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desenho jovem

Participei da exposição coletiva Desenho Jovem em julho 1980 no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MACUSP, comandado naquela época pelo Prof. Dr. Wolfgang Pfeiffer, com três desenhos. Entre outros participaram também desta mostra Jaqueline Aronis, Ciro Cozzolino, José Leonilson, Sergio Niculitcheff, Sergio Romagnolo e Luiz Hermano..


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1973


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1977


Nankin e aquarela, 22 x 30 cm. 1973

A coordenação catalogação e montagem era da Elvira Vernaschi, e no Conselho do MAC havia nomes como Aracy Amaral, Yolanda Penteado, José Mindlin, Regina Silveira e Walter Zanini.

é isso, por fernando stickel [ 8:14 ]

5ª jovem arte contemporânea

Participei da V Exposição Jovem Arte Contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) no Ibirapuera entre 25 de agosto e 26 de setembro de 1971.

A Jovem Arte era uma uma exposição coletiva anual, parte de uma série de iniciativas do MAC-USP sob a gestão de Walter Zanini, para fomentar a produção artística jovem no Brasil. A série “Jovem Arte Contemporânea” surgiu após as edições iniciais focadas em desenho e gravura (Jovem Desenho Nacional e Jovem Gravura Nacional) e se tornou mais abrangente a partir de 1967.

A novidade desta edição foi a exposição de poemas, departamento no qual fui aceito juntamente com, entre outros Olney Krüse, enquanto vários amigos como Antonio Henrique Amaral, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Augusto Livio Malzoni, Aieto Manetti Neto, Cassio Michalany, Plinio de Toledo Piza Filho, Dudi Maia Rosa, Gilda Vogt, Mario Cravo Neto, Norberto (lelé) Chamma, Vitor Ribeiro, Claudio Tozzi participaram na área das artes plásticas, os premiados foram Aieto Manetti Neto, Victor Ribeiro, Dudi Maia Rosa, e Gilda Vogt. Artigo na página 7 do jornal O Estado de São Paulo do dia25/8/1971 aborda extensamente a exposição.

Os poemas que apresentei foram:

James Coburn no Guarujá

El Camión
perfuro chão
Eurailpass
desde ontem
em Dresden
Desdêmona
desmaiou

Cabo Frio

É tarde e eu já estou exausto de não fazer nada.
Felizes são aqueles que não fazem nada em paz.
E aqueles que não se cansam de não fazer nada.
E aqueles que dormem bem sem estarem cansados de não
fazer nada além de mergulhar nas águas frias do
Cabo Frio de Janeiro apesar do Janeiro encalorado
e as águas são d’Álcalis como se fossem veículo
de peixes e mergulhadores encalorados por não
além de nada trabalhar na madrugada encalorada
pela água dos canos plásticos em exposição ao sol
ardente oriundo do calor da madrugada que o banho
em canos quentes não deu cabo.

Posteriormente estes dois poemas foram incluídos no meu livro de desenhos e poesias “aqui tem coisa”</em> lançado em 1999.

é isso, por fernando stickel [ 17:26 ]

aviação e arte

Participei da Exposição Aviação e Arte promovida pela TAM Linhas Aéreas, no Espaço Cultural do Aeroporto de Congonhas em 24 novembro 1993.

A curadora Zilda Matheus convidou os artistas Amélia Toledo, Emanuel Araújo, Fernando Stickel, Guto Lacaz, Maria Matheus, Nicolas Vlavianos, Tomie Ohtake, Vicente Kutka, Yutaka Toyota e Ivete Ko a realizar esculturas com sucatas de avião, a TAM franqueou seus depósitos de sucata para os artistas escolherem livremente os materiais e na sequência, auxiliados pelos funcionários das oficinas de manutenção tiveram liberdade total de escolha, das técnicas de soldagem, corte, pintura, etc… para realização de seus projetos.

Foi uma das melhores experiências da minha vida artística para execução de um trabalho, atenção total da oficina, sem questionamentos, foi o máximo!. Pena que fase da exposição o profissionalismo não tenha sido o mesmo.

é isso, por fernando stickel [ 17:19 ]

trama do gosto


Cartão postal, o convite.

A TRAMA DO GOSTO
Assessoria de Imprensa da Fundação Bienal de São Paulo – Carmelinda Guimarães

Aonde está a arte no dia a dia da cidade? Para despertar a percepção do público para a realidade artística que nos cerca, a Fundação Bienal de São Paulo reuniu uma equipe de mais de 150 artistas e intelectuais sob a curadoria de Sônia Fontanezi. Eles interpretarão a arte e o cotidiano na mostra A Trama do Gosto que se realiza de 25 de janeiro a fins de fevereiro de 1987 no Pavilhão do Ibirapuera.


Planta do prédio da Fundação Bienal de São Paulo para a exposição “A Trama do Gosto”, destacado em verde o espaço “Natureza Morta Limitada”.

Uma avenida central com diversas travessas, sinais de trânsito e até um veículo de transporte reproduzirão locais que fazem parte da vida de uma grande cidade: os graffitis que estão na rua, o edifício, o monumento, o restaurante, a galeria de arte, o bar, o museu, a drogaria, o correio, os eletrodomésticos, a praça, a música e o “lar doce lar”.

São 26 instalações que farão uma releitura deste cotidiano, organizadas pelos seguintes sub curadores: Guinter Parschalk, Norberto Amorim, Walter Silveira, Tadeu Jungle, Roberto Sandoval, Nelson Screnci, Carmela Gross, Fernando Lion, Beto de Souza, Julio Plaza, Tacus (Dionisio Jacob), Mira Haar, Lenora de Barros, José Simão, Rubens Matuck, Antenor Lago, Regina Silveira, Carlos Moreno, Alex Vallauri, Maurício Villaça, Guto Lacaz, Fernando Stickel, Agnaldo Farias, Norma Ortega e João Pirai.

A mostra terá coordenação geral de Luiz Loureiro, curadoria de música de Ana Maria Kíeffer, projeto do espaço de Felipe Crescenti.


Projeto do espaço, com colaboração de Mariangela Fiorini, minha assistente.

NATUREZA MORTA NA ARTE DE ONTEM E HOJE

“A natureza morta é o cotidiano congelado”, afirma o artista plástico Fernando Stickel, que faz a instalação Natureza Morta Limitada, para a exposição A Trama do Gosto; um olhar diferente sobre a realidade do cotidiano.

“O espirito do espaço que estamos criando é portanto o de uma parada no tempo”.

Para organizar esta instalação Stickel reuniu 38 artistas e dividiu em dois núcleos a produção artística: contemporâneo e histórico. No último estão reproduções fotográficas de trabalhos consagrados de Braque, Matisse, Morandi e Goya, entre outros, que permitem ao público localizar a origem e a evolução da natureza morta na arte. Neste núcleo figura também um quadro original de Pedro Alexandrino e os objetos que ele usava na composição de suas telas.


“Peru depenado” de Pedro Alexandrino, pintura de 1903, cedida pela Pinacoteca. Os objetos da época, cedidos pelo Museu da Casa Brasileira, com produção de Luisa Vadasz.

A Visão de Hoje

No núcleo contemporãneo, que é o foco principal da exposição, projetos especiais de Ucho Carvalho e Rosely Nakagawa entre outros; ainda uma reinterpretaçáo da natureza morta dos pintores da praça da República feita em 1967 por Nelson Leirner; peças de coleção de Amélia Toledo, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Feres Khoury, Guyer Salles, Jeanete Musatti, Bonadei e mais 20 artistas; uma coleção de cartões postais reunida por Malu Morais.

A reinterpretaçáo dos elementos da natureza morta estará presente no trabalho de Ana Maria Stickel, Queque utiliza partes da própria natureza como galhos, folhas e flores secas, troncos e pedras; nas frutas, verduras e flores de Maurício Villaça; potes de Stella Ferraz de Camargo; cortina, e rosa de Sílvia Elboni; objetos e garrafas de Fernando Stickel.

Os artistas participantes da Mostra:
Amelia Toledo
Ana Maria Stickel
Antonio Cabral
Antonio Peticov
Carmen Avian
Cecilia Abs André
Dudi Maia Rosa
Ester Grinspum
Fabio Cardoso
Felipe Tassara
Feres Lourenço Khoury
Fernanda Coube Arieta
Fernando Stickel
Flávia Ribeiro
Flávio Motta
Gilda Mattar
Gilda Vogt
Guyer Salles
Hans Juergen Ludwig
Ivan Kudrna
Jeanete Musatti
João Carlos Carneiro da Cunha
José Carlos BOI Cezar Ferreira
Luise Weiss
Luiz Paulo Baravelli
Maciej Babinski
Margot Delgado
Mauricio Vilaça
Marisa Bicelli
Nelson Leirner
Pedro Alexandrino Borges
Pinky Wainer
Rosely Nakagawa
Silvia Elboni
Stella Ferraz de Camargo
Ucho Carvalho
Wesley Duke Lee

A trilha sonora a ser ouvida em todo o ambiente da exposição foi criada por Hans Juergen Ludwig a partir da discussão do tema natureza morta. O espaço será tratado com penumbra, paredes, piso e teto pretos e focos de luz dirigidos.

“A proposta” afirma Fernando Stickel, “é uma re-leitura da natureza morta através da apresentação de trabalhos contemporâneos, em diversas técnicas, bem como da fragmentação de seus tradicionais elementos constituintes, a fruta, as flores, o jarro, a garrafa, a toalha, o peixe, o castiçal, etc,… e a reagrupação destes elementos interpretada por artistas contemporãneos”.


Na porta do espaço estava afixado este “manifesto” de minha autoria.

O trabalho artístico do gênero “Natureza Morta” na sua forma mais tradicional sugere sempre uma parada no tempo. Sua tradução do inglês (Still Life) significa, literal­mente, “Vida Parada”.

Este corte plástico no quoti­diano, congelando espaço e tempo, nos remete a pensa­mentos sobre a transitoriedade e incerteza da vida.

A realidade urbana contemporânea carece de momentos de reflexão como estes, propi­ciados pela longa e introspec­tiva fruição de uma obra de arte.

Assim, propomos uma releitura da Natureza Morta através da apresentação de trabalhos contemporâneos, em diversas técnicas, bem co­mo através da fragmentação de seus tradicionais elementos constituintes, a fruta, as flores, o jarro (cerâmica), a garrafa (vidro), a toalha, o peixe (animal, caça), o castiçal (objeto), etc… e o reagrupamento destes elementos inter­pretado por artistas contemporâneos.

Reproduções fotográficas de alguns trabalhos de pintores famosos permitirão uma rápida avaliação das origens e evolução do gênero.

O partido arquitetônico, ilu­minação e trilha sonora do espaço da mostra foram criados poro recapturar o clima de paralisação cósmica encontrado em muitos desses trabalhos. Para ilustrar este texto, um vaso de Sempre vivas
SEMPRE VIVAS
MORTAS VIVAS
NATUREZA MORTA
VIDA PARADA
ESPAÇO CONGELADO TEMPO
SUSPENSO
BELEZAS ESTACIONADAS


Desenhos de observação realizados por participantes da oficina de desenho, modelo Lela Severino.

Aulas de desenho na Trama do Gosto

O artista plástico Fernando Stickel está dando um curso de desenho com modelo vivo dentro da exposição A Trama do Gosto, no Pavilhão Bienal do Ibirapuera, como parte da instalação Praça do Corpo.

As aulas serão de terça-feira a sexta-feira, até 20 de fevereiro, no horário das 16 às 18 horas.
As inscrições, serão feitas de terça-feira a sexta-feira, a partir das 14 horas no balcão de informações na entrada da exposição, para a aula do dia. O número de vagas por aula é 20. A taxa de CZ$ 100,00 por aula inclue o material. Idade mínima: 18 anos.


Fotos para divulgação do evento da fotógrafa Marisa Bicelli, tiradas no meu estúdio da R. Ribeirão Claro.


Certificado de participação assinado por Jorge Wilheim, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 7:57 ]

sala corpo

Em 1986 realizei uma exposição de parte dos meus trabalhos realizados em New York, na Sala Corpo, espaço de exposições do Grupo Corpo em Belo Horizonte, MG. Fiquei encantado com os mineiros, principalmente porque a minha anfitriã em Minas era a minha namorada mineira, Helena Bricio.
Fui muito bem recebido pela “trupe” Corpo, os irmãos Pederneiras, e a arquiteta, cenógrafa e figurinista Freusa Zechmeister…


Interessante que só descobri agora que o trabalho impresso no convite está de ponta cabeça…

é isso, por fernando stickel [ 15:05 ]

como vai você, geração 80?


Projeto enviado atendendo convite de participação na exposição “Como vai você, Geração 80?”

Participei da exposição “Como vai você, Geração 80?”, organizada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, em 1984, com uma instalação ao longo de uma das alamedas de acesso ao Parque, de uma faixa de tecido de 0,80 x 150 m. , suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.

Consegui um convite de última hora para participar da mostra do curador Marcus de Lontra Costa, apresentei um projeto e fui aceito, mas havia um problema, o custo da viagem, da estadia e dos materiais, pois minha proposta era uma peça ao ar livre de 150 m. de comprimento.

Resolvi montar um financiamento coletivo, e consegui engajar 8 amigos, que dividiram o custo da empreitada, e receberam cada um uma fotomontagem do trabalho acabado, edição de 9/9, sendo uma delas para meu arquivo. E assim foi feito!

Os amigos que acreditaram no meu projeto, e que agradeço novamente, são:

Antonio Carlos Fernandes Lima
Gilda Mattar
Henrique Falzoni – Enplanta Engenharia
Charles Nelson Finkel
Maurício Verdier
Flavio Clemente – Miramar Palace Hotel
Newton Simões Filho
José Nicolau – Operação Engenharia

A BELA ENFURECIDA

“Como vai você, geração 80?” Respondem 120 artistas de todo o Brasil, que ocuparão, com seus trabalhos, as paredes, portas, janelas, piscina, banheiros, espaços construídos e espaços vazios do imponente prédio da Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, além das aléias, árvores, grutas e cantinhos malocados do Parque Lage. Muito mais, portanto, que uma exposição, “Geração 80” caracteriza-se como um evento, oportunidade primeira em que esses 120 jovens batalhadores resolveram se reunir e permitir que as pessoas conheçam, e se possível compreendam, a sua produção.

É evidente que, num evento como esse, estipular critérios de seleção é algo de delicado e
perigoso. Certamente vocês poderão argumentar que muitos não deveriam participar e que, por
outro lado, alguns nomes foram esquecidos. Tudo bem. Esses são movimentos normais no jogo da arte. O que acreditamos importante é que, durante todo o agradável (e por vezes alucinado) processo de realização da mostra, jamais os curadores, (Paulo Roberto Leal e Sandra Moger) entre os quais me incluo, tentaram impor caminhos, forçar a existência de movimentos ou grupinhos, comportamentos superados nos quais somente alguns poucos e velhos ‘espertos’ se beneficiam.

Gostem ou não, queiram ou não, está tudo aí. Todas as cores, todas as formas, quadrados, transparências, matéria, massa pintada, massa humana, suor, aviãozinho, geração serrote, transvanguardas, pós-modernos e pré-modernos, radicais e liberais, punks e panquecas, neo­expressionistas e neocaretas, velhos conhecidos, tímidos, agressivos, apaixonados, despreparados e ejaculadores precoces. Todos, enfim, iguais a qualquer um de vocês. Talvez um pouco mais alegres e mais corajosos, um pouco mais…Afinal, trata-se de uma nova geração, novas cabeças.
E, se hoje, ninguém alimenta mais o pedantismo de se entrar para a História e ser o tal, o que todos esperam é poder fazer alguma coisa, sem os exagerados pavores e pudores da
conceitualização. Trata-se de tirar a arte, donzela, de seu castelo, cobrir os seus lábios de batom bem vermelho e com ela rolar pela relva e pelo paralelepípedo, recriando momentos precisos nos quais trabalhos e prazer caminham sempre juntos.

Marcus de Lontra Costa

Artistas Integrantes de “Geração 80”

Adélia Oliveira
Adir Sodré
Alberto Camareiro
Alex Vallauri
Alexandre Dacosta
Ana Horta
Ana Maria Morais – Amom
Ana Maria Tavares
Ana Miguel
Ana Regina Aguiar
Analu Cunha
André Costa
Ângelo Marzano
Antônio Alexandre
Armando Matos
Augustus Almeida
Beatriz Milhazes
Beatriz Pimenta
Carlos Mascaranhas
Carlos Fiuza
Ciro Cercal Filho
Ciro Cozzolino
Claudio Alvarez
Claudio Duque
Cláudio Fonseca
Claudio Roberto
Cláudia Monteiro
Clara Cavendish
Cristina Bahiense
Cristina Canale
Cristina Salgado
Daeco
Daniel Senise
Denise Porto
Delson Uchoa
Eduardo Kac
Eduardo Moura
Elisabeth Jobim
Eneias Valle
Ester Grinspum
Esther Kitahara
Felipe Andery
Fernando Barata
Fernando Lopes
Fernando Lucchesi
Fernando Moura
Fernando Stickel
Francisco Cunha
Francisco Faria
Frida Baranek
Gastão Castro Neto
Gerardo
Gervane de Paula
Gonçalo Ivo
Grupo Rádio Novela
Hamilton Viana Galvão
Hellen Marcia Potter
Hilton Berredo
Inês de Araújo
Isaura Pena
Jadir Freire
Jayme Fernando
Jair Jacqmont
Jeanete Musatti
João Magalhães
João Modé
Joaquim Cunha Neto
Jorge Barrão
Jorge Duarte
Jorge Guinle
José Eduardo Garcia de Moraes
José Roberto Miccoli
Ju Barros
Judith Miller
Karin Lambrecht
Leda Catunda
Leonilson
Lídia Perla Sacharny
Livia Flores
Lúcia Beatriz
Luiz Antônio Norões
Luiz Cruz
Luiz Ernesto
Luiz Pizarro
Luiz Sérgio de Oliveira
Luiz Zerbini
Manoel Fernandes
Marcelo Lago
Marcos Lima
Marcus André
Mario Azevedo
Mariza Nicolay
Marta Dangelo
Maria Ignêz Lobo
Maurício Arraes
Maurício Bentes
Maurício Dias
Mauro Fuke
Monica Lessa
Monica Nador
Nelson Felix
Paulo Campinho
Paulo Henrique Amaral
Paulo Nobre
Paulo Paes
Patrícia Canetti
Ricardo Basbaum
Ricardo Sepúelveda
Rogéria de Ipanema
Roberto Tavares
Sandra Sartori
Sérgio Romagnolo
Sérgio Niculitcheff
Siomar Martins
Solange Oliveira
Suzana Queiroga
Tadeu Burgos
Terezinha Lozada
Umberto França
Valério Rodrigues
Vicente Kutka
Xico Chaves
Waldemar Zaidler e Carlos Matuck

é isso, por fernando stickel [ 14:51 ]

rosangela dorazio

Este é o texto de curadoria que preparei para a exposição de Rosangela Dorazio no Espaço Fundação Stickel:

N A T U R E Z A S U S P E N S A
O laguinho da praça sofreu um corte, sua água solidificou-se em farpa, enquanto isso a árvore do parque enfrentou uma meia-cana e sua casca virou fiapo.
A natureza se desconstrói sob a ação de Rosângela Dorazio, ganhando uma nova ordem — ou, talvez, uma nova desordem.
No lugar da água, o nankin, no lugar do céu a lasca, tudo se costura em léguas de fiapos. A artista transforma a superfície de seus trabalhos
em um campo de experimentação e batalha, onde o desenho, a gravura, a fotografia e a escultura se fundem em linguagens híbridas, unidas na
violência e inquietação dos gestos desta nova poética visual.
Rosângela Dorazio reinventa a natureza, com sua tempestade particular, onde fiapos voam e lascas nadam. Incorpora o vento e as
ondas, rearrumando a realidade, o resultado de toda esta violência é curiosamente plácido, o espanto provocado pela colisão de elementos cede lugar a uma estranha serenidade. O caos, aqui, não é ruína, mas método.
A artista precisa do caos como processo de trabalho, ao invés de bebê-lo ela gosta de jogar café quente no seu trabalho, subvertendo a ordem das coisas; fotografia que não é usada como tal, gravura onde a reprodutibilidade não interessa, ferramentas usadas não para obter um corte fino, e sim para arrebentar.
Curioso é, ao final, uma fotografia despedaçada exalar paz e beleza.
Insólito como uma superfície lisa cresce naturalmente para a tridimensionalidade, igualmente curioso é um desenho ou aquarela ganhar dimensão poética ao ser agredido com café! O que deveria ser a pele da obra — seu acabamento — torna-se víscera, conteúdo, profundidade.
Há algo de arqueológico na abordagem de Dorazio, como Alexander Von Humboldt e Spix & Martius, viajantes-cientistas que cruzaram os
sertões brasileiros séculos atrás, ela se lança sobre a natureza com gulosos olhos de descobridora. Só que sua viagem é para dentro: do papel, do corpo da obra, dos limites da linguagem visual. Suas monitipias são texturas; suas rotas, as nervuras do gesto natural.
Dorazio extrai beleza do imprevisível, do acidente, do improviso. Seu trabalho é uma travessia sensorial, onde o espectador é convidado a olhar de perto — e, talvez, a se perder dentro de uma floresta de arrepios.

Fernando Stickel
14/07/2025


Minha mãe Martha, Rosangela e eu.


Sandra e eu.

é isso, por fernando stickel [ 7:09 ]

rosângela dorazio

É AMANHÃ!
 
ROSÂNGELA DORAZIO
NATUREZA SUSPENSA

Nesta exposição com minha curadoria, o caos se transforma em método, e a desconstrução da natureza revela uma nova ordem visual. A artista mistura desenho, gravura, fotografia e escultura, criando um universo onde a violência do gesto dá lugar a uma estranha serenidade.
A abertura será amanhã sábado, 2 de agosto, das 11h às 16h, no Espaço Fundação Stickel.

Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

Visitação
até 6 setembro
terça a sexta 11 às 17h sábados 11 às 15h

é isso, por fernando stickel [ 13:56 ]

exposição no naji


Foto Jade Gadotti

Em outubro 1999 houve uma exposição coletiva de arte no estúdio do meu ex-aluno de desenho Naji Ayoub. Eu era um dos artistas expositores, me lembro também de Marcella Sion e Andre Balbi.


Meus pais Martha e Erico e duas das minhas pinturas.

é isso, por fernando stickel [ 13:46 ]

a arte da vida

Domingo frio, acordo travado e com dores, fruto de um dia inteiro de pé na abertura da exposição do Cassio Michalany ontem, 14/6 no espaço Fundação Stickel.
Na verdade foram três dias puxados, quinta e sexta na montagem da exposição junto com o Marco, e ontem na abertura, que foi muito boa, com amigos queridos e bons papos.
Hoje depois de um excelente café da manhã com a Sandra e a companhia do imprescindível Estadão, fiz um passeio rápido com Jimmy e Bolt na pracinha da Vila Nova, dei comida para os cachorrinhos e fui ao clube fazer um alongamento e sauna, foi a melhor decisão, fiquei novo!
Agora, me sentindo muito elegante e renovado, com roupas limpas e dentes reformados tomo uma taça de vinho do Porto e penso nos queridos amigos falecidos no ano passado, Mario e Cassio, ao som do sax de Ben Webster & Coleman Hawkins.
Em breve iremos todos à Enosteria para o tradicional almoço de domingo.
E a vida segue, so it goes.

é isso, por fernando stickel [ 13:00 ]

homenagem a cassio michalany


30 desenhos, 1980

FUNDAÇÃO STICKEL CONVIDA PARA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O SILÊNCIO DA COR” de CASSIO MICHALANY

Homenagem ao artista Cassio Michalany (1949-2024), celebrando sua trajetória singular e sua presença contínua entre nós, um ano após seu falecimento. A mostra nasce do desejo de compartilhar não apenas a força plástica de sua obra, mas também os vínculos pessoais, afetivos e artísticos que nos unem a ele, que soube, como poucos, silenciar o excesso e fazer da cor um acontecimento.

Cinco décadas de sua consistente produção artística estarão representadas, com obras das coleções Sandra e Fernando Stickel, José Olympio da Veiga Pereira, Walter Appel e Augusto Livio Malzoni.

Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

Abertura: Sábado 14 junho das 11 às 16h

Visitação: Até 19 julho, terça a sexta 11 às 17h sábados 11 às 15

é isso, por fernando stickel [ 9:02 ]

marcio périgo

Fundação Stickel convida para a mostra “Somos Memórias”, exposição de gravuras de Márcio Périgo com texto crítico de Agnaldo Farias, no Espaço Fundação Stickel.

Abertura no próximo sábado, 12 de abril, das 11h às 16h. Venha conferir 66 gravuras em metal!

Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia – São Paulo

“Nesta série de gravuras, cores vibrantes e carregadas de simbolismo revelam a terra e o carvão, evocando memórias ancestrais de povos originários e seus utensílios, histórias profundas e enraizadas. O que vemos na obra de Périgo vai além de imagens – são narrativas que ecoam em nós, pulsantes e viscerais, como a terra que sustenta a nossa memória coletiva.” – Fernando Stickel.

Márcio Périgo é gravador e desenhista. Iniciou seu trabalho em gravura em metal na Fundação Armando Álvares Penteado, em 1972, como matéria curricular do curso de graduação em Comunicação Visual. Em 1977 obteve o título de Bacharel em Comunicação Visual, quando apresentou um painel voltado a um estudo gráfico da obra Grande Sertão-Veredas, de João Guimarães Rosa. Obteve o título de mestre na área de Poéticas Visuais, com a dissertação A Matéria da Sombra em 2001. Em 2009 obteve o título de doutor apresentando a tese Caos Aparente – Sinais gráficos.

é isso, por fernando stickel [ 17:07 ]

luisa strina 50 anos

Para celebrar os 50 anos da galeria de arte que Luisa Strina fundou, em São Paulo, em 17 de dezembro de 1974, parte de sua coleção estará aberta à visitação pública pela primeira vez desde 1994.

“Amostra: um recorte da coleção Luisa Strina” apresentará trabalhos de nomes significativos da arte contemporânea como Cildo Meireles, Fernanda Gomes, Carl Andre, Jimmie Durham, Francis Alÿs, Mira Schendel, Leonilson, dentre muitos outros.

A exposição, organizada pela própria galerista/colecionadora, pela diretora artística da galeria Kiki Mazzucchelli e pelo curador/galerista Ricardo Sardenberg, terá abertura no dia 17 de dezembro de 2024, das 18h às 21h.

Em uma Paulicéia longínqua, quando abríamos os jornais e as colunas sociais nos traziam impressas as novidades das artes, festas, exposições, etc… minha vida artística foi indelevelmente ligada à Luisa Strina.

Recorte de Luis Paulo Baravelli refletido em obra de Carl Andre no piso.

Uma das mais lindas pinturas de Mira Schendel que já vi.

Como todos os dias se aprende algo novo, fiquei conhecendo este artista belga maravilhoso, Francis Alÿs.

é isso, por fernando stickel [ 9:14 ]

motoring arts


O Carcará em fotos de época

Um ícone do automobilismo brasileiro, o Carcará é um automóvel criado pelo designer Anisio Campos (1933-2019) para bater o recorde de velocidade brasileiro para motores até 1.000cc. O exemplar único foi produzido em Matão SP pelo “carrozziere” Rino Malzoni, com motor DKW de dois tempos preparado por Miguel Crispim.


Anisio Campos em frente à CasaBola do arquiteto Eduardo Longo na Rua Amauri

Para homenagear os 40 anos do recorde do Carcará, que obteve a velocidade velocidade média de 212,903 km/h pilotado por Norman Casari em um trecho de cerca de cinco quilômetros da Rodovia Rio-Santos na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro no dia 29 junho 1966, um grupo de 20 artistas brasileiros radicados em São Paulo e o designer Anisio Campos criaram a exposição MOTORING ARTS com patrocínio do Santander Banespa e apoio da Fundação Stickel.

De 10 a 19 Outubro 2006, juntamente com os trabalhos dos artistas, estará exposta a recriação do Carcará original, com motor DKW-Vemag três cilindros, dois tempos e 1 litro, feito à mão pelo artesão Toni Bianco. O Carcará II é a única peça recriada no acervo da Associação Cultural do Museu do Automobilismo Brasileiro, presidido por Paulo Trevisan em Passo Fundo, RS.

A exposição será no Espaço CasaBola de Eduardo Longo, na R. Amauri 352 São Paulo.

ANTONIO PETICOV • CACIPORÉ TORRES • CLAUDIO TOZZI • CLEBER MACHADO • FERNANDO STICKEL • GILBERTO SALVADOR • GUILHERME DE FARIA • GUSTAVO ROSA • GUTO LACAZ • IVALD GRANATO • JEJO CORNELSEN • JOSÉ RESENDE • JOSÉ ROBERTO AGUILAR • MARCELO CIPIS • MARCELO NITSCHE • MARCELO SERPA • NEWTON MESQUITA • RAMANEFER • RUBENS GERCHMAN • TOMOSHIGUE KUSUNO

Carcará


Meu filho Arthur no “cockpit” do Carcará II e Anisio Campos


Carcará e seu motor DKW instalado entre-eixos

é isso, por fernando stickel [ 17:54 ]

feres khoury e suas naturezas mortas

Sobre (posições de) Naturezas-Mortas

Sobre esta linda exposição de desenhos de Feres Khoury escreve Rodrigo Silveira:

“As naturezas-mortas, como se vêem, vivem ainda, feéricas, com força, os objetos representados vibram, agitam-se, desassossegam nosso olhar, descolam nossa retina. Estão vivos, decerto. E se mexem. E fico na dúvida se estão no mesmo lugar, quando olho outra vez.
Ao observarmos, de novo, percebe-se não apenas movimentos, mas outros objetos que talvez ali estivessem. As sobreposições são as marcas da insistência do artista em capturar algo, outra vez e outra vez, aplicando tinta por cima, redesenhando, refazendo tudo.”

Feres nos impacta sempre com seu trabalho, executado de peito aberto, sem medo, sem modismos, sem concessões. Vamos lá ver!

Abertura 23 novembro 13 às 18h
Graphias Casa da Gravura
R. Joaquim Távora 1605 – Vila Mariana

Apoio Arrisca Encadernações

é isso, por fernando stickel [ 11:03 ]

baravelli 235 pinturas-gato

Não é todo dia que o mestre Luiz Paulo Baravelli, aos 82 anos, expõe 235 obras em uma única mostra.
Ele é capaz dessa realização extraordinária! E o faz com extremo prazer e graça!
Ex-professor, parceiro da Fundação Stickel, amigo e companheiro de 50 anos, Baravelli percorreu comigo essa longa estrada da vida e das artes. Venham prestigiar a abertura de sua exposição individual, 235 pinturas-gato, na Galeria Marcelo Guarnieri.

Sexta-feira, 22 de novembro 2024
Das 18 às 21h
Alameda Franca 1054 – São Paulo

é isso, por fernando stickel [ 9:42 ]

leilão fundação stickel

O LEILÃO BENEFICENTE FUNDAÇÃO STICKEL está no ar e ainda conta com exposição dos lotes aqui no nosso espaço. Celebre os 70 anos da Fundação Stickel e vamos juntos transformar vidas através da arte!

O catálogo do leilão na plataforma iArremate encontra-se AQUI. O leilão acontece no dia 24 às 20h, com 62 lotes. Os lances já podem ser dados. Todo valor arrecadado será destinado aos nossos projetos de impacto social.

Agradecemos a todo os artistas envolvidos, ao leiloeiro Aloisio Cravo e à fotógrafa Tati Nolla, que colaboraram voluntariamente para a realização do leilão. Com sua respeitada expertise, diz Aloisio sobre seu apoio à Fundação: “Colocar um tijolo nesta construção enorme, com a possibilidade de doar nosso trabalho, é extremamente gratificante.”

As obras que integram o leilão estarão expostas em conjunto, em uma mostra relâmpago no Espaço Fundação Stickel, de 19 a 24 de outubro, com visitação gratuita! São peças doadas para a Fundação durante os últimos 20 anos, de diversos artistas com os quais realizamos exposições, cursos e projetos contrapartida.

Leilão Beneficiente Fundação Stickel
Data: 24 de outubro às 20h
Leiloeiro: Aloisio Cravo
Lances a partir de 15 de outubro

Exposição
Abertura no sábado 19 outubro das 11 às 15h.
Visitação até 24 outubro terça a quinta 11 às 18h.
Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade 195 Vila Olímpia São Paulo SP

é isso, por fernando stickel [ 17:58 ]

parece pintura

Fundação Stickel convida para a abertura da nova exposição do Espaço Fundação Stickel – PARECE PINTURA, de Mema Rio Branco com curadoria de Oswaldo Correa da Costa, no próximo sábado, 31 de agosto.

“Parece Pintura” traz uma seleção cuidadosa das fotos de Mema, artista que há mais de uma década captura o cotidiano com seu olhar único e afetivo. Ordenadas pela luminosidade, as fotografias criam uma narrativa visual, evidenciando seu tema principal, a própria luz.

“Parece Pintura” abre dia 31 de agosto, sábado, das 11h às 16h.

Em cartaz até 28 de setembro.
De terça a sexta, das 10h às 18h. Sábados das 11h às 15h.
Espaço Fundação Stickel. Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia SP

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]