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valdir cruz na fundação stickel

Davi Kopenawa, sua filha Suyá, Ailton Krenak e Valdir Cruz na inauguração da exposição “Faces da Floresta – Os Yanomami” do fotógrafo Valdir Cruz, com curadoria de Rubens Fernandes Junior, no Espaço Fundação Stickel.

A logística para reunir Davi e Ailton no dia da inauguração da exposição foi bem trabalhosa, pois foi necessário coordenar as já lotadas agendas, geridas também pelo Instituto Socioambiental – ISA, Hutukara Associaçã Yanomami e a Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

A fala de Davi Kopenawa no debate de abertura foi interessantíssima, ele iniciou seu discurso na língua Yanomami, e falou por um longo período, causando até um certo espanto na audiência, aí, falando em português, explicou que a língua nativa é a língua original do país, o português é o idioma dos invasores, explanação óbvia, porém muito poderosa para divulgar a opressão que os povos indígenas vem sofrendo desde sempre.

Na primeira fila, sentados, a fotógrafa Maureen Bisilliat, Antonio Peticov e minha mãe Martha Stickel.

Maureen Bisilliat, Valdir Cruz, eu e Christiane Torloni.

Valdir Cruz em primeiro plano, e o curador Rubens Fernandes Junior de calça vermelha, em palestra após a abertura da exposição.

é isso, por fernando stickel [ 8:46 ]

yanomami

Fundação Stickel convida para a abertura da exposição FACES DA FLORESTA – Os Yanomami – Fotografias de Valdir Cruz, com curadoria de Rubens Fernandes Junior.

Nesta mostra inédita em São Paulo, Valdir Cruz exibe 26 fotografias em preto e branco, incluindo o icônico retrato de Davi Kopenawa, xamã e líder indígena que estará presente no evento, acompanhado de Tuira Kopenawa Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e do escritor e ambientalista Ailton Krenak.

FACES DA FLORESTA
OS YANOMAMI

Os mistérios da floresta e de seus habitantes continuam a sensibilizar os fotógrafos. Só que agora, não mais pela grandiosidade das matas, ou pela exuberância da fauna, ou pela beleza da flora. Atualmente, o que preocupa o homem contemporâneo é a falta de perspectiva de uma existência futura para o cidadão que ali vive livremente. Em pleno século 21, onde tudo parece muito tênue e provisório, o que interessa é o olhar agudo e crítico sobre este imenso labirinto da floresta Amazônica, que quase já não consegue mais esconder a beleza mágica de seus habitantes, entre eles, os Yanomami.

Valdir Cruz adentra o território para flagrar este momento de transição em que parece impossível alimentar alternativas de salvação do que ainda resta da mais primitiva e pura experiência humana no planeta Terra. Através de um olhar refinado e certeiro, estabelece uma possibilidade de registrar os encantos da vida Yanomami e, ao mesmo tempo, impõe uma contundente e estranha sensação ao exibir as feridas abertas pelo homem civilizado. Claro que é perceptível a forte conexão entre o olhar envolvido que não só documenta, mas escancara o dramático e brutal esquecimento do povo originário Yanomami submetido ao abandono e a urgência da denúncia da perda de identidade.

A fotografia documental tem esse incrível poder transformador. Ao nos depararmos com esse comovente ensaio, que materializa as luzes e as sombras da floresta, somos surpreendidos pela tensão visual provocada pela sensação de impotência diante de uma inevitável catástrofe. Valdir Cruz não é um simulador de imagens: apenas registra o que se evidencia diante de seus olhos, com a perspicácia de um observador atento que provoca efeitos perturbadores.

Roland Barthes defende que a fotografia é subversiva, não quando ela assusta, mas quando ela incita à reflexão, quando ela é incômoda, quando ela desalinha nossa percepção do cotidiano e, como neste ensaio, provoca a ampliação da exagerada insensatez do homem civilizado. É paradoxal se deparar com essas fotografias bem elaboradas esteticamente, mas apreendidas sem deslumbramento. Um manifesto visual que consegue sensibilizar nossa imaginação e detonar uma última centelha capaz de incendiar nossa consciência sobre a necessidade de dar condições para a preservação e sobrevivência da diversidade étnica ainda existente em nosso país.

Rubens Fernandes Junior
pesquisador e curador de fotografia

Abertura 18 de março, sábado, às 11h.
Espaço Fundação Stickel – Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia – São Paulo.

Em cartaz até 29 de abril 2023

REALIZAÇÃO: Fundação Stickel – Galeria Bolsa de Arte

APOIO: UNIFESP – Instituto Socioambiental – Hutukara Associação Yanomami


Valdir Cruz fotografado por Juan Esteves.

é isso, por fernando stickel [ 8:47 ]

baravelli 80

Luiz Paulo Baravelli completa 80 anos de vida. A data, longe de passar em branco, será celebrada por uma história repleta de cores e arte: a Fundação Stickel e a Galeria Marcelo Guarnieri apresentam a exposição BARAVELLI 80, com 61 trabalhos que traduzem a singularidade do artista ano a ano, ao longo de toda sua carreira profissional (de 1965 a 2022).
Com um caráter evolutivo e educativo, a mostra traz os trabalhos em ordem cronológica. Por um lado, o público terá a chance de acompanhar a evolução do artista e os diálogos construídos por cada peça com o momento em que foi criada. Por outro, poderá perceber a sua identidade única, pois as obras formam uma unidade coesa e convergente – uma característica inerente ao trabalho de Baravelli é o retorno a antigas ideias e projetos, todos minuciosamente catalogados em seus ricos cadernos.

Espaço Fundação Stickel
Rua Nova Cidade, 195, Vila Olímpia – São Paulo, SP
Abertura: 29 de outubro de 2022 às 20h
Em cartaz até 04/02/2023
Segunda a sexta feira, das 11 às 18h Sábado, das 14 às 17h

Baravelli em sua casa/estúdio na Granja Viana.

é isso, por fernando stickel [ 9:33 ]

casa roberto marinho


A exposição Calder + Miró na Casa Roberto Marinho, no Cosme Velho, Rio de Janeiro, é imperdível!


Alexander Calder


Esta escultura foi dos meus pais, lembro dela em cima da mesa da sala de estar, na casa da R. dos Franceses. A observação manuscrita a caneta tinteiro é do meu pai Erico.


Carta do arquiteto Jacob Ruchti para meu pai Erico


Joan Miró

é isso, por fernando stickel [ 9:02 ]

o desenho e a escola brasil:

O DESENHO E A ESCOLA BRASIL:

O Espaço Fundação Stickel estreia sua nova exposição “O Desenho e a Escola Brasil:”, em cartaz a partir de 30 de julho. A mostra joga luz na história na Escola Brasil: (assim mesmo, com dois pontos integrados ao seu nome), projeto vanguardista de ensino da arte no país que se propunha como:

“… um centro de experimentação artística dedicado a desenvolver a capacidade criativa do indivíduo.” – conforme anunciava o catálogo da iniciativa, no ano de sua criação – 1970.

Na Escola Brasil:, a prática, a troca de experiências e a vivência no ateliê se sobrepunham às teorias acadêmicas.

De um lado, a mostra traz desenhos e pinturas de artistas ligados ao grupo:
Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, Fernando Stickel, Frederico Nasser, Luiz Paulo Baravelli, Maciej Babinski, Renata Cook e Wesley Duke Lee.

Do outro, se dedica a documentar os breves anos do projeto através de uma série de fotografias, registros dos bastidores das aulas entre 1970 e 1974, de autoria de Leila Ferraz e outros não identificados. Nelas, vemos os artistas, professores e alunos em ação, apresentando a dinâmica inovadora da Escola Brasil:.

Além do caráter artístico, a exposição tem o interesse histórico de apresentar os signos e estímulos pertinentes à década de 1970, bem como o legado deixado pelo projeto até os dias atuais.
Abertura: sábado, 30 de julho, a partir das 11h Espaço Fundação Stickel Rua Nova Cidade, 195, Vila Olímpia.Aberta ao público de forma gratuita.
Curso presencial DESENHO DE OBSERVAÇÃO

Paralelamente à exposição O DESENHO E A ESCOLA BRASIL:, o Espaço Fundação Stickel recebe o curso “Desenho de Observação”, ministrado por Fernando Stickel, retomando as aulas de desenho que comandou entre 1986 e 2006. Neste curso, Fernando resgata a técnica aprendida com Frederico Nasser em seu atelier, durante os anos de Escola Brasil:.
Teremos duas novas turmas, à tarde e à noite nas terças-feiras, de 16 de agosto a 27 de setembro. Haverá ainda uma visita ao atelier de Luiz Paulo Baravelli.

é isso, por fernando stickel [ 7:25 ]

de espaços e exposições

De espaços e exposições.

Minha casa na Rua Ribeirão Claro 37, Vila Olímpia – São Paulo fez parte da minha vida, como unha e carne, por 21 anos.

Recém chegado a São Paulo em 1985, após um período morando em New York, procurava um espaço para alugar quando por indicação de amigos conheci o estúdio do Sergio Fingerman, que estava de mudança para a Vila Madalena. Entrei em contato com o proprietário para alugá-lo, mas ele queria apenas vendê-lo, e acabei comprando o imóvel.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, cuidei de cachorros e escrevi um livro. Lá nasceu meu filho Arthur, fiz os cursos “Desenho com Fernando Stickel” e 1ª Oficina de Design de Automóvel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei o imóvel de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente o espaço por dois anos, para que a Fundação Stickel lá construísse, com projeto de Sandra Pierzchalski, o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições de arte, estreando com a exposição “Arte e Ilusão” de Luiz Paulo Baravelli em outubro 2005.

Chegado o momento de sair do imóvel e vendê-lo, iniciou-se longo e complexo processo, envolvendo a consolidação de vários terrenos e uma negociação onde ao final dois interessados disputavam o negócio, uma incorporadora interessada em construir um prédio, e a Comunidade Shalom, sinagoga progressista interessada em construir sua nova sede.

Um belo dia conversando com o jovem e simpático rabino Adrian Gottfried sobre a negociação, eu disse a ele:
– Adrian, vou vender minha casa pelo melhor preço, mas prefiro vender a vocês, pois este terreno está impregnado de muitas boas vibrações… E assim, foi, para minha alegria a melhor proposta veio da Shalom e fechamos o negócio.

Entreguei as chaves do imóvel em 31 dezembro 2006. Na desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc… etc… O final de ciclo de um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada. Algo que desaparece para dar lugar a algo novo. É o saudável ciclo da vida.

Vencedores do concurso de arquitetura promovido pela Shalom, o projeto de arquitetura da nova sinagoga foi de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, da Brasil Arquitetura. Em 2011 fui convidado para a inauguração do novo prédio, tive muito prazer de participar da cerimônia, onde encontrei inclusive alguns amigos.

Agora, 17 anos depois, em um espaço mais uma vez projetado por Sandra Pierzchalski, a Fundação Stickel repete o convite ao mestre Baravelli, que apresentará seus trabalhos no novo Espaço Fundação Stickel, na Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 8:10 ]

desenho de observação

Estes são alguns dos objetos que utilizarei nas minhas aulas de “Desenho de Observação”
A principal ferramenta necessária ao bom desenho não é a mão ou o lápis, é o OLHO, é necessário aprender a VER para registrar no papel aquilo que você VÊ! Outros modelos de diversas texturas e materiais serão utilizados, inclusive teremos uma aula com modelo vivo.

Mesmo quem acha que “não leva jeito”, vai descobrir que desenho é uma técnica, e sua conquista se dará em um ambiente descontraído e sob orientação individual.
O curso acontecerá no Espaço Fundação Stickel na Vila Olímpia em São Paulo, R. Nova Cidade 195 de 5 Julho a 23 Agosto, terças feiras das 14 às 16:30h Informações detalhadas AQUI.

Este curso inaugura uma nova modalidade de atividades da Fundação Stickel voltada para a captação de recursos. Por meio da doação dos seus participantes no momento de inscrição, tem por finalidade arrecadar fundos para a manutenção e expansão dos projetos de impacto social que realizamos gratuitamente. Assim, a taxa cobrada será revertida para os cursos de arte gratuitos que oferecemos em instituições parceiras. Ao abraçar esta causa, você fortalece a nossa missão. ARTE TRANSFORMA!

Haverá também em um sábado à tarde visita ao atelier do artista plástico Luis Paulo Baravelli.


Espaço Fundação Stickel preparado para o curso. Nas paredes fotos de 1970 da Escola Brasi:


Uma pequena exposição mostra a importância do desenho em obras de arte de várias técnicas, de artistas como Wesley Duke Lee, Babinski, Evandro Carlos Jardim e Dudi Maia Rosa.

é isso, por fernando stickel [ 14:37 ]

olhar 70′ na mapa


Marcelo Pallotta, Xenia Roque Benito e eu.

A exposição “OLHAR 70’ uma pequena coleção particular” ficará em cartaz na Galeria MaPa até 23 Junho.
Segunda a sexta-feira das 10 às 18h, sábado com agendamento. Rua Costa 31 (estacionamento R. Bela Cintra 374)
Pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de Wesley Duke Lee, Frederico Nasser, Luis Paulo Baravelli, Cassio Michalany, Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Maciej Babinski, Plinio de Toledo Piza, Sergio Lima e Fernando Stickel. @galeriamapa

A seguir imagens da inauguração no sábado 7 Maio.


Edo Rocha, eu e Claudio Furtado.


Ana Maria Stickel, Sylvia Stickel, Luiz Villares e Isabela Prata.


Macaparana e a tela de Baravelli.


Sylvia Stickel, Marcos Aspahan, Claudio Furtado, eu, Eneida Ferraz e Plinio Toledo Piza.


Geral da galeria.


Sylvia Stickel e Sandra Pierzchalski.


Claudio Ferlauto e Carlos Perrone.


Martha Stickel, aos 95 anos… com a tela de José carlos BOI Cezar Ferreira


Com o colecionador Orandi Momesso.


(foto Marcos Aspahan) Com Plinio de Toledo Piza Fº


(foto Marcos Aspahan) Memorabilia!

é isso, por fernando stickel [ 10:30 ]

olhar 70′ galeria mapa

70′ uma pequena coleção particular

A paixão pela arte transmuta-se na paixão do colecionador.

Amalgamento de fazeres, pensares, e contemplares. Muita gente fazendo arte conhecendo o trabalho de muita gente, referências cruzadas em uma São Paulo muito circulável.

Alquimia de amizades, mestres, artistas, curiosos e amantes, no recorte temporal, geográfico, afetivo e quiçá intelectual em que todas essas coisas assumem uma CARA, a cara dos Anos 70

Pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de Wesley Duke Lee, Frederico Nasser, Luis Paulo Baravelli, Cassio Michalany, Dudi Maia Rosa, Evandro Carlos Jardim, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Maciej Babinski, Plinio de Toledo Piza, Sergio Lima e Fernando Stickel.

Galeria MaPa e Fernando Stickel convidam para a exposição “OLHAR 70’ uma pequena coleção particular”
Abertura sábado, 7 maio das 11:00 às 18:00h. Rua Costa 31 (estacionamento R. Bela Cintra 341) De 7 maio a 23 junho


Catálogo da exposição disponível na galeria.

é isso, por fernando stickel [ 16:39 ]

exposição navas


Foto Lucas Cruz
Performance de Adolfo Navas na abertura de sua exposição no Espaço Fundação Stickel em 23 outubro.


Minha mãe assiste sentada à performance.


A equipe que fez acontecer (falta o Igor e o Marco) Eu, Navas, Lucas, Marco, Miriam e Agnaldo.

é isso, por fernando stickel [ 10:33 ]

adolfo navas na fundação


A Fundação Stickel convida para a exposição inédita de Adolfo Montejo Navas, com curadoria de Agnaldo Farias.
Sábado 23 outubro 2021 das 11 às 16h, no Espaço Fundação Stickel
R. Nova Cidade 195 – Vila Olímpia São Paulo
O poeta e artista visual madrilenho faz a sua primeira individual em São Paulo. A exposição terá obras entre poesia visual, objetos, fotografia, caligrafia, textualidade e desenhos. A mostra se apoia em dois eixos magnéticos, o verbal e o visual, criando a poesia ampliada que marca o trabalho e as pesquisas de Navas.
Durante a abertura, acontecerá a performance de um poema visual ao vivo, realizada pelo próprio artista às 11:30h

Período de visitação de 23/10 a 17/12/2021 De segunda a sexta-feira das 10 às 18h, Sábado das 11 às 15h Obrigatório uso de máscara.
Mais informações: (11) 3083-2811

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]

fachada nova, portas abertas


A Fundação Stickel está de cara nova! E não apenas isso, decidimos reabrir as portas para utilização do nosso espaço, fechadas desde o início da pandemia.


Nossa próxima exposição será de Adolfo Montejo Navas, que participou do Festival FACES.


Conversando sobre a exposição, Adolfo Navas, Lucas Lenci, eu e Agnaldo Farias.

é isso, por fernando stickel [ 9:58 ]

faleceu boltanski


Foto Bonan Philipp Hugues/Alamo/ABACA

Faleceu Christian Boltanski (1944 – 2021) artista francês.

Estive com meu filho Arthur nesta exposição dele no Grand Palais em Paris, em Janeiro 2010.

é isso, por fernando stickel [ 8:12 ]

nyc 85 na suzanna sassoun

fs New York 1
Foto Beatriz Schiller, New York, 1985.

Morando em New York em 1985 em um loft eu tinha espaço para produzir arte de grandes dimensões.
Já havia feito lá pinturas sobre tela de 4 metros de comprimento, e resolvi mudar o suporte, comprei um rolo de papel preto, destes que se usa em estúdios fotográficos, e pedi para minha amiga Lisa posar.

G3ô

Nesta sessão de Novembro de 1985 fiz várias pinturas grandes (na verdade são desenhos feitos com pincel e tinta). Um mês depois encerrei minha estadia em NYC e voltei ao Brasil, carregando um gigantesco rolo de trabalhos em papel, que foram emoldurados e expostos em 27 Abril 1986 na exposição “NYC 1985” na Galeria Suzanna Sassoun em São Paulo.

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O convite da exposição.


Minha amiga Gilda Mattar me fotografou.


Meu amigo Baravelli escreveu um texto.


Encarte da Revista Arte em São Paulo


Até coluna social teve!!!

é isso, por fernando stickel [ 8:54 ]

babinski – uma exposição


Babinski – História de uma exposição

Na inauguração do Espaço Fundação Stickel na R. Nova Cidade 193, em 23 Março 2019, Bassy Machado, Sandra Pierzchalski, Rosangela Dorazio, Sandra Lourenço e Michele Behar.

Logo depois da inauguração mostrei aquarelas e gravuras de Maciej Babinski da minha coleção para Rosangela Dorazio, que ficou agradavelmente surpresa ao reencontrar o Babinski, pois sua tia Sandra Sousa Lemos havia sido duma das primeiras pessoas a fazer uma exposição do artista em Araguari, MG em 1977, e se interessou em reatar contato com Babinski, iniciando contato com ele.

Fruto destas conversas, na sequência, o filho do artista, Daniel Babinski me contactou dizendo haver produzido um documentário em vídeo inédito sobre seu pai. Tudo isto seria de extremo interesse para a Fundação Stickel, que estava na época negociando a colaboração do curador Agnaldo Farias, desenhava-se assim o início de um trabalho conjunto, com a possibilidade de fazer uma exposição, e para tanto convidei o Agnaldo a visitar Babinski em Várzea Alegre CE, o que fizemos em Julho 2019.
Chegamos na madrugada do dia 9 Julho, após o pouso em Juazeiro do Norte fomos diligentemente conduzidos pelo Tonheiro, taxista que atende o casal Babinski, até Várzea Alegre, onde Lidia e Babinski nos esperavam, gentilíssimos, cerca de 3 horas da manhã!


Logo na manhã de 9 Julho primeira manhã na casa de Babinski, longas conversas com Agnaldo Farias.


Babinski em seu “Museu”. A tela da esquerda selecionamos para a exposição.


O estúdio do artista.


No dia 10 Julho em uma longa reunião de trabalho, Agnaldo e eu selecionamos as 66 aquarelas e 2 pinturas para a exposição.


O curador e o artista.


Ao final do dia, Lidia e Babinski embalam cuidadosamente as aquarelas que traríamos para São Paulo no vôo daquela noite.


De volta a São Paulo Agnaldo começou a escrever o texto do catálogo, e eu chamei Lucas Cruz, professor de fotografia da Fundação Stickel para fotografar as aquarelas. Na sequência foram feitas molduras na Capricho Molduras e contratamos Luciana Facchini para o design gráfico do catálogo. Uma parceria se estabeleceu com Marcelo Guarnieri para a comercialização da exposição, e eu desenvolvi o Projeto Expográfico.


Lidia, Maciej e Daniel Babinski.
Finalmente acertamos com o Daniel a projeção do seu documentário juntamente com a vernissage da exposição e conversa dos curadores com Babinski, também durante a vernissage.


A vernissage no dia 7 Setembro 2019

é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]

hérnia-disco


Em 1989 fiz o projeto de cenografia para um show de rock intitulado “Os órfãos de James Dean” que se realizou no Dama Xoc, casa de espetáculos que ficava na R. Butantã em Pinheiros.


Danceteria Dama Xoc, em Sao Paulo (SP) Foto: Sergio Tomisaki/Folhapress.


Terminado o show de rock, levei para o meu estúdio na R. Ribeirão Claro o enorme disco de madeira que havia sido construído, e fiz sobre ele uma nova pintura.


Cerca de um ano depois, em Maio 1990 sofri uma cirurgia de hérnia do disco, em pleno Plano Collor, e o cirurgião me entregou como lembrança os despojos (remains) da operação em um vidrinho…


Mesmo com a imensa crise provocada pelo Plano Collor resolvi expor meu trabalho na Paulo Figueiredo Galeria de Arte, e homenageei minha intervenção chamando a exposição de HERNIA DISCO.
Apresentei 12 pinturas de grandes dimensões, o disco era a maior, com 4,4 metros… O pequeno frasco com os despojos ficava em um pedestal ao lado da pintura, e provocou muita repulsa…


A exposição na Galeria Paulo Figueiredo.


O disco em sua casa atual, uma fazenda em Tatuei, SP


Convidado a participar do juri de seleção e premiação da II Expo Nacional de Artes de Itajubá – Salão de Artes Pe. Mário Pennock em Itajubá, MG, em 1989, levei o Disco! Meus colegas de júri foram Mari’Stella Tristão, Sara Ávila e Regina Rennó.


Maquetes em escala dos trabalhos.

é isso, por fernando stickel [ 14:54 ]

evandro carlos jardim


A finissage da exposição do mestre gravador Evandro Carlos Jardim, “Sobre a trama do tempo” no atelier de Jac Aronis (A Casa dos Passarinhos), ocorreu no sábado 7/3/2020.


A anfitriã Jac Aronis com Paulo Fridman.


Um time de feras!! Evandro Carlos Jardim, Lygia Eluf, Jac Aronis, Claudio Mubarac, curador da mostra e Marco Buti.


As gravuras de Evandro.


O atelier de Jac Aronis

é isso, por fernando stickel [ 9:33 ]

faleceu nelson leirner


Foto Eduardo Knapp/Folhapress
Faleceu aos 88 anos de idade o grande artista Nelson Leirner.

Conheci o Nelson mil anos atrás, minha irmã Ana Maria trabalhou com ele no final dos anos 70, em uma época em que ele fazia brindes interessantes, com bolas de gude por exemplo…Tive contato mais próximo com ele em 1987, quando fui curador do espaço “Natureza Morta Limitada”, na exposição “A Trama do Gosto, um outro olhar sobre o cotidiano”, que ocupou o prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera.
Grande figura, simpático, tranquilo, bom papo… Que vá em paz…

Selecionei para a exposição duas obras do Nelson, uma delas o icônico “Porco”de 1966, coleção da Pinacoteca de São Paulo, que fez grande sucesso!


Interessante que nesta foto aparece ao fundo uma pequena aquarela “Natureza Morta”de minha autoria…


Este foi o outro trabalho do Nelson selecionado, que eu restaurei pessoalmente para poder estar na exposição, mandei refazer a caixa de acrílico que estava quebrada, e comprei as frutas plásticas faltantes…

é isso, por fernando stickel [ 9:21 ]