aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Arquivo: fevereiro de 2026

faleceu um desconhecido

Em pleno domingo de Carnaval acompanho o desfecho de uma tragédia urbana.

Em frente ao meu prédio há uma lavanderia com espaço de estacionamento. À noite, ali se abrigava um carroceiro e sua carrocinha. De vez em quando ouvíamos gritarias noturnas; diziam que era alcoólatra e bebia pelos bares da redondeza.

Há algum tempo ele passou a dormir na esquina oposta, na calçada do meu prédio. Na quinta-feira observei que ele ficou o dia inteiro deitado, enrolado em seus trapos. Diferentemente da maioria dos catadores de recicláveis, não tinha um cachorro.

Pedi ao meu zelador, Zé Carlos, que verificasse a situação e oferecesse ajuda, inclusive chamando o SAMU. Ele foi até lá, conversou, perguntou se precisava de socorro. O homem recusou: disse que queria apenas ficar quieto.

Assim permaneceu por pelo menos dois dias, largado na calçada ao lado da carrocinha.

Hoje, ao chegar em casa, vi o SAMU. Um vizinho de outro prédio o encontrara imóvel e, sem obter resposta, chamou atendimento. Por volta das 20h foi constatado o óbito.

Tá lá o corpo estendido no chão. Dois policiais militares fazem a guarda, aguardando a perícia. Converso com o zelador do prédio em frente, que veio prestar solidariedade ao conterrâneo falecido — pernambucano, como ele. Faço intimamente uma homenagem. Ninguém merece morrer assim.


O carroceiro e sua humanidade, ursinho de pelúcia grudado em sua carroça.

é isso, por fernando stickel [ 17:47 ]

faleceu fabio cardoso


Fabio em seu estúdio em 2015

Faleceu meu amigo Fabio Cardoso, artista plástico de mão cheia. Um pouco mais moço que eu, o maldito câncer o levou. RIP Fabio.

é isso, por fernando stickel [ 11:13 ]

cumprimentei sarney

Marco da arquitetura e do urbanismo modernos, Brasília, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO, detendo a maior área tombada do mundo: 112,25 km². É, até hoje, o único bem contemporâneo a receber esta distinção nesta escala.

O reconhecimento veio em 7 de dezembro de 1987 e teve um protagonista central: O mineiro José Aparecido de Oliveira</em> (1929-2007), então governador do Distrito Federal (1985–1988). Foi ele quem liderou o processo de candidatura, mobilizou o Itamaraty, especialistas em patrimônio e a própria UNESCO, articulando técnica e diplomaticamente a defesa da capital brasileira.
José Aparecido sustentava que Brasília não era apenas a sede administrativa do país, mas um marco incontornável do urbanismo do século XX — resultado do Plano Piloto de Lúcio Costa e do conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer.

Para convencer a UNESCO, foi necessário mais do que exaltar a qualidade do projeto original: era preciso demonstrar compromisso concreto com sua preservação. José Aparecido impulsionou instrumentos legais e diretrizes urbanísticas que asseguraram à organização internacional a integridade do Plano Piloto.

Naquele período, minhas conexões mineiras estavam muito ativas. Eu tinha acabado de fazer uma exposição em Belo Horizonte, na galeria do Grupo Corpo em 1986, namorava a Helena Bricio e era amigo do Nirlando Beirão (1948-2020). O próprio José Aparecido me enviou um convite para a cerimônia oficial de celebração.


Conjunto Residencial da Colina

Contactei minha amiga e colega da FAUUSP Sylvia Ficher, arquiteta e moradora de Brasília, e pedi abrigo — prontamente concedido. Ela morava no Conjunto Residencial da Colina, no Setor Habitacional de Professores da Universidade de Brasília (UnB), projeto do arquiteto João Filgueiras Lima</em>, carinhosamente conhecido como Lelé. Foi bom conhecer um dos ícones da arquitetura dos anos 60!

Desembarquei com um terno azul-marinho na mala e me preparei para a festa, marcada para o fim da tarde. Peguei um táxi e fui me misturar às autoridades.

A casa era grande, branca, em um estilo arquitetônico que nada tinha a ver com Brasília, talvez um neo-colonial-espanhol, alguma coisa indefinida. Encontrei um ou dois arquitetos conhecidos; conversávamos e bebericávamos enquanto o ambiente ganhava densidade política. De repente, um burburinho surgiu no extremo oposto do salão. Luzes de cinegrafistas começaram a se mover na nossa direção. A notícia correu rápido: o presidente havia chegado.

José Sarney avançava cumprimentando convidados. A trupe veio se aproximando de nós, de repente estavam na nossa frente, Sarney parou diante de mim e estendeu a mão. Apertei-a — mais por protocolo do que por convicção. A sensação foi imediata e desagradável: mão frouxa, úmida.
O gesto durou segundos. A cena, no entanto, ficou (infelizmente) gravada na minha memória.

A seguir texto da Sylvia Ficher:

Senzala e Casa Grande
Publicado em: 5º SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO
URBANISMO. Cidades: temporalidades em confronto.
Campinas: PUC/Campinas, 1998. (CD-ROM)
Após vinte anos de ditadura, período dominado pela política demagógica do BNH,
quando os estudos de análise urbana começavam a duras penas a repercutir na
prática urbanística, eis que os interesses políticos do então governador do Distrito
Federal, José Aparecido, levaram a UNESCO a afixar selo de qualidade em Brasília,
declarada ‘Patrimônio da Humanidade’ em 1987. Talvez desavisada, a honrada
instituição cultural então contribuía para a entronização de um velho modelo – aquele
preconizado pela Carta de Atenas em 1933 – há muito avaliado, criticado e descartado
por quem se dedica ao estudo das cidades, de seu impacto sobre o meio ambiente, de
suas lógicas de localização, de suas morfologias, de seus processos de parcelamento
e ocupação do solo, de sua economia etc..
Como era de se esperar, por conta do prestigioso título vinha rápido em 1990 o
tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o qual
descobria, tautologicamente, a excepcionalidade de Brasília. [A tautologia é evidente:
Brasília tornara-se excepcional para a UNESCO por que o governador assim havia
afirmado, portanto Brasília será excepcional para o IPHAN por que a UNESCO assim
o decretou]. E vinha, mais rápido ainda, o descarte do diagnóstico sério sobre a cidade
e seu entorno feito pelo GT Brasília para a própria UNESCO.
Afinal, o que vem sendo considerado patrimônio da humanidade, de que se ocupa o
IPHAN em Brasília? Da expansão urbana do Distrito Federal, com mais de dois
milhões de habitantes, dispersos insensatamente por área várias vezes maior do que
a ocupada por uma cidade tradicional de igual porte nas chamadas ‘cidades satélites’
(os subúrbios de baixa renda e cidades dormitórios em Brasília) e ‘invasões’ (as
favelas brasilienses), onde se repetem as mazelas típicas das cidades do 3º Mundo na
carência de água e esgotos, de pavimentação e iluminação, de serviços mínimos de
saúde, educação e segurança, de transportes coletivos eficientes e acessíveis, de
equipamentos culturais e de lazer?
Ou a casa grande desta grande senzala, onde vive menos de um terço de sua
população, reverentemente conhecida pelos excluídos como ‘Plano Piloto’?
É este último o patrimônio da humanidade. De um só golpe retórico, ao mesmo tempo
em que se refaz a realidade, conta-se uma falsa história – a do sucesso do urbanismo
modernista para o desenho de cidades, o qual teria criado no ‘árido’ planalto central
um oásis urbano, graças à sabedoria de suas proposições: a cidade linear disposta em
jardins (a custos altíssimos para o bolso do contribuinte), a preponderância do sistema
viário sobre a rua tradicional (que cobra seu preço em vidas humanas, na cidade com
o mais alto índice de acidentes de trânsito com vítimas fatais do país), a indefinição
entre espaço público e privado (que permite aos especuladores o completo descaso
para com o mínimo previsto em qualquer código de obras, como soleiras, calçadas e
guias), o apogeu do edifício isolado (acarretando o aumento desnecessário das
distâncias urbanas e, consequentemente, do custo da infraestrutura e dos transportes
coletivos) e por fim, mas não menos, a definitiva monumentalização da arquitetura
cotidiana, tornada escultura para gáudio dos arquitetos formalistas.
Hoje, aqueles que obram pela preservação da memória da cultura brasileira – dos
documentos tradicionais da historiografia às realizações materiais do passado –
2
deparam-se mais uma vez com a ação mistificadora das elites brasileiras, mais
preocupadas em preservar – e reproduzir – sua falsa consciência.
Assim como Ruy Barbosa buscou reescrever nosso passado queimando os registros
da escravidão em 1890, a política oficial de preservação no Brasil deixou sempre de
considerar as manifestações arquitetônicas populares. Quem visitar um engenho do
ciclo do açúcar não irá encontrar as marcas de uma unidade produtiva representativa
de nossa economia colonial, dependente e escravista, mas apenas a materialização
do poderio da oligarquia: a casa grande, uma vez que a senzala há muito
desapareceu nesta assepsia do passado. Em termos atuais, seria como tomar o
check-up do ministro da Saúde como testemunho da saúde de nosso povo, a mansão
da alta burguesia como testemunho dos padrões de habitação em nossas cidades.
Mas se é a parcela casa grande da capital federal que se quer proteger, por que tanto
espalhafato, por que recorrer a títulos internacionais ou ao tombamento por lei? Afinal
essa Brasília do plano piloto não corre risco algum, afora um ou outro quebra-quebra
conduzido pela população ‘insensível’ no desespero dos protestos dos sem terra, sem
saúde, sem emprego e demais despossuídos.
O plano piloto está duramente protegido por uma legislação restritiva, que impõe uma
setorização alheia à vida real e impede o desenvolvimento de tipologias mais
adequadas às necessidades de seus habitantes, e pela propriedade do solo pelo
Estado que, este sim, faz sua especulação fundiária própria, entesourando as grandes
áreas ainda desocupadas ao redor do plano piloto, enquanto mantém as populações
de baixa renda a distâncias cruéis. Quanto aos monumentos e espaços diferenciados
de Brasília, como a Catedral, a Esplanada dos Ministérios, os diversos palácios onde
se assentam os donos do poder, estes sim estão ameaçados constantemente, não
pela incúria dos brasilienses mas pela vaidade de seu autor que – rodeado por sua
corte pessoal – incessantemente altera e remenda sua própria obra com novos
apêndices e penduricalhos.
Em nome da preservação da ‘modernidade’ de Brasília, a preservação de práticas
sociais arcaicas de discriminação. O novo anexo do Supremo Tribunal, rompendo a
escala e o equilíbrio do principal espaço monumental da cidade – a Praça dos Três
Poderes – é aprovado sem maiores delongas; afinal, tem a griffe Niemeyer. Já ali
perto, no combate a uma feira de produtos contrabandeados (cuja existência não será
aqui discutida, mas que passa pela informalização da economia brasileira, seu
subemprego e outros ‘avanços’ neoliberais, e sobrevive no convívio franco do legal e
do ilegal), a administração do Plano Piloto conjura a inadequação de sua localização,
uma vez que o estacionamento do estádio Mané Garrincha – quem diria – é ‘tombado’!
Enquanto a Praça dos Três Poderes é desfigurada pela construção de um espigão
com detalhes neogóticos e de qualidade discutível, o que causa alvoroço é o
estacionamento de um estádio de esportes, para o olhar oficioso ‘descaracterizado’
por umas tantas barraquinhas improvisadas e provisórias.
As ações ‘preservacionistas’ do IPHAN, conforme divulgadas nos jornais, são
estarrecedoras. Em defesa das ‘características ímpares’ de Brasília, síndicos são
arrochados por ousar plantar cercas vivas ao redor de áreas com ‘pilotis’ no esforço de
criar uma distinção mínima entre o público e o privado, e condôminos são impedidos
de reformas banais, como a remoção de lixeiras em obediência às exigências
sanitárias. Fechando de vez o cerco (e a cerca), o IPHAN apoia projeto de lei que
pretende transformar as superquadras em condomínios particulares, dando de
presente, privatizando a custo zero a cidade e instaurando o reinado das empresas
paramilitares de segurança.
3
Surpreendente mesmo é a certeza do IPHAN quanto às ‘características ímpares’ de
Brasília. Meses atrás suas manifestações indicavam que o must da cidade é o pilotis;
logo depois, embasado no vácuo de sua reflexão sobre o urbano, afirmava que vias
exclusivas para ônibus na W3 são inaceitáveis. Afinal, que mandato, que expertise
profunda têm os senhores do IPHAN, em que compêndios tanta expertise está
explanada para se arvorarem em guardiões do certo ou errado urbanístico de Brasília?
Mas nada disso ocorre sem conflito, como mostra episódio recente quando, em nome
de obscuros critérios de restauração (original versus cópia, quiçá?), criou-se uma
polêmica em torno da reforma de uma laje da Rodoviária. Correndo por fora, brigando
pelo aval de laços com os nomes daqueles que conceberam a cidade, grupos de
poder se digladiam encarniçadamente pelo monopólio do direito de mando
arquitetônico e urbanístico em Brasília.
E assim um dos maiores complexos urbanos do país fica sujeito aos desígnios destes
grupos que fazem e desfazem a cidade, utilizando o tombamento para sua
legitimação, por este justificados em seu elitismo e absolvidos de seu descaso perante
os reais problemas sociais da cidade e do país. Enquanto isso, discussões sobre o
planejamento de Brasília, ações em sua estrutura, melhorias de suas condições de
urbanidade são obstruídas por discursos superficiais e preconceituosos, que invocam
argumentos de autoridade no trato do fenômeno urbano. E todos nós perdemos a
oportunidade de contribuir de fato para a conservação daquelas qualidades
indiscutíveis de Brasília e para a revisão de tantos erros que marcam sua história
ainda tão jovem. De quebra, avança-se em mais um desserviço ao debate
contemporâneo sobre as cidades brasileiras.
Durmamos tranquilos em um quarto arejado da casa grande. A velha ordem está
preservada.
Algumas fontes
Robert Conrad. Brazilian Slavery. Boston: G. K. Hall, 1977.
Millôr Fernandes. Visita. Jornal de Brasília, p. 11, 27 jun. 1985.
Brasília‚ patrimônio da humanidade. Jornal de Brasília, p. 1 e 12, 8 dez. 1987.
Niemeyer: o monopólio de um gênio questionado. Jornal de Brasília, p. 15, 13 dez.
1987.
Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade. Jornal de Brasília, Caderno Especial, 1
jan. 1988.
Roberto Schwarz. A cidade total. Folha de São Paulo, p. 6/8 e 6/9, 27 mar. 1994.
STJ inaugura sede e empossa Bueno de Souza na presidência. Correio Brazilienze, p.
4, 24 jun. 1995.
Presidente do STJ defende sede luxuosa. Folha de São Paulo, p. 1/8, 24 jun. 1995.
Jânio de Freitas. Exemplo de austeridade. Folha de São Paulo, p. 1/5, 25 jun. 1995.
Maria Elisa Costa. Paisagismo em Brasília. Correio Brazilienze, p. 9, 11 jan. 1997.

é isso, por fernando stickel [ 23:28 ]

show do super bowl

Pela primeira vez na vida assisti ao show do intervalo do Super Bowl, com o tal Bad Bunny, criatura cuja existência me era desconhecida até então.
Do ponto de vista do espetáculo foi interessante, por uns dois ou três minutos, o cenário caribenho, latino-americano, com dançarinos, cana de açúcar, casita, etc… Do ponto de vista da música, lamentável, o artista parecia ter bolas de gude na boca, não se entendia uma única palavra, o que também não tem nenhuma importância. Nota 3 para o conjunto da obra. Um bando de dançarinos chacoalhando freneticamente os glúteos, e o artista apalpando os genitais a cada três acordes só adicionaram desgosto ao espetáculo.

Mas… do ponto de vista político foi um golaço!!!

é isso, por fernando stickel [ 16:58 ]

arquitetura a marteladas

Nesta esquina triangular da Av. IV Centenário com R. Afonso Braz agonizou durante décadas uma casa abandonada.
Alguns anos atrás iniciaram-se obras de reforma, da pior forma possível, sem projeto, sem tapume, sem capricho, sem limpeza.
A coisa se arrastou por muito tempo, vãos de portas e janelas foram abertos e fechados dezenas de vezes, óbviamente pela falta de um projeto. Arquitetura feita na base da picareta e da martelada, tentativa e erro…
Finalmente abriram lá um restaurante, que não durou mais que um ano. E lá está o imóvel fechado…

Muito dinheiro gasto, muito tempo de obra, a quem interessa tanto prejuízo, talvez alguém que precise lavar dinheiro, né não?

Neste endereço no 591 da R. Diogo Jácome já existiram “N” restaurantes, todos de arquitetura duvidável e vida curta.
Cores muito fortes na fachada, combinações exóticas de menus divulgados em cartazes na porta, e, compreensívelmente, pouca gente lá dentro.
Este se anuncia como “Gastronomia e Confeitaria Afetiva”
Algum tempo atrás um deles fez um toldo tão vagabundo que na primeira chuva a coisa desabou…

Parece que nestes endereços tem caveira de burro enterrada.

é isso, por fernando stickel [ 9:52 ]

desastre anunciado

Na esquina da R. Afonso Braz com Diogo Jácome, na Vila Nova Conceição, havia um tradicional bar da esquina, sempre cheio, com mesinhas na calçada. Aos sábados enchia de atletas, passeadores, gente bonita e saudável, tomando um lanche, suco ou uma cerveja, durante a semana trabalhadores de todos os tipos traçando um PF.

Há cerca de um ano ou ano e meio foi fechado e demolido, eu não entendi…
Ficou um tempão fechado e mais recentemente iniciou-se uma obra esquisita, daquelas que aparenta não ter projeto, propósito, nem cronograma.

Esta esquina faz parte do meu roteiro diário, seja a pé ou de carro, e flagrei uma coluna evidentemente fora do prumo, e muito delgada para segurar sua carga, parece que o último andar será um “rooftop”… Desastre anunciado? Implicância de um chato? Pode ser, mas conheço um pouco de obra, estrutura, etc… e o bom senso me alertou.

Existem por aqui no bairro outros fenômenos similares, pontos excelentes com obras mal feitas e incompreensíveis, parece ser lavagem de dinheiro… Normalmente os bares/restaurantes que surgem nestes pontos esquisitos não decolam, estão sempre vazios.

Todas as vezes que passei a pé pela obra tentei encontrar um mestre de obras, alguém para comentar sobre a coluna, mas a obra parece blindada, sempre fechada.

Ao longo dos meses alguns enchimentos (sem ferro) foram adicionados, solução estética? Me parece evidente que a estrutura desta trapizonga está subdimensionada.

Fui verificar o site constante da placa, mclregularizacoes.com.br que revelou-se inexistente… curioso… Pesquisei também o número do CREA do engenheiro Marcelo Alves Sobrinho, também inexistente… mais curioso ainda… O número do ART confere no site do CREA, para reforma sem acréscimo de área, mas o registro do CREA do engenheiro é outro… curiosíssimo!!!

é isso, por fernando stickel [ 7:14 ]