARIA VILLARES Flor e Pedra

Flor e pedra. Claro e escuro. Quente e frio. Pele e osso. Vermelho e azul.

A obra de Maria Villares é extensa e longeva. Seu universo pictórico é labiríntico e habitado por seres sem rosto. Mas eles estão ali, silenciosos, observando, e comandando o espetáculo.

Conhecer suas pinturas é como passear por dentro de uma caverna, com uma lanterna na mão, descobrindo imagens fascinantes que brotam da escuridão, uma hora usando uma lupa, outra hora se aproveitando de um raio de sol bandido intrometido na escuridão. Pode-se também pensar em utilizar um periscópio, ele te revelará mais algumas imagens surpreendentes…. Mas, o que está fazendo esta flor aqui???!!! Assim é a pintura de Maria Villares.

Maria não busca os holofotes, mas a solidez da disciplina, coerência e permanência. Seu trabalho atravessa os anos sem interrupção, uma coisa fluindo para outra coisa, por vezes inclinada à gravura, por vezes à cerâmica, mas mantendo sempre o norte do desenho. Sim, o desenho comanda seu destino e sua arte, esta verdade permanente transparece nesta série de pinturas executadas ao longo de mais de duas décadas.

As pinturas de Maria não se revelam por completo, elas são discretamente generosas ao fornecer pequenas pistas ao arqueólogo de plantão que queira mergulhar em espaços desconhecidos à procura de flores ou outras iguarias no Jardim das Delícias de sua obra. Tal qual os peixes luminosos do abismo, flores crescem em locais proibidos…
Fernando Stickel
Outubro 2023


Maria Villares e seu armarinho de referências.


Montagem da exposição


O planejamento analógico da expografia

é isso, por fernando stickel [ 7:15 ]